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O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, diz que introduzir reformas macroeconómicas exigidas pelo Fundo Monetário Internacional é caro e Moçambique não tem dinheiro para cobrir tudo. Por isso, Tonela pediu, hoje, “maior apoio do Banco Mundial” para a implementação das medidas.

O negócio está fechado: Moçambique vai ter apoio do FMI de 470 milhões de dólares, mas o país terá de implementar uma série de medidas, entre as quais reduzir os gastos com salários e remunerações do sector público, redução da dívida pública e alargamento da base tributária.

Já foi dito, em várias ocasiões, que o Governo já queria fazer tais mudanças e que só houve coincidência entre o anseio do país e as exigências do FMI. Porém, Max Tonela explica que, para fazer isso, serão necessários encargos adicionais.

Por exemplo, só com a harmonização salarial do sector público, o Estado vai precisar de cerca de 20 mil milhões de Meticais.

Por isso, o ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Max Tonela, pediu, hoje, “maior apoio” do Banco Mundial (BM) face à “magnitude” das reformas que o país deve empreender visando a transformação macroeconómica do país.

“Gostaríamos de ter maior apoio do Banco Mundial na mobilização de recursos”, afirmou Tonela.

O governante falava, em Washington, durante um encontro com o vice-presidente do BM para a África Oriental e Austral, Hafez Ghanem.

O BM tem prestado auxílio a Moçambique, mas “a magnitude” das reformas que o país deve materializar exige a mobilização de mais recursos, acrescentou Max Tonela.

“Temos enfrentado vários desafios, que resultam, principalmente, de choques associados às mudanças climáticas, pandemia da COVID-19, acções terroristas no Norte do país e, agora, as incertezas geradas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia”, declarou o ministro da Economia e Finanças.

Max Tonela avançou que o país tem registado progressos no combate ao “terrorismo” na província de Cabo Delgado, Norte do país, como resultado da cooperação militar com a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Ruanda.

Por outro lado, continuou, Moçambique conta com a ajuda de vários países europeus, africanos e EUA  na formação e apoio logístico às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Na frente contra a COVID-19, prosseguiu, o país conheceu avanços, tendo conseguido vacinar completamente 13,6 milhões de pessoas, o equivalente a 89,4% da meta da população por imunizar.

Cerca de um milhão de pessoas já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a COVID-19, acrescentou.

Os avanços na luta contra a pandemia contaram com a ajuda financeira do BM, notou Max Tonela.

Tonela assinalou que a taxa de infecção pelo novo Coronavírus em Moçambique caiu para 0,4%, verificando-se, igualmente, uma queda acentuada nos internamentos e mortes.

Os ganhos no combate à doença estimulam o Governo a aliviar as restrições impostas para a prevenção, o que será benéfico para a recuperação económica.

Max Tonela congratulou-se com o entendimento alcançado este mês com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a implementação de um programa de reformas macroeconómicas e estruturais nos próximos três anos.

“O programa tem como objectivo apoiar os esforços do Governo, visando a implementação de reformas focadas na aceleração da recuperação económica, aprofundamento da estabilidade macroeconómica, no médio e longo prazos, e reforço de acções destinadas à promoção da governação, transparência e combate à corrupção”, enfatizou.

Na esfera fiscal, o programa de reformas preconiza medidas de políticas viradas à expansão da base fiscal e reforço da gestão de finanças públicas, tendo em vista a melhoria da sustentabilidade da dívida pública e gestão financeira, bem como da capacidade institucional de monitoria de riscos fiscais.

Nessa perspetiva, o Governo pretende implementar, com a ajuda do FMI, medidas de políticas viradas no fortalecimento da governação e transparência na gestão da dívida pública.

A agenda de reformas inclui, igualmente, a criação de um espaço orçamental para programas de protecção social e melhoria da eficiência na despesa com as camadas mais desfavorecidas da população.

“Esperamos que o acordo com o FMI seja aprovado com o conselho de directores em Maio e o início da implementação do programa em Junho de 2022”, declarou Max Tonela.

Mesmo com os efeitos nefastos da guerra na Ucrânia, a COVID-19 e o terrorismo em Cabo Delgado, o Fundo Monetário Internacional mostra-se optimista em relação ao crescimento da economia nacional. Para este ano, prevê que Moçambique cresça 3.8%, depois do registo de 2,2% no ano passado.

Para os próximos anos, a perspectiva de crescimento da economia nacional é ainda melhor, ou seja, o FMI espera que o Produto Interno Bruto de Moçambique (PIB) aumente na ordem dos 5% em 2023 e 13.1% em 2027, a maior subida já registada desde o ano 1987.

