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O País – A verdade como notícia

Empresários moçambicanos e franceses assinaram, hoje, em Maputo, um protocolo de cooperação no negócio de gás e petróleo da bacia do Rovuma. Para o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, a indústria de hidrocarbonetos não deve ser fonte de distração.

Os hidrocarbonetos da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, continuam a atrair muitos interessados no exterior. Desta vez são os homens de negócio da França, cujos contratos de cooperação foram assinados esta segunda-feira, em Maputo. Com o acordo, a França vai transmitir conhecimento para as empresas moçambicanas, assim como firmar parceiras.

Contudo, o ministro da Indústria e Comércio alertou que a indústria do gás não deve ser o único vector da economia.

Já o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique afirmou que a indústria traz grandes oportunidades para as empresas moçambicanas.

A delegação empresarial francesa é composta por cerca de 30 firmas com larga experiência na indústria do gás e petróleo, com destaque para a multinacional Total.

 

 

Depois de Rubi, Petróleo, gás e uma infinidade de recursos minerais, Moçambique volta a brilhar com mais uma grande descoberta, que poderá  ser uma das maiores da Africa e talvez do mundo.

De acordo com uma pesquisa realizada pela  Mwiriti Lda uma das maiores mineradoras moçambicanas de pedras preciosas, confirma-se a existência de grandes reservas de ouro na província de Cabo Delgado.

Segundo revelou Azghar Faqhr, director-geral da Mwiriti, Lda, “os primeiros resultados indicam uma reserva de ouro, cerca de seis vezes maior do que a que foi descoberta na África do Sul”.

Além da quantidade de mineral existente, a reserva é considerada especial devido à ocorrência de ouro, com quase 100 por cento de pureza, e é tido como o mais alto grau do país, de acordo com garantias da mineradora.
“Ouro de Nairoto e de 22 quilates, isto é,  sai da terra com um grau de pureza entre 86 a 91 por cento, ultrapassando o que e explorado na província de Manica”, comparou Azghar Faqhr.

A reserva de ouro esta localizada no distrito de Montepuez, concretamente no remoto posto administrativo de Nairoto, onde já foi instalado um pequeno complexo mineiro no meio de uma densa floresta.

“Desde que iniciamos as pesquisas em 2015, já investimos cerca de 11 milhões de dólares Norte Americanos, parte dos quais, mais da metade  aplicados na aquisição e instalação de equipamentos no local da futura planta de processamento de ouro de Nairoto”, disse Azghar.

Actualmente, segundo apurou “O País”, decorre o processamento do primeiro material extraído durante a fase de pesquisas, e que vão servir para avaliar o verdadeiro potencial de ouro existente e determinar o investimento final a ser realizado em Nairoto.

Segundo explicou o engenheiro da planta, “ainda estamos numa fase experimental, e este equipamento instalado tem a capacidade de processar apenas 5 toneladas por hora, mas na fase de exploração projectamos cerca de 50 mil toneladas por hora”.

Cerca de 160 trabalhadores, na sua maioria moçambicanos e nativos do Posto de Nairoto, vivem e trabalham no complexo mineiro desde que iniciou o projecto. Começaram durante as pesquisas e hoje, enquanto uns processam o mineral, outros estão ocupados em cuidar da logística do acampamento mineiro, onde tem água luz e o mínimo conforto de uma casa.
 
DE RESERVA DE CAÇA A MINA DE OURO

A Mwiriti Lda chegou a Nairoto em 2003, através de uma concessão florestal para a criação de uma reserva de caça desportiva. No entanto, devido ao poder dos furtivos e a incapacidade de fiscalização da área, localizada na zona tampão do Parque Nacional das Quirimba, os animais desapareceram e o local perdeu interesse turístico.

Entretanto, em 2005, de acordo com Azghar Faqr, o então administrador do Parque Nacional das Quirimbas, Amadeu Muchangos, alertou-lhe sobre a ocorrência de ouro na região, mas por ter sido uma “conversa de amigos”, o assunto ficou esquecido.

A confirmação surgiu com o início de garimpo ilegal, por volta de 2010, altura em que a Mwiriti Lda, recordou-se de uma informação que viria a dar começo a ideia de uma prospeção na sua concessão.

Por tratar-se de uma mineração considerada de altos custos, as pesquisas só iniciaram em 2015, e dois anos depois, a mineradora obteve os primeiros resultados, que ao confirmar-se o verdadeiro potencial, poderão colocar Moçambique, na lista dos maiores  produtores de ouro do mundo.

 

 

Uma nova praga letal ameaça a produção de banana no sul do país. Para evitar a propagação da praga, as autoridades estão a abater as bananeiras em vários campos de produção do distrito de Chókwè. Os produtores estão desesperados.
 
