O País – A verdade como notícia

O novo executivo do conselho autárquico de Nacala reclama ter encontrado uma dívida de mais de vinte milhões de meticais contraídos na aquisição de equipamentos parte deles agora em lugar incerto.

“Herdamos uma dívida de 29 milhões. Estamos conscientes que cedo ou tarde teremos que pagar. Estramos a fazer uma adutoria, procurando saber quem pediu e como foi pedido”, disse Raúl Novinte.
 
O edil Raúl Novinte avança que não tem problemas com pagamento de salários, embora hajam atrasos no desembolso de fundos a partir do governo central. Novinte defende que tudo depende de como se está a gerir o município.

“Nós temos três meses de fundo de compensação que não estamos a receber. Nós estaríamos três meses sem pagar salário. Quando entramos encontramos uma dívida, encontramos nossos cofres vazios, trabalhamos no sentido de aumentar a nossa receita e é a nossa receita que quando falta algum dinheiro acrescentamos e pagamos salário", referiu Novinte.

O conselho autárquico de Nacala que está nas mãos da Renamo a semelhança de Nampula conta com mais de quatrocentos funcionários efectivos e cerca de cento e cinquenta eventuais.

 

Realizou-se esta sexta-feira a 7ª Edição do Premio para as 100 melhores PME (Pequenas e Medias Empresas). Nesta edição serão premiadas 4 categorias e terão nove distinções.

Coube a administradora da Fundação Soico, Graciete Carrilho, fazer o discurso de abertura. Carrilho disse que o concurso para as melhores 100 PME foi lançado em 2012, e um dos objectivos era de promover as PME. 

“Na primeira edição tivemos um total de 120 empresas inscritas e esta foi a melhor edição com 503 empresas, e a nossa satisfação está no valor dos participantes”, disse a administradora.

Carrilho disse ainda que o Prémio 100 melhores PME tem servido como alavanca para o desenvolvimento das empresas, e que Moçambique tem sido a preferência de investimento estrangeiro em grandes dimensões, devido a descoberta de recursos naturais. 

O director de IPEME, Claire Zimba, disse que as empresas tem apresentado melhorias contínuas. Zimba afirma que o prémio das 100 melhores PME apresenta não só o mecanismo de revolução, como também uma avaliação criteriosa e um instrumento de afirmação e reafirmação destas.

“Queremos mais uma vez reafirmar que o premio inovação, inclusão e PME do ano, foram tidas em conta as valências das empresas”, afirmou Zimba.

O director do IPEME disse que nesta edição foi acrescentada a categoria PME mulher empreendedora, para demonstrar a evolução das mulheres no mundo empresarial.

“Até 2020 as empresas tem a responsabilidade pública de serem questionados todos passos, porque são a cara e o exemplo de competitividade”, disse Zimba. 
 

Para a CTA este programa é um contributo da FUNDASO para a facilitação do ambiente de negócios das PME. Foi assim que Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Economias de Moçambique (CTA), iniciou o seu discurso na 7ª edição das 100 melhores PME.

Vuma prosseguiu dizendo que 90 por cento do tecido empresarial é constituído por Pequenas e Medias Empresas.

“Neste contexto, no âmbito do diálogo privado com o Governo, a nossa confederação tem definido reformas para tornar o ambiente de negócios mais atractivo para as PME”, disse Vuma.

O presidente da CTA falou que as empresas ganharam a consciência da justiça fiscal e organização contabilística.

“Estamos a falar do conteúdo local, factores que tenham a ver com a produção local”, acrescentou.

Quanto ao ambiente macroeconómico um dos grandes constrangimentos é que as empresas não são pagas a tempo, e para Vuma este é um dos grandes desafios financeiros que as empresas ultrapassam.

“Estes aspectos são sinais de como o ambiente macroeconómico pode afectar a competitividade das PME”, disse Vuma acrescentando que, a CTA destaca seu envolvimento na fiscalidade, redução da carga tributaria e facilitação de pagamento de impostos. 

Para terminar Vuma disse que o ambiente de negócios não é apenas feito pelo Governo e que as PME devem adoptar uma postura proactiva em busca da ética profissional.

A 7ª edição do 100 Melhores PME, evento realizado esta manhã na Arena 3D, na Katembe, Maputo, teve como grande vencedora a empresa Mozambique Manage Office (MMO), laureada BCI Melhor PME do Ano.  Para a representante da MMO, “o prémio pertence a todos os colaboradores da empresa, pois sem eles não teríamos chegado aqui”, afirmou Rosa Muthewuye. 

