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O País – A verdade como notícia

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta sexta-feira, a fábrica de Cimentos de Maiaia, em Nacala, na província de Nampula, de um investimento de 10,28 milhões de dólares, dos quais 85 por cento de capitais são chineses e os restantes moçambicanos.

O Chefe do Estado disse na ocasião, citado no site da Presidência, que a nova fábrica constitui mais uma prova de que os investidores continuam a acreditar em Moçambique, e Nampula agora melhora esse quadro através dos vários empreendimentos socio-económicos que são implantados.

“Os investidores continuam a acreditar em Moçambique, sobretudo quando se tem uma fábrica que é a terceira de Nampula e a terceira maior em termos de produção. Como vimos no comício, a população continua a precisar de mais cimento, mas continua a reclamar do preço do cimento”, disse ainda o estadista, recomendando a direcção da Cimentos de Maiaia para que procure praticar preços mais aceitáveis para contrabalançar o mercado.

Interagindo com os trabalhadores, o Presidente da República advertiu-os para que mantenham uma atitude pró-activa, dedicando-se ao trabalho.

“Defendemos os direitos dos trabalhadores, mas é importante que se aumente a produção, assim como a manutenção das máquinas, observância das medidas de segurança, sempre procurando evitar furtos e outras perdas”, recomendou.

A fábrica emprega actualmente 60 trabalhadores, 48 dos quais moçambicanos, e possui uma capacidade instalada para a produção anual de 250 mil toneladas de cimento. As obras de construção arrancaram em Julho de 2016.

Ainda na sexta-feira, Filipe Nyusi inaugurou uma fábrica de descasque de castanha de caju, e o Hotel Sol, fruto de investimento directo na economia nacional.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou um apelo aos potenciais investidores e à população de Nampula, para explorarem as potencialidades económicas que o distrito costeiro de Mongincual oferece.

“O distrito tem o suficiente para evoluir nas áreas da pesca, turismo, agricultura, e criação de gado. O importante é que estas áreas sejam abraçadas com vigor. Se isso acontecer, Mongincual pode sair da situação em que se encontra”, disse o Chefe de Estado citado pela AIM.

Interagindo com a população no comício que orientou na vila de Namige, sede do distrito de Mongincual, Nyusi citou como exemplo o pescado. “Vamos investir no pescado porque aqui sai todo tipo de peixe”.

O Presidente voltou a abordar o mesmo tema durante o encontro que manteve com pescadores locais. “Vi quase todo tipo de peixe, de qualidade, na exposição que organizaram. Estamos satisfeitos com o vosso trabalho”.

A exposição decorreu sob o lema: A Pesca, Promovendo a Economia do distrito de Mongincual.

Recomendou aos pescadores para reforçarem o associativismo, observarem o período de defeso e serem mais vigilantes contra a pesca ilegal. “Devem ser vocês a proteger o recurso pesqueiro, porque o peixe e o mar são vossos locais de trabalho e de rendimento.”

O distrito conta com 2.549 pescadores, 356 embarcações das quais 41 a motor. Tem cerca de 290 artes de pesca com nove centros de pesca e 80 processadores.

Na campanha passada o distrito produziu pouco mais de 13 mil toneladas de pescado, contra cerca de 12 mil planificadas.

Numa mensagem apresentada no encontro, os pescadores agradeceram o financiamento na aquisição de cinco motores para embarcações de pesca; desmantelamento de redes de pesca pertencentes a estrangeiros ilegais; alocação de outros três motores, entre outros apoios.

Os pescadores apresentaram como desafios o financiamento para a aquisição de motores para as suas embarcações, instalação de mais meios de frio para a conservação de pescado, combate a redes de pesca nocivas, entre outros. Também queixaram-se de ter recebido motores de baixa qualidade, pois alguns avariaram antes de três meses.

“Tenho uma divida de 288 mil meticais com o fornecedor do motor que nem usei por mais de três meses. Não sei como amortizar a dívida porque o meu barco está acostado”, queixou-se um dos pescadores.

