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O País – A verdade como notícia

Moçambique vai organizar em Pequim um Fórum de negócios entre empresários chineses e Moçambicanos. O fórum que vai contar com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, terá lugar nos dias 3 e 4 de Setembro.

O encontro empresarial contará ainda com a presença do Ministro dos Recursos Naturais e Energia, Ernesto Max Tonela, e o Director Geral da AIPEX, Lourenço Sambo, que fará uma intervenção sobre o quadro legal do investimento em Moçambique, escreve o Macauhub.

O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH), Omar Mithá, irá falar das oportunidades de negócios no sector de petróleo e gás natural.

Já, o director executivo da Baobab Resources Limited, Ben James, abordará as oportunidades de investimento fazendo referência específica ao projecto de ferro vanádio de Tete e à Zona franca de Revúboé.

Durante o Fórum está igualmente prevista a assinatura de Memorandos de Entendimento entre empresas de Moçambique e da China.

Aeroporto Internacional de Maputo já tem padrões internacionalmente exigidos para receber voos vindos de todas as partes do mundo. Para o efeito, o Instituto de Aviação de Moçambique concedeu, esta segunda-feira, um certificado operacional à empresa

Um brinde à nova era da aviação em Moçambique! O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, dirigiu a cerimónia de entrega do certificado operacional ao Aeroporto Internacional de Maputo.

O certificado é um documento que garante a todos os país do mundo que esta empresa está dentro dos padrões exigidos para receber os voos vindos de qualquer parte do planeta. Sendo que o país os recebia, mas as companhias aéreas gastavam verba em pagamentos às seguradoras, já que não estava mundialmente certificado que o aeroporto de Maputo é seguro.

Uma equipa do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) esteve a trabalhar no maior aeroporto de Moçambique durante três anos. Um trabalho que consistiu na auditoria das contas e renovação das pistas de aterragem e de estacionamento para voos domésticos e internacionais.

Mesquita mostrou-se entusiasmado com esta certificação. Para ele, esta é uma prova “inegável” de que há um trabalho que está a ser feito, “mesmo que seja pouco, mas está a ser feito”.

O governante explicou o seu entusiasmo pelo facto de, segundo ele, haver evidências de que o sistema de aviação de Moçambique está a crescer. É que, se não se estivesse a fazer, elabora Mesquita, “essas grandes linhas não estariam aqui. Aliás, na aviação não se discute se a segurança é americana, europeia ou africana”. O ponto é que “temos uma grande lista de companhias internacionais que querem usar o nosso aeroporto”.

O ministro recordou ainda que é importante que se dinamize o sector de aviação, tornando-o mais competitivo, tendo em conta “o potencial e diversidade turística de que o país dispõe”. Mas isso não é só, há também necessidade de garantir que Moçambique conste da lista dos principais destinos “tanto a nível regional, quanto continental”, explicou Carlos Mesquita.

O director-geral do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, João de Abreu, disse, na ocasião, que o processo de licenciamento do aeroporto de Maputo foi marcado por contínua interacção para sanar todas as incongruências.

João de Abreu afirmou que a empresa já está em condições de receber qualquer que seja o voo de qualquer que seja o país. “Ainda que existam algumas não-conformidades, o IACM julga que estão reunidas as condições para a concessão de certificado duma operação segura e cabal”.

Já o presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique, Emanuel Chaves, mais do que uma garantia para os “clientes” esta certificação serviu de aprendizado para a empresa. “Vamos continuar a implementar este conhecimento que adquirimos por este processo”.

A próxima missão do Instituto de Aviação Civil de Moçambique é certificar os aeroportos da Beira e de Nampula. Para já, João de Abreu anunciou que o aeroporto da Beira vai estar certificado para receber voos vindos de todo o planeta terra.

Recorde-se que, ainda ano passado, Moçambique saiu da lista negra do mercado europeu.

A 54ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) é vista como plataforma para reforçar a aposta do Governo na agricultura. A busca de soluções inovadoras e experiências do exterior no desenvolvimento da cadeia agrícola são alguns dos factores a explorar.

Foi num ambiente tímido e de pouca afluência, embora com alguns momentos culturais (dança tradicional), que arrancou a 54ª edição da FACIM, considerada pelos organizadores de "edição da viragem".

O número de empresas expositoras superou o esperado. A Agência para Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) previa uma inscrição de 1,500 firmas, porém, o registo aponta para 2,200 empresas entre nacionais e estrangeiras. Na edição passada, participaram um total 2,048 firmas.

