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O País – A verdade como notícia

O Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique está a mobilizar investimento para o financiamento de um projecto de imobiliários de luxo no bairro da Costa do Sol, em Maputo. O investimento será na ordem de 250 milhões de dólares e deverá ser aprovado em breve.

Os empreendimentos de luxo serão erguidos numa área de aproximadamente 35 hectares, no bairro da Costa do Sol, em Maputo, segundo deu a conhecer do Presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique, Emanuel Chaves.

A ideia, de acordo com Emanuel Chaves, é desenvolver um núcleo imobiliário da capital moçambicana, com escritórios para grandes empresas, hotéis de luxo, aeródromos e centros comercias, cuja renda será para os cofres públicos.

O concurso público para o desenvolvimento do projecto será lançado nos princípios de 2019, estando neste momento a ser finalizado o draft e análise de propostas de investidores estrangeiros que deram entrada.

O PCA dos Aeroportos de Moçambique falava aquando de um seminário de negócios na 54ª edição da Feira Internacional de Maputo.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se, este sábado, em Beijing, no Palácio do Povo, com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, com o qual passou em revista aspectos da cooperação entre os dois países.

No Palácio do Povo, o Chefe do Estado testemunhou a assinatura de instrumentos de cooperação entre a República de Moçambique e a República Popular da China, referentes à vários domínios, visando reforçar as áreas em que os dois países cooperam, com destaque para a agricultura, tecnologia, educação, infraestruturas, turismo, entre outros.

Ainda este sábado, Filipe Nyusi foi recebido no Diaoyutai State Guest House, por Zhao Leji, Membro Permanente do Bureau Político do Partido Comunista Chinês, e Secretário para a Disciplina e Fiscalização, o qual ofereceu um Banquete de Estado em honra ao Presidente da República.

Antes desses encontros, o Chefe do Estado reuniu-se com a comitiva empresarial que o acompanha na visita, tendo exortado para que os contactos a estabelecer na China tenham em vista vantagens comparativas para Moçambique.

“Não viemos como mais um país africano para o FOCAC, mas sim viemos para trazer vantagens para Moçambique. Devem olhar para investimentos que elevem a nossa economia, pois o Fórum de Negócios propriamente dito são os encontros bilaterais com os empresários chineses para trazer investimento para Moçambique”, disse o estadista, citado na página da Presidência de Moçambique.

Segundo o Chefe de Estado, o Governo está aberto para apoiar essas iniciativas e para facilitar os contactos, por isso exortou aos empresários moçambicanos para que sejam flexíveis e dispostos a ariscar, sempre com os olhos postos nas necessidades da economia nacional.

Sofala foi classificada como a melhor província expositora durante a quinquagésima quarta edição da FACIM 2018, seguida das províncias de Inhambane e Zambézia que ocuparam o segundo e terceiro lugar respetivamente.

Na ocasião, o Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, disse que já é uma tradição a premiação daqueles que melhor se dedicaram na colocação dos seus bens e serviços.

No penúltimo dia da Feira Internacional de Maputo, dia considerado como sendo de Moçambique, Ragendra De Sousa felicitou a todos os laureados e mesmo aqueles que desta não puderam conquistar um lugar de pódio, pois para ele, a simples participação é já de por si só uma distinção.

"A todos aqueles que desta vez não chegaram a ser mencionados fica o desafio de se empenharem ainda mais, fortalecendo assim o nosso tecido empresarial, consolidando e ampliando a oferta de oportunidades de emprego para os nossos concidadãos. Saudamos aos expositores e países estrangeiros que se dignaram fazer-se ao país para connosco partilharem este momento. Queremos que a vossa presença seja um compromisso de connosco crescerem e com vantagens recíprocas" disse.

O dirigente disse que FACIM é hoje uma marca indiscutível da nossa moçambicanidade e uma referência incontornável no contexto de promoção de negócios e investimentos à escala planetária.

No plano interno crescem as iniciativas visando emprestar à feira a dignidade e o respeito que ela merece como a maior e a mais importante montra nacional.

É neste contexto que a nível das províncias e de forma muito particular para esta edição, várias feiras foram ensaiadas com o fito de assegurar a selecção do que efectivamente existe de melhor em cada província para ser exibido na montra-mor.

"Congratulamo-nos ao constatar que esse esforço resultou numa maior qualidade dos bens expostos onde a inovação, o valor acrescentado e a embalagem jogam um papel crucial. É gratificante testemunhar in loco, o impacto das políticas do nosso governo que ditam o desenvolvimento económico e sustentável da nossa economia.

A forma como a exposição se encontra estruturada, espelha de maneira inequívoca as grandes realizações que o pais registou na luta pela sua afirmação no quadro global da economia emergente do nosso continente e do mundo. Orgulha-nos afirmar que Moçambique está efectivamente, na rota de desenvolvimento", acrescentou De Sousa.

"A paz, a estabilidade, a reconciliação nacional, a democracia multipartidária e a boa governação são uma realidade inquestionável que se consolidam no quotidiano e que têm contribuído para a valorização da Independência Nacional, duramente conquistada. Neste ambiente político, mais moçambicanos se engajam em actividades para o crescimento económico. Neste ambiente político, consolidamos a Unidade Nacional e as parcerias nacionais e internacionais. Neste ambiente político, também continuamos a atrair mais investimento público e privado, nacional e estrangeiro", referiu a fonte que temos vindo a citar.