O Presidente aconselhou aos pescadores a procurarem formas de honrar os seus compromissos, anunciando a disponibilização de mais dez motores para embarcações pesqueiras.

Durante o encontro, os pescadores pediram a instalação de uma instituição financeira para depositarem as suas poupanças.

O Chefe de Estado mostrou-se sensibilizado com o pedido e prometeu interceder junto a banca comercial para instalar um balcão no distrito de Mongincual.

O banco mais próximo dista cerca de 100 quilómetros da vila de Namige, percorridos em estrada de terra batida com alguns troços degradados.

A visita do Chefe de Estado à Nampula termina na segunda-feira, dia 28 de Maio.

Em entrevista ao “O País Económico”, João Macandja, director-geral da Importadora Moçambicana de Petróleos (Imopetro), perspectiva novas subidas dos preços de combustíveis no país, devido a pressões que causam nervosismo no mercado, entre elas a situação política no Médio Oriente. Macandja explica ainda como são fixados os preços no país

A Importadora Moçambicana de Petróleos (Imopetro) é responsável pela busca internacional dos combustíveis para o país e gere o ciclo completo do procurement. Como começa e como termina este processo?
A Imopetro foi criada ao abrigo do decreto 1/97, que depois foi reformulado pelo decreto 63 e actualmente temos em vigor o decreto 45/2012, portanto, todos estes instrumentos legais criaram a Imopetro e vieram dar a forma que ela tem hoje. Como começa o processo de procurement e indo se calhar directo àquilo que é o processo e é mais interessante na actualidade. A Imopetro é participada por todas as gasolineiras que operam em Moçambique, portanto, essas gasolineiras não têm em princípio autorização para importar, para tal, devem fazê-lo por via da Imopetro. Este decreto a que me referia 45/2012, que está em vigor, determina que a Imopetro deve fazer as suas compras com base em concursos públicos internacionais, portanto, são concursos públicos que estão abertos a todos os concorrentes, desde que não se encontrem numa situação de ilegibilidade. Há critérios para elegibilidade, definidos em princípio pelo Banco Mundial. Qualquer país que não esteja em situação de sanções, é convidado e pode concorrer. Os anúncios dos concursos são feitos em jornais e, há bem pouco tempo, estivemos a anunciar o concurso para a aquisição de pouco mais de cerca de 912 mil toneladas e que foi aberto no dia 11. O processo de abertura é público, portanto, é um processo transparente, que qualquer pessoa interessada pode assistir, as propostas são entregues em mão e abertas justamente na hora de abertura. E, depois, segue-se um processo de avaliação, que também tem participação não do público, mas de todas as gasolineiras que fazem parte da Imopetro, refiro-me à Petromoc, BP, Total, Pressi e todas outras que em todo  o mundo têm visibilidade e cooperam no mercado local. Depois, segue-se a fase em que a proposta de recomendação é submetida a uma comissão interministerial, composta pelo Ministério de Energia, como o ministério que tutela, o Ministério das Finanças, o Ministério dos Transportes, o Ministério da Indústria e Comércio e, inclusivamente, o Banco de Moçambique. Portanto, é esta comissão que depois verifica a regularidade de todo o processo e depois toma a decisão final da adjudicação do fornecimento.

O preço dos combustíveis, a quantidade, a qualidade têm uma importância estratégica na vida económica do país, facto que leva o Governo a monitorar todo o processo. Até onde vai a presença do Governo nesta operação de compra dos combustíveis líquidos?
O processo de compra pressupõe a emissão de uma carta de crédito aos fornecedores, neste caso as garantias bancárias necessárias para o andamento do processo a nível internacional. Esta garantia, no passado, vinha do Banco de Moçambique, que a dada altura decidiu parar de dar esta garantia e o Governo assumiu esta responsabilidade. Mas o Governo também já se pronunciou sobre a intenção de deixar esta responsabilidade para as gasolineiras.

