O País – A verdade como notícia

A concessionária da Estrada Nacional Número Quatro (EN4), a sul-africana Trans African Concession, deverá agravar as tarifas das portagens de Maputo e Moamba, a partir de 1 de Fevereiro próximo.

Neste contexto, na portagem de Maputo, os carros de classe 1 (ligeiros) passarão a pagar 40 meticais contra os actuais 35 meticais. Os carros de classe 2 (camionetas ou autocarros de dois eixos) passarão a pagar 130 meticais contra os actuais 120 meticais. Enquanto isso, os carros de classe 3 (camiões e autocarros) deverão pagar 375 contra os actuais 350 meticais. Os carros de classe 4 (camiões articulados) pagarão 550 contra os actuais 500.

Na portagem de Moamba, as tarifas passa para 210 meticais contra os actuais 190 para os carros de classe 1, enquanto os carros de 2 passam a pagar 530 meticais contra os actuais 480. Os carros de classe 3 passam dos actuais 1 100 para 1 150 meticais, sendo que os carros de classe passam dos actuais 1 500 para 1 600 meticais.

Entretanto, os transportes semi-colectivos e públicos de passageiros não virão a sua tarifa de portagem alterada, continuando a pagar 15 meticais, em Maputo, e 81 meticais, em Moamba, os de classe 1. Os transportes de classe 2 manter-se-ão a pagar 51 e 198 meticais, em Maputo e Moamba, respectivamente.

De referir que o último ajustamento das tarifas de Portagem na N4 foi observado a 1 de Dezembro de 2017, portanto há mais de  dois anos.
 

 

O valor a ser investido em Moçambique foi tornado público ontem, por volta das 16 horas de Moçambique, através de um comunicado de imprensa. Na nota, o governo britânico compromete-se a investir em África cerca de 261 milhões de dólares em sete anos.

O compromisso resulta da Cimeira de Investimentos Reino Unido-África que iniciou na segunda-feira e conta com uma delegação moçambicana liderada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi e que conta com alguns ministros e o sector privado moçambicano.

De acordo com a Declaração do Governo do Reino Unido desta terça-feira, 2.6 milhões de dólares é a verba que será usada para financiar o empoderamento económico da mulher em Moçambique com o objectivo de expandir o trabalho para outros países da região.

Pretende-se ainda, com a quantia fortalecer as relações entre o Reino Unido, os sectores público e privado e a sociedade civil moçambicana.

Uma outra tranche, calculada em cerca de 28.7 milhões de dólares americanos pelo Reino Unido, será aplicada em Moçambique em um novo programa que visa aumentar o acesso à energia doméstica e comercial através da inovação e do investimento no sector privado.

Nos próximos cinco anos, o Reino Unido pretende reforçar o financiamento ao sector agrícola moçambicano, disponibilizando cerca de 52.3 milhões de dólares. Importa referir que o agronegócio é uma das principais áreas que britânicos pretendem investir em Moçambique.

“O financiamento melhorará a participação do sector privado em áreas selecionadas da agricultura para promover maior resiliência climática, além de estimular o crescimento setcorial e a transformação da economia de Moçambique”, refere o comunicado de imprensa.

Já no continente africano, o Reino Unido compromete-se em expandir o seu apoio financeiro para 45 países, incluindo Moçambique visando melhorar a atractividade dos seus sistemas financeiros para investidores.

Pretende-se ainda com o investimento ajudar a aumentar os fluxos comerciais entre os países da África Austral e reduzir as barreiras comerciais.

“No futuro, o Reino Unido buscará aprofundar esses acordos para torná-los ainda melhores para os negócios, garantindo que eles reflitam as ambições dos parceiros africanos de aumentar o comércio com o Reino Unido em serviços de alto valor, aproveitando a Internet e as novas tecnologias”, indica ainda a nota enviada a jornalistas.

Segundo o documento, a Cimeira acordou novas parcerias duradouras entre o Reino Unido e os países africanos para gerar mais investimentos, empregos e crescimento.

“Mais de mil pessoas participaram da cimeira, incluindo Chefes de Estado e Ministros de Governos africanos, CEOs e representantes séniores de empresas africanas e britânicas, investidores institucionais, organizações internacionais, instituições financeiras e sociedade civil”, lê-se ainda no comunicado.

Na cimeira houve ainda partilha de dados relevantes sobre as empresas africanas, tendo sido feito referência que 8 das 15 economias que mais crescem estão na África e, em 2050, mais de 1 em cada 4 consumidores globais será africano.

