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Os Estados Unidos da América regressaram ao top 10 dos maiores parceiros comerciais de Moçambique. Em 2018, o volume das trocas comerciais entre Maputo e Washington atingiu cerca de 309.5 milhões de dólares.

O volume global das trocas comerciais entre Moçambique e o resto do mundo situou-se nos cerca de 12 mil milhões de dólares no ano passado, mais 14,2% que em 2017, segundo estatísticas de comércio externo de bens, compilados pelo Instituto Nacional de Estatística.
 
O país vendeu no exterior bens no valor de cinco mil milhões de dólares em 2018, valor abaixo das compras que se situaram nos USD 6.9 mil milhões, representando um défice da balança comercial na ordem de USD 1.9 mil milhões.
 
A grande novidade no grupo dos maiores parceiros comerciais de Moçambique no passado, é o regresso dos Estados Unidos da América ao top 10.
 
As trocas comerciais entre Maputo e Washington foram no valor de cerca de 309.5 milhões de dólares, com o saldo a mostrar-se favorável para os norte-americanos, que venderam bens e produtos no montante de USD 217.8 milhões, contra 91.7 milhões em compras.
 
Dos 130 países que receberam bens provenientes de Moçambique, destacam-se a Índia, África do Sul, Reino dos Países Baixos, China e Singapura, que fecham o top 5.
 
Os principais bens exportados foram combustíveis minerais e metais comuns, que totalizaram 72,9% dos bens vendidos no exterior. Já as importações foram dominadas por máquinas, aparelhos e produtos agrícolas.

O Primeiro-ministro exortou, hoje, aos empresários nacionais a apostarem na certificação de qualidade de produtos para conquistarem o mercado internacional. A exortação foi feita durante o encerramento oficial da quinquagésima quinta edição da FACIM, em Marracuene. Foi essencialmente essa a mensagem que Carlos Agostinho do Rosário foi deixando de stand em stand, de pavilhão em pavilhão por onde passou.

Dos pavilhões, Do Rosário rumou à sala de conferências. Ali o Primeiro-ministro presidiu a cerimónia de premiação dos melhores expositores desta edição.

Além de receber os 2000 expositores da FACIM, a Província de Maputo tomou para si o prémio de melhor expositora. África do Sul foi o melhor país expositor, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia melhor instituição pública, Cidade de Maputo melhor gestora de stand, Inhambane mais informativa, Manica com mais produtos processados e Sofala foi distinguida como a Província Revelação. Foram distinguidas ainda as melhores empresas expositoras, nacionais e estrangeiras. 

Na hora de falar, Carlos Agostinho felicitou os laureados, mas disse que ainda há um caminho por se percorrer. 

O Discurso de Carlos Agostinho do Rosário marcou também o encerramento oficial da Feira Internacional de Maputo que, ainda assim, só vai fechar as portas no final deste domingo.

 

 

O Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo de Sousa, poderá recorrer da decisão do Banco de Moçambique que o inibe de exercer cargos sociais e de gestão em instituições financeiras por um período de três anos. O gestor é acusado de cometer infrações contravencionais.   

A reacção é feita, cerca de 24 horas depois de o Banco de Moçambique ter divulgado as sanções ao gestor bancário, através de um comunicado de imprensa enviado ao “O País”. De acordo com o documento, o BCI diz ter tomado conhecimento das sanções.

De acordo com o regulador do sistema financeiro, o PCE do BCI agiu em conflito de interesses aquando da sua participação no processo de apreciação e decisão da proposta de aquisição da Interbancos, SA pela Sociedade Interbancária de Moçambique, SA (SIMO) defendendo, simultaneamente, os interesses da SIMO, na qualidade de Administrador, e da Interbancos, SA, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração.

O comunicado do BCI faz ainda referência a dados de Junho deste ano, segundo os quais o banco conta com mais de 1.8 milhões de Clientes e 202 agências. E que dispõe de um Volume de Negócios de 195 mil milhões de meticais e um Rácio de Solvabilidade de 18,66%.

“O BCI mantém-se a funcionar com toda a normalidade, com os seus órgãos sociais em plenas funções, designadamente o Conselho de Administração e a Comissão Executiva, assegurando o regular funcionamento do banco e a normal prestação de serviços aos seus clientes e participando activamente na expansão do sistema financeiro nacional”, lê-se na nota.

 

 

As empresas concessionárias do Corredor de Nacala facturaram mais de 300 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano, dos quais 276 milhões são referentes ao transporte do carvão mineral.  

O transporte de carvão mineral continua a ser a actividade mais rentável no Corredor de Nacala. Dados do primeiro semestre deste ano revelam uma facturacao global de 276 milhões de dólares, apesar do volume transportado ter caído em 12% se comparado com igual período do ano passado.

“No primeiro semestre tivemos uma facturação de 307,1 milhões de dólares dos quais 276.7 são referentes ao transporte de carvão, 29.7 referente ao transporte de carga geral e 600 mil dólares referentes ao transporte de passageiros”, explicou Bernardo Mattar, Director Financeiro/Corredor de Nacala.

Em resultado desse desempenho económico, foram pagos ao Estado 42.7 milhões de dólares referentes a impostos e contratos de concessão.

O Corredor de Nacala compreende uma linha férrea de 912 km que vai das minas de Tete ao terminal de carvão em Nacala-a-Velha. A empresa Corredor Logístico do Nacala é responsável por toda a logística do carvão da Vale, enquanto que o Corredor de Desenvolvimento do Norte detém a concessão do sistema ferro-portuário da zona Norte do país, incluindo o Porto de Nacala, operando no transporte de carga geral e de passageiros.

O Corredor de Nacala destaca-se neste momento como um dos grandes empregadores ao longo das províncias de Tete, Nampula e Niassa, bem como no vizinho Malawi por onde passa.

O Banco de Moçambique sancionou Paulo Alexandre Duarte de Sousa, PCE do BCI, por ter cometido infracções contravencionais. O arguido está impedido de exercer cargos sociais e funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras por três anos.

O gestor bancário terá de pagar ainda uma multa de 200.000,00 MT (duzentos mil meticais) e a publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva, às custas do condenado.

De acordo com o Banco Central, o arguido agiu em conflito de interesses aquando da sua participação no processo de apreciação e decisão da proposta de aquisição da Interbancos, SA pela Sociedade Interbancária de Moçambique, SA (SIMO) defendendo, também, os interesses da SIMO, na qualidade de Administrador, e da INTERBANCOS, SA, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração.

“Nos termos previstos nos números 3 e 6, do artigo 51 da LICSF, os membros dos órgãos de administração ou de fiscalização não podem participar na apreciação e decisão de aquisição de partes de capital em sociedades ou outros ente colectivos de que sejam gestores ou em que detenham participações qualificadas”, explica o Banco de Moçambique.
Paulo Alexandre Duarte de Sousa é quadro do Grupo Caixa Geral de Depósitos, maior banco do sistema financeiro português e desempenhava desde 2013 até ao momento da sanção, as funções de Presidente da Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos, S.A. (BCI).

A sanção é baseada no artigo 51, conjugado com a alínea f) do artigo 107 e alíneas c) e d), do artigo 109, da Lei n.º 15/99, de 1 de Novembro (com as alterações introduzidas pela Lei n.º 9/2004, de 21 de Julho) – Lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (LICSF).

 

 

O Japão prometeu hoje investir mais de 20 mil milhões de dólares no continente africano nos próximos três anos. A promessa foi feita pelo primeiro-ministro daquele país, na abertura da sétima conferência TICAD, onde Moçambique foi apontado como um caso de sucesso.

São cerca de 30 chefes de Estado de Governos africanos juntos em Yokohama para a sétima cimeira de Tóquio para o Desenvolvimento de Africa TICAD. Durante três dias África e Japão vão renovar os compromissos e as metas para alavancar o desenvolvimento do continente africano.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, prometeu no seu discurso de abertura de cimeira aumentar o investimento privado do seu país ao continente africano que nos últimos três anos atingiu 20 mil milhões de dólares.

“Eu faço esta promessa. O governo do Japão vai fazer todos os esforços para que o volume de investimentos dos últimos anos seja superado”, garantiu Shinzo Abe.

Uma cimeira marca por discursos, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres destacou o papel do TICAD em África um continente que segundo frisou está com boas perspectivas.

“Vejo África como um continente de oportunidades dinâmicas onde os ventos de esperança sopram cada vez mais fortes e o TICAD tem desempenhado um papel fundamental no foco sobre o diálogo em Africa”, afirmou António Guterres.  

E Moçambique foi mencionado como um dos exemplos que contribuiu para um a África que deve ser vista com outros olhos.

“A assinatura do acordo de paz entre a Renamo e o Governo de Moçambique bem como o sucesso da mediação africana no Sudão, que permitiu parar com os mecanismos desastrosos, que permitiram arranjos para a transição democrática são dois exemplos e provas irrefutáveis de que os problemas dos africanos são resolvidos pelos próprios africanos”, disse Moussa Faki, Presidente da Comissão da União Africana.

