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A petrolífera italiana Eni programou para esta terça-feira, o primeiro teste em água, da plataforma flutuante que vai produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) na área 4 da Bacia do Rovuma. Trata-se do projecto Coral Sul.

Já está a ganhar forma a primeira plataforma que vai produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. A petrolífera italiana Eni anunciou ontem, na Coreia do Sul, que o navio em construção naquele país asiático será testado na água, hoje, pela primeira vez.

É um marco considerado importante pela petrolífera Eni, líder do projecto Coral Sul, da área 4, localizada na Bacia do Rovuma, na região norte do país. É o primeiro teste em água a ser feito, depois de ter sido montada a base da infra-estrutura.

Com cerca de 430 metros de cumprimento, 66 de largura e 42 metros de altura, depois do primeiro teste, prevê-se igualmente, o início da montagem do equipamento necessário para o arranque da produção de gás natural em 2022.

“Toda a gente está muito feliz aqui por este marco. É a primeira vez que o navio vai flutuar”, referiu o responsável pela construção da plataforma, Luca Fraccenda.

Mas só em finais de 2021 é que esta infra-estrutura que está a ser montada na Coreia do Sul será rebocada para Cabo Delgado, um processo que terá a duração de pelo menos um mês. Estão envolvidos na construção cerca de quatro mil pessoas.

Chegada ao país, a plataforma será encaixada em poços que estão a ser abertos desde Setembro de 2019 nas águas profundas da Bacia do Rovuma para a extracção do gás natural. Espera-se que o projecto produza 3.4 milhões de toneladas por ano.

“Iniciaremos a produção em 2022, mas, com certeza, o pico da capacidade de 3.4 milhões de toneladas ao ano será alcançada gradualmente, não imediatamente.

Prevemos que haverá uma subida a partir de 2022”, considerou Luca Fraccenda.

Por cima da plataforma será montado um complexo residencial com capacidade para acolher 350 pessoas, escritórios, áreas de lazer, entre outros compartimentos, um trabalho a ser feito no próximo dia 16, segundo a Eni. Na fase de operação, o projecto Coral Sul contará com cerca de 200 trabalhadores.  

Refira-se, que o volume de investimento do projecto Coral Sul foi de oito mil milhões de dólares.

 

 

O custo de vida em Moçambique acelerou abaixo das previsões do Governo no ano passado. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a inflação média anual situou-se nos 2,78%, contra uma estimativa em torno de 6%, do Executivo.

A entrada de 2019, o Governo fixara uma inflação média de 12 meses, em torno de 6%, mas a mesma situou-se nos 2,78% no fecho do ano, ou seja, o custo de vida acelerou menos que o previsto.

É pelo terceiro ano consecutivo, que este indicador situa-se na casa de um dígito, depois do record em 2016 (inflação acima de 25%). Em 2017 cifrou-se nos 5,65%, contra 3,96% no ano seguinte.

O registo de 2019, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) deveu-se as divisões de saúde, de educação e de restaurantes, hotéis, cafés e similares que observaram aumentos na ordem de 5,92%, 4,30% e 4,13%, respectivamente.

“O mês de Dezembro foi o mais severo com aumento de preços na ordem de 1,28%, explicado em grande medida pelo agravamento dos preços dos produtos frescos com destaque para o tomate, cebola, alface e couve”, indica o INE.

Por cidade, Beira foi a região mais cara do país em 2019, ao registar uma subida geral de preços em 4,78%, seguida de Nampula com 3,12% e por último a cidade de Maputo com 1,94%.   

Recorda-se, que para os próximos três meses, o Banco de Moçambique prevê uma ligeira aceleração da inflação, ainda assim, mantendo-se baixa e sem comprometer os objectivos de estabilidade de preços.

A previsão de ligeira aceleração de inflação dever-se-á a menor oferta interna de produtos alimentares, tensão político-militar na zona centro do país, que está condicionar o fluxo de pessoas e bens e ocorrência de chuvas acima do normal.

