O País – A verdade como notícia

A empresa provedora de serviços de televisão, internet e telefone, TvCabo, garante, mais uma vez, trazer novidades na feira MOZTECH. Para esta nona edição, a inovação é a palavra de ordem da firma.

A TvCabo é uma marca pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano. Constituída a 10 de Julho de 1996, ano em que iniciou a construção da sua rede em Maputo, é, hoje, detentora de uma moderna infra-estrutura de rede em fibra óptica.

Com marca de participação registada desde a primeira edição da feira MOZTECH, a TvCabo tem a inovação como palavra de ordem a destacar nesta nona edição.

“Esperamos poder conseguir transmitir estes que são os nossos serviços que vamos lançar nos próximos tempos e os produtos que temos em carteira neste momento, aproveitando a presença do público e tentar chegar, dessa forma, mais fácil àquilo que é a expectativa que temos para alcançar esses objectivos”, destacou o director-geral da companhia, Humberto Luís.

E por conhecer bem a dinâmica do evento, Humberto Luís diz que a companhia não vai deixar de mostrar o que de melhor dispõe.

“Trazemos o nosso novo serviço de IPTV e outros associados que lançaremos nos próximos tempos”, finalizou a fonte.

Nesta nona edição da MOZTECH, pretende-se promover a partilha de conhecimento e experiências sobre os caminhos que poderão contribuir para a aceleração da transformação digital no país.

Mostrar que é possível tornar o país mais conectado e inteligente é um dos objectivos da Huawei na nona edição da Moztech, a maior feira de tecnologia do país.

Uma das líderes mundiais em tecnologias de informação e comunicação, Huawei, é um dos principais fornecedores de tecnologia no país e está empenhada em construir um Moçambique conectado e inteligente. E é mesmo com esse foco que segue, mais uma vez, para a feira de tecnologias, a MOZTECH.

“A Huawei quer promover a inovação digital aqui, em Moçambique; queremos trazer as telecomunicações para cada pessoa, para cada casa e cada organização e juntos podemos construir um Moçambique conectado e inteligente”, refere o CEO da companhia, António Hou.

E porque não é a primeira vez que participa no evento, a Huawei considera a feira MOZTECH um espaço oportuno para troca de experiências no sector de tecnologia.

“A MOZTECH é uma boa plataforma para conversar sobre tecnologias mais avançadas e com parceiros locais para construir um melhor Moçambique”, frisou António Hou.

A 9° edição da Expo Digital de Moçambique – MOZTECH – é promovida pela Fundação SOICO, FUNDASO, e realizar-se-á entre 18 e 19 de Maio corrente.

O Millennium bim está expectante sobre a nona edição da Moztech. À maior feira de tecnologias do país, o banco traz soluções inovadoras e que podem dinamizar ainda mais o sector da banca no país.

Criado há 27 anos, o Millennium bim é, actualmente, um dos maiores bancos no país e, desde sempre, posicionou-se como uma instituição bancária inovadora nos serviços que presta.

O banco, através do administrador-executivo, Albino Andrade, considera a MOZTECH como uma feira inovadora e que tem contribuído para o desenvolvimento do país através da tecnologia.

“O Bim tem participado todos os anos e tem feito essa participação de uma forma entusiasta. É uma parceria que muito acarinhamos e que consideramos que contribui para o desenvolvimento da sociedade, desenvolvimento dos serviços digitais em Moçambique, para conseguirmos, de uma forma eficiente e sustentável, servir os nossos clientes”.

E porque a cada ano em que participou viveu uma experiência única, a companhia quer trazer, para a nona edição, soluções inovadoras e que espera que façam diferença no sector da banca.

“Nós somos um banco moçambicano para moçambicanos, somos um banco que tem uma rede de distribuição muito vasta, cobrimos todo o país. Temos particular atenção à inclusão financeira, iremos ter novidades nesse âmbito, permitindo que cada vez mais moçambicanos possam ter, no seu dia-a-dia, os serviços bancários e, com isso, melhor qualidade de vida”, concluiu Albino Andrade.

Para além de debates, a nona edição da MOZTECH pretende promover o máximo de contacto entre os diferentes participantes. As inscrições para o evento ainda estão abertas.

Será a primeira vez a participar do evento, mesmo assim, a Bay Port não tem dúvidas de que a MOZTECH representa uma plataforma importante, não só para o país, como também para alavancar o crescimento da instituição.

Opera no território moçambicano desde 2012. A Bay Port é uma instituição financeira, que presta serviços de créditos acessíveis, seguros e poupanças para o sector formal em mercados emergentes e conta com uma cobertura, a nível nacional, de 11 agências distribuídas em todas as províncias do país.

