Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A interrupção no fornecimento de energia eléctrica registada na última terça-feira no Centro e Norte do país, e afectou igualmente a África do Sul e o Zimbabwe, originou prejuízos estimados em um milhão de dólares norte- americanos à empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), noticia a AIM.

O corte ocorreu por volta das 17 horas e foi causado por uma perturbação no processo de modernização dos servidores do sistema de controlo dos grupos geradores da empresa, um trabalho actualmente em curso naquele empreendimento.

Nos últimos meses a HCB está a desenvolver um programa de investimentos, denominado Capex Vital, que visa restabelecer a vitalidade do sistema electroprodutor que, segundo Moisés Machava, administrador técnico, está no limite de vida útil.

Machava explicou que a modernização dos servidores vem sendo desenvolvida com intervenção técnica do fabricante dos equipamentos, a empresa General Electric.

O apagão ocorreu durante uma intervenção técnica na central de produção eléctrica da barragem de Cahora-Bassa.

A interrupção afectou totalmente o fornecimento de energia aos clientes da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, nomeadamente a Electricidade de Moçambique (EDM), a ESKOM, da África do Sul e a ZESA, do Zimbabwe.

Segundo Moisés Machava, neste momento decidiu-se pela paralisação da reabilitação enquanto se investiga a causa da interrupção, um processo que poderá durar até ao final de semana.

A fonte detalhou ainda que o montante indicado como sendo de prejuízos decorrentes da interrupção do fornecimento de energia, refere-se às receitas que a companhia deixou de encaixar bem como as penalizações que resultam do incumprimento temporário do contrato com os seus clientes.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que a responsabilidade das dívidas ocultas deve ser partilhada com os credores, porque os mesmos tinham consciência do montante alto que estavam a dar a Moçambique.

Filipe Nyusi falava numa sessão de perguntas e respostas na cimeira da Commonwealth que decorre, em Londres, Reino Unido, e respondia a uma questão sobre as dívidas ocultas contraídas por empresas moçambicanas com garantias soberanas.

Filipe Nyusi falou também da exploração de gás em Moçambique, onde destacou que os benefícios estão garantidos para o povo moçambicano, na medida em que pelo menos 25% da produção do recurso deve ser utilizado internamente.  

 

Moçambique tem um enorme potencial agrário, no que se refere à produção de arroz e caju. Por isso, a China está interessada em impulsionar a aposta daquelas culturas no país. Para o efeito, o vice-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais daquele país asiático, Zhang Taolin, encontra-se no território nacional desde hoje, numa visita de trabalho a prolongar-se até domingo.

Hoje, o governo chinês celebrou com o de Moçambique, representado pela vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar, Luísa Meque, alguns memorandos que vão permitir o país asiático investir na produção de sementes, vacinas e animais.

No âmbito dos mesmos documentos assinados pelos dois governantes, Zhang Taolin e Luísa Meque, 30 moçambicanos serão formados ainda este ano na China e outros 100 aqui em Moçambique.

Na Ocasião, Luísa Meque, disse que o Governo está a distribuir inseticidas aos agricultores para combaterem a lagarta do funil do milho.

 

 

 

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) apreendeu, esta semana, na Estrada Nacional Número Quatro (EN4), mercadorias diversas, provenientes da vizinha África do Sul. Com a apreensão da mercadoria, avaliada em mais de 300 mil meticais, a AT espera encaixar para os cofres de estado cerca de 150 mil meticais, segundo um comunicado de imprensa daquela instituição.

“Paralelamente a esta acção, a AT apreendeu outro lote de mercadorias, constituída por viaturas e produtos alimentares, aguardando neste momento a respectiva avaliação”, revela o comunicado.

A apreensão da mercadoria acima referida, de acordo com a fonte, foi possível graças ao trabalho de fiscalização que as Brigadas Móveis da instituição têm levado a cabo.

Nos últimos dias, a AT tem vindo a anunciar várias apreensões de mercadorias, incluindo pontas de marfim e cornos de rinocerontes.

