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O País – A verdade como notícia

Turistas estrangeiros gastaram mais dinheiro no país em 2017 que em 2016. De acordo com dados do Ministério da Cultura e Turismo, foram gastos cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos.

É verdade que os edifícios da antiga Lourenço marquez, muitos deles erguidos por Pancho Guedes, são de parar, reparar e maravilhar-se.

Mas não é menos verdade que Maputo tem outras potencialidades turísticas, capazes de combinar turismo de praia, cinegético e cultural em um curto espaço de tempo. Por isso foram criadas rotas turísticas capazes de encher os olhos dos turistas nacionais e estrangeiros pela sua beleza.  

Antes de chegar ao bush and beach, é quase que obrigatório, admirar a histórica da barragem dos pequenos libombos, construída entre 1983 a 1987. A infraestrutura exibe, não pela quantidade de água, mas pela arquitetura, o potencial turístico da rota da cordilheira dos libombos, que tem início na África do Sul.  

De Boane, a rota leva até um dos “big five”, que são mamíferos selvagens difíceis de caçar. Trata-se do elefante, que se estima que existam um total de mil na reserva especial de Maputo. E se o número de elefantes é satisfatório, o mesmo não se pode dizer de outros animais que estão sendo acrescentados.

Com ou sem entrada de animais, facto é que na Reserva Especial de Maputo o turista começa a maravilhar-se com o bush and beach, ou seja, com a combinação da praia e a vida selvagem.

Para além da Reserva de elefantes, Matutuine esconde outros tesouros naturais. É o caso da praia de Chimucane, que se pode visitar através do Parque de Malongana, pertencente ao Estado desde 1995. Com um ambiente relaxador, o destaque deste empreendimento gerido pelo INATUR, são os acampamentos.

Apesar dos preços acessíveis, a ponta Malongane, a Reserva Especial de Maputo, e outras instâncias turísticas, ainda recebem mais turistas estrageiros que nacionais. Estes maioritariamente se encontram na faixa etária dos 36 aos 55 anos de idade.

Foram, de acordo com o Ministério da Cultura e Turismo, mais de 1 milhão de turistas estrangeiros que visitaram o país no ano passado. Um número que representa uma redução de 200 mil pessoas se comparado ao ano de 2016.

Apesar da redução, África manteve na primeira posição em termos de origem continental de turistas.

Dentre os países, os dados mostram que o que mais desfruta das belezas de moçambique é, de longe, a África do Sul, seguida pelo Zimbabwe. Depois estão os turistas que vem dos Estados Unidos, Reino Unido e completando as cinco grandes origens de turistas moçambicanos esta Portugal.

Dentre as principais razões das visitas a Moçambique, estão o lazer e recriação, mas há também quem vem para fazer negócios, visitar familiares e amigos, e ainda por motivos de saúde e religiosos.

Nestes pontos, de modo geral, os turistas estrangeiros gastaram em 2017, cerca de 150,5 milhões de dólares americanos, contra 107,9 milhões gastos em 2016, o que representa um acréscimo na ordem de 39,5%, de acordo com dados do Ministério da Cultura.

 

A Maior parte da receita arrecadada na indústria extractiva em Moçambique é utilizada para assegurar o funcionamento do Estado, concretamente, para o pagamento de salários e regalias aos funcionários do Governo.

A informação foi avançada pelo Centro de Integridade Pública (CIP), durante a Conferência Provincial de Indústria Extractiva de Cabo Delgado, realizada na cidade de Pemba sob o Lema “Cabo Delgado, o novo eldorado: que opções para o desenvolvimento?”.

Por serem recursos esgotáveis, o CIP entende ser necessário e urgente a reserva de uma parte da receita arrecadada na indústria extractiva para planos de desenvolvimento socio económico de Moçambique, que no futuro poderá não ver o impacto da exploração de recursos minerais.

Na reunião, Fatima Mimbire, defendeu a necessidade de as empresas da indústria extractiva, concentrar-se no pagamento de impostos e não na responsabilidade social, que é um dever do Estado moçambicano.

A Conferência Provincial de Indústria Extractiva de Cabo Delgado, e um projecto da CIP focado a província, que visa promover a prestação de contas pela exploração dos recursos naturais, especialmente os minerais.

 

O sector privado está entusiasmado com as recentes decisões do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, que baixou a taxa de juro de referência para 15%. Para o presidente do pelouro da política financeira da CTA, o cenário macroeconómico do país é saudável.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique anunciou semana passada, a redução das taxas de juros, com destaque para a de referência que baixou em 75 pontos base para 15%, e de facilidade permanente de cedência, de 19 para 18%. A decisão agrada o sector privado.

Para Luís Magaço, Presidente do pelouro da política financeira da CTA, as mexidas do Banco Central vão galvanizar o ambiente do negócio no país. Contudo, no seu entender, o esforço do Banco de Moçambique poderia ter sido ainda melhor.

Sobre à emissão de Bilhetes de Tesouro, o presidente do pelouro da política financeira da CTA, mostrou preocupação com cenário, pois o sector privado fica com poucas manobras para obter o financiamento nos bancos comerciais nacionais.

Luís Magaço falava à imprensa, esta segunda-feira, aquando de um briefing com o Banco de Moçambique, com vista a analisar as recentes decisões do Comité de Política Monetária.

 

A empresa Matadouro da Manhiça, na província de Maputo, precisa de pelo menos seis milhões de dólares para sair do buraco financeiro em que se encontra. MATAMA opera a 20 por cento da sua capacidade.

Mergulhado em dívidas com a banca, MATAMA, a gigante empresa de abate e processamento de carne bovina, na Manhiça, está a mobilizar um financiamento de pelo menos seis milhões de dólares para se erguer das cinzas, e a perspectiva é conseguir esse valor até ao próximo ano.

Para o efeito, este matadouro terá, primeiro, que saldar a sua dívida com a banca comercial, no valor de mais de 14 milhões de meticais.

Em exclusivo à STV, o Presidente do Conselho de Administração da empresa Matadouro da Manhiça, Boavida Mutombene avançou que este dossier entre outros assuntos paralelos, estão bem encaminhados.

Suspensa da Bolsa de Valores de Moçambique, na sequência dos problemas financeiros da empresa. Boavida Mutombene disse que a decisão serviu para salvaguardar os interesses da firma.

Refira-se, que a empresa Matadouro da Manhiça foi inaugurada em 2016, pelo estadista moçambicano, Filipe Nyusi. Com um início promissor, a empresa vem conhecendo momentos de amargura. Desde a dívida com a banca e processos de penhora de equipamentos na Justiça.

 

Um grupo de empresários filipinos quer investir na produção e processamento de banana na província de Gaza. São dezassete empresários que estão em Moçambique desde este domingo, com o objectivo do grupo é estabelecer parcerias com o empresariado local e, definir estratégias de investimento.

O embaixador das Filipinas em Moçambique, Gerald Angels explicou que o mais importante destes investimentos é a geração de empregos.

O grupo, que regressa na terça-feira, pretende estabelecer parcerias também nas áreas de mobiliários, bens de consumo, equipamento de processamento e embalagens de alimentos, farmácia e cosméticos, para além de soluções de negócios e tecnologias de informação e comunicação.

O Conselho de Administração do Moza Banco, efectuou no passado dia 24 de Agosto do corrente ano, uma oferta para aquisição da totalidade do capital social do Banco Terra. Os accionistas apontam para uma posterior fusão entre as duas instituições financeiras.

Em uma nota de imprensa do Conselho de Administração do Moza Banco, enviada à nossa redacção, os accionistas informam a referida transacção insere-se no âmbito de uma operação estruturada que inclui, para além da referida aquisição da totalidade do capital do Banco Terra S.A., a posterior fusão entre o Moza Banco SA e o Banco Terra S.A..

Com esta operação, que naturalmente irá salvaguardar os superiores interesses de todos os stakeholders de ambas as Instituições, pretende-se dotar a Instituição resultante da transacção com uma capacidade reforçada em servir o mercado em geral, e os clientes em particular, com elevado espírito de cooperação e relacionamento nos diferentes sectores da vida económica e empresarial do país

“Mais se informa que a referida oferta irá agora, ser apreciada pelos Órgãos competentes e Accionistas do Banco Terra S.A., bem como pela Autoridade Reguladora, decorrendo entretanto os trâmites processuais, regulamentares e legais que resultam de uma operação desta natureza”, lê-se no comunicado.

Realçando, que o Moza Banco SA, na certeza que o seu sucesso irá beneficiar a economia e a sociedade em geral, manifesta o seu maior empenho na concretização desta transacção que, estamos convictos, irá consolidar o seu posicionamento no mercado como um banco de referência no Sistema Financeiro Nacional.

Enquanto a oferta do Moza Banco está a ser apreciada, o grupo luso Montepio Holding, vendeu sua participação que detinha no BTM. O grupo vendeu 45,78% do capital social do Banco Terra de Moçambique, a uma holding holandesa.

A venda à Arise–SGPS criada em conjunto pelo fundo soberano norueguês Norfund, pelo banco de fomento holandês FMO e pelo Rabobank, para apoiar o crescimento em África através de investimentos em instituições financeiras africanas, insere-se no contexto dos movimentos de consolidação que estão a ocorrer no sector financeiro de Moçambique.

O negócio que inclui uma opção para uma eventual entrada do Montepio na Arise, vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano.

“Com esta venda o Grupo CEMG deixa de deter qualquer participação no Banco Terra, no âmbito da redefinição estratégica das suas participações internacionais“, salienta a instituição. O Montepio tinha uma posição nesta instituição financeira de direito moçambicano desde 2012.

Apesar da venda, o Montepio nota que o negócio que inclui uma opção para uma eventual entrada do grupo na Arise – vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano.

