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O País – A verdade como notícia

É já amanhã que o Governo de Moçambique e os parceiros da Área 1, consórcio liderado pela empresa norte-americana Anadarko, vão anunciar a decisão final de investimento do projecto de Gás Natural Liquefeito na Bacia do Rovuma. No local os preparativos decorrem para que o evento seja um sucesso. O evento, que inicia às 17 horas, contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Hoje, equipas trabalhavam na tenda da Universidade Eduardo Mondlane, local que vai acolher o evento. Os profissionais desdobravam para garantir que nada falhe na cerimónia.

Uma comitiva composta pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia visitou o local para inteirar-se de todos os aspectos protocolares.

A cerimónia contará com momentos culturais. Moreira Chonguiça, etnomusicólogo, disse estar tudo pronto para que Moçambique exponha o seu potencial cultural no evento.

Chonguiça diz ser uma honra dar o seu contributo para um momento histórico do país.

Refira-se que o anúncio da decisão final de investimento acontece depois de no passado dia 4 de Junho o Conselho de Ministros ter aprovado a estrutura de financiamento do projecto. O projecto  de Gás Natural Liquefeito Golfinho Atum prevê um investimento total de 25 mil milhões de dólares americanos a ser financiados em 14 mil milhões de dólares por fundos bancários e em 11 mil milhões de dólares por capitais próprios dos acionistas da concessão. O acordo de financiamento não pressupõe nenhuma garantia por parte do Estado Moçambicano.

O plano de desenvolvimento prevê duas linhas de liquefação, instaladas em terra, e com capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural líquido. No âmbito do projecto está previsto o desenvolvimento de uma linha de abastecimento de gás doméstico.

O projecto GNL Golfinho Atum emprega hoje mais de 2.000 compatriotas dos quais 800 são originários de Palma. Estima-se que no total o projecto de GNL Golfinho Atum venha criar mais de 5.000 postos de trabalho directo e 45.000 empregos indirectos.

 

 

Cerca de 1 500 pessoas são esperadas na 12ª Cimeira Estados Unidos de América-África, em Maputo, onde vai se discutir oportunidades de negócios entre as partes. Moçambique espera atrair mais investimentos e ampliar as possibilidades de exportação dos seus produtos.

Uma esquipa mista composta pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, pela Presidente da Corporate Council on África , Florizelle Liser, e pelo Presidente da CTA, Agostinho Vuma, visitou o local que vai acolher a 12ª Cimeira Estados Unidos de América-África, no centro Conferências Joaquim Chissano.  

Para Pacheco, a cimeira é uma grande oportunidade de exposição das potencialidades económicas de Moçambique.

Trata-se de um evento organizado pelo Governo de Moçambique em Parceria com a Corporate Council on África  e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

A Cimeira EUA-África é um evento virado para a promoção de negócios e investimentos dos EUA em África e espera-se a participação de cerca de mil e quinhentas pessoas. De acordo com o governo, alguns Chefes de Governo e de Estados africanos já começaram a chegar ao país.

 

 

 

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) arranca já no próximo mês, com auditoria às contas da Sasol. O processo visa aferir os reais custos de operação declarados por esta petroquímica sul-africana que explora hidrocarbonetos em Moçambique.
 
O Governo moçambicano procede com o processo de certificação dos custos recuperáveis, resultantes das operações de pesquisa de gás e petróleo.
 
As petrolíferas Eni e Anadarko foram as primeiras a serem auditadas pelo Instituto Nacional de Petróleo. A auditoria, cujos resultados serão conhecidos até finais deste ano, é referente aos exercícios económicos de 2015, 2016 e 2017.

“Até ao momento foi finalizado e emitido o relatório referente ao exercício económico de 2015 e submetido às concessionárias para efeitos de contraditório de acordo com a Lei”, lê-se na Conta Geral do Estado de 2018, a que “O País” teve acesso.
 
Enquanto aguarda-se pelos resultados das auditorias à Eni e Anadarko, o INP notificou a 9 de Maio passado, a petroquímica Sasol, da auditoria que será alvo a 16 de Julho próximo.
 
Este levantamento será feito nas operações da Sasol nos blocos de Pande e Temane, na província de Inhambane, onde explora reservas de gás natural que é transportado através de um gasoduto de 865 quilômetros ao sul de Moçambique até à vizinha África do Sul.
 
Refira-se, que este processo é levado a cabo após suspeitas de custos inflacionados pelas empresas.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) encoraja as agremiações da região norte do país a organizarem-se de modo a beneficiarem-se dos pacotes de financiamento e outros serviços de apoio disponíveis.

A CTA reuniu-se, quinta-feira, com as empresas e associações em Nampula, onde decorreu um momento de auscultação bem como a apresentação dos programas de fortalecimento da capacidade institucional das delegações empresariais provinciais.

No encontro, Agostinho Vuma, Presidente da CTA, referiu ser preocupante o facto de muitas agremiações não estarem a conseguir responder os requisitos exigidos para se aceder aos valores. Vuma reconhece existirem limitações mais não deixou de encorajar as associações a organizarem-se.