Será a primeira vez a participar na MOZTECH, mas nem por isso receia em afirmar que o evento é oportuno, sobretudo num momento em que a transformação digital é irreversível.

“Esperamos ter acesso ao que está a acontecer na praça e, acima de tudo, achamos que é uma excelente oportunidade para sensibilizar o tecido empresarial moçambicano, no sentido de enveredar para o caminho da transformação digital, porque acreditamos que é um caminho de mudança que pode impulsionar o crescimento acelerado dos negócios”, disse o administrador Comercial e de Operações da Bay Port, Francisco Orlando.

Na visão da Bay Port, a MOZTECH é uma plataforma ideal para discutir ideias e encontrar soluções para o crescimento das empresas.

“Eu acho que vai ajudar-nos a ter a acesso à informação, vai ajudar-nos a expor o que estamos a fazer e também vai ajudar-nos a interagir com outros parceiros, no sentido de alavancarmos o nosso crescimento”, destacou Francisco Orlando.

A Moztech vai decorrer esta semana, sendo que ainda decorrem as inscrições para participação no evento e os interessados podem fazê-lo através da plataforma on-line MOZTECH

A vida está cada mês mais cara, este ano. O Instituto Nacional de Estatísticas publicou o Índice do Preço ao Consumidor, que mostra que de Janeiro a Abril, o nível geral de preços subiu 4.51 porcento. Ou seja, o que custava 100 meticais ao início do ano, agora custa 4 meticais e 51 centavos a mais.

A divisão de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas segue sendo aquela em que os moçambicanos são obrigados a pagar mais, seguido por transporte. Só os preços de comida subiram 2.25 e os de transporte subiram um porcento de Janeiro a esta parte.

De acordo com o relatório, o custo de vida está maior também mesmo quando se compara com Abril deste ano com dos dois últimos anos. No quarto mês de 2021, a inflação acumulada era de 3.39 e em 2020 era de 1.75.

A situação é pior quando olhamos para subida de preço de Março para Abril. A inflacção registada foi de 7.9 porcento.

Na verdade, o ano de 2022 está a revelar-se o pior dos últimos dois. Em termos de variação mensal, de Março para Abril de 2021, a inflação foi de 5.1, enquanto no ano anterior foi de 3.3%. A inflação média dos últimos 12 meses está fixada em 6.4 porcento, contra 3.7 de 2021 e 2.7% de 2020.

 

Carlos Mesquita defende que a retoma do financiamento directo do FMI ao Orçamento do Estado exigirá maior rigor e disciplina na gestão da coisa pública pelo Estado moçambicano, para que a imagem do país não volte a ser beliscada. O dirigente falava hoje, em Gaza, durante a inauguração de um sistema pioneiro de abastecimento de água.

Foi com danças e cânticos que a população da Aldeia de Bombofo, Posto Administrativo de Lionde, distrito de Chókwè, recebeu o novo posto de abastecimento de água, inaugurado pelo ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita.

Trata-se de um modelo pioneiro, no país, e que contempla uma infra-estrutura que permite a dessalinização da água, um dos constrangimentos para que várias comunidades da província de Gaza não tenham acesso à água de qualidade.

Na sua intervenção, Mesquita falou da retoma da ajuda do FMI ao país e a responsabilidade que deve ser assumida por todos.

“Essa decisão tem impacto enorme, não pelo simples factos de que vamos ter mais fundos, para apoiar o desenvolvimento do país, mas também para a imagem de Moçambique no panorama global. E isso é fundamental para nós e irá exigir disciplina no manuseamento da coisa pública, compromisso e foco”, defendeu.

Mesquita defendeu que a água irá melhorar a qualidade de vida dos residentes daquela comunidade, que antes viviam num cenário de sofrimento.

“A água é extremamente importante e necessária para garantir a nossa saúde. Consumir água potável significa mais saúde, melhor rendimento escolar e maior produção. Antes da construção deste sistema, o abastecimento de água era assegurado com recurso a poços não protegidos e riachos intermitentes e a água era salobra, sem qualquer tipo de tratamento”, retratou o governante para seguir dizer que “este sistema faz parte de um conjunto de três sistemas já instalados, nomeadamente, este que acabamos de inaugurar aqui, em Bombofo, e os de Singanhane e Chinhanguane, situados em Massangena, para beneficiar, no conjunto, cerca de 9.000 pessoas”.