O anúncio do maior prémio que pode ser conquistado por uma PME moçambicana foi entregue pelo PCE do BCI, Paulo Sousa, quem enalteceu a relevância que as pequenas e médias e empresas têm em Moçambique, daí o seu banco manter o compromisso de continuar a financiá-las. “Temos consciência de que para o desenvolvimento das PME temos de investir. Investir significa estimular emprego e permitir que as empresas participem em diversas cadeias de valor. Orgulhamo-nos de estar próximos de todas as PME em todo o país”, afirmou Sousa, garantindo que o BCI vai continuar a apoiar mais empresas responsáveis por gerar emprego aos moçambicanos. 

Com a distinção BCI Melhor PME do Ano, a Mozambique Manage Office encaixa um milhão de meticais em produtos e serviços. 

Quanto às outras categorias, o prémio PME Mulher Empreendedora foi para a IMAL; o de PME Inclusão foi para Terra Nova; o de Inovaçao ficou com a Tecnoplus. Todas estas acumulam 300 mil MT em produtos e serviços. 

Além das empresas premiadas, houve as que mereceram reconhecimento simbólico do trabalham que desempenham, tais são os casos de Kawanga (PME Produto Nacional), SERVITUR (PME Turismo), Wooden World (PME Agronegócio), Tecnoplus (Gestão e Fiscalidade), IDEIALAB (Melhor PME Clima Organizacional), IMAL (Mulher Empreendedora) e MILPARK Hotel (PME Jovem Empreendedor).     

A 7ª edição do 100 Melhores PME foi realizada pela Fundaso em parceria com o Ministeerio da Insdútria e Comércio, sendo o BCI parceiro estratégico.  

O Banco de Moçambique admite baixar ainda mais a taxa de juro de referência no mercado, ou seja, o dinheiro poderá ser mais barato na banca. O facto foi revelado hoje, em Maputo, pelo director do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas do Banco Central.

A 19 de Junho passado, o Comité da Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de referência no mercado em 100 pontos base, para 13,25%. Trata-se da primeira descida em seis meses, uma vez que a mesma mantivera-se nos 14,25%.
Esta quarta-feira, o Banco Central admitiu mais uma revisão em baixa da taxa, ou seja, tornar o crédito mais barato na banca nos próximos meses.

O director do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas do Banco de Moçambique, Umaia Mahomed explicou que essa possível redução deve-se a actual conjuntura macroeconómica.

Refira-se, que essas decisões do Banco Central enquadram-se no âmbito do acordo rubricado com a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), em Setembro de 2018.

 

 

Foi lançado hoje o programa de Energia “Brilho”. Avaliado em pouco mais de 22 milhões de libras, a iniciativa visa fazer chegar a corrente eléctrica a cerca de um milhão de pessoas no centro e norte do país.

Quando o sol nasce, brilha e ilumina o dia dos 28 milhões de moçambicanos em todo território nacional. Mas quando a noite chega, apenas 30% da população tem acesso à iluminação da rede eléctrica nacional.

Para diminuir o números de pessoas sem acesso à energia eléctrica, foi lançado esta sexta-feira o programa de Energia “Brilho”, que vai iluminar mais de um milhão de moçambicanos através de painéis solares e outras fontes alternativas. O projecto está avaliado em pouco mais de 22 milhões de libras disponibilizados pelo Reino Unido.

O Reino Unido reiterou o seu apoio ao Governo moçambicano para que toda a população tenha acesso à energia até 2030, conforme preconiza o sétimo Objectivo de Desenvolvimento Sustentável.

Já o Ministério da Energia reconhece que vai ser difícil electrificar todo o país através da rede nacional, daí que enaltece a iniciativa do Reino Unido de expandir a energia usando fontes renováveis, como painéis solares.

Numa fase inicial, o projecto será implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Tete e Manica.

 

 

"Comercialização agrícola mercados emergentes e novas oportunidades de negócio" é o primeiro tema a ser debatido neste que é o segundo e último dia da feira de agronegócio, MozGrow. O director geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Mohamed Valá disse que a comercialização agrícola contribui significativamente na melhoria da vida da população rural e periurbana.

“A comercialização agrícola é a principal fonte de geração desta população”, disse Valá.

O director do ICM disse que a sua empresa assegura o escoamento da produção agrícola, com o objectivo de garantir reservas estratégicas para a segurança alimentar e contribui para a estabilidade de preços.

Valá falou dos constrangimentos que a comercialização agrícola enfrenta no mercado como a falta de transporte e logística, acesso ao crédito, acesso ao mercado, armazenamento e conservação, entre outros aspectos.

