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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) esta a introduzir novas tecnologias de produção para aumento da produção e produtividade da cultura de arroz de variedade Mocuba nos regadios de Intabo e Mundamunda, no Distrito da Maganja da Costa. A iniciativa, ao todo, envolve seis distritos nomeadamente Maganja da costa, Nicoadala, Namacurra, Mopeia, Quelimane e Inhassunge.

Masahiro Otake, representante da JICA, referiu que os produtores estão a captar com sucesso as tecnologias que estão a ser disseminadas. Segundo a fonte a finalidade de projecto é sair das actuais 1.5 toneladas de produção de arroz para 4.5 toneladas.

Os produtores da cultura do arroz estão a apreender a preparar a terra, através do nivelamento correcto dos solos, a selecionar e incubar as sementes da cultura. Já no campo definitivo o arroz é colocado em transplante em linha e não de forma aleatória o que segundo os produtores traz mais-valia sobre tudo no combate a pragas.

Adérito Alfredo, presidente da associação regantes do Intabo, explicou que com o transplante em linha têm-se a facilidade de fazer o controlo da erva daninha bem como das plantas atípicas. “Quando existi uma planta diferente da outra é fácil descobrir e remover. Igualmente os níveis de rendimento em termos de produção são maiores porque permite fazer o controlo de afilhamento e níveis de água” disse Adérito Alfredo.

A província da Zambézia pretende produzir 400 toneladas da cultura de arroz na presente campanha. Esta informação foi relevada pelo director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar da província da Zambézia, Jabula Zubia. A província têm um total de 511 extensionistas agrários pertencentes ao sector público e privado.

Como forma de munir estes em material de trabalho para desenvolver a actividade, o sector da Agricultura e Segurança Alimentar distribuiu 309 quites de equipamentos para extensionistas.

Segundo o responsável, a província da Zambézia tem uma área de mais de dois milhões de hectares para produção de comida na campanha 2018/2019, o destaque vai para a cultura de arroz. Em termos de estimativas a província estima produzir 7.3 milhões de toneladas de produtos diversos com destaque para cereais, tubérculo, hortícolas e culturas de rendimentos.

 

Os utentes do Metrobus, um sistema integrado de transportes, incluindo autocarros e automotoras do projecto, passam a estar segurados ao abrigo do memorando de entendimento celebrado, recentemente, em Maputo, entre a Sir Motors e a EMOSE-Empresa Moçambicana de Seguros.

De acordo com o presidente da Comissão Executiva da EMOSE, Francisco Langa, esta iniciativa resulta do facto de o Metrobus prestar um serviço de transporte essencial para o cidadão, uma prioridade para o Governo de Moçambique.

O acordo assinado, segundo explicou Francisco Langa, firma o compromisso da seguradora estatal de segurar os bens do Metrobus, incluindo os seus passageiros, sendo o seguro de passageiros um serviço pioneiro e inovador no País.

“Pretendemos que esta parceria entre a Sir Motors e o Governo, para providenciar transporte às populações de Maputo, Boane e Matola, possa servir de exemplo e catapultar outras iniciativas do sector privado na base da parceria público-privada, para que aos poucos possamos ir resolvendo os problemas da sociedade, como o problema do transporte”, frisou Francisco Langa.

O presidente da Comissão Executiva da EMOSE acrescentou que “através deste memorando, vamos poder providenciar o seguro de passageiros aos utentes do Metrobus, segurar também as suas automotoras e os autocarros, de maneira que, para nós, representa um grande ganho, não só do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista social”.

Importa salientar que o Metrobus transporta, diariamente, cerca de seis mil passageiros, sendo a segurança destes uma prioridade, razão pela qual a transportadora aderiu ao serviço.

“O seguro é uma componente muito importante da mobilidade e negociar com uma EMOSE rejuvenescida dá-nos bastante prazer”, referiu a propósito Sheila Camal, directora geral da Sir Motors.

Este projecto entrou em funcionamento em Janeiro do presente ano, visando o transporte de passageiros, através de automotoras e autocarros e já criou, até ao momento, cerca de 130 postos de trabalho.

 

 

O ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, foi o primeiro a intervir no terceiro e último dia da Conferência Internacional sobe Turismo baseado na Natureza. Dunduro tinha como missão apresentar as potencialidades do sector que dirige. O lema da apresentação era Descubra Moçambique, uma oprotunidade para investimento no turismo, no entanto, Dunduro trocou por “Destino Moçambique, uma oportunidade para investimento seguro no turismo”, por considerar que as potencialidades do país já estão expostas.

Referiu que o Governo aposta da diversificação da economia para assegurar o crescimento económico, reduzir as desigualidades sociais e combater a pobreza.  Para o efeito, mencionou a implementação do segundo plano estratégico para o desenvolvimento do turismo 2016-2015.