Para Mesquita, o maior beneficiário do empreendimento são as mulheres que eram obrigadas a percorrer grandes distâncias para ter água de qualidade.

“Com a entrada em funcionamento deste sistema, os residentes de Bombofo deixarão de percorrer longas distâncias na busca de água. O tempo gasto na procura deste precioso líquido será empregue em outras actividades produtivas, o que significa mais rendimento para as famílias e mais dedicação a outras actividades, como a escola para as nossas meninas”, disse Mesquita.

O ministro defendeu ser desafiante cumprir metas de abranger toda a população, num contexto em que o país vive os condicionalismos impostos pelas mudanças climáticas.

“Temos vindo a conviver com os efeitos das mudanças climáticas. O surgimento de fenómenos extremos cíclicos, de grande magnitude e devastadores, com redução e falta de chuva que concorrem para a seca, por um lado, e o excesso de chuva que provoca inundações e cheias, por outro lado, sem deixar de mencionar os ciclones que afectam severamente o nosso tecido social e o nosso desenvolvimento. A resiliência a estes fenómenos, considerados na escala dos grandes desafios, está no programa e no plano do dia-a-dia do Governo. Por forma a assegurar o abastecimento de água nesta zona de elevada complexidade hidrogeológica, construímos um sistema de dessalinização de água, uma tecnologia inovadora para melhorar a qualidade de água com características salobras”, descreveu o ministro das Obras Públicas.

No final, Mesquita exigiu da população e dos gestores bom uso das infra-estruturas. “Temos de preservar e conservar os investimentos que fazemos. Não podemos estar a construir infra-estruturas de abastecimento de água, repetidamente, para as populações já beneficiadas. O nosso país é grande e a província de Gaza também, e existem ainda muitas pessoas que não têm acesso ao precioso líquido. Apelamos a todos para garantirem a sustentabilidade deste e de outros sistemas. Para isso, o gestor, ao tomar conta deste património, deve operar e mantê-lo de forma profissional. Nós, os clientes e consumidores não devemos vandalizar os componentes dos sistemas (tubos, válvulas, torneiras, contadores, etc.), devemos ser vigilantes a possíveis actos de vandalização e denunciá-los e, por outro lado, devemos pagar pelos serviços prestados pelo gestor, pela quantidade de água que consumimos, para que possamos manter o serviço”, apelou Carlos Mesquita.

O sistema que, na sua capacidade máxima poderá alimentar três mil pessoas, está orçado em cerca de 20 milhões de Meticais, fundos do Banco Mundial, e tem garantia de funcionamento de 10 a 15 anos.

A produção de carnes no país cresceu 17 por cento no primeiro trimestre deste ano, relativamente ao período homólogo de 2021. O leite e os ovos para o consumo registaram um incremento de 7,9 e 12,6%, respectivamente.

Entre Janeiro e Março de 2021, a produção de carnes, no país, situou-se em 29 mil toneladas, cifra que este ano subiu para 33 mil, o que corresponde a 17%, em comparação com igual período do ano passado. Entretanto, a taxa de execução da produção visada situou-se nos 18,5%.

Para o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o aumento deve-se ao controlo do movimento dos animais e a intensificação das acções de fiscalização no sector.

A instituição refere ainda que a carne de ovino registou maior aumento, com 18,6%, ao atingir uma produção de 143 toneladas.

A carne de frango não esteve muito longe, ao registar um incremento de 18,1%, ou seja, 28.147 toneladas. A produção da carne bovina subiu 13.2%, situando-se nas 4,140 toneladas.

Já a carne suína observou um incremento de 6,4%, posicionando-se nas 784 toneladas, de Janeiro a Março. Nos caprinos, houve um acréscimo de 10,3%, com 773 toneladas.

O leite e os ovos para o consumo tiveram um crescimento assinalável de 7,9 e 12,6%, situando-se nas 660 367 e 6 648 981 toneladas, respectivamente.

Até ao fim do ano, o Governo projecta a produção de cerca 183 mil toneladas de carnes em todo o território nacional.

As exportações de Moçambique para a União Europeia cresceram em mais de três mil milhões de dólares, de 2020 para 2021. O facto, segundo o ministro da Indústria e Comércio, deve-se ao incremento da produção interna através de projectos governamentais e investimentos directos, envolvendo investidores privados de 18 países da União Europeia, avaliados em 300 milhões de dólares.

A informação foi tornada pública esta quinta-feira, durante a realização da quarta mesa-redonda económica entre a União Europeia e Moçambique, evento este realizado anualmente, fruto de uma parceria entre o Ministério da Indústria e Comércio e a Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM).

Durante o seu discurso, o responsável pela pasta da Indústria e Comércio destacou o facto de os eventos externos terem desafiado a continuidade de muitos empreendimentos, com destaque para a COVID-19 e a instabilidade nas zonas Centro e Norte.

Factor directo ou não, o facto é que o nível de transacções comerciais entre Moçambique e os países africanos tem sido bastante fraco, havendo registo de cerca de 2%, sendo a sua maioria concentrada na SADC, que corresponde a 24% do total das exportações e 29% das importações.

Porém, contrariamente a este factor, as relações entre Moçambique e os países da União Europeia têm sido cada vez mais fortes, principalmente nos últimos cinco anos.

“Particularmente em 2021, as exportações cifraram-se em mais de 16 mil milhões de dólares, o que corresponde a 38% sobre o total das exportações de Moçambique, com um crescimento de 3% em relação ao ano 2020, que foi de cerca de 13.5 mil milhões de dólares”, disse o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

O dirigente disse ainda que, no mesmo período, foram aprovados 219 projectos de investimento envolvendo investidores privados de 18 países da União Europeia, avaliados em mais de 320.9 milhões de dólares.

Tal crescimento, segundo Silvino Moreno, deveu-se ao incremento dos investimentos directos provenientes daquele bloco económico em mais de 320 milhões de dólares, principalmente nas áreas de agricultura, pecuária, agro-processamento, indústria extractiva e energética.

“Ancorados no Made In e no Created In Mozambique, o nosso Governo definiu prioridades sectoriais económicas existentes no mosaico e ecossistema competitivo do país, que estão abertos à capitalização e parcerias externas, numa abordagem integrada e sustentável que vai desde a dinamização das cadeias de valor agrícolas através do Sustenta, os projectos-piloto do PRONAI, alguns dos quais têm uma abordagem local no recém- lançado Projecto da Zona Especial de Processamento e Agro-indústria do Corredor de Desenvolvimento Integrado de Pemba-Lichinga (ZEPA), onde a energia, turismo, infra-estruturas e logística são a maior base”, referiu o governante.

Sobre estes projectos governamentais, o Governo diz que já há resultados inquestionáveis, mas pretende-se fazer mais, com o envolvimento de vários actores sociais.

“A partir do Sustenta e do PRONAI, elegemos os condomínios agrícolas e a aposta no modelo de infra-estruturas de rápido crescimento industrial, através da implantação em regime de parceria público-privada das Zonas Francas e Parques Industriais, sempre privilegiando a sustentabilidade em linha com o nosso compromisso de assegurar o cumprimento do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável número 9, dentro da agenda 2063.”

O ministro da Indústria e Comércio apelou para o envolvimento do sector privado para a revitalização e alavancagem da economia nacional após a COVID-19 e eventos climáticos, com recurso a inovações tecnológicas.

 

UE VAI DISPONIBILIZAR MAIS DE 200 MILHÕES DE EUROS PARA FINANCIAR PROJECTOS 

A União Europeia, no âmbito da parceria económica com Moçambique, prometeu disponibilizar mais de 200 milhões de euros, para projectos ecológicos, com foco na transformação de energias renováveis, um valor a ser aplicado em Moçambique, nos próximos quatro anos.

O facto é avançado pelo Embaixador e Chefe da Delegação da União Europeia em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, que indica, porém, que este valor ainda será mobilizado junto dos países-membros da UE.

“O programa de cooperação da União Europeia para Moçambique, nos próximos quatro anos, tem um impacto importante no pacto ecológico verde, com estes mais de 200 milhões de euros que vão ser destinados, por exemplo, na protecção do capital natural, transformação ecológica, nos sectores da agricultura, pesca, silvicultura, também para uma infra-estrutura mais resiliente”, declarou António Sánchez-Benedito Gaspar.

Gaspar fala ainda de um programa, chamado Global Gataway, a ser concebido para o continente africano, que vai ajudar a encontrar apoios e fundos, orçado em mais de 300 mil milhões de euros, sendo a metade (150 mil milhões de euros), destinada a projectos na África Subsaariana e apelou ao Governo de Moçambique para ficar atento às oportunidades que podem surgir.

E para que o país consiga tirar proveito destes projectos, apela-se para o envolvimento do sector privado, mas este fala de barreiras.

“Neste momento, o acesso ao financiamento é um desafio para as empresas, então a transição tecnológica é uma plataforma que pode ajudar ou facilitar o acesso ao financiamento”, disse o Presidente da Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM), Simone Santi, tendo acrescentado que “o desenvolvimento do sector energético precisa de um sector privado que tem benefícios, com um sistema com legislação clara e fora de sistemas de controlo difíceis de cumprir”.

