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O Banco Mundial renovou o quadro de parceria com Moçambique para o período 2023-2027. A nova estratégia da instituição financeira internacional visa contribuir para o desenvolvimento verde, resiliente e inclusivo do país e contribuir para a recuperação económica.

Parcerio de desenvolvimento de Moçambique desde a adesão às instituições de Breeton Woods, em 1984, o Banco Mundial acaba de decidir, através do seu Conselho de Administração, renovar a estratégia de parceria com o país.

A ser implementado entre 2023 e 2027, o novo quadro de parceria está virado para um desenvolvimento mais verde, resiliente e inclusivo.

“Esta estratégia vai investir em instituições inclusivas, lançando as bases para uma sociedade mais resiliente. Vamos apoiar o aumento de emprego inclusivo e verde, principalmente através da criação de oportunidades para mão-de-obra pouco qualificada fora da agricultura de subsistência”, diz a Directora do Banco Mundial em Moçambique, citada neste comunicado de imprensa.

Outro objectivo passa por apoiar o país a recuperar a sua economia dos efeitos da crise da pandemia e da Guerra russo-ucraniana.

Durante este novo ciclo de parceria, o trabalho centrar-se-á no reforço da recuperação económica, em sintonia com as iniciativas de reforma do governo moçambicano, tais como o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), lançado em Agosto de 2022.

O Banco Mundial insiste, por outro lado, na necessidade de o país diversificar a economia e reduzir a dependência na indústria extractiva.

A Eni acaba de anunciar resultados históricos como consequência do aumento do preço do petróleo e gás, no mercado internacional, impulsionado pela guerra na Ucrânia. A multinacional italiana vê no gás de Moçambique uma oportunidade para acabar com a dependência da Europa em relação ao gás russo.

A multinacional italiana Eni anunciou um lucro operacional ajustado do ano fiscal de 2022 de 20,4 biliões de euros, o que representa o dobro do valor do ano fiscal de 2021, impulsionado por um forte desempenho dos negócios de petróleo e gás. Trata-se de um lucro recorde na história dos resultados financeiros da petrolífera italiana com interesses em Moçambique.

O lucro líquido ajustado do ano fiscal de 2022, atribuível aos acionistas da Eni, foi de 13,3 biliões de euros e, em comparação com o ano fiscal de 2021, foi nove biliões maior devido a um forte desempenho operacional e resultados mais altos de entidades contabilizadas por património.

O comunicado publicado pela Eni indica que o lucro líquido do ano fiscal de 2022 atribuível aos accionistas da Eni foi de 13,8 biliões de euros e, em comparação com o ano fiscal de 2021, foi impulsionado por um desempenho subjacente aprimorado, parcialmente compensado por ganhos especiais líquidos menores, principalmente devido à avaliação do estoque.

Estes resultados devem-se, principalmente, ao dinamismo do sector E&P (Exploração e Produção), que, por si só, registou um aumento de mais de 70% em relação a 2021, além do aumento do preço do petróleo e gás, no mercado internacional, impulsionado pela guerra na Ucrânia.

Os investimentos líquidos atingiram 8,2 milhões de euros em 2022, mais 42% do que no ano anterior. A 31 de Dezembro de 2022, o grupo tinha um endividamento líquido de sete milhões de euros, contra 8,9 milhões de euros em 2021.

“A companhia apresentou excelentes resultados financeiros e operacionais, contribuindo para a estabilidade do fornecimento de energia na Itália e na Europa e avançando nos seus planos de descarbonização. Durante o ano, conseguimos finalizar acordos e actividades para substituir totalmente o gás russo até 2025, alavancando os nossos fortes relacionamentos com estados produtores e abordagem de desenvolvimento acelerado para aumentar os volumes da Argélia, Egipto, Moçambique, Congo e Catar”, disse Claudio Descalzi, CEO da Eni, citado pelo comunicado de imprensa.

A Eni acredita que o acordo recentemente assinado com o NOC, da Líbia, sobre o desenvolvimento de estruturas e sucessos de exploração em Chipre, Egipto e Noruega, vão fortalecer ainda mais a sua diversificação integrada de fornecimento de energia limpa e que se trata de uma pronta reacção à crise do gás e à integração com as actividades de petróleo e gás.

O lucro líquido ajustado do quarto trimestre de 2022 atribuível aos accionistas da Eni foi de 2,5 biliões de euros e quase 50% maior em comparação com o quarto trimestre de 2021, um aumento de 0,8 bilião de euros devido a resultados mais altos de entidades contabilizadas por património, em parte como resultado da Azule JV, mais do que compensando um lucro operacional menor.