O volume de carvão mineral manuseado no corredor de Nacala tende a aumentar nos últimos tempos, perfazendo um milhão e trezentas mil toneladas por mês. O preço no mercado internacional ronda os USD 100/tonelada, sem contar com os custos de frete, o que anima as mineradoras

O acordo assinado na última sexta-feira em Nacala-à-Velha/Nampula, entre a Vale Moçambique e a Cimentos de Maiaia, abre um novo paradigma no negócio de carvão mineral explorado no país. Aquela cimenteira inaugurada há três meses na zona económica especial de Nacala-Porto vai comprar numa primeira fase 600 toneladas de carvão térmico por ano.

“É um acordo muito importante. Estamos habituados a exportar e na história do nosso corredor de Nacala, através do porto, já exportamos mais de 20 milhões nestes dois anos e meio de operação e este acordo é muito importante. É uma valorização das demandas que o país tem para o seu crescimento”, destacou José Carlos, director-executivo do Corredor Logístico do Norte, entidade que lida exclusivamente com o manuseamento do carvão mineral das minas de Moatize, em Tete, até ao porto de Nacala-à-Velha de onde o mesmo é exportado.

A cimenteira que doravante vai usar o carvão térmico nas suas operações fez as contas e concluiu que aquele recurso mineral pode ajudar a diminuir os custo de produção do cimento. “De três em três meses faremos o carregamento de cerca de 200 toneladas e esperamos que após um ano de celebração deste contrato a gente aumente a capacidade de carregamento de carvão mineral com o grupo Vale. Com o uso do carvão mineral vamos, de uma ou de outra forma, reduzir os custos de produção do cimento”, assegurou o director-executivo da Cimentos de Maiaia, Chunjie Gou.

Os números do acordo comercial não foram avançados, mas sabe-se que neste momento o carvão térmico custa 100 dólares a tonelada, o que significa que a venda anual de 600 toneladas pode render à Vale mais de 60 mil dólares.

“Nós movimentamos aproximadamente um milhão e trezentas mil toneladas de carvão por mês. O nosso plano para este ano deve superar a barreira de 13 milhões de toneladas”, disse José Carlos, deixando claro que nos últimos tempos o preço daquela “comoditie” no mercado internacional tem estado a impulsionar as mineradoras, depois da pior crise registada nos últimos três anos em que baixou para 50 a 60 dólares a tonelada.

Aliás, foi o negócio do carvão que viabilizou o Corredor de Nacala que compreende uma linha férrea de 912 km (de Tete a Nacala-à-Velha) e o respectivo porto, dentro do Corredor de Desenvolvimento do Norte.

Actualmente, os comboios de mercadoria levam em média 31 horas para fazer o troço, numa composição que normalmente leva 120 vagões.

O Corredor de Nacala é detido 50% pela Vale e 50% pela japonesa Mitsui. Daqui a dois anos espera-se atingir o pico de manuseamento de carvão mineral que é de 18 milhões de toneladas por ano, e sabe-se que as minas da Vale em Moatize têm a capacidade de produção de 22 milhões de toneladas por ano.
 

Encerra neste domingo a 54ª edição da FACIM, que esperava mais de 90 mil visitantes. Foram sete dias de interacção entre produtores, vendedores, investidores, importadores, exportadores e compradores. Na expectativa de que os inúmeros contactos realizados criem perspectivas de futuros acordos comerciais.

Adriano Jerónimo visita a feira pela sétima vez, nesta edição diz ter notado evolução, quanto ao número de empresas nacionais e os serviços que estas oferecem.

“Eu pude ver aqui muitos produtos alimentares processados a nível local, e penso que são projectos que merecem um investimento para permitir que estes produtos cheguem as todas províncias do país” acrescentou.

Marta Tchemane vende óleos naturais pela internet, foi a feira a busca de melhores fornecedores de óleo que vinham especificamente da província de Inhambane. Marta sugere que a FACIM aconteça mais vezes ao ano, porque “permite uma interacção com produtores, investidores e compradores de todo país”. Deixou escapar ainda que conseguiu o contacto com o “um fornecedor certo que vai dar produto a um bom preço”.

A maior parte dos visitantes vai à feira com o objectivo de realizar negócios de todas as formas. O senhor Marcos foi a feira a passeio com a família, pretendia comprar louça para cozinha e produtos alimentares sem conservantes. “Está tudo muito bonito, aqui pude encontrar tudo que queria comprar”, disse, acrescentando que “visitar a feira já é uma rotina estabelecida; todos os anos estamos aqui”.

A Província de Inhambane terá uma fábrica de produção de pão com base na mandioca a partir do próximo ano. O facto foi revelado ao O País, pela Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar daquele ponto do país.

Será um investimento de sul-africanos e holandeses. Questões burocráticas para a materialização deste projecto já foram ultrapassadas, estando aberto o caminho para o arranque do projecto. Sem, no entanto, avançar números, Filomena Maiopue, disse que a panificadora em projecção está alinhada com o processamento de pão para a indústria de cerveja.

A directora provincial da Agricultura e Segurança Alimentar falava na Feira Internacional de Maputo, onde a província de Inhambane é uma das atracções.

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