Depois do “Mal de Panamá” no norte de Moçambique, desta vez é a zona sul que enfrenta uma praga devastadora que ameaça deitar abaixo a indústria da banana. Trata-se do vírus do topo em leque da bananeira, cientificamente conhecido por BBTV, que actua com maior incidência nos campos de produção de Chókwè.
 
“Este vírus é letal, independentemente de termos que abater ou não acabam morrendo, a questão é se nós não abatermos hade haver maior dispersão da doença. O objectivo é evitar a dispersão e erradicação da doença”, explicou Celso Rufasse, coordenador do projecto.

O abate de bananeiras contaminadas pelo vírus letal iniciou há um mês e até Dezembro está interdita a saída da banana de Chókwè para outros mercados.
 
“Já abatemos perto de 30 mil plantas só em Chókwè numa extensão de cerca de  20 quilómetros. Temos aproximadamente 100 produtores com suas áreas afectadas”, acrescentou.
 
Produtor de banana há mais de 20 anos, João Feliciano conta que com a eclosão da praga perdeu um hectar de produção e as contas estão a ficar complicadas.
 
Sorte contrária teve Jacinto Mutombene, que viu reposta parte da bananeira devastada pelo vírus BBTV, numa área de 10 hectares.
 
O abate de bananeiras contaminadas pelo vírus BBTV está orçado em 20 milhões de meticais, uma acção que conta com a ajuda da África do Sul e dos Estados Unidos da América.
 

O Primeiro-ministro reconhece os esforços dos intervenientes do sector, para fazer de Moçambique um dos melhores destinos turísticos. Carlos Agostinho do Rosário falava durante a gala do turismo realizada em Maputo.

Membros do Governo, empresários e outras personalidades juntaram-se, em noite de gala, para reconhecer os esforços de pessoas e estabelecimentos que dão o seu contributo para o crescimento do turismo. Aqui, operadores turísticos, em representação de cada província, foram galardoados pelo seu empenho.

E porque não se pode falar do turismo sem que se aborde a cultura, a dança numa fusão de ritmos moçambicanos, tomou conta do momento.

Convidado a discursar, o primeiro-ministro aproveitou a oportunidade para fazer uma retrospectiva deste sector que foi uma das apostas do governo no quinquénio que agora termina.

Carlos Agostinho do Rosário destacou ainda o contributo do sector para a economia moçambicana.

Nos últimos três anos, o sector do turismo contribuiu com mais de 240 milhões de dólares na economia moçambicana.

Ministro da Indústria e Comércio manda recado para os pessimistas em relação ao desenvolvimento do país, na sequência da suspensão do apoio directo ao Orçamento do Estado por parte dos doadores externos ao longo do presente quinquénio. Ragendra de Sousa diz que o Governo não se fez de rogado e vítima face à situação.
 
Quadros seniores do Ministério da Indústria e Comércio estão reunidos desde esta quinta-feira, em Maputo, em mais um Conselho Coordenador da instituição, por sinal o último do quinquénio.

No seu discurso de abertura, o ministro do pelouro, Ragendra de Sousa, mandou alguns recados a pessoas a quem chamou de pessimistas.

“Este governo não se fez de rogado e nem se vitimizou diante desta situação. O sector privado particularmente as micro, pequenas e médias empresas embora devastadas, mostrou resiliência e sentido empreendedor”, afirmou De Sousa.
 
O governante alertou ainda para a necessidade da diversificação das fontes da economia.

“Há necessidade de alterar o quadro actual de um comércio rural extractivo, diversificar a base produtiva e de exportação agregada”, acrescentou
 
O 17º Conselho Coordenador do Ministério da Indústria e Comércio decorre sob o lema “Conjugando parcerias e sinergias para a dinamização da indústria e comércio em prol do desenvolvimento económico”.
 

Especialistas defendem a necessidade de se usar de forma sustentável os recursos das zonas áridas e semi-áridas, como forma de garantir que a sua conservação e o contributo dos mesmos na redução da pobreza dos moçambicanos.

Falando em representação do Banco Mundial, Ministérios da Terra e Administração Estatal, FAO e WWF, especialistas presentes no painel sobre o “Uso Sustentável dos Recursos nas Zonas Áridas e Semi-Áridas”, no simpósio promovido pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, disseram ser imprescindível uma intervenção do Estado e da sociedade, no geral, na utilização racional dos recursos existentes nas zonas áridas.

O simpósio do INGC visa encontrar saídas para um uso sustentável dos vários recursos existentes nas zonas áridas e semi-áridas, como forma de se promover o desenvolvimento sustentável nestas zonas.  
 

 

Terminou, esta quinta-feira, o simpósio de dois dias promovido pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. Para a ministra da Administração Estatal, os intervenientes da gestão de calamidades saem do evento com uma visão mais clara sobre os próximos passos.

A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, diz que o simpósio dos 20 do INGC serviu para deixar bem clara a necessidade de se criar uma política nacional de gestão das zonas áridas no país.  

