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O País – A verdade como notícia

A Wena Data, uma plataforma de pesquisa, é a vencedora da quarta edição do SeedStars Maputo, uma competição de startups (iniciantes) para mercados emergentes, que se realizou na passada sexta-feira, na incubadora de negócios do Standard Bank.

Trata-se de uma plataforma que faz a colecta de dados (sondagens, inquéritos, entre outros) e disponibiliza-os, posteriormente, às instituições interessadas e que deles necessitem ou dependem para a tomada de decisões.

Neste serviço, faz se cadastro e participação em sondagens ou inquéritos, contribuindo para o desenvolvimento do país.

Em representação da Wena Data, Luís Fernando, disse que o reconhecimento é resultado de muito trabalho, desenvolvido pela sua equipa. “Estou muito feliz, ainda não acredito que vencemos. Isto é resultado de um trabalho árduo da nossa equipa, à qual dedico este prémio”, sublinhou.

Relativamente à competição, Fernando considerou que a mesma constitui um vector de desenvolvimento do país, pois startups participantes apresentaram soluções que podem contribuir para o crescimento socioeconómico de Moçambique.

Como vencedora da quarta edição da competição, a Wena Data vai representar Moçambique na cimeira regional da SeedStars em Novembro, na Tanzânia, e no SeedStars World, em Abril de 2019, na Suíça, onde vai disputar, com startups de todo o mundo, o prémio de meio milhão de dólares norte-americanos.

A quarta edição do SeedStars Maputo, contou com o apoio do Standard Bank, que se tem empenhado na criação de um ecossistema sustentável, favorável ao surgimento de potenciais empreendedores e que garanta que estes tenham acesso aos recursos de que necessitam para desenvolver.

O director de Tecnologias de Informação e Comunicação do Standard Bank, Cláudio Banze, referiu que esta aposta do banco se deve ao facto de “acreditarmos que as Pequenas e Médias Empresas (PME) e as startups são o veículo apropriado para impulsionar o crescimento de Moçambique”.

Refira-se, que subiram ao pódio a Wena Data, a Umbrela (Solução de Assistência de Viaturas na Estrada e Gestão de Apólices de Seguros) e a Agro Link (Plataforma de Conexão da Cadeia de Valor Agrícola), que se posicionaram em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente.

 

O sector de seguros em Moçambique registou uma receita de 13 mil milhões de meticais (cerca de cerca de 213,4 milhões de dólares ao câmbio corrente) em 2017, contra 10 mil milhões em 2016, cifra que representa um crescimento de 22,7 por cento, segundo noticia a AIM.

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, explica que o crescimento não só ocorreu em termos de volume do produto, mas também no número de operadores no país.

O governante, que falava durante a abertura do IV seminário sobre o sector segurador em Moçambique, lamenta, porém, o facto de a participação deste sector na economia do país ainda estar muito aquém do desejado, pois a mesma situa-se em 1,62 por cento, contra a média de seis por cento na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, (SADC).

Por isso, recomendou Maleiane, “a entidade de supervisão deve reforçar o seu papel como garante do cumprimento do quadro legal que propicia a saúde financeira dos operadores, a promoção dos novos produtos que inclua a população da baixa renda, para garantir maior protecção e também aos pequenos rendimentos sobretudo para termos uma estabilidade na indústria de seguros”.

Por outro lado, destacou que a sociedade precisa de saber da existência deste elemento que, futuramente, pode ser útil. Para o efeito, desafia as seguradoras a chegarem junto aos vendedores de rua e mercados, por exemplo, para incutir ideia de criarem um capital mínimo que garanta o seu rendimento na eventualidade da ocorrência de um infortúnio.

“É preciso que as seguradoras tenham esta capacidade e trazer todos estes elementos para os seguros. Os operadores devem garantir uma gestão sã e prudente na capitalização das suas empresas, contínua capacitação dos quadros para melhor responder à crescente procura de seguros, incluindo a cobertura de riscos de grande dimensão”, disse.

Ressaltou a importância de garantir a efectividade dos seguros em relação a responsabilidade civil obrigatória e sobre a necessidade de um trabalho combinado entre a autoridade de supervisão, os operadores e a instituições competentes de fiscalização, no sentido de mobilizar os cidadãos a aderirem a responsabilidade civil automóvel, de acidentes trabalho, de doenças profissionais entre outras.

Já a porta-voz do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, Francelina Tovela, reconhece a necessidade de as companhias de seguro criarem produtos mais atractivos à população de baixa renda, bem como facilitar as modalidades de pagamento.
Tovela  referiu ainda que as seguradoras devem estar capacitadas para assumir os riscos de grande dimensão em resposta aos novos investimentos na área de recursos minerais.

“Nós sabemos que o nosso país descobriu recentemente recursos naturais e que precisam de uma actuação muito mais avançada e não só, as próprias seguradoras têm que ter capacidade financeira para poderem fazer face a estes riscos”.

