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O País – A verdade como notícia

A contribuição dos chamados “mega-projectos” da indústria extractiva para os cofres públicos atingiu o montante de 13.259,9 milhões de meticais entre Janeiro e Setembro deste ano, correspondente a 8,1% da receita total cobrada pelo Estado moçambicano no período em referência.

Ao que consta do relatório de execução orçamental referente aos primeiros nove meses de 2019, consultado pelo “O País”, o peso desta rubrica (mega-projectos) cresceu 27,3% relativamente a igual período do exercício anterior.

Por sector de actividade, o ramo de produção de energia registou crescimento nominal de 94,4%, quando comparado com Janeiro e Setembro de 2018, devido ao aumento do volume de produção e comercialização.

Concretamente, o sector de energia contribuiu com cerca de 5.4 mil milhões de meticais em receitas para o Estado, contra 2.8 mil milhões de meticais, indica o relatório de execução orçamental, elaborado pelo Ministério da Economia e Finanças.

Entretanto, os sectores de exploração de recursos minerais e outros mega-projectos, registaram decréscimos de 16,2% e 9,2%, respectivamente, como resultado da queda do preço do carvão no mercado internacional.

 

As Linhas Aéreas de Moçambique estão a ter dificuldades para ter espaço de aterragem no Aeroporto de Lisboa. A situação pode comprometer o início das operações previsto para Março do próximo ano.

Foi anunciado na última visita do Presidente da República a Portugal, mas ao que tudo indica, nem tudo estava a postos. O retorno das Linhas Aéreas de Moçambique ao espaço europeu, concretamente a Portugal, está agora ameaçado.

Ainda não há condições para introduzir o voo no sistema para ser vendido, mas nem por isso falta optimismo. O director-geral da LAM João Carlos Jorge, espera que ao fim deste ano, a situação seja ultrapassada, até porque há condições para tal.

Além de Lisboa, vários outros destinos poderão surgir com o desenvolvimento da indústria do gás em Moçambique. Mas a falta de meios pode afectar as ambições da companhia de bandeira nacional.
 

 

 

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) voltou a adiar a ida ao mercado externo, com vista a angariar cerca de dois mil milhões de dólares para financiar a sua participação no projecto de gás da área 1 da bacia do Rovuma. Depois de Julho e Setembro, Dezembro é o novo prazo estabelecido.

A ENH, “braço empresarial” do Estado moçambicano no negócio de gás e petróleo, precisa de cerca de dois mil milhões de dólares para financiar a sua participação de 15% no projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, que tem a francesa Total como líder do consórcio.

Após a Decisão Final de Investimento (DFI) a 18 de Junho passado, pelos operadores deste bloco (então liderado pela Anadarko), no valor de 23 mil milhões de dólares, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos comprometera-se a angariar o financiamento necessário no mês seguinte (Julho), tendo depois adiado para Setembro.

Na altura, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Omar Mithá, justificou que o recuo deveu-se a questões de mercado, ou seja, a empresa optou por aguardar pelas melhores condições do financiamento.

Nem Julho e muito menos Setembro, o PCA da ENH avançou esta quinta-feira, em exclusivo ao “O País” que a ida ao mercado foi estendida para Dezembro.

“Discutimos o assunto no Africa Investment Forum (que decorreu recentemente na África do Sul). Vamos ter que refinar alguns factores com o operador e outros parceiros. Pensamos voltar para o mercado em Dezembro ou mesmo em finais de Janeiro devido ao período de férias”, argumentou Omar Mithá.

Questionado se a empresa seguirá o mesmo modelo de financiamento para o projecto da Área 4 (também na bacia do Rovuma), liderado pela norte-americana Exxon Mobil, o PCA da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos disse ser muito cedo avançar com as possibilidades, uma vez que os operadores deste bloco ainda não tomaram a Decisão Final de Investimento.

Omar Mithá falava à margem da sexta cimeira do gás que decorreu na capital moçambicana, Maputo. O evento juntou mais 600 especialistas da área, 55 oradores e 55 países.