Entretanto, a instituição financeira internacional prevê um agravamento do custo de vida no país, estimando, assim, uma subida generalizada do nível geral de preços na ordem dos 9% este ano, contra as estimativas do Governo que, apesar da subida dos combustíveis, ainda apontam para 5,3% este ano.

Para o próximo ano, o FMI prevê um recuo da subida dos preços para 7%. Estes dados constam do mais recente relatório da instituição, intitulado “World Economic Outlook”, divulgado esta terça-feira.

Devido ao impacto directo da guerra na Ucrânia, associados às sanções impostas à Rússia, o Fundo Monetário prevê ainda que a economia mundial cresça 3,6% neste e no próximo ano. Já para a África Subsaariana, espera-se um crescimento económico de 3,8 e 4,0 este ano e em 2023, respectivamente.

 

FMI PREVÊ AGRAVAMENTO DAS PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO ECONÓMICO DE 4,4% PARA 3,6%

As perspectivas de crescimento global agravaram-se significativamente devido aos efeitos combinados da inflação, guerra na Ucrânia e pandemia persistente, anunciou ontem (18 de Abril), o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Estes impactos são descritos no relatório World Economic Outlook, divulgado no início das reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington DC, pelo novo economista-chefe, Pierre-Olivier Gourinchas.

“Bem, há uma redução significativa nas nossas projecções de crescimento para a economia global de 4,4% em Janeiro para 3,6% na nossa última actualização, ou seja, 0,8 pontos percentuais de diferença. Há três razões principais para este rebaixamento. Primeiro, a invasão russa à Ucrânia, que está a aumentar os preços da energia e das mercadorias em todo o mundo e está a conduzir a menos produção e a mais inflação. A inflação é mais elevada na maioria dos países, e espera-se que persista por mais tempo. Além disso, temos um abrandamento da economia chinesa com bloqueios mais frequentes devido à Omicron que está a pesar para baixo e depois também pressões elevadas sobre os preços em muitas partes do mundo ou bancos centrais líderes para apertarem os controlos da política monetária”, disse Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do FMI.

Segundo Gourinchas, os riscos globais para as perspectivas económicas aumentaram acentuadamente e os compromissos de política tornaram-se cada vez difíceis.

“Bem, há uma série de riscos negativos importantes para a nossa previsão. Primeiro, deixem-me começar pela própria guerra. O conflito pode escalar, as sanções podem tornar-se mais amplas, e isto é claramente o que pesaria sobre a actividade económica. Em segundo lugar, as pressões inflacionistas estão a acumular-se. Em alguns países, como os EUA, a inflação está no nível mais alto dos últimos 40 anos. Existe o risco de isto poder persistir e exigir uma acção mais enérgica por parte dos bancos centrais, que pesaria sobre a produção e a actividade económica. Em terceiro lugar, a pandemia da COVID 19 ainda está entre nós. Poderíamos assistir ao aparecimento de novas variantes resistentes às vacinas que causariam mais lockdowns e perturbariam as cadeias de abastecimento globais. Em quarto lugar, poderíamos ter, no contexto do aperto das taxas de política em todo o mundo, poderíamos ver também mais instabilidade financeira. Muitos países poderiam descobrir que os fluxos de capital se esgotam, as moedas poderiam começar a desvalorizar-se. Esta instabilidade financeira é outro factor. Por último, temos também o potencial de agitação social dado o aumento dos preços da energia e dos alimentos em muitos países”, acrescentou Gourinchas.

Mesmo quando os decisores políticos se concentrarem em amortecer o impacto da guerra e da pandemia, a atenção terá de ser mantida em objectivos a mais longo prazo, pelo que o FMI aconselha os decisores políticos, primeiro, a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para acabar com a guerra agora. Além disso, sugere que devem pensar na política monetária, na política fiscal e na política de saúde.

Aos países onde a situação sanitária o permite, o FMI sugere a retirada do apoio que foi posto em prática nos últimos dois anos, e depois abordar as populações vulneráveis, implementar políticas específicas e temporárias que as ajudarão a enfrentar preços mais elevados para os alimentos e a energia. Isto pode assumir diferentes formas, sob a forma de descontos nas facturas de serviços públicos, sob a forma de subsídios aos preços dos alimentos e da energia, desde que sejam temporários e existam cláusulas claras de caducidade, e que todas estas políticas estejam inscritas em quadros fiscais, quadros fiscais de médio prazo, de modo a assegurar a sustentabilidade fiscal.