Para o efeito, disse que urge a capacitação das seguradoras para assumir estes riscos e também criar uma capacidade interna para poderem responder as necessidades em caso de sinistros.
Estatísticas de 2017 indicam que o país contava com 20 companhias de seguros, uma resseguradora, uma micro-seguradora, cinco entidades gestoras de fundos de pensões complementares e 631 mediadores de seguros, entre correctores, agentes e promotores.

 

A empresa mineradora Triton Minerals contratou a empresa chinesa MCC International Incorporation para construir as instalações e infra-estruturas do projecto de exploração de grafite de Ancuabe, em Cabo Delgado.

De acordo com um comunicado divulgado em Perth, citado pelo Macauhub, a assinatura do contrato teve lugar após encontros ocorridos na passada semana na China para clarificação de pormenores técnicos e comerciais.

A Triton Minerals afirmou estar a prever que a elaboração do projecto deverá ter início no quarto trimestre de 2018, sendo que a mobilização de equipamento e de materiais de construção deverá ocorrer no segundo trimestre de 2019.

O director-geral da empresa australiana, Peter Canterbury, adiantou que o contrato assinado tem um preço fixo, dando segurança financeira à empresa relativamente aos custos de capital e os prazos de construção.

O projecto de Ancuabe contém depósitos de grafite estimados em 3,04 milhões de toneladas, tendo o estudo definitivo de viabilidade económica determinado que a concessão pode produzir 60 mil toneladas de concentrado de grafite por ano durante um período de 27 anos.

Apesar de ter criado um clima de insegurança, os ataques terroristas na província de Cabo Delgado, Ainda não afectaram a economia de Moçambique.

A garantia foi dada pelo governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, durante a sua primeira visita oficial a Filial de Pemba.

“Por enquanto posso dizer não temos informação que na economia como um todo tenha sido afectado por estes ataques dos malfeitores em Cabo Delgado. O que nós vemos é que os investimentos continuam altos”, informou Zandamela.

Ainda em Pemba, Zandamela reuniu com todos Directores das filiais de Banco de Moçambique, para uma troca de experiências.

Na conferência de imprensa, o governador do Banco de Moçambique voltou a prometer um trabalho intenso no sentido de reduzir as taxas de juros praticadas pelos bancos comerciais.

 

Depois das cidades de Pemba, Nampula e Tete, coube nesta sexta-feira, a cidade da Beira, acolher um seminário de oportunidade de negócios  para que as empresas moçambicanas possam ter informação daquilo que serão os concursos que serão no âmbito da construção da fábrica do processamento do gás natural liquefeito na bacia do Rovuma.

Para o  presidente do conselho empresarial provincial de Sofala,  este seminário abre boas perspectivas no futuro dos empresários locais.

O governador  de Sofala que orientou a abertura deste seminário, indicou que abre-se assim uma grande oportunidade de negócio para os empresários nacionais.

Refira-se que as grandes oportunidades de negócios para as empresas moçambicanas estarão na área de construção, de fornecimento de equipamentos e de bens alimentares.
 

A empresa norte-americana, Exxon Mobil, inicia, em Outubro próximo, os trabalhos de e pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos, em Angoche, na província de Nampula.

Segundo a AIM, que cita a rádio pública, foi possível apurar, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, que já estão criadas todas as condições para o início destas actividades.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se com representantes daquela empresa, à margem da 73ª sessão da Assembleia-geral das Nações Unidas. Ainda de acordo com a AIM, foi no referido encontro que os representantes da Exxon Mobil reafirmaram o interesse de explorar hidrocarbonetos eventualmente existentes em Angoche.

O Chefe do Estado moçambicano e os representantes da empresa norte-americana não prestaram declarações à imprensa mas deixaram claro que o encontro entre as partes foi produtivo.

A participação da petrolífera norte-americana Exxon Mobil na exploração de gás natural em Moçambique iniciou, no ano passado, com a compra da participação da ENI na Bacia do Rovuma. Na altura, o Governo considerou que a participação da empresa era um passo para permitir o uso da grande competência técnica, além de tirar partido da robustez financeira da Exxon Mobil no projecto.

O Estado moçambicano arrecadou mais de 350 milhões de dólares norte-americanos decorrentes da tributação das mais-valias da transação entre a Exxon Mobil e a ENI.

O Instituto Nacional de Turismo (Inatur) de Moçambique está à procura de parceiros interessados em investir 365 milhões de dólares no projecto turístico das ilhas Crusse e Jamali, no distrito de Mossuril, província de Nampula, segundo fonte oficial, citada pelo Macauhub.

O director-geral da sociedade Mozaico do índigo, Felizardo da Costa, citado pelo jornal Notícias disse que o projecto contempla a construção de estâncias turísticas de classe mundial.

Da Costa informou ainda que os projectos em carteira incluem a exploração das potencialidades existentes na região norte do país, como a Reserva do Niassa, Ilha de Moçambique, ilhas Crusse e Jamali, lago Niassa, arquipélago das Quirimbas, cidades de Pemba, Nacala e Nampula.

A Mozaico do Índigo foi constituída em 2009, com participações de 51% do Inatur em 51% e de 49% do Instituto de Gestão de Participações do Estado, assumindo-se como o parceiro de entidades privadas e públicas no desenvolvimento das áreas de potencial turístico.

