Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Reunido, esta terça-feira, na sua 32ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o Governo aprovou o Plano Director Integrado de Infra-Estruturas de Electricidade avaliado em mais de 34 mil milhões de dólares norte-americanos. Deste valor, 18 mil milhões de dólares deverão ser investidos em infra-estruturas de produção de energia eléctrica, sendo que 50% das quais deverão usar o gás natural como matéria-prima. Nove mil milhões deverão ser usados para financiar a construção de infra-estrutura de transporte, sendo a espinha dorsal Tete-Maputo a infra-estrutura âncora neste domínio. E os remanescentes sete mil milhões de dólares deverão ser investidos na distribuição da corrente eléctrica.

Espera-se que com este plano, em 2043 Moçambique tenha capacidade de produzir 17, 720 MW. Ao nível interno, a demanda pela energia eléctrica deverá ser de cerca de oito mil MW, o equivalente a dez vezes mais o consumo actual. A demanda de energia para a exportação também deverá crescer para cerca de sete mil MW, contra os actuais 1500 MW.

A produção de energia deverá crescer em dois momentos distintos. A primeira fase será de 2018 a 2028, que compreenderá a interligação dos sistemas eléctricos que vão permitir a geração de cerca de 3400 MW. A segunda fase será de 2028 a 2043, que será baseada na interligação dos sistemas eléctricos através de intercâmbio, permitindo a geração de 12 mil MW.

O Executivo aprovou ainda a Estratégia Nacional de Electrificação 2018-2030, que procura responder aos desafios impostos pela Agenda de Desenvolvimento Sustentável adoptado pelas Nações Unidas e que prevê o acesso universal à energia eléctrica até 2030. A estratégia assenta sobre três principais pilares a destacar: institucional, que clarifica o papel de cada um dos actores institucionais, a componente financeira e a componente técnica.

A estratégia prevê elevar o acesso à energia eléctrica de 28%, registados em 2017, para 38% em 2020 e dez anos depois, ou seja, 2030 todos os moçambicanos deverão ter energia eléctrica nas suas habitações. Para alcançar essas metas até 2020, deverão ser realizadas mais de dois milhões de novas ligações domiciliárias, cifra que deverá subir para 7,6 milhões, em 2030, e mais de 9,4 milhões em 2040. Para implementação da estratégica será criado um comité intersectorial que deverá envolver os Ministérios dos Recursos Minerais e Energia, de Economia e Finanças e ainda a Electricidade de Moçambique e o Fundo de Energia.

Produção agrícola em alta

O Governo apreciou ainda o balanço da campanha agrária 2017/2018 e a preparação do lançamento da campanha 2018/2019. O Governo diz que a primeira época foi boa, uma vez que a segunda está em curso, apesar de inundações, doenças e pragas terem determinado a perda de mais de 274 mil hectares de produtos diversos, o que representa 5,2% do total da área semeada que foi de mais de 5,2 milhões de hectares. O Governo considera que cumpriu o plano de produção agrícola em 104%, o que significa que está garantida a segurança alimentar e nutricional em termos de quantidade de produtos disponíveis.

Pelas contas do Executivo, há um excedente de 210 mil toneladas de milho, 112 mil toneladas de feijões, 4.1 milhões de toneladas de mandioca seca. A excelente produção ocorreu igualmente para as culturas de rendimentos e as chamadas emergentes como é o caso de macadâmia, soja e gergelim.

 

Moçambique tem perdas anuais em torno de 1.6 bilião de dólares devido à desnutrição crónica. O valor corresponde a mais de 11 por cento do Produto Interno Bruto do país, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

Nos últimos 10 anos, Moçambique deu passos Nos últimos 10 anos, Moçambique deu passos significativos ao reduzir a prevalência da população sujeita a insegurança alimentar de 50% para 24%, contudo, tem vindo a somar perdas avultadas na economia, conforme revela a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.significativos ao reduzir a prevalência da população sujeita a insegurança alimentar de 50% para 24%, contudo, tem vindo a somar perdas avultadas na economia, conforme revela a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

Perante este cenário, o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, disse que o Governo está a tomar medidas para inverter o quadro, com maior enfoque para a mulher rural.

