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O Fundo Monetário Internacional diz que Moçambique tem dificuldades para obter financiamento por os juros serem elevados. A informação foi avançada depois de uma reunião que uma missão do FMI, no país, manteve, hoje, com a CTA na Cidade de Maputo.

Uma missão do Fundo Monetário Internacional está de visita ao país, no âmbito do plano para um novo apoio internacional.

Depois de uma reunião, à porta fechada, com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a missão do Fundo Monetário Internacional apresentou uma série de constatações sobre o cenário da economia nacional, com destaque para as dificuldades do acesso ao financiamento.

“O acesso ao financiamento é desafiador e difícil, no contexto das altas taxas de juros que o sector privado tem. A grande dificuldade é encontrar projectos disponíveis. Assim, diria que há outras questões como a logística, as infra-estruturas e as capacidades, mas se calhar a maior seja a ideia de que é muito difícil ter financiamento para ter um bom investimento nos projectos em Moçambique”, disse o chefe da missão do FMI em Moçambique, Pablo Lopez Murphy.

A mesma fonte explicou ainda que “O FMI tem estado em contacto com o Governo, mas também é sempre importante que o FMI se engaje com outros sectores, como o sector privado e a sociedade civil, porque todos esses sectores são afectados pelas políticas do Governo. Então, nós queremos ouvir todas as perspectivas para depois sugerir as nossas políticas”.

A Confederação das Associações Económicas apresentou, na ocasião, algumas preocupações do sector privado no país, como, por exemplo, “ a política fiscal, a pressão que tem sido feita ao sector privado das pequenas e médias empresa, no que tange à questão da criação das novas taxas pelos municípios”, disse o Presidente da CTA, Agostinho Vuma.

As partes reuniram-se para o processo de consultas sobre a situação geral da economia, que decidirá sobre os parâmetros de um possível novo apoio internacional ao país.

O Ministro da Indústria e Comércio convidou, hoje, ao Japão a investir em Moçambique na indústria de fertilizantes. Silvino Moreno quer ainda que o país nipónico volte a fazer parte da lista dos principais investidores em Moçambique.

Com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia ficou mais nítida a necessidade de Moçambique investir nos fertilizantes para reduzir a sua dependência externa.

Nesta terça-feira, no fórum de investimentos Moçambique-Japão, o Governo não quis perder a oportunidade e pediu investimento para colmatar o défice.

“Moçambique e o Japão podem e devem criar sinergias para minimizar as adversidades ambientais e incertezas da actual situação económica mundial através de investimentos do Japão com maior enfoque para os sectores da agricultura, infra-estruturas, energia, transformação de recursos minerais, indústria, turismo e hotelaria”, disse o ministro da Indústria e Comércio.

Silvino Moreno, que falava durante a abertura do fórum de negócios entre os dois países, disse querer ainda que o país asiático redirecione os seus investimentos para projectos localizados em Moçambique.

“Dada à capacidade competitiva do Japão no domínio tecnológico, temos uma expectativa de regresso do Japão à lista dos maiores investidores em Moçambique”, considerou o Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

Diante das preocupações, o ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros nipónico mostrou o interesse do seu país em investir em Moçambique em diversas áreas.

Do Japão, o sector privado nacional, representado pela Câmara de Comércio de Moçambique, quer tanto financiamento como novas parcerias.

“Em Moçambique, as empresas têm carência de financiamento para viabilizar os seus projectos. Existem projectos na área da agricultura, indústria, sobretudo no programa que o ministro acabou de referenciar – Industrializar Moçambique. Neste momento, existem vários projectos na área da indústria para serem visibilizados e é momento de os empresários nacionais aproveitarem a presença dos empresários japoneses para apresentarem aqueles que são os seus projectos”, defendeu Álvaro Massingue, presidente da Câmara de Comércio de Moçambique.

Participaram do fórum empresarial realizado na cidade de Maputo tanto empresários moçambicanos como japoneses, entre outras personalidades.

A petrolífera sul-africana SASOL descobriu novas reservas de gás natural na parte Sul do distrito de Inhassoro, na província de Inhambane. Segundo o Instituto Nacional de Petróleo, há ainda trabalhos de avaliação para determinar a dimensão da descoberta.