 

A Galp diz que as autoridades moçambicanas e os investidores devem ser competentes para que Moçambique se torne competitivo no mercado global de gás. O CEO da empresa revela ainda que o projecto de gás liderado pela Eni que arranca em 2022 começa a operar em pleno em 2023.

Em exclusivo ao “O País”, o Presidente Executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, falou das expectativas da empresa relativas ao projecto de gás, Coral Sul, no qual detém 10%, na Bacia do Rovuma, cuja decisão de investimento foi aprovada em 2017 e prevê-se que arranque em 2022.

Embora acredite que no final da próxima década Moçambique possa ser verdadeiramente um player à escala global, o CEO da empresa de capitais portugueses sublinha que tal só poderá acontecer se houver competência tanto das autoridades moçambicanas como dos investidores.

“Temos que ser competentes, todos, autoridades locais e aquilo que são os investidores para que possamos fazer de Moçambique verdadeiramente um player competitivo à escala global. Eu acredito que isso vai acontecer”, considera o CEO de Galp.

No que diz respeito a fases que seguem até atingir a produção plena de gás no projecto da Área 4, na bacia do Rovuma, consórcio liderado pela italiana Eni, Carlos Gomes da Silva esclarece o seguinte. “Normalmente temos um crescendo da produção até que ela atinja o patamar de funcionamento, o que acontece entre seis meses e um ano. Acreditamos que 2023 seja um ano de pleno funcionamento dessa primeira unidade”, refere o presidente executivo da Galp.

O CEO falava nesta quarta-feira à margem do Congresso Rio Oil and Gas, realizado no Rio de Janeiro, considerado o maior evento da indústria de petróleo e gás latino-americano.

À margem do evento, a nossa fonte disse ainda que Moçambique está numa posição geoestratégica excelente e geográfica equidistante das várias plataformas de consumo, seja ela, a plataforma continental americana, do Médio-Oriente/Europa, seja ainda do sudoeste asiático.

“Nós costumamos a dizer também que Moçambique é um novo Qatar e verdadeiramente concorrente na escala global”, afirmou.

A BP deverá comprar a totalidade do gás que deverá ser extraído na área 4 da Bacia do Rovuma numa primeira, entretanto, o consórcio liderado pela Eni está a trabalhar para chegar a um acordo com outros compradores para as próximas fases, revelou o Presidente Executivo da Galp.

Para a empresa portuguesa, a questão de venda de gás é um dos elementos importantes, ao lado da tecnologia a ser usada, ao lado do conceito de desenvolvimento, do financiamento e do quarto regulatório, daí que os investidores e reguladores concessionários estão todos empenhados para que o projecto seja implementado dentro de um tempo que seja o economicamente adequado.

Além da Galp, na área 4 da Bacia do Rovuma, a companhia italiana Eni detém 25% do consórcio, assim como a norte-americana Exxonmobil (25%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos é detentora de 10% e a sul-coreana Kogas também detém 10% e a chinesa CNODC (20%).

A operar no Brasil há 20 anos, actualmente, a Galp diz ter um dos projectos mais importantes daquele país e ocupar a terceira posição entre os operadores do sector de petróleos. Segundo o CEO, a experiência adquirida naquele país sul-americano será replicada em Moçambique.

“A Galp atingiu o marco histórico dos 100 milhões de barris de petróleo e gás produzidos no Brasil, onde tem vindo a consolidar a sua posição como 3ª maior produtora concessionária de petróleo e gás natural, através da sua subsidiária Petrogal Brasil”, informou a firma portuguesa.

Os 100 milhões de barris foram ultrapassados no segundo trimestre deste ano, período em que a Galp assinalou outro importante marco no país: a produção média superior a 100 mil barris diários de petróleo e gás no Campo Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil.

A companhia petrolífera Anadarko já gastou cerca de 850 milhões de dólares norte americanos na compra de serviços e produtos das empresas nacionais e admite contratar mais de cinco mil pessoas na fase de construção da placa de processamento do Gás natural liquefeito no Rovuma. Esta informação foi revelada esta quarta-feira na cidade de Tete pelo representante da Anadarko durante o Seminário de Oportunidades Locais (SOL).
 
Trata-se de um evento organizado pela Anadarko com objectivo de partilhar informações sobre oportunidades que a companhia pode oferecer a empresas nacionais. Na ocasião,  o gestor de conteúdo local da anadarko para área 1, Benjamim Cavele, esclareceu que a petrolífera tem pautado por priorizar as empresas nacionais e mão-de-obra local no âmbito da sua responsabilidade de fortalecimentos de empresariado local.

“A Anadarko e seus parceiros irão alocar um valor de 2.5 mil milhões de dólares para empresas de propriedade moçambicana e empresas registadas em Moçambique”, disse Cavele.
 
Por sua vez o governador da província de Tete, Paulo Auade, destacou a importância do papel da anadarko e manifestou compromisso do governo na criação de políticas para melhorar as parcerias público-privado.
 
Depois da cidade de Tete esta sexta-feira será a cidade da Beira a acolher o Seminário de Oportunidades Locais.
 

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