 

Lançado o Projecto de fortalecimento da cadeia de valor de arroz e sistema de mercado com a duração de três anos. Nicoadala, Namacurra, Mopeia, Mocuba e Maganja da Costa são os cinco distritos onde o projecto será implementado.

O projecto vai custar 10 milhões de dólares. Os referidos fundos serão mobilizados pelas instituições financeiras  através de esquema de crédito. Nos três anos de implementação nos cinco distritos da Zambézia, espera-se atingir pelo menos 120 mil produtores.

“Queremos que o produtor tenha dinheiro, não queremos que a agricultura seja vista como a profissão de pessoas que não tem dinheiro”, disse Fidel João representante do GAPI

Na ocasião os produtores falaram de entraves que minam a cadeia de produção de arroz na província.

O país  importa perto de 370 mil toneladas menos e produz cerca de 227 mil toneladas de arroz anualmente.

O Banco de Moçambique decidiu cancelar as licenças dos administradores executivos da Sociedade de Investimentos Gapi, uma instituição financeira de desenvolvimento registada no Banco Central, que exerce suas actividades há cerca de 30 anos. Trata-se de António Souto e Anabela Mucavele.

Segundo um comunicado da Gapi recebido pela "O País", a decisão do departamento de regulamentação e licenciamento do Banco Central chegou ao Gapi no dia 6 de Junho. De seguida, os dois administradores puseram à disposição seus cargos, mas a instituição aguarda por esclarecimentos do Banco de Moçambique.

Os visados continuam a exercer outras actividades na Gapi, fora da administração. Segundo a instituição, as razões do cancelamento prendem-se com questões legais.

 

O Presidente da República inaugurou, hoje, a sede do banco Moza localizado na baixa da cidade de Maputo. Filipe Nyusi reconheceu a capacidade do banco reerguer-se, cerca de um ano depois de ter sido intervencionado.

A nova sede do banco Moza tem catorze pisos e compreende áreas de serviços, auditório e espaços sociais. O edifício inaugurado nesta quinta-feira pelo Presidente da República chegou como um presente das celebrações dos onze anos desta instituição bancária.

Segundo Filipe Nyusi, o banco Moza joga um papel importante no processo de estabilização da economia do país.

Para o PCA do banco Moza, João Figueiredo, o reconhecimento da instituição a nível nacional e internacional é graças ao empenho do Governo moçambicano e de todos os profissionais da instituição.

Depois de um período de intervenção do Banco Central, o banco maioritariamente detido por capital moçambicano registou uma recuperação da sua carteira em cerca de 40% em 2018, comparativamente ao ano anterior. O banco conta com 55 agências espalhadas pelo país.

Refira-se que, ainda ao longo da tarde desta quinta-feira, o Presidente da República inaugurou a sede do IPAJ do distrito municipal Ka Mbukuane, cuja construção custou aos cofres do Estado cerca de sete milhões de meticais.

 

 

A cidade de Chimoio acolhe desde hoje, a vigésima sétima sessão de diálogo político entre Moçambique e União Europeia, evento que decorre sob o lema “Moçambique e União Europeia: por um diálogo político no contexto dos novos desafios e oportunidades de negócio”.

No encontro que termina amanhã, as delegações além de trocar impressões sobre a situação política bilateral deverão buscar oportunidades de negócios, segundo avançou o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco.

“Vai ter uma espécie de pequeno fórum de negócios a nível da província, onde os empresários podem ter informações sobre as oportunidades de linhas de financiamento que existem e cada um poder decidir se pode ou não se candidatar para estas linhas de financiamento”, referiu Pacheco.

Aliás, a União Europeia, através do embaixador António Sanches disse que, Manica além de estar localizada no corredor da Beira, o que facilita o escoamento dos produtos para o interland, tem um potencial agrícola bastante atraente.

 “A província está recheada de recursos naturais, sobretudo a agricultura, tem uma agricultura mais atraente e diversificada, embora hajam desafios que passam por uma agricultura com mais-valia, onde se aumenta a qualidade dos produtos e produtividade bem como a capacidade de exportação para o mercado Europeu”, disse António Sanches.

Sanches reconheceu, por outro lado, que o mercado europeu é bastante exigente, mas diz que as facilidades que o mesmo oferece devem ser aproveitadas, destacando o acordo de parceria que permite exportar os produtos moçambicanos livre de quotas e direitos alfandegários.

Esta sexta-feira os empresários que integram a delegação farão uma visita a algumas regiões da província para se inteirar de perto das potencialidades que Manica tem para possíveis investimentos.
 

O Sub-sector do caju pretende produzir no próximo quinquénio até 200 mil toneladas da castanha do caju, sifra produzida na década 70. O director nacional do Incaju, Ilídio Bande, diz que com fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de Caju aumentou de cerca de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para cerca de 142 mil toneladas na campanha 2018/2019. A produção de novas mudas e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais factores de incremento de produção da castanha.

“Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão de maneio integrado do caju. Estamos a pulverizar por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros”, explicou Ilídio Bande, DN do INCAJU

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão a funcionar 17 unidades fabris com a capacidade instalada de processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.

Neste momento o sub sector do caju está a empregar pelo menos 20 mil pessoas.

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