A SASOL Moçambique efetuou uma descoberta de gás natural no poço de pesquisa Bonito-1, realizado na área PT5-C da Bacia de Moçambique, localizado na parte sul do distrito de Inhassoro, província de Inhambane. Segundo o anúncio do Instituto Nacional de Petróleo.

De acordo com a INP, a petrolífera vai prosseguir com trabalhos de avaliação do jazigo para determinar a dimensão da descoberta, assim como a viabilidade comercial, depois de aberto um poço de pesquisa, entre 25 de março e 05 de abril do corrente ano, que atingiu uma profundidade de 1.934 metros.

A descoberta surge depois de uma perfuração sem resultados.

“O poço Bonito-1 é o segundo a ser perfurado na área PT5-C, depois do poço Dourado-1, cujo resultado foi negativo”, avança comunicado INP.

O contrato para pesquisa e produção para a área PT5-C foi celebrado em 17 de Outubro de 2018 após o quinto concurso de concessão de áreas.

A Sasol Moçambique detém 70% de interesse participativo, cabendo à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) os restantes 30%.

A Sasol explora reservas de gás desde 2004 em Temane e Pande, em terra, na província de Inhambane, com gasodutos para a África do Sul e Maputo, alimentando ainda a central elétrica moçambicana de Ressano Garcia, na província de Maputo.

Moçambique já faz parte dos países com a rede móvel 5G. A tecnologia de última geração foi lançada, ontem, na Cidade de Maputo, pela operadora de telefonia móvel Vodacom. O Executivo diz que a iniciativa vai melhorar o serviço de telecomunicações ao nível local.

Moçambique oficializou, na última sexta-feira, através da Vodacom, a sua entrada no mapa dos países com a 5ª geração da internet no mundo, a 5G. Ou seja, uma fase em que tudo passa a estar interconectado.

Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, o investimento vai melhorar o serviço de telecomunicações fornecido no país.

“A Tecnologia 5G vai melhorar significativamente a qualidade do serviço de telecomunicações fornecido no país, particularmente na materialização da internet das coisas (IoT), tudo inteligente (cidades inteligentes, agricultura inteligente, portos inteligentes etc.), por se tratar da tecnologia que suporta melhor estes casos, depois da 4G”, disse Mateus Magala, ministro dos Transportes e Comunicações.

Para a Vodacom, a rede 5G não é apenas velocidade. Esta tecnologia “tem o condão de melhorar a qualidade de vida e promover o crescimento da nossa jovem nação, pela multiplicidade de recursos que oferece aos usuários. Vai permitir, dentre outros, uma rede de transportes inteligente; rastreamento de activos; implantação de contadores inteligentes (água, luz, etc.); cidades inteligentes; automação industrial; banda larga em casa, usando 5G; bem como escritórios inteligentes”, afirmou Nuno Quelhas, PCA da Vodacom Moçambique.

Além disso, a rede 5G vai, segundo a liderança da Vodacom em Moçambique, garantir a ampliação da inclusão financeira.

“Com o 5G, vamos garantir a ampliação da inclusão financeira, assegurando que cada vez mais moçambicanos com idade acima de 16 anos e seus dependentes tenham acesso aos serviços financeiros do M-Pesa. O objectivo é abranger 75% da população moçambicana adulta até 2025 e possibilitar pagamentos através do M-Pesa em qualquer ponto do país”, acrescentou Nuno Quelhas.

A Vodacom Moçambique reafirmou o compromisso no desenvolvimento do país: “Estamos orgulhosos das nossas conquistas até à data. Hoje, nós, Vodacom Moçambique, conectamos 11 milhões de moçambicanos. Também ligamos seis milhões de moçambicanos à plataforma M-Pesa. Temos 60 mil agentes activos que representam novos empregos com impactos positivos para as famílias. Temos uma cobertura proporcional de internet de 75% em 2G e 80% em 4G”, avançou Simon Karikari, director-geral da Vodacom Moçambique.

Através de projectos em parceria com o Governo, a Vodacom pretende alavancar a inclusão e a literacia digital em Moçambique, de forma a garantir o acesso mais equitativo a serviços de educação de qualidade.

O regulador do sistema financeiro nacional indicou um inspector residente para reforçar a supervisão ao BCI. Chama-se Cláudio Mangue e é quadro do Banco de Moçambique.

