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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) prevê construção de uma refinaria de gás no país. Sem avançar com datas o Presidente do Conselho de Administração daquela instituição, Omar Mitá, diz que neste momento está em análise a viabilidade económica do projecto.

Segundo Omar Mitá o concurso público referente à construção de uma refinaria de gás no país foi lançado no mês passado. Mitá não tem dúvidas que o projecto irá melhorar o poder de compra dos moçambicanos.

O PCA da ENH revelou ainda que enquanto se espera pelo gás do Rovuma vai se conceber um projecto de importação da matéria-prima para ser refinada no país e consequentemente escoar o produto para os países do interland.

Para Mitá, Moçambique tem condições para beneficiar-se dos recursos naturais existentes no seu território acrescentando valor e cobrando preços de prémio.

 

Caiu, quinta-feira, o pano sobre mais uma edição da Africa’s Travel Indaba, considerada a maior feira de turismo africano. Nesta feira são expostos os principais produtos turísticos de cada país participante, há oportunidades para criação de parcerias entre agências de viagens e operadores turísticos e também espaço para o debate do sector do turismo no continente.

Na abertura do evento, o CEO da South African Tourism (SAT), Sisa Ntshona, convidou aos participantes a tirarem maior proveito do evento, pois considera Africa’s Travel Indaba uma oportunidade para conhecer África, no seu melhor. Ntshona destacou que no Indaba os participantes tem a oportunidade de conhecer as potencialidades do continente e traçar parcerias para investir nesses lugares.

Durante uma secção de debate que teve como tema: Responsible e Tourism- Enabling the “”New Normal”, que versava sobre o desenvolvimento do turismo tendo em conta o ambiente, os efeitos climáticos vindos do aquecimento global, e as comunidades locais. O CEO da SAT que fez parte do painel destacou que o sector privado e público devem trabalhar para promover mudanças no sector, mas esta transformação não pode colocar em risco os valores de uma comunidade, muito menos excluir as comunidades locais dos projectos. “Quando as pessoas são excluídas destroem, mas quando são incluídas nos projectos são as primeiras a protegerem-no. Há tempos no kruger park houve uma comunidade que se revoltou e resolveu fechar uma das entradas do parque, porque se sentiam excluídas e cansadas de ver actividades que geram dinheiro enquanto elas não tem acesso aos rendimentos”, disse o CEO da SAT.

Judy Lain, membro do painel, chamou atenção aos cuidados que temos que ter com o ambiente, como cidadãos em primeiro lugar e depois como turistas. Lain deu o exemplo da restrição de água que houve na cidade do Cabo recentemente devido a seca, onde cada pessoa teve que mudar de hábitos e para gastar cada vez menos água. A painelista disse que a mudança de comportamento que houve na cidade do Cabo deve ser transferida para Joanesburgo, para Durbam e por fim para o resto do mundo.

O turista em qualquer parte do mundo é chamado a ter um comportamento cívico, preservar o ambiente mesmo não sendo originário desse lugar. Os agentes turísticos por sua vez foram desafiados a desenharem pacotes, passeios que ensinem o consumidor a ter melhores práticas.

Ao encerrar o painel de debate, Ntshona desafiou cada um dos participantes a procurar soluções, porque elas existem internamente, não sendo necessário busca-las fora, onde os africanos devem tomar a dianteira e passar para acção. “Devemos deixar de ser vítimas, o mundo está a olhar para nós. Podemos mostrar que somos capazes de melhorar a nossa gestão, o nosso comportamento”, afirmou Sisa Ntshona.

Para a californiana Gail Woloz, dona de uma agência de viagens, o Indaba 2018 foi uma oportunidade única de conversar presencialmente com diferentes agentes do sector e criar parcerias. Woloz, que participa pela primeira vez no feira de turismo, considera o continente africano especial, onde há muito ainda por explorar no sector. A californiana tem como principal aposta da sua agência de turismo as viagens para África, os seus clientes tem como preferências África do Sul, Botswana, Tanzânia e Quénia. Gail Woloz afirmou que depois do Indaba vai aumentar os destinos africanos oferecidos na sua agência.  