Está para quando a efectivação deste repasse de responsabilidade? É possível que isto aconteça e há condições para que aconteça?
Com muito orgulho, até diria que já está a acontecer, desde Outubro de 2017. Houve um diploma que formalizou o que nós chamamos de liberalização de financiamento, digo isso porque, até à altura da introdução do diploma, nós tínhamos a Imopetro como a entidade que centralizava o procurement dos combustíveis e também dos produtos financeiros. Por exemplo, a questão da emissão das garantias bancárias, a questão das letras de crédito, era responsabilidade da Imopetro procurar junto à banca local estas garantias bancárias, que depois eram prestadas ao fornecedor. Houve situações em que este mecanismo depois veio a revelar ineficiência, depois se pensou num mecanismo em que o financiamento é liberalizado. Isto significa que, desde Outubro de 2017, cada distribuidor vai ao seu banco, negoceia as suas próprias condições financeiras, em função da relação creditista que tiver com o banco, e tem as suas vantagens ou aquilo a que chamamos de economia de escala. O mecanismo tem estado a funcionar. Antes de Outubro, tínhamos situações em que o país não conseguia ter stocks de mais ou menos 22 dias e tínhamos em média cerca de 10 dias. Mas desde que implementámos este sistema, as gasolineiras estão a importar normalmente e a indústria de petróleo vive o seu período de graça, pelo menos em relação à questão do stock, e também acrescentaria aqui que houve outro ganho com a introdução deste mecanismo liberalizado: há redução de subestadia, portanto, cada vez que um navio fica parado para além do tempo que foi contratualmente determinado, há custos adicionais, e nós já estivemos numa situação em que com a subestadia – porque havia dificuldades em ter garantias – chegámos a atingir vinte milhões de dólares e hoje reduzimos as subestadias e temos custos muito baixos, de cerca de cinco milhões de dólares. Isso dá mais ou menos cerca de sete dólares por cada metro cúbico e, se formos a transformar para litro, é um valor completamente razoável.

Como é que se definem os preços dos combustíveis em Moçambique?
Os preços de combustíveis em Moçambique são definidos a partir daquilo que foram os elementos que intervêm no cálculo do preço final. Portanto, temos elementos importantes, por exemplo, os custos na importação, estamos a dizer a factura que as distribuidoras pagaram pelo combustível; temos a taxa de câmbio nestas operações, porque a factura é paga em dólar e as gasolineiras vendem o produto em metical. Portanto, as gasolineiras colectam o metical, depois devem comprar junto dos bancos centrais a moeda estrangeira, que é o dólar, para depois pagarem as facturas. Estes dois elementos são determinantes, vamos dizer os elementos mais sensíveis. Mas temos aqui outros elementos, porque o combustível, quando chega,  é preciso aferir também a qualidade. O país tem especificações que garantem a qualidade do produto e é importante que, quando o navio chega, haja alguém a aferir que a qualidade daquele combustível que é descarregado é aquela que foi solicitada pela Imopetro. Depois, tem também outros custos associados a quem faz o manuseio do produto, portanto, é descarregado, tem que passar por uma linha e há um custo por passar por isso, depois há também um custo de armazenagem, há também outro custo que é determinante, que quem financia esta operação toda. Portanto, no final de contas, para que as gasolineiras todas possam comprar ou pagar uma factura ou emitir uma garantia, tem que haver alguém que emite esta garantia, os bancos, que ao prestarem estes serviços financeiros, também intervêm directamente na determinação do preço de venda ao público. Portanto, os bancos vão cobrar uma comissão e, sendo esta um custo, naturalmente as gasolineiras vão ter que recuperar e tudo isto é compulsado no preço de venda final ao público.

