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O País – A verdade como notícia

Com sua embaixada presente em Moçambique há cerca de vinte anos, a Irlanda pretende abrir-se mais a parceria público-privado com Moçambique, nas áreas de saúde, educação, tecnologias e turismo, avançou, hoje, em Maputo, William Carlos, Embaixador da Irlanda no país.

O empresariado moçambicano, na voz de João das Neves, Pelouro do Turismo CTA, diz que pretende aproveitar no máximo o potencial que a Irlanda tem nestes sectores, para catapultar o desenvolvimento nacional.

O embaixador da Irlanda em Moçambique visitou as instalações da CTA em Maputo, nesta quinta-feira, para se inteirar do ambiente de negócios no país.

 

 

 

 

 

 

Complica-se a negociação das dívidas ocultas entre os credores e o Governo de Moçambique. Depois do Ministro das Finanças, Adriano Maleiane, ter, esta terça-feira, apresentado, em Londres, o plano de restruturação da dívida, pedindo aos credores mais tempo para pagar as dívidas e a redução das taxas de juros em 50%, os titulares da dívida chumbaram a proposta, tendo-a considerado inviável.

De acordo com a agência Ruters, o grupo dos credores da dívida de Moçambique, avaliada em 2.1 biliões de dólares, rejeitaram os três cenários apresentados por Maleiane que visavam restruturar a dívida num intervalo que varia de 8 a 16 anos.

De acordo com a Reuters, os credores dizem-se mesmo desapontados pelo facto de o Governo moçambicano prever pagamentos apenas depois de 2022, altura prevista para o arranque da exploração do gás natural.

Segundo Philipe Blackwood, director executivo da empresa dinamarquesa EM QUEST:  “Se for o caso de aliviar a dor e angústia da dívida, nos próximos cinco a sete anos, os investidores podem dar esse alívio, mas assim que o projecto de exploração de gás entrar em acão, os ganhos deviam ser usados para redução da pobreza, bem como para compensar os investidores que ajudaram a superar a crise”.

Adriano Maleiane volta a reunir-se nesta quarta-feira com os credores, devendo receber oficialmente a resposta dos credores.

 

 

As Linhas Aéreas de Moçambique e a companhia FastJet firmaram, hoje, uma parceria que prevê a partilha de códigos de voos, exploração de rotas entre outras actividades comerciais e de manutenção. De acordo com o Presidente da Comissão Executiva da LAM, António Pinto, a parceria vai contribuir para o desenvolvimento económico e comercial das duas instituições e do país.

O acordo, rubricado por António Pinto e Nico Bezuidenhout, representante da companhia FastJet tem a duração de seis anos e entra em vigor de imediato.

O acordo prevê entre outras coisas, a manutenção dos aviões das duas instituições, um facto que de acordo com António Pinto vai melhorar os serviços prestados pelas duas companhias.

Ainda segundo o PCE da LAM "as áreas de cooperação não só fortalecerão a companhia da bandeira, mas vão igualmente contribuir para iniciativas que promovam o turismo, o desenvolvimento económico e o comércio".

Por sua vez a FastJet considera igualmente, que o acordo é uma mais-valia e o representante da FastJet referiu que este tipo de acordo é o primeiro no continente africano.

A transportadora aérea FastJet está sediada no Reino Unido e iniciou as suas operações no em Moçambique em Novembro do ano passado, após a liberação do espaço aéreo nacional. A companhia faz actualmente ligações entre as cidades de Maputo, Beira, Nampula e Tete.

 

Dos 50 mil dólares disponibilizados pela USAID, 30 mil dólares foram destinados à Associação Comercial da Beira e 20 mil  para o Conselho Empresarial Provincial de Sofala.  De acordo com Agostinho Vuma, Presidente da CTA, que falou à imprensa, na Beira, onde decorreu a reunião de monitoria da agenda provincial estratégica dosector privado, neste momento decorrem outras negociações para financiamentos no agro-negócio.

Agostinho Vuma lembrou, durante a abertura da reunião, que uma das prioridades estratégicas do sector privado em Moçambique passa por promover a agricultura comercial, com vista a aumentar a produção e produtividade, permitindo que os produtos tenham mercado, servindo como incentivo para maior produção. Vuma citou como exemplo o projecto MozGrow, concebido pela Fundação SOICO e que tem como parceiros a própria CTA e os bancos BCI e BNI.  