 

 

O Ministro dos Transportes e Comunicações fez um balanço positivo do novo sistema de mobilidade urbana introduzido em Maputo. Para maior eficiência do serviço, Carlos Mesquita quer que o sector privado seja “mais activo”.

O transporte urbano de passageiros na chamada área metropolitana de Maputo, que compreende para além da capital do país, os municípios de Matola e Boane, bem como o distrito de Marracuene, conheceu grandes melhorias no ano passado, com destaque para a introdução do transporte público 24 horas por dia.

A constatação é do ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, que efectuou esta quinta-feira, a primeira visita oficial à Agência Metropolitana de Transportes de Maputo.

“O desempenho da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT) é positivo. Os resultados de 2019 mostram que as metas foram alcançadas. O Governo vai continuar a acarinhar este tipo de iniciativa”, disse o governante.

Entretanto, e ciente dos desafios, Carlos Mesquita desafiou o sector privado nacional a ser mais “activo” para que o sistema de mobilidade urbana seja mais eficiente.

“É preciso que o sector privado faça mais investimentos no sector de transporte, com a compra de mais autocarros porque há défice. Estamos a trabalhar na alocação de autocarros movidos a gás”, indicou Mesquita.

 

 

O manuseamento de carga diversa do Porto de Nacala atingiu 2.2 milhões de toneladas em 2019, mais 16% quando comparado com o ano anterior.

O Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) informa que o Porto de Nacala registou um fluxo de 2.2 milhões de toneladas de carga em 2019, contra 1.9 milhão de toneladas no ano anterior.

Em comunicado divulgado hoje, a sociedade gestora daquela infra-estrutura portuária do norte do país, indica que o aumento é resultado dos investimentos da empresa em recursos humanos e técnicos, além da aquisição de novos equipamentos.

“O porto conseguiu alcançar o orçamento previsto para o ano de 2019 e superar a produção realizada no ano de 2018”, lê-se no referido documento.

Refira-se, que a concessão de 15 anos do Porto de Nacala à CDN termina esta sexta-feira (10 de Janeiro). Em Dezembro último, a empresa anunciou que vai reforçar a aposta no transporte ferroviário.

Com a nova aposta, a concessionária vai reforçar o principal negócio que é o de escoamento e embarque do carvão, a partir de Tete para o Porto de Nacala e alavancar a potencialidade do transporte ferroviário de carga geral.

Válida por 30 anos, consta que a concessão ferroviária do corredor de norte inicia a 10 de Janeiro.

A extração de carvão pela empresa mineira brasileira Vale na região de Tete tornou viável a construção da ferrovia de 912 quilómetros, incluindo 200 que atravessam o território do Maláui, e um terminal portuário de águas profundas em Nacala.

Corredor de Desenvolvimento do Norte é uma sociedade anónima constituída e registada em Moçambique, cujo objetivo é a gestão, reabilitação e exploração comercial de forma integrada das infra-estruturas do porto de Nacala e da rede ferroviária do norte do país.

O principal objectivo da CDN é a prestação de serviços ferroviários e portuários de alta qualidade, eficiência e segurança nas infra-estruturas e concessões atribuídas a empresa, servindo com eficácia os mercados nacional e regional.

Em função dos novos desafios, a empresa procura modernizar toda a sua infra-estrutura, bem como o seu modelo de gestão, de forma a garantir a melhoria do serviço e tornar-se competitiva e sustentável.

O objectivo final é melhorar a circulação ferroviária e portuária, expandindo e modernizando a frota existente, com especial atenção às questões de segurança operacional, garantindo a segurança dos seus funcionários, passageiros e equipamento.

 

O Governo, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique a Organização dos trabalhadores Moçambicanos vão discutir o salário mínimo entre Fevereiro e Março próximos.  