No entender do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, este aumento é um sinal claro de que a Feira Internacional de Maputo tornou-se uma grande referência para os expositores de vários cantos do mundo, destacando a estreia de países como Áustria e Argentina.

"Encorajamos aos expositores e participantes nesta Feira, a capitalizarem as oportunidades de negócios existentes, particularmente na agricultura, turismo, energia e infra-estruturas, transformando-as em compromissos concretos e em transações comerciais entre o país e o resto do mundo", disse o governante, destacando, por exemplo, que o aumento da produção agrária está a reflectir-se na redução do nível geral de preços, particularmente nos bens alimentares, bem como na redução gradual do volume de importações de produtos alimentares.

No primeiro semestre de 2018, as exportações de bens atingiram um total de 2,5 biliões de dólares, o que corresponde a um crescimento de 42%, quando comparado ao igual período do ano passado.

As vendas no exterior dos chamados produtos tradicionais cresceu em 76,1%, influenciada em grande parte pelo aumento das exportações da madeira serrada, açúcar, banana, amêndoa de caju e camarão.

Já as exportações decorrentes dos projectos de grande dimensão registaram, igualmente, um crescimento na ordem de 32,9%, como reflexo, principalmente, do aumento das receitas de exportação de carvão, alumínio e areias pesadas.

Face a estes ganhos, o Primeiro-Ministro referiu que todos são chamados para consolidar estes progressos da economia, com maior engajamento no aumento da produção e produtividade, em diferentes sectores da economia.

"Vamos continuar a dedicar especial atenção ao segmento das Pequenas e Médias Empresas para continuar a aumentar as exportações e promover o seu crescimento e maior acesso aos mercados", realçou Do Rosário. 

Agricultura como montra

O sector agrário é ponte forte das potencialidades do país a serem expostas na 54ª edição da FACIM.

Impressionado com o que viu no "Pavilhão Moçambique", o Primeiro-Ministro apontou, contudo, que deve-se investir na melhoria das vias de acesso com vista a assegurar o escoamento dos excedentes agrícolas dos centros de produção para as indústrias de processamento e mercados.

A par disso, o Governo diz estar a mobilizar recursos financeiros e condições favoráveis com envolvimento de instituições financeiras, com vista a promover o processo de comercialização agrária no país.

A título do exemplo, está assegurado um fundo de garantia de crédito pelo Banco Nacional de Investimento (BNI), que irá facilitar o acesso ao financiamento para micro, pequenas e médias empresas nas cadeias de valor da produção, processamento e comercialização do sector agrário e do subsector do caju.

 

Passa mais de um mês depois que João Carlos Jorge foi colocado em frente dos destinos das Linhas Aéreas de Moçambique. Para já, de entre outros planos que tem na manga, é aproveitar o período eleitoral que se aproxima para maximizar os rendimentos da empresa que já sufocada pelas dívida.

Falando em entrevista ao jornal “O País”, João Carlos diz que o investimento para fazer face ao grande movimento que será trazido pelas eleições autárquicas deste ano. Entretanto, devido às limitações financeiras, neste momento não pode pensar em comprar novas aeronaves. Por isso “estamos a ir buscar um equipamento adicional em princípio temporário e só depois é que vamos ver a possibilidade de ir buscar a mais longo prazo”.

Com estes investimentos, espera resolver um dos maiores problemas que a empresa tem: custos operacionais maiores do que os rendimentos. Neste assunto, o dirigente diz que está a trabalhar afincadamente para reverter a situação.

“Já começámos a nos livrar de algumas despesas que tínhamos. Embora não possamos detalhar agora, podemos esclarecer que são essencialmente os custos que nós tínhamos com a manutenção de infra-estruturas. Já estamos a nos desfazer de algumas responsabilidades que tínhamos e que não queremos continuar a ter”, explicou João Carlos Jorge para mais tarde acrescentar que “os resultados numéricos só podem ser notáveis ao fim de três meses da nossa estrutura”.

Uma saída que outras empresas usam numa situação em que enfrentam dificuldades financeiras é a redução dos seus trabalhadores, mas esse não é o plano da direcção das Linhas Aéreas de Moçambique, pelo menos não para já.

“Obviamente que é um momento crítico que estamos a passar na empresa, mas nós queremos, a todo o custo, manter a nossa força de trabalho que é muito válida, mas grande”, argumenta João Carlos, assumindo que para todos os efeitos, “queremos preservar esse investimento que fizemos na força de trabalho”.