DFI NA ÁREA 4 AGENDADA PARA ABRIL DE 2020

Depois de constantes recuos, gigante petrolífera norte-americana, Exxon Mobil e seus parceiros da área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, agendou para Abril do próximo ano, a tomada de Decisão Final de Investimento neste bloco.

Trata-se de um investimento na ordem de 25 mil milhões de dólares, cujo plano do desenvolvimento do projecto do Gás Natural Liquefeito (GNL) no chamado “Complexo Mamba” já foi aprovado pelo Executivo de Maputo.

“Neste momento estamos a acertar os últimos detalhes sobre a quantidade do gás doméstico a ser fornecido por este projecto”, revelou Benjamin Chilenge, membro do Conselho de Administração da Empresa Moçambicana no de Hidrocarbonetos, durante a cimeira do gás.

Sobre o estágio de implementação dos projectos da Área 1, nomeadamente, Coral Sul e Mozambique LNG, o quadro sénior da ENH adiantou que os mesmos estão numa fase bastante avançada.

Refira-se, que para o projecto Coral Sul, liderado pela italiana Eni, a DFI foi tomada em Junho de 2017, num investimento de oito mil milhões de dólares. Já no bloco Mozambique LNG, que tem a francesa Total como líder do consórcio, o investimento foi aprovado em Junho de 2019, no valor de 23 mil milhões de dólares.

“Estamos a falar de um volume de investimentos de mais de 60 mil milhões de dólares na próxima década”, realçou Benjamin Chilenge, que deu a conhecer o papel do gás no desenvolvimento da industrialização de Moçambique e na futura transição energética.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exortou hoje ao empresariado nacional para se preparar e organizar por forma a tirar maior proveito da cadeia de exploração do gás natural no país.

Segundo o Chefe de Estado, que falava esta manhã na abertura da sexta edição da cimeira de gás em Moçambique (Mozambique Gas Summit) que decorre em Maputo, os empresários nacionais devem estar preparados para a criação de sinergias para aproveitar as oportunidades geradas nesta indústria e contribuir para o seu crescimento e desenvolvimento do país.

"Queremos que os os moçambicanos sejam actores relevantes no processo e não ser meros espectadores…queremos que os moçambicanos sejam os donos dos recursos" disse Filipe Nyusi, que traçou o perfil que o governo espera da indústria de gás.

"O desejo do governo é ver a indústria do gás a lançar as bases para uma cadeia industrial alargada, nomeadamente, na agricultura, metalurgia, construção, turismo e hotelaria" entre outros.

Nyusi disse que o executivo vai continuar a fazer o que lhe compete no que diz respeito à criação de condições para um ambiente favorável para o desenvolvimento empresarial e manifestou o desejo de ver a indústria de hidrocarbonetos a contribuir na melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

"As receitas daquilo que produzimos deve servir para servir para contribuir para dar uma melhor qualidade de vida aos moçambicanos" disse.

A sexta edição do Mozambique Gas Summit termina amanhã.

O Fundo Monetário Internacional prevê um forte crescimento para Moçambique, no próximo ano. O FMI perspectiva uma inflação baixa e o crescimento do PIB para 5,5%.

As previsões constam da análise feita por uma missão do Fundo, que visitou o país entre os dias 6 e 12 de Novembro.

Entre as principais constatações, o FMI verificou que “na sequência dos Ciclones Tropicais Idai e Kenneth, o crescimento do PIB real desacelerou para 2,3 por cento no segundo trimestre do presente ano, afectado por um fraco desempenho na agricultura. Sendo que a inflação diminuiu para 2,2 por cento em Outubro, dos cerca de 5 por cento no ano anterior, uma vez que as condições monetárias restritivas mais do que compensaram o choque de preços do lado da oferta induzido pelos ciclones”.

