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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

O Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) ultrapassou as metas de transporte de mercadorias transportando, nos primeiros três meses deste ano, cerca de 100 mil toneladas de carga diversa o que corresponde a 41 por cento acima do previsto. A meta do transporte de mercadorias, efectuadas pelo comboio que liga a cidade estratégica de Nacala aos países da Interland, nomeadamente Malawi e Zâmbia, era de 79.955, escreve a AIM.

O desempenho é fruto da qualidade dos serviços prestados pelo CDN, do bom estado da via ferroviária e o aumento do transporte de carga para Niassa como resultado da redução da tarifa Nacala-Lichinga.

A empresa aponta como desafio para o segundo trimestre, busca de melhorias necessárias para atender a demanda e melhorar o seu desempenho.

O CDN é uma sociedade anónima responsável pela gestão, reabilitação e exploração comercial de forma integrada das infra-estruturas do Porto de Nacala e da rede ferroviária do norte de Moçambique. Integra-se no Projecto Corredor de Nacala, que engloba a região norte de Moçambique, o Malawi e a Zâmbia.

 

A cidade da Beira será palco, esta quinta-feira, da segunda conferência de investimentos. A iniciativa é do Conselho Municipal da Beira que pretende com o evento, que será orientado pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho de Rosário, conquistar apoios nacionais e externos com vista a viabilizar várias iniciativas com destaque para a construção de 25 mil casas sociais de diferentes modelos, no bairro da Maraza, onde já estão disponíveis para tal 500 hectares.

"Já avançamos com a legalização do espaço assim como com a empresa de legalização de terra. A intenção desta empresa é garantir que se procedam os aterros, que se construam as infra-estruturas públicas, nomeadamente rede de estradas, de água, de esgotos e de energia"- explicou Daviz Simango, presidente do Conselho Municipal da Beira.

A cidade da Beira é altamente vulnerável a mudanças climáticas, e este será um dos temas em destaque na conferência.

"Há neste momento varias infra-estruturas em progresso. Vamos sentar com vários analistas para fazermos a simulação de cheias assim como acções técnicas de engenheira por forma a que se encomendem estudos fiáveis de modo a que a cidade da Beira possa resistir a estas mudanças climáticas"

O município pretende, por outro lado, conquistar simpatias para investimentos numa estrada que dá acesso directo ao Porto da Beira.

"Com intenções claras de garantir o desenvolvimento económico sustentável da região e do país e, por outro lado, garantir que os camiões de grande porte não circulem nas artérias da nossa cidade, pois contribuem grandemente para danificar as rodovias".

Importa referir que uma das marcas da primeira conferência de investimentos, que aconteceu em meados de 2015, foi a reabilitação do rio Chiveve, que esta a contribuir para minimizar os impactos das cheias cíclicas na cidade da Beira.

Prevê-se que a II conferência termine com a assinatura de memorandos de entendimentos com vários parceiros. 

 

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, conferiu posse, esta quarta-feira, ao novo director-geral do Instituto Nacional do Turismo (INATUR). Na ocasião, o dirigente recordou que o sector de Turismo é uma das prioridades do Governo, no entanto, continua a contribuir com taxas baixas o crescimento da economia nacional.

Este cenário leva a que Carlos Agostinho do Rosário desafie o novo gestor do INATUR, Romualdo Johnam, a melhorar o sector e a assegurar a promoção do turismo.

“Actualmente, o sector contribui com apenas com apenas 2,3% para o Produto Interno Bruto. Esta percentagem desafia a todos nós, uma vez que o nosso país possui enorme potencial turístico e, na nossa acção governativa, a área do turismo constitui uma das nossas prioridades, tendo em conta as áreas turísticas e de conservação existentes em Moçambique’’, disse.

Para o governante, o desafio é tornar o país num destino turístico de referência da região e do mundo.