Outra preocupação que o dirigente mostrou desde os primeiros dias da sua direcção é o facto de a companhia de bandeira estar a ser sufocada por dívidas com fornecedores e bancos comerciais.

Neste momento, diz que estão em um estágio muito avançado as conversações com os bancos os quais a empresa deve, mas “ainda não se pode dar detalhes sobre isto, porque a empresa ainda não decidiu divulgar”.

O dirigente diz ainda que uma das grandes vantagens que a firma leva é o facto de ter do seu lado o governo, embora “não possa dar apoio financeiro devido ao momento”.

Para finalizar o processo de reestruturação da companhia, o Governo deu 18 meses à nova direcção das Linhas Aéreas de Moçambique.

 

 

 

África do Sul e Suazilândia são até então os maiores fornecedores do açúcar branco refinado para o mercado nacional.

Com a conclusão ainda este ano, da fábrica de refinaria de açúcar na província de Maputo, o país espera já a partir de 2019, deixar de importar este produto para abastecer o mercado doméstico, o facto foi revelado esta segunda-feira, pelo Governo.

Sabe-se, que este ganho é fruto de um investimento da empresa Tongaat Hulett no valor de aproximadamente três biliões de meticais, destinado a construção desta unidade industrial, com uma capacidade de até 80 mil toneladas por ano.

Em exclusivo ao “O País”, o director provincial da Indústria e Comércio, Ernesto Mafumo, disse que a indústria do açúcar está a ganhar um “novo impulso”, principalmente na província de Maputo, que poderá brevemente aumentar o número de fábricas existentes, passando de actuais duas para três unidades industriais.

“A indústria de açúcar está em franca recuperação. Os investimentos estão à vista em toda cadeia da cana sacarina, embora o sector esteja ainda na fase de consolidação”, apontou Mafumo, aquando da exposição das potencialidades agrícolas e industriais da província de Maputo, na 54ª edição da FACIM.

Na ocasião, o director provincial da Indústria e Comércio a nível da província, referiu que indústria açucareira de Maputo possui uma capacidade instalada de aproximadamente três milhões de toneladas por ano, para produção de mais de 300 mil toneladas de açúcar.

No geral, consta que os investimentos feitos nos últimos cinco anos na reactivação da indústria açucareira moçambicana, avaliados em cerca de 800 milhões de dólares, fizeram disparar a produção do sector, de 90 mil para 450 mil toneladas/ano na actualidade.

 

O Governo beneficiava de um “período de graça”, ou seja, quatro anos sem o pagamento do empréstimo, que expira neste 2018. O facto foi revelado em exclusivo ao O País pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

A partir do próximo ano, o Governo moçambicano vai começar a pagar a primeira tranche relativa ao empréstimo externo para a construção da ponte Maputo-Ka Tembe, orçada em mais de 700 milhões de dólares.

Sem, no entanto, especificar o valor a pagar, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, apenas adiantou que o período de carência deste empréstimo concessional contraído junto do governo chinês foi de quatro anos.

“Findo esse período, creio que a partir de 2019 começamos a pagar a dívida relativa à construção da ponte”, disse Machatine, acrescentando, que os sucessivos adiamentos na conclusão das obras não vão influenciar o custo.

A Autoridade Tributária de Manica arrecadou para os cofres do Estado 105 mil milhões de meticais no primeiro semestre, dos 222 mil milhões definidos como meta para este ano.

A informação foi revelada na última semana em Chimoio, durante um encontro que a Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nakhare, manteve com quadros da sua instituição, o qual visava buscar estratégias para encaixar e superar receitas neste no presente ano.

Para autoridade Tributária, os números são encorajadores uma vez que se conseguiu ultrapassar os 100 por cento previstos.

“Conseguimos 100.7% daquilo que estava previsto”, disse o Director de Serviços Comuns, Venâncio Francisco, apontando a meta a seguir. “Para o segundo semestre temos o desafio de arrecadar 117 mil milhões de meticais”.

A Autoridade Tributária diz que uma das estratégias que tem estado a adoptar para conseguir superar as receitas é abrir espaço para promoção e progressão nas carreiras dos seus quadros, como forma de motiva-los.

“Em qualquer instituição, o desenvolvimento na carreira traz motivação para qualquer funcionário e isso vai realmente criar condições para que os números possam ser alcançados”, acrescentou Francisco.