 

 

 

No terceiro dia da FACIM, a agricultura tem sido uma das maiores apostas tanto dos expositores com para os visitantes. Estão expostos produtos, sementes e o BNI está posicionado para mostrar várias formas de financiamento ao sector.

Assim como no dia-a-dia, a agricultura está presente em todo o canto da FACIM. E porque a feira acontece numa altura em que está em curso a mecanização agrária, alguns expositores levaram para Marracuene máquinas agrárias e os respectivos equipamentos.

Mas para ter todo esse equipamento, os produtores precisam de dinheiro e é justamente isso que dizem que não têm. A solução está com o Banco Nacional de Investimentos, que está na feira para expor linhas de financiamento aos produtores agrícolas.

Máquinas e equipamento de segurança no trabalho só são úteis se for para produzir comida. E é isso que a província de Manica está a expor.

As actividades da FACIM continuam até domingo e o número de visitantes não pára de subir.

 

 

Foram assinados, esta quarta-feira, os acordos que viabilizam a construção da linha de transmissão de energia eléctrica Temane- Maputo, numa extensão de 563 quilómetros entre a província de Inhambane e cidade de Maputo. O empreendimento está avaliado em 551.2 milhões de dólares.    

O Presidente da República, Filipe Nyusi presenciou o memento das assinaturas dos acordos entre o Governo de Moçambique, representado por Maria José do Ministério da Economia e Finanças, e parceiros de cooperação. Os acordos viabilizam a linha de transmissão de energia eléctrica entre Temane e Maputo, um investimento considerado estratégico pelo Executivo.  

Nyusi disse inclusive que a linha vai criar condição para o desenvolvimento industrial.

A linha de transmissão de energia Temane-Maputo deverá começar a ser construída em Setembro de 2020, com o término das obras previsto para 2023. A infraestrutura conta com o financiamento do Governo da Noruega, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Islâmico de Desenvolvimento, Fundo da Opec e Banco de Desenvolvimento da África Austral.  

 

Devido ao seu contributo e destaque no sector de media e desenvolvimento de Moçambique, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Grupo Soico, Daniel David, recebeu o Prémio Personalidade 2019 na gala organizada pela Fundação Associação Industrial Portuguesa (AIP), em parceria com Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Falando ao “O País” momentos depois de receber o prémio, Daniel David agradeceu pela distinção: "este reconhecimento é de todos os colaboradores do Grupo Soico, os mais de setecentos trabalhadores que sempre contribuíram para que o grupo continue a crescer".

Daniel David, lembre-se, foi considerado um dos 15 maiores empreendedores de África pela Emerging  Entrepreneur Of The Year 2007/Ernst & Young.

Tornou-se um dos homens mais influentes de Moçambique ao criar, no ano 2000, o Grupo Soico, maior grupo de media no país, um canal de televisão generalista, a STV, em 2002, um canal internacional de notícias, por cabo, em 2014, o jornal diário “O País”, em 2005, e uma emissora de rádio, Sfm, em 2004.   

Lançou o Fórum Económico e Social de Moçambique (Mozefo), ocupando um espaço de diálogo intersectorial e inter-geracional.
Através do Mozefo, assumiu a missão de contribuir para um crescimento económico acelerado, inclusivo e sustentável de Moçambique, reunindo os sectores privado, público e sociedade civil numa plataforma de debate com vista a identificar desafios e propor soluções para um crescimento mais humanizado.

Em 2014, foi nomeado presidente da Câmara do Comércio Moçambique-Portugal, tendo contribuído para o incremento das relações bilaterais.

A gala de ontem contou com a presença dos ministros da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa; e da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule. Foi presidida pelo ministro da Economia de Portugal, Pedro Siza Vieira. Contou ainda com a participação da embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Paiva; representante do presidente da Fundação AIP, Pedro Braga, e serviu, igualmente, para distinguir empresas que se têm destacado em várias categorias, como são os casos do Grupo Visabeira, que levou o Prémio Ambiente e Sustentabilidade.

A empresa Sumol Compal mereceu o Prémio Agro-Alimentar Exportação 2019. Já o Prémio Indústria Metalomecânica 2019 foi atribuído à empresa Martifer Visabeira. Por sua vez, a organização atribuiu o Prémio Carreira Empresarial 2019 ao director-geral da Tropigália, Adolfo Correia, e o Prémio de Apoio ao Investimento 2019 ficou com o presidente do BCI, Paulo Sousa.

 

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