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O País – A verdade como notícia

O Banco Nacional de Investimento (BNI) assegurou um financiamento de cerca de 60 milhões de dólares para projectos agrícolas a serem desenvolvidos nas zonas rurais, num período de cinco anos.

Trata-se de uma verba disponibilizada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), segundo deu a conhecer o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BNI, Tomás Matola.

“As taxas de juros a serem aplicadas serão baixas. A ideia é apoiar iniciativas empreendedoras nas zonas rurais. Defendemos que as linhas de financiamento não devem ser, na sua maioria, para áreas urbanas”, indicou.

 

O governo continua à procura de financiamento para suprir o défice do orçamento para as eleições gerais deste ano, que, segundo dados iniciais, está avaliado em cerca de 50% das necessidades para o processo.

Quando faltam pouco menos de três meses para as eleições gerais, o governo ainda não garantiu o financiamento total do processo.

Dados iniciais estimavam o custo total do processo eleitoral em 14.6 mil milhões de meticais necessários. Deste valor, o executivo tinha garantido 6.5 mil milhões de meticais, equivalente a 44 por cento, até o primeiro trimestre deste ano, e desde então, procurava apoio para os cerca de oito milhões de défice.

O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse este domingo à nossa reportagem, que ainda não está garantido o financiamento do défice.

“A Comissão Nacional de Eleições foi revisitar o orçamento. Diminuiu um pouco, mas ainda estamos a negociar parte do financiamento” explicou Maleiane, àsaída de uma audição parlamentar na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade.

Enquanto vai batendo as portas de possíveis financiadores, o governo mantém-se cauteloso e já trabalha com dois cenários distintos. Caso surja um financiamento externo, poderá pedir um orçamento rectificativo, caso contrário, o caminho é sacrificar alguns projectos.

“Estamos a trabalhar. Se chegarmos a conclusão de que conseguimos ter um financiador, seria justificável submeter um orçamento rectificativo, caso contrário, vamos ter que encolher de algum lado na despesa” explicou o ministro, apontando o caminho para corte de algumas despesas.

“Infelizmente, na despesa não há muito para apertar, tínhamos que sacrificar nalgum investimento que já é pouco, mas como as eleições são, também, um investimento na democratização, teremos que fazer” justificou.

Recorde-se que as eleições gerais, que este ano terão como novo elemento, a eleição de governadores provinciais, estão agendadas para o dia 15 de Outubro.

 

 

Carlos Mesquita exigiu hoje que gestores dos Aeroportos de Moçambique sejam mais presentes nas infra-estruturas para garantir o melhor funcionamento das mesmas.

Num encontro que junta vários intervenientes do sector da aviação em Moçambique, o ministro dos Transportes e Comunicações desafiou os gestores da empresa pública Aeroportos de Moçambique a serem mais diligentes na gestão das infra-estruturas e fez questão de lembrar que um aeroporto é um cartão-de-visita de um país.

E porque o encontro visa analisar o desempenho da Aeroportos de Moçambique no primeiro semestre do ano, a dívida avaliada em 17 milhões de dólares que empresa tem com a banca não passou ao lado do discurso de Carlos Mesquita. O ministro exigiu melhor gestão da dívida.

O balanço financeiro da empresa durante o primeiro semestre deste ano só será conhecido esta sexta-feira, último dia do encontro.

O Director Geral do Aeroporto de Nacala diz que a infra-estrutura está a ter o seu melhor ano desde a sua construção. José Candrinho falava à margem da reunião de balanço semestral da Aeroportos de Moçambique.  

Por muito tempo considerado um bem sem utilidade, o Aeroporto Internacional de Nacala pode estar a começar a dar frutos. O director deste aeroporto aponta o aumento do número dos voos da Linhas Aéreas de Moçambique e a entrada da Ethiopian Mozambique como indicadores de que a situação está a melhorar.

O Aeroporto de Nacala foi construído a pensar-se em voos vindos de fora e o Director diz que esta fase está próxima.