A nota de imprensa refere ainda que a CDC Group, Instituição Financeira de Desenvolvimento do Reino Unido, é um investidor líder, com mais de £2,4 biliões (2,6 biliões de dólares) investidos em mais de 600 empresas em África, empregando mais de 370.000 pessoas, tendo anunciado cerca de 392 milhões de dólares em novos compromissos de investimento na Cimeira e planeja investir mais £2 biliões (cerca de 2.6 biliões de dólares) em África até 2022.

O Reino Unido pretende assim construir um relacionamento mais forte e de longo prazo com os países africanos baseado no comércio, investimento, valores compartilhados e interesse mútuo.

“O Reino Unido quer ser o parceiro de investimento preferido para a África e continuará a apoiar os países africanos na sua ambição de transformar suas economias”, lê-se na declaração daquele país.

 

DADOS:
2.6 Milhões de dólares
Financiamento a ser feito pelo Reino Unido para fortificar o empoderamento económico das mulheres

28.7 Milhões de dólares
Investimento a ser realizado em um novo programa que visa aumentar o acesso à energia doméstica e comercial

52.3 Milhões de dólares
É o financiamento à agricultura a ser realizado nos próximos cinco anos que visa melhorar o desempenho do sector

261 Milhões de dólares
Valor a ser investido no continente africano em sete anos com o objectivo de aumentar o fluxo comercial entre os países

 

 

A Cimeira Reino Unido-África foi uma oportunidade de troca de contactos entre empresários nacionais e estrangeiros que esperam acções concretas num futuro próximo.

Nas ruas de Londres, o movimento parece concordar com a expressão clássica dos ingleses – time is money, ou seja, tempo é dinheiro…

A sala que acolheu a cimeira Reino Unido-África esta segunda-feira esteve lotada…nos corredores também fazia-se corredores que depois deverão se traduzir em dinheiro! Mas enquanto isso não acontece, é preciso respeitar o tempo.

As trocas comerciais entre Moçambique e Reino Unido são muito insignificantes e por vezes com números picantes, como apenas 3,5 milhões de dólares investidos em 2019 no nosso país pelos britânicos. Até aqui sabe-se apenas da macadâmia e do piri-piri que Moçambique exporta para este país europeu.

O Governo sabe que é preciso produzir mais e com qualidade, processar e exportar. Nessa visão, o sector privado é um parceiro importante.

 

 

O Governo do Reino Unido comprometeu-se, no âmbito da cimeira com África, que hoje termina em londres, a financiar, com 83,6 milhões de dólares, o empoderamento económico das mulheres em Moçambique, aumentar o acesso à energia doméstica e comercial e apoiar o sector agrícola. O país vai ainda beneficiar de parte dos 261 milhões de dólares destinados à Africa Austral, para reduzir as barreiras ao comércio e aumentar o investimento.

Na cimeira – em que o país esteve representado ao mais alto nível pelo Presidente da República, Filipe Nyusi – acordou-se “novas parcerias duradouras” entre o Reino Unido e os países africanos para gerar mais investimentos, empregos e crescimento.

Em Moçambique, o Reino Unido vai injectar 2,6 milhões de dólares para “elevar, significativamente, o trabalho sobre o empoderamento económico das mulheres”. O fundo destina-se a “expandir o trabalho”, segundo um comunicado do Alto Comissariado Britânico em Maputo, enviado ao “O País”.

O documento refere, também, que operações similares serão feitas noutros países da região Austral, “incluindo o fortalecimento das relações com parceiros do sector público, sociedade civil e sector privado”.

Para aumentar o acesso à energia doméstica e comercial, através da inovação e investimento do sector privado, o Reino Unido anunciou um novo programa igualmente para Moçambique, orçado em cerca de 28,7 milhões de dólares.

Outros 52,3 milhões de dólares serão desembolsado a favor do país com vista a “ampliar o apoio ao sector agrícola nos próximos cinco anos”.

“O financiamento melhorará a participação do sector privado em áreas selecionadas da agricultura para promover maior resiliência climática, além de estimular o crescimento sectorial e a transformação da economia de Moçambique”, explica a nota do Alto Comissariado Britânico em Maputo.

O Reino Unido vai disponibilizar outros cerca de 261 milhões de dólares, em sete anos, para a ajudar a África Austral a “aumentar os fluxos comerciais intra-africanos, reduzir as barreiras ao comércio e aumentar o investimento”.  

Mais de mil pessoas participaram da cimeira, incluindo chefes de estado e ministros de governos africanos, CEOs e representantes seniores de empresas africanas e britânicas, investidores institucionais, organizações internacionais, instituições financeiras e sociedade civil.

A declaração feita depois do encontro diz que o Reino Unido vai alargar a sua “plataforma de aprofundamento do sector financeiro” para apoiar 45 países africanos, incluindo Moçambique, com vista a “aumentar a atractividade de seus sistemas financeiros para investidores”.

Durante a cimeira, falou-se do “extraordinário dinamismo e inovação das empresas africanas”, sendo que “oito das 15 economias que mais crescem estão na África”.
Deste modo, projecta-se que, em 2050, “mais de um em cada quatro consumidores globais será africano”, de acordo com o comunicado Alto Comissariado Britânico em Maputo.

 

O fundo português de apoio ao investimento em Moçambique (Investimoz) formalizou na passada quinta-feira, duas linhas de financiamento no valor de 15 milhões de euros para as Pequenas e Médias Empresas moçambicanas.

O protocolo foi rubricado pela SOFID, entidade gestora do Investimoz, e dois bancos moçambicanos, entre os quais o BCI, representado pelo respectivo coordenador da Comissão Executiva, José Furtado.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que por meio dos contratos rubricados, os bancos têm acesso até um total de 15 milhões de euros para financiar PME moçambicanas, que tenham visto a sua actividade atingida por calamidades naturais.

A cerimónia de assinatura dos contratos contou ainda com a presença do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, da embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, da Secretária Permanente do Ministério da Indústria e Comércio de Moçambique, Maria Ribeiro Pinto, do presidente da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), Teotónio Comiche, entre outras personalidades.   

Recorde-se que em 2015, o BCI, o Instituto da Cooperação e da Língua, o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e a AMB assinaram, um contrato de prestação de apoio financeiro, que estabelecia os termos e condições do apoio financeiro a prestar pelo Fundo Empresarial de Cooperação Portuguesa (FECOP) e que tinha em vista a colocação de Crédito a Micro, Pequenas e Médias Empresas, Associações e Cooperativas de variados ramos de actividade.

 

 

A consultora EXX Africa classificou Moçambique como o melhor destino de investimento na África subsaariana este ano, seguido da vizinha África do Sul.

Ultrapassados os problemas do colapso cambial (forte depreciação do Metical face às principais moedas de circulação no mercado), dívida pública e fraca governação, a consultora EXX Africa conclui que Moçambique virou a página no panorama internacional e é o melhor destino para investimento na África subsaariana este ano.

Intitulado, “Vencedores e Perdedores Africanos em 2020”, o mais recente relatório da EXX Africa aponta a vizinha África do Sul como o segundo melhor classificado a nível da região.

“Quando começarem avultados investimentos estrangeiros na indústria do gás natural e possível apoio do Fundo Monetário Internacional, melhor desempenho do sector bancário e o resultado de processos legais internacionais no escândalo de dívidas ocultas serão indicadores-chave para nossa projecção optimista”, escreve a consultora.

E acrescentam, que as eleições gerais do ano passado, não provocaram distúrbios em massa e o Governo moçambicano tem um forte mandato para implementar melhorias regulatórias e legislativas no sector de gás.

Sobre os ataques dos insurgentes no norte do país, a EXX Africa refere que a incursão fracassou na sua missão de impedir a entrada de investimento estrangeiro nos projectos do gás. Entretanto, é preciso que haja monitoria da situação nos próximos anos”.

O relatório sobre 2020, que retira Angola da lista dos melhores destinos de investimento, identifica cinco riscos principais para o continente africano este ano: A implementação do acordo de livre comércio, as revoltas populares, as eleições, a nova moeda Eco na África Ocidental e mudanças climáticas.

 

 

 

No discurso de 15 de Janeiro alusivo à sua tomada de posse para o segundo mandato como Presidente da República, Filipe Nyusi discursou em quase 60 minutos e uma das abordagens feitas pelo chefe do Estado foi sobre a melhoria do ambiente de negócios.

A Confederação das Associações Económicas (CTA) diz que “acompanhou atentamente e que também apreciou de forma positiva a visão do chefe do Estado”, sobretudo para três grandes aspectos.

 

MELHORIA AO FINANCIAMENTO DO SECTOR PRODUTIVO

“Na abordagem de melhoria ao acesso ao financiamento para o sector produtivo, a CTA comunga com a necessidade de criação de Instituição Financeira de Desenvolvimento virada para viabilizar negócios nos sectores produtivos e não apenas para financiamento.

Por isso, será importante olhar e avaliar o papel das instituições já existentes com papel similar”, destacou Álvaro Massinga, vice-presidente da agremiação que congrega a classe empresarial e que, igualmente, representa o sector privado no país.

“Os sectores produtivos precisam de linhas de financiamento de desenvolvimento, com períodos de graça no mínimo de 18 meses e maturidade acima de 5 anos, e taxas de juro abaixo de dois dígitos, algo que o mercado, nunca dispôs. Este novo mecanismo ou instrumento projectado, para lograr as devidas expectativas, deverá responder estas características”, acrescentou Massinga.

 

ATENÇÃO ESPECIAL AO SECTOR AGRÍCOLA

“No sector agrícola, a atenção especial deverá ser dada à gestão de todo o processo logístico dos insumos para a agricultura que tem afectado, grandemente, a sua produtividade. Por outro lado, é importante que, gradualmente, a despesa de investimentos no sector seja descentralizada”, apontou o vice-presidente da CTA, em sugestão às reformas necessárias.

 

RETIRADA DE TAXAS NO PROCESSO DE LIGAÇÃO DA ENERGIA ELÉCTRICA

“A nível do acesso à energia eléctrica, a retirada de taxas no processo de ligação remove barreiras ao acesso para a maioria da população, o que incentivará a expansão da oferta de produtos e serviços pelo sector privado para o segmento da população anteriormente excluída, o que significa boas perspectivas na expansão da demanda e de oportunidades de negócios”, disse Massinga, propondo, igualmente, “que os incentivos sejam estendidos às empresas que na prossecução da sua actividade produtiva, têm investido pretendam investir na expansão da rede eléctrica”.

Na reacção ao discurso de investidura de Filipe Nyusi, esta sexta-feira, a CTA disse acreditar que nos próximos anos Moçambique poderá melhorar o seu desempenho no Doing Business, tanto é que a confederação oferece a sua colaboração ao Governo para um programa de monitoria sobre os processos de negócios.

Quanto aos desafios, a CTA entende que prevalece a necessidade da reposição do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) na agricultura, bem como a aprovação de uma lei do conteúdo nacional.

 

 

A província de Inhambane tenta reerguer-se e recuperar o título de um dos maiores produtores de castanha de caju do país.

A previsão para a presente campanha indica a comercialização de mais de 12 mil toneladas da oleaginosa, mas a realidade mostra que os números podem ser ultrapassados em cerca de mil a 2 mil toneladas.

A venda poderá render aos produtores mais de 500 milhões de meticais. Entretanto, o processamento a nível local, continua a ser o problema.

Para reverter o cenário, vai entrar em funcionamento uma unidade de processamento da castanha de caju no distrito de Massinga.

Os distritos de Funhalouro, Panda e Mabote são os maiores produtores da castanha de caju em Inhambane, sendo para muitas famílias a fonte de rendimento para comprar comida, uma vez que nas machambas tudo secou.

 

 

O Estado poderá encaixar 300 milhões de dólares por ano no projecto de gás natural liquefeito Coral Sul que arranca em 2022. A plataforma que será usada na exploração do gás foi colocada hoje pela primeira vez no mar na Coreia do Sul e em poucos dias começa a ser equipada.

Já flutua nas águas da Coreia do Sul a plataforma que será montada próximo ano na Bacia do Rovuma para explorar gás natural liquefeito, naquele que é o primeiro projecto do género a ser implementado no país. Esta estrutura pesa, até aqui, mais de 140 mil toneladas.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo falou dos ganhos anuais que o país poderá ter quando o projecto atingir o seu pico de produção. Carlos Zacarias não especificou, no entanto, datas efectivas para que tal comece a acontecer.

Já nos 25 anos da concessão, o Estado poderá encaixar 19 biliões de dólares. Depois de extraído no Rovuma, o gás passará pelo processo de transformação e será armazenado nesta plataforma com capacidade de 238 mil metros cúbicos, para posterior venda, na totalidade à BP.

Depois da finalização do processo de instalação aqui na Coreia, a plataforma será levada para Moçambique e já háa uma estimativa de horizontes temporais para os testes na Bacia do Rovuma.

O projecto Coral Sul vai extrair gás natural em seis poços localizados no alto mar na província de Cabo Delgado. Para o funcionamento da plataforma, será criada uma central com capacidade para produzir 200 megawatts de energia eléctrica que será usada na liquefação do gás natural.
 

 

 

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