Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O departamento económico do Standard Bank indica que as empresas do sector privado moçambicano foram estimuladas por um aumento considerável em novos negócios no mês de Maio, tendo impulsionado o crescimento da actividade para o nível mais forte em seis meses.

Como resultado disso, o emprego cresceu a um ritmo moderado e houve aumento na compra de meios de produção. Além disso, as empresas depararam-se com o incremento menos acentuado nos custos globais dos meios de produção desde Abril de 2015.

Estas leituras constam do Purchasing Managers IndexTM (PMITM), onde valores acima de 50 apontam para uma melhoria nas condições para as empresas no mês anterior, enquanto as leituras abaixo de 50 mostram uma deterioração.

Com índice de 52,3 em Maio último, o Standard Bank aponta para sólida melhoria nas condições para as empresas, em relação ao mês de Abril (49,9%), que também foi a mais rápida desde Setembro de 2017.

A contribuir para a subida do valor do índice esteve um sólido aumento em novas encomendas nas empresas moçambicanas em Maio. A taxa de crescimento foi a mais rápida em 19 meses.

Como tal, as empresas expandiram os seus níveis de produção em Maio, tendo a taxa de aumento sido a mais acentuada em seis meses. “Isto significou que as empresas conseguiram dar conta das encomendas em atraso, tendo o nível de negócios pendentes descido ligeiramente desde o mês anterior”, referem os economistas do Standard Bank.

Entretanto, as cadeias de fornecimento foram ligeiramente comprometidas em Maio. Os membros do painel indicaram uma subida pouco significativa nos tempos de entrega, depois de reduções consideráveis durante os primeiros quatro meses.

“Evidências pontuais constataram que problemas nos fornecedores originaram vários atrasos nas entregas dos meios de produção”, escrevem os economistas.

Paralelamente, a actividade de contratação aumentou nas empresas moçambicanas, pois uma procura mais forte levou as firmas a aumentar os números de postos de trabalho a um ritmo fraco, mas mais rápido.

Apesar deste aumento, os custos dos salários subiram a um ritmo mais lento do que o observado em Abril.

No geral, e do inquérito realizado pelo Standard Bank, as empresas mostraram-se fortemente optimistas quanto ao aumento da produção no futuro, com alguns dos inquiridos afirmaram ter planos para abrir novos negócios no próximo ano, enquanto outros estavam concentrados em expandir as suas bases de clientes.

 

 

O índice de produção das empresas do sector da indústria extractiva em Moçambique registou a maior desaceleração dos últimos cinco trimestres, ao abrandar para 2% entre Janeiro e Março de 2019.

Os primeiros três meses deste ano foram negativos para a indústria extrativa. O índice de produção deste ramo de actividade económica desacelerou 2%, após uma aceleração de 15,2% no quarto trimestre de 2018.

No terceiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto deste sector fora de 9,6%, cerca de 9,7% no segundo e 7,7% no primeiro trimestre do mesmo ano, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas suas “Contas Nacionais de Moçambique”, consultados pelo “O País”.

Este comportamento do sector extractivo está em linha com a “velocidade lenta” da economia moçambicana no início do ano. Dados do INE apontam para uma desaceleração do PIB em 0,5 pontos percentuais, para 2,5% no primeiro trimestre deste ano, contra 3% do fecho de 2018.

O nível de crescimento do PIB registado no primeiro trimestre deste ano, representa uma desaceleração da economia em 1.2 pontos percentuais que no trimestre homólogo.

O desempenho menos bem conseguido no trimestre em análise é atribuído ao sector terciário que cresceu apenas 2.7%, com maior destaque para os ramos de aluguer de imóveis e serviços prestados as empresas com crescimento na ordem de 5%, seguido pelo ramo de transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações com 3.3%.

Segue-se o sector primário com um crescimento de 2.5%, induzido pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas com 2.6%.

Já o sector secundário registou um crescimento moderado de 0.5%, impulsionado pelo ramo da indústria transformadora com uma variação positiva de 2.9% e negativamente pelo ramo de electricidade, gás e distribuição de água com menos 7.1%.

