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O País – A verdade como notícia

A Cornelder de Moçambique vai continuar a investir no seu capital humano e nas  tecnologias de ponta com vista  a  tornar o porto da Beira mais competitivo na região de África nos próximos 20 anos.

A Cornelder de Moçambique projecta investir, nos próximos 15 anos,  no seu capital humano e recursos materiais e tecnológicos com vista a duplicar as suas capacidades de manuseamento de carga e ligações com os países da interland e não só.  A Cornelder pretende com esta iniciativa contribuir no crescimento sustentável da economia moçambicana e da região austral de áfrica.

O administrador delegado da Cornelder de Moçambique, que falava num jantar de confraternização, organizado para celebrar os 20 anos desta empresa, que contou com a presença dos seus parceiros nacionais e estrangeiros, indicou que os investimentos feitos pelo governo no sector de estradas e ferroviário, estão a contribuir grandemente para o aumento de volumes de cargas manuseadas no Porto da Beira.

O governo saudou o empenho da Cornelder no desenvolvimento da economia nacional e pediu o envolvimento de todos na concretização de outros projectos.

 

Será a partir do próximo ano que o país vai liberalizar a produção, transporte, distribuição e comercialização de energia eléctrica, de acordo com a jurista do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Telma Nkutumula, jurista do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, citada pela plataforma Macau Hub, disse que a liberalização terá como consequência a revogação da legislação em vigor, que reconhece as empresas Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) como exclusivas detentoras desses direitos.

A nova medida também abre espaço para investimentos privados nos ramos da importação e exportação de energia eléctrica, consumo de electricidade e prestação de serviços energéticos.

Nkutumula referiu que apesar da Lei n.º 21/97, de 1 de Outubro, nos seus aspectos fundamentais, como a participação da iniciativa no serviço público de fornecimento de energia, a salvaguarda dos interesses superiores do Estado, a promoção da extensão da rede a todo o território nacional, concluiu-se ser “urgente proceder à revisão de modo a adequá-la ao contexto actual”.

Assim, de acordo com a fonte, a iniciativa visa propiciar um funcionamento eficiente do sector eléctrico, de acordo com as mudanças e a dinâmica do mercado interno, regional e internacional, promover e encorajar uma maior participação do sector privado, incluindo a participação nos grandes projectos de produção e transporte de energia eléctrica, adequar a lei à nova estrutura do sector eléctrico, definir o papel da EDM na electrificação rural, bem como dos produtores independentes de energia.

Recordar que a Electricidade de Moçambique é uma empresa de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia eléctrica, criada em 1977, e é detentora de cinco centrais hidroelétricas (Chicamba, Mavuzi, Cuamba, Lichinga e Corumana) e seis centrais termoeléctricas, nas províncias de Maputo, Inhambane e Sofala.

Em 2010 a EDM conseguiu um volume de negócio a rondar os 5 biliões de meticais, valores que cresceram em 2011, atingindo a fasquia dos 6 biliões de meticais.

Por sua vez a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) foi criada em 23 de Junho de 1975, por meio de acordo entre o governo colonial português e a Frelimo, com a transferência de gestão para o Governo moçambicano em 27 de novembro de 2007.

A HCB, inserida no Plano Integrado de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, tem como principal acção a produção de energia elétrica a partir da barragem de Cahora Bassa.

 

Gestores dos Recursos Humanos (RH) defendem que o seu departamento deve deixar de ser apenas para processar salários e fazer admissão de trabalhadores. Esta é uma tese a ser apresentada no Fórum dos Recursos Humanos em Dezembro.

A direcção dos Recursos Humanos gerem o activo considerado o mais importante das empresas, os trabalhadores. Ainda assim, os gestores dizem que as firmas nacionais ainda não respeitam as suas funções e que estão a ser colocados no plano secundário no processo de produção, gestão e rentabilização das empresas.

Reunidos numa conferência onde se pretendia fazer o lançamento do primeiro Fórum do Recursos Humanos a ter lugar no dia 06 de Dezembro próximo, os gestores de pessoas manifestaram a sua indignação quanto ao pouco espaço que lhes é concedido nas empresas.

Como apoiante da iniciativa e participante do evento, Mafalda Mussenguene, administradora executiva de Televisão de Moçambique (TVM), disse que já passou o tempo em que os “recursos humanos eram vistos na perspectiva de pagamento de salários e efectividade dos trabalhadores. Hoje não, os recursos humanos têm-se que ser tratados como seres humanos e têm que estar motivados para desempenhar as suas funções com todo zelo e comprometimento”.

Os trabalhadores são considerados o activo mais importante das empresas e quem faz a gestão é o sector dos Recursos Humanos. Ainda assim, os gestores dos trabalhadores dizem que a sua função ainda não está a ser respeitada nas empresas moçambicanas.

