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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

A 5ª edição da feira de tecnologia está a caminho do fim. Inclusive, o último keynote speaker já subiu ao palco para partilhar os seus conhecimentos. Chama-se Sanjay Kumar Beegun, e é Director de Operações, Barclays Bank Moçambique. Nos minutos que discursou, Kumar Beegun sugeriu que Moçambique crie um mercado electrónico, o que pode fazer com que operadores concebam um mercado de produtos e capazes de estar conectados num contexto global.

A expectativa do Director de Operações da Barclays Bank Moçambique é de que os moçambicanos possam comprar e pagar bens e serviços electronicamente, pois, sem o envolvimento de papel, a burocracia diminui.

Sanjay Kumar Beegun lembrou que, num contexto em que as pessoas estão à procura de conveniências, a melhor forma de fazer negócio baseia-se em serviços flexíveis, com respostas rápidas, sobretudo no que diz respeito aos bancos, que, no futuro, serão digitais. O orador vaticinou que é uma questão de tempo, o dinheiro vivo vai deixar de ser usado, mesmo porque as notas devem ser substituídas em nove ou 27 meses, o que implica custos. Com o digital, os gastos não serão necessários.

 

Num mundo cada dia mais conectado, o maior desafio é explicar ao cliente porque migrar do dinheiro vivo para o digital, porque as pessoas devem perceber as vantagens dessa evolução tecnológica. De acordo com Gisela Fonseca, Chefe-Executiva Comercial e Vendas do Mpesa, a educação é importante para o efeito porque o provedor de serviço pode ter problemas caso os consumidores não compreendem como usar de forma segura o sistema de pagamentos digitais.
Bem dito, no último painel da 5ª edição da MOZTECH, os oradores debateram à volta do tema “Pagamentos digitais – desafios da invisibilidade”.

Aurélio Machado, Vice-Director do eMola, explicou que a sua instituição, a Movitel, procura educar clientes sobre a segurança do uso do dinheiro electrónico, que pode ser mais seguro do que um cartão de débito. No mesmo diapasão, Benjamim Fernandes, Director Comercial da EDM, informou que o pagamento digital é uma grande vantagem porque elimina facturas e filas desnecessárias.

A 5ª edição da MOZTECH realizou-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

 

O Director Executivo da maior feira de tecnologias do país, MOZTECH, fez o discurso de encerramento do evento que decorreu entre os dias 9, 10 e 11 no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

De poucas palavras, Enoque Massango agradeceu aos participantes que, durante três dias, se fizeram à feira e acompanharam os debates.

“Há cinco anos lançamos o projecto e hoje completamos cinco anos, graças a todos os que apostaram em nós”, disse e deixou ficar a promessa. “Continuaremos a inovar. O MOZTECH continua e para o ano há mais”.

Os agradecimentos foram extensivos aos parceiros, dentre os quais MCnet, CTA, Fidelidade, e todos os outros que directa ou indirectamente apoiaram a realização desta edição e ao governo, representado este ano pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, pelo apoio.

A 5ª edição da MOZTECH decorreu sob o lema “Sociedades de Conhecimento Hiperconectadas”.

 

Sob o lema ‘Cybersecurity/Estamos todos ameaçados’ iniciaram os debates do Segundo dia da Feira MOZTECH, que decorre no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

 José Samo Gudo, Director-Geral da Escopil Tecnologias, disse, durante sua apresentação sobre o evento, que a questão de segurança cibernética é extremamente sensível porque estamos numa era em que já é praticamente impossível viver sem internet, daí ser importante estarmos seguros nesse mundo. “Tudo o que passa por uma rede informática deve ser protegido”, disse.

Para ser mais específicos, deu um exemplo no qual referia que um indivíduo com internet é tão ou até mais perigoso que um indivíduo armado, visto que, o homem armado só poderá atacar as pessoas que estão a sua voltam no entanto, o com internet pode ameaçar a qualquer pessoa, em qualquer canto do mundo, porque para a internet não existem fronteiras e não existem barreiras.

