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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

O representante do FMI, Ari Aisen, diz que os parceiros de cooperação com o Governo de Moçambique tem estado a aumentar apoio aos projectos específicos dentro do Orçamento Geral do Estado. Ari Aisen falava em Quelimane, depois de proferir a palestra subordinada ao tema “Perspectivas Econômicas para África Subsahariana e Moçambique”.

Sobre o apoio directo ao orçamento do Estado Aisen disse que, cada parceiro deve informar qual a sua posição eventual sobre potencias ajudas ao orçamento do Estado.

“Há projectos que vão através do orçamento do Estado, para sectores específicos, por exemplo o Banco Mundial que vem dando assistência da área de energia, agricultura e infra-estrutura rural”, acrescentou Aisen.  

O representante do FMI acrescenta que apesar de tudo, a comunidade internacional nunca deixou de apoiar Moçambique, a questão que se coloca segundo Aisen é qual é a modalidade e a forma de assistência de cada um em relação a sua parceria com Moçambique.

Ao mesmo tempo que encantam turistas, as áreas de flora e fauna atraem furtivos, que se dedicam ao abate de espécies protegidas, por isso, na Conferência Internacional sobre Turismo Baseado na Natureza debateu-se o tema, no segundo painel do primeiro dia do evento, “Desenvolvendo modelos efectivos de parceria para tornar as áreas de conservação em bens turísticos sustentáveis”.

O moderador, Peter Lindsey, da Wildlife Conservation Network, falou de modelos de gestão das áreas protegidas. Primeiro, disse haver um défice orçamental de cerca de um milhão de dólares nas áreas protegidas e acrescentou que o continente deve investir na conservação. “Muitos países estão a perder a vida selvagem por falta de fundos para sua protecção, por isso é preciso engajar ONG’s e parceiros para protecção”.

A Wildlife Conservation Network interviu em várias áreas de conservação no mundo e Lindsey mencionou os modelos de gestão utilizados:

Modelo de gestão delegada: que consiste na partilha de gestão das áreas entre governo e ONG. Neste modelo, a gestão é desenvolvida pelos parceiros, que têm autonomia nas intervenções. No entanto, disse ser pouco usado pois os governos ficam com a sensação de perda de soberania nestas áreas. Também apontou acções corruptas como constrangimentos.

O segundo modelo, de co-gestão, também consiste na partilha entre o governo e ONG. E neste caso, o governo é mais actuante; os gestores destas áreas, vêm por parte do governo, as ONG entram com o capital e também apoiam na gestão e ambos partilham os benefícios. No entanto, não há muita clareza sobre as responsabilidades e prestação de contas.

O outro modelo, de apoio técnico e financeiro, atrai pouco investimento porque o parceiro, não tem muito a dizer, tudo depende do governo.

Mas há que frizar que todos esses modelos dependem do apoio tanto do governo como das ONG. E para que funcionem, é preciso que se crie leis, acordos a longo prazo, financiamentos eficazes e acordos claros, com papéis dos intervenientes bem definidos. Peter Lindsey sublinhou que Moçambique é um país pioneiro na implementação destes modelos.

O Director de Conservação da Fauna & Flora International, Matt Walpole, deu exemplos de modelos usados nalgumas áreas de conservação e sublinhou que o apoio dos governos é fundamental.

Já Petter Fearnhead, CEO da African Parks, destacou a importância das Parcerias Público Privadas para as áreas de conservação, pois :“Conservação custa dinheiro, muito dinheiro. É preciso que haja dinheiro para que haja conservação e tomar-se medidas para conservaçao das áreas protegidas”.

Disse que o governo é a autoridade legal como patrono dos parques, e o que os parceiros fazem é apoiar. “o que nós fazemos, como parceiros, é fazer o que o governo quer”, disse.

Também falou da gestão delegada; disse que o governo tem a soberania sobre as áreas, mas referiu que é preciso que haja cumprimento das leis e cumprimento das responsabilidades.

“É importante que o governo comece a mudar. Se exige responsabilidade de nossa parte, é preciso que nos permita tambem exigir responsabilidades do que pensamos que o governo deve fazer. Queremos que o governo nos ajude a ajudá-lo”.

A African Parks actua em em 15 países, incluindo Moçambique, onde iniciaram actividades no arquipélago de Bazaruto.

E porque era de modelos efectivos de parceria para tornar as áreas de conservação em bens turísticos sustentáveis que se falava, Greg Carr, CEO da Carr Foundation, Projecto de Restauração da Gorongosa, apontou o investimento no ser humano e nas comunidades à volta das áreas de conservação, como factores que contribuíram para o sucesso da restauração da Gorongosa.

“Gastamos mais dinheiro fora do parque, em saúde, escolas, porque gostamos das pessoas e assim protegemos o parque. “Um ser humano satisfeito, protege melhor o parque”, disse, acrescentando que o Governo moçambicano foi sempre parceiro no processo.