O orador disse ainda que em Moçambique o mercado nacional é caracterizado por baixo poder e sazonalidade de compra, por isso prevalece a pobreza sobretudo no mundo rural.

“Maior parte da população que vive no campo produz o básico para sua alimentação, sendo que o mercado interno para os produtos agrícolas situa-se principalmente nas zonas urbanos”, afirmou Valá.

Por outro lado director nacional do PIGA, Mário João Gomes, disse que para potencializar a produção agrícola os pequenos produtores devem trabalhar para as grandes empresas que já existem em Moçambique.

“A China está interessada em processar tomate no país, se não formos capazes de produzir o suficiente não podemos atingir o mercado chinês”

Moçambique pode fazer a revolução agrícola garantindo a segurança alimentar, uma vez que o país tem tudo para ser um caso de sucesso na África, foi assim que o embaixador da República da Argentina, Federico Villegas, começou a sua intervenção, acrescentando que Moçambique pode alimentar, produzir e exportar alimentos para SADC.

“O que falta para Moçambique ter a revolução agrícola é a mudança estrutural na forma de fazer as coisas”, falou Villegas.

Na sua contribuição o embaixador disse que para Moçambique alcançar o desenvolvimento agrário deve haver uma ligação entre o Estado, produtor e academia e que o método para aumentar a productividade deve passar por uma pesquisa diferente de como fazer as coisa.

“Na Argentina as pessoas já saem da escola secundária com noções de agricultura. Moçambique precisa fazer uma revolução educação para ter escolas agrárias em todo país”, aonselhou o embaixador.

Para a Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM) um dos maiores desafios é a insuficiência da produção agrícola. A PCA da BMM, Victória Paulo, disse que a bolsa transaciona grandes volumes de produção, por isso o seu objectivo principal é conseguir a certificação de infra-estruturas de armazenamento em todo país.

“Constatamos que o país tem infra-estruturas, e uma das coisa que pode servir de motivação para conservar os produtos nestas unidades de armazenamento é a o up grade dessas infra-estruturas”acrescentou Paulo.

Várias entidades colectivas estão representadas na primeira edição da feira Mozgrow, iniciativa da Fundaso que logo à tarde encerra, na Arena 3D, na Katembe. Uma dessas entidades é a OLAM, que, através do seu mandatário, referiu-se aos problemas que afectam a actividade agrícola em Moçambique e em todo o mundo, contribuindo, com efeito, para que se perca cerca de 30% das culturas produzidas.

Entretanto, mais do que apontar constrangimentos, o representante da OLAM, Simeão Paipe, referiu-se ao que, na sua percepção deve ser feito para afirmação da agricultura como uma actividade relevante, além da subsistência em Moçambique. O primeiro passo, apontou Paipe, consiste em o país atrair mais pessoas que possam investir na agricultura. Depois, acrescentou, “precisamos de ter mais agricultores, que continuem a produzir alimentos que levamos à mesa, e, com isso, melhorem a sua condição de vida. O que acontece é que a agricultora é feia por pessoas mais velhas do que por jovens”. Na percepção de Paipe, esta tendência é perigosa, pois pode comprometer a sustentabilidade dos alimentos no futuro.  

Além de apontar os caminhos a serem seguidos rumo a uma actividade agrícola robusta, Simeão Paipe acrescentou que o país inteiro é desafiado a repensar as políticas agrícolas, nas infra-estruturas do sector e, eventualmente o mais importante, no futuro da agricultura. “Temos de repensar toda uma cadeia de procedimentos, com segurança social para os investidores e produtores”. Para o efeito? “Todos somos chamados a encontrar alternativas de modo a contornarmos os problemas que afectam a agricultura em Moçambique”.

O governo da cidade de Maputo conseguiu arrecadar uma receita de 217.3 milhões de meticais no primeiro semestre deste ano.O Turismo e Transportes foram as áreas que maior contribuíram para receitas do governo.

Reunido na sua 14 ª sessão o governo da cidade de Maputo considerou positivo o seu plano económico-social. Apesar do orçamento restritivo, comparativamente aos anos anteriores, situado em seis mil milhões, o governo da cidade de Maputo considera ter alcançado um bom desempenho neste primeiro semestre com o cumprimento na ordem de 74,4 por cento do seu plano.

Alguns sectores foram determinantes para uma boa arrecadação de receitas.

Na educação, uma das áreas prioritárias traçadas pelo governo, o executivo da cidade alcançou uma taxa de execução de 69 por cento, na componente da água realizou 113 novas ligações e uma cobertura de energia situa-se em 99 porcento.

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