Se calhar para melhor percebermos os custos envolvidos na operação, quanto é que custa o litro de combustível no mercado internacional e quanto custa depois de todas estas etapas ao consumidor final?
Bom, isso seria mesmo dissecar aquilo a que chamamos de estrutura de preços, que tem a parte fixa, que será a factura dos combustíveis de mês a mês, que vai ser variável em função daquilo que é o preço internacional, portanto, o preço internacional muda de dia para dia. Hoje temos o barril, por exemplo, a 80, mas amanhã podemos ter o mesmo a 100 ou, se calhar, a um preço mais baixo. A factura dos combustíveis vai depender daquilo que tiver sido o preço no mês do carregamento. Eu diria que, neste momento, no nosso modelo de contrato, o preço de facturação é a media do mesmo, não é um preço de um único dia. Que vantagem é que isto traz? Permite que haja amortecimento, quando se utiliza a média há aqui vantagem de se ter aqui diluição das variações diárias dos preços, este é um aspecto importante a referir. Temos outro elemento que é determinante, que são os custos bancários. Uma factura resulta de uma importação. Moçambique, neste momento, goza do período de crédito de 75 dias a partir da data de descarga do combustível para pagar as facturas, portanto, qualquer combustível que é descarregado em Moçambique só é pago 75 dias depois do navio terminar a descarga, significa que entre o pagamento e a descarga decorre um prazo de 75 dias. E o fornecedor precisa de um instrumento que cubra o risco comercial e a eventualidade de as gasolineiras não pagarem. Este risco é coberto por uma garantia bancária ou carta de crédito que e emitida por um banco. Os nossos bancos não são de primeira, por isso, devem ir buscar uma garantia de primeira ordem fora de Moçambique e há um custo adicional, porque há uma garantia de primeira que se vai buscar e há um banco que intervém no processo. Temos a questão da supervisão. Quando o navio chega aos nossos portos, é preciso aferir se esse combustível é bom em termos de qualidade. Um inspector que vai lá tem o seu custo, utiliza os equipamentos laboratoriais, os aditivos e há aqui outro custo, tem também a questão da descarga, quando o navio chega à costa descarregar passa pela tubagem e quem faz a tubagem recebe um salário.
Tem também a questão de armazenamento, porque quem armazena não o faz de borla. Ele fica ali, tem riscos que tem que assumir, porque está a armazenar grandes valores, combustível é valor e sobretudo tem custos. Então, no fim, todos esses custos fazem parte da cadeia e o preço final deve em princípio fazer com que estes custos sejam recuperados.

Qual é o custo adicional ou o peso percentual dos custos operacionais depois da compra?
É uma questão que eu não tenho em termos de peso, se eu olhasse para hoje, em que o preço está mais ou menos 60, eu diria que o custo CIF estaria mais ou menos a 60%, teríamos outros custos directos que estariam mais ou menos nos 40%, com as taxas e impostos todos.

Isto para dizer que pode custar três vezes mais que o valor internacional…
Exacto.

Olhando para a quilo que é a questão, existe a supervisão e auditoria independente do processo das importações. Já fez a menção da transparência desse processo e a crença de que é um processo de facto transparente. Mas costuma dizer-se que não há bela sem senão. Havendo esse senão, não equacionam a hipótese de haver uma supervisão de uma entidade independente?
Bom, penso que é uma questão que não se direcciona à Imopetro, mas ao Governo e, se calhar, faria todo sentido que fosse vista de fora, devido aos possíveis conflitos de interesse que possam existir na própria Imopetro, mas de qualquer forma tenho total crença no processo, é transparente.

Os produtos são comprados em países do golfo arábico e Mediterrâneo, mercados com uma instabilidade política. Como é que esta geopolítica mundial influencia nos preços de combustíveis? Atendendo também a este último caso dos Estados Unidos, o presidente Trump decidiu rasgar o acordo nuclear e anunciar sanções mais pesadas a um dos maiores produtores do petróleo.
Bem, eu diria o seguinte. Nós tivemos os preços em 2014, baixaram para os 35 ou 40, e esta situação reverteu-se, porque os produtores estavam em crise, não havia investimento. Por meio de um acordo, em 2017, criaram condições de reduzirem a oferta e voltaram aos 50 e 60. Hoje, temos os preços como estão por causa da situação política no Médio Oriente e a expectativa é que enquanto esta situação subsistir, teremos os preços do petróleo na casa dos 80 e 100. Isto cria incertezas. Quando há conflitos, as pessoas não sabem o que vai acontecer e, quando se fala de petróleo, é como se fosse sangue humano. Imagina numa situação em que um país não sabe se continua a operar normalmente. Ele cria uma situação de defesa, começa a guardar reservas, quando cria reservas, a oferta fica limitada, isto acaba pressionando a procura e o preço sobe.