“Temos mais promotores de educação do que guardas fiscais”, acrescentou e deu mais exemplos de educação que podem ser seguidos, pois uma comunidade educada terá melhor consciência da importância de conservação de espécies.

Implantado no espaço do Automóvel & Touring Clube Baía – ATCM, o centro comercial Baía Mall constituí o novo atrativo turístico na marginal de Maputo. O shopping abriu as portas em Novembro, mas a inauguração oficial aconteceu esta quinta-feira, em cerimónia dirigida pelo Presidente da República. Filipe Nyusi percorreu alguns sectores do complexo comercial, incluindo o hotel, e, na hora de discurso, disse que o Baía Mall vem aumentar as opções na capital.

O Presidente da República diz que gostou de saber que há produtos nacionais nas prateleiras de alguns supermercados.

Falando em representação dos acionistas, Eduardo Mondlane Júnior disse que apesar de ter aberto as portas numa altura de crise económica, o Baía Mall está a ter aceitação.

O Baía Mall resulta de um investimento estrangeiro no valor de 96 milhões de dólares e emprega mais de dois mil trabalhadores. Assim que completar 50 anos, o complexo comercial reverte-se a favor do ATCM, proprietária do espaço.

 

Foram assinados, esta quinta-feira, durante o jantar de gala da Conferência Internacional de Turismo, quatro acordos no âmbito da área de conservação. Os acordos foram assinados entre o Governo de Moçambique e  Peace Parks Foundation, Millennium Bim, Gregory C. Carr Foundation e  Grupo Farkuhar.

O representante do Millennium Bim, José Reino da Costa, disse que o acordo tem como objectivo impulsionar o Turismo Baseado na Natureza, contribuindo para geração de riqueza, criação de postos de trabalho e também para inclusão dos cidadãos nas zonas rurais.

“O parque Nacional de Gorongosa e o Arquipélago de Bazaruto já projectam o nome de Moçambique no Mundo e são um bom exemplo do melhor que Moçambique oferece”, disse da Costa, acrescentando que o Turismo baseado na Natureza pode e deve tornar-se numa prioridade do tecido empresarial do sector privado.

O Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celsos Correia, disse que os acordos assinados irão servir para o Governo poder acompanhar o investimento estrangeiro e convidar a todos que tenham vontade a investir no turismo.

“É uma área que pode trazer retornos interessantes, já temos 50 milhões de dólares para começar e crédito bonificado para todos interessados em investir no turismo”, acrescentou Correia.

Correia disse que um dos acordos assinados prevê um investimento de 500 milhões de dólares no turismo, mas acima de tudo na conservação. Esse acordo vai permitir também que Moçambique tenha um centro científico em Inhambane.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse durante o jantar de gala da Conferência Internacional do Turismo, que muita coisa está acontecer no âmbito de investimentos em Moçambique, Nyusi falou dos investimentos como o centro comercial Baía Mall e a criação de um estúdio para músicos.

Na ocasião, o presidente da República destacou que os contratos ora assinados irão apoiar os esforços do Governo na preservação da riqueza natural que o país dispõe.

“A natureza não precisa muito de nos como homens, como seres humanos, nós é que precisamos da natureza e temos que protege-la”.

Filipe Nyuisi encorajou ainda o envolvimento de mais parceiros na causa da preservação da natureza e defendeu que o financiamento disponibilizado deve privilegiar o empresariado nacional. “Moçambique não se limita só em parques e servas”.

O Chefe de Estado terminou a sua intervenção considerando que a paz continua a ser uma das suas maiores prioridades, pois é a condição para que investimentos ligados a exploração das riquezas naturais e outros aconteçam no país. O jantar de gala foi ainda abrilhantado por Momentos culturais.  
 

Foi ao início da tarde desta quarta-feira que aterrou no aeroporto Internacional de Maputo a aeronave transportando o antigo Presidente do Botswana, Seretse Ian Khama. O mesmo foi recebido pelo Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, a Vice-Ministra, Celmira da Silva e outros quadros do MITADER.

O antigo presidente ainda manteve um encontro de cortesia com a direcção do Mitader para depois partir para o hotel onde está hospedado.

Ian Khama vai ser esta quinta-feira o orador principal na Conferência Internacional sobre Turismo Baseado na Natureza, durante a qual deverá falar da experiência do seu governo na promoção do turismo nas áreas de conservação, na protecção na fauna e flora através do combate mais vigoroso à caça furtiva e restauração da população animal nas áreas de conservação. Este é um dos legados da Presidência de Ian Khama no Botswana nos últimos dez anos tendo abandonado o poder após cumprir 10 anos a 31 de Março do presente ano.