O lucro líquido do quarto trimestre de 2022 atribuível aos accionistas da Eni foi de 550 milhões de euros e foi reduzido por derivativos de commodities com valor justo de 1,1 biliões de euros (em comparação com um ganho de 1,7 biliões de euros no ano anterior), perdas de activos de 0,9 bilião de euros (em comparação com reversões de 0,5 bilião de euros no ano anterior) e contribuições extraordinárias de imposto de solidariedade de 0,7 bilião de euros, parcialmente compensadas por impostos diferidos de 1,6 biliões de euros.

Em Novembro de 2202, a Eni e os seus parceiros realizaram o primeiro carregamento de gás natural liquefeito (GNL), produzido a partir do campo de gás nas águas ultraprofundas da Bacia do Rovuma, em Moçambique; foi embarcado a partir da instalação flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG) da Coral-Sul, marcando uma nova era no negócio mundial de GNL, graças à sua capacidade de entregar o projecto no prazo e dentro do orçamento, apesar das interrupções da pandemia, enquanto foi lançado o país como um novo hub relevante de GNL.

“Em 2022, a Eni não estava apenas empenhada em progredir nas suas metas de transição energética sustentável, mas também em garantir a segurança e a estabilidade do fornecimento de energia para a Itália e a Europa, construindo um ‘mix’ geográfico diversificado de fontes de energia. Os nossos objectivos estratégicos permanecem inalterados: investiremos para garantir suprimentos estáveis ​​e acessíveis para atender à demanda do mercado de energia e descarbonizar as nossas operações e clientes, mantendo a disciplina financeira para garantir retornos atraentes para os nossos accionistas”, afiançou o CEO da Eni.

Depois de anunciar a venda de activos para exploração e produção petrolífera (upstream), em Angola, a Galp colocou à venda a participação que detém no projecto de gás natural de Moçambique. A petrolífera portuguesa mandatou o Bank of America para encontrar compradores para a posição que tem no projecto de gás natural, denominado Coral-Sul, situado no Norte de Moçambique. Saídas de São Tomé e Namíbia estão também no horizonte.

A Galp pretende vender a sua participação no projecto de gás natural Coral-Sul, em Moçambique. Para tal, a petrolífera contratou o Bank of America, que esteve já envolvido na alienação das posições da empresa em projectos em Angola, para encontrar compradores.

A informação avançada pelo ‘Negócios’ dá conta de que a Galp tem um plano para sair totalmente de África nos domínios de exploração e produção. Depois de Angola e Moçambique, a petrolífera lusa aponta também para sair de São Tomé e Príncipe e Namíbia.

Fontes ligadas ao sector contactadas pelo ‘Negócios’ destacam que o Coral-Sul é um activo que deve atrair muitos investidores, principalmente porque a guerra na Ucrânia aumentou o apetite pelo gás natural em vários países.

O Coral-Sul FLNG, a primeira planta flutuante de liquefacção de gás natural em águas ultraprofundas do mundo, com uma capacidade de produção de 3,4 milhões de toneladas de gás liquefeito, por ano, foi implantada a uma profundidade de cerca de dois mil metros, na Área 4 da Bacia do Rovuma.

Em Junho de 2022, o Governo e a multinacional petrolífera italiana, ENI, anunciaram o início da exploração do gás natural liquefeito, com a introdução, com segurança, do primeiro hidrocarboneto na plataforma flutuante, a partir dos reservatórios no alto mar, em Cabo Delgado.

A Galp está presente em Moçambique no segmento de Upstream desde 2007. A entrada no país foi marcada pela assinatura do contrato de farm-in com a Eni e com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) para a exploração da Área 4, localizada em águas que vão desde profundidades rasas a ultraprofundas da Bacia de Rovuma.

Em Novembro de 2022, teve início da primeira exportação de gás natural liquefeito (GNL), produzido na Bacia do Rovuma pelo Projecto Coral Sul FLNG.

A Galp, que detém 10% da Área 4 da bacia do Rovuma, conta como parceiros a Mozambique Rovuma Venture (MRV) que detém uma participação de 70% na Área 4 e é constituída por ExxonMobil (operador do projecto Rovuma LNG) através de uma participação de 35,7% na MRV, Eni (operador do projeto offshore Coral Sul FLNG) através de uma participação de 35,7% na MRV e China National Petroleum Corporation (CNPC) através de uma participação de 28,6% na MRV; Kogas com uma participação de 10%; Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), que detém 10%.

