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O País – A verdade como notícia

Som… Luz… E arranjos dos últimos detalhes caracterizam as poucas horas que antecedem a maior feira de tecnologias de informação e comunicação do país. Aos expositores cabe a missão de finalizar os arranjos, porque o tempo corre e o arranque do evento está à porta. A meio de muitas expectativas e correria, o convite fica feito ao público.

“A nossa expectativa é poder partilhar com os visitantes as soluções tecnológicas de gestão de empresas e também poder trocar experiências e encontrar parcerias, está feito o convite”, referiu Victor Cau, da empresa tecnológica PHC.

Já Dércia Machava afirma que a feira será um espaço de interação e de aprendizagem, por isso mesmo vai um convite ao público.

“Desta vez estamos com titãs e todas empresas estão com grandes novidades. Ao nosso redor estão todas empresas empenhadas em dar aquilo que cada uma delas tem a oferecer. O público é que dará sentido a este evento. Desde já fica o convite”, apelou.

A sala que vai acolher as conferências também é arrumada aos detalhes, porque afinal, grandes figuras passarão por ela. Grandes nomes internacionais de empresas de renome no ramo da tecnologia vão marcar presença no evento.

Para este primeiro dia, o programa começa às 8 horas e terá seu ponto alto no jantar de gala. Onde serão premiados personalidades de renome na área tecnológica e empresas.

A organização garante que, desde aos expositores até aos debates, o evento vai superar as expectativas dos participantes.

“Esperamos que o público adira em massa ao evento a partir deste dia 9 de Maio. Há muitas novidade a todos os níveis”, disse Enoque Gerónimo, da comissão organizadora do evento.

A maior feira de tecnologias de informação e comunicação vai decorrer entre 9 e 11 de Maio. No primeiro dia, o subtema em discussão será “Disrupção tecnológica: ameaça ou oportunidade”. No segundo dia irá discutir-se a “Economia digital: desafios e oportunidades”. Já no dia de fecho debatem-se oportunidades para acelerar o desenvolvimento de Moçambique.

 

 

A Confederação Empresarial da CPLP, CE-CPLP, dirigida por Salimo Abdula, diz estar empenhada na criação de um Mercado onde seja mais Livre a Circulação de Pessoas, Bens, Capitais e Serviços entre os países da CPLP, daí ter agendando, para os dias 9 e 10 de Maio, a 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP, em Maputo, diz a organização, em comunicado enviado à nossa redacção.

Num mercado que abrange quatro continentes, nove países membros e 10 países Observadores, a CE CPLP diz ainda acreditar que uma melhor circulação dentro do espaço CPLP irá contribuir, não só para um maior desenvolvimento dos seus países, como também para o despoletar de novas oportunidades de investimento e negócios.

Daí ter definido um programa, há três anos, para apoiar este novo e ambicioso projeto dos países de Língua Portuguesa. Reuniu grupos de trabalho, compostos pelas maiores Sociedades de Advogados destes países, responsáveis pela pesquisa e produção de conteúdos, assim como pela definição e priorização das etapas necessárias para a concretização deste grande objetivo.

Os resultados e conclusões deste importante trabalho serão apresentados na 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP.

O evento, que vai contar com a presença de cerca de 4900 conferencistas, é organizado em parceria entre a CE CPLP e a CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

Serão debatidos temas com foco na Mobilidade de Pessoas (vistos), na Mobilidade e Reciprocidade Profissional, na criação de um Tribunal de Arbitragem e Mediação da CPLP, das Convenções de Dupla Tributação e Proteção de Investimentos nos nove países, na Constituição de Empresas de Capital Estrangeiro nos países da CPLP, do Manual de Ética e Compliance das Empresas da CPLP.

 

Gestores e funcionários de empresas públicas e participadas pelo Estado, membros dos conselhos de administração, fiscal e funcionários do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) reuniram-se na manhã desta segunda-feira, para reflectir sobre a operacionalização da lei que estabelece os princípios e regras aplicáveis ao sector empresarial do Estado. O encontro acontece numa altura em que todas empresas públicas e com participação do Estado não são sustentáveis. Aliás, as 20 empresas privadas participadas pelo Estado estão com problemas financeiros.

