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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Segundo o Plano Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um órgão criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) com o objectivo de estudar o problema das mudanças climáticas, classificou a bacia hidrográfica do Zambeze como sendo aquela que apresenta os piores potenciais efeitos das mudanças climáticas entre as 11 maiores bacias de África devido ao efeito do aumento da temperatura e da diminuição da precipitação.

O ano hidrológico 2015/16 é tido como sendo o mais seco nos últimos 35 anos na África Austral, facto que concorreu para o registo de redução da capacidade de armazenamento de água nas barragens de Kariba na Zâmbia, Kafue no Zimbábwè e Cahora Bassa em Moçambique. A redução neste período chegou a ser de 12.7%, 42% e 15%, respectivamente. Preocupados com este cenário, os operadores de albufeiras e gestores de recursos hídricos da bacia do Zambeze estão reunidos em Maputo para identificarem as soluções.

Segundo o administrador executivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Nelson Beete, no ano passado houve evolução na capacidade de armazenamento de água, mas o cenário piorou neste ano uma vez que o nível de precipitação nos meses de Janeiro e Fevereiro foi baixo.

“Este cenário leva-nos a continuarmos este ano com as restrições no fornecimento da corrente eléctrica mas não tão severas como antes. Agora tudo depende das previsões meteorológicas deste ano para podermos saber o que se espera para 2019. Em termos de produção de energia a barragem de Cahora Bassa reduziu a capacidade de produção de energia na ordem dos 15%, ou seja, baixamos a produção anual da corrente eléctrica de 15 mil gigawatts para cerca de 13.600 gigawatts/hora. Vimo-nos obrigados a reduzir o número de geradores, medida que continua neste ano”.

No primeiro dia do fórum dos operadores de barragens e gestores de recursos hídricos da bacia do Zambeze, estes apontaram a melhoria das previsões meteorológicas como uma das soluções urgentes.
“Em primeiro lugar vamos melhorar as nossas previsões meteorológicas porque o que se passou no ano passado é preocupante, tínhamos boas previsões mas acabamos saindo infelizes. Em segundo lugar, queremos é que podemos partilhar os instrumentos que temos como membros da SADC de modo a permitir o uso racional e equitativo dos recursos hídricos na bacia do Zambeze”.

O engenheiro explicou ainda  que há uma boa cooperação, troca de informação e coordenação com a Zâmbia e Zimbabwe, no uso equitativo da água que é a matéria-prima para a geração de energia. Beete garantiu que não está afectada a saúde financeira da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e que as decisões que forem a sair deste encontro devem garantir que as gerações vindouras não assistam a escassez de água.

 

 

A Eletricidade de Moçambique (EDM) está a investir cerca de 518 milhões de meticais na compra e instalação de dois transformadores de alta tensão, com a capacidade de 60 e 120 mega Wats, na subestação de Chimuara, na província da Zambézia,

A instalação dos transformadores está inserida no âmbito de expansão e melhoria da qualidade de fornecimento de energia eléctrica nas zonas Centro e Norte, e os fundos em causa foram disponibilizados pelo governo central e seus parceiros.

De acordo com Décio Gonçalves, Chefe da Subestação de Chimuara, com os novos transformadores, a capacidade instalada na subestação passará dos 44 para 116 mega Watts.

“Antes do projecto só tínhamos uma parte, que abrangia um transformador de 40, que fazia 220 e 110, com o projecto de ampliação temos a outra parte que abrangeu novos disjuntores para alimentar um dos barramentos que pertencia ao terceiro barramento e agora vai passar para o barramento principal”, explicou.

O nível de disponibilidade da corrente eléctrica, de ponto de vista de qualidade, triplicou, o que vai permitir aumento de consumidores nos distritos arredores da subestação das províncias da Zambézia, Sofala, Manica e Tete. Equivale a poder alimentar todos os clientes da cidade da Beira e duas vezes os clientes da cidade de Maputo.

As obras estão a 95% de execução e ainda no âmbito da expansão e melhoramento da qualidade da energia na província da Zambézia, a EDM vai investir um pacote de financiamento na ordem de dois mil milhões de meticais em três subestações nomeadamente Chimuara, Cerâmica e Alto-Molocué.

 

 

A Secretária Permanente do Ministério do Comércio da Tailândia visitou, na manhã de hoje, a sede da Confederação das Associações Económicas de Moçambique para passar em revista o ponto de situação das trocas comerciais entre os dois países e discutir prováveis futuras parcerias entre empresários moçambicanos e tailandeses.

Neste momento, uma empresa tailandesa diz estar interessada em produzir árvores destinadas à produção de papel em Moçambique.

Falando momentos depois do encontro com o conselho director da CTA, Nuntawan Sakuntananga disse que se trata duma das maiores produtoras do mundo. “100 mil hectares de terra para o cultivo destas árvores. Perto de um porto e também de um rio, já que se irá precisar de água para irrigação. Se a plantação der certo, vamos também instalar uma fábrica de processamento de papel aqui em Moçambique”.

A representante do ministério do comércio tailandês fez saber que além dos 200 mil milhões de dólares norte-americanos que o seu país gastou em Moçambique na importação de vários produtos, pretende-se impulsionar o fluxo de negócios com a compra de gás a ser extraído da Bacia do Rovuma a partir de 2022.

Já o empresariado moçambicano, representado por João das Neves, presidente do pelouro do turismo na CTA, diz acolher com satisfação esta ideia e compromete-se a fazer de tudo para que o país não perca estes investimentos.

 

Como forma de se ter uma informação mais detalhada sobre o ambiente de negócios no país, foi nesta segunda-feira lançado o projecto Doing Business Subnacional, um estudo que vai avaliar o ambiente de negócios nas capitais provinciais e quatro postos fronteiriços.