A governadora de Sofala, que procedeu à abertura deste evento, defendeu uma maior comunicação entre o sector público e  privado.
Os 50 mil dólares foram disponibilizados pela USAID no âmbito de uma parceria com a CTA, que tem como objectivo fortalecer o movimento associativo e descentralização do diálogo público privado.

 

 

De acordo com a apresentação feita pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, cujo documento tivemos acesso, o Governo explica a necessidade da reestruturação com o argumento de que apesar do ajustamento fiscal empreendido, o serviço da dívida continua um grande fardo para as contas públicas.

Como proposta para a renegociação, o governo apresenta como linhas de reestruturação, a redução em 50% das taxas de juro, sobretudo no que diz respeito às facturas, incluindo as respectivas multas, cuja maturidade está vencida, e a transformação dos juros em capital.

Para a mesa negocial, Maleiane leva três cenários para a consideração dos credores. A primeira alarga a maturidade dos créditos em 16 anos, com as taxas de juro que vão de 2% até aos primeiros cinco anos, subindo para três até ao 10º ano e até 6% até ao final. A segunda opção alarga o pagamento por mais 12 anos, com uma taxa de juro que varia de 1,5% nos primeiros cinco anos, até 5% nos anos subsequentes.

A última opção, a considerada mais apertada para o país, aponta para um prazo de maturação de oito anos. Para este último caso, o Governo pede um considerável desconto do valor da dívida.

De acordo com dados do Governo, estão actualmente em atraso facturas no valor de 637 milhões de dólares, dos quais, 136 correspondentes à dívida da Ematum, 345 da MAM e 154 milhões da Proindicus.

 

 

 

De acordo com director do Departamento Angola da instituição financeira internacional, Ricardo Velloso, a valorização dos preços do petróleo no mercado internacional faz com que Angola não necessite de solicitar um programa de assistência financeira ao Fundo Monetário Internacional (FMI), escreve o Macauhub.

Ricardo Velloso admitiu não haver necessidade de um programa de assistência financeira da instituição, dada a valorização do petróleo, que eleva o fluxo de receitas para os cofres públicos angolanos.

O economista defendeu um redimensionamento do sector empresarial do Estado, com a redução do fardo do Tesouro Nacional e o aumento da eficiência económica por via do encerramento das companhias estatais insolventes e a reestruturação ou a privatização das que forem ineficientes, mas viáveis do ponto de vista económico.

A missão do FMI manteve consultas em Angola, de 1 a 15 de Março, tendo concluído que a economia angolana “está a observar uma ligeira recuperação económica”.

A notícia foi avançada, hoje, pela agência Lusa, que citava um comunicado da Jubilee Debt Campaign, a organização que defende o cancelamento das dívidas dos países em desenvolvimento.

A petição assinada por 100 deputados do Reino Unido “expressa preocupação com os supostos empréstimos secretos concedidos pelos bancos com sede em Londres, em 2013, para empresas moçambicanas, com garantias do governo de Moçambique e sem aprovação do Parlamento”.

O documento “solicita medidas para garantir que todos os empréstimos concedidos pela lei do Reino Unido a governos ou com garantias governamentais sejam divulgados publicamente no momento em que são feitos e cumpram a lei do país em questão”.

Sarah-Jayne Clifton, directora da Jubilee Debt Campaign, referiu que “os credores e funcionários do governo que estão nos bastidores desses acordos ultrajantes precisam ser responsabilizados por suas acções”.

“O povo de Moçambique não deveria ter que pagar um centavo sobre essas dívidas secretas” e “qualquer credor que se sinta enganado deve procurar ser ressarcido pelos bancos que organizaram os empréstimos secretos”, ou seja, o Credit Suisse e VTB, bem como por qualquer pessoa que possa ter lucrado com os negócios.

Roger Godsiff, um dos deputados que assinou a petição, considerou como sendo muito preocupante que os empréstimos tenham sido concedidos sem a supervisão adequada do Parlamento moçambicano.

