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O País – A verdade como notícia

A multinacional francesa Total anunciou hoje a nomeação de Ronan Bescond, como Vice-Presidente e Director Geral (DG) do projecto Mozambique LNG. 

Segundo um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção, Ronan Bescond, cuja nomeação tem efeitos imediatos, estará baseado em Maputo. 

A nomeação do novo DG acontece dias depois da confirmação da conclusão da transferência do Projecto Mozambique LNG, anteriormente operado pela Anadarko, para a Total. 

Ronan Bescond, de nacionalidade francesa, trabalha na Total há 20 anos. Do seu curriculum consta uma vasta experiência nos negócios da Total, desde o upstream, ao downstream, e “uma longa história com os projectos de GNL da empresa na Austrália, Angola, Nigéria e Omã”.

Antes de assumir a direcção em Moçambique, trabalhou como DG da Total no Zimbabwe. 
Na sua primeira intervenção após a nomeação para liderer os projectos em Moçambique, Bescond, manifestou satisfação e garantiu que vai fazer uso “dos conhecimentos e da experiência de classe mundial da Total, bem como das bases sólidas estabelecidas pela Anadarko” para levar os projectos em Moçambique, a bom porto.

“Com a Decisão Final de Investimento tomada e a construção em curso, o Mozambique LNG está a todo vapor”, afirma Bescond. 
“A Total tenciona manter a continuidade do Projecto, com base nos alicerces sólidos estabelecidos pela Anadarko e seus parceiros, para desenvolver o projecto com os mais altos padrões de segurança e integridade, no interesse de todos os envolvidos, incluindo o Governo e o povo moçambicano.”

Refira-se que a Total é o segundo maior interveniente global de GNL, envolvida ao longo de toda a cadeia de GNL. Detém participação em 12 instalações de GNL e possui uma capacidade de produção e liquefação de 20 MT de GNL/ano. 

 

O último voo das Linhas Aéreas de Moçambique ao espaço europeu foi em 2012, antes de entrar na “lista negra”, de onde só saiu em 2017. O regresso está previsto para 31 de Março de 2020, através do aluguer de uma aeronave que será operada pela Hi-Fly, a terceira maior companhia privada de Portugal.

O relançamento do voo Maputo-Lisboa foi feito esta segunda-feira, em simultâneo nos dois países. Entretanto, a direcção da LAM não avança com o investimento realizado no aluguer da aeronave, cujos pilotos serão estrangeiros.

Os voos Maputo-Lisboa serão efectuados às segundas, quartas e sextas-feiras, todos no período na noite. Serão operados por uma aeronave Airbus A340-300, com capacidade de 267 lugares, sendo 213 na classe económica, 24 na económica premium e 12 na executiva.

Portanto, os primeiros bilhetes do voo das Linhas Aéreas de Moçambique a Lisboa começam a ser vendidos em finais deste mês.

 

O governo e a petrolífera norte-americana, Exxon Mobil, vão assinar nesta terça-feira, em Maputo, o anúncio da Decisão Inicial de Investimentos para a área 4 bacia do Rovuma.

A cerimónia contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, e altos executivos da ExxonMobil.

Segundo projecções, a ExxonMobil prevê investir na área 4 da bacia do Rovuma, entre 27 a 33 biliões de dólares, que será um dos mais elevados no continente africano. 

A confiança dos moçambicanos no emprego registou um incremento ligeiro em Agosto passado, encerrando a trajectória descendente de dois meses, embora tenha observado um recuo face ao mesmo mês de 2018.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o índice de confiança no indicador de emprego recuperou no mês de Agosto deste ano, após registo de queda entre Julho e Junho.

“Essa recuperação foi influenciada pela apreciação positiva do indicador nos sectores de comércio, de alojamento e restauração, de transportes e dos outros serviços não financeiros, que suplantaram as actividades da produção industrial e de construção que registaram previsões desfavoráveis do emprego no mês em análise”, explica o INE.

Contudo, o clima económico (indicador que expressa a confiança dos empresários) voltou a abrandar pelo terceiro mês consecutivo em Moçambique.

A avaliação desfavorável do clima económico no mês em análise deveu-se, sectorialmente, ao abrandamento do indicador nos ramos empresariais dos outros serviços não financeiros, construção e da produção industrial que suplantaram à apreciação positiva registada nos sectores de comércio, de transportes e de alojamento e restauração.

Em média, 30% das empresas inquiridas pelo INE, reportaram algum obstáculo no mês de Agosto, o que representou um aumento de 2% de firmas com limitação de actividade face ao mês anterior, situação que está em linha com o indicador síntese do sector que diminuiu.

O aumento da proporção de empresas com constrangimentos foi influenciada pelo incremento de empresas com dificuldades nos sectores de construção, de transportes, bem como nos outros serviços não financeiros.