Todavia, a Autoridade Tributária diz estar preocupada com casos de contrabando que têm estado a criar prejuízos na arrecadação de receitas, mas garante que está a trabalhar arduamente para combater o fenómeno.

Governo da Alemanha e de Moçambique têm encontro marcado para o mês de Outubro, em Berlim, onde vão definir o novo financiamento para alguns sectores de actividade nos próximos dois anos.
O ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha, Gerd Muller, esteve de visita ao país de 25 a 26 de Agosto corrente, onde manteve um encontro com o ministro da economia e finanças moçambicano, Adriano Maleiane. Foi depois deste encontro que foi tornado público que o governo alemão vai apoiar diferentes áreas de actividade com particular destaque para a educação, agricultura e sector privado.

A localização geográfica do país, terra arável e bacia hidrográfica, são os principais elementos que levaram este país europeu a pretender dar cada vez mais o seu financiamento ao país, pelo menos no campo da agrícola. Por via disso, jovens moçambicanos serão habilitados em matérias relacionadas com as referidas áreas.

Moçambique recebeu da Alemanha um valor de 89.5 milhões de euros para o financiamento do sector de agricultura e educação no período 2016-2018. Esta já na sua fase de implementação, o país europeu garantiu que irá dar apoio ao país durante os próximos dois anos.

“Nós apoiamos todos os esforços no contexto financiamento. O ponto fulcral do nosso apoio para os próximos dois anos será o apoio a agricultura e aos programas energéticos para as áreas mais rurais. O solo moçambicano é produtivo e nós temos condições básicas para aumentar a produção e produtividade agrícola, desta forma acreditamos que pode-se combater a pobreza absoluta. Também é muito importante a formação profissional para a população jovem”, disse o ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha.

Já o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, diz que o encontro com o governante alemão serviu ainda para o governo solicitar mais apoio financeiro.

“Nós temos um programa de 2016 que termina este ano num montante de 89.5 milhões de euros. Pedimos que o governo alemão visse a possibilidade de aumentar este valor e olhar para as eleições gerais de 2019, temos um figurino recentemente aprovado e com certeza o nosso Orçamento de Estado precisará de ser apoiado. O valor que pedimos será alocado na área da agricultura, educação e sector privado”, esclareceu o ministro.

O O País ficou a saber que os governos da Alemanha e de Moçambique vão-se encontrar durante o mês de Outubro, em Berlim, onde entre vários aspectos vão definir o financiamento para os sectores acima referidos, no período 2019-2020.

Alemanha garante apoio a educação, agricultura e sector privado

Governo da Alemanha e de Moçambique têm encontro marcado para o mês de Outubro, em Berlim, onde vão definir o novo financiamento para alguns sectores de actividade nos próximos dois anos.

Texto: Joaquim Manhique

Foto: O País

O ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha, Gerd Muller, esteve de visita ao país de 25 a 26 de Agosto corrente, onde manteve um encontro com o ministro da economia e finanças moçambicano, Adriano Maleiane. Foi depois deste encontro que foi tornado público que o governo alemão vai apoiar diferentes áreas de actividade com particular destaque para a educação, agricultura e sector privado.

A localização geográfica do país, terra arável e bacia hidrográfica, são os principais elementos que levaram este país europeu a pretender dar cada vez mais o seu financiamento ao país, pelo menos no campo da agrícola. Por via disso, jovens moçambicanos serão habilitados em matérias relacionadas com as referidas áreas.

Moçambique recebeu da Alemanha um valor de 89.5 milhões de euros para o financiamento do sector de agricultura e educação no período 2016-2018. Esta já na sua fase de implementação, o país europeu garantiu que irá dar apoio ao país durante os próximos dois anos.

“Nós apoiamos todos os esforços no contexto financiamento. O ponto fulcral do nosso apoio para os próximos dois anos será o apoio a agricultura e aos programas energéticos para as áreas mais rurais. O solo moçambicano é produtivo e nós temos condições básicas para aumentar a produção e produtividade agrícola, desta forma acreditamos que pode-se combater a pobreza absoluta. Também é muito importante a formação profissional para a população jovem”, disse o ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha.

Já o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, diz que o encontro com o governante alemão serviu ainda para o governo solicitar mais apoio financeiro.