Os oradores defendem ainda que “é chegada a hora de os recursos humanos assumirem um papel importante naquilo que é a produtividade das empresas e isso só pode acontecer se for mudada a percepção que se tem sobre estes profissionais”.

Num contexto em que há cada vez mais profissionais formados no mercado, os gestores dos recursos humanos são chamados a tomar parte na selecção acertada dos trabalhadores. Aliás, os tempos são mudados e por isso, “a função dos recursos humanos tem que se reencontrar para se tornar relevante tendo em conta os desafios que se colocam para as empresas em termos de gestão de pessoas”, tal como explicou Samuel Maputso, orador do Primeiro Fórum dos RH e também director dos RH do Banco Abc.

 

A empresa Olam Moçambique está a relançar desde o ano passado a produção do algodão caroço nos distritos de Morrumbala e Derre, na província da Zambézia. Com a fábrica a funcionar os gestores esperam incrementar a produção do algodão caroço nos próximos tempos. A empresa investiu oito milhões de meticais para compra de pesticidas.
 
“Grande parte da produção vai para as Maurícias e África do Sul, são esses dois países que temos contatos com eles para exportação. A fábrica ficou três anos paralisada e só agora em 2018 é que estamos a recomeçar a sua produção”, disse Florindo Coimbra, Gestor de Fomento da Olam.

Olam quer produzir algodão caroço acima de três mil toneladas, todavia nota-se uma concorrência de culturas no seio dos produtores.

“Aqui há uma concorrência de culturas é o caso do gergelim e feijão boer”, acrescentou.

O kilo do algodão caroço ao produtor está a custar 23 meticais da primeira qualidade e 16.25 da segunda qualidade.

A Olam conta com perto de 6.600 produtores.

Brasil irá apoiar Moçambique a duplicar produção de medicamentos a partir de 2019, a iniciativa insere-se na parceria entre Brasil e a Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM).

A SMM, que dispõe de capacidade técnica para produzir 10 tipos de medicamentos diferentes para o tratamento de doenças como diabetes, hipertensão, doenças mentais e inflamações, vai também fornecer 150 milhões de comprimidos de paracetamol ao país, escreve o Macauhub citando um comunicado do governo federal.

O director da SMM, Evaristo Madime, adiantou que outros cinco medicamentos poderão ser fabricados, pois os governos dos dois países decidiram procurar outros tipos de parcerias estratégicas para alargar a carteira de produtos da sociedade.

“O primeiro objectivo é a produção de medicamentos para o Serviço Nacional de Saúde, ou seja, medicamentos hospitalares, mas a pouco e pouco estamos a entrar no sector privado, seja para fornecer as farmácias como para as clínicas particulares”, disse o director da SMM.

O então embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Baena Soares, disse que este tipo de cooperação também é importante porque ajuda no desenvolvimento de técnicas e impulsiona a produção de conhecimento também no Brasil.

A cooperação entre o Brasil e Moçambique nesta área, através da Fundação Oswaldo Cruz, foi iniciada em 2003 motivada pela elevada taxa de HIV/SIDA entre a população moçambicana.

Moçambique prevê produzir mais arroz no próximo ano, comparativamente a 2018. As previsões governamentais apontam para um volume de produção na ordem de 458 mil toneladas.

As necessidades de consumo de arroz em Moçambique estão acima de 600 mil toneladas anuais, fazendo com que o país recorre às importações para suprir o défice, que até 2017, rondava nas 300 mil toneladas.

No Plano Económico e Social de 2019, o Governo propõe-se a reduzir o défice de arroz, ao prever produzir 458 mil toneladas, mais 11 por cento em relação à campanha agrícola de 2017/18.

Com este desempenho do arroz, um dos produtos essenciais no cabaz moçambicano, prevê-se um aumento de produção em 12%, para 3,5 milhões de toneladas de cereais na campanha agrícola do próximo ano, a serem produzidas numa área de aproximadamente 2,6 milhões de hectares.

No geral, as projecções governamentais indicam que o sector agrário irá crescer em 5,5%, em 2019, contra 4.4% em 2018.

 

O empresário de Macau, David Chow Kam Fai, está à procura de projectos de investimento em Moçambique. Durante a Feira Internacional de Macau Chow reuniu-se com o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, e o presidente da Agência para Promoção de Investimentos e Exportações, Lourenço Sambo,  para discutir oportunidades de investimento, segundo a China-Lusophone Brief citado pelo Macauhub.

Moçambique foi o país convidado da edição deste ano da MIF, tendo-se Ragendra e Sambo deslocado a Macau para promover o  país como um destino privilegiado para investimentos por parte de empresas chinesas.