Enquanto isso, o ministro dos Transportes e Comunicações diz que num futuro próximo o número de voos vai disparar em Nacala.

 

Numa iniciativa da CD BRAND, em parceria, com o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), foi distinguida, recentemente, a empresa Betoni Pré Fabricados Lda com o prémio de “Melhor Empreendedor”, num evento designado Super Mentores Awards.

Além do certificado, o vencedor encaixou um valor monetário de 500 mil meticais.

A iniciativa visa estimular o empreendedorismo em Moçambique, através de Pequenas e Médias empresas, garantindo a orientação e aconselhamento aos empreendedores para que possam crescer profissionalmente melhorando a sua qualidade de vida e assegurando o desenvolvimento económico do país.

“É neste espírito que decidimos reconhecer e premiar os melhores empreendedores da plataforma, de modo a estimular o surgimento de mais empreendedores estruturados com ideias inovadoras, explicou o gestor do projecto da Super Mentores, Hassan Dassat.

Na ocasião, Holden Mariquele, responsável pela empresa vencedora que é especializada na produção e venda de material de betão mostrou-se satisfeito com a iniciativa, descrevendo-a como uma alavanca para fazer crescer o seu projecto.

“Não esperava que fosse eu o escolhido. Estou muito feliz e honrado por isso. Agora deixo a promessa de não ser apenas o melhor dos melhores deste programa, mas daqui para frente contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade e ver se daqui a mais cinco anos consigo estar aqui não como pequeno empreendedor, mas como mentor, como empresário”.

Acrescentando, que o valor do prémio servirá para impulsionar a produção, aquisição do novo equipamento e importação de material com melhor qualidade.

600 empresas nacionais submeteram suas candidaturas para o concurso, 200 foram seleccionadas para o casting e do processo foram escolhidas 60, destes apenas 15 saíram vencedores.

Os concorrentes passaram por um processo de formação em diversas áreas como por exemplo como fazer o plano de negócios, gestão de negócios, legalização da empresa, gestão estratégica e contabilidade.

Uma pesquisa da coligação de organizações da sociedade civil moçambicana, liderada pelo Fórum de Monitoria do Orçamento, concluiu que a despesa pública em sectores sociais esteve aquém do esperado nos últimos quatro anos.

Divulgada esta quarta-feira, em Maputo, a análise refere que 2018 foi o ano mais crítico, principalmente os sectores de saúde e saneamento.

No rastreio as despesas de Janeiro a Setembro daquele ano, a coligação constatou que houve falhas e limitações nas projecções do Orçamento do Estado de 2018, e seu enquadramento com a realidade económica do país. As receitas do Estado só alcançaram 68,4%, uma falha em 6,6 pontos percentuais e os recursos externos só chegaram a 54% (incumprimento de 21%).

“Os discursos são falaciosos. A realidade mostra que a despesa de investimentos em sectores sociais está aquém das metas estabelecidas pelo Governo a cada exercício económico”, indicou Inocência Mapisse, pesquisadora do Centro de Integridade Pública (CIP), uma das ONGs que participou na realização da pesquisa.

Embora reconheça que a suspensão do apoio directo externo ao OE desde Abril de 2016, tenha apertado as contas do Executivo de Filipe Nyusi, a pesquisadora questiona a elevada alocação de fundos a nível central. “Não percebo como há mais dinheiro a nível central, enquanto os distritos são os mais necessitados e representam o tecido social mais vulnerável”.

Secundada por Jorge Matine, pesquisador do Fórum de Monitoria do Orçamento, a inversão deste quadro está dependente de reformas fiscais que poderão conferir mais confiança externa.

A coligação da sociedade civil alertou igualmente a subida do nível do endividamento público, com o serviço da dívida a chegar aos 3.4% do Produto Interno Bruto quanto a juros e 3.1% de amortizações até finais deste ano.