Para solucionar o problema, está em curso uma reestruturação do sector empresarial do Estado e busca de financiamento. E, no quadro da reestruturação de empresas, foi anunciado no encontro que a fusão das empresas Moçambique Celular-Mcel e Telecomunicações de Moçambique-TDM vai ser concluída no final deste ano. A reestruturação, segundo o IGEPE não prevê despedimentos.

Sem especificar o valor, a Presidente do Conselho de Administração do IGEPE, Ana Coanai, avançou que é preciso fazer investimentos em todas empresas a fim de torna-las sustentáveis. A nova lei sobre os princípios e regras aplicáveis ao sector empresarial do Estado estabelece os princípios e regras aplicáveis ao sector empresarial do Estado foi aprovada em Abril deste ano, pela Assembleia da República.

 

O Governo criou uma normativa de circular  que define os critérios a observar na implementação dos projectos financiados por receitas de exploração mineira e petrolífera. Entretanto, a  Plataforma Sobre Recursos Naturais e Indústria Extractiva entende que as comunidades locais não têm benefícios directos desses fundos e propõe reformas.

A plataforma encomendou um estudo sobre as dinâmicas de canalização  e gestão dos fundos cujos resultados foram apresentados num encontro havido esta segunda-feira em Nampula.

A Plataforma Sobre Recursos Naturais e Indústria Extractiva engloba organizações baseadas nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete e Maputo.

 

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz que os altos custos para criação e registo de empresas em Moçambique faz crescer o número de negócios informais.

Promover a formalização dos negócios informais para alargar a base tributária tem vindo a ser o discurso do Governo nos últimos tempos, mas o sector privado diz que esta pretensão está longe de se tornar real.

É que desde 2015, os custos do registo de empresas cresceram em mais de 400 por cento, tendo saído de 7.835 para 36.620 meticais.

O empresariado moçambicano diz mesmo que os custos de criação de novas empresas estão acima dos rendimentos dos pequenos e microempresários.

A CTA defende também a clareza nos procedimentos necessários para a criação de novas empresas em Moçambique, sendo que este é um dos pontos de destaque na proposta do novo código comercial já submetida à Assembleia da República.

 

No mercado moçambicano, há mais de 10 anos, a Papersoft é uma empresa de origem portuguesa que vem desenvolvendo aplicações de gestão de documentos.  

Com sede em Maputo, a Papersoft desenvolveu um portfólio de soluções direcionadas para os mercados emergentes, que pretendem simplificar a forma como são efectuados processos de abertura de conta e registo de clientes, reduzindo a dependência face ao papel. A plataforma da Papersoft é já utilizada por empresas de referência em Moçambique, como a Vodacom, para registo de cartões SIM e a M-pesa, para criação de agentes e registo de clientes.

Durante uma entrevista, o responsável pela Papersoft em Moçambique, Pedro Chiquito, garantiu à nossa equipe de reportagem que as funcionalidades da plataforma estende-se para ‘’a banca, telecomunicações e seguros, mas também para outro tipo de áreas, por exemplo auditorias. Na realidade, esta aplicação vai fazer com que haja a desmaterialização, ou seja, que não haja o papel e haja uma captura móvel digital, onde nós conseguimos fazer mais rápido esse registo e obviamente se faça mais rápido e obviamente mais vendas e fazendo mais vendas conhece-se melhor o negócio’’, acrescentou o responsável.

A Papersoft irá expor seus produtos e serviços durante a quinta edição da MOZTECH, a acontecer esta semana, a partir da quarta-feira.

Durante a feira MOZTECH, a empresa pretende divulgar ainda mais a sua marca aos potenciais clientes.
Com cerca de 27 mil pessoas a trabalharem com a aplicação em Moçambique e no Congo, a Papersoft efectua anualmente cerca de 18 milhões de registos ou abertura de contas. Com este sucesso, a sua missão é igualmente expandir para outros mercados africanos, ‘’estamos a tentar expandir para outros mercados como por exemplo Angola e Nigéria, esse é o nosso objectivo para 2018/2019’’, explicou Chiquito.

 

Pela segunda vez, a Procomputers, empresa que há treze anos opera na área de tecnologia, particularmente no ramo informático, vai participar na maior feira de tecnologia do país. O maior interesse desta instituição é ganhar visibilidade e melhorar os seus serviços ao mesmo tempo que vai levar à feira produtos novos, disse Dércia Machava, Directora Comercial.

A Procomputers é uma empresa que está ciente que o mercado é cada vez mais competitivo e procura sempre acompanhar a evolução tecnológica. Por isso mesmo, usar tecnologias inteligentes, associar equipamentos de primeira gama às tecnologias globais como forma de ligar as pessoas ao mundo virtual com qualidade é uma prioridade.

De referir que a 5ª edição da feira de tecnologia Moztech decorre de 9 a 11 deste mês.

 

 

A TVCABO participa na maior feira de tecnologia de Moçambique desde a primeira edição. Este ano, a empresa pretende promover mais serviços optimizados para responder às exigências da evolução tecnológica e criar facilidades de uso.

Com efeito, a Directora-Geral da TVCABO, Raquel Cruz, entende que os temas da MOZTECH reflectem a actual conjuntura tecnológica. Para Cruz, o espaço Moztech é um lugar de referência para aprimorar e promover os serviços da sua empresa. Assim, a expectativa é que a 5ª edição da feira supere as edições anteriores.

A TVCABO considera que as telecomunicações representam uma plataforma importante na evolução tecnológica, porque, no fundo, trazem inovação, acesso à informação e a possibilidade da população contribuir para a melhoria dos serviços.

 

Sérgio Carrilho é gestor de projetos de engenharia na Sony Mobile Communications e mora no Japão há 12 anos. Licenciou-se em Engenharia electrotécnica pela Universidade Eduardo Mondlane e fez mestrado em Ciência de Informação e Tecnologia na Universidade de Tóquio. Conta que aceitou o convite para participar na MozTech porque tem consciência da importância desses eventos para a pátria que lhe viu nascer. “É minha primeira participação na MozTech e tenho informações expectaculares sobre esta feira. Estive recentemente nos Estados Unidos numa das maiores feiras de tecnologias do mundo. Esses eventos são importantes porque mais do que expor empresas firmadas, há ideias novas, projectos novos. E mais do que expor, os expositores trocam experiências e isso é bom, impulsiona o desenvolvimento”, avançou.

Sérgio disse que teve que ultrapassar várias barreiras como a língua, o estilo de vida e concorrência para conseguir vincar numa das maiores empresas de tecnologias do mundo.

“Aquele ambiente é de muita concorrência, os debates, a conversa são em japonês e eu tive que me empenhar. Há muita gente com talento. A cultura de trabalho é diferente da nossa. Mas não deixa de ser interessante trabalhar lá. Uma vez que há ideias diferentes e é essa diferença de pensamento que provoca e despoleta grandes inovações”, explicou.

Actualmente, Sérgio Carrilho lidera vários projetos na área de produtos inteligentes na Sony. Para os jovens moçambicanos, fez um convite para que bebam dos conhecimentos dos oradores que irão participar da feira. “Não devem ter medo de inovar e experimentar. O medo está sempre presente nas nossas vidas, mas não podem deixar esse sentimento vencer a vontade de alcançar os vossos objectivos. É importante que aprendam dos conhecimentos dos oradores que estarão neste evento, para que através deles, possam desenvolver ideias que possam resolver os problemas que afectam a sociedade moçambicana”, desafiou.

O jovem moçambicano disse com orgulho que alguns dos telemóveis e outros projectos da Sony tem mão moçambicana. Na Sony, ele trabalhou com vários produtos e tecnologias, como câmara, carregamento inteligente de bateria, modelagem 3D, assistentes robóticos, entre outros.

 

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