 “A realização desta visão implica turismo de alto crescimento que se espera que traga retornos económicos e sociais, tendo como balizas, mais de  2.8 bilioes de dólares de receitas de turismo externo e o equivalente a 4 biliões de dólares de receitas de turismo doméstico”.

Por outro lado, com a implementação do plano, espera-se a criação de 83 mil empregos directos e 242 mil empregos totais no turismo. Actualmente o sector emprega mais de 63 mil pessoas em todo o país. Silva Dunduro afirmou que o investimento que é feito no sector do turismo faz parte da estratégia de diversificação da economia e que em 2017, as receitas do turismo foram de 150 milhões de dólares.

Moçambique escolheu como cinco destinos prioritários para o investimento no turismo, Maputo (cidade de Maputo, Reserva Especial de Maputo e Ponta de Ouro), Vilanculos (arquipélago de Bazaruto e Inhassoro), Gorongosa (Parque Nacional de Gorongosa, Reserva do Marromeu, Reserva Nacional de Chimanimani, Cabeça do Velho e Savana), Quirimbas (Baía de Pemba, distrito de Quissanga, distrito de Macomia, distrito de Palma, distrito de Mocímboa da Praia e a Ilha do Ibo) e por fim Niassa (Lichinga, Metangula e a reserva Nacional do Niassa.

Segundo Dunduro, nestes destinos, há possibilidade de combinação de seguimentos turísticos, o turismo de praia tropical ao longo da costa com a vida cosmopolita das cidades, o ecoturismo, assim como a rica história e o mosaico cultural que nos caracteriza.

Como medidas implementadas para dinamizar o sector do turismo no país, o dirigente apontou a redução dos custos de viagens aéreas, a melhoria do acesso rodoviário para as principais zonas prioritárias de turismo, a melhoria da promoção da imagem internacional, o desenvolvimento de atracções de turismo cultural, a formação e fortalecimento das instituições públicas e privadas são algumas das medidas que estão em curso com vista a eliminação das barreiras para o aumento do número de turistas e investimentos no sector.

E porque a conferência visava, também atrair investidores, o Director Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Mateus Mutemba, apresentou as potencialidades do país, no que refere ao turismo baseado na natureza.

Ainda nesta conferência, o Governo moçambicano assinou, através da Administração Nacional das Áreas de Conservação, oito memorandos de entendimento com várias instituições nacionais e internacionais que actuam nas áreas de proteção da biodiversidade, gestão de parques e do turismo, para colaboração na gestão de alguns parques nacionais, proteção da biodiversidade, para além da parceria com operadores turísticos privados.

À margem dos memorandos, a ANAC assinou dois acordos com operadores turísticos da província de Inhambane, que pretendem investir na área e a posterior trabalhar com o governo na gestão.

“Moçambique sempre foi um destino de lazer”. Começou assim o discurso de Rui Monteiro, em representação da CTA, neste último dia da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza a realizar-se em Maputo. No entanto, nos últimos tempos, segundo Monteiro, a descoberta de recursos naturais alterou o foco dos visitantes, passando, com efeito, o país a receber mais homens de negócio do que turistas em si. É por isso que o turismo de negócio passou a ser uma prioridade, mas sem se dispensar o baseado na natureza, afinal, lembra Rui Monteiro, o ecoturismo tem condições para ser a grande aposta do turismo nacional, porque Moçambique tem fauna, flora e recursos marítimos ricos e diversificados.

Assim, de acordo com Monteiro, o grande objectivo é fazer das áreas de conservação sustentáveis e geradoras de riquezas.

Para Rui Monteiro, o ecoturismo nacional vai atingir patamares internacionais se o Estado e o sector privado desempenharem um trabalho nesse sentido, devendo atrair turistas. Passa por aí, igualmente, a aposta na luta contra a caça furtiva. “As áreas de conservação devem ser uma prioridade para todos sem leis que se sobreponham à protecção das mesmas. Do mesmo modo que a legislação deve ser favorável, porque a caça furtiva representa uma ameaça para a biodiversidade, é preciso combater a pobreza das populações pois daí surge a motivação para o abate de animais”, considerou, realçando que o turismo sustentável depende de educação e garantias de rendimento para as comunidades.

Moçambique vai assinar acordos com China, em Beijing, para controlar a exportação ilegal de Madeira.

Este acordo vai fazer com que Moçambique tenha conhecimento, em tempo útil, de toda a madeira nacional que entra no território daquele país asiático.

O acordo será assinado, na próxima semana, numa parceria entre o MITADER e a WWF Moçambique. A informação foi avançada esta sexta-feira, em Maputo, pelo ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, durante a sua intervenção no último dia da Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza.