Por fim, em matéria de política de saúde, precisamos de implementar um conjunto abrangente de ferramentas com monitorização, testes, vacinas e tratamentos para garantir que todos os países possam emergir da pandemia da COVID 19.

“E isto exigirá também que os doadores internacionais completem o financiamento das ferramentas internacionais que colocamos em prática com necessidades de financiamento que rondam os 23,4 mil milhões de dólares”, concluiu Gourinchas.

O Ministério da Indústria e Comércio realiza, de 20 a 22 de Abril de 2022, no recinto da FACIM, em Marracuene, Província de Maputo, a Cerimónia Oficial do Lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola 2022 e o IV Fórum Nacional de Comercialização Agrícola, sob o lema  “Comercialização agrícola Dinamizadora do Agronegócio e Industrialização”.

O evento que terá réplicas em todas as províncias, vai exortar os produtores e intervenientes no processo de comercialização, para o início da Campanha de Comercialização Agrícola 2022 e divulgar as acções de intervenção dos agentes económicos na cadeia de valor da comercialização agrícola, refere um comunicado enviado a nossa redacção.

Já o IV Fórum Nacional de Comercialização Agrícola, vai incidir no diálogo com intervenientes da cadeia de produção e comercialização. “Onde serão abordadas questões ligadas à produção, comercialização, processamento, distribuição, consumo e exportação dos produtos nacionais, com vista a identificar constrangimentos e oportunidades neste processo”, lê-se na nota.

Paralelamente, será realizada uma Feira Agro Industrial e de serviços que terá a duração de três dias, que consistirá na exposição de produtos agrícolas, pecuários, processados, fortificados e serviços de apoio à cadeia de comercialização.

O ministro da Economia e Finanças participa, a partir de hoje, das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos de América.

Segundo o Ministério da Economia e Finanças, Max Tonela, e sua delegação, irão participar do encontro sobre “Diálogo de políticas para maximizar o crescimento em meio à vulnerabilidade da dívida na África Subsariana”, um evento que decorre sob o lema “Usando as Oportunidades para Superar os Desafios”.

Durante as reuniões, também está previsto que o ministro tenha um encontro de cortesia com o director-executivo do Banco Mundial para a Constituência Africana, Taufila Nhamadzabo, e uma reunião bilateral com o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwuni Adesina.

O evento decorre num contexto em que o Governo moçambicano aguarda pela aprovação final do financiamento ao país de cerca de 470 milhões de dólares pelo Conselho de Administração do FMI.

Estes encontros acontecem depois de, na semana passada, o ministro da Economia e Finanças ter anunciado que o BAD irá voltar a financiar o Orçamento do Estado a partir de 2023. Quem também mostrou interesse em retomar esse tipo de apoio ao país é o Banco Mundial, mas sem especificar datas.

O financiamento do Orçamento do Estado foi suspenso em 2016, após a descoberta das dívidas ocultas.

Produtores do Regadio de Chókwè poderiam produzir 140 mil toneladas de arroz, mas só fazem 15 mil, porque há problemas na gestão de águas para irrigação das culturas. A empresa Hidráulica de Chókwè não está a fazer o seu trabalho supostamente por falta de dinheiro e o IGEPE diz que o problema será resolvido ainda este mês.

Já foi considerado celeiro do país, mas há muito que deixou de o ser e, a cada ano, os produtores relatam novos problemas, sem que os antigos tenham sido resolvidos. Ano passado, o problema de comercialização de arroz não foi resolvido. Este ano, é a gestão de água, que não está em falta, só é mal gerida pela Hidráulica de Chókwè.

O que antes era o canal de circulação de água, hoje, transformou-se em verdadeiras florestas. E por quê? Sucede que a HICEP não faz a limpeza há alguns anos por, supostamente, não ter dinheiro para fazer o trabalho.

Neste momento, os produtores de Chókwè poderiam estar a produzir em mais de 20 mil hectares, mas, porque a água não circula devidamente, há mais de 15 mil hectares que não estão a ser utilizados.

Em termos de produção, “devíamos estar a produzir 140 mil toneladas de arroz, mas, agora, estamos em cerca de 15 mil, porque só usamos três dos 20 mil hectares que temos aqui. A mesma área poderíamos usar, já na segunda época, para produzir milho. Faríamos cerca de 70 mil toneladas, mas estamos a fazer sete toneladas”, explicou Daniel Dimas, presidente da Associação dos Produtores do Baixo Limpopo.