Os desafios colocados a Romualdo Johnam estendem-se até à geração de mais postos de emprego, que deve passar dos actuais 61 mil trabalhadores existentes actualmente.

“Recomendamos ao INATUR para, no exercício das suas funções de promoção e valorização da nossa riqueza cultural, paisagística e faunística, assegurar que cada um dos intervenientes da área do turismo, tanto público como privado, continuem a dar a sua contribuição na geração de mais emprego e aumento da renda”, referiu.

Por outro lado, o primeiro-ministro quer a valorização e capacitação dos recursos humanos, visando a promoção do turismo doméstico.
Johnam substitui Albino Celestino que dirigia o Instituto desde 2015. Até Janeiro do presente ano, era Conselheiro Económico para área de Turismo e Cultura no Brasil.

 

O governo de Moçambique está a contar com o atum que os barcos de pesca irão recolher para aumentar a receita fiscal, atendendo aos níveis de capturas que estão a ser protagonizados tanto pelos operadores regulares como pelos ilegais, essa medida poderá não resultar.

O peixe a ser capturado, pela Tunamar deverá ter como destino o mercado da China, atendendo a que o grupo estatal CITIC é actualmente o maior investidor na Frontier Services Group (FSG), com uma participação de 28,4%, a que se adiciona uma outra da companhia de seguros China Taiping.

A indústria da pesca representa 4,0% do Produto Interno Bruto de Moçambique, havendo previsões de que o pescado capturado legalmente este ano registe um crescimento homólogo de 7,0% para 14 mil toneladas.

Mas existem dúvidas de que a entrada em funcionamento da frota de 24 embarcações da Tunamar encontre grandes quantidades de pescado, atendendo a que o governo moçambicano já admitiu que os cardumes de atum existentes nas águas de Moçambique não deverão ser em quantidade suficiente que permita a sua exploração por embarcações industriais.

 

Empreiteiros e representantes de empresas de construção civil juntaram-se, na manhã de hoje, para debater os problemas que impedem o crescimento do sector. Segundo o presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros mais de 50 por cento das empresas de construção estão a enfrentar dificuldades.

As que ainda estão no activo tiveram que reduzir o número de trabalhadores, as que mantiveram os trabalhadores operam no vermelho.

O encontro serviu também para harmonizarem as preocupações que serão apresentadas num encontro que a Federação vai realizar com o Governo dentro de dias.

 

O Governo quer reforçar o controlo do uso de mercúrio na mineração do ouro no país. Para tal foi hoje lançado em Maputo o projecto de elaboração do inventário nacional sobre o mercúrio no âmbito da convenção de Minamata.

O inventário vai identificar as zonas em que é usado mercúrio para mineração do ouro, em que quantidades é usado e o impacto que causou na natureza.

O registo surge da necessidade de se controlar o uso deste químico na mineração por já estar a causar a poluição dos solos e rios em Manica, o que coloca em perigo a saúde humana.

O inventário vai decorrer de Maio à Dezembro deste ano.
 O lançamento foi dirigido pela directora nacional do ambiente, Ivete Maibasse

 

Membros da Assembleia da Republica (AR) e das Assembleias Provinciais (AP) vão receber uma formação que visa aprimorar as técnicas e dotar de ferramentas para fiscalização parlamentar do sector da Industria Extractiva.

O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) em parceria com o Centro de Estudos e Formação Parlamentar (CEFP), elaboraram guiões para a fiscalização do sector da Industria e fiscalização dos Direitos Humanos na Industria Extractiva, que servirão de estudo na formação.

O sector extractivo constitui um mercado complexo e dinâmico onde convergem interesses diversos. Por um lado, estão as grandes companhias bem equipadas, e por outro, as instituições do Estado pouco preparadas para lidar com os desafios de um mercado competitivo e com muitos pormenores técnicos.

Esta formação decorre da implementação do projecto “Fortalecendo o Papel do Parlamento e das Assembleias Provinciais no desenvolvimento da Área da Indústria Extractiva”.