 

A primeira Conferência do Turismo Baseado na Natureza realizada em Maputo chegou ao fim. Para encerrar o evento que contou com a colaboração de vários países presentes, como Afeganistão, Botswana, Etiópia, Índia, Quénia, Malawi, Nepal, África do Sul, Vietname, Zimbabwe e Zâmbia, esteve no Hotel Polana, esta manhã, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário. O governante espera que desta conferência surjam investimentos. Para o efeito, Rosário sugeriu que todos os envolvidos trabalhem na implementação de ideias discutidas ao longo dos três dias do evento.

Na percepção do Primeiro-Ministro, é importante que os actores da conservação continuem a privilegiar as comunidades locais na concretização de projectos ligados ao turismo baseado na natureza porque, quando envolvidas, podem desempenhar papel importante na preservação do ambiente e combate à caça furtiva.

Ora, o PM afirmou ser imperioso que projectos tenham em consideração o estabelecimento de sinergias, garantindo que o Governo continua a desenvolver acções para melhoria do ambiente de negócio com redução de condicionalismos para obtenção de vistos nas fronteiras, pois, assim, pode-se atrair turistas.

Carlos Agostinho do Rosário encerrou a Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza agradecendo ao Programa Global de Vida Selvagem e ao Banco Mundial, pelo apoio na realização do evento.

A Eletricidade de Moçambique teve uma receita de cerca de 27 mil milhões de meticais em 2017 e foram feitas 150 mil novas ligações, que representam um aumento em 2% em relação a 2016.

A informação foi a avançada, esta sexta-feira, pelo PCA da empresa, Mateus Magala durante a reunião nacional de balanço de actividades de 2017 que decorre em Maputo.

Entretanto, Magala reconhece que no ano passado foram registados vários constrangimentos sendo o maior deles a dívida insustentável, que deixou a empresa numa situação difícil.

Participam da reunião, o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, directores, delegados, antigos membros do Conselho de Administração e demais funcionários da EDM.

 

Quando se fala de turismo baseado na natureza, é indispensável a participação das comunidades na conservação do meio ambiente. Por isso, o primeiro painel deste segundo dia da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza debateu o tema “Estabelecendo parcerias comunitárias e enaltecendo a partilha dos benefícios”, no hotel Polana, em Maputo.

Os intervenientes do painel foram claros em relação ao envolvimento das pessoas locais na conservação. Mehalah Beckett, Gestora Regional da Intrepid Group Nepal, por exemplo, lembrou que o turismo é uma forma de diversificação de receitas, pelo que se deve garantir que as relações com as comunidades sejam eficientes, com benefícios definidos de forma clara, pois assim será possível garantir a sustentabilidade das relações. Para Beckett, no âmbito da conservação, as comunidades devem decidir como querem alocar os fundos que ganham.

Colleen Begg, do Projecto Carnívoros do Niassa, no Norte do país, concordando com a participação das comunidades na dinamização do turismo baseado na natureza, explicou que a maior parte das pessoas, nas zonas rurais não entende nada de orçamentação, por isso, é importante prover a formação naquelas regiões. Além disso, o aconselhamento também é necessário. “Quando a comunidade decide optar por uma decisão errada, devemos explicar as vantagens e prejuízos do que é decidido. Neste processo, a confiança é relevante, porque senão nada do que for discutido vai funcionar, e cada comunidade tem suas especificidades”, afirmou Colleen Begg.

O painel também contou com Richard Kasoo, Director Regional da Northern Rangelands Trust Kenya, quem entende que o Governo deve garantir condições para as comunidades se envolverem com interesse na preservação da vida selvagem.

O Ministro da Terra e Desenvolvimento Rural está interventivo nesta Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza. No fim do debate do primeiro painel de hoje, em Maputo, Celso Correia foi ao pódio para frisar que no processo da conservação ambiental não deve faltar a transferência de conhecimento às comunidades. Com efeito, o dirigente elogiou Colleen Begg, do Projecto Carnívoros do Niassa, pelo trabalho desencadeado naquela província do Norte do país no que concerne à formação das pessoas.

De seguida, Correia sugeriu que se tenha um debate realístico sobre a conservação, com maior preocupação nas comunidades porque, de facto, são importantíssimas no processo.

Aprofundando o assunto sobre a conservação, Correia afirmou que o país ainda não encontrou a melhor forma de combater a caça furtiva, por falta de recursos. Por isso, é necessário a definição de uma estratégia de actuação, que passa pela cooperação entre países da região, encerrando-se os pontos de saída e de entrada dos que praticam a caça furtiva.

No Niassa, de acordo com o Ministro, os níveis de caça furtiva reduziram, com a decisão do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, de enviar as Forças de Defesa e Segurança para proteger a Reserva local. Ainda assim, entende Celso Correia, a luta contra a caça furtiva deve ser algo permanente.

Por fim, o Ministro da Terra agradeceu, em público, a África do Sul, a Tanzania e o Zimbabwe pela colaboração na área de conservação.

 

 

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