O Africa’s Travel Indaba decorreu de 8 à 10 de Maio, na cidade de Durban, na áfrica do sul e contou a participação de 22 países africanos e compradores de mais de 80 países de todo o mundo, além de 600 membros de empresas de mídia, entre jornais, revistas e televisões nacionais e internacionais. Moçambique faz-se representar na feira com 20 expositores, entre agências de viagens, hotéis, linhas aéreas e o Instituto Nacional do Turismo (INATUR). A feira é organizada pela South African Tourism, agência de promoção do turismo na África do Sul e pelo ministério do Turismo daquele país.

Numa iniciativa denominada “bolsa de madeira sustentável”, os operadores de madeira tiveram a oportunidade de vender este recurso de forma pública aos compradores moçambicanos.

Com esta modalidade, foi preciso que se definisse preços de referência de cada tipo de madeira, o que ajudou a alguns exploradores a valorizar o recurso, visto que antes podiam vender a preços muito baixos.

Para o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, a iniciativa não só ajuda na valorização da madeira, como também vai implicar a arrecadação de mais receitas para o Estado.

Aliás, Celso Correia diz que as medidas que veem sendo implementadas no sector fizeram com que as receitas ao Estado aumentassem dez vezes mais.

O governante espera que com esta iniciativa, os operadores de madeira possam sempre vender o recurso, seja para compradores nacionais como estrangeiros, tendo preços de referência.

 

As sessões do último dia da 5ª edição da maior feira de tecnologias do país já começaram, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

Nesta manhã, a MOZTECH arrancou com uma tripla troca de experiências, protagonizadas por Bruno Santos, Director do Departamento Omnical da Fidelidade; Gianluca Pereyra, Fundador da Visor (vencedor do Protechting 2017) e Gércia Sequeira, Directora-Geral da ITIS. Todos os oradores, convidados a constituir o painel subordinado ao tema “Ecossistema de empreendedorismo tecnológico – criar alavancas de desenvolvimento”, dedicaram-se a partilhar experiências inspiradoras, que permitem as suas respectivas empresas alcançar bons resultados. Sequeira, por exemplo, disse que só foi possível abrir uma empresa de software, no seu caso, porque tiveram uma causa, a de contribuir para diminuir a distância entre os recém-formados e as empresas no mercado de trabalho. Antes, o propósito nem era formar mais uma empresa, que hoje possui um software ao serviço de 15 universidades do país.

 

A Directora-Geral do Instituto de Tecnologia Inovação e Serviços (ITIS), Gércia Sequeira, defendeu, durante o debate sobre “Ecossistema de empreendedorismo tecnológico/criar alavancas de desenvolvimento”, no último dia da feira MOZTECH, que para criar uma start up, os empreendedores devem ter em conta os desafios existentes no seu meio, para poder trazer a solução.

Sequeira falou da sua experiência positiva, mas alertou que a caminhada é individual, daí que, se algum empreendedor quiser desenvolver uma ideia não deve seguir um exemplo se sucesso e pensar que também vai dar certo. O empreendedor precisa, acima de tudo, ter uma causa, ou seja, um prolema a ser solucionado, precisa ter paixão por essa ideia e transformer todo esse ‘calor’ em trabalho.

A empreendedora diz igualmente que a tecnologia não é a solução dos problemas, mas um meio que pode ser usado para o efeito, até porque, acrescenta, a tecnologia sempre existiu, no entanto, está em crescente evolução. “Temos a oportunidade, por causa da acessibilidade, de inventar o futuro”.

António Pinto, Director de IT da Fidelidade de Angola, referiu que para criar uma solução, o empreendedor precisa conhecer o cliente, para saber que tipo de trabalho deve ser feito para responder as suas expectativas.