Sambo apresentou um conjunto de investimentos concretos, que incluíam negócios em imobiliário e em turismo.

Segundo o Macauhub as fontes citadas pelo China-Lusophone Brief indicaram que David Chow apreciou atentamente alguns destes projectos, nomeadamente na província de Cabo Delgado, norte do país, onde depósitos de gás natural de dimensão mundial vão começar a ser explorados dentro de quatro a cinco anos.

Ainda segundo a fonte o projecto de investimento que David Chow tem em Cabo Verde está a enfrentar algumas dificuldades.

O Governo prevê transferir cerca de 83,4 milhões de meticais em 2019, para as comunidades de onde provêm as receitas das actividades de exploração mineira e petrolífera.

Essa medida surge no âmbito do cumprimento do previsto nos artigos 20 da Lei n.°20/2014 e 48 da Lei n.°21/2014, ambas de 18 de Agosto, indica a proposta do Orçamento do Estado (OE) do próximo ano, já na Assembleia da República (AR).

“A racionalidade destas transferências reside na necessidade de proporcionar o bem-estar destas populações, permitindo que definam as prioridades na afectação destes recursos através dos conselhos consultivos distritais”, justifica o documento.

As localidades que terão maior volume de recursos provenientes das transferências são as de Namanhumbir, na província de Cabo Delgado, Cateme, 25 de Junho e Chipamga II (Tete) com 22,9 milhões de meticais e 13,7 milhões de meticais, respectivamente.

Ainda dentro do contexto das transferências de receitas às comunidades, está prevista a taxa de 20% sobre a arrecadação das receitas de exploração florestal e faunística, em benefício das comunidades locais onde são extraídos os respectivos recursos, de acordo com a Lei n°10/99 de 07 de Julho (Lei de Florestas e Fauna Bravia). 

Assim, a proposta do OE prevê-se para 2019, a transferência de 112,9 milhões de meticais nesta rubrica, sendo as maiores transferências para as províncias de Tete, Sofala e Cabo Delgado, com 40,2 milhões de meticais, 19,2 milhões de meticais e 17,6 milhões de meticais, respectivamente.

 

O Presidente da República escalou o distrito de Balama, há cerca de 300 km da cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado, para orientar a cerimónia central de lançamento da campanha agrícola 2018/2019. 
Mas antes, visitou o regadio de Chipembe que foi reabilitado e volta a produzir, 33 anos depois de ter ficado paralisado. 
Depois visitou esta feira agropecuária onde estavam expostas as potencialidades produtivas da província de Cabo Delgado. 
E no local do comício popular, Filipe Nyusi falou do papel da agricultura na redução da fome, tendo dito que nos últimos anos reduziu a insegurança alimentar no país.

“Moçambicanos, vamos concentrar as nossas sinergias para aumentar a produção para que não haja fome em Moçambique” exortou o Presidente da República, durante um comício popular em Balama.

O Chefe de Estado destacou os avanços registados nos últimos anos no que há insegurança alimentar diz respeito, mas disse que é preciso fazer ainda mais.

“Dados em nosso poder dizem que nos últimos anos conseguimos reduzir a insegurança alimentar de 50% para 25%. O desempenho do sistema agrário melhorou substancialmente na produção dos alimentos, concorrendo para a redução dos níveis de insegurança alimentar, de 1400 mil pessoas em 2016, para 531 nil pessoas em Agosto de 2018” disse.

O estadista mencionou os produtos que mais contribuíram no aumento da produção, com destaque para o milho, hortícolas e mandioca. 
“Nas raízes e tubérculos o crescimento foi de 50%, fruto de variação de cerca de 10 milhões de toneladas na campanha de 2014/5para cerca de 15 milhões na presente campnaha, com destaque para mandioca, perspetivando-se para 2019, o início de processamento da mandioca para produção do pão com recurso a tecnologias modernas” revelou.

Mudanças climáticas alteram calendário

As Mudanças climáticas estão a alterar o calendário agrícola em Moçambique, onde a maior parte dos produtores depende exclusivamente das chuvas.

A informação foi avançada na cidade de Pemba, pelo Ministro de Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule.

Segundo o Ministro, a situação agravou se nos últimos dez anos, devido aos efeitos das mudanças climáticas.

Entretanto, para adaptar-se às mudanças climáticas, e evitar a fome resultante da fraca produção, o governo vai intensificar o uso de sistemas de aviso prévio com base nas previsões meteorológicas.

Em condições normais, a campanha agrícola em Moçambique decorre de Outubro a Março, no entanto, nos últimos anos, tem sido difícil acertar o calendário, devido a queda irregular das chuvas.

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