Nos primeiros dois meses do novo Governo, os actores do sector de trabalho vão estar reunidos para decidir quanto é que devem receber os trabalhadores menos pagos do país.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique já começou a convidar os representantes dos oito sectores que serão alvo das discussões para que se inscrevam. A inscrição deverá ser feita até 08 de fevereiro próximo através dos endereços electrónicos da CTA.

Recorde-se que o aumento salarial registado no ano passado foi o mais baixo de sempre, tendo superado o recorde do ano anterior, que também tinha sido o pior aumento até então.

Isto quer dizer que em 2018 o aumento foi entre 6 e 18.67 porcento, sendo que o aumento, para o salário mais baixo, era de 260 meticais. Já no ano passado, o aumento variou entre 5 e 12 porcento. Sendo que o aumento, o rendimento mais baixo foi de 212 meticais.

Na altura, o governo argumentou que a aprovação dos novos salários mínimos visavam salvaguardar a manutenção dos postos de trabalho, a eventual criação de outros postos de trabalho e a necessidade de não sufocar o patronato.

Não sufocou o patronato, mas os trabalhadores sentiram-se sufocados, explicando que para um moçambicano que recebe salário mínimo ter cesta básica de um mês teria de ter pelo menos 5 salários mínimos.

 

 

 

O Fundo especial para a recuperação e expansão de negócios pós Idai e Kenneth aprovou e vai apoiar 22 projectos. O suporte a estes projectos vai custar 64 milhões de meticais.

Os ciclones Idai e Kenneth deixaram prejuízos avultados para o empresariado de Sofala e Cabo Delgado. Logo na sequência foi criado o Fundo Especial para Recuperação e Expansão de Negócios.

Num documento enviado ao “O País”, a CTA indica que o Fundo indica que já foram aprovados 22 projectos de vários sectores de actividades. Apoiar a estas empresas vai custar 64.2 milhões de meticais, sendo que neste momento já foram gastos 5.8 milhões de meticais em questões de assistência a mercados.

O documento indica que as propostas recebidas superam o valor inicialmente fixado para esta iniciativa que era de 74 milhões. Por isso, os parceiros estão a mobilizar fundos adicionais para recuperação de empresas afectadas pelos desastres naturais.

 

 

O Banco de Moçambique alerta para os principais riscos de instabilidade financeira no país. O elevado nível da dívida pública, baixa qualidade do crédito e tensão político-militar, estão entre os factores arrolados pelo regulador do sistema financeiro.

O risco global para a estabilidade financeira em Moçambique diminuiu nos últimos três anos, devido às políticas monetárias adoptadas pelo Banco Central. O rácio de solvabilidade das instituições financeiras encontra-se acima do recomendado e o crédito mal parado reduziu.

“Os bancos moçambicanos estão bem capitalizados e reportam rendimentos elevados sobre seus investimentos em activos do balanço, com as disponibilidades e aplicações em instituições de crédito a registarem crescimento”, indica o Banco de Moçambique no seu Boletim de Estabilidade Financeira de 2019, divulgado há dias.

Porém, o regulador do sistema financeiro nacional alerta para alguns riscos de instabilidade macroeconómica, com destaque para o elevado nível de endividamento público, baixa qualidade de crédito e tensão político-militar.

“Os níveis de dívida das sociedades não financeiras, das empresas públicas e dos particulares continuam elevados. A principal vulnerabilidade no sistema financeiro moçambicano é o elevado nível de endividamento no sector público, conjugado com o baixo crescimento económico. A qualidade da carteira de crédito dos bancos mostra sinais de deterioração, mas os bancos reportam elevadas taxas de solvência e lucratividade”, refere o Boletim de Estabilidade Financeira.

A composição do sistema financeiro é outro dos ricos apontados pelo Banco Central, devido ao domínio dos três maiores bancos, mostrando a sua importância no sistema e elevando os riscos de instabilidade financeira em caso de falência de um dos bancos.