Recorde-se que a Galp chegou a acordo esta semana com a angolana Somoil para a venda de activos ‘upstream’ em Angola por 830 milhões de dólares (777 milhões de euros), indicou a companhia, num comunicado hoje divulgado.

“A Galp assinou um acordo com a Somoil – Sociedade Petrolífera Angolana S.A. para a venda dos seus activos ‘upstream’ em Angola”, lê-se na mesma nota, na qual a petrolífera detalhou que o valor da operação deverá rondar os 830 milhões de dólares, incluindo 655 milhões de dólares (613 milhões de euros) até à conclusão e mais 175 milhões de dólares (163,8 milhões de euros) em pagamentos contingentes em 2024 e 2025, dependentes do preço do Brent”.

A Galp não fez quaisquer comentários, quando questionada pelo mesmo jornal. A venda da participação no gás de Moçambique fará parte de um plano que passa pela saída da empresa de África na área upstream. À parte de Angola e Moçambique, a petrolífera ainda tem interesses nestes domínios em São Tomé e Príncipe e Namíbia.

 

GALP VENDE ATIVOS EM ANGOLA POR 777 MILHÕES DE EUROS

Ainda esta semana, a Galp chegou a um acordo com a Somoil – Sociedade Petrolífera Angolana para vender activos que controla em Angola para exploração e produção petrolífera (upstream) por cerca de 830 milhões de dólares (777 milhões de euros aproximadamente). O negócio foi anunciado, na última segunda-feira, no mesmo dia em que a petrolífera portuguesa revelou ter fechado em 2022 com um lucro de 881 milhões de euros.

A empresa liderada por Filipe Silva adianta que o negócio deverá estar concluído até ao final deste ano. Quando estiver concretizado, a energética portuguesa deverá encaixar logo 655 milhões de dólares (613,3 milhões de euros), de acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal.

Os restantes 175 milhões de dólares (163,8 milhões de euros) serão recebidos posteriormente em pagamentos contingentes a efectuar em 2024 e 2025, cujo valor dependerá do preço do Brent, petróleo extraído no Mar do Norte.

Para Filipe SIlva, citado em comunicado, o negócio permite “cristalizar valor de activos maduros de upstream e apoiar a renovação do portefólio de upstream e a estratégia de descarbonização”.

“Estamos confiantes que a Somoil, já presente no Bloco 14, será um forte contribuidor para o desenvolvimento para o desenvolvimento destes ativos da Galp”, argumento o CEO da Galp.

O presidente-executivo da petrolífera francesa TotalEnergies considerou que o regresso às obras em Cabo Delgado não pode ser apressado e vai depender parcialmente dos custos de exploração do gás natural. O sector privado diz estar optimista com as declarações de Patrick Pouyanne, no sentido de que o empresariado deve começar a preparar-se para a retoma do projecto.

Patrick Pouyanne, responsável da petrolífera francesa que lidera o projecto de investimento de mais de 20 mil milhões de dólares na província de Cabo Delgado, deixou, assim, claro, na semana passada, que os custos serão importantes na decisão que está a ser avaliada sobre o regresso a Moçambique.

Reagindo às declarações, o empresariado nacional, representado pelo presidente do pelouro de hidrocarbonetos e energias da CTA, Simoni Santi, diz que a provável mexida em alta dos custos é estratégica para a multinacional francesa e que o sector privado deve começar a preparar-se para o arranque do megaprojecto.

“No meu ponto de vista, é, claramente, uma posição estratégica porque, se a gigante francesa declarar que vai iniciar com os subcontratos, pode elevar os preços e impor novas condições. Isto mais pelas variações que o mercado sofreu nos últimos meses. Os custos não foram estáticos”, explicou Simoni Santi.

O sector privado diz estar confiante nas negociações dos custos em caso do regresso da gigante francesa. “ Como sector privado, vamos defender a melhor renegociação possível, sem dúvidas.”

Já o consultor de petróleo e gás, José Mendes, afirma que a declaração do CEO da TotalEnergies é uma mensagem para o Governo, no sentido de alertar sobre o cenário inflacionário global e de transmitir a ideia de que não pretendem reduzir a sua rentabilização.

“Acho que quem deve acautelar-se é o Governo, para tentar perceber quais são [as propostas] que poderão ser trazidas à mesa por parte da TotalEnergies e garantir que não percamos mais do já perdemos. Sabemos que existe um decreto especial para a Bacia do Rovuma, que dá muitos benefícios às petrolíferas, e o histórico mostra que conseguem tirar dividendos quando pressionam com este instrumento. Como é que a rentabilidade do projecto não vai ser acfectada com os custos a subir? Alguém vai ter de ser prejudicado e elo mais fraco parece-me que seja o nosso Governo”, afirmou José Mendes, consultor de petróleo e gás.

Os intervenientes falavam, esta quarta-feira, no programa Noite Informativa da Stv Notícias.

O uso de viaturas movidas a gás nas empresas moçambicanas pode ajudar a diminuir os custos elevados de combustíveis líquidos e a contribuir para a preservação do meio ambiente. A ideia é defendida pelo gestor nacional de Transportes e Refrigeração da Coca-Cola Moçambique.

Diante das novas tecnologias e das transformações nas políticas destinadas a diminuir a poluição do meio ambiente, a Coca-Cola Moçambique identificou a necessidade de se ajustar aos padrões modernos, com a adopção de soluções mais sustentáveis.

Trata-se de duas viaturas movidas a gás apresentadas ao público esta quarta-feira, na Província de Maputo.

Segundo o gestor nacional de Transportes e Refrigeração da empresa Coca-Cola Moçambique, Pierino Traquinho, as viaturas têm a capacidade de fazer a conversão de gás e combustível líquido ao mesmo tempo.

“Com este sistema, conseguimos diminuir a emissão do dióxido de carbono em 20%, mas o principal objectivo é chegar à meta dos 40% ao longo dos anos”, revelou Pierino Traquinho.

Um camião e uma viatura de cabine simples são as primeiras conversões e ainda na fase experimental, mas já mostram resultados considerados positivos. No entanto, segundo a instituição, “estamos a falar de 17% em termos de poupança nos custos dos combustíveis”.

O gás natural é uma das principais ferramentas para a sua implementação, por isso o seu fornecimento será garantido pelos potenciais parceiros que apontam para maior sustentabilidade.

Para João das Neves, director executivo da Empresa Moçambicana Auto-gás, responsável pelo fornecimento de gás natural em algumas províncias do país, a conversão de viaturas para o uso de gás pode ajudar na economia do país e as próprias empresas nas alternativas de sustentabilidade e em termos ambientais.

A conversão de uma viatura, segundo empresas de gás, parte de 80 mil Meticais.

São cerca de sete milhões de Meticais que, até ao fim deste ano, deverão ser canalizados a 68 comunidades de 18 dos 22 distritos da Zambézia, onde abunda o recurso florestal. Trata-se de um valor correspondente à taxa de exploração florestal da campanha de corte de madeira e combustível lenhoso no ano de 2021.

Neste momento, pelo menos 32 dos 68 comités de gestão de recursos naturais já receberam valores correspondentes a 20% da taxa de exploração de recursos florestais referentes ao ano de 2021. O processo está atrasado, mas há uma explicação. Páscoa Razão, responsável de maneio nos Serviços Provinciais de Ambiente na província da Zambézia, fez saber que os pagamentos em curso são referentes àqueles que estavam pendentes no ano de 2021.

“Como disse, o que estamos a pagar agora são valores pendentes da campanha de 2021. O que aconteceu é que, quando as Finanças desembolsaram os valores de 20%, referentes à taxa de exploração, as comunidades naquele ano tinham contas inactivas devido à falta de movimentação na banca. Para activação das referidas contas, foi necessário um longo processo. Tivemos que tomar uma decisão de consensos para evitar o prolongamento do período de não pagamento dos ordenados das comunidades. E porque os processos são morosos e a distância em que as mesmas estão localizadas em relação aos bancos, o sector de ambiente tomou uma decisão para apoiar as comunidades.

“Houve um consenso de se passar os valores dos sistema das Finanças para a conta dos serviços provinciais de ambiente da província que, por sua vez, esta entidade emite via cheque; é justamente este processo a que estamos a dar continuidade; devíamos ter fechado em 2022, mas não foi possível por causa desta dificuldade de NIB e domicílios bancários”, esclareceu Páscoa Razão.

As comunidades que já começaram a beneficiar-se dos valores estão satisfeitas e falam do processo de gestão do dinheiro. Artur Celestino, presidente do Comité de Gestão de Socone, distrito do Ile, explicou que o valor que a sua comunidade acaba de receber, mais de 85 mil Meticais, será aplicado para melhorar a vida das famílias. “Temos escolas que precisam de reabilitação, pequenas vias de acesso, furos tradicionais de água que precisam de intervenção. Vamos reunir todos os intervenientes, à luz da transparência, para a devida aplicabilidade. Estamos muito felizes e, por isso, queremos agradecer ao nosso Governo.”

Foi encerrada uma mina de ouro da Nairoto Resources Limitada, na província de Cabo Delgado, após um ataque atribuído a terroristas nas proximidades. Como consequência, os trabalhadores da empresa foram evacuados para zonas consideradas seguras.

Através de um comunicado de imprensa, a Gemfields, empresa mineira detentora de 75% da Nairoto Resources Limitada, informa que pouco antes da meia-noite do último domingo, ocorreu o ataque, na aldeia de Nairoto, província de Cabo Delgado.

Pelo facto de a aldeia de Nairoto encontrar-se a 15 quilómetros da mina da Nairoto Resources Limitada e a 83 quilómetros da mina da mina da Montepuez Ruby Mining, detida em 75% pela mesma empresa, os trabalhadores da empresa foram evacuados.

“Como consequência, a Nairoto Resources Limitada iniciou o processo de evacuação de funcionários operacionais e empreiteiros e as operações no local estão suspensas. Mas, não há impacto sobre as operações na Montepuez Ruby Mining”, refere o comunicado.

Suspeita-se que os ataques tenham sido protagonizados pelos terroristas que, desde Setembro de 2017, assombram a província de Cabo Delgado, na região Norte do país. Para já, a Gemfields diz estar a manter contactos regulares com as autoridades governamentais.

O custo do projecto de gás natural localizado na Bacia do Rovuma vai determinar a retoma das actividades da TotaEnergies em Moçambique, defende o CEO da empresa. Citado pela agência de informação financeira Bloomberg, o gestor refere ainda que a questão dos direitos humanos vai influenciar na decisão.

Cerca de dez dias após ter visitado a província de Cabo Delgado, para ver de perto se há ou não condições de retoma do projecto no Norte do país, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, alerta que o custo do mesmo será um factor importante para a petrolífera francesa tomar a decisão.

Patrick Pouyanne falava em uma conversa telefónica com investidores, citada pela Bloomberg. “Não tenho pressa para recomeçar. Se virmos os custos a subir muito, vamos esperar”, diz Pouyanne. Tais custos estão ligados à renegociação de contratos com fornecedores e subempreiteiros.

O projecto orçado em mais de 20 mil milhões de dólares está suspenso devido à insegurança na região Norte do país, causada pelo terrorismo. Diante da situação, o consórcio liderado pela TotalEnergies decidiu declarar força maior para suspender as actividades.

Além do custo, o CEO da TotalEnergies diz também aguardar pelas conclusões do estudo que a empresa encomendou sobre a questão dos direitos humanos na província de Cabo Delgado. Espera-se que o relatório fique pronto ainda este mês.

Na conversa, o líder da petrolífera francesa rejeitou a ideia de que terá de haver uma escolha entre o regresso a Moçambique ou a aposta no mercado de gás natural liquefeito, dizendo: “Estamos prontos e temos a capacidade para financiar ambos”, escreve o Notícias ao Minuto que cita a Bloomberg.

Com a suspensão do projecto, os investimentos no país reduziram drasticamente. De Julho a Setembro de 2022, segundo o banco central, o sector da indústria extractiva, que era a maior fonte de entrada de Investimento Directo Estrangeiro, caiu 99,6% face a igual período de 2021.

Iniciou, hoje, uma missão do Banco Mundial para avaliar a implementação da medida 9 referente à criação de um fundo de garantia mutuária.

De acordo com o Ministério da Economia e Finanças, a equipe do Banco Mundial, que conta com especialistas financeiros em financiamento a Pequenas e Médias Empresas, irá avaliar os termos técnicos que formarão a base para o início da negociação dos fundos que irão dar origem à criação do fundo.

Segundo um comunicado de imprensa do Ministério, a missão do Banco Mundial teve início com uma reunião com o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, e com uma equipe técnica que incluiu a direcção do tesouro, a direcção da dívida, além de representantes do PAE.

“O Fundo de Garantia Mutuária é um mecanismo através do qual o Governo procura dar resposta a um dos principais obstáculos para o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, que é o acesso limitado ao dinheiro devido ao elevado custo do capital no país”, refere a nota.

Refere ainda a nota que o Fundo permitirá à banca nacional disponibilizar recursos financeiros para fortalecer a capacidade de investimento a taxas de juro mais acessíveis para micro, pequenas e médias empresas que actuam nos sectores da agricultura, piscicultura, turismo e habitação.

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