A título de exemplo, cerca de 4,2 toneladas de partes de cornos de rinoceronte foram apreendidas, domingo último, no Terminal Internacional Aéreo de Maputo, na posse de um cidadão de nacionalidade chinesa, quando este estava prestes a embarcar num voo da Qatar Airways, com destino final a cidade chinesa de Hong Kong.

 

Uma equipa constituída por alguns membros do Conselho de Ministros, encabeçada pela ministra da Saúde, Nazira Abdula, chegou ontem à cidade de Tete, para uma monitoria da produção agrária e pesqueira àquela região do centro de Moçambique, assolada pela estiagem, seca e praga de lagarta do funil do milho.

Trata-se de uma situação que deixou cerca de 85 mil famílias camponesas na iminência de fome. Para se inteirar “in loco” sobre a produção agrícola, a equipa desloca-se aos distritos de Angónia, Tsangano e Moatize, segundo uma fonte da Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar, em Tete.

Esta é a segunda vez que uma equipa idêntica desloca-se à província de Tete, este ano, para fazer a monitoria da campanha agrícola 2017/2018, que poderá ter resultados não satisfatórios, devido aos factores já mencionados.

No final da primeira monitoria, a equipa recomendou que as famílias camponesas deveriam apostar nas culturas da segunda época, uma vez que os resultados da primeira época não foram bons.

O director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar, em Tete, José Mendonça, explicou que para minimizar os efeitos da situação calamitosa, o seu sector alocou sementes, para a segunda época, com o objectivo de colmatar o défice alimentar.

As culturas devastadas são de milho, mapira, mexoeira e hortícolas, principalmente nos distritos de Moatize, Marara, Chiúta, Mágoè, Cahora Bassa, Changara, Chifunde, Mutarara e Dôa

 

 

Segundo a análise semestral do estado das economias africanas conduzida pelo Banco Mundial (Africa’s Pulse), divulgada esta quarta-feira, projecta-se que o crescimento da África Subsariana atinja 3,1% em 2018 e que se situe numa média de 3,6% em 2019–20, mas o crescimento ainda é lento

 “Houve retoma na África Subsariana mas não foi suficientemente rápida. Ainda estamos longe dos níveis de crescimento de antes da crise”, afirmou Albert G. Zeufack, Economista Chefe do Banco Mundial para a Região de África, em comunicado enviado à nossa redacção.

 As previsões de crescimento baseiam-se em expectativas de que os preços do petróleo e dos metais vão permanecer estáveis e que os governos da região implementarão reformas para resolver os desequilíbrios macro-económicos e impulsionar o investimento.

“Os Governos africanos têm de acelerar e aprofundar  reformas macro-económicas e estruturais para se alcançar níveis de crescimento altos e sustentados”, acrescentou Zeufack.

O documento refere ainda que o ritmo moderado de expansão económica reflecte a retoma gradual do crescimento nas três maiores economias da região, Nigéria, Angola e África do Sul. Nas restantes, a actividade económica irá aumentar em alguns países exportadores de metais, à medida que a produção mineira e o investimento crescem. Nos países com pouca utilização de recursos naturais, irá manter-se o crescimento sólido na região da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMAO), sustentado pelo investimento em infra-estruturas e liderado pela Costa do Marfim e Senegal. Houve uma consolidação das perspectivas de crescimento na maior parte da África Oriental, devido ao aumento do crescimento no sector agrícola depois das secas e de uma recuperação do crescimento do crédito ao sector privado. Na Etiópia, o crescimento vai permanecer elevado, com a continuação do investimento em infra-estruturas conduzida pelo governo.

 “Para muitos países africanos, a recuperação económica é vulnerável à flutuação nos preços e na produção de matérias-primas”, referiu Punam Chuhan-Pole, Economista Chefe do Banco Mundial e o autor do relatório, também citado no comunicado. “Este facto sublinha a necessidade de os países criarem resiliência, colocando as estratégias de diversificação no topo da sua agenda de políticas”.

A dívida pública relativamente ao PIB está a aumentar na região e a composição da dívida mudou, uma vez que os países se afastaram das tradicionais fontes de financiamento concecional para outras baseadas no mercado. O aumento do peso da dívida e a crescente exposição aos riscos de mercado suscitam preocupações quanto à sustentabilidade da dívida: 18 países foram classificados como de alto risco de sobre-endividamento em Março de 2018, comparativamente a oito em 2013.

“Aderindo integralmente à tecnologia e alavancando a inovação, África pode fomentar a produtividade entre todos e em todos os sectores, e acelerar o crescimento”, disse Zeufack.

A edição de Africa’s Pulse dá uma atenção especial ao papel da inovação na aceleração da electrificação da África Subsariana e suas implicações na consecução de um crescimento económico inclusivo e na redução da pobreza. O relatório conclui que a electrificação universal na África Subsariana exigirá uma combinação de soluções envolvendo a rede nacional, assim como “mini-redes” e “micro-redes” servindo pequenas concentrações de utilizadores de electricidade e também sistemas independentes de dimensão doméstica. A melhoria da regulamentação do sector da electricidade, assim como da gestão dos serviços de utilidade pública continua a ser decisiva para o sucesso.

 

Moçambique pretende importar 912 mil toneladas métricas de produtos petrolíferos refinados, a serem descarregados nos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.

Para o efeito, escreve a AIM, a Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) anunciou, esta quarta-feira, o lançamento de um concurso público internacional para a contratação de um fornecedor e transporte de produtos petrolíferos refinados.

Com este contrato, o país pretende importar 212 mil toneladas de gasolina “premium unleaded”, 31 500 toneladas de jet e 668 500 toneladas métricas de gasóleo 50 ppm.

Em comunicado, a IMOPETRO refere igualmente que o concurso será regido pelos procedimentos relativos aos concursos públicos internacionais, similares aos especificados nas directrizes do Banco Mundial.

Em Moçambique, a importação de combustíveis líquidos é feita em concursos lançados de seis em seis meses.

O país tem apostado em adquirir os combustíveis nas praças consideradas mais baratas do mundo, pelo que, nos últimos tempos, a gasolina é comprada no mar Mediterrâneo, enquanto o jet e a gasolina no Golfo Pérsico.

Em 2017, o país importou combustíveis líquidos no valor de 794 milhões de dólares norte-americanos, contra os 584 milhões de dólares gastos em 2016.

A IMOPETRO, que congrega todas as gasolineiras que operam no país, é a única entidade autorizada a importar combustíveis líquidos no país.

Pretende-se com esta medida reduzir os custos de importação dos combustíveis, bem como proporcionar ganhos decorrentes da aquisição em escala.

Actualmente, operam no mercado de distribuição de combustíveis cerca de 15 empresas gasolineiras, contra três que existam em 1997, ano da criação da IMOPETRO.

 

O Banco Único quer contribuir para o melhoramento do desempenho das Pequenas e Médias Empresas na economia nacional. Para isso, lançou esta quinta-feira a primeira Academia PME+, onde pretende, na primeira fase, formar 25 gestores de Pequenas e Médias Empresas em matérias de gestão.  

Os gestores a serem formados já foram seleccionados por via de um concurso organizado pelo Banco Único.
O projecto conta também com o apoio da FSD-Moç que espera que se alastre pelo país todo.

A formação vai arrancar no dia 2 de Maio próximo e vai abordar especificamente matérias como liderança, gestão financeira, planeamento, estratégia e marketing e simulação empresarial.

 

O banco Millennium Bim reuniu os seus parceiros e representantes de Pequenas e Médias Empresas para formalizar o lançamento da segunda edição do programa M Líder. Trata-se de uma iniciativa que tem por objectivo capacitar e oferecer serviços especiais as PME.

98 por cento das empresas registadas no país são Pequenas e Médias Empresas, compondo desta forma a maioria no tecido empresarial, sendo necessário o seu acompanhamento.

Na primeira edição realizada no ano passado a iniciativa M líder abrangeu 340 empresas. E nesta segunda edição, o banco espera atingir mais de 500 empresas.

 

+ LIDAS

Siga nos