No relatório do Doing Business publicado em Outubro de 2017, Moçambique ocupava a posição 138, num estudo que avalia o ambiente de negócios em 190 países. Este estudo analisa e compara 11 áreas de regulamentação de negócios que afectam as PME durante o seu ciclo de vida.

A melhoria no ambiente de negócios vai permitir o aumento do número de empresas e postos de trabalho.

O projecto será implementado pelo Banco Mundial e o Ministério da Indústria e Comércio e é financiado pela Suíça e Reino Unido.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta segunda-feira, no porto da Beira, o primeiro terminal automatizado de gás para uso doméstico construído de raiz no país.

O terminal tem capacidade para encher cerca de cinco mil botijas e 12 camiões por dia e deverá abastecer a região centro, norte e países vizinhos.

A iniciativa é da estatal Petróleos de Moçambique (Petromoc) e conta com um investimento avaliado em cerca de 38 milhões de dólares, dos quais 31 financiados pelo Banco de Exportação e Importação da India, e os restantes sete milhões foram disponibilizados pela Petromoc.

O terminal é inaugurado numa fase em que os recursos hídricos limitam a construção de centrais hídricas, daí que, de acordo com o Presidente da República, o maior desafio do governo é diversificar as fontes de energia.

Por outro lado, o Chefe de Estado falou do aumento, nos últimos tempos, do uso de gás, que cresceu em cerca de 40 por cento, atingindo 34 mil toneladas em 2017.

O Presidente da República está em Sofala para uma visita de trabalho de quatro dias. À sua chegada, no aeroporto da Beira, manteve um breve contacto com a população.

 

O presidente da República, Filipe Nyusi, inaugura, na próxima segunda-feira, a terminal oceânica de gás doméstico, localizada no recinto portuário da Beira. Esta terminal tem a capacidade para armazenar três mil toneladas métricas de gás e está equipado com uma grua de enchimento de botijas, com capacidade para encher 5 mil botijas de gás doméstico por dia. Existe uma segunda grua para enchimento de camiões tanques. A capacidade instalada é de 12 camiões por dia.

De acordo com Ovídio Rodolfo, Administrador Operacional da PETROMOC, que nesta sexta-feira visitou a infra-estrutura, a iniciativa conta com um investimento em cerca de 38 milhões de dólares, dos quais 31 financiados pelo Banco de Exportação e Importação da India, e os restantes sete milhões foram disponibilizados pela PETROMOC. Espera-se que com este empreendimento haja um grande salto qualitativo naquilo que é a oferta de gás domestico para as regiões centro e norte.

E Porque a produção do gás doméstico nesta terminal estará acima da demanda, o mesmo será abastecido nos países da Interland.  

A inauguração desta infra-estrutura pelo PR enquadra-se na visita de trabalho que Filipe Nyusi efectua a partir da próxima segunda-feira a província de Sofala, onde devera escalar, para além da cidade da Beira, os distritos de Maringué, Chemba, Cheringoma e Nhamatanda.

 

Durante dois dias, os órgãos sócias, os presidentes dos pelouros, e a direcção executiva da Confederação das Associações Económicas de Moçambique estiveram reunidos para fazer a monitoria do plano estratégico 2017-2020. O desenvolvimento do agronegócio é uma das prioridades do plano estratégico da agremiação.

A CTA vai criar um fórum agrícola, cujo objectivo é buscar soluções para o desenvolvimento do agronegócio.

Para já, a organização faz um balanço positivo do primeiro ano do actual mandato.

O retiro de monitoria do Plano Estratégico que terminou neste sábado decorreu no distrito de Marracuene, província de Maputo.

Ainda neste sábado, a CTA anunciou que ainda neste semestre irá fazer a divulgação de um estudo detalhado sobre o ambiente de negócios nacional e o lançamento do CTA Conect, uma plataforma digital que vai reunir informações sobre empresas nacionais e oportunidades para o sector privado.

 

O Governo através do Instituto para Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME) investiu pouco mais de três milhões de meticais no financiamento de projectos que compreendem cadeias de valor de processamento, Produção e Comercialização Agrícola na província de Manica.

Foram financiados um total de 23 projectos agro-pecuários em alguns distritos da província de Manica.

O responsável de Centro de Orientação a Empresários, Bernardo Manguele, disse que a linha de financiamento está a ter um impacto significante.

“Conseguimos notar aquilo que é o desenvolvimento depois do financiamento, as empresas conseguiram aumentar os seus investimentos”, disse Manguele acrescentando que é possível notar o impacto social através desse financiamento, os beneficiários conseguiram devolver o dinheiro investido.

Os beneficiários dizem que o financiamento do IPEME veio trazer mais-valia para os seus projectos.

 

O Banco de Moçambique e a Financial Sector Deepening Moçambique (FSD Moç) lançaram, hoje, a incubadora Sandbox. Uma plataforma que vai ajudar no desenvolvimento de tecnologias financeiras no país.

A inauguração da incubadora Sandbox assinala os 43 anos da criação do Banco de Moçambique. Esta iniciativa tem como objectivo promover a criação de serviços financeiros sofisticados e adequados às exigências do mercado.

A FSD Moç acredita que projecto vai ainda promover a inclusão financeira no país.
Para os beneficiários, a Sandbox vai ajudar a desenvolver os seus negócios.

Numa primeira fase cinco startups vão beneficiar de apoio, durante seis meses. A incubadora de fintech faz parte do programa de inclusão financeira do banco central e teve o apoio da FSD Moçambique. A Sandbox vai funcionar nas instalações do Banco de Moçambique.

 

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