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O País – A verdade como notícia

Noventa idosos que residem no Centro de Apoio à Velhice de Nhangau vão se beneficiar de múltiplos apoios para a melhoria das suas condições de vida. A iniciativa é da Cornelder de Moçambique e está avaliado em cerca de seis milhões de meticais.

Os idosos do Centro de Apoio à Velhice manifestaram a sua satisfação face a oferta, que consiste na reabilitação de 36 casas no local, construção de balneários, montagem de tanques de água e a reabilitação do posto policial local.

A esposa do Governador de Sofala, Alcinda Mondlane em reapresentação da esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, disse que parte dos idosos que residem naquele Centro foi vítimas de maus tratos, alguns protagonizados por parentes próximos, acusados de feiticeiros.

O projecto de apoio a este Centro contemplou ainda a entrega nesta sexta-feira, de cadeiras de roda, colchões e bens alimentares.

A Cornelder e seus parceiros garantiram que continuarão a prestar apoios a estes idosos.

 

O  Ministério dos Transportes e Comunicação (MTC) propõe-se a viabilizar a construção da Linha Férrea Chitima–Macuse entre as províncias de Tete e Zambézia. O anunciou foi feito pela vice-ministra do pelouro, Manuela Rebelo, durante o encerramento do 36° Conselho Coordenador do MTC.

Rebelo disse a construção da linha férrea é um dos grandes projectos para 2019.

“Reabilitar as linhas férreas Machipanda e Ressano Garcia, iniciar a construção da linha férrea Tete-Macuse e o respectivo porto…viabilizar o aeroporto internacional de Nacala, são algumas das acções previstas para 2019”, disse Rebelo.

O projecto está orçado em mais de dois biliões de dólares e terá como carga principal o carvão mineral da província de Tete.

 

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse na última sexta-feira, durante o encerramento da reunião do VI Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios realizado em Maputo, que o Governo está a preparar as modalidades de pagamento de dívidas a fornecedores, que estão em fase de validação.

A reunião foi promovida em conjunto com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), principal associação patronal do país, na qual, o governante também explicou que as negociações já estão na sua reta final.

A medida, ainda de acordo com o primeiro-ministro, visa entre outros objetivos, "estimular a participação do setor privado na economia nacional". Recorde-se que a dívida está avaliada em 2,7 mil milhões de meticais.

A Ethiopian Airlines deverá iniciar as suas actividades em Moçambique até Outrubro próximo. A revelação foi feita pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, João de Abreu, que participa do Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, em Gaza.

“No pior cenário, diria dois meses, talvez começar a operar em Outubro. Mas num melhor cenário, se calhar dentro de trinta/quarenta dias” disse, acrescentando que neste momento as actividades estão dependentes da flexibilidade da própria companhia. “Dependendo da apresentação dos aviões, estarem sediados em Maputo, porque neste momento, ainda estamos a falar do ponto de vista de estabelecimento, agora queremos na área da implementação, porque não basta dizer tenho isto e aquilo e não demostra que tem de facto”.

João de Abreu disse ainda que mais operadores no seguimento doméstico podem melhorar as tarifas praticadas nas viagens aéreas, justificando que, pelo facto de que a procura era maior e a oferta era pouca, o mercado é livre de tarifas estipuladas.

Como desafios, a entidade reguladora de aviação civil no país, aponta as ligações aéreas entre os distritos, o uso da aviação civil para agricultura, particularmente no que refere às fumigações, segurança de infra-estruturas e para a saúde.

A Ethiopian Airlines foi uma das companhias aéreas que foi apurada para operar no seguimento doméstico no último concurso público havido no país, em 2017.

Moçambique é um dos países que mais cresce no mundo, com uma taxa de 3,4% e bem acima da média mundial estimada em 2,5%. Este indicador, segundo o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, obriga o Governo a realizar uma reflexão e reformas profundas para uma maior inclusão económica. Falava Maleiane, nesta sexta-feira, em Maputo, durante a conferência sobre crescimento populacional e desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Experiências bem-sucedidas de países no mundo que tiveram dividendos com o crescimento demográfico não passaram despercebidas para o Ministro.

Quanto a replicar as estratégias da China, Japão e Singapura, para a realidade moçambicana o governante diz que é preciso reafirmar o alinhamento das metas de governação às do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Para este desiderato, convidou os académicos e a sociedade em geral, para colaborarem na identificação das melhores políticas para maximizar o dividendo demográfico, tido como factor importante para acelerar o desenvolvimento económico do país.

A cidade de Maputo arrecadou cerca de um bilião de meticais em impostos no primeiro semestre deste ano, o equivalente a mais cinco por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do volume das receitas fiscais possibilitou a concretização de alguns investimentos programados pelo Conselho Municipal de Maputo, assegura o edil, David Simango.

Por outro lado, o presidente do Conselho Municipal diz que o aumento dos impostos vai permitir maior realização das actividades do segundo semestre.

A informação foi avançada esta quinta-feira pelo presidente do Município de Maputo à margem da vigésima quarta sessão da Assembleia Municipal.

