Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A mineradora Vale Moçambique faz a exploração de carvão mineral, no distrito de Moatize, na província de Tete desde 2011.

A mineradora realizou uma conferência de imprensa, esta quinta-feira, para dar a conhecer os resultados financeiros do ano 2017. A empresa teve um resultado operacional de 5.7 biliões de meticais, o que equivale a um crescimento de 162 por cento quando comparado a 2016 .

A mineradora produziu 11.2 milhões de toneladas de carvão em 2017.

Apesar destes resultados positivos a mineradora ainda não conseguiu produzir lucro suficiente para cobrir a dívida com os accionistas.

A Vale pagou ao Estado 30 milhões de meticais pela exploração da mina. Neste ano a Vale prevê produzir 15 milhões de toneladas de carvão mineral.

 

Anualmente, cerca de 20 mil elefantes são mortos em África. O marfim dos animais abatidos alimenta o comércio ilegal da mercadoria no mundo. Como forma de travar esta prática no país, o Governo tem vindo a implementar diferentes medidas, e, neste sentido, o executivo vai investir mais de 100 milhões dólares americanos, em cinco anos, em projectos das comunidades que integram os parques e reservas nacionais, por forma a evitar, não só o tráfico ilegal de espécies como marfim, mas também para reduuzir o conflito homem-animal.  No entanto, o ministro da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural considera que estes esforços só vão surtir efeito com o envolvimento das comunidades.

O país tem dado grandes avanços no combate à caça furtiva no país. A título de exemplo, houve a redução de 68 por cento para 28 por cento.

Celso Correia falava, nesta quarta-feira, na abertura da reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas em Extinção (CITES) sobre os Planos Nacionais de Acção do Marfim. No parecer da CITES, o país deu grandes passos na componente legal, mas ainda persistem desafios.

Moçambique é signatário da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de fauma e flora silvestres ameaçadas de extinção desde 1981. A reunião internacional da organização vai decorrer até o dia 4 deste mês e envolve 75 delegados de diferentes país.

Água, material de lavoura e uma motobomba são as maiores barreiras que as mulheres camponesas de Paquete, no distrito da Manhiça, na província de Maputo, têm vindo a enfrentar na prática da actividade agrícola.
Mas estas barreiras ficaram para trás, pois estas camponesas passam a contar, desde hoje, com equipamentos modernos para a prática da agricultura numa área de cerca de 26 hectares oferecidos pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Exxon Mobil. A cerimónia de entrega destes materiais foi dirigida pela ministra do Género, Criança e Acção Social, Cidália Chaúque.

Antes mesmo de proceder à entrega dos equipamentos, Cidália Chaúque visitou os campos de cultivo, onde foi explicada sobre as condições em que funciona a Associação das Mulheres Camponesas do bloco 4.

A Associação, constituída por 69 integrantes, entre mães solteiras, viúvas e outras mulheres que têm na agricultura a fonte de rendimento para sustentar as suas famílias, garante que vai fazer de tudo para que o material ora oferecido seja duradoiro.

“Há muito precisávamos de pessoas como vocês, pessoas amigas para que pudéssemos trabalhar juntos e nos ensinarem aquilo que não sabemos. Obrigada por tudo que nos deram, vamos usar e conservar muito bem”, assegurou Alice Matsolo em representação da associação.

Já a Cidália Chaúque enalteceu o gesto das duas petrolíferas, tendo dito que esta é mais uma forma para aumentar os rendimentos e consequentemente a segurança alimentar destas famílias.

“Com as condições que o nosso país tem, é possível o nosso país produzir e ter excedentes e a cadeia de valores para reduzir a dependência económica no meio das famílias”, sublinhou Chaúque.

Enquanto isso, a Exxon Mobil, parceira da iniciativa, explicou que a sua participação neste evento justifica-se pela necessidade desta organização ter de abraçar projectos no âmbito da responsabilidade social e identificaram-se com este por envolver mulheres e crianças.