O Banco Comercial e de Investimentos, BCI, passa a ser supervisionado por um inspector residente do Banco de Moçambique. Segundo um comunicado do regulador do sistema financeiro nacional, a decisão surge da necessidade de reforço da monitoria ao banco comercial.

“O inspector residente irá, de entre outras tarefas, monitorar o modelo de negócio e estratégia do banco, acompanhar e analisar os desenvolvimentos no sistema de controlo interno do banco e participar em reuniões relevantes dos órgãos colegiais”, escreve o Banco de Moçambique em comunicado.

Na sua nota, o banco central refere ainda que, não obstante esta acção de supervisão, o BCI continua a ser uma instituição bancária sólida e estável.

O referido inspector iniciou, hoje, as suas actividades no banco comercial. Entretanto, o comunicado do Banco de Moçambique não revela até quando irá exercer a função de monitoria, nem as razões para o reforço da supervisão da instituição bancária.

No dia 15 de Dezembro do ano passado, situação similar aconteceu com o Standard Bank. Na altura, o banco central indicou Adélia Chilaúle para monitorar as acções de melhoria dos sistemas e tecnologias de informação, da cultura de risco e dos controlos internos do banco.

Imposta referir que o BCI indicou, recentemente, Carlos Agostinho do Rosário, ex-Primeiro-ministro, como Presidente do Conselho de Administração do banco.

Da República Checa nasce a esperança de reactivação da indústria de montagem de viaturas em Moçambique. O ministro da Indústria e Comércio reuniu-se, hoje, com o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros daquele país, e a indústria automóvel foi um dos temas de destaque.

“O que temos que fazer com a República Checa é aproveitar o conhecimento e a experiência que eles têm. Eventualmente, começar com linhas de montagem e aí vamos definir se vamos pelo equipamento agrícola, primeiro, ou vamos pelo equipamento de transporte”, disse o ministro da Indústria e Comércio.

Para o governante moçambicano, Moçambique tem grandes desafios tanto nos equipamentos agrícolas, como nos equipamentos de transportes. “Estou a falar dos ‘minibuses’ para o transporte do pessoal, o transporte nas zonas urbanas e periurbanas. Na área da agricultura, estamos a falar dos tractores”, referiu.

Silvino Moreno explicou, na ocasião, as razões que levaram as outras indústrias de automóvel, nomeadamente da Hyundai e da Madjedje Motors, a fracassarem.

“Não existiu problema. É uma questão de oportunidade de mercado. Sabe que as indústrias funcionam com mercado e, se o mercado não está lá, a indústria não sobrevive”, explicou Silvino Moreno.

Da parte da República Checa ficaram promessas de novos encontros para amadurecer o interesse em reactivar a indústria automóvel em Moçambique. Outra área em que Moçambique e República Checa pretendem apostar é a da agricultura, e já existe uma visão para se avançar com a cooperação bilateral.

“Discutimos a cooperação, por exemplo, no sector da agricultura, indústria automotora, na área da construção, investimentos que podemos dar para as infra-estruturas públicas – estas são as áreas em que estamos e continuaremos a nossa cooperação”, explicou o secretário de Estado da República Checa.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros da República Checa está de visita a Moçambique, com encontros agendados com autoridades governamentais, sendo um deles o que manteve com Silvino Moreno. “Estabelecemos vínculos entre as duas embaixadas, em que a nossa está baseada em Pretória, com o vosso ministério aqui. Então, acredito que podemos entrar na comissão conjunta entre os dois países e unir-nos, mas ainda estamos a trabalhar nessa cooperação”, avançou Radek Rubens.

Segundo o secretário de estado da República Checa, as relações comerciais com Moçambique abrandaram nos últimos anos devido à pandemia da COVID-19. “Tivemos uma queda durante a pandemia da COVID, em relação ao número de pessoal entre os nossos dois países, que reduziu muito. Portanto, estamos agora a retomar e gostaríamos de, realmente, recomeçar a nossa cooperação”.

O director-geral da MozParks, Onório Manuel, defende que as pequenas e médias empresas (PME) devem criar parcerias sustentáveis no sector industrial devido à cadeia de valores que as mesmas detêm desde a produção até ao processamento, o que poderá tornar as empresas mais independentes na busca de oportunidades dentro de projectos âncoras.