E no diálogo com o Governo, equacionam retornar aos subsídios, caso os preços dos combustíveis continuem a subir no mercado internacional?
Infelizmente, não posso dar resposta do que vai acontecer quando o preço do barril subir até aos 100, o que poderia dizer é que este mecanismo de criação de preços é regulado por um decreto que norteia as condições necessárias para estabelecimento dos preços. Sempre que houver uma variação nos 3%, deve ser actualizado. Em relação ao subsídio, não estaria em condições de responder.

Há cerca de um mês, deram uma conferência de imprensa para clarificar as alterações do preço, atendendo a que o preço do mercado internacional, o câmbio, havia uma ligeira redução dos preços. A explicação que se deu na altura foi que isso haveria de se reflectir nos meses subsequentes, concretamente o mês de Maio, entretanto, neste mês, o Governo anuncia nova subida dos preços. Como explica esta situação em função da situação geopolítica ou do preço de aquisição dos combustíveis?
Este mês já reflecte o mês de Fevereiro e não o mês de Março, por isso que temos o impacto do custo real do mês de Março e em Março já tínhamos o mercado internacional com este nervosismo.

O gasóleo tinha um peso relativo significativo em termos de aquisição, que estava nos 70% nas importações em relação à gasolina, que estava nos 21% e jato nos 8%. Actualmente, qual é o peso percentual de cada combustível?
Basicamente, o rácio mantém-se, mesmo que não seja na mesma proporção, mas o gasóleo terá um rácio maior.

Esta vantagem que Moçambique tem de fazer uma compra agregada, essa proximidade com o mar relativamente aos outros países da região, com é que Moçambique se revê na compra do combustível, olhando para as vantagens que tem e atendendo a que Moçambique compra combustíveis para esses países?
Nós, ao fazermos concursos, os fornecedores já têm esses elementos em conta eu diria que os nossos concursos têm os preços mais baixos da região, Moçambique tem tirado vantagem da situação geográfica.

 

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) procede, esta quinta-feira, ao lançamento do Plano de Acção de Implementação da Avaliação Ambiental e Social Estratégica Para os Sectores de Minas e Gás Natural, de acordo com um comunicado de imprensa da instituição, enviado à nossa redacção.

O documento refere ainda que o Plano será lançado em coordenação com os Ministérios da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural e do Género, Criança e Acção Social e visa, entre outros aspectos, salvaguardar os aspectos ambientais e sociais bem como a implementação do projecto-piloto de responsabilidade social e corporativa da indústria extractiva.

O evento contará com a presença de quadros dos Ministérios dos Recursos Minerais e Energia, da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, do Género, Criança e Acção Social e organizações da sociedade civil, corpo diplomático e demais interessados.

O Governador do Banco de Moçambique decidiu, por despacho de 11 de Novembro de 2016, revogar a autorização para o exercício de actividade conferida ao Nosso Banco, SA, e designar a Deloitte & Touche (Moçambique), Lda. como Presidente da Comissão Liquidatária.

Numa nota enviada esta quinta-feira à nossa redacção, o Banco de Moçambique comunica a demissão da Comissão Liquidatária, em resultado do incumprimento das obrigações decorrentes aquando da sua designação.

Por outro lado, a autoridade monetária diz que o pagamento das prestações em dívida por parte dos devedores, continuará a ser efectuado na conta do Nosso Banco, SA – Sociedade em Liquidação, domiciliada no Banco de Moçambique.