“Os sectores de transportes com 37%, de construção (35%) e da produção industrial (32%) registaram a maior proporção de empresas com constrangimentos de todos sectores inquiridos”, observa o INE.

 

ALOJAMENTO EM ALTA

Em Agosto, o indicador de confiança do sector de alojamento, restauração e similares registou um incremento ligeiro se comparado com o mês anterior, mostrando assim uma instabilidade (oscilação) desde o mês de março, situação associada com o início da época alta do sector que actualmente se regista.

Mas factualmente, o aumento da confiança do sector contou com avaliação favorável de todos os componentes do indicador síntese do sector, sendo o volume de negócios e a procura corrente os indicadores que registaram maior incremento no mesmo mês de referência.

No mesmo período, a perspectiva de capacidade hoteleira diminuiu consideravelmente, num clima caracterizado por um aumento ligeiro das perspectivas de preços se comparados com o mês anterior.

Cerca de 28% das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade no mês em análise, o que representou uma redução de 4% de empresas com constrangimentos face ao mês anterior, facto que está em linha com o indicador síntese do sector.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura (37%), a concorrência (24%), a falta de acesso ao crédito (11%) e os outros factores não especificados (12%) em ordem de importância.

 

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) encerrou esta quinta-feira, no campo de treinamentos de Boane, na província de Maputo, o segundo curso de reciclagem dos agentes alfandegários, com o foco no combate ao crime organizado no país.

Ao todo foram 82 agentes “reciclados” ao fim de 45 dias de treinos paramilitares.

“A reciclagem de funcionários paramilitares é um processo sistemático e insere-se no quadro das acções de formação em curso na Autoridade Tributária de Moçambique, visando dotar os funcionários de valores e princípios cívicos e patrióticos”, disse o director-geral das Alfândegas, Aly Mallá.

Esta acção, visa igualmente, a capacitação técnica e prontidão física para o cumprimento zeloso das tarefas, mormente a colecta de forma justa e transparente das receitas do Estado e o combate cerrado aos ilícitos tributários. 

Para o alcance deste desiderato, o curso de reciclagem comportou uma componente de instrução militar básica com uma duração de 45 dias e uma componente de capacitação em matérias técnico-aduaneiras que teve lugar no Instituto de Finanças Públicas e Estudos Tributários da Moamba durante 21 dias.

Com a imagem beliscada no panorama internacional (Moçambique considerado principal corredor de mercadorias ilícitas), o director-geral das Alfândegas apontou que a maior a preocupação cinge-se essencialmente na supervisão e controlo das mercadorias, luta contra o contrabando, descaminho, tráfico de mercadorias e crime organizado.

“Apostamos em medidas para a melhoria da eficiência da administração tributária que, de entre as quais, destacamos a implementação do projecto de selagem de bebidas alcoólicas e do tabaco manufacturado, a marcação de combatíveis e o sistema electrónico de rastreamento de mercadorias em trânsito”, anotou Aly Mallá.

Acrescentado, que o sucesso dessas medidas, na luta contra crimes tributários, depende da capacidade de controlo e fiscalização, dai a relevância dos cursos de reciclagem e capacitação dos funcionários da Autoridade Tributária de Moçambique.

 

 

O governo está a preparar um pacote de incentivos fiscais na importação de material de construção de habitações para jovens e funcionários públicos. A informação foi anunciada durante a inauguração de um projecto de habitação.

São 64 de um total 160 apartamentos do projecto Zintava I, no distrito de Marracuane, província de Maputo, que foram inauguradas esta terça-feira pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos. O projecto está orçado em cerca de 280 milhões de meticais e os apartamentos deverão ser pagos durante um período de 20 anos. As prestações mensais variam de 17 mil meticais para apartamento Tipo 2 e 19 mil meticais para Tipo 3.

Para ocupar os 160 apartamentos, concorreram três mil candidatos, o que mostra a grande procura por uma habitação condigna no país. Para fazer face à situação, João Machatine revelou que está a preparar um pacote de incentivos fiscais para o sector privado.

Já o governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, reconheceu que o grande desafio é o crescimento populacional.

No presente quinquénio, o executivo tinha fixado como meta a construção de 35 mil habitações, objectivo que não será alcançado, segundo o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

 

O desembolso dos fundos para a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth está dependente da finalização dos projectos por parte do Governo moçambicano.

Entre Março e Abril deste ano, as regiões centro e norte de Moçambique foram devastadas pelos ciclones Idai e Kenneth. A cidade da Beira foi a mais afectada pelo Idai, com centenas de mortos e infra-estruturas sociais e económicas destruídas.

Após os desastres naturais, o Governo convocou uma conferência internacional de doadores para angariar fundos com vista à reconstrução das zonas afectadas. Feitas as contas, os parceiros prometeram 1.2 mil milhões de dólares, contra 3.2 mil milhões de dólares necessários.