Onório Manuel fez uma radiografia do surgimento do Parque Industrial de Beluluane (existente há cerca de 23 anos), através de um projecto âncora (a Mozal), que está a gerar mais de 10 mil postos de trabalho e a agregar mais de 50 empresas instaladas dentro do Parque Industrial de Beluluane, na Província de Maputo, representando cerca de 17 países.

Fez saber que a MozParks está em processo de abertura de mais parques industriais em Cabo Delgado (CDParks), concretamente em Palma, Balama, Montepuez, Ancuabe e uma base Logística em Pemba. Os CD Parks visam acelerar o desenvolvimento económico, promover e impulsionar a criação de emprego para jovens e desenvolver a economia verde na província de Cabo Delgado.

Onório Manuel incentivou as pequenas e médias empresas a aderirem ao projecto de parque industrial olhando para o Parque Industrial de Topuito, em Nampula, liderado pela multinacional Kenmare, a empresa mais transparente na indústria extractiva em Moçambique, que explora titânio no distrito de Larde.

Durante o encontro de negócio denominado Business Pitch, a MozParks focou as suas atenções para os parques de Cabo Delgado, que, tal como sustenta, poderão arrojar o desenvolvimento da província, impulsionado pela exploração de gás, com um enorme potencial na sua cadeia de valor de galvanizar a economia local em mais de 100 mil trabalhadores directos dentro dos CD Parks.

Para Onório Manuel, é importante a implementação dos CD Parks como mecanismo de criação de base para conteúdo local e, por conseguinte, aproveitamento das oportunidades da cadeia de valor dos megaprojectos, alguns dos quais exploram recursos não renováveis, havendo, por isso, necessidade de deixar um contributo no desenvolvimento socioeconómico local.

Os CD Parks trazem múltiplas vantagens, sendo de destacar o acesso a terra infra-estruturada (energia, água e estrada), industrial, armazenagem, perímetro protegido, ambiente de negócio seguro, economias de escala, economia circular, soluções completas de investimento, potencial de incentivos fiscais e aduaneiros.

O MozParks desenvolve e opera em parques industriais nas províncias de Maputo, Nampula, Sofala e Cabo Delgado. A visão do Grupo Moz Parks Holding é expandir o nosso parque para as províncias do Norte contribuindo para o desenvolvimento e crescimento regional. O Grupo Moz Parks Holding oferece a melhor entrada para a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, mercados asiáticos e europeus. Está localizado numa das regiões mais industrializadas e produtivas de Moçambique e tem acesso à maior força de trabalho industrial da Província de Maputo.

O novo acordo mobilizará capital de investidores institucionais para apoiar as operações de empréstimo do AfDB ao sector privado centradas nos países africanos. A parceria vai apoiar os ODS da ONU e as metas relacionadas ao financiamento climático e permitir investimentos em África para os participantes europeus do fundo de pensões da ILX.

O AfDB está fortemente empenhado na mobilização de mais financiamento do sector privado para África e a ILX é um parceiro-chave na catalisação de novos investimentos centrados nos ODC e no clima.

O Banco Africano de Desenvolvimento e a ILX Management B.V. (ILX) assinaram um acordo de parceria para aumentar os investimentos e estimular a mobilização de capital de investidores institucionais para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e projectos do sector privado centrados no clima nos países membros regionais do Grupo Banco.

A cerimónia de assinatura teve lugar nos escritórios da ILX Management, na capital dos Países Baixos, Amesterdão.

Os investidores da ILX são os gestores de activos dos fundos de pensões holandeses APG Asset Management (em nome da ABP e bpfBOUW) e Achmea Investment Management (em nome do Pensioenfonds Vervoer), com outros participantes holandeses e europeus em próximos fundos de pensões do ILX que se espera que venham a aderir no futuro. O ILX Fund I fornece uma estratégia de investimento de crédito privado escalável de mil milhões de dólares a ser aplicada em países emergentes e em desenvolvimento, co-financiamento com Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (MDB) globais e outras instituições de financiamento do desenvolvimento (IFD).

O acordo de cooperação permite ao Banco Africano de Desenvolvimento concretizar a sua ambição de mobilizar recursos financeiros de investidores institucionais para colmatar o significativo défice de financiamento necessário para satisfazer as cinco prioridades estratégicas do AfDB (High 5): Iluminar e energizar África; Alimentar África; Industrializar África; Integrar África e melhorar a qualidade de vida dos povos de África. Esta parceria permitirá ao Banco e à ILX apoiar operações não-soberanas nestes sectores-chave prioritários. Os “High 5” estão intrinsecamente ligados aos ODS.

Ao mesmo tempo, o acordo oferece aos participantes do Fundo ILX a oportunidade de se beneficiarem do longo historial do AfDB de investir com sucesso em sectores económicos chave em toda a África. Todos os investimentos em empréstimos são centrados nos ODS ou no Financiamento Climático, oferecendo simultaneamente rendimentos atractivos e ajustados ao risco, combinados com uma forte salvaguarda ambiental, social e de governação (ESG).

APG Asset Management, o maior fundo de pensões dos Países Baixos, juntamente com Achmea Investment Management, comprometeram-se a investir 1050 milhões de dólares no fundo de crédito privado ILX Fund I, para investir em quatro sectores económicos cruciais: acesso à energia e energia limpa, indústria e infra-estruturas sustentáveis, financiamento inclusivo e segurança alimentar. A ILX investe em participações em empréstimos organizados pelos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento e outras IFD líderes no apoio aos seus projectos centrados nos Mercados Emergentes e nas Economias em Desenvolvimento.

O ILX recebeu financiamento na sua fase de desenvolvimento de três entidades: KfW, o Banco Alemão de Desenvolvimento, em nome do Ministério Federal de Cooperação Económica e Desenvolvimento (BMZ); do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos; e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Commonwealth e Desenvolvimento do Reino Unido. Apoiaram fortemente o papel do ILX na mobilização de capital de fundos de pensões em larga escala para os principais bancos multilaterais de desenvolvimento e outras IFD em apoio dos seus ODS e investimentos relacionados com o financiamento climático em mercados emergentes.

Hassatou N’Sele, vice-presidente e directora-financeira do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, comentou: “Estamos muito satisfeitos por estarmos a estabelecer uma parceria com a ILX para mobilizar capital institucional com um enfoque nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os nossos objectivos estão alinhados, e o Banco Africano de Desenvolvimento tem um forte historial de estruturação e financiamento de projectos com um forte impacto no desenvolvimento.”

Manfred Schepers, fundador e CEO da ILX, afirmou: “Estamos encantados por termos estabelecido esta parceria estratégica. O lançamento desta parceria demonstra o forte empenho do AfDB em envolver-se activamente com os fundos de pensões europeus, como parceiro-chave no seu esforço de mobilização e contribuição para o crescimento sustentável em todo o continente africano. Esperamos uma parceria de longo prazo com o AfDB em nome dos nossos investidores em fundos de pensões, que se estão a tornar contrapartes fundamentais para financiar os ODS e projetos de financiamento climático nos mercados emergentes.”

Kitty van der Heijden, directora-geral para a Cooperação Internacional no Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, afirmou: “Com este acordo, os fundos de pensões holandeses, a ILX e o Banco Africano de Desenvolvimento juntam-se para aumentar os investimentos nos ODS e os objectivos climáticos no continente africano. Um passo muito bem-vindo, uma vez que os desafios para alcançar os ODS, e a necessidade de integrar os compromissos climáticos globais nas vias de desenvolvimento dos países africanos, são mais urgentes do que nunca.”

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revela que a dívida pública de Moçambique pode aumentar para mais de 100% este ano e em 2024, apesar do crescimento económico previsto de 5% este ano e 8,2% em 2024.

No mais recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), intitulado Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsaariana, consta que a dívida pública moçambicana em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) pode subir de 76,1%, em 2022, para 102,8% este ano, e 103,1% no próximo ano.

Assim, com excepção de Cabo Verde e da Eritreia, Moçambique é o país com o rácio da dívida pública sobre o PIB mais elevado de toda a região subsaariana, com quase o dobro da média da região, nos 55,5%.

No relatório, a instituição financeira projecta que os países ricos em recursos naturais não petrolíferos registem fortes retomas em 2023 e 2024, nalguns casos impulsionadas por novos projectos de mineração, com destaque para minério de ferro na Libéria e Serra Leoa, e matérias-primas de energias renováveis na República Democrática do Congo e no Mali.