O Botswana dispõe de cinco áreas de conservação de nível nacional e oito outras áreas de menor dimensão e uma área transfronteiriça que inclui reservas do Zimbabwe e África do Sul. Este país tem nas suas áreas de conservação uma das poucas populações de cães selvagens africanos em risco de extinção e uma das maiores concentrações de elefantes africanos no planeta. o famoso Parque Nacional de Chobe possui quatro ecossistemas com a maior concentração de vida selvagem em toda a África. E o turismo praticado nessas áreas de conservação geram receitas avaliadas em mais de 1.8 mil milhões de dólares por ano para o governo do Botswana.

Na recente visita do actual Presidente do Botswana ao país em Abril deste ano foi anunciada a doação de 500 elefantes para as áreas de conservação moçambicanos, que tem estado a travar uma batalha contra a caça furtiva que tem nos elefantes os principais alvos.

 

Os artistas convidados para os momentos culturais da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza, cumpriram, esta quarta-feira, os últimos ensaios para abrilhantar o evento. Sob direcção artística de Moreira Chonguiça, os mais de trinta artistas mostraram que mais do que música, irão carregar, através de instrumentos, a riqueza cultural de Moçambique. “Os participantes podem esperar tudo de bom e do melhor que o país oferece. Fizemos uma junção de vários ritmos que nos identificam e mesclamos com que nos rodeia: a nossa natureza. Não podemos dissociar a natureza da cultura. Se for a olhar os instrumentos que usamos, muitos deles, veem da natureza, os tambores, a pele dos animais entre outros. Trouxemos também a representação da juventude”, disse o artista para depois avançar que os presentes ficarão impressionados com o trabalho desenvolvido, pois contém uma grande carga de informação sobre a importância da preservação da natureza. “Este trabalho nunca foi apresentado antes, o que quer dizer que foi idealizado e montado para este evento. É um trabalho de vinte minutos, onde procuramos trazer à ribalta as nossas riquezas naturais através do canto. Só no jantar de Gala teremos cerca de 50 artistas entre percussionistas, guitarristas, vocalistas entre outros”, detalhou Chonguiça.

Já a cantora Regina dos Santos, da banda Gran’Mah destacou que a música é uma forma de transmissão de informação sobre temáticas importantes como o da preservação da natureza. “Vamos mostrar a nossa diversidade como país. Sendo artistas temos esse papel de transmitir, através da música, informações que possam mudar a consciência das pessoas sobre esta temática”.

Lembre-se que é a primeira vez que Moçambique acolhe um evento desta natureza depois de ter passado por vários países do mundo. A Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza terá lugar a partir desta quinta-feira até sábado no Polana Serena Hotel, na cidade de Maputo.

 

Moçambique não é apenas um destino de viagem, é mais do que tudo, uma experiência de tempo. O País oferece ao visitante incontáveis variedades de paisagens deslumbrantes tanto da flora, bem como de fauna.

A Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, por exemplo, faz parte da primeira e única área de Conservação Transfronteiriça Marinha de África, designada Ponta do Ouro-Kosi Bay e também da Área de Conservação Transfronteiriça dos Libombos de que fazem parte Moçambique, África do Sul e Swazilândia. Possui praias paradisíacas que permitem a prática de várias actividades desportivas e de lazer.

Estabelecida em 2009, com uma extensão de 678 km2, a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro está localizada na extremidade sul do país (província de Maputo), ao longo do Canal de Moçambique, junto à fronteira com a África do Sul. A sua paisagem natural é composta por lindas praias com recifes de coral, leitos de ervas marinhas e florestas de mangal deslumbrantes.

As tartarugas também oferecem um lindo espectáculo da natureza, ao nidificar durante a época quente, ao longo da costa da Reserva. As praias atraem turistas de diversas origens que gostam de desfrutar da beleza e das emoções que este paraíso natural oferece. Possui uma beleza paisagística com uma diversidade de habitats e uma grande variedade de espécies de fauna e flora terrestres e marinhas, algumas das quais endémicas.

 

Mais conhecida como Reserva de Elefantes, a Reserva Especial de Maputo localiza-se na Província de Maputo, no Distrito de Matutuíne e é um Parque Natural.

A sua vegetação possui ricas e endêmicas savanas anãs, raras e endémicas espécies de plantas, comunidades de mangais, florestas dos pântanos, dunas costeiras entre outros. Com uma superfície de 700 km2 a área foi estabelecida essencialmente para proteger elefantes, tendo beneficiado da introdução do rinoceronte branco em 1977.

O que também deslumbra na Reserva Natural de Maputo é a variada fauna marinha, que inclui baleias, golfinhos, tartarugas marinhas que nidificam ao longo da costa e inúmeras espécies de peixes. A partir de Maputo pode se atravessar a baía usando o Ferry boat para o distrito da KaTembe ou via terrestre através do distrito de Boane, mas em breve com a conclusão da construção da ponte Maputo- KaTembe o acesso a aquele local será menos longo.

A Reserva Especial de Maputo ainda está a despertar, sendo que ainda há muito por se explorar. Este Parque está em desenvolvimento, mas bem recuperado poderá ser um diamante em bruto para o turismo de Maputo e do país.

 

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