Dimas toma as dores dos associados em geral, mas sente na pele a dor das perdas de investimento por falta de uma parte da cadeia. Os privados fazem o investimento e o Estado não desempenha o seu papel, através da empresa responsável por todo o regadio.

Daniel fez a lavoura de um campo de mais de 10 hectares esperando semear feijão, mas a água nunca chegou e o capim voltou a germinar no seu campo. “Devíamos ter semeado feijão em Março, mas, até agora, fizemos isso porque não temos água”.

Não é o único. Outro agricultor fez a lavoura de um campo de 16 hectares, onde esperava produzir a cultura de repolho. O sonho de ver crescer repolho na sua machamba ficou imerso na desilusão de ver os seus 76 mil Meticais investidos na lavoura transformados em prejuízo.

Mas, as situações não são iguais. Jaime Matavel, por exemplo, é um jovem agricultor que ainda sonha em transformar-se numa referência no mercado nacional. Fora falta de dinheiro para investir, um dos maiores impasses que encontra para realizar o seu sonho é a falta de apoio por parte do Estado.

Jaime tem uma área total de 2.5 hectares, mas agora está a explorar apenas um hectare. Por quê? A razão é que, depois da chuva, os seus campos ficaram alagados e as águas não têm para onde ir, senão ficar lá mesmo. Isto porque as valas que deviam escoar as águas estão cheias de floresta.

“Estou a produzir num hectare apenas, porque os outros estão alagados e isso me tira forças e, quando chega a época da taxa de água, temos de pagar”, desabafou o jovem que saía da machamba com a sua filha a bordo da garoupa da bicicleta.

O caso de Jaime Matável é diferente dos outros, por isso não explora todas as terras que tem.

A raiz do problema está mesmo na relação com a empresa que devia ser responsável por este trabalho todo. Em norma, os agricultores têm um período específico para fazer o pagamento do que chamam taxa de água. No entanto, agora tiveram de contribuir para pagar pelos custos ligados à máquina que faz esse trabalho.

Na verdade, a máquina está, neste momento, a trabalhar, porque os agricultores juntaram dinheiro e investiram na empresa pública que devia fazer isso por si só. “Fizemos um acordo com a empresa que presta os serviços. Pagámos pelo combustível e óleo e já está a trabalhar”, explicou Dimas.

A empresa em causa é a Hidráulica de Chókwè – Empresa Pública, gerida pelo Instituto de Gestão de Empresas Participadas pelo Estado (IGEPE). Em contacto telefónico com o jornal “O País”, o administrador, Raimundo Matule, disse conhecer o problema, mas começou por atirar a culpa ao tesouro. “Uma das dificuldades é que só agora é que se começou a executar o orçamento, as transferências, da parte do Estado, ainda não foram feitas na totalidade… São problemas conjunturais”.

Em todo o caso, o IGEPE promete que a solução está para breve. “Pela informação que eu tenho é mesmo neste mês de Abril… lá para o início de Maio”. São fundos que passarão pelo IGEPE, vindo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, tutelado pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, cujo ministro é Celso Correia.

O Governo foi confrontado com esta situação recentemente. Correia disse conhecer o problema, mas explicou que não é só de Chókwè e que a solução devia ser para abranger muitos campos de produção ao longo de todo o país.

O Governo investe, por ano, no país cerca de 421 milhões de Meticais em vacinas, medicamentos e drogas carraceiras, para a protecção do efectivo pecuário. Neste ano, está previsto que sejam vacinados 90 por cento dos mais de dois milhões de cabeças de gado bovino no país.

De acordo com Américo da Conceição, director nacional da pecuária, com a despesa, o Executivo quer garantir o contínuo crescimento do gado no país. No ano passado, a produção global no sector da pecuária foi de cerca de 159 mil toneladas de carne, contra 141 mil toneladas registados em 2020. O aumento da produção deveu-se, sobretudo, à vacinação dos animais.

“A campanha de vacinação animal constitui um momento ímpar e serve para garantir a defesa da saúde do animal e da economia do país”, director nacional da pecuária.

Américo da Conceição falava, ontem, no distrito do Búzi, província de Sofala, durante o lançamento da campanha de vacinação animal. Referiu ainda, na ocasião, que os dados do ano passado indicam que o país possui um efectivo de dois milhões e 219 mil cabeças de gado bovino. E a vacinação no ano passado cobriu cerca de 87% do efectivo contra 62% no ano de 2020.

