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O País – A verdade como notícia

A plataforma flutuante que irá servir para extrair gás natural no norte de Moçambique, já começou a ser construída na Coreia do Sul.

A plataforma, cuja construção foi adjudicada em Maio de 2017 a um consórcio formado pela Samsung Heavy Industries, Technip de França e JGC do Japão, terá 439 metros de comprimento, 65 metros de largura, um calado de 38,5 metros e um peso de 210 mil toneladas, disse a Lusa citada pelo Macauhub.

A BP assinou um acordo para a compra da totalidade da produção de gás durante 20 anos.

Descoberto pela ENI em 2012, o campo Coral contém cerca de 450 mil milhões de metros cúbicos (16 biliões de pés cúbicos) de gás natural, devendo no decurso da primeira fase serem extraído e processados cinco biliões de pés cúbicos.

O bloco Área 4 tem como participantes a Mozambique Rovuma Ventures, uma parceria detida pelos grupos ExxonMobil, ENI e China National Petroleum Corporation, que em conjunto controlam 70%.

Os restantes 30% estão divididos em partes iguais entre o grupo português Galp Energia, sul-coreano Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

O Governo de Moçambique prevê que o início da produção aconteça a 1 de Junho de 2022, sendo que cinco meses depois, dia 1 de Novembro, tenha lugar a saída do primeiro navio cargueiro transportando gás liquefeito.

Para desenvolver o projecto de exploração de depósitos de grafite na província de Cabo Delgado, a empresa australiana, Syrah Resources, vai proceder a emissão de acções no valor de 94 milhões de dólares australianos.

Do valor emitido, 30 milhões de dólares serão aplicados no projecto de Balama, 25 milhões numa fábrica nos EUA que vai transformar a grafite extraída em matéria-prima a ser vendida aos produtores de bactérias.

Os restantes 2 milhões de dólares serão utilizados no financiamento de um estudo que tem por objectivo proceder a uma avaliação dos recursos de vanádio existentes na concessão mineira de Balama.

A Syrah Resources anunciou em Maio último ter assinado um acordo de compra de um terreno industrial em Vidalia, Louisiana, Estados Unidos, onde irá construir uma fábrica para a produção de componentes para baterias.
 

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT), em Cuchamano, na província de Tete,  apreendeu um total de 1.262 quilos de açúcar castanha contrabandeada a partir do vizinho Zimbabwe. A apreensão da mercadoria ocorreu ao longo da linha de fronteira com Zimbabwe.

No lote da apreensão, constam ainda, duas viaturas ligeiras, bebidas alcohólicas, ácido nítrico e sulfúrico, sacos de soda cáustico, entre outras mercadorias.

A acção surge como resultado de campanha de fiscalização que a instituição tem levado a cabo ao nível do país. A campanha tem em vista mitigar os níveis de contrabando, e outros males que afectam a arrecadação de receitas para os cofres do Estado.

Refira-se que, o contrabando de mercadoria, em Cuchamano, é protagonizado por cidadãos nacionais e estrangeiros, dada a vulnerabilidade da linha da fronteira.

 

A empresa australiana, Battery Minerals, diz que há sete grupos interessados em garantir os fundos necessários para o projecto de exploração de grafite em Moçambique.

De acordo com o diário The West Australian, citado pelo Macauhub, as acções da empresa sofreram uma queda forte quando a Resource Capital Funds desfez um acordo no valor de 30 milhões de dólares em capital social e em dívidas.

O director-geral, David Flanagan, disse haver entidades interessadas em garantir o financiamento necessário para o desenvolvimento do projecto, antecipando a empresa iniciar as exportações de grafite doze meses após a angariação dos fundos.

“A Battery Minerals está a analisar métodos para explorar o vanádio existente nos activos mineiros que detém em Moçambique, com um valor estimado em 10 mil milhões de dólares”, disse Flanagan.

A Battery Minerals obteve em Março de 2012 uma licença mineira para desenvolver o projecto de exploração de depósitos de grafite em Montepuez, província de Cabo Delgado.

A Battery Minerals é uma empresa cotada na Bolsa de Valores da Austrália que produz flocos concentrados de grafite e que dispõe de dois depósitos de grafite de classe mundial em Montepuez e Balama Central.

A empresa assinou já quatro contratos vinculativos para fornecer até 41 mil toneladas de concentrado de grafite por ano, quantidade que representa cerca de 80% da previsão de produção anual do depósito de Montepuez, escreve o Macauhub.

 

A cidade de Maputo acolhe hoje e amanhã a Conferência Internacional sobre indústria extrativa, evento organizado pelo Centro de Integridade Pública (CIP) e seus parceiros. Na sessão de abertura, o director do CIP referiu que o evento vai ajudar as organizações não governamentais a vencer a luta pela transparência na indústria extrativa.

O evento acontece numa altura em que organizações da sociedade civil queixam-se de fraca divulgação do conteúdo dos contratos entre o Estado e empresas que operam na indústria extractiva. É neste contexto que o director executivo do CIP destacou a importância da pressão da sociedade civil às autoridades para mudar o cenário.

Já para os parceiros da conferência, mais do que divulgação da informação sobre contratos da indústria extractiva, é preciso que haja transparência em termos globais nos negócios do sector e que os benefícios sejam partilhados para melhorar a vida dos cidadãos.

O evento com o tema “Conferência Internacional sobre Divulgação de Informação, Prestação de Contas e Crescimento Inclusivo e Governação” termina esta quarta-feira.

 

O Conselho de Ministros aprovou esta terça-feira, na sua 28ª sessão ordinária, o reajustamento dos valores de assistência social para as famílias vulneráveis.

O reajustamento fixa aumentos que variam entre 74,19 por cento para famílias com apenas uma pessoa, a 63,90 por cento para agregados de cinco ou mais pessoas.

De acordo com a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, citada pela AIM, o aumento é mais alto nas famílias com menos pessoas porque estão mais propensas a vulnerabilidade.

“O aumento é mais alto para agregados com menos pessoas porque estes são os mais vulneráveis”, vincou.

Segundo a vice-ministra, de um total de 2.802.776 meticais o valor será distribuído mensalmente para pelo menos 404.806 famílias moçambicanas.

No que diz respeito ao apoio directo, Comoana afirmou que o Executivo deverá desembolsar, mensalmente, um total de 260.057 meticais para 14.168 famílias.

Por outro lado, o governo anunciou o valor de 510.539 meticais, para o programa de acção social produtiva, que deverá ser dividido por 121.547 famílias beneficiárias.

O reajustamento feito tem, segundo Comoana, como finalidade contribuir para a melhoria de vida das famílias.

“O objectivo desta revisão é actualizar os níveis de assistência social visando reforçar a capacidade de consumo e de resiliência dos agregados familiares em situação de pobreza e de vulnerabilidade”, afirmou.

De acordo com Comoana, o Governo tomou a decisão de rever o aumento do subsídio social básico para se adequar ao sistema de segurança dos funcionários do Estado.

Num outro desenvolvimento, o Executivo aprovou a revisão do funcionamento do Instituto Nacional de Previdência Social, um instrumento que visa dotar o funcionamento, bem como a organização dos institutos, fundações, incluindo fundos públicos.

Com a revisão, o Governo quer redefinir as competências e atribuições do Instituto Nacional de Previdência Social.

Por fim, o Governo determinou que as cerimónias oficiais dos 200 anos da Ilha de Moçambique deverão realizar-se dentro de 15 dias.

Sob o lema ‘Ilha de Moçambique: 200 anos de interculturalidade e progresso’, a cerimónia oficial deverá ser dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

 

As empresas TDM e Mcel celebraram há dias, em Maputo, um contrato de prestação de serviços de consultoria com a Broll Moçambique, visando a rentabilização dos seus activos imobiliários não essenciais para o negócio.

A consultoria em apreço terá por função avaliar os referidos activos, bem como propor uma estratégia e um plano de implementação junto de potenciais interessados, visando a maximização do retorno sobre a venda dos referidos activos.

Para Mahomed Jusob, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da TDM-Mcel, trata-se de garantir a transformação do património não essencial em capacidade pecuniária, tendo em vista financiar algumas actividades essenciais programadas no âmbito da transformação da TDM-Mcel, designadamente, a melhoria da qualidade da rede, bem como o processo de redimensionamento da força de trabalho, principalmente na TDM.

Conforme realçou o PCA, a primeira fase do processo é rentabilizar o referido património actualmente em estado de ociosidade, estando em preparação a segunda fase, que consiste na inovação tecnológica.

“Este é um acto importante e responde aos desafios do redimensionamento de pessoal e também da optimização da actividade das empresas”, frisou Mahomed Jusob, durante assinatura do referido contrato.

Na ocasião, o PCA da Broll Moçambique, Rui Monteiro, considerou que a agência imobiliária que dirige tem pautado a sua actuação pela seriedade no trabalho.

“Estamos agora a criar a associação de agências imobiliárias em Moçambique, por causa dos desmandos que existem no sector, para dar um cariz mais sério à profissão e à indústria imobiliária. Tenho a certeza de que a TDM e a Mcel vão enriquecer muito o seu património e vamos tentar dar o nosso máximo para poder corresponder às expectativas”, concluiu.

Parceria com Huawei

A Huawei, a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do mundo, estabeleceu um memorando de entendimento com a Mcel, para aquela multinacional chinesa passar a ser a parceira e fornecedora preferencial da primeira empresa de telefonia móvel moçambicana, o que vai permitir a modernização dos serviços com o uso de tecnologia de ponta, LTE 4G e 5G.

O acordo foi assinado, no passado domingo, pelo PCA da TDM-Mcel e pelo seu congénere da Huawei, no âmbito do seminário China-Moçambique que se realizou em Beijing, um momento paralelo ao Fórum de Cooperação entre a China e África, no qual participou o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

A assinatura foi testemunhada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, e por 36 empresários moçambicanos e chineses.

Para o PCA da TDM-Mcel, este acordo representa “um passo importante no contexto de transformação e expansão tecnológica, dentro da estratégia de retorno e desenvolvimento do sector de telecomunicações em Moçambique.”

 

O Ministro da Indústria e Comércio destaca qualidade e inovações tecnológicas da 54a edição da Feira Internacional de Maputo. Para Ragendra de Sousa, “a feira foi um sucesso” e superou as expectativas.

Apesar de um número muito abaixo das expectativas, apenas 40 mil visitantes, menos do dobro do esperado, ministro da Indústria e Comércio fez um balanço positivo da 54ª edição Feira Internacional de Maputo.

Ragendra de Sousa, apontou questões de conjuntura económica que abalou o sector empresarial, principalmente as Pequenas e Médias e Empresas, como factores que terão influenciado a baixa afluência, embora haja sinais de melhoria na economia do país.

Sobre a performance dos expositores nacionais, o governante deixou alguns recados aos responsáveis do sector do Turismo.

O ministro da Indústria e Comércio, falava à imprensa aquando do encerramento da FACIM

O Banco português Montepio Holding, participada da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) acordou a venda da participação no Banco Terra de Moçambique à sociedade financeira Arise.

Com a venda de 45,78 por cento do capital social do Banco Terra o grupo CEMG deixa de deter qualquer participação na instituição financeira, escreve o Macauhub.

A venda à Arise–SGPS criada em conjunto pelo fundo soberano norueguês Norfund, pelo banco de fomento holandês FMO e pelo Rabobank, para apoiar o crescimento em África através de investimentos em instituições financeiras africanas, insere-se no contexto dos movimentos de consolidação que estão a ocorrer no sector financeiro de Moçambique.

O negócio que inclui uma opção para uma eventual entrada do Montepio na Arise, vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano.

 

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