O número exacto sobre os moçambicanos a passar fome ainda é desconhecido. Os dados disponíveis remontam de um estudo desactualizado de 2014, que apontava para uma taxa de 24%.

Com a actualização a ser conhecida em breve, a Secretária Executiva Adjunta do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional revelou apenas as províncias mais afectadas pela fome.

Estas intervenções foram feitas, esta segunda-feira, em Maputo, por ocasião do Dia Mundial de Alimentação, Dia Internacional da Mulher Rural e Dia da Bengala Branca.
 

O governo e o sector privado estão a desenhar estratégias para tornar a zona da baixa da cidade de Maputo, na capital moçambicana, em destino turístico de referência internacional, capaz de concorrer com outros da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do mundo.

Aliás, o turismo constitui um dos pilares da estratégia do governo para o desenvolvimento de Moçambique.

Para o efeito, pretende-se definir a baixa da cidade de Maputo como local prioritário e estratégico, onde deverão ser concentrados esforços, através da criação das condições necessárias para o desenvolvimento de um turismo sustentável.

A materialização do projecto passa pela execução de uma série de obras que concorram para a melhoria das condições de recepção de turistas. 

Em média, Maputo recebe anualmente 40 mil turistas, a maioria dos quais escalam através de cruzeiros. Cada vez que um cruzeiro atraca no Porto de Maputo são cerca de 1.200 turistas que visitam a cidade.

Todavia, a cidade não oferece condições adequadas para a prestação de serviços diversos aos turistas, tal como afirmou esta sexta-feira à imprensa o presidente do pelouro de Turismo na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), João das Neves. 

“É preciso criar condições para que o turismo aconteça de forma eficiente. Queremos que possam ser criadas condições de higiene, saúde, segurança, transporte, para que o turista, pelo menos aqui, possa, de facto, usufruir de turismo de qualidade e que isso traga mais-valias para as empresas que aqui estão; para o Estado, através dos impostos e para a reputação de Moçambique como destino turístico”, disse Das Neves a margem de um seminário sobre turismo havido hoje em Maputo.

No Porto de Maputo já estão a ser desenvolvidas acções concretas para melhorar a recepção de turistas e promoção da actividade, tais como um terminal de passageiros, acabado de construir, que vai receber os turistas do primeiro cruzeiro desta época, que deverá escalar a capital a 22 de Novembro próximo. 

Destaca-se também o projecto para a construção da Galeria do Porto, que vai incluir uma galeria de arte, museu e espaço para eventos culturais. A construção inicia já este mês, segundo a representante da Companhia do Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), Soraia Abdula. 
A mesma fonte anunciou que já foi projectada a reabilitação do edifício localizado na esquina entre a Rua Bagamoyo e a Rua da Mesquita, para transformá-lo num clube de Jazz. O mesmo resulta de uma proposta apresentada pelo músico moçambicano de Jazz, Moreira Chonguiça e será o primeiro clube do género em Moçambique.

“Pensámos que não faria sentido os turistas saírem e sem ter uma experiência positiva à chegada ao Porto e depois terem uma experiência menos positiva à saída do Porto, porque a zona está muito degradada. Temos de trabalhar juntos com o município, a CTA e uma série de parceiros para reabilitar toda a zona da cintura portuária, desde o Porto de Pesca até a zona da Praça dos Trabalhadores”, explicou.

A fonte disse que os investimentos realizados até agora estão orçados em cerca de cinco milhões de dólares. 

Dados avançados pela directora Nacional do Turismo, Maria Romero, indicam que Moçambique arrecadou pelo menos 130 milhões de dólares em receitas de turismo, em 2017. É um número baixo para o que se pretende. Entretanto, representa um crescimento, comparativamente ao ano anterior, quando foram registados 106 milhões de dólares.

Duas entidades, dois relatórios, mas um único resultado, a economia vai mesmo crescer no próximo ano. Depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter publicado as suas perpectivas sobre as economias da África Subsaariana para 2018 e 2019, agora é a vez do Banco Standard.

No mais recente relatório enviado aos investidores, citado pela plataforma Noticias ao Minuto, os analistas escrevem que "a previsão de crescimento do PIB para 2018 e 2019 é de 3,5% e 3,7%, derivado do abrandamento da política monetária mais prudente que o antecipado".