Para o ministro da Indústria e Comércio, estes factores, no seu conjunto, contribuem para os níveis de desenvolvimento socio-económico que estamos a registar e que a todos nós devem orgulhar. Devemos continuar empenhados, na melhoria da produção e produtividade, desígnio nacional, agenda de todos os moçambicanos, homens e mulheres, no campo e na cidade, do Rovuma ao Maputo e do Indico ao Zumbo.

De Sousa lembrou que o Plano Quinquenal Governo tem no pilar das relações económicas, a problemática da formação humana, condição básica para a produção de homens capazes de sustentar o desenvolvimento que todos almejamos.

"Só podemos lograr aumentar os níveis de produção e de produtividade se tivermos homens devidamente treinados, motivados, capacitados e com clareza de para onde queremos chegar. O que podemos testemunhar no pavilhão de Moçambique, onde se localizam as amostras das nossas províncias, impressionou-nos bastante os esforços em curso para o melhoramento das suas amostras. Embora de forma tímida já que se mostra ainda com alguma dispersão, produtos semi-processados e ou mesmo processados. O mesmo se pode dizer em termos de embalagens. O que é de enaltecer e nos encoraja", destacou De Sousa

Por outro lado, o titular da pasta da Indústria e Comércio mostrou-se preocupado com a falta de integração e ligações entre os produtores para suprir a falta de escala.

"Deixamos aos nossos operadores do comércio o desafio de continuarem a alargar e a diversificar a linha de produtos de exportação de igual modo que a elevar o nível de transformação dentro do país. O governo, através das distintas instituições, continuará criando mecanismos e facilitando para que este desiderato seja materializado. A Agência para a Promoção de Investimento e Exportações – APIEX deverá empenhar-se mais na busca das mais diversas formas de apoio às empresas nacionais, orientando-as para aquilo que é o seu manancial em termos de ideias e capacidades produtivas, proporcionando as condições adequadas para que os seus produtos estejam além-fronteiras" afirmou De Sousa

No que diz respeito a bolsas de contacto, empresários de diferentes ramos mostraram-se satisfeitos com a visibilidade que a feira emprestou às suas empresas, contribuindo, sobretudo, para a firmação de parcerias.

O evento juntou centenas de empresas nacionais e internacionais. Representantes de instituições internacionais dizem estar bastante satisfeitos e que a maior montra de negócios e prestação de serviços do país, FACIM serviu para fazer muitos contactos.

As instituições nacionais consideram que o nível de organização da presente edição da FACIM foi positiva, além de possibilitar maior celeridade no intercâmbio comercial, demonstrando a pujança económica do país.

 

Mais produção e menos contribuição fiscal para o Estado. O vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia revelou, sexta-feira última, que o sector mineiro aumentou a sua produção em 50 porcento no primeiro semestre do primeiro semestre deste ano quando comparado com o ano passado.

Augusto Fernando explica que neste aumento, de forma específica, destaca-se o peso do carvão mineral, areias pesadas e dos rubis.

Facto curioso é que no balanço do primeiro semestre da Autoridade Tributária, o sector mineiro contribuiu menos em termos fiscais. A redução foi de 42,44 porcento no primeiro semestre do ano quando comparado com o ano passado.

Disse o dirigente, que falava no encerramento do Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia. Foi aqui onde também se fez saber que o sector da energia registou uma ligeira queda em termos de geração.

Foram 0.89 porcento de decréscimo nos primeiros seis meses deste ano quando comparados com os do ano passado. Tal facto, segundo o dirigente, deve-se ao “défice hidrológico que se tem verificado na bacia do Zambeze, resultando na produção condicionada de energia na central Hidroeléctrica de Cahora Bassa”, principal fonte de energia de Moçambique, representando 60 porcento da energia consumida no país.

Entretanto, o sector diz não ter ficado indiferente à redução e para suprir o défice, outras alternativas foram sendo criadas.

E porque não é apenas de informações que é feito um Conselho Coordenador, foram tomadas decisões que deverão ser implementadas nos próximos tempos nos sectores mineiro e energético.

O Ministério dos Recursos Mineiros e Energia vai fortificar ainda mais a questão das inspecções principalmente às empresas que exploram recursos minerais.

“Mostrando-se necessário garantir a exploração judiciosa dos recursos minerais e energéticos, devemos acelerar o processo de optimização da Inspecção-Geral do nosso ministério”, explicou Fernando.

Para garantir uso racional dos recursos minerais do país, o vice-ministro do sector disse ser necessário que se invista na edução pessoas que vão fazer uma gestão criteriosa destes recursos.

 

O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) realiza o XVI Conselho Coordenador sob o lema “Moçambique modernizando o mercado e promovendo a diversificação económica”.

O órgão vai analisar a matriz do XV CC, o balanço do Programa Quinquenal do Governo, o balanço do Plano Económico Social do 1º Semestre de 2018 e igualmente discutir os desafios da industrialização do país e os mecanismos de articulação intra-sectorial.