Ainda esta quinta-feira, a Polícia Municipal de Maputo apresentou, em conferência de imprensa, o balanço do sistema operativo do primeiro semestre, onde referiu que três agentes da polícia municipal foram afastados por corrupção e outras irregularidades.

O porta-voz da Polícia anunciou ainda que a força canina será acionada para retirar coercivamente os vendedores ambulantes na Praça dos Combatentes, vulgo Xiquelene, uma acção que já foi levada a cabo pela mesma autoridade policial, mas sem sucesso.

Nos primeiros seis meses do ano, a Polícia Municipal revelou também que inspecionou mais de 56 mil transportes semi-colectivos e aplicou multas a mais de 11 mil.

 

O volume das receitas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) que deu entrada nos cofres públicos, atingiu cerca de 10 milhões de dólares no fecho do primeiro semestre deste ano, mais do dobro que em igual período de 2017.

No primeiro semestre do ano passado, a HCB canalizou para o Estado perto de 4,4 milhões de dólares em receitas, segundo a Direcçao Nacional do Tesouro (DNT).

Mais uma vez, esta hidroeléctrica, situada na vila de Songo, província central de Tete, foi a empresa do grupo das concessionárias que mais injectou receitas aos cofres do Estado moçambicano.

O valor da contribuição da HCB é equivalente a 43,7% do peso das receitas das empresas concessionadas pelo Estado, tendo registado um crescimento de 137,9% em termos nominais, indica a Direcção Nacional do Tesouro.

O Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLIN), com uma contribuição de 7,2 milhões de dólares (mais USD 2,5 milhões que no primeiro semestre de 2017), foi a segunda empresa do grupo das concessionárias que mais injectou fundos para os cofres públicos.

Terá influenciado o bom desempenho da HCB, a produção de energia eléctrica desta hidroeléctrica no primeiro trimestre de 2018, que situou-se em 3.433.504 megawatts por hora (MWh), o que representa uma superação em 1,61% da produção planificada para este período.

Este desempenho foi adverso a época chuvosa 2017/2018, cuja precipitação foi abaixo das expectativas na bacia do Zambeze, ou seja, cerca de quatro metros abaixo do que seria o desejável.

Face a prevalência de restrição imposta pelas condições hidrológicas, a operação na produção de energia continuará a realizar-se com base em quatro grupos geradores, mantendo-se a observação e análise da informação meteorológica e hidrológica para eventuais ajustamentos.

Perante a situação acima referida, a direcção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, diz que será tomada a oportunidade para acelerar a implementação dos projectos no âmbito do CAPEX VITAL, um programa selectivo de investimento de reposição e modernização, tendo em vista a manutenção da operacionalidade e eficiência de equipamento, de acordo com a capacidade instalada, no médio e longo prazo.

“Face ao défice crescente de energia no país e na região e às oportunidades do mercado, é também fundamental que a HCB corresponda às expectativas e contribua para o desenvolvimento de novos projectos estruturantes de geração e transporte de energia, em particular Mphanda Nkuwa e linha STE”, segundo Pedro Couto, Presidente do Conselho de Administração da HCB.

 

Nampula produziu 62 mil toneladas de produção pesqueira e este ano espera subir para 69 mil. Produtos agrícolas, mariscos e recursos minerais constituem as potencialidades a serem levadas à FACIM que arranca dentro de dias em Maputo.

São necessárias duas pessoas para carregarem uma garoupa de 35 quilos que sai da parte costeira do distrito de Moma, em Nampula.

Os mariscos estiveram em peso na nona feira empresarial em Nampula, que tinha como objectivos expôr as potencialidades que a província apresenta, tendo em vista a FACIM-2018 que se realiza a partir do dia 27 do mês em curso em Maputo.

O governador de Nampula, Víctor Borges, visitou a feira e garantiu que a participação na FACIM visa fundamentalmente atrair investimentos para a industrialização da província de Nampula.

A Cervejas de Moçambique anunciou, esta quarta-feira, a construção de uma nova fábrica no distrito de Marracuene ainda este ano num investimento de cerca de 180 milhões de dólares.

O novo empreendimento vai empregar mais de 1000 trabalhadores e irá produzir anualmente cerca de 200 milhões de litros de cerveja.

Com a instalação deste empreendimento, cujo início das obras está marcado para o último  trimestre do presente ano e a  sua entrega prevista para o mesmo período de 2019, a CDM conta criar cerca de 1000 empregos na fase de   construção e pouco mais de 235 empregos   directos no período de arranque da produção, Segundo o PCA da instituição, Tomaz Salomão.

O governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, mostrou se satisfeito com o investimento e disse que o mesmo vai contribuir para a redução do desemprego.
Para o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, este investimento demonstra o reconhecimento que existe pelo país.

O último grande investimento da CDM na ampliação da sua capacidade de produção foi feito em 2010, aquando da construção da fábrica de Nampula, num investimento de cerca de 65 milhões de dólares.

 

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