No documento, tal como o fez o FMI, explicam que "a maior parte da aceleração esperada no PIB é atribuível ao aumento da confiança associada com os progressos no processo de paz".

Para este ano, os analistas do Standard Bank, um dos maiores a operar em África, esperam um défice orçamental de 4,3% e para o próximo ano antecipam um desequilíbrio orçamental de 3,2%.

No ano passado, Moçambique teve um excedente orçamental, "pelo menos no papel, de 0,1% do PIB, depois de um défice de 3,4% em 2016", escrevem os analistas, desvalorizando este resultado porque "reflete principalmente o impacto positivo do imposto de 353 milhões de dólares pagos pela ENI/Exxon-Mobil".

No Plano Económico e Social, o Governo estima um crescimento de 4,7% este ano, uma revisão em baixa face aos 5,3% anteriormente previstos, mas ainda assim acima das previsões do FMI, que antecipa uma expansão económica de 3,5% este ano e de 4% em 2019.

Os progressos no processo de paz, dizem, "têm sido encorajadores, o que ajuda a construir a ideia de que a estabilidade política vai prevalecer".

Recorde-se que o FMI considerou os avanços no processo de paz em Moçambique e a melhoria da governação em Angola são positivos e oferecem uma janela de oportunidade para estes países melhorarem a economia.

Os economistas do FMI sublinham também que o principal problema que atravessa a região da África Subsaariana é o crédito malparado que subiu significativamente desde a descida dos preços do petróleo, em meados de 2014.

 

A empresa israelita, Mottech Water Solutions Ltd, ganhou um contrato em Moçambique para fornecer uma solução informática sem fios de irrigação, a primeira vez que tal acontece, informou o grupo israelita de telecomunicações MTI Wireless Edge Ltd.

A Mottech Water Solutions desenvolve sistemas que ajudam os agricultores a proceder à irrigação e fertilização das plantações à distância, permitindo a utilização dos recursos disponíveis de uma forma muito precisa, escreve o site Macauhub.

O comunicado divulgado pelo grupo salienta que Moçambique, que tem 3,9 milhões de terrenos com vocação agrícola, representa um mercado para este tipo de soluções no valor de mil milhões de rands.

A Mottech Water Solutions está presente no mercado da África do Sul há 10 anos, estando a administração actualmente empenhada em expandir a actividade para os países vizinhos através da selecção de representantes.

O grupo anunciou ainda que o contrato estipula que a entrega da solução informática será realizada por fases, tendo um valor inicial de um milhão de rands e um valor total previsto de cinco milhões de rands.

 

Mais de 200 milhões de dólares deverão ser investidos na cidade de Maputo, para viabilização do projecto de polo de atracção turística na baixa da capital moçambicana.

O valor destina-se à reabilitação de infra-estruturas público-privadas.

A capital moçambicana recebe em média 40 mil turísticas que atracam no Porto de Maputo. De olhos nesse fluxo de entrada, através de viagens anuais de cruzeiros de negócios e lazer, o Governo e o sector privado já fazem contas para rentabilizar o negócio.

A edilidade fez um levantamento preliminar dos custos necessários para viabilizar o projecto, com a maior parte do valor a ser desembolsado pelo sector privado, segundo o vereador das actividades económicas do Conselho Municipal da cidade de Maputo, João Munguambe.

Segundo Munguambe as ruínas da capital serão um ponto atractivo a considerar, sendo que para tal a edilidade deverá aplicar algumas taxas bonificadas.

A concessionária do Porto de Maputo, MPDC, Suraya Abdula, refere que está a desenvolver uma série modernização das suas infra-estruturas portuárias para receber turistas.

Estas declarações foram proferidas esta sexta-feira, em Maputo, aquando do segundo workshop de auscultação sobre a definição das prioridades da criação do polo de atracção turística.

 

Foi lançada esta quinta-feira a sétima edição da iniciativa 100 melhores Pequenas e Médias Empresas (PM). Para esta edição, o grupo SOICO anunciou uma nova categoria nas premiações, nomeadamente o Prémio Mulher Empreendedora.

O evento contou com a presença do vice-ministro da Indústria e Comércio, Júlio Pio, Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, empresários e diversas personalidades.

Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, um dos parceiros da iniciativa, defendeu que as Pequenas e Médias Empresas devem capacitar-se para melhor explorar as oportunidades resultantes dos grandes investimentos que são feitos na indústria extractiva.

Já o vice-ministro da Indústria e Comércio apela às empresas a participarem da iniciativa 100 melhores PME e garante o apoio do Governo.

Desde o lançamento da primeira edição, em 2012, a iniciativa 100 Melhores PME já premiou e distinguiu mais de 2100 empresas.

Para esta edição, o Prémio 100 Melhores PME decorre sob o lema “clausters empresariais: e conteúdo nacional” e o grupo SOICO espera que o número de participantes supere o da sexta edição.

No debate inaugural da sétima edição do Prémio 100 Melhores PME, o bastonário da Ordem dos Contabilistas (OCAM), Mário Sitoe, defendeu que a competitividade deve estar aliada ao associativismo.

No mesmo painel, juntaram-se ao bastonário da OCAM, Mateus Mosse, responsável pelas Relações Exteriores da Mozal, Inusso Ismail, vencedor da sexta edição do Prémio 100 Melhores PME e director-geral da INCALA, para falar da competitividade nas Pequenas e Médias Empresas.

Num outro desenvolvimento, o bastonário da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique alertou que as empresas não devem pensar que competitividade é estar acima das outras.

Por sua vez, Mateus Mosse diz que o grande diferencial da Mozal é a formação das empresas subcontratadas, por isso defende que todas as multinacionais devem seguir por este caminho.

Um dos vencedores da última edição do Prémio 100 PME, director-geral da INCALA partilhou a sua experiência e defendeu que as empresas devem ser orientadas para aderir às oportunidades.

Confiança entre as empresas para que haja um crescimento conjunto foi a linha defendida por alguns participantes do debate, como por exemplo Jaime Mlungo e Claire Zimba, Directora-geral do Instituto de Pequenas e Medias Empresas (IPEME).

A iniciativa 100 Melhores PME surge com o objectivo de criar competitividade entre as pequenas e médias empresas.

 

Depois de um longo período de desequilíbrios macroeconómicos, precipitados pelas chamadas "dívidas ocultas", o FMI afirmou esta quinta-feira, que os novos desenvolvimentos abrem uma nova "janela de oportunidades" para economia.

No seu relatório "Perspetivas Económicas para a África Subsaariana", divulgado esta quinta-feira, em Nusa Dua, durante os encontros anuais com o Banco Mundial, na Indonésia, o FMI reafirmou as anteriores projecções sobre sinais de melhoria da economia moçambicana.

Os avanços recentes no dossier da paz, ou seja, o início neste mês de Outubro do processo de integração dos homens armados da Renamo, são apontados pelo Fundo Monetário Internacional como factores determinantes na performance económica do país.  

Angola, após um período de recessão económica, está na mesma situação que a de Moçambique, no toca aos indicadores do Produto Interno Bruto (PIB). O FMI aponta a melhoria da governação naquele país lusófono, que soube "lidar com os antigos problemas", refere.

No geral, o relatório de 68 páginas daquela instituição financeira internacional, alerta para um conjunto de desequilíbrios nas economias africanas, destacando que o panorama varia substancialmente de país para país.

Admitindo dificuldades em analisar o continente como um todo, os economistas do FMI sublinham que o principal problema que atravessa a região da África Subsaariana é o crédito malparado que subiu significativamente desde a descida dos preços do petróleo, em meados de 2014.

“Alguns países fizeram recentemente alguns progressos na redução do crédito malparado (Guiné Equatorial, Guiné-Bissau), fortalecendo as reservas de capital (Angola, Gana, Moçambique) ”, lê-se no relatório daquela instituição da Bretton Woods, consultado pelo "O País".

Acrescentando, que "a redução sustentada deste crédito que os bancos têm dificuldade em cobrar requer estratégias abrangentes de redução”, apontando três riscos principais às previsões macroeconómicas.

“Apesar de o crescimento mundial continuar a expandir-se sustentadamente, o crescimento das tensões comerciais, a previsível normalização monetária e a volatilidade nos mercados de activos ensombram as perspetivas para a África subsariana, que deverá crescer 3,1% este ano e 3,8% em 2019, uma previsão ligeiramente inferior aos 3,9% previstos em Abril para este e o próximo ano", indica o documento.