Também informa que enquanto não for constituída uma nova Comissão Liquidatária, quaisquer dúvidas ou reclamações relativas ao processo de liquidação do Nosso Banco, SA – Sociedade em Liquidação, devem ser remetidas ao Departamento de Análise Macroprudencial do Banco de Moçambique.

 

Grande parte das populações moçambicanas vive nas zonas rurais, onde a rede nacional de energia ainda não chega.

A Fundação Soico em parceria com a TechnoServe entendem, no entanto, que este não pode ser um factor de impedimento para o desenvolvimento de micros e pequenos negócios pelas mulheres. Por isso a Fundaso organizou, esta quinta-feira, um workshop visando uma reflexão sobre a utilização das energias renováveis.

Mas, há desafios que ainda estão a ser enfrentados mesmo no acesso às energias alternativas.

O Fundo Nacional de Energia diz estar a trabalhar com as comunidades para promover o acesso a energias renováveis.

O evento contou com a presença dos representantes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, da Federação de Mulheres Empreendedoras e outras organizações da sociedade civil.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta semana, na cidade da Beira, no âmbito de uma visita de trabalho de quatro dias a província de Sofala, o primeiro terminal automatizado de gás para o uso doméstico, construído de raiz e que tem uma capacidade instalada para encher cerca de cinco mil botijas de gás e 12 camiões por dia, num turno de oito horas. O gás será vendido nas regiões centro e norte do país e também será usado para a exportação.

Trata-se de uma iniciativa da Petromoc que conta com um investimento de cerca de 38 milhões de dólares, dos quais 31 financiados pelo Banco de Exportação e Importação da Índia e os restantes sete milhões foram disponibilizados pela empresa Petromoc.

Uma das características essenciais que a infra-estrutura possui é um sistema moderno de combate ao incêndio e uma sala dotada de equipamentos que permitem o controlo de todas as operações que ocorrem dentro da terminal, como o monitoramento dos níveis de gás dentro dos três tanques existentes e sistemas de bombagem para as botijas e para os tanques dos camiões.

Quanto ao sistema de combate ao incêndio, funciona com quatro dispositivos. O sistema de detector de fumo, o sistema de detector de gás, o sistema de válvulas de segurança e o sistema de chamadas de emergência. Primeiro detecta a existência de fumo.      

Os distribuidores e revendedores de gás doméstico aplaudiram as tecnologias de ponta instaladas no terminal, pois garantem-lhes segurança na movimentação do gás. Mas a maior satisfação dos mesmos está no facto de a infra-estrutura estar localizada dentro do recinto portuário da Beira, uma área estratégica para as suas actividades, pois para eles, doravante haverá menos custos no manuseamento do produto e o gás estará atempadamente no seio dos consumidores, sem risco de rupturas como vem acontecendo, dada as dificuldades de colocar o produto no mercado devido as longas distancias que separavam as comunidades consumidoras o único terminal que existia, o de Maputo.

"Para o transporte de gás, éramos obrigados a percorrer cerca de cinco mil quilómetros para ir e regressar de Maputo. Com este terminal, reduzimos para metade a distância, o que reduz os custos primários para o transporte do produto. Mas o mais importante é que a disponibilidade de gás nas comunidades irá aumentar significativamente e terminam as rupturas, porque eram necessários 12 dias de ida e volta à Maputo e hoje só precisamos de uma semana"- explicou João Rodrigues, representante do VIDA -Gás, uma empresa que se dedica à distribuição de gás na zona norte do país. Rodrigues acrescentou que a iniciativa, para a sua empresa, é bem-vinda uma vez que a mesma irá aliviar, em termos de custos. "Os investimentos são feitos até agora, nas nossas três estações de enchimento localizados em Pemba, Nampula e Mocuba".