Entretanto, quanto a taxa de câmbio, esteve relativamente estável; e as reservas internacionais no Banco de Moçambique aumentaram para cerca de 3,9 mil milhões de dólares americanos no final de Outubro, cobrindo 6,7 meses das importações esperadas para o próximo ano, excluindo megaprojectos.

Como as projecções macroeconómicas para o próximo ano, a missão do FMI emitiu a seguinte declaração:

“As perspectivas para 2020 são de uma forte recuperação da actividade económica e de uma inflação baixa. Espera-se que o crescimento do PIB real venha a atingir 5,5 por cento em 2020, em relação aos 2,1 por cento projectados para 2019, suportado pelos esforços de reconstrução pós-ciclones, uma recuperação na agricultura, e pelo estímulo económico de um relaxamento gradual adicional das condições monetárias e da regularização dos pagamentos internos em atraso aos fornecedores. O sector da construção e outras actividades deverão também ser impulsionadas pelos investimentos nos megaprojectos de gás natural liquefeito”.
 
Por outro lado, “a missão saúda os esforços contínuos da Procuradoria-Geral da República para trazer responsabilização relativamente à questão das dívidas anteriormente ocultas, bem como as iniciativas do Governo de combater a corrupção e fortalecer a transparência.

Igualmente, “saúda os avanços no desenvolvimento dos megaprojectos de LNG na província de Cabo Delgado”.

Na visita que efectuou a Moçambique, a missão do FMI manteve encontros com o presidente da República e diversos membros do Governo.

O volume da emissão dos prémios brutos (prestação paga pelo cliente de seguros) das seguradoras que operam no mercado moçambicano situou-se nos cerca de 3.3 mil milhões de meticais no segundo trimestre de 2019, uma redução em 30,3% face ao registo dos primeiros três meses do ano.

O ramo Não Vida (seguro de automóveis, por exemplo) liderou as preferências dos clientes, ao absorver 2.8 mil milhões de meticais em emissão de prémios brutos entre Abril e Junho deste ano, contra apenas 439.8 milhões de meticais do seguro de Vida, indica o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), nas suas contas trimestrais a que “O País” teve acesso.

Comparativamente ao trimestre anterior, o ISSM refere que houve redução em 31,7% no ramo Não Vida e 18,8% no Ramo Vida.

Em termos acumulados, o volume do negócio das seguradoras atingiu o valor de oito mil milhões de meticais ao longo dos primeiros seis meses do corrente ano.
A seguradora estatal Emose fechou o semestre como líder do mercado, com uma quota de 20,8%, seguida pela Hollard (15%) e ICE com 13,3%. A seguradora Fidelidade ficou-se pela última posição (19º lugar) com uma quota de mercado de apenas 0,05%.

CUSTOS COM SINISTROS

Apesar do abrandamento do volume de negócios das seguradoras no segundo trimestre, os custos com sinistros aumentaram no período em análise.

De acordo ainda com o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, os encargos com sinistros foram no valor de 2.5 mil milhões de meticais entre Abril e Junho, contra 2.3 mil milhões de meticais. Em termos acumulados, ou seja, durante o primeiro semestre, os custos situaram-se nos cerca de 4.8 mil milhões de meticais.

Refira-se, que em 2018, a produção global de seguros totalizou cerca de 13.158,9 milhões de meticais de prémios brutos emitidos, correspondendo a um aumento de 1%, face a 2017.

No período, o resultado líquido do exercício da actividade de seguros apresentou um lucro de 1.479.9 milhões de meticais, sustentado pelo bom desempenho da conta técnica Não Vida.

No mesmo exercício, o índice de sinistralidade do ramo Vida, situou-se em cerca de 34,7%, apresentando uma redução de 9,3 pontos percentuais, contra 49,8% do ramo Não Vida, revelando uma redução de 2,4 pontos percentuais em relação a 2017.

 

O Barclays Bank passa oficialmente, a designar-se Absa a partir desta segunda-feira. A cerimónia do lançamento da nova imagem foi presidida pelo você-governador do Banco de Moçambique.