Para tomar decisões certeiras é preciso conhecer profundamente o objecto e Carmelita Namashulua diz que os debates descreveram as potencialidades e fraquezas do país em zonas áridas.

O pretexto para a realização do simpósio foram os 20 anos do INGC, mas a ideia é eternizar os conhecimentos obtidos no evento através de um relatório detalhado com todas as intervenções, tal como prometeu a Directora Geral da Instituição, Augusta Maíta.

 

Moçambique é um dos países mais vulneráveis aos desastres naturais no mundo, com 2.8 milhões de pessoas a viverem nas zonas de riscos. Na lupa do Banco Mundial, há “progressos altos” na gestão deste tipo de fenómenos.

O especialista urbano sénior do Banco Mundial, Michel Matara, referiu esta sexta-feira, em Maputo, durante o Simpósio Nacional sobre os Desastres Naturais, que juntou o Governo e parceiros, que nos últimos anos verificam-se “progressos altos” nas políticas de gestão deste tipo de fenómenos em Moçambique.

Orador principal no painel que teve como tema: “Alternativas de financiamento para as zonas áridas e semiáridas”, o especialista daquela instituição financeira internacional, indicou, no entanto, algumas lacunas no Plano Director de Redução de Riscos de Desastres.

“É um plano que está alinhado com os compromissos internacionais. Mas a grande fraqueza prende-se com a falta de um plano de investimento. Para falar de financiamento vai ser muito importante entender o que queremos financiar”, apontou.

Este plano (2017-2030), visa prevenir o surgimento de novos riscos de desastres através do aumento da resiliência humana e infra-estruturas perante eventos climáticos, naturais e antrópicos extremos e recorrentes.

Como reforço do auxílio à Moçambique, Michel Matara avançou que o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial tem disponível um valor adicional de 35 milhões de dólares norte-americanos para os próximos cinco anos, em matérias de gestão de desastres naturais na chamada “Pérola do Índico”.

Refira-se, que este montante adiciona-se a uma doação de USD 90 milhões aprovados em Washington, a 19 de Março último, pela Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA) em apoio ao plano do Governo moçambicano.

Contudo, e de acordo ainda com o especialista urbano sénior daquela instituição da Bretton Woods, estes fundos externos são de longe muito superiores aos alocados pelo Governo, pelo que é preciso buscar outras fontes de financiamento.

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO

Por seu turno, César Tique, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) avançou a possibilidade de retomar os moldes antigos de financiamento à Moçambique.

“Nos moldes actuais, Moçambique dentro dos parâmetros do Banco Africano de Desenvolvimento (créditos concessionais de três anos) só pode receber donativos. O país já esteve quase ao nível de países como Angola e Zâmbia antes de 2015, países que recebem altos empréstimos”, disse.

Argumentando, que o baixo nível de apoio a Moçambique, deve-se a actual conjuntura macroeconómica que o país atravessa.
Para Momade Nemane, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Nacional do Desenvolvimento Sustentável (FNDS), outro dos painelistas do simpósio sobre os desastres naturais, o segredo para captar financiamento passa pelo desenho de plano bem estruturado.
“A ideia é. O que o FNDS fez para ter 500 milhões de dólares em dois anos? A estratégia passou pela diversificação de fontes alternativas de financiamento. O Governo também injectou muito dinheiro em dois anos”, anotou.

É nesse contexto de alternativas de financiamento, que o Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, defendeu a aposta em Green Bonds (fundos verdes) em matérias de projectos climáticos, uma via que devia ser seguida pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

“Muitos países africanos estão a usar esse instrumento. África do Sul está usar muito os Green Bonds. Penso que esta pode ser uma plataforma para futuro e aplicável em Moçambique”, indicou Valá.

 

Luísa Diogo diz que uma boa governação só acontece quando há desenvolvimento inclusivo. Diogo falava na segunda Aula Anual Joaquim Chissano.

"Governabilidade Económica e Desenvolvimento Social: Desafios para Moçambique". Um tema abordado por uma mulher que domina os corredores da economia e desenvolvimento do país: Luísa Diogo. Coube a Jamisse Taimo, presidente do Instituto de Governação Paz e Liderança, da Fundação Joaquim Chissano, fazer um breve perfil da oradora da segunda Aula Anual Joaquim Chissano.

Luísa Diogo falou da importância de uma boa governação e disse que, com as recentes descobertas dos recursos naturais, abre-se uma nova perspectiva para a economia, mas alertou que é preciso haver interesse comum entre dirigentes e a sociedade.

Diz ainda que é preciso que Moçambique desenvolva outros sectores, sem dogmas, como por exemplo a agricultura. Para o efeito, é importante capacitar o sector privado.

Dentre vários cargos, Luísa Diogo foi Primeira-ministra e esteve em frente às negociações do perdão da dívida, um processo que culminou com o surgimento do livro da sua autoria, intitulado "A sopa da madrugada". Hoje, Luísa é PCA do Barclays Moçambique e docente.

 

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