Enquanto isso, Cláudio James, Director-Geral da Petrogás, referiu que a implantação do terminal oceânico automatizado na Beira terá um grande impacto na logística. "A Petrogás não tinha nenhuma logística na Beira. Vamos passar a ter armazenagens, facto que trará um grande impacto económico nas nossas operações para podermos expandir muito facilmente para as províncias do centro e norte do país. Tínhamos uma linha de reabastecimento muito pequena mas agora podemos garantir com segurança aos nossos clientes o gás de forma permanente. Ou seja, já estamos em condições para satisfazer a demanda do mercado, que felizmente vem crescendo de forma muito satisfatória"

Por sua vez, Paulo Varela, Presidente do Conselho de Administração da GALP, explicou que a infra-estrutura cria a possibilidade de "recebermos o produto aqui no Porto da Beira. Com este facto, o país fica com o investimento mais robusto, pois tem agora dois pontos de entrada de gás doméstico para o consumo interno, permitindo assim a distribuição do produto de forma mais eficaz. Penso que a dinamização no consumo de gás doméstico passa a ser fundamental porque está em causa a economia assim como o uso mais responsável dos recursos florestais, pois vai diminuir a pressão com vista a produção da lenha e carvão vegetal, que é uma preocupação crescente".

 

 

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia organizou, hoje, em Maputo, o seminário para o lançamento dos resultados do plano de acção de implementação da avaliação ambiental e Social Estratégica para os sectores de minas e gás natural em Moçambique.

O plano tinha como objectivo identificar possíveis lacunas legislativas e políticas que possam obstruir o desenvolvimento sustentável do sector de minas e gás natural no país.

A poluição ambiental, os reassentamentos e as espectativas das comunidades são dos maiores problemas do sector mineiro e de gás. O plano é também corrigir projectos que já estejam a ser implementados erradamente.

Num seminário onde participaram membros do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, representantes do Banco Mundial e outras organizações da sociedade civil, foi revelado que já há mais de 10 milhões de dólares para financiar planos de avaliação ambiental e social do sector de minas e gás. 

A mineradora Vale, que iniciou as suas operações em 2012, gastou, até a data, 800 milhões de dólares, valor que foi usado na contratação de pequenas e médias empresas que prestam diversos tipos de serviços àquela mineradora baseada em Tete.

A informação foi tornada pública hoje, durante a visita do Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) àquele empreendimento de capitais brasileiros.

Agostinho Vuma, acompanhado por quadros de diferentes pelouros da CTA, depois de visitar várias secções da Vale, manifestou, em exclusivo ao “O País Económico”, a sua satisfação pelo facto daquela empresa vocacionada à exploração de duas espécies de carvão, nomeadamente o metalúrgico e térmico, estar a apostar nas pequenas e médias empresas nacionais na sua produção.

“Como CTA, estamos satisfeitos na componente de ligações empresariais. A Vale está a fazer um bom trabalho, mesmo antes da aprovação da Lei de Conteúdo Local. Nós agora precisamos de aprimorar as nossas relações que é para, essencialmente, contabilizarmos juntos estes empresários das pequenas e médias empresas moçambicanas”, referiu Vuma.

Outra razão que deixou satisfeito Agostinho Vuma durante a sua visita, é o facto de ter constatado que a Vale está a cumprir escrupulosamente a legislação ambiental, usando diversas técnicas para evitar a poluição.

Para Márcio Godoy, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Vale, mesmo com a crise financeira global, Moçambique posicionou-se num lugar de topo da lista dos maiores produtores de carvão mercê ao esforço conjunto entre a Vale e as empresas de apoio à produção.

“Para que isso aconteça, precisamos ter uma cadeia de produção muito bem estruturada, muito forte e de alta produtividade. Daí que apostamos na conjunção de esforços com os empresários locais, com parceiros, quer baseados aqui em Moatize, como em outros pontos do país”, justificou Godoy, afiançando que estão na mesa de negociações 140 projectos que deverão ser aprovados no próximos dias para que os seus proponentes juntem-se no apoio à produção da Vale.

 

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