No entanto, para o FMI, este crescimento “não será suficiente para a região tirar partido do seu dividendo demográfico, já que a criação de emprego ficará provavelmente abaixo das necessidades para absorver os jovens a entrar no mercado de trabalho”.

O FMI estima que 100 milhões de pessoas cheguem à idade de trabalho, definida entre os 15 e os 64 anos, entre 2030 e 2035, “excedendo a média do resto do mundo, o que significa que a região precisaria de criar 20 milhões de empregos todos os anos entre 2018 e 20135, o que é o dobro da média de novos empregos criados nos últimos cinco anos”.

Para resolver este e outros problemas, a instituição recomenda uma série de passos que incluem a melhoria da gestão da despesa pública, entre outros, e destaca um conjunto de reformas para melhorar os mercados e a atratividade das economias africanas.

As principais reformas de mercado a serem implementadas nos países da África subsariana incluem a melhoria da regulação dos produtos de mercado e o encorajamento da concorrência (Angola, Costa do Marfim, África do Sul), garantia de fontes fiáveis de inputs industriais como eletricidade (Angola, Costa do Marfim, Nigéria), melhorar a eficiência e as finanças das empresas públicas em sectores importantes (Angola, Camarões, Costa do Marfim, África do Sul) e melhorar o acesso ao crédito (Angola, Camarões, Nigéria).

Sobre as tensões comerciais entre os Estados Unidos e outros países, o FMI diz que isto pode significar uma perda de 0,5 pontos percentuais no PIB de África entre 2018 e 2021, num total de 1,5% da riqueza nestes quatro anos, afetando principalmente as economias dos países exportadores de matérias-primas e dos que estão mais integrados nos mercados globais.

Mais de 53 mil estrangeiros entraram a Moçambique nos primeiros nove meses do ano através do visto de fronteira. Serviço Nacional de Migração diz que a maioria destes cidadãos estrangeiros eram turistas.

Mais visitantes, mais dinheiro para o Estado! É que cada estrangeiro que solicita um visto de fronteira paga 3 mil meticais (USD 50) ao Serviço Nacional de Migração. Neste caso foram 53 318 estrangeiros que de Janeiro a Setembro vieram ao país, o que equivale encaixar 156.3 milhões de meticais (USD 2.6 milhões) aos cofres do Estado.

Este número de estrangeiros que visitaram Moçambique nos primeiros três trimestres do ano, representam um aumento em 55 porcento em comparação com igual período do ano passado.

São dados que, na verdade, vão de encontro ao objectivo do Governo moçambicano ao criar o visto de fronteira no ano passado. Aliás, segundo Cira Fernandes, porta-voz do SENAMI, “na sua maioria, os cidadãos estrangeiros apresentaram a prática do turismo como sendo a principal motivação de entrada e solicitação do visto de fronteira”.

Este documento dá possibilidade de o estrangeiro entrar duas vezes ao país com possibilidade de ficar um máximo de trinta dias. Com isto, o governo pretendia aumentar o número de turistas que procuram Moçambique.

Entretanto…

O valor que o Estado arrecadou com a entrada dos mais de 53 mil estrangeiros poderia ser acima dos 156.3 milhões de meticais. Não fosse o facto de 381 estrangeiros não terem explicado com clareza o motivo de quererem visitar Moçambique e, por isso, acabaram vendo seus pedidos de visto recusados pelo SENAMI.

Cira Fernandes explica que a recusa não foi a única medida tomada contra estes, sendo que “o SENAMI, além de ter recusado a concessão do visto e consequentemente recusado a entrada no país destes cidadãos, também procedeu-se o seu reembarque nos voos das mesmas companhias transportadoras que os trouxeram, de modo a retornarem ao país de proveniência”.

Existindo, no total, 56 postos de travessia ao longo de todo o país, 44 podem conceder vistos de fronteira. Destes, destacam-se três deles, nomeadamente, Aeroporto Internacional de Mavalane, com 23 075 emissões, fronteira de Ressano Garcia com 6 354 emissões e, finalmente, Aérodromo de Vilanculos, em Inhambane, com 3 795 emissões de vistos de fronteira.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE