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O País – A verdade como notícia

País regista crescimento ligeiro no indicador global do Índice de Desenvolvimento Humano. Contudo, o rendimento per capita é o mais baixo da lusofonia, indica o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Moçambique ocupa a posição 180 no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano no presente ano, subida de um lugar em relação a 2017. Porém, esta melhoria poderá sofrer uma mudança em função do desempenho doutros países analisados, indica o representante residente interino do PNUD, Martim Maya.

Apesar dessa subida ligeira, Martim Maya aponta um ponto negativo, nomeadamente, o aumento do Investimento Directo Estrangeiro na indústria extractiva que exacerbou a polarização do rendimento e não contribuiu para a criação de empregos, fazendo com que o país tenha o rendimento per capita mais baixo da lusofonia.

Perante os factos, o Secretário Permanente do Ministério da Economia e Finanças, Domingos Lambo, diz que há muito por fazer com vista a melhorar os indicadores do desenvolvimento do país.

Sobre o baixo rendimento per capita, Domingos Lambo, referiu que este indicador depende de vários factores.

Estes dados foram avançados esta quarta-feira, em Maputo, aquando de um seminário de reflexão sobre o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza.

 

Pelo menos 250 novos consumidores residenciais estarão ligados à rede de gás natural canalizado no norte de Inhambane nos próximos meses, mercê de um projecto de massificação do uso deste recurso, financiado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), através da sua afiliada Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH).

Com um orçamento de 340 mil dólares americanos, o projecto de Expansão da Rede de Distribuição de Gás no Norte de Inhambane prevê realizar 250 novas canalizações de gás na região, sendo 170 em Vilankulo, 50 em Inhassoro e 30 em Govuro, os três distritos da região que têm vindo a beneficiar deste recurso.

De acordo com um comunicado da ENH, a quarta fase deste projecto foi lançada recentemente, durante uma cerimónia realizada em Vilankulo, e que contou com a participação do edil local, Abílio Machado, e do Delegado da ENH, Daúto Rogunate.

Citado no comunicado, o Delegado da ENH em Vilankulo disse que este projecto contribuirá para o aumento do consumo de gás na região, uma vez que “permitirá fazer ligações para mais pessoas locais que tanto desejavam ter gás canalizado”.

Com uma rede de mais 350 quilómetros de extensão, a Rede de Distribuição do Norte de Inhambane conta com 1533 consumidores, entre residenciais, comerciais e industriais.

As obras de canalização de gás já iniciaram e terão uma duração estimada de três meses, sendo que neste momento, os trabalhos decorrem em Vilankulo e depois as equipas seguirão para Inhassoro e Govuro. Dos 170 novos consumidores previstos para Vilankulo, 122 já assinaram os respectivos contratos e destes, 50 já estão ligados à rede.

Empresariado nacional sente-se excluído do processo de criação das leis em Moçambique. Segundo a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera que tal facto prejudica o ambiente de negócios em Moçambique.

O que está em jogo é o melhor ambiente de negócios em Moçambique! Para isso o sector provado defende que seja criado um instrumento de regulação de todos os processos de criação das leis.

É que, segundo o Presidente do Conselho Directivo da CTA, Agostinho Vuma, neste momento há pouco espaço reservado para apreciação por parte dis visados das leis neste caso as que dizem respeito aos homens de negócios, sobretudo quando o assunto é o prazo dado para apreciação.

Por exemplo, diz Vuma, das propostas de lei, regulamentos e outros instrumentos normativos recebidos pela CTA em 2017, cerca de 60 por cento tinham prazos de menos 20 dias úteis. Já em 2018, das propostas recebidas, 68 por cento tinham prazo de menos de 15 dias úteis.

O sector privado recorda ainda exemplos mais recentes, como as propostas de leis de sistema nacional de qualidades, regime das associações. Todas tiveram prazo de 10 dias. Para os empresários é inconcebível, porque “um documento destes precisa de chegar convenientemente aos interessados e isso precisa de tempo”.

Agostinho Vuma dá exemplo da falta de consulta, quando “em 2015, sem consulta, foram incrementadas as taxas notariais, incrementando, assim, o custo de abertura de empresa”, facto que fez com o país caísse quatro posições no ranking do Doing Business.

Mas este não é o único problema que existe quando se trata da criação de leis, sendo que nas poucas vezes se faz a consulta, o sector privado diz que não tem sido levado a sério.

“Quando tal parecer é depositado, somos surpreendidos com a aprovação do respectivo aludido instrumento legal sem nenhuma incorporação dos comentários dos parceiros sociais, numa clara evidência de que as contribuições recolhidas à sociedade não são consideradas nas propostas finais”, comentou Vuma.

As revelações foram feitas durante um encontro organizado pela CTA em parceria com a Speed+ e que visa criar um instrumento regulador do processo de criação de leis no país.

Na actualidade, as leis são criadas sem observar quaisquer regras, o que, na opinião do jurista Abdul Carimo, faz com o país tenha lei inconstitucionais. “Produzimos leis que são contraditórias com outras leis que existem e outras vezes produzimos uma lei acreditando que a mesma vai resolver um problema e não resolve o problema”. Aliás, segundo Carimo “o país tem leis a mais”.

E como exemplo destas irregularidades, o jurista fala do código penal que está em revisão, um instrumento aprovado em 2014. Para ele não se entende como é passados menos de cinco anos o código pode estar desajustado à realidade.

Para resolver este problema, empresários, juristas nacionais vão ser capacitados por um especialista estrangeiro que vai mostrar como outros países lideram com casos idênticos.

 

 

Depois da gigante norte-americana Exxon Mobil, esta quarta-feira, foi a vez da italiana Eni e da sul-africana Sasol de assinarem com o Executivo de Maputo os respectivos contratos de concessão de três blocos para prospecção e pesquisa de petróleo e gás natural.

As duas petrolíferas formaram um consórcio para explorar dois blocos em Temane e Pande, na província de Inhambane. A assinatura dos contratos marca o fim das negociações entre as multinacionais e o Governo que duraram cerca de quatro anos.

“Entendemos que com estes contratos, estão já criadas todas condições para o início de pesquisa de hidrocarbonetos nas áreas PT-5C e A5-A, com investimentos mínimos de 203 milhões de dólares da Eni e 80 milhões de dólares da Sasol”, indicou Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

Realçando, que estes investimentos serão feitos num período de oito anos (prazo fixado pela legislação moçambicana de petróleo para fase de pesquisa), renováveis até um máximo de 30 anos.

No acto da assinatura dos contratos, o director da petrolífera Eni, umas das multinacionais que ganhou um bloco em Angoche e lidera o consórcio nos blocos de Temane e Pande, destacou a sua forte presença em Moçambique, que iniciou em 2006, com a aquisição de uma participação no bloco petrolífero da área 4, na Bacia do Rovuma.

“Com o referido contrato a Eni reforça ainda mais a sua presença em Moçambique, um país com importância estratégica para a empresa”, apontou Stefano Cabonara.

Por sua vez, a Sasol, através do seu vice-presidente, Jon Harris, destacou a liderança moçambicana no longo processo de negociações para se chegar ao acordo. “Acreditamos que podemos consolidar ainda mais essa parceria”, disse.

Acrescentando, que “o importante é continuar a construir e a desenvolver as pessoas e as empresas moçambicanas para terem parcerias significativas e frutíferas para o benefício mútuo de todos os envolvidos”.

Refira-se, o Governo previa encaixar um investimento mínimo de 900 milhões de dólares com as petrolíferas apuradas no âmbito do 5º concurso de prospecção e pesquisa de gás e petróleo. Mas com a desistência da Delonex Energy ltd, que tinha ficado com o bloco localizado em Palmeiras, na província de Maputo, as projecções foram revistas em baixa.

“A empresa preferiu investir noutro país, não sabemos o motivo real da desistência”, justificou o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Carlos Zacarias.

 

 

A empresa japonesa Tohoku Electric anunciou que assinou um contrato que  permite comprar anualmente até 280 mil toneladas de gás natural liquefeito (LNG) na bacia do Rovuma.  O contrato prevê a compra e venda de LNG explorado pela Anadarko na Área 1 durante quinze anos, que irá iniciar em 2020.A Tohoku Electric considera que o fornecimento de LNG irá ajudar a diversificar as suas fontes energéticas, escreve o Macauhub.

A Tohoku Electric considera que o fornecimento de LNG irá ajudar a diversificar as suas fontes energéticas, escreve o Macauhub.

A Anadarko e os seus parceiros, entre os quais a petrolífera estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), descobriram mais de 75 Tcf (biliões de pés cúbicos) de gás natural nos campos Prosperidade e Golfinho/Atum, na Área 1.

O gás extraído destas zonas será enviado para um terminal de LNG na península de Afungi, província de Cabo Delgado.

Este é o primeiro acordo a longo prazo da Tohoku, assim como é o primeiro da empresa japonesa em África.

 

O Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto Fernando, revelou que Moçambique e o Malawi vão ficar ligados através da rede nacional de energia, a informação foi avançada pela agência APA, citada pelo Macauhub.

Fernando disse que os concursos para a construção das estruturas que vão ligar o sistema de fornecimento de energia de Moçambique ao Malawi irão iniciar em 2019.

“Para além desta interligação entre os dois países será também instalada uma nova linha de energia do Malawi para o norte da província de Nampula e depois para o resto de Moçambique”, disse Augusto Fernando.

O ministro avançou que as linhas de transporte de energia vão partir da subestação de Matambo, em Tete, passando pelo Zobue, no distrito de Moatize, em direcção à cidade de Blantyre. Fernando informou ainda que Malawi vai importar energia a partir da central de Mandimba, na província do Niassa.
 

Porto de Maputo espera receber mais turistas este ano, comparativamente a média dos anos anteriores. Os turistas vão escalar a Baía de Maputo através de dois cruzeiros.

Em média 40 mil turistas escalam o Porto de Maputo, provenientes de cruzeiros de negócios. Para este 2018, o número poderá ser superado, segundo a concessionária desta infra-estrutura portuária, Suraya Abdula representante do MPDC.

Para rentabilizar este fluxo, o MPDC diz estar a realizar uma série modernização das suas infra-estruturas, com destaque para montagem de uma galeria no Porto de Maputo.

Estas declarações foram feitas na passada sexta-feira, aquando de um seminário de auscultação sobre a criação de um polo de atracção turística na baixa da cidade de Maputo.

Ao todo, serão necessários 220 milhões de dólares no mínimo para viabilizar o projecto, uma parceria que envolve a edilidade de Maputo e sector privado.

 

Tem lugar esta terça-feira, na cidade de Chimoio, a Conferência Regional Centro do MOZGROW, uma iniciativa da Fundação SOICO que visa contribuir para a redução de importações e aumento de produtividade.

Coube, administradora da Fundação SOICO, Graciete Carrilho, fazer abertura do evento que juntou pouco mais de 200 participantes.

O presidente do Conselho Provincial de Manica, Samuel Guizado, disse que espera com este evento que o agronegócio não continue estagnada neste ponto, sobretudo por se tratar de uma das maiores produtoras de frutas, cereais e vegetais.

Na ocasião, o governador de Manica, Manuel Alberto, saudou a Fundação SOICO por escolher Manica para acolher o evento ao nível regional, lembrando que esta foi distinguida na última edição da FACIM como a melhor no agro-processamento.

O MOZGROW conta com parceria da CTA, BCI e BNI.

O pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) poderá já a partir do próximo ano, a ser pago via electrónica.

Entre Janeiro a Março de 2019, a Autoridade Tributária de Moçambique (AT) vai testar o sistema de cobrança do IVA com recurso a aparelhos electrónicos.

Segundo a AT, o equipamento vem facilitar os procedimentos de cobrança deste imposto, com destaque para a redução de custos operacionais para pequenos produtores, explicando, que a máquina fiscal estará ligada, usando software de gestão fiscal compatível, gerido e fiscalizado pela administração tributária.

Numa primeira fase, a cidade e província de Maputo são as regiões seleccionadas para a fase piloto do projecto, alegadamente, por concentrarem metade das receitas arrecadadas pelo fisco moçambicano.

Os retalhistas, vendedores ambulantes e prestadores de serviços com receitas inferiores a 100 mil meticais estão isentos de adquirir a máquina, sendo que cada aparelho pode custar entre 10 mil  a 40 mil meticais, refere a Autoridade Tributária de Moçambique.

Moçambique introduziu o IVA em 1999 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) defende desde há dois anos que o país proceda a uma abrangente “revisão e racionalização” do imposto, além de reduzir as taxas sobre o consumo e alargar a base tributária, melhorando a eficiência fiscal.

Contudo, as empresas moçambicanas têm vindo nos últimos tempos, a reclamar de constantes atrasos no reembolso do Imposto sobre o Valor Acrescentado, devido a questões burocráticas no seu processamento.

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