Entretanto, a melhoria destes indicadores, segundo Jorge Matine, está dependente da resolução do escândalo das dívidas ocultas, pacote de paz e eleições gerais de Outubro próximo.

“Creio que estes elementos serão fundamentais para melhorar os indicadores socioeconómicos do país. A reconquista da confiança no exterior é outro dos factores determinantes”, concluiu.

 

Alta procura das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) colocadas a venda através da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), obrigou os accionistas desta empresa a subir a oferta inicial de 2.5% para 4%.

Mais de 16 mil moçambicanos subscreveram a compra de acções da HCB, entre 17 de Junho e 12 de Julho corrente. A oferta inicial fora de 2.5%, mas devido ao alto volume dos investidores interessados os accionistas desta empresa subiram a fasquia para 4%.

“É, certamente, uma etapa de muito maior responsabilidade, dado que os gestores e colaboradores da empresa deverão consolidar os seus processos de gestão e de prestação de contas para com todos os accionistas, incluindo esta nova comunidade de accionistas da HCB, tornando-lhes cada vez mais orgulhosos por se terem tornado accionistas da maior empresa moçambicana. Na história desta empresa passará a haver para sempre uma HCB antes e depois da oferta pública de acções”, disse Pedro Couto, Presidente do Conselho de Administração da empresa.

Com a conclusão desta operação, o PCA da HCB revelou os planos subsequentes para a conclusão do processo de colocação dos 7.5% das acções. Ou seja, os remanescentes 3.5% deverão ser vendidos em 2020.

Os potenciais investidores das participações da HCB estão divididos em quatro segmentos, nomeadamente, trabalhadores da empresa, pequenos investidores nacionais singulares e investidores nacionais colectivos.

Ainda no acto do anúncio dos resultados da primeira venda, esta quarta-feira, em Maputo, o Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, referiu que “a operação foi um sucesso. Os cidadãos nacionais mostraram que têm uma palavra a dizer no mercado de capitais do país. Na oferta inicial de 2,5% da HCB, foram responsáveis pela subscrição de 55% da procura de acções, e com o aumento da oferta para 4% do capital social, a sua influência representou 35% das acções efectivamente tomadas pelos investidores nacionais”.

Com esta operação, o universo da base de investidores da BVM teve um crescimento de 191%, ao passar de 7.995 investidores para um total de 23.257, correspondente a 15.362 novos investidores.

“Com o início da negociação em bolsa das acções objecto da oferta pública da HCB, estamos em crer que assistiremos a subida do nível de liquidez do mercado bolsista, no captar do interesse de novos investidores, no aumento do volume de negociação da bolsa, no despertar do interesse de novas empresas para o mercado de capitais e para a Bolsa de Valores de Moçambique”, perspectivou o PCA da BVM.

A capitalização bolsista da BVM situa-se nos cerca de 1.540 milhões de dólares, representando actualmente 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com um total de oito empresas cotadas, já financiou à economia em mais de USD 1.800 milhões, possuindo já mais de 150 títulos emitidos.

Prevê-se que este mercado cresça nos próximo anos, com a capitalização bolsista a chegar nos 21% do PIB, segundo projecções do Plano Estratégico da BVM (2017-2021).

 

O Governo pretende transformar o turismo na maior fonte de atracção do Investimento Directo Estrangeiro. Para o efeito, o Primeiro-ministro defendeu a necessidade de um transporte aéreo de excelência, com vista ao desenvolvimento deste sector.

A capital moçambicana, Maputo, acolheu esta segunda-feira, a conferência internacional sobre transporte aéreo, turismo e carga, de olhos na conectividade global.

No seu discurso de abertura, o Primeiro-ministro disse que o Governo quer fazer do turismo a maior fonte de atracção de investimentos.

Por sua vez, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, apontou a relevância do transporte aéreo no desenvolvimento socio-económico do país.

A conferência internacional sobre transporte aéreo, turismo e carga, juntou vários representantes de companhias aéreas de África.

 

 

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