Por outro lado, referiu, a legislação no campo cibernético não é ainda muito clara.

Com o crescimento de utilizadores da internet, cresce também o número de ataques cibernéticos, perpetrados pelos famosos ‘hackers’. Actualmente, disse Samo Gudo, 50% de todo o mundo tem acesso à internet e a estimative é de que até 2025, 90% da população tenha acesso à internet, com isto, os registos de ataques também são notáveis. Deu exemplos, tendo destacado o saque de 112 milhões de dólares, em 1987 e o recém ataque que afectou várias pessoas de todo o mundo, no ano passado.

Aliás, um dos ataques cibernéticos mais comum é o malware (virus) e Samo Gudo disse que diariamente, são lançados de cerca de dois milhões de malwares são lançados.

E para se proteger dos hackers, defendeu a formação, os utilizadores precisam ser ensinados como e onde usar seus dados. Defendeu também a criação de políticas e procedimentos para limitar o acesso dos malfeitores.

E fez uma chamada de atenção: disse ser extremamente perigoso usar wi-fi gratuitos, porque muitas vezes pode não ser real, mas de um hacker que queira ter acesso aos dados de quem usar. “Não partilhe documentos sensíveis quando estiverem a usar wi-fi grátis”. E mais: “Não partilhe as senhas”.

No país, casos de ataques cibernéticos ainda não são de grande relevo, no entanto, não estamos numa ilha e precisamos nos precaver. “O mundo está a colapsar, temos que nos preparar. Não somos muito atacados porque ainda não somos um mercado apetecível para os hackers. Mas estamos a mudar e temos que nos preparar”, alertou.

 

O primeiro painel do segundo dia da MOZTECH – 2018 discutiu “Cybersecurity – estamos todos ameaçados?”. Neste encontro, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, quatro oradores apontaram um conjunto ideias susceptíveis de fazer das tecnologias uma ferramenta importante para o desenvolvimento das sociedades conectadas à internet.

Com efeito, sendo que o digital é indispensável, Eugénio Novele, Director Técnico da internet Solutions e um dos oradores do painel, defendeu que a segurança é algo crucial no contexto tecnológico/ internet. Por isso, a sua instituição preocupa-se em montar uma equipa especializada àquele nível. Nisso, a atitude e a consciência do que se pretende proteger são questões prioritárias. Aliado a isso, “no que toca à segurança, a confidencialidade dos profissionais deve dar conforto aos clientes”. Novele acredita que é preciso transmitir aos utilizadores da internet, administradores e clientes que se está num ambiente sensível. “No contexto em que a tecnologia e os processos estão a evoluir, é preciso investir na componente humana, considerando que se leva cinco anos para criar um especialista de segurança”, revelou.

Alsone Guambe, Responsável de Segurança de Sistemas de Informação do Milllennium BIM, defendeu a necessidade de se encarar a formação de forma transversal. Se, por um lado, os administradores devem estar bem formados para a segurança ser certa, os clientes também merecem estar preparados, de modo que ganhem consciência de que devem estar seguros e a importância que daí advém. “Temos que ter cuidado no uso das tecnologias, com a noção de que nem todos os serviços devem ser acedidos de qualquer local”.

Apontados os requisitos fundamentais para o uso lúcido das tecnologias, José Samo Gudo, Director-Geral da Escopil Tecnologias, sugeriu mais um, tão importante como os outros: “temos que investir mais na ética, porque a ética vai servir de consciência se o trabalhador decidir ou não cometer fraudes. A ética é o principal factor na formação, o que nos permite ter polícias do que infractores”.

No primeiro painel do dia, interveio igualmente Massinga Apala, Director Postal e de Telecomunicações do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM). Apala espera que ainda este semestre seja aprovada uma estratégia de segurança nacional e que no segundo seja implementado.

O INCM está a desenhar praças públicas a nacional com WI-FI, como já acontece no Jardim Tunduru, afinal, para se estar seguro, é preciso que se esteja conectado. E porque a formação esteve muito em discussão, Apala deixou uma recomendação: “é preciso criar procedimentos do uso de sistema de informação. Os administradores e utilizadores são o ponto mais frágil nas instituições”.

 

 

 

 

 

 

 

O East3Route, uma iniciativa de turismo integrado, lançado em 2011, que envolvia Moçambique, África do Sul e Suazilândia será redesenhado, com o objectivo de integrar mais países, tornar-se sustentável e mais moderno, respondendo aos actuais desafios do turismo. A informação foi avançada pela vice-ministra da Cultura e Turismo, Ana Comoana, à margem do fórum de turismo de Durban Indaba 2018.

Inicialmente, o projecto unia, por via do turismo integrado, a província e cidade de Maputo, a província sul-africana de KwaZulu-Natal, e Suazilândia. Recentemente, a província sul-africana de Mpumalanga e Seychelles juntaram-se ao projecto e espera-se ainda que o Gana e Quénia possam juntar-se, brevemente, ao East3Route.

Os ministros e vice-ministros do Turismo desses países estiveram reunidos, esta semana, em Durban, na África do Sul, para discutir o novo modelo do projecto turístico. “Queremos desenvolver um produto, uma expedição, um movimento turístico que abrange todos os países envolvidos. Criar-se uma rota que possa movimentar muitos turistas. Este é um desafio, o que significa que temos que identificar produto comum, que não seja só para Moçambique, só para o KwaZulu, mas que sirva para alavancar o turismo regional”, disse a vice-ministra da Cultura e Turismo.  

Segundo Ana Comoana, os países têm o desafio de identificar as ambições actuais do turista, as suas prefências em relação a lugares de visita, estadia e alimentação. O East3Route deve responder às exigências do turista jovem como também do adulto, e das diferentes classes socias.

A vice-ministra chefia a delegação moçambicana no Africa’s Travel Indaba, maior feira de Turismo regional, que iniciou na terça-feira e termina esta quinta-feira. Para a governante, esta feira é uma oportunidade para Moçambique vender as suas potencialidades, trocar experiências com outros países de forma a implementar na sua feira internacional do Turismo, a Ficane. “Queremos que a nossa feira, a Ficane, tenha a mesma dimensão que o Indaba e isso passa naturalmente pela presença. Da mesma forma que nós estamos aqui, os outros países também devem ir a Moçambique. Devem conhecer, no local, aquilo que nós podemos oferecer, ter a oportunidade de interagir com os que não podem estar cá. Deste modo ampliar a sua visão sobre o que Moçambique pode oferecer ao mundo”, explicou a ministra.  

A delegação moçambicana manteve ainda contactos com as instituições de turismo sul-africanas para conhecerem de perto o projecto de requalificação dos destinos turísticos de Durban. O encontro tinha como objectivo conhecer a estratégia e ganhar conhecimento para implementar no projecto de requalificação dos principais destinos turísticos de Moçambique, iniciativa que está a ser desenvolvida pelo Ministério da Cultura e Turismo e o INATUR.

 

 

O e-Government é uma plataforma que permite o Governo prestar melhores serviços aos cidadãos. Neste início de tarde, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, onde decorre a 5ª edição da MOZTECH, Jonathan Ofori, Director de Operações da MCnet, teve a responsabilidade de apresentar o tema “e-Government – o futuro dos serviços públicos”, proposto para o segundo painel do dia.

Ao longo da sua apresentação, Jonathan Ofori afirmou que é preciso que o país esteja aberto a adoptar novas tecnologias, no processo de implementação de estratégias e serviços que satisfaçam aos cidadãos. Ofori entende que para a governação electrónica – o e-Government – triunfar é importante que as entidades competentes decidam quais são as estratégias a definir, para que o país tenha uma direcção. Caso contrário, assume o Director de Operações da MCnet, haverá muita dificuldade na implementação de outros passos que acelera o bem-estar das pessoas.

