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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Numa altura em que um dos desafios do país é a inclusão financeira, a Movitel e o Barclays assinaram, esta sexta-feira, um acordo que permite a realização de transacções bancárias entre a carteira móvel da Movitel, e-Mola, e as contas bancárias do Barclays.

O Administrador delegado do Barclays em Moçambique, Rui Barros, diz que este acordo é uma forma de promover a electronização do dinheiro.

Já a Presidente do Conselho de Administração da Movitel, Safura da Conceição, diz esperar prestar melhores serviços aos seus clientes.

Com cerca de quatrocentos mil clientes e dez mil agentes distribuídos em todo o país, o e-Mola existe há dois anos em Moçambique. E a Movitel diz que vai replicar este tipo de acordo com outros bancos nacionais.

 

Planificacão, Inovação, parcerias público-privadas e definição clara de objectivos desejados foram os pontos indicados pelos quatro membros do painel que discutiu o “Marketing e Estratégias do Desenvolvimento do Turismo”, na Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza, que decorre em Maputo, como estratégias para desenvolver o turismo.

O segundo painel desta sexta-feira foi moderado por Jillian Blackbeard, Gestora Executiva de Marketing, da Boyswana Tourism Organazation. Na sua apresentação, Blackbeard referiu que ao se pretender fazer marketing, é preciso ter um objectivo, parcerias e uma visão ampla sobre o que se pretende. “Através do marketing, podemos dinamizar o nosso turismo”, disse.

“Para fazer marketing, há uma necessidade de se fazer planificação”, começou assim a sua apresentação, Chris Seek, Presidente da Solimar International, que falou das lições aprendidas em trabalhos realizados em diferentes países do mundo.

Seek disse igualmente ser necessário analisar onde se está, o que se está a fazer, quem vê, porque vê e onde se pretende chegar.

E apontou a coordenação institucional como um método para identificar os problemas que prejudicam o desenvolvimento do turismo e também para se chegar à solução. Sobre a planificação que referiu, disse ser importante que sejam implementados. “Os planos estratégicos não devem terminar no papel”.

O sector privado é chamado a intervir neste processo, mas é importante que se tenha um modelo de turismo que preserve as áreas protegidas. Seek disse que os investidores privados podem ser convidados a criar planos (lodges, safaris e outras actividades) que gerem receitas, mas que ao mesmo tempo protejam as espécies dessas áreas.

Por outro lado, é preciso envolver as comunidades dessas áreas, para que elas possam também desenvolver com o turismo. “As concessões, os consórcios são melhores formas de gerar emprego para as comunidades que vivem nestas zonas”.

A Presidente da Adventure Travel Trade Association, Casey Hanisko, disse que sua organização actua em mais de 100 países e falou das experiências de alguns pontos onde actuam.

Para impulsionar o turismo, disse ser importante ter o conta o grupo alvo dos visitantes, saber que tipos de experiências buscam e garantir segurança, acomodação, assistência médica e acesso à infra-estruturas nos lugares de visita.

O marketing exige uma interligaçcão entre diferentes sectores, para que os visitantes se sintam bem acolhidos, pois as boas experiências criam actractividade. “Eles vão falar para as outras pessoas sobre as suas visitas”.

Já Fundisile Mketeni, Presidente da SanParks, chamou o turismo baseado na natureza de ‘nova era do turismo’ e disse ser importante conhecer a cadeia de valores e perceber todos os elementos, antes de começar a vender o produto (parques, reservas, entre outros). “O turismo é uma estratégia de conservação, as pessoas beneficiam da biodiversidade e o capital natural é um investimento para atracção de turismo”, disse.

Falou tambem da necessidade de se criar condições para atrair turistas locais, tendo apontado a criação de infra-estruturas luxuosas, que muitos procuram noutros sítios e falou de jornadas exclusivas para visitantes locais, em que podem visitar os parques a custo zero, como forma de atrai-los.

Outro ponto não menos importante, é a criação de leis que preservem o ambiente.

E em jeito de apelo aos actores do sector de turismo disse: Precisamos conhecer as nossas limitações e vantagens competitivas”.

 

Kathleen Fitzgerald é Vice-President para África Austral e do Este da African Wildlife Foundation. Na sua intervenção na Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza, no seu segundo dia, em Maputo, defendeu a necessidade de se combinar energias com estrutura de forma que o turismo melhor a vida dos moçambicanos. Nesse sentido, segundo Fitzgerald, também é pontual trazer especialistas de toda África para partilharem experiências no país, mesmo no actual quadro em que Moçambique está a fazer bom trabalho na implementação de mecanismo de conservação natural.

No painel subordinado ao tema “Criando um ambiente de negócios através de concessões de turismo”, Kathleen Fitzgerald sublinhou que se a vida animal e as florestas não forem conservadas não haverá sucesso nesta área do turismo em discussão. Para Fitzgerald, os financiamentos são igualmente importantes, quando são racionais e realistas. “Os programas de conservação e de turismo devem ter em conta aumento da receita, alocação adequada e gestão de desempenho. Além disso, precisamos de segurança e criação de um ambiente favorável na atracção turística, combinando turismo internacional e doméstico”, disse.

Sue Snyman, da WCPA TAPAS, outra oradora, defendeu o desenvolvimento das capacidades das pessoas nas zonas de conservação, com investimentos claros. Na óptica de Snyman, a inovação é um factor de sucesso e as pessoas devem compreender os benefícios da conservação da vida animal, daí a importância de conferências como esta que se realiza pela primeira vez em moçambique.

A moderadora do painel, Michelle Souto, da IFC, também partilhou sua experiência, esta tarde. A começar, foi pragmática ao dizer que não se alcança receitas para conservação por via do turismo da noite para o dia: “Deve-se fazer com que o turismo seja sustentável, considerando que os investidores valorizam muito certezas legais. Os processos bem-sucedidos são aqueles que dependem de planos de concessão robusto, por isso os planos de conservação devem estar bem detalhados. Devemos usar procedimentos de aquisição transparentes e empregar concorrentes competitivos, com equipa tecnicamente competente para gerir os concursos. As concessões devem proteger os interesses das partes envolvidas, com contratos equitativos, monitoria e avaliação dos projectos, pois, de contrário, não teremos como medir o sucesso, o qual precisa de ferramentas de monitoria e avaliação.

A conferência termina amanhã.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede esta quinta-feira , em Maputo, à abertura oficial da Conferência Internacional de Turismo Baseado na Natureza, diz um comunicado da Presidência .

O evento, que decorre pela primeira vez em Moçambique, está alinhado com a política do Governo de desenvolver o turismo baseado na natureza, fortalecendo o papel das áreas de conservação na geração de receitas para o país e no desenvolvimento das comunidades.

À margem do conferência, o Chefe do Estado moçambicano irá receber em audiência de cortesia o Antigo Presidente da República do Botswana, Tenente General Seretse Khama Ian Khama, convidado para participar do evento.
Esta quinta-feira, Khama será o orador principal dos debates agendados.

Organizada pelo Ministério da Terra,  Ambiente e Desenvolvimento Rural, em coordenação com o Ministério da Cultura e Turismo, a Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza vai decorrer até sábado, e é esperada a presença de mais de 500 participantes

A governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura, fez a simbólica cerimónia de saudação e boas-vindas aos particiantes da Conferência Internacional de Turismo baseado na natureza.

A cerimónia começou com a entoação do hino nacional pelo grupo Xiquitsi, pouco depois da entrada do anitigo Presidente do Botswana, Ian Khama e do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, ao local.

Cintura disse ser um privilégio, para a capital, acolher este evento, de dimensão internacional, que decorre pela primeira vez no país.

A governadora da cidade destacou a pertinência da conferência, pois nela pode-se reflectir novas formas de desenvolver o turismo, sem colocar em causa os recursos da flora e fauna.

 

 

A Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza já começou. Dentro de instantes, o Chefe do Estado vai inaugurar o evento que se está a realizar em Maputo. Enquanto isso não acontece, Mark Lundell subiu ao pódio para tecer o seu discurso de ocasião. Durante a intervenção, o representante do Banco Mundial disse que a sua instituição está satisfeita com a forma como o país está a gerir o turismo baseado na natureza, sobretudo no caso Reserva de Maputo, o que pode ter como impacto a assinatura de um novo acordo de apoio ao Governo ainda nesta realização da conferência.

No entender de Lundell, esta conferência sobre o Turismo Baseado na Natureza pode dar oportunidade de partilhar ideias e experiências, porque o turismo requer coordenação de diversos sectores, com políticas que envolvem os privados. Mas só isso não basta para o representante do Banco Mundial, também é preciso que os recursos naturais ou faunísticos sejam conservados pelas comunidades locais e Moçambique reconhece a importância disso.

Agradecendo o envolvimento de Moçambique na entrega da conservação da natureza, Mark Lundell afirmou que o Banco Mundial está comprometido na redução da pobreza nas zonas rurais, tendo o turismo como um instrumento que cria emprego e oferece oportunidades às populações porque cada dólar gasto neste tipo de iniciativa pode ser usado para estimular o desenvolvimento. “O turismo tem o dobro dos funcionários mulheres, promove investimento internacional e contribui com 10% para o desenvolvimento nacional. E pode providenciar mais empregos e financiamentos para a conservação da biodiversidade e gestão ambiental. Mesmo assim, temos ameaças como caça furtiva, que deve ser combatido para não prejudicar as espécies já em vias de extinção”, proferiu Lundell, realçando que Moçambique é um exemplo brilhante porque os programas estão comprometidos em fornecer recursos para desenvolvimento de projectos de conservação.

O Presidente da República, Filipe Nyusi foi quem dirigiu a abertura oficial da Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza.

No seu discurso de ocasião, Nyusi disse que a realizacão da conferência, em Moçambique, é um marco de viragem para o desenvolvimento do turismo no país.

Nyusi falou das áreas de conservação no país, tendo destacado a delimitação de 25% do território nacional como áreas de conservação. No entanto, o Chefe de Estado, referiu que não basta que se faça a demarcacão das áreas de conservação; é preciso, diz Nyusi, garantir que haja mecanismos para a sua gestão.

E neste sentido, apontou algumas medidas implementadas, como o reforço de investimentos para conservação dos recursos naturais; a investigação e descoberta de novas espécies de plantas e animais, e as sensibilizações às comunidades que vivem em áreas de conservação, para explorarem os recursos de forma sustentável. Também destacou o facto de as comunidades residentes em zonas de recursos em exploração ficarem com 20% das receitas.

Nyusi reconhece que os desafios são enormes, mas diz ser importante agir-se para vencê-los. E apontou a realização da conferência sobre turismo no país como um passo, pois, vai se abordar sobre modelos de gestão colaborativa para que se possa ter mais resultados.

“Acreditamos no imenso potencial que o turismo tem para impulsionar a economia e combater a pobreza”, disse, para depois acrescentar que o Governo tem estado a colocar o país em rotas turísticas nacionais, pois “o turismo é um vector de intercâmbio. Incentiva o conhecimento entre os povos, convertendo-se num ambiente de paz e concórdia entre as pessoas”.

Sobre as medidas para impulsionar a cadeia de valor de turismo, falou daliberação de voos que abrem mais alternativas de acesso ao país e da facilitação dos vistos para turistas.

Também falou de práticas nocivas e referiu que o Governo está empenhado em combater práticas corruptas.

Já no final do seu discurso, reiterou o comprometimento do Governo em manter a dedicação e empenho no desenvolvimento das áreas de conservação.

 

“É importante que a natureza seja utilizada para o benefício da comunidade e para erradicação da pobreza”. Quem pensa assim é Ian Khama, antigo presidente do Botswana, convidado pelo Chefe do Estado a participar na Conferência Internacional Turismo Baseado na Natureza. Para o antigo governante, essencialmente, a boa abordagem é aquela que visa a conservação do ecossistema. Nisso, as autoridades de gestão têm um papel indispensável.

Segundo entende Ian Khama, o sucesso do turismo na região austral depende do envolvimento do Governo e do sector privado, o que pode conduzir ao alcance de objectivos comuns. “Para África continuar a beneficiar dos recursos naturais que possui, deve proteger a sua terra, e, depois, tornar os ganhos do turismo em coisas tangíveis, com investimento em infra-estruturas”, afirmou Khama.

Intervindo esta manhã, no Hotel Polana, em Maputo, onde acontece o evento, Khama defendeu a necessidade de se combater a destruição da natureza, sugerindo que os países aprendam dos erros cometidos no passado no que diz respeito à conservação ambiental. “Devemos apostar mais na gestão do nosso planeta, por isso temos esta conferência a realizar-se em Moçambique”, afirmou, considerando, mais adiante: “é preciso que sobreviva o instinto de protecção”.

“Criando um ambiente favorável para o turismo baseado na natureza nas áreas de conservação” foi o tema do painel inaugural da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza. No evento a realizar-se em Maputo de hoje até sábado estiveram dois oradores. O primeiro chama-se Keith Vincent, PCA da Wilderness Safaris, e o segundo é Luke Bailes, Fundador da Singita.

O primeiro a intervir foi o PCA da Wilderness Safaris, quem disse que o objectico da entidade que representa é criar economias sustentáveis ecologicamente. “Por exemplo, olhamos para uma terra não habitada e vimos situações que nem existe emprego. A longo prazo criamos rendimento, o que cria oportunidades para o turismo. É um desafio muito grande que precisa de ligação de vários actores para garantir protecção da terra e criar condições viáveis para o benefício das populações”, disse, sublinhando que, nesse processo, o Governo e o sector privado devem estar engajados.

Além disso, Keith Vincent considerou, neste princípio de tarde, que quanto mais aberto estiver o mercado nacional melhor, porque as burocracias espantam investidores, quer na área do turismo quer dos negócios em geral.

Na mesma ordem de pensamento que Keith Vincent, Luke Bailes também advogou a importância do trabalho entre o Governo e o sector privado. Para Bailes, a África Subsaariana, de onde surge 8% do turismo mundial, tem muitas potencialidades. Para que tal potencialidade se traduza em êxito, as comunidades devem estar engajadas, de modo que a caça furtiva, “resultado do facto de pobres viverem à volta de nós, deixe de existir”, disse, acrescentando: “Achamos que África precisa de mais formação porque muitas pessoas não são empregáveis. Seria boa ideia criar autoridade de investimento de janela única que permite os investidores ter um único sítio para tratar do necessário pra investir, porque ainda há muita burocracia”, sugeriu o Fundador da Singita.

De acordo com Celso Coreia, Ministro da Terra, as ideias partilhadas pelos oradores são importantes para a concretização dos objectivos do Governo, na área do Turismo Baseado na Natureza.  

A moderadora do primeiro painel de hoje foi Magda Lovel, Gestora de Meio Ambiente do Banco Mundial.

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