 

Trata-se do dinheiro que será gasto na construção de plataformas e outras infra-estruturas de apoio para a produção de gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês) nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma. Os dados foram revelados por Omar Mithá, PCA da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), na palestra que marcou a celebração dos 13 anos do jornal O País.

Neste momento, o consórcio liderado pela italiana Eni está a investir oito mil milhões no projecto “Coral Sul” na Área 4, cuja decisão final de investimento saiu em 2017. Para este projecto, a ENH, braço do Estado nos projectos de exploração de hidrocarbonetos, deverá pagar 800 milhões de dólares para realizar a sua participação de 10%. Ainda na Área 4, a norte-americana Exxon Mobil, cotada como a maior petrolífera do mundo, está a desenhar o projecto tecnológico e financeiro para o complexo “Mamba”, que vai consistir em duas unidades de liquefacção de gás em terra (onshore). Para este projecto, os concessionários ainda não tomaram a decisão final de investimento, mas as projecções de investimento apontam para mais de 25 mil milhões de dólares. O elevado custo de investimento tem que ver com as quantidades de gás existentes no complexo “Mamba”, avaliadas em 50 biliões de pés cúbicos.

Sobre este projecto, o governo disse na Assembleia da República, há duas semanas, que esperava iniciar as discussões sobre o plano de desenvolvimento com a Exxon Mobil ainda este ano, e que a tomada da decisão final de investimento ocorra em 2019.

Sobre a Área 1, Omar Mithá fez saber que a decisão final de investimento deverá ser tomada em finais do ano ou princípio de 2019, depois da aprovação, em Janeiro, do plano de desenvolvimento pelo Conselho de Ministros. Operado pela norte-americana Anadarko, este projecto será desenvolvido em terra firme, onde serão construídos duas fábricas de LNG com capacidade para produzir 12 milhões de toneladas de gás por ano.

Os concessionários deverão investir cerca de 25 mil milhões de dólares, e o PCA garante que o projecto está bem encaminhado, com expectativa de contratos de venda a médio e a longo prazo acima dos milhões de toneladas por ano.

“Estamos a falar de investimentos de mais de 50 mil milhões de dólares, além dos oito mil milhões de dólares já aprovados para o projecto Coral Sul. São projectos sem precedentes em toda a África subsahariana. São projectos de transformação estrutural”, descreveu o PCA da ENH, acrescentando que o uso do gás doméstico para o desenvolvimento da indústria química vai resultar em mais investimentos em Palma, o distrito que acolhe os projectos de gás do Rovuma.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, esteve na província de Nampula, desde a última sexta-feira, para uma visita presidencial. Esta segunda-feira, último dia da visita, a população do distrito de Eráti, composta maioritariamente por agricultores, pediu que o Governo intervenha na fixação dos preços dos produtos agrícolas, sobretudo do feijão, que tem sido sua grande aposta na comercialização.

Os produtores dizem, no entanto, que o preço tem estado abaixo das suas expectativas.

“Gostaríamos de pedir, que à semelhança da cultura do algodão, em que o Governo intervém na fixação anual do preço de comercialização, também intervenha na fixação de preços dos produtos agrícolas, no caso concreto dos feijões”, disse um dos representantes do povo.

Outra preocupação apresentada ao Chefe do Estado tem a ver com a reabilitação das vias de acesso para permitir escoamento dos produtos. A população também pediu acesso à energia eléctrica na vila sede do posto administrativo de Alua.

Filipe Nyusi assegurou que esta é a última  vez que o pedido de energia é feito pela população. Nyusi prometeu, igualmente, que as obras de reabilitação das vias de acesso vão iniciar no próximo mês.

Ainda no distrito de Eráti, o Chefe de Estado inaugurou um sistema de abastecimento de água, em Alua, que deverá beneficiar a cerca de 24 mil pessoas.

 

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