No que se refere ao e-Government, segundo Ofori, importa definir estratégias a serem acompanhadas por um roteiro a longo prazo, o qual orienta aos implementadores.

 

Seis oradores juntaram-se, na 5ª edição da MOZTECH, para apontar as potencialidades do e-Government.

A realizar-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, no segundo dia da feira tecnológica, esteve Sérgio Mapsanganhe, Director-Geral-Adjunto do IMAGE, quem defendeu que o Governo decidiu investir na governação electrónica por este mecanismo ser célere. Inclusive, Mapsanganhe lembrou que, desde a aprovação da estratégia e-Government, em 2006, as instituições tiveram oportunidade de colocar no mecanismo electrónico os seus documentos.

Segundo explicou Sérgio Mapsanganhe, o Governo está interessado em mais sistemas que aproximem o cidadão à governação, como os de pagamentos de taxas ao Estado de forma electrónica e o de criação de certificações electrónicas para facilitar as transações.

E porque o Governo sabe que o e-Governement é um factor de satisfação dos cidadãos, trabalha com várias empresas a esse nível. Por exemplo, a Novabase. A representar esta instituição, Sofia Nogueira, a Directora, explicou que na área do governo electrónico, no caso da Novabase, o primeiro projecto foi ajudar o Governo a definir estratégias, pensando na forma como o cidadão e o Governo se relacionam. A Novabase está a trabalhar com o Governo na área do e-tributação, na Autoridade Tributária.  

Como forma de garantir o sucesso do e-Government, os oradores são unânimes, é importante a simplificação dos processos com foco no cidadão ou na empresa. “A coordenação dos projectos também é muito relevante”, disse Sofia Nogueira.

Outro painelista que debateu o e-Governmente foi Abhishek Dewan, Director de IT da MCnet, quem considera que é tempo de Moçambique começar a trabalhar numa moeda electrónica para que se faça transações sem se levantar dinheiro toda a hora. “Andar com dinheiro vivo é inseguro. E o e-Governament evita custos elevados na exportação de serviços. A moeda electrónica vale a pena porque é mais barata”.

Neste sentido de melhorar os serviços prestados ao cidadão, a Janela Única Electrónica (JUE), segundo Ciro Cardoso, Gestor de Desenvolvimento de Serviços da MCNet, é um passo no processo de implementação do governo electrónico. Porque uma das maiores dificuldades é a interconectividade entres as diversas iniciativas do Governo, a MCNet está a trabalhar de modo que as pessoas não tenham que passar por mais de uma entidade para lidar com documentação.

No painel desta tarde também estiveram Jonathan Ofori e Osvaldo Coreia, Director das Alfândegas, quem espera que as instituições tenham na JUE uma possibilidade para interagirem com as alfândegas. “A perspectiva é que tenhamos todo o conhecimento aduaneiro feito por via da Janela Única electrónica”.

 

O representante Residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ari Aisen, diz que a dívida pública moçambicana mantém-se insustentável fixando-se ao redor de 112% do Produto Interno Produto, daí que alerta para um esforço adicional por parte do governo como forma a melhorar os indicadores sócio-económicos.

Ari Aisen falava durante uma aula aberta na Universidade Pedagógica (UP), na qual foi convidado a ministrar sobre o tema “Conjuntura Económica em Moçambique-Para além das Estatísticas e Políticas Económicas”.

O governante entende que seja necessário criar reformas no ambiente de negócios como forma a permitir o rápido desenvolvimento do sector privado e a consequente geração de empregos.

O representante Residente do FMI em Moçambique fez ainda um panorama das razões que estiveram na origem da queda da economia moçambicana, destacando o surgimento de dívidas ocultas associadas às mudanças climáticas que contribuíram significativamente para escassez e subida dos preços dos produtos agrícolas.

Actualmente o novo stock de reservas do Banco Central cobre mais de sete meses de importações sem incluir os grandes projectos.

 

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