No período em análise, o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas e pesca, teve maior participação na economia com um peso no PIB de 23.1%, seguido do ramo comércio e serviços de reparação com 10.6%.

Ocupa o terceiro lugar os ramos dos transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações com uma contribuição conjunta de 10.4%.

O ramo da indústria de extracção mineira teve um peso de 6.2% no Produto Interno Bruto.

 

O volume das receitas de exportação de fibra do algodão esteve aquém do esperado na safra agrícola do ano passado. O encaixe financeiro foi de apenas 16.2 milhões de dólares, muito abaixo de 50 milhões de dólares, inicialmente previstos.

O sector do algodão exportou cerca de 25 mil toneladas na campanha agrícola de 2017/2018, abaixo das 30,4 mil toneladas previstas, ou seja, uma taxa de realização na ordem de 83%.

O baixo volume de vendas no exterior do chamado “ouro branco” ditou, igualmente, menor encaixe em receitas para o Estado. Dados do Instituto do Algodão de Moçambique indicam que o sector amealhou apenas 16.2 milhões de dólares, contra 50 milhões de dólares da previsão inicial.

Concretamente, as exportações desta cultura de rendimento situaram-se nos 9,450 toneladas, contra a projecção de 30,400 toneladas. O algodão foi vendido ao preço médio de 1720 dólares por toneladas.

A baixa performance deste sector, segundo o Instituto do Algodão de Moçambique, deveu-se à más condições climatéricas, que influenciaram nos níveis da produção global do algodão que situou-se nas 65,6 mil toneladas, ou seja, um incumprimento em cerca de 17% da meta.  

Para 2019, prevê-se igualmente uma safra baixa, desde o número de produtores, produção até ao volume de exportações.

 

O Director-geral da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações, Lourenço Sambo, diz que os produtos agrícolas de Moçambique não estão a ser elegíveis para exportação por falta de capacidade para a sua certificação dentro do país.

Sambo falava, hoje, num encontro dedicado à exportação de produtos agrícolas de Moçambique para os países do Médio Oriente, organizado pela Câmara de Comércio de Dubai.

Lourenço Sambo diz que nem para Dubai nem para nenhum outro mercado exigente Moçambique estaria em condições de exportar os seus produtos agrícolas e pecuários.

Na visão do dirigente da instituição responsável por facilitar as exportações, o país deve começar a olhar com muita seriedade para a certificação dos produtos agrícolas, incluindo os da pecuária.

“Estamos agora com um dilema: estamos a produzir a macadâmia em Sussundenga, em Niassa e aqui em Maputo, mas não temos capacidade de certificação. Sussundenga o que faz é levar o produto para a África do Sul, lá é certificado e é  considerado Made in South Africa. Então é isso tudo que temos de olhar”, explicou Sambo, acrescentando que “mercados como o Médio Oriente são exigentes, tão exigentes quanto nós. Não podemos comer qualquer coisa que não saibamos da sua proveniência”.

Sambo diz mais, Moçambique deve começar a fazer a agricultura do terreno e não dos escritórios, como tem vindo a acontecer actualmente. “Nós aqui em Moçambique fazemos muita agricultura no Ministério, nas direcções provinciais, mas não é aí, a agricultura é feita no campo e também vive da especialização”, concluiu.

Para já, Dubai já identificou alguns produtos existentes em Moçambique e que, a ser potencializada a sua produção, poderia importar com em maiores quantidades do que já o faz agora, principalmente tendo em conta que os países do Médio Oriente  praticamente não praticam agricultura por serem de uma zona desértica.

“Neste momento temos, por exemplo, a castanha de cajú, a ervilha, o feijão e a banana como os produtos que Moçambique mais exporta para Dubai”, revelou Abdulla Momade, em representação da Câmara de Comércio de Dubai.

O Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF 2019/20) arranca em Outubro próximo, e está orçado em cinco milhões de dólares, metade do valor gasto no levantamento anterior.

Trata-se de uma actividade que tem como objectivo principal, recolher informação respeitante as receitas e despesas dos agregados familiares e outras características socioeconómicas. O objectivo final é obter vários indicadores sobre as condições de vida dos agregados familiares em Moçambique.