 

Cerca de quatro centenas de trabalhadores da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) poderão ser dispensados  no âmbito das reformas em curso desde 2015. Fátima Arthur, Administradora do Pessoal e dos Serviços Corporativos, disse que o processo de mapeamento e selecção já foi concluído e os visados notificados.

É uma medida justificada pelas reformas em curso na empresa, visando torna-la mais sustentável e moderna, e que começou com a criação do novo Conselho de Administração, em 2015. Fátima Artur, Administradora do Pessoal e dos Serviços Corporativos, disse, hoje, durante uma mesa redonda com jornalistas na capital do país, que a empresa pretende entre outras coisas reduzir os custos com o pessoal, e começou mesmo pelos próprios executivos da empresa, tendo sido reduzidos de 75 para 35. Uma medida justificada pela necessidade de centralizar as actividades e flexibilizar os processos de tomada de decisão, melhorando, consequentemente, a prestação de serviços da EDM.

O mesmo aconteceu a nível de gestores de base como chefes de departamentos, que passaram de 620 para 85. A nível dos trabalhadores, a empresa conta actualmente com 3.545 e pretende reduzir para 3.148. A Administradora do Pessoal e Serviços Corporativos disse que das reformas feitas consta a reintegração de trabalhadores noutros sectores, a extinção de algumas unidades e a criação de novas o que vai exigir novas habilidades aos funcionários.

Artur disse que tudo começou com um convite aos trabalhadores para que cada um indicasse em que sector gostaria de trabalhar ou sentia que tinha as capacidades necessárias para serem enquadrados. Artur disse ainda que o processo de selecção foi demorado e feito em várias fases, por vários gestores e sempre com os pareceres do sindicato, até se chegar à conclusão sobre quem era realmente necessário na empresa e em que sector.

Existem porém os que devido a sua idade, reencaminha-los para novas formações não seria um investimento bom para a empresa e por isso seriam reformados. Aos que tiverem mais de 25 anos de serviço, a empresa decidiu atribuir uma reforma completa, ou seja como se tivessem completado os 35 anos de serviço exigidos por lei. “Identificamos um grupo de trabalhadores que neste momento não tem lugar na estrutura ou porque estão próximos da reforma, portanto não faz sentido investir em termos de formação ou porque não tem capacidade para fazer os trabalhos necessários na nova estrutura” clarificou.

A administradora disse também que para os que não têm enquadramento na empresa e nem podem ter direito a reforma por estarem há pouco tempo na empresa, o Conselho de Administração ainda está à procura de formas de não deixá-los prejudicados.

Fátima Artur diz que neste momento vai se implementar o mapeamento feito que não irá afectar apenas os que ficarão fora da empresa como os que vão ficar, pois casos há, de pessoas que vão ter de mudar de actividades ou passar a trabalhar em unidades que não serão aquelas a que estão habituadas.

 

O ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, diz que o país está aberto e que existe oportunidades para novos investidores. O país oferece oportunidades de produção para o consumo interno e também para a exportação. Ragendra de Sousa afirma ainda que o país goza de uma boa localização geográfica, quando comparado com alguns países, uma vasta costa, terras aráveis, vias que permitem a entrada e saída de mercadorias dos países do hinterland. O ministro fez esta descrição para despertar o interesse de investidores chineses.

Ragendra de Sousa disse ainda que Moçambique está preparado para receber parques industriais da China que se queiram estabelecer no país, mas lembrou que as empresas que vierem para o país “têm de produzir para o mercado doméstico sem esquecerem o da exportação”, disse o ministro, numa entrevista à revista Macau, citada no portal Macauhub.

O ministro recordou que a China está num processo de transformação e deslocação de indústrias para o território nacional pode beneficiar dessa estratégia. “A nossa localização é uma mais-valia porque faz de Moçambique uma ponte entre a Ásia, o resto da África e o mundo”, disse De Sousa.

O titular da pasta da Indústria e Comércio lembrou que a exploração de gás e de carvão pode fazer com que o rendimento per capita da população aumente de 400 para 3000 dólares. “O facto de existirem reservas de minério de ferro com possibilidades de exploração nos próximos 150 anos poderá permitir que se criem indústrias pesadas em Moçambique porque teremos energia e gás, além do minério”, disse.