“Contribuíram para o alcance destes resultados citados, a realização das campanhas de vacinação obrigatória, os banhos carraceiras, o aumento da produção nacional da vacina e também as medidas de implementação do controlo do movimento animal, seus produtos e subprodutos”, disse Américo da Conceição.

Tendo em conta a obrigação legal de prover os serviços públicos de vacinação e banhos em regime gratuito, são realizados programas de acordo com o calendário anual e técnicos especializados.

Segundo a fonte que temos vindo a citar, as vacinas são contra várias doenças, com destaque para o carbúnculo e a febre aftosa que afectam o gado bovino; newcastle em galinhas; e raiva em cães e gatos. O investimento do Governo na produção de vacinas alegra os criadores de gado.

“A campanha de vacinação é bem-vinda para nós. Os nossos animais têm sido afectados por diversas doenças e infelizmente estamos desprovidos de meios financeiros para comprar medicamentos. Como as vacinas são gratuitas, a iniciativa do Governo é bem-vinda”, saudou Armando Chimbote, um dos criadores de gado do distrito do Búzi.

Com o apoio dos parceiros de cooperação neste quinquénio está previsto, neste sector, a criação de 6.500 empregos.

“A cadeia de valor da pecuária possui um grande potencial para a geração de renda, criação de emprego seguro e contribuição significativa na economia nacional e que assegura a resiliência das populações às mudanças climáticas que o país sofre”, referiu Américo da Conceição.

O governador de Sofala desafiou os criadores dos animais a aumentarem a produção e a produtividade no sub-sector da pecuária. “Com vista ao alcance da segurança alimentar e nutricional, a nossa intervenção como Governo no sector da pecuária visa, essencialmente, aumentar a cobertura de vacinação nas principais doenças de notificações obrigatórias”, disse.

A empresa multinacional italiana, Saipem, foi adjudicada pela Coral FLNG um contrato de 150 milhões de dólares (USD) para a prestação de serviços de manutenção na plataforma flutuante “Coral Sul FLNG”, localizada na Área 4, offshore, da Bacia do Rovuma.

Ultimamente, em Moçambique, os debates sobre a indústria extractiva são tomados pela fraca participação do empresariado nacional nos mega-projectos, com destaque para o de exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Desta vez, mais uma empresa foi adjudicada um contrato. Trata-se da Saipem, firma italiana de engenharia, que deverá prestar serviços de manutenção da plataforma flutuante Coral Sul FLNG e para o efeito prevê encaixar, nos seus cofres, 150 milhões de dólares.

Segundo a Further Africa, o contrato tem uma duração de cerca de nove anos, mais um ano opcional. As actividades abrangem a manutenção de toda a instalação FLNG e a supervisão a bordo, bem como a criação de uma base logística onshore.

O empreendedorismo feminino ganha a cada dia mais destaque. O sector privado lançou, recentemente, uma plataforma online por forma a aumentar o índice de mulheres empresárias com negócios sustentáveis a longo prazo, no país, bem como promover acções de capacitação para aceder a financiamentos por parte das empreendedoras.

Nos últimos tempos, a quantidade de negócios criados por mulheres cresceu e espera-se que haja mais avanços. Mesmo em meio a desafios, o empreendedorismo feminino ganha espaço, no mundo em geral, e no território nacional, em particular.

E para fazer face aos desafios que as mulheres empreendedoras enfrentam no ramo de negócios surge a ideia de criar a plataforma CTA Mulher e Negócios, recentemente lançada.

Aumentar o índice de mulheres empresárias com negócios sustentáveis a longo prazo , bem como criar mudanças inovadoras na cultura empreendedora desta classe foram as principais linhas que nortearam o surgimento desta plataforma, segundo a presidente do pelouro da Mulher Empresária e Empreendedorismo da CTA, Sofia Cassimo.

“A plataforma CTA Mulher e Negócios é uma plataforma digital que nós trazemos como uma solução para as mulheres empreendedoras que buscam informação sobre, afinal, o que se passa no mundo dos negócios em Moçambique. Uma plataforma que tenha foco nas mulheres ou que possa-lhes permitir melhorar de alguma forma o acesso, onde elas têm a oportunidades de negócios, o acesso a oportunidades de financiamento e de capacitação”, explicou a presidente do pelouro da Mulher Empresária e Empreendedorismo da CTA.