“Nós temos um programa de 2016 que termina este ano num montante de 89.5 milhões de euros. Pedimos que o governo alemão visse a possibilidade de aumentar este valor e olhar para as eleições gerais de 2019, temos um figurino recentemente aprovado e com certeza o nosso Orçamento de Estado precisará de ser apoiado. O valor que pedimos será alocado na área da agricultura, educação e sector privado”, esclareceu o ministro.

O O País ficou a saber que os governos da Alemanha e de Moçambique vão-se encontrar durante o mês de Outubro, em Berlim, onde entre vários aspectos vão definir o financiamento para os sectores acima referidos, no período 2019-2020.

Arranca esta segunda-feira em Ricatla, no distrito de Marracuene em Maputo, a 54ª edição da maior Feira Internacional de Maputo, FACIM. O evento junta milhares de expositores nacionais e internacionais que procuram vender e fechar parcerias.

O “O País” visitou o local da realização da FACIM, onde há menos de 24 horas para o arranque da maior Feira Internacional de Maputo, os expositores estiveram nos últimos acertos para o evento.

Uns estavam concentrados na montagem dos stand, outros na colocação dos baners e panos de ornamentação, e ainda alguns a fazer últimas ligações de energia eléctrica.
Há quem participa pela primeira vez, como é o caso de Mateus Marrengule, vindo da província de Inhambane.
“Não estive no passado porque ainda não tinha condições. Este ano o governo provincial achou que reunia condições e aqui estou. Trazemos produtos da pecuária. Temos criação de gado leiteiro, processamos o leite que tiramos das vacas e fazemos iogurte”, explicou Marrengule.

Principiantes ou não, todos estão na FACIM com o mesmo objectivo.
“Esperamos ter mais clientela. Temos novidades para esta edição. Trazemos carne de avestruz, temos búfalos aquáticos, carne que quase a maioria dos moçambicanos não conhece”, disse Lázaro Matsinhe, expositor vindo de Inhambane.

Por sua vez, Luís Camisola, que representa a província de Tete, disse esperar ser premiado nesta edição da FACIM.
“Achamos que vamos ter algum prémio pela nossa participação. Como sempre, quando participamos trazemos algumas novidades”, disse.

E no pavilhão internacional, a montagem parecia mais atrasada. Alguns stand estavam mesmos vazios. Entretanto, alguns investidores internacionais não quiseram perder tempo. “Estamos a 95 por cento já. Está quase tudo pronto. Faltam só pequenas coisas coisas como últimas limpezas”, explicou Francisco Nicolla, que estava no espaço das exposições italianas.
À Nicolla, no pavilhão internacional, juntou-se Alfredo Júnior, que apesar de estar numa empresa nacional, vende produtos da Alemanha. Júnior garantiu que está na Feira para vender, tendo admitido que a montagem do seu stand estava demorada, mas com razão para o facto: “Queremos pôr os produtos com o devido pormenor para a melhor montra do público visitante”, disse Alfredo Júnior.

E em meio a avanços e atrasos nos preparativos, o certo é que a partir das 08h00 desta segunda-feira, produtores, vendedores, importadores e exportadores estarão cada um a vender os seus bens e serviços, numa feira que junta expositores nacionais, africanos e de fora de África.

Ragendra preocupado com preparativos à última hora 

O ministro da Indústria e Comércio esteve, no início da tarde deste domingo, a visitar  o local onde acontece, a partir de amanhã , a 54ª edição da Feira Internacional de Maputo,  FACIM. Ragendra de Sousa viu e questionou o facto de se deixar os preparativos para a última hora.

“Estamos a poder ver que o comportamento geral dos nossos expositores é deixar tudo para a última hora. Estou a passar agora, mas não tenho como. Vou ter que passar mais tarde para medir, de facto, em que pé estamos”, lamentou o ministro.
Contudo, Ragendra já tinha a confirmação da chegada de alguns participantes da feira vindos de países africanos. “O grupo de empresários do Ruanda já se encontra em Moçambique para participar da Feira. O Botswana também cá está, o Quénia, igualmente”, referiu, dizendo que a expectativa é que “esta Feira  seja, de facto, uma Feira de promoção de negócios”.
O governante assegurou que quase todos países da África Austral estarão presentes na Feira Internacional de Maputo. Aliás, do lado de fora dos pavilhões estavam visíveis bandeiras não só de países africanos, como também do Brasil, da Turquia, de Portugal, entre outros países.

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, é que vai fazer a abertura da Feira esta segunda-feira, que dura até 2 de Setembro.

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