O vermelho é a nova cor dominante desta instituição financeira que sofreu várias transformações ao longo dos 40 anos da sua existência no mercado moçambicano. O Barclays Bank Moçambique passa a operar como Absa.

Na cerimónia do lançamento oficial da nova imagem, num dos renovados balcões do agora Absa, o vice-governador do Banco Central desafiou os gestores deste banco a serem mais ousados num mercado cada vez mais competitivo.

Para a Presidente do Conselho de Administração do Absa Moçambique, a nova imagem vai conferir mais pujança ao banco.

Refira-se, que o Absa Bank Moçambique é parte do Absa Group Limited. O grupo está cotado na Bolsa de Valores de Johannesburg na África do Sul e é um dos maiores e mais diversificadas instituições financeiras em África com presença em 12 países no continente e com cerca de 42 mil colaboradores.

 

A cadeia logística que suporta as actividades do Porto da Beira, gerido pela Cornelder de Moçambique,  está a funcionar de forma condicionada  desde a passagem do ciclone Idai há cerca de oito meses, facto que vai contribuir para a queda de rendimentos.

De acordo com Yan de Vres, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, todos os armazéns da cidade da Beira, incluindo os que estão dentro do recinto portuário da Beira, assim como os  dos portos secos, sofreram danos entre eles graves e ligeiros aquando da passagem do ciclone Idai, em Março deste ano na cidade da Beira.

"Por conta disso a cadeia logística  está a operar de forma condicionada. Estamos reconstruindo mas infelizmente vai demorar para as actividades voltarem à normalidade. As reconstruções levam o seu tempo. Ressentimos da falta de armazéns na cidade. Contudo a resiliência demonstrada pelos beirenses  face a força destruidora do ciclone, contribuiu para a conquista de  mais confiança e ganhar novos clientes, facto que eleva a nossa robustez económica, apesar deste ano os resultados dos ganhos previstos   estarem abaixo da média". – explicou Yan de Vres

O administrador delegado da Cornelder falava à imprensa no final da terceira edição da légua da Beira, promovida por esta empresa com objectivo de contribuir para o melhoramento da saúde pública. A corrida contou com a participação de cerca  de quatro mil atletas que percorreram sete quilómetros. O governador de Sofala, Alberto Mondlane, elogiou a iniciativa e indicou que todos devem participar neste tipo de actividades.

Participaram da légua, com o lema "juntos corremos pela Beira", atletas de categoria de federados, populares, veteranos, estudantes e trabalhadores da empresa Cornelder de Moçambique. A mesma foi ganha em masculino pelo moçambicano Flávio Senole, que reside na África do Sul que cortou a meta em 21 minutos e 37 segundos. Em feminino a vencedora foi a zimbabweana Patiente Muroe com, 29 minutos e dois segundos. As premiações variaram de 70 a 10 mil meticais atribuídos aos lugares de pódio.

O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique foi eleito presidente da Câmara Agrícola Lusófona. Agostinho Vuma pretende com a câmara ampliar as oportunidades de desenvolvimento agrícola e dos mercados no país.

Agostinho Vuma foi eleito presidente da Câmara Agrícola Lusófona na última sexta-feira, em Assembleia Geral realizada na cidade do Porto, em Portugal.

A Câmara é uma associação empresarial sem fins lucrativos que promove a divulgação do agronegócio a nível internacional com particular ênfase nos países de língua portuguesa.

“A Câmara Agrícola Lusófona é uma plataforma que permite às organizações e as empresas estabelecerem parcerias para promover a internacionalização, a inovação e o empreendedorismo”, lê-se num comunicado de imprensa enviado ao “O País” pela CTA.

O documento faz ainda referência que a Câmara é uma entidade reconhecida pelos Governos da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa.

“Agostinho Vuma já tinha sido nomeado Embaixador da Plataforma SBN para a Expansão Nutrição Saudável e engajamento do Sector Privado nestas práticas. Do lado político, a nível de África, é Embaixador dessa rede o antigo Presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete”, indica a nota de imprensa.

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