O País – A verdade como notícia

O governador do Banco de Moçambique decidiu prorrogar, a título excepcional, o prazo de liquidação do Nosso Banco – Sociedade em Liquidação, por um período de 90 dias, a contar da data do fim do Estado de Emergência (30 de Abril), revela um comunicado do Banco Central enviado ao “O País” esta noite.

A medida, segundo o regulador do sistema financeiro, foi tomada tendo em conta que: “a) O processo de liquidação do Nosso Banco – Sociedade em Liquidação se encontra na sua derradeira fase; b) Estão em implementação medidas de contenção da propagação do novo coronavirus, no âmbito do Estado de Emergência em vigor no país, as quais têm estado a condicionar o normal funcionamento das instituições públicas e privadas, e, por conseguinte, a constranger o acesso, pelos utentes, dos serviços por estas prestados; e c) Se mostra recomendável preservar os interesses dos credores do Nosso Banco – Sociedade em Liquidação”, refere a nota do Banco Central. 

Num outro despacho, igualmente de 27 de Abril de 2020, e ao abrigo do disposto no nº3 do artigo 63 da Lei n.º 30/2007, de 18 de Dezembro, Lei da Liquidação Administrativa das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, o governador do Banco de Moçambique decidiu nomear Hortência da Glória Alberto para desempenhar as funções de vogal, em representação dos credores, na Comissão Liquidatária do Nosso Banco, SA – Sociedade em Liquidação. Hortência substitui no cargo Agostinho Júlio Magenge.

A decisão de Zandamela decorre de um pedido que o Banco de Moçambique recebeu, da parte dos credores da massa falida, para a substituição do seu representante na Comissão Liquidatária.

 

O Fundo Monetária Internacional (FMI) aprovou, ontem, um financiamento para Moçambique de 309 milhões de dólares americanos que o país deverá reembolsar com uma taxa de juro zero, ou seja, sem juros num período de 10 anos.

O valor aprovado, ontem, pela Comissão Executiva do FMI faz parte do pacote de financiamento daquela instituição denominado Facilidade Rápida de Crédito (RCF, na sigla inglesa), sendo que neste caso específico visa ajudar Moçambique a satisfazer as necessidades urgentes que estão a surgir devido à COVID-19.

De acordo com o comunicado de imprensa do FMI, o valor começa a ser pago, praticamente, a partir de finais de 2025. Trata-se de um período em que se espera que Moçambique já esteja a produzir gás natural na Bacia do Rovuma, província nortenha de Cabo Delgado. Isso quer dizer que Moçambique terá um período de graça, ou seja, de não pagamento do crédito desembolsado pelo Fundo Monetário de cinco anos e meio.

“As perspectivas macroeconómicas enfraquecidas e a deterioração da situação fiscal criaram necessidades urgentes de financiamento externo e fiscal. O apoio financeiro do FMI contribuirá substancialmente para o cumprimento dos aumentos necessários nas despesas de saúde e outras redes de segurança social”, indica a nota do FMI.

Citado no comunicado de imprensa, Tao Zhang, Director Executivo Adjunto do FMI e Presidente, fala do impacto esperado do novo Coronavírus no país e da importância do financiamento.

“Espera-se que Moçambique seja afectado significativamente pela pandemia do COVID-19, interrompendo uma recuperação nascente após dois poderosos ciclones tropicais que ocorreram em 2019. O Apoio financeiro de emergência do FMI no âmbito da Facilidade Rápida do Crédito, acoplado com o financiamento adicional em donativos que ajudará a catalisar, contribuirá para atender as necessidades urgentes da balança de pagamentos de Moçambique geradas pela pandemia”.

Na nota, o FMI refere ainda que a prioridade imediata das autoridades moçambicanas é limitar o impacto da pandemia e preservar a estabilidade macroeconómica e financeira.

“Dado o limitado espaço fiscal e a elevada dívida pública de Moçambique, o apoio externo adicional, preferencialmente na forma de donativos e empréstimos altamente concessionais, também é necessário urgentemente para atender as elevadas necessidades de financiamento do país e aliviar os encargos financeiros da pandemia. A participação na iniciativa de suspensão da dívida do G20 proverá recursos adicionais para o combate à pandemia enquanto limita a deterioração dos indicadores de liquidez da divida de Moçambique no curto prazo”, aponta a nota.

Por fim, o Fundo Monetário Internacional recomenda que as autoridades moçambicanas evitem a corrupção e o uso indevido do valor do financiamento de emergência.

Para que tal aconteça, o FMI exige a publicação dos grandes contratos públicos de procurement e a realização e publicação de auditorias do uso dos fundos.
Além deste financiamento, o Fundo Monetário Internacional anunciou há cerca de 10 dias, um perdão da dívida do país de 15 milhões de dólares que devia ser paga entre 14 de Abril e 13 de Outubro deste ano. Tal alívio da dívida é classificado como donativo pelo FMI e também visa ajudar o país no combate à COVID-19.

 

O Governo moçambicano diz que parte dos 309 milhões de dólares do empréstimo aprovado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) vai financiar o défice do Orçamento do Estado deste ano, fixado nos cerca de 109 biliões de meticais.

A revelação do porta-voz do Ministério da Economia e Finanças, Rogério Nkomo, em exclusivo ao “O País”.

No actual contexto da pandemia da COVID-19, Rogério Nkomo disse que haverá uma “folga financeira” para financiar a saúde, empresas e famílias desfavorecidas.

Consta que o valor do empréstimo do FMI estará disponível na tesouraria pública já na próxima semana.

 

Falando no programa Grande Entrevista da STV, num contexto da pandemia COVID-19, o Ministro da Economia e Finanças reconheceu a necessidade de financiamento das empresas, porém disse que para tal, deve haver boas perspectivas de retoma. Além disso, Adriano Maleiane diz que, este ano, o Estado moçambicano tem 2.9 biliões de meticais para pagar dívidas aos seus fornecedores.

 

As medidas tomadas pelos Governo para conter a propagação do novo Coronavírus traduzem-se agora na desaceleração da actividade económica e num impacto directo e maior nas famílias de baixa renda, com risco eminente do agravamento da insegurança alimentar. A Organização da Nações Unidas já avançou num relatório que Moçambique faz parte dos países com a situação da insegurança alimentar mais grave. E porque salvar vidas implica conhecer a vida que levamos, qual é a fotografia que o Governo capta do impacto desta pandemia nas famílias e que resposta projecta?

A pandemia criou uma situação em que o Governo teve que rever em baixa a perspectiva de crescimento. Como sabe, o Orçamento de 2020 foi pensado já antes da pandemia e nessa altura nós pensávamos que era possível crescer a 4%, mas ao longo destes três meses fomos revendo nossa perspectiva de crescimento para 2% e os sectores que mais sofreram, por exemplo, a agricultura, 2.8, agora estamos a prever um crescimento de 1.5%. O sector que mais, praticamente, não vai crescer, estamos a falar de alojamento e restauração que tínhamos perspectivado 5.5% e agora zero. Então, isto é o primeiro impacto. Aquilo que nós chamamos de impacto macroeconómico. Mas a doença em si, para analisarmos o impacto, é preciso vermos como é que se manifesta para Moçambique, porque nós temos dois lados. O primeiro lado é no âmbito do comércio externo e o segundo é na mobilidade das pessoas. No âmbito do comércio externo, o que nós vemos é o que exportamos e que agora não podemos exportar e o que importamos e que agora não podemos importar porque aqueles que exportam também têm problemas. E é este debate, é esta análise que nos fez rever em baixa a nossa perspectiva de crescimento. Quando vamos para o segundo lado que é da movimentação de pessoas, a situação nas áreas do comércio e turismo são as mais afectadas. Então, era importante tomar isto em consideração e o Governo sempre esteve preparado para desastres naturais e é por isso que reforçou o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades e todos os anos coloca 0,01 por cento do total de receitas fiscais para efeitos de desastres naturais. Naturalmente, a COVID-19 não estava nas equações, mas na filosofia de preparação do Estado para enfrentar desastres naturais está lá e nessa perspectiva, esse é o montante que o Estado colocou para socorrer as pessoas que por alguma razão não possam ganhar o seu pão.

 

Senhor Ministro, descendo para um cenário em que olhamos para aquilo que as pessoas podem ter na mesa para a sua própria sobrevivência e nesse contexto que já é uma realidade em Moçambique, de insegurança alimentar, agravado com esta preocupação da COVID-19, que resposta concreta é que o Governo está a desenhar para minimizar este impacto para as famílias moçambicanas.

Nós como Estado, no Orçamento de 2020, há uma rubrica que se chama transferência para as famílias. São transferências para aquelas famílias que não conseguem ter o mínimo para poder viver. Sem Coronavírus, nós tínhamos 630 mil agregados familiares e agora estamos a acrescentar 500 mil agregados familiares, ou seja, por causa desta doença, desta pandemia, o orçamento está reforçado para atender mais 500 mil famílias, estando um total de um milhão e cem mil agregados. Então este é um lado social que está no orçamento que aparentemente as pessoas não viram, mas é o que está lá. Mas além disso temos mais a questão do vem depois e que está no 12/14 e está claro que tem medidas económicas para a área empresarial, para a área de micro-negócios.

 

Mas olhando ainda às famílias, senhor Ministro, que estratégia para garantir, por exemplo, a provisão de serviços básicos e essenciais como água, luz e porque não acrescer comunicação neste contexto em que é cada vez mais imprescindível, um cenário em que esta crise se estenda por três ou seis meses e possa deteriorar o poder de aquisição da maioria dos moçambicanos e em um contexto que houve também a suspensão da negociação do aumento do salário mínimo e o cenário de uma inflação média anual ainda é muito improvável que corresponda às projecções do Governo de 6.6%?

Mas o mais importante é perceber que a actuação está em função daquilo que o Ministério da Saúde diz sobre o que temos que fazer. O Ministério da Saúde já disse que nós temos que graduar. Nós estamos no nível três, portanto, no nível três ainda estamos a ter actividade económica e não chegamos àquela fase em que fechamos tudo. Então, todo esse orçamento foi elaborado na perspectiva do nível três, onde nós estamos e esses acréscimo que eu disse de atender às famílias é a tomar em consideração essa fase. Mas o Governo tem aquilo que nós chamamos de Plano Nacional de Contingência que é para que, se por alguma razão, esperemos que não cheguemos lá, ao nível quatro onde os outros chamam de lockdown, se por alguma razão nós chegarmos lá, o que é que seria necessário para os empregadores, o Estado e todos nós? Então, o Governo está a trabalhar na forma de como resolver para esses casos extremos que nós não queremos. Então, neste momento, uma das coisas que podia apelar é que vamos cumprir as normas que estão a ser emanadas através do Ministério da Saúde para pelo menos não chegarmos ao nível extremo.

 

Senhor Ministro, mesmo sem chegar ao extremo, no actual nível três, considerando que há possibilidades do Estado de Emergência vir a se estender por um pouco mais destes 30 dias de vigência, qual é o plano que o Governo tem em manga para responder àquilo que será a preocupação dos moçambicanos em ter aquilo que são os bens essenciais ao seu dispor num cenário de crise que já, de alguma forma, im pacta nas famílias?

O Estado não pode ir para além daquilo que o Orçamento permite e aquilo que permite o Orçamento é neste caso, o que eu disse. A situação é esta, as pessoas ainda trabalham. O que é que acontece para as pessoas que não estão a trabalhar, não conseguem ter a sua vida, e é isto que eu estou a dizer, que estamos a discutir com parceiros, mas a nível do Orçamento temos essa reserva que não é muito, tenho que reconhecer, que é para aumentar se for necessário o número de pessoas a beneficiar desse apoio social nos moldes que nós temos agora. Se continuarmos como estamos a dizer, as condições em que estamos, o orçamento ainda aguenta porque é só para apoiar as famílias mais necessitadas e isso nós temos. Temos apoio externo também mas o plano, esse que eu me referi, também prevê essa situação.

 

Para além das famílias, senhor Ministro, há o sector da educação que é de uma importância nevrálgica e já está a ressentir-se da COVID-19. O Governo remeteu, no caso das instituições privadas, para um diálogo com os pais e encarregados de educação para encontrar o meio-termo para o pagamento das propinas. Por um lado, as escolas precisam de receitas para garantir a sua continuidade. Considerando a importância deste sector, que incentivos económicos e financeiros podem ser desenhados para evitar o colapso de um sector tão importante quanto da saúde que já tem respostas e as famílias que já têm respostas?

Vamos disciplinar pelo menos a actuação de cada um. Por exemplo, na educação, o sector privado, o problema que levanta é que se os alunos não estão e não pagam as propinas, então tem problemas dos professores, tem problema do funcionamento das instituições e de uma maneira geral tem problema que todos têm, assim como o Estado tem e que é como pagar os salários dos seus funcionários. Esse é um dos problemas que o sector da educação privada tem. O que nós estamos a dizer é que nessa partilha de apoios é natural que esses professores estejam no INSS, da mesma maneira que os funcionários do Estado estão no Orçamento. O INSS provavelmente vai ter que ver essa questão. Portanto, não é o Governo que vai tirar o dinheiro, fazer transferência para pagar os professores do sector privado e isso tem que ficar claro. É por isso que estou a dizer que o papel do Estado nesse processo é ver as pessoas, as famílias, as empresas que estão a ter problemas porque há uma orientação para parar, por exemplo, para parar de trabalhar por razões muito concretas porque é assim que é recomendado. Se houver esse cenário, temos que partilhar as responsabilidades. O que nós estamos a dizer é que os funcionários ou empregados dessas instituições, provavelmente a empresa não estará em condições de pagar os salários, então a primeira instituição que vai abordar, tratando-se do sector privado, vai o INSS. Se for público naturalmente vai contactar o Estado.

 

Isso para dizer que o Governo não equaciona nenhuma intervenção no sector privado, pelo menos na educação.

No sector privado nós estamos a intervencionar na perspectiva em que se houver necessidade de comprar coisas que tem a ver com a parte de tratamento e todas essas coisas nós podemos estar, mas não posso estar aqui a prometer coisas que não estão contempladas. O Orçamento não está preparado para esses casos. O Orçamento está preparado para aqueles que por causa do Coronavírus vão ter problemas e não podem exercer a sua actividade porque há uma orientação a dizer que não podem fazer, tem que fechar.

 

É o caso das escolas privadas e públicas?

Sim, mas isso foi para todos. O que nós estamos a dizer é que vamos estudar, compartilhamos esta questão, porque nós não podemos dizer que olha não recebem as propinas e como não recebem as propinas, o Estado vai pagar essa verba. Não é possível porque os outros vão dizer não estou a pagar propinas porque não estou a ter aulas. Quando é assim, o problema da universidade ou da escola é mesmo o pagamento do professor que não tem culpa, ele está disponível, os alunos é que não estão a pagar as propinas. E não podem ser mandados embora porque neste período não há esquema específico para o ensino privado.

 

Voltando para os planos do Governo, o Executivo tem muitos sonhos para este ano desde o alcance de um crescimento económico de 2.2 por cento, controle da inflação, construção de várias infra-estruturas sociais e económicas, criação de mais de 230 mil postos de emprego, etc. Entretanto, os ventos da COVID-19 sopram no sentido contrário. A incerteza que esta pandemia cria no país e no mundo conjugado com o clima de instabilidade político-militar no centro e no norte do país. Julga concretizáveis as aspirações do Plano Económico e Social?

Este Plano Económico e Social foi equacionado de acordo com o momento que nós estávamos a viver e por isso é que saímos de quatro para 2.2 por cento. Agora, isto é o que era até a altura em que nós aprovamos o Orçamento e isto tudo é dinâmico. Por outro lado, olhando que naquela altura estavamos nos níveis um, dois até agora que estamos na fase três. Tivemos que fazer a rearrumação da despesa. Então, há sempre riscos. Temos que ser realistas, mas eu tenho ouvido as pessoas quando usam o indicador para dizer que o Orçamento tem riscos muitos altos, olham para este indicador que acabou dizendo. São três milhões de empregos e depois estamos a projectar 230 mil e por ai começa a conversa. É verdade mas já que estamos a usar a média, tínhamos que olhar se falamos de cinco milhões de empregos em cinco anos, então em média seriam 600 mil trabalhadores para todos os empregos por ano. Então, porque é que são 230 mil? Precisamente porque não é possível ter estes 600 mil como média, pelo menos no primeiro ano que é 2020 pelas seguintes razões: primeiro porque o orçamento foi aprovado em Abril porque não podia ser em outro tempo. É o primeiro orçamento do ciclo e depois esta questão, mas os três pressupostos para o emprego são aqueles. Nós estamos a dizer no Plano Quinquenal do Governo vamos pegar a agricultura e vamos transformar e inovar na agricultura, vamos trabalhar em cadeia de valor e é ai onde muita gente pode transformar. Eu já estava a dizer algum dia que temos que olhar para a agricultura como o maior capital que nós temos. Agora, o que tem que ser feito é transformar essas pessoas, ter a consciência de que são parte activa, por outras palavras, para as pessoas perceberem que na agricultura nós fazemos negócio, portanto, os números vêm aí e é por isso que se pensarmos na forma como estou a dizer, em princípio para chegarmos aos três milhões devíamos este ano começar por 600 mil.

 

Senhor Ministro coloco esta questão porque no ano passado por causa dos efeitos dos ciclones Idai e Keneth e também devido a instabilidade político-militar houve uma revisão das expectativas de crescimento económico para 2.2%. Este ano mantêm-se 2.2 e ainda tem os efeitos inesperados da COVID-19. É nesse sentido que coloca a razoabilidade da confiança nos 2.2% de crescimento económico neste contexto em que há sectores, como o turismo que em termos de previsão de crescimento é zero. A CTA no seu estudo aponta para um impacto em cerca de 90 por cento no pior cenário. Estamos a falar de nove mil pessoas empregadas nesse sector. Na agricultura, mais de 97 mil pessoas neste sector e é um dos sectores que já se ressente da dificuldade na aquisição de insumos para poder produzir e garantir que a actividade decorra em pleno. É conjugando todos esses factores que insisto nesta questão da confiança do Governo. Em que ela assenta para dizer que sim com todos esses factores vamos manter os 2.2%?

Primeiro, estamos todos de acordo em dizer que a agricultura representa uma percentagem significativa no nosso Produto Interno Bruto, 23%. Isso é um primeiro indicador e o segundo é que a agricultura funciona em campanha. O que nós estamos a dizer é que em 2020 aquela campanha que começou em Setembro de 2019 e que termina agora e que vamos ter a colheita e tudo é como está que na altura a perspectiva era de 2.8 e que agora com esta situação nós vamos parar no 1.5. Portanto, é que o grande sector, pelo menos para 2020, a primeira campanha é que dá a indicação e até agora está claro que a primeira campanha que é o grosso foi boa época e isso tem peso significativo. A segunda questão, se reparar, é que a indústria transformadora é de 3% e ainda há alguma esperança e não tenho indicação que nós não possamos ter isso. E a indústria extractiva, essa caiu muito porque de 3.5 está a ter 1.5 precisamente porque os preços no mercado internacional não estão nos níveis que estamos à espera. E depois, há um outro aspecto mais importante também é que nós não podemos comparar o 2.2% de 2019 com o 2.2% de 2020 porque primeiro, em 2019, a nossa população era de 29 milhões e em 2020 a população é de 30 milhões, ou seja, apesar do número ser igual mas em termos reais é pouco esse número porque há muita gente que devia ter produzido mais. E é bom sempre vermos não nessa perspectiva porque a percentagem é uma medida relativa. Mas o mais importante é saber que o 2.2% de 2020 e 2.2% de 2019 em termos reais, o deste ano é baixo porque, aparentemente, é mesmo produto que está a servir muita gente. Até porque em termos nominais, o PIB de 2018, nós estamos a falar de 1.013 triliões contra 0.98 triliões de 2019. Portanto, este é o número que até ao nível três em nós estamos foi possível projectar. Pode ser ainda e esperemos que isso aconteça que a gente tenha que rever dependendo das condições que nós estamos a ter porque a prática está a mostrar que afinal as projecções que nós tínhamos no turismo não é possível e nós temos que ter o factor mais importante que é a situação militar no centro, norte e sul conta muito, sobretudo para o comércio, a movimentação de pessoas e isto pode também prejudicar. Portanto é uma projecção que na minha opinião foi feita com base num levantamento mais realista e a ter como base esses três factores que são determinantes. Todo resto sim, mas esses dão-nos a esperança. O programa é sempre um projecto e o Estado está preparado para revisão se for o caso. Mas a coisa foi feita nesta perspectiva.

 

O Governo aprovou algumas facilidades fiscais e aduaneiras para apoiar o sector privado na mitigação dos efeitos da COVID-19. Em termos de medidas aduaneiras consiste na autorização de saídas antecipadas de prevenção contra a COVID-19 e em termos de medidas fiscais, despensa de pagamento por conta e adiamento do pagamento especial por conta, isto já para o 1º trimestre de 2021 e também a autorização de compensação de créditos respeitantes ao imposto sobre o IVA. Qual é o resultado prático que o Governo espera com estas acções?

É importante porque quando agente fala nas medidas do Estado, o que o Estado está a fazer. Em particular, temos que olhar para as duas medidas ou seja os dois instrumentos, política monetária e política fiscal. Há momentos, porque isto é que se chama harmonização, em que a política monetária é mais eficaz do que a política fiscal e então é necessário dar-se primazia àquele instrumento que é mais eficaz. Por exemplo, na parte da política monetária de imediato, eles foram para aliviar a dívida das empresas, aliar no sentido de pagamento e não perdoar. Por exemplo, era preciso que as instituições de crédito dessem mais crédito, então a única forma que se encontrou foi reduzir as reservas obrigatórias que os bancos têm que constituir junto do banco central. Só isso dava uma janela, uma capacidade dos bancos tirarem mais crédito na ordem dos sete biliões de meticais. Também outra foi a criação desta linha para a importação e que infelizmente os bancos ainda não explicaram melhor aos seus clientes, os 500 milhões que é uma linha para primeiro facilitar a compra de produtos que são necessários para o tratamento e para a prevenção mas também financiar linhas de produção destes produtos porque as vezes nós não podemos ficar só a espera de importações. Se as importações não vierem então nós temos que fazer alguma coisa e ainda bem que há sectores nacionais que estão a reagir, em vez que estarem à espera de máscaras importadas já estão a produzir.

 

E estas medidas do Banco Central estão em alinhamento com as medidas tomadas pelo Governo. Há concertação?

Exactamente e é por isso que eu estou a dizer que as duas políticas devem estar sempre em harmonia e depois tem que estar sempre em sintonia porque o que é importante é que os instrumentos sejam eficazes, ou seja, sejam úteis, cheguem e resolver os problemas que nós temos. Portanto só isso são mais de 33 biliões, somado dá 40 de meticais que a parte monetária para além de outras coisas, de por exemplo os bancos não considerarem como dívida reformada, não criar provisões, cria espaço para os bancos não terem problemas e portanto isso é o lado monetário que era eficaz naquele momento. No lado fiscal, o que se pensou é que neste momento as pessoas precisam de comprar coisas que são tidas como básicas, como por exemplo, tudo aquilo que é necessário para tratamento e prevenção de que ser comprado e o processo aduaneiro não pode ser o problema, então facilitamos a política. Tudo aquilo que tivermos que importar para resolver o problema, porque infelizmente nós ainda importamos o arroz, importamos o trigo. Então, esses produtos tem que ser tratados em matéria de desembaraço aduaneiro com celeridade. Então, o que se pensou é facilitar as saídas antecipadas e se resolver dentro de 90 dias.

 

Então estende-se também para produtos alimentares?

Sim, sobretudo estes básicos que nós temos que importar. Mas o que eu noto e isso é que é importante é que as vezes esta explicação da utilização da linha não está a ser muito bem-feitas e isto depois cria alguns problemas.

 

Quais são as limitações na adesão deste valor?
Parece-me que é um problema de explicação porque a linha de crédito é para os bancos financiarem os seus clientes.Em moeda estrangeira?

Em princípio não era para ser em moeda estrangeira, mas pelo menos o que está claro é que o Banco Central financia os bancos comerciais em moeda estrangeira.

E os bancos comerciais repassam também aos seus clientes em moeda estrangeira?

Pode repassar e podem não repassar, mas isto é a forma como cada banco interage com o seu cliente. Se for um cliente que já tem condições para solicitar e pagar em moeda estrangeira naturalmente eu acho que não teria nenhum problema para fazer isso. Se for cliente que não exporta, não gera divisas, aí seria outro assunto dos bancos comerciais.

 

Então é literalmente injecção de liquidez no mercado e acessível para qualquer segmento?

Com esta ressalva que o objectivo não é injectar liquidez no geral, mas para resolver o problema que a saúde precisa e também para bens essenciais que a sociedade, as famílias e toda a gente precisa neste momento em que estamos neste período de emergência. Portanto tem que ser entendido assim porque senão os 500 seriam normais como acontece hoje em que pode ir ao banco e fazer…

 

Senhor Ministro, é expectável o reforço da resposta do Governo como por exemplo que se estenda para facilidades na importação de bens sensíveis como a isenção de equipamentos e matérias-primas necessárias para a produção, assim como a protecção de produtos com capacidade interna de produção?

A leitura que eu tenho é que os 500 surgiram neste âmbito de intervenção do Estado no âmbito da COVID-19. O que quer dizer que tudo aquilo que é necessário ou que resulta como consequência disso é elegível e eu já dei o exemplo. Tudo que que são máscaras e tudo isso pode importar usando esta linha mas também pode importar equipamento para criar uma linha de fabrico desses bens. Depois tem aqueles produtos que eu disse: nós importamos arroz, nós importamos trigo, não é, esses produtos são elegíveis na percepção que tenho. A única condição é que a empresa tem que ir ao seu banqueiro e o seu banqueiro tem que analisar o mérito ou o demérito dessa importação. E é só isso. Agora o que eu estou a dizer é que parece que esta forma de actuação até um passado recente estava a ser difícil de passar e me pareceu que o sector empresarial ainda precisava de mais explicação e penso que o banco central predispôs-se a explicar isso para haver clareza definitiva.

 

Sendo a agricultura um sector importante e também considerando o peso que tem a sua contribuição para o PIB e a vantagem comparativa que este sector nos pode oferecer não seria esta a altura para repensar a agricultura e acelerar alguns projectos viáveis já em carteira, como o Sustenta por exemplo?

No PQG, a filosofia é essa. Vamos modernizar, vamos transformar, vamos inovar, vamos usar, por outras palavras, a outra fórmula que melhor nos pode levar a bom porto. É por isso mesmo que fizemos o esforço orçamental de colocar lá 10.9 por cento das receitas, excluindo, naturalmente, os encargos gerais. Esse é o entendimento, então a forma que se privilegia o programa especifico, isto o ministério está a orientar a sociedade, porque o Governo não é o agricultor. O Governo é que cria condições para que o sector privado encontre na agricultura motivo para investir e é isso que tem que ser feito, por isso o esforço lá de por 10.9 por cento. Por enquanto, é mais ou menos isso. Mas não há duvidas que este programa e outros programas, que são muitos, enquadram-se nesse espirito.

 

 

A Confederação das Associações Económicas diz que muitas empresas estão a passar pelo sufoco diante da COVID-19. Entre os principais obstáculos, a CTA aponta a falta de clareza para o acesso à linha de 500 milhões de dólares anunciada pelo Banco Central.

Os efeitos do novo coronavírus não estão a poupar o sector privado nacional. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique apresentou esta sexta-feira, uma breve radiografia da situação.

Até ao momento, mais de 364 empresas suspenderam as actividades, ameaçando mais de 10 mil postos de trabalho, principalmente, no sector de Hotelaria e Restauração.

Um outro detalhe constatado pela CTA, é que grande parte das empresas estão a funcionar abaixo de 25% do seu potencial, o que leva a confederação a reconhecer o abrandamento da actividade produtiva.

Diante da situação, a CTA entende que algumas medidas do Governo que visam responder o contexto deviam ser aprofundadas, tal é o caso da linha de crédito de 500 milhões de dólares anunciadas pelo Banco Central.

O desafio na implementação da mAedida sobre 1/3 dos trabalhadores e os respectivos turnos fazem parte da lista de constrangimentos apontados pela CTA.

Na conferência de imprensa desta sexta-feira, a CTA assegurou a contínua parceira com Governo, tendo reconhecido, igualmente, a importância das medidas que até aqui foram tomadas com vista a travar a propagação do novo coronavírus no país.

 

O Banco Único fechou o ano de 2019, com resultados líquidos na ordem de 505 milhões de meticais, mais 16% que no ano anterior. Os activos da instituição também aumentaram (7%).

Mesmo num cenário de estagnação do crédito à economia e de risco elevado que caracterizou 2019, os accionistas do Banco Único reportaram lucros de cerca de 505 milhões de meticais, um aumento de aproximadamente 16% face a 2018 (perto de 437 milhões de meticais).

No seu Relatório e Contas de 2019, consultado pelo “O País”, esta instituição financeira indica que este incremento dos lucros deveu-se, em parte, à manutenção de uma sólida margem financeira.

Adicionalmente, a estratégia de fidelização e dinamização levou a um aumento do número de clientes e, consequentemente, trouxe o volume de transacções, traduzindo-se em mais ganhos com comissões, atenuado por uma ligeira diminuição dos resultados com operações financeiras, um reflexo da rigidez regulamentar e do mercado cambial que se tem vindo a agravar nos últimos anos.

Com o aumento da carteira de clientes, o Banco Único viu os depósitos incrementarem 3%, ao se cifrarem em 22.515.462 milhares de meticais.

“Estes factores aliados a uma criteriosa gestão de risco e capital, com um grande enfoque na recuperação e saneamento do crédito vencido e a uma gestão cuidada dos custos operacionais, levou a que o resultado líquido aumentasse”, lê-se no Relatório e Contas do Banco Único.

Os activos situaram-se nos 27.7 mil milhões de meticais em 2019, contra 25.9 mil milhões em 2018 e 24.1 mil milhões em 2017. O capital próprio aumentou 14% (4.1 mil milhões de meticais em 2019).

Entretanto, e apesar das contas do Banco Único terem fechado “no verde” no ano passado, o crédito bruto concedido aos clientes reduziu 12%, ao situar-se nos cerca de 11.4 mil milhões de meticais, ou seja, o registo mais baixo dos últimos três anos.

E mais, os custos operacionais situaram-se nos 64% em 2019, contra 60 e 51% dos dois anos anteriores, respectivamente.

Concretamente, os custos operacionais, que incluem encargos com pessoal, os outros gastos administrativos e as amortizações do exercício, totalizaram 1.5 mil milhões de meticais, o que corresponde a uma taxa de crescimento de 7,5% em relação a 2018.

Esta evolução, segundo o Banco Único, decorre do crescimento da instituição e dos seus colaboradores, bem como o investimento efectuado na revitalização da infra-estrutura informática.

“O aumento do número do quadro de pessoal de 616 para 620 colaboradores, para adequação do efectivo dos serviços centrais e da área comercial, a evolução das carreiras profissionais e ajustamento salarial ao longo do exercício, traduziu-se num aumento de 5,7% dos custos com pessoal”, refere o Relatório e Contas.

O Banco Único fechou o ano de 2019, com resultados líquidos na ordem de 505 milhões de meticais, mais 16% que no ano anterior. Os activos da instituição também aumentaram (7%).

Mesmo num cenário de estagnação do crédito à economia e de risco elevado que caracterizou 2019, os accionistas do Banco Único reportaram lucros de cerca de 505 milhões de meticais, um aumento de aproximadamente 16% face a 2018 (perto de 437 milhões de meticais).

No seu Relatório e Contas de 2019, consultado pelo “O País”, esta instituição financeira indica que este incremento dos lucros deveu-se, em parte, à manutenção de uma sólida margem financeira.

Adicionalmente, a estratégia de fidelização e dinamização levou a um aumento do número de clientes e, consequentemente, trouxe o volume de transacções, traduzindo-se em mais ganhos com comissões, atenuado por uma ligeira diminuição dos resultados com operações financeiras, um reflexo da rigidez regulamentar e do mercado cambial que se tem vindo a agravar nos últimos anos.

Com o aumento da carteira de clientes, o Banco Único viu os depósitos incrementarem 3%, ao se cifrarem em 22.515.462 milhares de meticais.

“Estes factores aliados a uma criteriosa gestão de risco e capital, com um grande enfoque na recuperação e saneamento do crédito vencido e a uma gestão cuidada dos custos operacionais, levou a que o resultado líquido aumentasse”, lê-se no Relatório e Contas do Banco Único.

Os activos situaram-se nos 27.7 mil milhões de meticais em 2019, contra 25.9 mil milhões em 2018 e 24.1 mil milhões em 2017. O capital próprio aumentou 14% (4.1 mil milhões de meticais em 2019).

Entretanto, e apesar das contas do Banco Único terem fechado “no verde” no ano passado, o crédito bruto concedido aos clientes reduziu 12%, ao situar-se nos cerca de 11.4 mil milhões de meticais, ou seja, o registo mais baixo dos últimos três anos.

E mais, os custos operacionais situaram-se nos 64% em 2019, contra 60 e 51% dos dois anos anteriores, respectivamente.

Concretamente, os custos operacionais, que incluem encargos com pessoal, os outros gastos administrativos e as amortizações do exercício, totalizaram 1.5 mil milhões de meticais, o que corresponde a uma taxa de crescimento de 7,5% em relação a 2018.

Esta evolução, segundo o Banco Único, decorre do crescimento da instituição e dos seus colaboradores, bem como o investimento efectuado na revitalização da infra-estrutura informática.

“O aumento do número do quadro de pessoal de 616 para 620 colaboradores, para adequação do efectivo dos serviços centrais e da área comercial, a evolução das carreiras profissionais e ajustamento salarial ao longo do exercício, traduziu-se num aumento de 5,7% dos custos com pessoal”, refere o Relatório e Contas.

A União Europeia e o PNUD assinaram hoje um acordo de financiamento na ordem de 34.3 milhões de euros para apoiar a implementação do Mecanismo de Recuperação pós-ciclones no país. A contribuição da União Europeia será usada para apoiar os sectores da educação e saúde segundo o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

O acordo faz parte dos esforços do Governo e parceiros para dar resposta aos desastres provocados pelos ciclones Idai e Kenneth no país, bem como criar resiliência contra futuros desastres no país. O projecto de reconstrução irá dentre vários aspectos focar-se na reabilitação de infraestruturas comunitárias e públicas, e promoção de oportunidades económicas para grupos vulneráveis.

“Estamos muito gratos à União Europeia por esta parceria e apoio ao povo de Moçambique, particularmente àqueles que sofreram os efeitos devastadores dos ciclones Idai e Kenneth. Este acordo fornece uma base sólida para a recuperação sustentável das comunidades mais afectadas pelos ciclones e fará uma grande diferença na vida das pessoas. Estes são tempos excepcionais para o mundo devido à crise da COVID-19. O PNUD e seus parceiros farão todos os esforços para garantir que esta e outras iniciativas também respondam a esta crise”, disse francisco Roquette, representante-adjunto do PNUD.

Por seu lado, o Embaixador da UE em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, afirmou que o valor disponibilizado surge no âmbito do compromisso assumido na conferência de doadores, "para a União Europeia, esta é uma contribuição essencial para a recuperação e reconstrução após os danos causados pelos ciclones IDAI e Kenneth. O nosso objectivo é reconstruir melhor, dando enfoque a infraestruturas resilientes e promover oportunidades económicas para o desenvolvimento sustentável nas áreas afectadas por desastres, em linha com os compromissos assumidos pela UE em 2019. Estamos cientes das necessidades persistentes e das altas expectativas entre as comunidades mais afectadas e estamos comprometidos em trabalhar com os nossos parceiros e o Governo de Moçambique no apoio às acções em responder a essas necessidades ”.

O Governo representado pelo ministro das obras públicas disse que já sabe onde alocar o valor.

“Daqui em frente vamos arregaçar as mangas, porque a população quer ver no terreno as coisas a acontecer e é isto que nós temos que fazer. Não temos que esperar até que o valor todo que foi comprometido seja alcançado. A medida em que os valores vão sendo disponibilizados vamos fazer sentir estas contribuições no terreno porque as populações não podem mais esperar”, concluiu João Machatine, Ministro das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Assim, o Governo já tem disponíveis cerca de 52 milhões de dólares de um total de 72 milhões necessários. Além da União Europeia, o maior contribuinte, outros parceiros de financiamento que já disponibilizaram fundos são o Canadá, China, India, Finlândia, países Baixos e Noruega.

O país tem gasolina e gasóleo suficiente para responder à procura dos próximos 70 dias, assegura a Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO). Portanto, a entidade diz que a procura pelos produtos petrolíferos caiu drasticamente no país devido à COVID-19.

Numa altura em que o preço do petróleo tende a cair no mercado internacional, a Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), garante que não haverá ruptura no fornecimento da gasolina e do gasóleo, pelo menos, nos próximos dois meses.

“Temos, neste momento, 75 dias de stock de gasolina para o país todo. Temos jet que chega para 54 dias e gasóleo para 71 dias”, fez saber, nesta segunda-feira, ao “O País”, Eleutério Uaíla, Director de Operações e Embarques da IMOPETRO.

Neste momento, há até combustível já adquirido, que só não entra no território nacional por falta de capacidade de armazenamento. Dois navios estão a caminho de Moçambique com 63 mil toneladas métricas de produtos petrolíferos que chegam em Maio, refere Uaíla.

É que com a grande queda das vendas, não há criação de espaços nos tanques de armazenamento para a recepção de novo produto. Tal situação faz com que haja concentração de navios, aguardando a criação de espaços para descarregar os produtos.

Está também em preparação a compra da mais combustível que deverá chegar em Junho. Em relação à redução do preço a nível nacional para acompanhar a tendência internacional, a IMOPETRO diz que tudo depende do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

“Os preços mesmo é a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis que trata disso e está a trabalhar muito nesse assunto e acho que em breve poderá disponibilizar o resultado da análise que estão a fazer”, disse o Director de Operações e Embarques da IMOPETRO.

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