Na África do Sul, a actividade económica deverá recuperar-se em 2024, à medida que a crise energética for abrandar e o ambiente externo melhorar. No entanto, projecta-se que o crescimento dos países exportadores de petróleo desacelere em 2024 para 3,1% em relação a 3,3% em 2023, devido à descida contínua dos preços do petróleo bruto no mercado internacional e aos abrandamentos da produção. No período em análise, o crescimento económico da Nigéria deverá diminuir para 3%.

Em termos regionais, o Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento da África Subsaariana desacelere para 3,6% em 2023, para depois aumentar em 4,2% em 2024, impulsionado pelo aumento do consumo privado e do investimento.

“Projecta-se que quase quatro quintos dos países registem uma retoma do crescimento em 2024, impulsionado pelo aumento do consumo privado e do investimento. Mais importante ainda, a recuperação da África Subsariana está intrinsecamente ligada à evolução mundial”, escreve o Fundo Monetário Internacional.

Espera-se que a retoma do crescimento seja, principalmente, impulsionada pelos países pobres em recursos naturais e outros países ricos em recursos naturais. “Prevê-se que os primeiros cresçam 6,2% em 2024 face a 5,7% em 2023, o que reflecte economias mais dinâmicas e resilientes – incluindo as da Comunidade da África Oriental – e impulsionadas pela recuperação de actividades não mineiras, incluindo a agricultura”, sustenta o FMI.

Em linha com a esperada descida da inflação mundial, segundo peritos do FMI, a inflação mediana para a região deverá descer para 5% até ao final de 2024, em termos homólogos, um valor que continua a situar-se acima dos níveis pré-pandemia, mas que representa metade do valor registado no fim de 2022.

“A África Subsariana é um grande importador de produtos alimentares e energéticos, que representam, em média, 50% do cabaz de consumo da região. Assim, espera-se que o recente início da descida dos preços dos produtos alimentares e dos combustíveis a nível mundial, que deverá prosseguir ao longo deste ano e do próximo, contribua significativamente para o abrandamento da inflação global regional.”

De acordo com o FMI, a falta de espaço orçamental também dificultou a resposta dos países às grandes necessidades sociais. As autoridades tiveram dificuldades em aumentar o apoio à região quando enfrentou um nível recorde de preços elevados dos produtos alimentares, dos combustíveis e dos adubos em 2022.

“Na verdade, a crise do custo de vida continua a representar uma grande preocupação para os países da África Subsariana, considerando a elevada incidência da pobreza – 35% da população da região vivia com menos de 2,15 dólares por dia em 2019 (segundo os dados mais recentes do Banco Mundial sobre os países de baixo rendimento).”

O FMI defende que os países da África subsaariana devem melhorar a gestão financeira, conter a inflação, permitir ajustamentos cambiais e garantir que as alterações climáticas não afastem verbas das despesas básicas.

Ainda no documento, o Fundo Monetário Internacional destaca quatro prioridades para os governos africanos tentarem ultrapassar os desequilíbrios macroeconómicos num contexto de limitações no financiamento.

“Consolidar as finanças públicas e fortalecer a gestão financeira pública num contexto de difíceis condições de financiamento vai depender de uma contínua mobilização dos recursos, melhor gestão dos riscos orçamentais e uma gestão da dívida que tem de ser mais proactiva”, escrevem os peritos do Fundo, no relatório.

A segunda das quatro prioridades tem a ver com a inflação, que subiu para 105 no ano passado e deverá abrandar para cerca de metade este ano. “A política monetária tem de ser cautelosamente dirigida até a inflação estar firmemente numa trajectória descendente e em linha com as metas do banco central”, lê-se no relatório.

Permitir a flutuação da taxa de câmbio, e ao mesmo tempo mitigar os efeitos adversos na economia, “incluindo o aumento da inflação e da dívida devido a depreciações na moeda” é a terceira tarefa prioritária dos governos da África Subsaariana, uma região onde o FMI tem em curso mais de 20 programas de assistência financeira, quase metade do total dos 54 países da região.

O financiamento climático é a última das áreas prioritárias de acção, na qual o FMI defende que “as alterações climáticas e o financiamento para as combater e mitigar não devem afastar despesa das necessidades básicas”, exemplificando com a saúde e a edução.

Já as perspectivas da instituição financeira internacional para a economia mundial são assombradas por uma incerteza considerável devido aos múltiplos choques dos últimos anos e às actuais perturbações no sector financeiro. Assim, a nível mundial, os riscos apresentam uma tendência claramente em sentido crescente.

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