As obras de emergências, nomeadamente em estradas, rede de distribuição de energia, hospitais e escolas estão em curso. Contudo, o desembolso da grande parte dos fundos prometidos para a fase mais complexa da reconstrução está dependente de apresentação dos projectos.

“Estamos numa fase de elaboração dos projectos, que se seguirá ao lançamento de concursos públicos para execução das obras mais complexas”, explicou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

A fase final de reconstrução pós Idai e Kenneth deverá arrancar no próximo ano, concretamente no primeiro trimestre.

 

 

 

A ‘Prime Rate’, indicador que serve de base para a fixação da taxa de juro de referência na banca (taxa MIMO) baixa para 18% em Outubro, uma redução em 30 pontos base face ao mês anterior (Setembro).

É pelo quarto mês consecutivo que o Banco Central e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) voltam a rever em baixa a ‘Prime Rate’ do sistema financeiro, abrindo espaço para uma possível redução do custo do dinheiro.

Em Janeiro deste ano, este indicador situara-se nos 19,90%, tendo recuando no mês seguinte para 19,50% (taxa que manteve-se até Junho). O segundo semestre tem sido marcado por quedas consecutivas.

Basicamente, a ‘Prime Rate’ é a taxa aplicada às operações de crédito entre as Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras com os seus clientes. A esta taxa é adicionada ou subtraída uma margem (spread), mediante a análise de risco de cada tipo de crédito.

 

 

A petrolífera francesa Total pagou cerca de quatro mil milhões de dólares na compra dos activos da Anadarko em Moçambique. O negócio foi feito com a norte-americana Occidental.

Os activos da petrolífera norte-americana Anadarko, na Área 1 da Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, foram adquiridos a troco de 3.9 mil milhões de dólares pela francesa Total à Occidental, que a partir da última sexta-feira, passa a liderar o consórcio desta área de concessão.

Trata-se da aquisição da participação de 26,5% que era detida pela Anadarko no projecto Mozambique LNG.

Com a venda dos activos da Anadarko na Área 1 da Bacia do Rovuma, o Estado moçambicano encaixou 880 milhões de dólares em receitas de mais-valia na transacção.

Em comunicado enviado à nossa redacção, consta que esta conclusão ocorre após a Total ter chegado a um acordo vinculativo com a norte-americana Occidental, a 3 de Maio deste ano, para adquirir os activos da Anadarko em África (Moçambique, Argélia, Gana e África do Sul) e ter assinado o Contrato de Compra e Venda (CCV) subsequente a em Agosto.

“O projecto Mozambique LNG é um activo único que corresponde perfeitamente à nossa estratégia e reforça a nossa posição em matéria de Gás Natural Liquefeito (GNL”, disse Patrick Pouyanné, presidente e director-executivo da Total.

“Como novo operador, estamos totalmente empenhados no projecto Mozambique LNG e iremos tirar o máximo partido das nossas capacidades humanas, técnicas, financeiras e de marketing para reforçar ainda mais a sua execução. É certo que a Total irá trabalhar nas sólidas bases estabelecidas pelo anterior operador e pelos respectivos parceiros com vista a implementar o projecto no melhor interesse de todas as partes envolvidas, incluindo o governo e o povo moçambicano”, sublinhou.

A Área 1 contém mais de 60 biliões de pés cúbicos de recursos de gás, dos quais 18 biliões de pés cúbicos serão desenvolvidos com as duas primeiras unidades de GNL. A Decisão Final de Investimento (DFI) relativa ao projecto Mozambique LNG foi anunciada a 18 de Junho de 2019 e a produção do projecto deverá iniciar até 2024.

Os franceses da Total consideram que o projecto Mozambique LNG tem um “risco mínimo”, pois quase 90% da produção foi já vendida, através de contratos de longo prazo com os principais compradores de GNL na Ásia e na Europa.

Ademais, espera-se que o projecto tenha uma componente de gás doméstico destinada ao consumo nacional para contribuir para o desenvolvimento económico futuro.

A Total vai operar o projecto Mozambique LNG com uma participação de 26,5% juntamente com a Empresa Moçambicana de Hidrocarbonetos (ENH) com 15%, a Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd (20%), a ONGC Videsh Ltd (10%), a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), a BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e a PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%).
Concluída a venda dos activos da Anadarko em Moçambique, falta por finalizar as operações em Argélia, Gana e África do Sul.

A Total é o segundo maior interveniente privado mundial de GNL, com uma carteira geral de cerca de 40 milhões de toneladas por ano até 2020 e uma quota de mercado mundial de 10%.

Com 22 milhões de toneladas de GNL vendidos em 2018, o grupo francês dispõe de posições sólidas e diversificadas em toda a cadeia de valor do GNL, devido às suas participações em fábricas de liquefacção localizadas no Qatar, Nigéria, Rússia, Noruega, Omã, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Austrália ou Angola.

 

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