Referiu igualmente que em Moçambique e em Angola há ainda muito espaço para os empreendedores tecnológicos, e o que deve acontecer, é os empreendedores pensarem numa forma de trazer esta tecnologia e implementá-la.

Quem também defende o uso de tecnologias para deenvolver ideias e chegar a mais pessoas é Carlos Leitão, Director-Geral da Fidelidade e mostrou com exemplos, a experiência da sua instituição. “Como levar os seguros à população que nunca teve um seguro? Achamos jovens empreendedores para vender seguros, visando aproximar os seguros às comunidades. Criaram uma aplicação que permite que se faça uma simulação do seguro, independentemente do local onde o cliente estiver”, contou.

A cultura é a alma de um povo, que, bem explorada, gera muitos rendimentos aos artistas e ao país. Para o efeito, é necessário que se acredite nas potencialidades das diversas manifestações artísticas e culturais. Esta é a visão de Moreira Chonguiça, saxofonista que, neste fim de manhã, na 5ª edição da MOZTECH, a realizar-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, inaugurou o painel “Novos modelos de negócio – preciso ter produto para vender?”.

Ao longo do seu discurso, o saxofonista afirmou que é necessário recriar um novo modelo de negócio no país. No entanto, tal necessidade é de difícil concretização porque ainda não se estruturou o que Moçambique tem de melhor: a cultura. A questão central é, pergunta Chonguiça: “como criar segurança e apetite para o sector privado vir até nós não como patrocinador, mas como parceiro?”. Deixando a pergunta no ar, sublinhou que não se pode ter novos modelos de negócio sem estrutura. E, além disso, o maior problema para os artistas, avança, é não haver confiança nas questões culturais, porque a cultura é vista à margem.

Moreira Chonguiça sonha com os artistas a viver da arte, o que não é possível enquanto persistir a teoria de antecipação negativa em relação ao que considera causas nobres da sociedade. Segundo entende Chonguiça, é preciso apropriar-se de experiências de outros locais, África do Sul, por exemplo, onde se faz de museus e do jazz factores de atracção de receitas. “Maputo é uma das cidades mais criativas do mundo, mas isso não se nota porque não existe sincronização dos acontecimentos artístico-culturais”.

Chonguiça coloriu a sua abordagem e as suas posições sobre o poder da arte e da música, em particular, convidando More Jazz Big Band a intervir com acordes do saxofone.

 

 

 

Actualmente, existem várias formas de fazer negócios. Mas será que é necessariamente preciso ter um produto para vender? Para responder a esta questão, o músico Moreia Chonguiça, o Director da Xava, Eude Tsamba, o Director-Geral da Escopil Tecnologias, José Samo Gudo e o Director de Pesquisa e Desenvolvimento da UX, Tiago Borges Coelho foram os convidados do painel moderado pela Directora Operacional do ideários, Jéssica Manhiça.

José Samo Gudo é da opinião que o conceito do produto tradicional está a mudar e considera que tudo o que satisfaz uma necessidade de alguém é um produto.

O Director-Geral da Escopil Tecnologias considera ainda que separar produto e serviço, do ponto de vista tradicional, é fácil, no entanto, essa facilidade não se verifica no campo digital. “É mais fácil criar um serviço do que um produto”.

Já Eude Tsamba considera que a era digital abre espaço para que mais pessoas tenham oportunidades de fazer negócios, por causa da dispobilidade dos produtos intangíveis. Este ponto de vista foi sustentado pelo Director de Pesquisa e Desenvolvimento da UX, que usou como exemplo, uma das platafomas pelo grupo criadas, O Biscate, serviço que aproxima os ‘biscateiros’ dos clients que procuram pelos seus serviços. Aqui, não existe um produto como tal, mas um serviço, sustentável, que nasce das inovações tecnológicas. “A tecnologia devia unificar-nos e fazer deste mundo melhor, ao mesmo tempo, gerando dinheiro”.

Falando em novas formas de fazer negócios, várias são as plataformas que surgem no campo musical; algumas para salvaguardar a propriedade intelectual, no entanto, outras, baseadas na pirataria. E um dos debates que surgem, em torno disto, é de que é possível viver da música em Moçambique.  Moreira Chonguiça defende que sim, embora considere não existir um Mercado de música no país. E acrescenta que isso só vai acontecer quando as pessoas começarem a valorizar o trabalho dos músicos, o que passa por distanciar-se de toda a pirataria e musicas gratuídas, porque lesam o artista. E para esta classe, deixou um apelo. “Parem de fazer music-vídeo e comencem a investir na vossa música. Como artistas, temos que produzir algo que os moçambicanos se orgulhem. Fez o mesmo para os consumidores: “Quando convidarem um artista, nao peçam desconto, paguem mais”.

 

A Directora-Geral da Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç), Esselina Macome fez uma apresentação do tema “Financiar boas ideias/modelos e oportunidades”, o penúltimo dos debates da 5ª edição da maior feira de tecnologias do país, MOZTECH.

Antes de falar do financiamento, Macome falou do primeiro passo, a identificação de boas ideias. “É preciso identificar que ideias podem ser aceites, quais são os riscos e como acreditar que essa ideia pode ir avante”.

Para além da MOZTECH, Esselina Macome apontou as incubadoras, competições, standboxs e outras plataformas e feiras de tecnologias como espaços onde se pode identificar boas ideias.

E entrando para o tema de apresentação, disse ser importante encontrar-se modelos de financiamento das ideias. “As pessoas que têm ideias precisam de ter suporte”. Entretanto, este suporte nem sempre é primeiramente bancário. “É importante saber em que fase estamos e qual é o modelo de financiamento apropriado a esta fase”, referiu, a acrescentou como uma das possíveis saídas a criação de plataformas de empréstimo de pessoa para pessoa.

 

“Financiar boas ideias – modelos e oportunidades” foi o tema do penúltimo painel da 5ª edição da MOZTECH. A este respeito, a primeira oradora do painel, Sofia Cassimo, Vice-Presidente da FEME, foi muito clara ao considerar que os financiadores ou outras entidades não investem em ideias, investem em soluções, as quais devem ter estabilidade.

A concordar com a Vice-Presidente da FEME, Eduardo Sengo, Director-Executivo da CTA, disse que as empresas vão atrás do que consideram bom negócio. Por isso, a CTA intervém a partir do momento em que uma ideia torna-se negócio.
Ainda assim, explicou Sengo, as boas ideias precisam de acompanhamento porque antes de as mesmas revelarem-se alguém as deve financiar. “É papel do Estado acarinhar boas ideias. E é importante ter-se em conta o risco que as pessoas enfrentam, quando investem numa ideia sem compensação”.

Na opinião de Sengo, não se deve pensar que quem possui uma boa ideia é que vai, necessariamente, implementá-la. “Pode-se ter uma ideia e a execução em forma de negócio ficar ao critério de uma empresa. O esforço da CTA é buscar diversas formas de financiamento que possam apoiar quem quiser investir, diferente do que os bancos fazem”. Nisso, o Director-Executivo da CTA sugeriu que se proteja a propriedade intelectual e que se defenda um mecanismo de penalizar quem não o respeitar.
Bernardo Aparício, Director da Banca Corporativa e de Investimento, Barclays Bank Moçambique, na sequência da intervenção de Eduardo Sengo, defendeu que os bancos gostam de financiar bons negócios, com futuro, com capacidade de aumentar a escala. Aparício é a favor da combinação de diversas formas de financiamento, com equilíbrio de capitais.

Os painelistas concordaram com a ideia defendida por Esselina Macome, Directora-Geral da FSDMoc, a de que este é o momento de o país arranjar alternativas ao financiamento, para que as boas ideias não fiquem perdidas. “A casa das boas ideias é a academia, que deve ver o que faz para apoiar diferentes ideias sem título de empréstimo”.  

O painel contou ainda com a participação de Nelson Rodrigues, Especialista de Inovação da UNICEF.

 

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