O IOF irá abranger um total de 13.560 agregados familiares, sendo 7.152 na zona urbana e 6.408 na zona rural, numa amostra que foi desenhada para ser representativa a nível nacional, provincial e áreas de residência urbano-rural, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Espera-se igualmente que através do IOF seja possível a disponibilização de base para a actualização da estrutura e características de consumo dos agregados familiares, elementos essenciais para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).

Outros indicadores a serem incorporados neste inquérito que leva um ano, serão a obtenção de informação actualizada dos agregados familiares sobre habitação, posse de bens duráveis, saúde, emprego, educação e turismo.

Integrado nos preparativos deste levantamento, teve lugar esta segunda-feira, um seminário de auscultação aos usuários, com a finalidade de recolher subsídios para enriquecer os instrumentos que serão utilizados na recolha de dados.

Esta terça-feira, arranca uma acção de formação dos inquiridores, que terão a missão de realizar o inquérito piloto, durante o próximo mês de Julho. A recolha de dados do inquérito principal está agendada para 21 de Outubro de 2019 à 20 de Outubro de 2020.

Refira-se que os últimos quatro Inquéritos aos Orçamentos Familiares realizados entre 1996 e 2015 custaram cerca de 21 milhões de dólares.

 

A parceria entre o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) e o Standard Bank, desde 2008, já resultou no financiamento conjunto de mais de quatro biliões de dólares norte-americanos em projectos económicos nos sectores de telecomunicações, agricultura, turismo, entre outros continente africano, incluindo Moçambique.

O facto foi revelado pelo administrador delegado do Standard Bank em Moçambique, Chuma Nwokocha, à margem de um workshop, promovido em Maputo, por esta instituição bancária, sob o lema “Elevando a parceria China-África a novos patamares”.

O encontro, que envolveu empresários chineses e moçambicanos, enquadra-se na visita da comitiva do ICBC, liderada por Hu Hao, vice-presidente deste banco chinês a Moçambique, para estabelecer contactos com o Standard Bank, empresários chineses e líderes de 20 empresas nacionais estratégicas entre as quais a Electricidade de Moçambique (EDM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

O ICBC e o Standard Bank, têm representações em mais de 40 países no mundo, incluindo o continente africano: “São poucos os bancos no mundo com esta cobertura territorial e em produtos e serviços. O ICBC tem mais de 16 mil balcões, sendo que em África este banco realiza as suas transacções, através do Standard Bank”, frisou Chuma Nwokocha.

O Banco Industrial e Comercial da China detém 20 por cento do Grupo Standard Bank, uma parceria que torna o investimento chinês em Moçambique mais cómodo e fácil, dada à experiência de ambas as instituições.

Para Chuma Nwokocha, a parceria com o ICBC vai alavancar ainda mais a contribuição do Standard Bank no desenvolvimento de Moçambique, onde tem estado a financiar muitos projectos de desenvolvimento. 

No sector do petróleo e gás, os dois bancos investiram, aproximadamente, 8 biliões de dólares norte-americanos na construção da Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), em Palma, na província de Cabo Delgado.

“Sabemos que a China é um dos maiores financiadores de projectos em Moçambique e, deste modo, o Standard Bank está melhor posicionado, através da sua capacidade, expertise e conhecimento profundo do mercado, para trazer o potencial do ICBC a Moçambique”, indicou o administrador delegado.

De acordo com o executivo sénior e vice-presidente do ICBC, Dr. Hu Hao, “nos últimos anos, os países têm aprofundado as relações em várias vertentes e inúmeros sectores. Em 2018, a China passou a ser o principal investidor em Moçambique com um investimento acumulado de mais de 7 biliões de dólares norte-americanos nos sectores de infra-estrutura, agricultura, telecomunicações, mineração, entre outros. O número de empresas chinesas interessadas em investir em Moçambique aumentou significativamente”.

 

 

Um mês depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter cortado o crescimento do Produto Interno (PIB) de Moçambique para 1.8%, o Banco Mundial seguiu a mesma linha, ao rever o nível de incremento da economia para 2%, menos 1,5 pontos percentuais que a previsão de Janeiro.

“A região do sudeste da África foi atingida por dois devastadores ciclones tropicais, Idai e Kenneth, em Março e Abril deste ano, que tiveram forte impacto na vida humana e causaram sérios danos à infra-estrutura social e económica das Ilhas Comores, Malawi, Zimbabwe e, em particular, Moçambique ”, escreveram os analistas no relatório “World Economic Forecasts”, publicado semana passada, em Washington.

“As importações de bens de capital relacionados aos grandes projectos de investimento em infra-estrutura têm contribuído para o crescimento dos déficits orçamentais em alguns países da região”, refere o Banco Mundial.

No caso de Moçambique, “o déficit aumentará ainda mais durante os efeitos dos ciclones devido ao enfraquecimento das exportações de materiais agrícolas e às altas importações de material de reconstrução e ajuda”.

Os analistas económicos desta instituição financeira internacional, apontaram que a pressão relacionada à realização de eleições gerais de Outubro próximo, não ajuda a situação financeira do país, que, assim como outros países, está em dificuldades financeiras que podem ser aumentadas devido a vários desenvolvimentos.

No relatório, os economistas do Banco Mundial reduziram a previsão de crescimento da África Subsaariana para 2,9% neste ano, destacando as preocupações com o aumento da dívida pública, a desaceleração dos principais parceiros e dificuldades de financiamento.

Para 2020, o Banco Mundial prevê um crescimento de 3,3% na África Subsaariana, assumindo que o sentimento dos investidores melhorará em algumas das principais economias da região, que a produção de petróleo se recuperará nos grandes exportadores e que o crescimento robusto das economias da região, que consomem menos recursos, será apoiado por uma produção agrícola forte contínua e investimento público sustentado.

 

 

 

O crescimento da cidade de Palma, na província de Cabo Delgado, com os recentes projectos de investimento na área do gás, está a preocupar as organizações ambientalistas, que antevêem uma devastação da natureza caso não se observe um planeamento adequado.

Anabela Rodrigues, Directora Nacional da WWF, defende que deve haver um equilíbrio entre a promoção da urbanização de Palma e a conservação da natureza.

Estas constatações surgem de uma avaliação dos planos de edificação da cidade de Palma, feito pela Universidade de Columbia de Nova Iorque, numa perspectiva de maior resiliência às mudanças climáticas.

Os problemas da natureza são uma preocupação mundial, pelo que diversas organizações ligadas ao ambiente estão a organizar um movimento com vista a persuadir os governos e lideres mundiais a alcançarem um acordo sobre a natureza, explicou Anabela Rodrigues.

Ainda neste contexto, está agendado para 202, uma série de conferências a nível do clima e da biodiversidade, com vista ao alcance do acordo sobre a natureza.

 

 

A Anadarko contratou três empresas para o fornecimento de serviços no projecto de gás natural liquefeito na Área 1 da Bacia do Rovuma.
São as primeiras contratações no âmbito da exploração do gás natural liquefeito na Área 1 da Bacia do Rovuma. Trata-se da joint-venture constituída pelos grupos McDermott, Saipem e Chiyoda. A primeira parcela do contrato representa dois mil milhões de dólares.

De acordo com o comunicado publicado, esta quarta-feira pela McDermott, é um acordo que abrange a elaboração do projecto de engenharia, a aquisição de equipamentos e a construção de todas as instalações em terra, que incluem duas unidades de processamento de gás natural com uma capacidade de 12,88 milhões de toneladas por ano.

Os grupos McDermott e Saipem montaram um escritório na Itália onde uma equipa mista irá liderar a gestão do projecto antes de assumirem, em conjunto, a responsabilidade de proceder à construção das instalações na província de Cabo Delgado, onde vai ser desenvolvido o projecto de Gás Natural Liquefeito.

O grupo japonês Chiyoda terá apenas como tarefa o fornecimento de serviços de consultoria à parceria à joint-venture.

O comunicado divulgado quarta-feira pelo grupo americano informa ainda que os trabalhos no local só vão começar assim que a Anadarko Petroleum aprovar a Decisão Final de Investimento, a qual se espera que seja feita ainda este mês de Junho.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE