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O grande tema do primeiro dia da terceira edição do MOZFEFO Young Leaders, que decorre de 10 a 14 de Agosto corrente, é a cidadania, para discutir aspectos como a inserção da juventude na sociedade.

Neste tema, para o qual foram convidados Francisco Seddoh, antigo ministro do Ensino Superior do Togo; Ivete Mafundza, oficial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Moçambique, será discutida a questão “Da conquista dos direitos ao exercício da cidadania”.

Osvaldo Mauaie, do Conselho Nacional do Voluntariado; Mateus Solano, actor e activista ambienta; e Hendro Nhavene Senkoro e Ismael Nhacucué, membros da liga juvenil da Frelimo e MDM, respectivamente, são outros intervenientes para o evento.

A Fundação SOICO (FUNDASO) espera que sejam apresentadas e debatidas diferentes perspectivas sobre como transformar os direitos conquistados pela juventude, promovendo a sua maior participação nos processos decisórios e nas prioridades das políticas nacionais de desenvolvimento.

Ainda no primeiro dia, está programada uma discussão sobre o “Voluntariado juvenil”. Espera-se que sejam partilhadas experiências, desafios dos jovens no exercício das actividades dos jovens em Moçambique, bem como apontar formas para estimular e potenciar o activismo deste grupo social enquanto indutor de mudanças sociais.

 

É já na segunda-feira que arranca o Mozefo Young Leaders e os preparativos estão a um ritmo acelerado.

Hoje, visitamos os estúdios a partir dos quais, painéis compostos por personalidades moçambicanas e internacionais vão partilhar conhecimentos.

E como era de esperar, encontramos luz e glamour, muito glamour, que já prenunciavam a chegada de um dos maiores eventos de debate de ideias sobre as preocupações da juventude.

São várias, são vários também os painéis que, de jovem para jovem, vão partilhar ideias.

“De um modo geral, iremos falar dos desafios que a juventude moçambicana tem. E mais do que levantar esses desafios, o Mozefo Young Leaders pretende encontrar soluções. Particularmente para segunda-feira vamos falar da cidadania e vale a pena esperar para ver”, promete Selma Martins, que será uma das moderadoras do evento.

Boaventura Mucipo, António Tiua, Shaida Bibi e Emerson Miranda são também algumas das caras que vão dirigir os vários painéis. Boaventura Mucipo vai falar de “dinâmicas de desenvolvimento nos distritos”.

“Vamos ouvir as vozes dos administradores distritais, muitos deles jovens com possibilidade de transformar as dificuldades em soluções”, diz, realçando que é momento de dar a voz aos jovens.

São esperadas nesta edição do Mozefo Young Leaders para compor os vários painéis figuras de renome como Lázaro Ramos, Mirta Kaulard, Benilde Mourana e muito mais.

O Instituto para Democracia Multipartidária defende que o Mozefo Young Leaders é uma plataforma ideal para que os jovens possam dar o seu contributo para a resolução de problemas do país.

Parceiro do Mozefo Young Leaders, o Instituto para Democracia Multipartidária entende que a iniciativa acontece numa altura de muitos desafios, onde o jovem é chamado a dar o seu contributo para a busca de soluções para os problemas actuais de que enferma a sociedade moçambicana. “A participação dos jovens em processos governativos é muito importante para o desenvolvimento de um país. É estimulando e dando ferramentas para que o jovem se torne um cidadão activo, que estaremos a contribuir para que este jovem assuma lugares de liderança no governo, na Assembleia da República e em diferentes organizações. O Mozefo Young Leaders poderá, para nós, ser uma plataforma onde junta os jovens para um diálogo mais aberto em relação aos assuntos do seu interesse e do interesse do país. Para dizer que todo o país sai a ganhar com este espaço de reflexão. Precisamos que jovem seja dono seu próprio destino, que o jovem assuma a liderança e seja agente no processo de desenvolvimento. O Mozefo Young Leaders é a resposta que vem na altura certa, onde o jovem é chamado a reflectir um pouco mais em relação aos desafios que estamos a ter como por exemplo a questão da Covid-19. Temos que perceber como o jovem processa essa nova realidade, quais são as diferentes iniciativas que este jovem pode trazer. Como país precisamos de ideias novas e algumas delas podem vir da nossa juventude”, defendeu Hermenegildo Mulhovo, director executivo do IMD.

Com largo interesse na participação da mulher na vida política e nos processos de tomada de decisão, o IMD espera que o programa possa dar espaço para que este grupo mostre os seus anseios. “A reflexão que será trazida neste espaço vai permitir com que se possam trazer diversas iniciativas para estimular a participação política da mulher. Nós como IMD temos dado a nossa contribuição através da academia política das mulheres, onde já identificamos um conjunto de problemas que são apontados como constrangimentos para a participação da mulher. O nosso desejo é que esta plataforma possa expandir esse debate ao nível nacional e que possa dar voz àquelas mulheres que não tem voz”, terminou.

O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) é uma organização da sociedade civil que trabalha no fortalecimento do sistema democrático e na promoção do exercício da cidadania e dos direitos humanos.

Numa altura em que várias empresas beneficiam de perdão fiscal, o fisco moçambicano cobrou mais dinheiro nas transacções internas entre Janeiro e Junho de 2020. Foram cerca de 85.5 mil milhões de meticais, acima da meta que fora fixada para o período, ou seja, 104,5 por cento.

O director-geral de Planeamento de Estudos e Cooperação Internacional da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Augusto Tacarindua, explicou que este incremento em tempo de crise, deveu-se a cobrança do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS) que incide sobre o salário, bem como o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

“Mesmo com a pandemia os salários são pagos, principalmente, nas grandes empresas. Nota-se também a criação de empregos”, apontou.

Com o país a entrar para o quinto mês do Estado de Emergência, o director-geral de Planeamento de Estudos e Cooperação Internacional da Autoridade Tributária de Moçambique revelou que foi revista em baixa a meta de cobrança de receitas para este ano.

Refira-se, que o impacto fiscal resultante da dispensa dos pagamentos por conta e do adiamento do Pagamento Especial por Conta das empresas, afectadas pela pandemia da COVID-19, fará com que o Estado deixe de encaixar cerca de 2.7 mil milhões de meticais de adiantamentos que iriam ser efectuados pelas pequenas empresas.

O Vice-presidente da Associação dos Jovens Empreendedores (ANJE) defende que espaços de debate como o MOZEFO Young Leaders devem abordar temas que reforçam a participação dos jovens no desenvolvimento do país e aguarda com muita expectativa a realização da 3ª Edição do evento.

Hussein Indobe diz ser importante que os jovens se unam num único objectivo, numa altura em que enfrentam desafios de vária ordem.

“A juventude, mais do que nunca, é convidada a trabalhar e se empenhar em participar em espaços de debate abertos para partilhar a sua visão. Estamos diante de uma juventude activa, que quer contribuir e plataformas como o MOZEFO Young Leaders consegue ajudar a juventude a se transformar num único organismo vivo que defende uma única ideia, que é o desenvolvimento do país”.

Para Hussein, o evento representa uma janela onde a juventude pode perspectivar o futuro, daí que convida a todos a acompanharem a programação.

“Convidar a todos os jovens para estarem ligados a este movimento do MOZEFO Young Leaders e participar activamente. Vamos debater, conversar sobre todos os temas que serão abordados. Vamos partilhar ideias, mostrando que a nossa juventude tem opinião própria e este é o momento de perspectivarmos um Moçambique melhor e, acima de tudo, encarar o empreendedorismo como sempre foi o motor da economia e nós os jovens devemos ser os dinamizadores”, concluiu Hussein.

Para além do empreendedorismo, a presente edição do MOZEFO Young Leaders vai abordar temas sobre desenvolvimento, inclusão, cidadania, empreendedorismo e liderança.

A representante das Nações Unidas em Moçambique defende maior preparação da juventude para melhor encarar o futuro e enaltece o papel do MOZEFO Young Leaders na busca de melhores caminhos para o empoderamento juvenil.

Myrta Kaulard, que falava no âmbito da terceira edição do evento, que se realiza entre os dias 10 a 14 do mês em curso, diz ser importante preparar os jovens para aumentar a auto-confiança.

“É essencial preparar bem a juventude. Preparar bem em termos de educação, em termos de conhecimentos de tecnologias, de capacidade de inovação e também de autoconfiança, porque com uma geração tão grande dos jovens, se eles estiverem bem preparados para o trabalho, o desenvolvimento sustentável é seguro para todo o mundo, disse Kaulard, acrescentando que os jovens devem liderar a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Falando sobre o lema do evento, vamos liderar a transformação – o futuro somos nós, Kaulard enfatizou que os jovens devem ser donos do seu próprio destino, ao qual tem a responsabilidade de prepara-lo com determinação.

“É um tema muito bom deste MOZEFO Young Leaders porque tem uma capacidade de pôr os jovens no centro é importante dar responsabilidade aos jovens porque eles são capazes. Precisamos igualmente de proteger mais os jovens, principalmente as mulheres, da violência, porque ela tem o efeito de reprimir e não permitir a autoconfiança que é necessária para os jovens contribuírem de maneira positiva no desenvolvimento do país”

As Nações Unidas fazem parte dos parceiros do MOZEFO Young Leaders. Pela importância do evento, Myrta Kaulard considera relevante mantê-lo, mesmo em tempos de pandemia como a COVID-19.

“É muito importante a juventude ter estas ocasiões para expressar os seus desejos, suas ideias e o que eles precisam e o que eles querem fazer”, destacou a fonte, congratulando a organização do evento pelo alto sentido de adaptação às restrições impostas pela pandemia e manter a realização do evento.

Myrta Kaulard destacou ainda o papel da juventude no combate à pandemia da Covid-19, apelando maior envolvimento dos jovens na divulgação de mensagens de prevenção da doença.

“Não podemos permitir que a pandemia nos desvie das prioridades do desenvolvimento sustentável. As pandemias podemos sempre ter sempre, precisamos de estar preparados e esta é a mentalidade de adaptação que os jovens podem ajudar a desenvolver pelo mundo.

A terceira edição do MOZEFO Young Leaders, a primeira virtual, por causa das restrições impostas no âmbito da prevenção da COVID-19, terá lugar de 10 a 14 de Agosto, transmitida através da televisão e plataformas digitais

 

Os homens de negócios do Brasil estão interessados em investir no agronegócio em Moçambique, dado o potencial agro-ecológico e as oportunidades que o país oferece neste sector, considerado um dos mais promissores.

O facto foi revelado durante do Economic Briefing, organizado recentemente pelo Standard Bank, concebido especificamente para empresários brasileiros baseados naquele país latino-americano, mas com empreendimentos ou interesses em Moçambique e tinha como objectivo apresentar o ambiente e as perspectivas macroeconómicas, bem como as oportunidades de investimento existentes em diversos sectores no nosso país.

O administrador-delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, realçou o facto de o “webinar” decorrer numa altura em que estão a ser feitos enormes investimentos no sector do gás na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

“Estes investimentos constituem uma oportunidade ímpar para as empresas moçambicanas e brasileiras, e esperamos que ajude a tomar as melhores decisões em relação às áreas de investimento”, disse.

Já a directora-geral do escritório do Standard Bank no Brasil, Natália Dias, indicou que os projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) que estão a ser desenvolvidos na Bacia do Rovuma, e que vão colocar Moçambique na lista dos cinco maiores produtores e fornecedores deste importante recurso energético no mundo, têm potencial para dinamizar diversos sectores no País, tais como os de agronegócio, transporte, logística, entre outros.

“É um momento histórico para Moçambique, por isso organizamos este evento para partilhar as informações sobre as oportunidades de investimento, bem como a experiência do Standard Bank, que tem sido parceiro de diversas empresas multinacionais (incluindo brasileiras) e do Governo local”, sublinhou Natália Dias.

O secretário de Estado da Juventude e Emprego, Osvaldo Petersburgo, defende que os moçambicanos devem debater “os principais problemas que os jovens vivem, mas, também, é preciso discutir o que de melhor” eles fazem para impulsionar mudanças.

Segundo o dirigente, o Governo continua a procurar melhores formas de comunicar com a juventude com o objectivo de inspirar a mudança e a transformação que permitem que esta camada social seja proactiva e geradora de soluções para seus próprios desafios.

Osvaldo Petersburgo falava após uma visita, esta terça-feira, aos estúdios da Stv, que da próxima segunda a sexta-feira irão acolher a terceira edição do MOZEFO Young Leaders.

O secretário de Estado da Juventude e Emprego pretendia aferir o grau de preparação do evento de irá decorrer sob o lema “Vamos Liderar a Transformação – O Futuro Somos Nós”, com o propósito de estimular a juventude a assumir o compromisso de liderar a transformação do país.

“Nós devemos discutir os principais problemas que os jovens vivem mas também é preciso discutir o que de melhor os jovens fazem e acreditamos que com esta plataforma criada [o MOZEFO Young Leaders] vai-se mostrar coisas boas que os jovens podem fazer e a expectativa é que os jovens participem activamente através das redes sociais e outras plataformas e possam mostrar o que de melhor fazem”, afirmou Osvaldo Petersburgo.

Sobre a visita, o dirigente explicou: “vínhamos aqui testemunhar os preparativos do MOZEFO Young Leadres. Em Moçambique, a juventude é a maior parte da população e, efectivamente, quando há iniciativa do sector privado o Governo acarinha e aproxima-se, sobretudo nesta nova forma de dialogar com jovens, de informar aos jovens, de levar aos jovens até oportunidades que possam depois gerar novos postos empregos e conhecimentos para habilidades de vida”.

Na sua alocução, Petersburgo disse que como Secretaria de Estado para Juventude e Emprego, “estamos a preparar um leque de actividades no quadro da semana da juventude. Por isso, associámo-nos” ao MOZEFO Young Leadres “como uma forma de chegar melhor aos jovens”.

Num outro desenvolvimento, o secretário de Estado da Juventude e Emprego considerou que “uma das vantagens desta nova forma de fazer” o MOZEFO Young Leadres [por via de plataformas digitais] “é que poderão participar administradores jovens que estão em vários pontos de Moçambique, e conhecem a realidade do que está, efectivamente, a acontecer nos distritos. Poderão trazer experiências”.

“Não só administradores, como também outros jovens que estão nos distritos e que podem trazer suas experiências. A participação local também traz para a Nação aquilo que está a acontecer nos vários pontos do país”, finalizou.

O Indicador de Clima Económico (ICE) continuou em queda pelo terceiro mês consecutivo, tendo mais uma vez o respectivo saldo se situado no nível mais baixo da respectiva série cronológica.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), essa situação foi influenciada pela queda contínua das expectativas de emprego e da procura, que vem diminuindo pelo terceiro e quarto mês respectivamente.

“Em termos de dimensão empresarial, o estágio do indicador de clima Económico foi influenciado pela queda deste indicador em todos os grupos, com maior realce para o grupo das micro e pequenas empresas que se ressentiram profundamente no mês”, escreve o boletim mensal do INE.

Sectorialmente, a tendência negativa do ICE deveu-se, igualmente, à apreciação negativa da confiança em todos os ramos empresariais com maior destaque em termos de amplitude para os sectores dos outros serviços, de transportes e de alojamento e restauração, facto que foi suficiente para suplantar a avaliação ligeiramente abonatória da confiança no sector de construção.

Em média, 61% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no mês de Maio, o que correspondeu a um incremento de 1% com limitação de actividade face ao mês anterior.

Essa situação foi influenciada, pelos sectores de alojamento e restauração e similares (82%), transportes (71%), da produção industrial (58%), do comércio (56%) e dos outros serviços não financeiros (52%) que apresentaram mais de 52% das empresas com alguma limitação de actividade.

No entanto, o sector de construção (48%) viu menos de 50% das suas empresas afectadas por algum obstáculo no desempenho normal das suas actividades no mesmo período de referência.

 

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