“No Reino Unido, precisamos reconhecer o nosso papel neste escândalo. A Autoridade de Conduta Financeira deve utilizar todos os meios à sua disposição para manter os bancos com sede em Londres para serem contabilizados”, referiu o deputado.

Ao mesmo tempo, considera necessárias “novas medidas para garantir que todos os empréstimos concedidos a governos pelas instituições financeiras baseadas no Reino Unido ou empréstimos concedidos de acordo com a lei do Reino Unido sejam divulgados publicamente”.

Segundo a agência Lusa, o ministério dos Negócios Estrangeiros britânico não respondeu se estava em contacto com as autoridades moçambicanas sobre o assunto. Já a entidade supervisora do sector financeiro (a Financial Conduct Authority) recusou confirmar a existência de uma investigação à conduta dos dois bancos.

A petição foi divulgada um dia antes da reunião entre o governo de Moçambique e os credores das dívidas ocultas, no valor de dois mil milhões de dólares.

Há duas semanas, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, anunciou que havia “entendimento sobre como sanar a dívida” com o banco russo VTB. Mas esta informação não foi confirmada pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, que negou a existência de qualquer acordo com o VTB.

 

O Governo angolano anunciou, recentemente, submeter ao parlamento, uma proposta de revisão do Lei do Investimento Privado que deixa cair a obrigatoriedade de os sócios nacionais terem uma posição de pelo menos 35% no capital social das empresas, medida que visa favorecer a captação de investimento directo estrangeiro.

O FMI reagiu à medida e disse considerar que o pacote vai permitir maior crescimento económico para o país.

Ricardo Velloso, citado pela agência noticiosa Macauhub, acrescentou que a legislação sobre concorrência visa quebrar alguns monopólios existentes na economia, incentivando, dessa forma, a que haja maior investimento privado com a consequente criação de mais postos de trabalho, sendo que a relativa ao investimento privado vai instituir mais incentivos e garantias para que os empresários estrangeiros possam investir em Angola.

O economista brasileiro, que falava no final da visita que a missão efectuou ao país, realçou que a dívida pública angolana está agora mais elevada do que anos anteriores, “algo que constitui uma preocupação para o FMI”, mas reconheceu que o governo angolano deu um passo importante com a aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2018, que apresenta um défice menor do que o registado em anos anteriores.

No final de um encontro entre a equipa económica angolana e a delegação do FMI, o ministro de Estado de Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, disse que as previsões agora anunciadas pelo FMI para a evolução económica de Angola este ano são positivas, atendendo a que revelam melhorias relativamente às iniciais, tendo mencionado o caso da taxa de crescimento económico que, de uma previsão inicial de 1,6%, passou agora para 2,2%. 

 

A Triton Minerals já estava presente no negócio e nesta semana adquiriu os restantes 20% de participação, lê-se em comunicado divulgado pela companhia.

“A aquisição da plena propriedade económica acontece num momento importante para o desenvolvimento do Projecto Ancuabe”, um dos locais de prospecção promissor para abertura de minas, referiu Peter Canterbury, director de operações da empresa.

A medida vai também ajudar a montar a operação financeira para que a Triton tome uma decisão de investimento “no segundo trimestre de 2018”, acrescentou.

Segundo a Lusa, a licença de exploração mineira em causa situa-se no distrito de Ancuabe, província de Cabo Delgado, uma região do norte de Moçambique, onde já operam outras minas de grafite e onde novas empresas planeiam também iniciar exploração.

A procura por grafite está em alta a nível mundial, por ser um componente usado em baterias, numa altura em que o mercado de automóveis movidos a electricidade e outros produtos eléctricos, como as aeronaves autónomas (drones), está em expansão.

Com dois projectos em curso na província de Cabo Delgado (norte) – Balama Norte e Ancuabe -, a mineira australiana tem vindo a anunciar importantes descobertas nos cerca de 30 furos de prospecção que já realizou em ambas as áreas, que são próximas a uma concessão da Syrah Resources, já com actividades de exploração de grafite.

Entre os 20 accionistas da Triton Minerals estão o Citicorp Nominees PTY Limited (23,8%), do grupo financeiro Citigroup, e o JP Morgan Nominees Australia Limited (3,11%), do JP Morgan.

 

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