A mesa-redonda entre a União Europeia e Moçambique acontece no âmbito da Semana da Europa e está subordinada ao tema “Oportunidades para o sector privado numa sociedade em transição ecológica e digital”.

Cerca de 58% das pequenas e médias empresas (PME), localizadas nas três principais capitais provinciais do país – Maputo, Beira e Nampula –, ainda não iniciaram o processo de transformação digital, revela um estudo tornado público, hoje, pela PHC Softwere.

A pesquisa foi realizada pela Intercampus, uma empresa especializada na recolha de informação, e tornado pública pela PHC Softwere. Consta do relatório que grande parte das PME nacionais tem falta de formação digital e carece de recursos humanos capacitados.

A pesquisa, que envolveu 150 PME localizadas nas principais capitais provinciais – Maputo, Beira e Nampula –, conclui que 58% das destas instituições ainda não iniciaram o processo de transformação digital.

“Quanto ao processo de digitalização dos seus negócios, podemos constatar que a maioria (79,3%) não tem nenhuma estratégia delineada, mas já pensou no tema, o que demonstra que a digitalização das empresas está cada vez mais presente na mente dos empresários moçambicanos”, lê-se no documento.  

Este atraso no processo de digitalização é, de acordo com a observação, motivado pelas limitações económicas e financeiras, tendo em conta que 71,3% das empresas abrangidas pela pesquisa têm níveis de facturação anual situados entre os 1.2 milhões e 10 milhões de Meticais.

“As empresas, que estão abrangidas pela obrigação legal das máquinas fiscais, são as que se encontram com um intervalo de facturação entre os 1.2 milhões e os 10 milhões de Meticais. Destas, 75,7% não ouviram falar nesta obrigação legal ou não têm informação suficiente e apenas 24.3% das firmas afirmam ter conhecimento.”

No intervalo de facturação, a pesquisa explica que se encontra a maioria das empresas que ainda não iniciou o processo de digitalização do seu negócio. Entretanto, 76% delas não vendem on-line e apenas 24% aderiram à modalidade.

“Dos inquiridos que vendem on-line, 66,7% referem que o e-commerce tem um peso de até 25% da sua facturação e 33,3% referem que o e-commercerepresenta mais de 25% da sua facturação”, detalha o documento.

Com a eclosão da pandemia da COVID-19, no que diz respeito à actividade comercial, muitas empresas tiveram de se reinventar para continuar no mercado, modificando os seus canais de venda e os seus modelos de negócio.

Neste contexto, o estudo concluiu que apenas 34% das empresas moçambicanas investiram em tecnologias durante os dois últimos anos, devido à pandemia da COVID-19.

“Quando questionados sobre a implementação do teletrabalho durante o confinamento, pudemos constatar que 61,3% das 150 empresas inquiridas não implementaram a solução durante o confinamento, apesar de ser uma realidade cada vez mais evidente”, avança o estudo.

A análise indica, ainda, que a aposta nos softwares de gestão tem sido um forte aliado das empresas no cumprimento dos deveres fiscais, ajudando-as a exercer boas práticas e a satisfazer as exigências legais e tributárias, particularmente as impostas pelas máquinas fiscais,apesar de as pequenas e médias empresas que estão abrangidas por esta obrigatoriedade fiscal afirmarem não conhecer a norma.

“A escolha de um software de gestão traz dificuldades acrescidas, das quais a adaptação, saber se é adequado às necessidades da empresa é, sem dúvida, a mais frequentemente destacada pelos inquiridos (42%), o que se relaciona com a falta de literacia na área.”

Por outro lado, 77% das 150 empresas não utilizam software de gestão por desconhecimento, 17% devido ao custo inerente do processo de digitalização e 6% porque os programas informáticos oferecem aquilo de que supostamente precisam.

Assim, o estudo diz que as empresas nacionais têm uma necessidade de integração neste ecossistema que se caracteriza pelo seu dinamismo, de forma a permanecerem competitivas e rentáveis e devem aplicar o pensamento digital em todos os seus processos, tanto internos como externos.

Refira-se que os softwares de gestão empresarial são ferramentas essenciais no processo de digitalização das empresas, permitindo criar um ecossistema no qual os colaboradores têm uma melhor experiência de trabalho e os clientes têm melhores produtos. Fomentam, também, um maior rigor e transparência nas organizações, factores fundamentais nas diferentes áreas de investimento.

 

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