Sofia Cassimo diz ainda que a plataforma vem para responder algumas indagações feitas, muitas vezes, pelas mulheres que apostam na área do empreendedorismo, tais como: como é que vou registar o meu negócio? Começo de onde? Vou pagar quanto? Tenho que me dirigir para onde? E depois é muito na tentativa do erro, pois vamos ouvindo daqui ou dali, vou me dirigir para aqui ou ali, mas não sem ter nenhum espaço onde seja possível encontrar essas respostas”.

Dessa forma, a plataforma serve então como uma ferramenta que permite a criação de um ambiente favorável para responder essas indagações, mas também visa, sobretudo, expandir os negócios, aumentar a visibilidade de mulheres empresárias a nível nacional e não só.

“A COVID-19 veio mostrar-nos que muitas pessoas fizeram a transição digital. Então, hoje em dia, ter informação através de smarthphone, através do computador ou do tablet já não é uma coisa que os empreendedores ou as empreendedoras vão achar difícil. As pessoas ficaram mais proactivas nessa busca digital, por isso, em vez de sintetizar informações que procuram recorrendo às brochuras, colocamos toda essa informação nesta plataforma digital”, explicou Sofia.

Pretende-se ainda que a plataforma seja uma, inclusive, de acesso não só às mulheres com literacia digital, mas para as que se situam também nas localidades mais recônditas.

“A ideia é nós garantirmos que as mulheres tenham uma plataforma digital super interessante e de simples acesso, que não seja pesada, onde à distância de um “click” elas percebam o que estão à procura e possam ter essa informação. Mas também elas podem fazer um registo dentro da plataforma e a gente aí já sabe que, por exemplo, existe a senhora Albertina no Chókwè que produz 30 toneladas de arroz. Então, quando nós virmos uma oportunidade de negócio para esta mulher com facilidade fazemos a ligação e ela tem acesso a essa oportunidade de negócio”, esclareceu a presidente do pelouro da Mulher Empresária e Empreendedorismo da CTA.

A fonte garante, igualmente, que a plataforma servirá para criar oportunidades de networking e desenvolvimento organizacional para mulheres empreendedoras. “Porque temos alguns parceiros a nível do mercado cá, como a banca, etc, e de vez em quando existe alguns tipos de produtos financeiros que também não chegam como deve ser a essas pessoas, como concursos, por aí, então aí vai ser mais fácil nós divulgarmos essa informação através desta plataforma para quem estiver registado”, disse.

Em suma, a CTA Mulher e Negócios existe como mais uma solução para transformar uma ideia em um negócio sustentável, sem esquecer todos os desafios existentes no mercado.

O Presidente do Conselho de Administração da Vodacom, Nuno Quelhas, diz que as operadoras de telefonia móvel devem trabalhar em conjunto para melhor expansão de serviços para as zonas rurais, principalmente porque o país enfrenta escassez de recursos financeiros.

A Vodacom apresentou, hoje, o seu novo director-geral, Simon Karikari. O tanzaniano é bacharel em Contabilidade pela University of Botswana e membro da Association of Chartered Certified Accountants (ACCA) e, antes da sua actual nomeação, foi CEO do Grupo Milicom na Tanzânia.

O novo líder da equipa operativa da empresa de telefonia móvel substitui Jerry Mobbs, que liderou a Direcção-Geral da Vodacom por mais de nove anos.

Na sua primeira intervenção pública, o dirigente desafiou-se a melhorar, cada vez mais, os serviços da operadora para satisfazer os seus clientes.

“Em primeiro lugar, queremos transformar a Vodacom Moçambique numa organização centralizada no cliente, estabelecer a melhor rede para o país e criar uma linha financeira inclusiva para o povo, como forma de contribuir positivamente para a economia desta terra”, prometeu Simon Karikari, director-geral da Vodacom Moçambique.

Para o PCA da Vodacom, Nuno Quelhas, as companhias de telefonia móvel devem unir esforços para expandir os seus serviços às zonas rurais.

“Não temos uma capacidade financeira avultada para nos darmos ao luxo de cada um tentar fazer sozinho. Temos de tentar encontrar alinhamento entre os operadores, não só de telefonia móvel, mas também bancários para podermos partilhar infra-estruturas”, instou o PCA da Vodacom, Nuno Quelhas.

Quelhas acrescentou que existe pressão enorme por parte dos bancos para financiar soluções que sejam ambientalmente neutras. Para além da união, o PCA levantou a necessidade de as empresas do sector reforçarem as suas capacidades tecnológicas para fazer face aos desafios actuais.

No evento, a Vodacom fez saber que, até 2025, mais sete milhões da população moçambicana estará interligada através da sua rede, totalizando 21 milhões em todo o país.

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