Referindo-se à próxima presença de Moçambique na Feira Internacional de Macau em Outubro deste ano, Ragendra de Sousa disse que o objectivo “é mostrar o que temos e internacionalizar cada vez mais a nossa economia de modo a que os empresários moçambicanos possam fazer parcerias e negócio”, concluiu.

Actualmente, a China é o maior financiador e construtor de infra-estruturas no país. O grande destaque vai para a ponte Maputo-Katembe, a Estrada Circular de Maputo, a Estrada Nacional número 6 e o porto de Pesca da cidade da Beira, que na semana passada foi visitado pelo ministro Ragendra de Sousa, acompanhado por uma comitiva do Conselho de Ministros.

 

O relógio está em contagem regressiva rumo à 5ª edição da MozTech, a maior feira de tecnológica do país. Para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, as tecnologias são uma ferramenta de que as empresas não podem e nem devem abdicar nos dias que correm, sob risco de não sobreviverem no mercado cada vez mais exigente. “Entendemos que para as nossas Pequenas e Médias Empresas serem competitivas são obrigadas a adaptar-se a novas realidades trazidas pelas novas tecnologias. E as feiras tecnológicas são um palco de troca de experiências, contactos para a realização de grandes negócios. Essas PME devem aproveitar esse espaço oferecido pela MozTech para encontrar soluções inovadoras que lhes possa permitir alcançar, com menos custos, maior produtividade, rentabilidade e uma concorrência diferenciada. Porque hoje em dia não apostar nas novas tecnologias é perder terreno em relação aos seus concorrentes”, defendeu Vuma.   

Porque a inovação é uma realidade no nosso país, Agostinho Vuma defende reformas que garantam incentivos a ideias e projectos inovadores. No seu entender, só assim é que o país poderá maximizar os ganhos dessas inovações. “Como colectivo empresarial já estamos a fazer o nosso papel, temos vindo a sugerir ao Governo reformas nessa área de novas tecnologias.

O Governo tem um papel fundamental nesse processo de massificação e incentivo de pessoas com ideias inovadoras. O Governo deve apostar em reformas nesse sector, garantir priorização na sua acção governativa, mas igualmente a colocação de expressão financeira. Quando falo de priorização estou a dizer que na sua expressão financeira, o Governo deve criar incentivos que possam convidar mais jovens – que é o grosso da população – a criar e inovar. Se isso acontecer nos próximos tempos iremos ter ganhos imensuráveis neste sector”, defendeu.    

A cada ano que passa, o número de expositores e participantes tende a aumentar. Para o presidente da CTA, esse facto não deixa dúvidas que a feira MozTech está a tornar-se num projecto credível a nível nacional e internacional. “Os números comunicam. O aumento de empresas associadas ou não a CTA, de jovens, de oradores é revelador que o evento está a agregar valor à vida das empresas e na vida dos moçambicanos. Sendo assim, espero que a 5ª edição supere as quatro anteriores”, disse Vuma.

Porque a adopção das novas tecnologias exige dos gestores mudanças, Vuma mostrou as vantagens que as empresas podem ter em participar na feira tecnológica. “Esta feira é uma oportunidade para tirarmos o mito que paira sobre as pessoas que não acreditam na força das tecnologias”.

Recorde-se que a 5ª edição da MozTech irá decorrer nos próximos dias 9, 10 e 11 deste mês, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo. Além de exposições, o evento contará com oradores nacionais e internacionais que irão debruçar sobre os mais variados temas.

 

 

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) contratou a Lazard Frères SAS and Lion’s Head Global Partners para angariar dois mil milhões de dólares nos mercados internacionais que serão aplicados em dois projectos de exploração de gás natural nna bacia do Rovuma, disse Omar Mithá em entrevista à agência financeira Bloomberg, citada pelo Macauhub.

Mithá adiantou que a empresa vai iniciar em Maio próximo os contactos com potenciais investidores ao abrigo de um programa de encontros a serem realizados na Ásia, Médio Oriente e África do Sul, tendo acrescentado ser a angariação de capital “extremamente urgente.”

A Lazard Frères SAS vai prestar aconselhamento no que se refere ao projecto Área 4, que está a ser desenvolvido pela ENI, a Lion’s Head Global Partners no projecto Área 1, operado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum, indo a ENH contratar ainda o banco francês Société Générale para este último projecto.

A ENH tem uma participação de 10% no projecto operado pelo grupo ENI e de 15% no projecto da Anadarko Petroleum.

A Lazard Frères SAS tem estado a prestar aconselhamento financeiro ao Ministério das Finanças de Moçambique no que respeita a reestruturação da dívida externa contraída pela Ematum, ProIndicus e MAM.
 

A produção anual de carne de frango na província de Tete é de cerca de 600 toneladas, cifra que está muito aquém das quase oito mil toneladas necessárias para suprir a demanda, anunciou sexta-feira o governador, Paulo Auade, citado pela AIM.

“No ano passado, a nossa província registou uma produção de 637 toneladas de carne de frango que está muito aquém da demanda que é de 8.956 toneladas por ano”, disse Auade, na abertura do I Seminário de Capacitação de Avicultores e Extensionistas de Tete.

A produção actual corresponde a cerca de 7,1 por cento da demanda, razão pela qual o governador sublinha a necessidade do aumento da produção, pois a carne de frango tem um contributo inestimável na disponibilidade de proteína animal e, deste modo, melhorar a dieta e estado nutricional das famílias.

Auade afirma que a meta do governo é reduzir a importação de frango, através da produção local e o seu Executivo continuará a apostar na alocação de insumos para a concretização deste projecto.

“O investimento no sector agrário, especialmente na produção do frango, constitui uma das maiores oportunidades de negócio para a província, bem como para a massificação do processo de transferência de tecnologias agrárias, de modo a transformar mais jovens e mulheres em empresários e empreendedores do ramo agrário”, sublinhou Auade.

Por isso, o governante convida os provedores de serviços e produtores de ração animal para o estabelecimento de programas e parcerias no sentido de se produzir mais cereais. Isso irá ajudar a reduzir os custos da ração, que é o factor determinante na produção de frangos.

Para o efeito, Auade lançou um desafiou a empresa Higest a estabelecer parcerias com os agricultores locais para o aumento da produção de cereais e soja, que são alguns dos principais ingredientes para a produção de ração.

“A nossa província tem potencial para a produção massificada de cereais, com destaque para o milho e a soja, implementos necessários para a produção de rações”, frisou.

O governador também ambiciona ver na província uma unidade de abate e processamento de frangos.

Explicou que a avicultura constitui um dos focos centrais da acção governativa, daí a realização, em Dezembro de 2016, em Rapale, em Nampula, da I Reunião Nacional para Reflexão da Cadeia de Valor da Avicultura, orientada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Na altura, os participantes vincaram a necessidade de acções concretas que conduzam o país para uma situação de auto-suficiente na produção de frango até 2019.

 

 

A produção de energia eléctrica da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, SA situou-se em 3.433.504 MWh, no primeiro trimestre de 2018, o que representa uma superação em 1.61% da produção planificada para este período.

Em comunicado, a instituição avança que a baixa precipitação da época chuvosa 2017/18 resultou na cota de 320.04 metros, quatro metros abaixo do desejável.

E face à prevalência de escassez de chuva, a HCB refere ainda que “a operação na produção de energia continuará a realizar-se com base em quatro grupos geradores, mantendo-se a observação e análise da informação meteorológica e hidrológica para eventuais ajustamentos”.

Por outro lado, diz que vai acelerar a implementação dos projectos no âmbito do CAPEX VITAL, um programa selectivo de investimento de reposição e modernização, tendo em vista a manutenção da operacionalidade e eficiência de equipamento, de acordo com a capacidade instalada, no médio e longo prazo.

 

+ LIDAS

Siga nos