A cerimónia de abertura será dirigida pelo ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, e contará com a participação dos representantes do Governo provincial e local, parceiros de cooperação entre outros.

O Conselho Coordenador tem como uma das suas funções, coordenar e avaliar as actividades das unidades orgânicas centrais, locais e das instituições tuteladas e subordinadas.

O evento será realizado em Bilene, na província de Gaza de 3 à 5 de Setembro.

 

No âmbito da troca de experiências e criação de parcerias na quinquagésima edição da Feira Internacional de Maputo, que decorre desde o passado dia 27, no distrito de Marracuene, a Moz Innovation LAB caça pequenas e médias empresas inovadoras viradas ao agronegócio com o objectivo de oferecê-las a devida incubação.

Para além de identificar as empresas ligadas à segurança alimentar, a organização pretende levá-las à conferência nacional de agronegócio que terá lugar em Outubro próximo. Para tal, estão abertas as inscrições até 6 de Setembro.

Pelo menos duas empresas nacionais ligadas à segurança alimentar começaram no ano passado a explorar o mercado internacional com o apoio desta instituição.

O sector privado e o Governo reuniram-se, na manhã desta sexta-feira, em Maputo, no primeiro seminário de reflexão sobre a contribuição do sector privado na implementação dos projectos de reforma do sector público para a melhoria da prestação de serviços ao cidadão.

A Confederação das Associações Económicas considera que estão a ser dados passos importantes rumo à sociedade de informação, mais pede que os empresários sejam mais envolvidos no processo.

Através do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Governo assegura que há espaço para se desenvolver trabalhos conjuntos.

Prevê-se que este seja o primeiro de muitos encontros entre o Sector privado e Governo, com o objectivo de se encontrar soluções ligadas aos problemas do sector de Tecnologias de Informação e Comunicação.

A Bison Capital Financial Holdings, de Hong Kong, adquiriu 48 por cento do capital do Banco Mais de Moçambique. A Bison injectou 12 milhões de euros no Banco Mais.

Segundo o portal CLBrief citado pelo Macauhub, a gestão do Banco Mais será feita pela Bison Capital e Geocapital, mantendo Luíz Almeida na administração do banco.

O banco moçambicano, através da sua rede no país, tem o negócio focado no sector empresarial e financeiro oferecendo soluções para privados e companhias.

Em Junho deste ano o Banco Mais tinha prejuízos da ordem dos 590 mil dólares, uma melhoria de situação face aos prejuízos de 1,5 milhões de dólares ocorridos em igual período de 2017.

São sócios do Banco Mais para além da Bison Capital e da Geocapital a Africinvest, Gildo dos Santos Lucas e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.

 

Nova no país, mas altamente devastadora para a cultura de milho. A lagarta do funil de milho foi detectada em Moçambique no ano passado e já na campanha agrária 2017/2018 consumiu 46 mil toneladas de milho. Esta quantidade corresponde aos dois porcento das 2.3 milhões de toneladas, produção total prevista para aquela campanha.

Comercializadas, essas quantidades perdidas, poderiam ser convertidas em 469 milhões de meticais, de acordo com a explicação de Pedro Dzucula, director nacional da Agricultura e Silvicultura.

O sector da agricultura entende ser urgente que se intervenha no combate à praga, tendo em conta que a mesma tem capacidade de rápida propagação e multiplicação. Só para ter uma ideia, no ano passado, a descoberta da peste foi na zona sul do país, mas neste momento já se alastrou por todas as províncias do país. “Então, significa que se nós não fizermos o controlo poderá duplicar ou triplicar o impacto na produção”, argumentou.

Dzucula revelou ainda que o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar já teve de despender 18 milhões de meticais no combate a esta peste só na campanha passada. Contudo, o investimento foi aquém do necessário, por isso não surtiu os efeitos esperados.

“Sentimos que teríamos gasto mais, mas isto foi o que nós conseguimos mobilizar. Neste contexto, o esforço é termos mais recursos financeiros para podermos estar preparados para o arranque da próxima campanha”, explicou Pedro Dzucula.

O director nacional de Agricultura e Silvicultura falava no seminário sobre maneio e controlo da lagarta do funil de milho nas condições do sector familiar. O encontro é organizado pelo Ministério deste peloiro em colaboração com a Agência Brasileira de Cooperação. O objectivo é o combate a esta peste, actualmente considerada a maior devastadora da cultura do milho no país.

Sendo a lagarta do funil de milho originária das regiões tropicais e subtropicais do continente americano, estão presentes no encontro especialistas destes países e que deverão passar sua experiência aos moçambicanos.

Organizações como a FAO, USAID e ABC também participam do seminário. A ideia de convidar estas organizações é que “estes parceiros podem ajudar na mobilização de recursos necessários para a aquisição de pesticidas de forma a eliminar a praga sem prejudicar a biodiversidade”.

Pedro Dzucula revelou que, de forma pontual, a intervenção que tem vindo a ser feita é através de produtos químicos, mas reconhece que estes são prejudiciais ao meio ambiente.

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