“Este nível de concentração bancária limita a concorrência entre os bancos comerciais em termos de produtos e preços (taxas de empréstimos e depósitos). De igual modo, aumenta o risco de contágio se um dos três principais bancos enfrentar desequilíbrio financeiro”, refere o Boletim do Banco de Moçambique.

O histórico de conflitos pós-eleições no país, também mereceu destaque da síntese do Banco Central, que antevê aumento dos custos financeiros no sistema bancário, ou seja, as operações bancárias poderão ficar mais caras para os clientes.

“Os ataques armados na região norte de Cabo Delgado são também um elemento de preocupação do sistema bancário, particularmente, no que diz respeito aos projectos de expansão da banca aos distritos afectados, restringindo os investimentos e, consequentemente, limitando a inclusão financeira”, refere o Banco Central.

O número de turistas na província da Zambézia reduziu no natal deste ano de 1.400 em 2018 para cerca de 700 este ano. A instabilidade ao longo da EN1 na região centro do país é apontada como sendo um dos factores.

Quando tudo indicava que em 2019 as 340 instâncias turísticas iriam acomodar maior número de hóspedes comparativamente ao ano passado eis que a situação no terreno provou o contrário.

A direcção provincial da cultura e turismo diz que a situação surpreendeu não só aos operadores mas também ao governo provincial. A instabilidade que se vive na região centro pode estar a contribuir nesta situação.

Entretanto se no natal a ocupação dos quartos não atingiu os 75% no final de ano espera-se contrário. Pois, o número de reservas estão próximos de 80% o que naturalmente conforta os operadores.

E os operadores que não aceitaram gravar entrevista pedem ao governo para fazer de tudo no sentido de se parar o actual estágio da instabilidade no centro e norte do país.

 

 

 

O Banco de Moçambique prevê uma maior pressão sobre a despesa pública em 2020, em parte, devido aos esforços de reconstrução pós desastres naturais no centro e norte do país.

As projecções do Banco Central para o médio prazo continuam a indicar um crescimento do Produto Interno Bruto, redução do défice fiscal após donativos e, consequentemente, uma queda do nível de endividamento público, devido a maior eficiência na cobrança de receitas e pelo uso de parte das mais-valias arrecadadas em 2019 no valor de 880 milhões de dólares.

Contudo, haverá maior pressão sobre a despesa pública no próximo ano, para fazer face às exigências decorrentes do pacote de descentralização administrativa e dos esforços de reconstrução pós ciclones Idai e Kenneth, que arrasaram as regiões centro e norte do país.

“Quanto à actividade económica, mantêm-se as previsões de recuperação em 2020, ainda assim, abaixo do seu potencial”, lê-se no relatório de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação do Banco de Moçambique, divulgado esta terça-feira na sua página oficial.

Esta melhoria será suportada pela reconstrução pós ciclones, liquidação das dívidas do Estado com os fornecedores de bens e serviços e implementação dos projectos relacionados com a exploração de gás e petróleo na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

“As reservas internacionais do país continuam em níveis confortáveis. Na primeira semana de Dezembro, as reservas internacionais brutas situaram-se em USD 3.6 mil milhões, suficientes para cobrir mais de seis meses de importações, excluindo os grandes projectos”, refere o documento.

Relativamente ao custo de vida, o Banco Central aponta para uma ligeira aceleração da inflação anual nos próximos três meses, ainda assim mantendo-se baixa e sem comprometer os objectivos de estabilidade de preços.

A previsão de ligeira aceleração de inflação é justificada pelos seguintes factores: Menor oferta interna de produtos alimentares, tensão político-militar na zona centro do país que condiciona o fluxo de pessoas e bens e a probabilidade de ocorrência de chuvas acima do normal nos primeiros meses de 2020.

Com todos estes cenários, o Comité de Política Monetária do Banco Central indica que continuará a monitorar os indicadores económico-financeiros e os factores de risco e não hesitará em tomar as medidas correctivas necessárias antes da sua próxima reunião ordinária, agendada para Fevereiro de 2020.

 

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