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A fase de apuramento à Liga Nacional de Basquetebol, conhecida como Liga Sasol, em seniores femininos, inicia esta quinta-feira nas regiões sul e norte do país. Ao todo serão oito equipas a disputarem a prova, sendo quatro em cada região, que apuram a representante para a fase regular da prova

As provas de apuramento à Liga Sasol vão decorrer em simultâneo nas zonas sul e norte a partir desta quinta-feira, 26 de Setembro. Pela zona sul, as provas terão lugar em Maputo e no norte na cidade de Nampula.

Prevê-se que cada região tenha quatro equipas a disputarem a vaga para a fase regular, sendo que na zona sul serão as equipas do Maxaquene, Desportivo, Águias Especiais de Xai-Xai e Eagles da Maxixe a corporizarem a prova.

Por seu turno, na zona norte vão lutar pela vaga as equipas de Ferroviário de Nacala, União Juvenil de Napipine de Nampula, Academia New Vision de Pemba e FL Segurança de Lichinga.

A disputa do apuramento nas zonas sul e norte acontece uma semana depois do centro ter feito o mesmo, com a qualificação do Clube Municipal da Beira a ser o representante daquela região central do país, numa prova que teve apenas duas equipas. Assim, o Clube Municipal da Beira teve que deixar para trâs a Liga de Chimoio com dua vitórias num play-off a maior de três jogos.

Estas equipas qualificadas nas três regiões do país, juntam-se às cinco apuradas directamente da última edição do ano passado, devido a sua posição na classificação final, nomeadamente Ferroviário de Maputo, campeã em título, Costa do Sol, vice-cempeã, Lázio, A Politécnica e Ferroviário da Beira.

A fase regular da Liga Sasol terá lugar ba capital do país em Novembro próximo.

 

BANDEIRA NOMEADO COMISSÁRIO TÉCNICO DA FASE DE APURAMENTO À LIGA MOZAL

Artur César de Castro Bandeira foi nomeado Comissário Técnico da série A da fase de apuramento à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, prova a realizar-se de 1 a 5 de Outubro, em Nampula.

A fase de apuramento contará com a participação dos Ferroviários de Nampula e Maputo, Academia New Vision de Pemba, União Juvenil de Napinine, Soluções Rurais de Nampula e Maxaquene.

A fase regular e as finais da Liga Mozal irão decorrer de 22 de Novembro a 12 de Dezembro, na cidade de Maputo.

Maputo será palco, a partir desta quinta-feira, do torneio regional do COSAFA, ao nível dos Sub-20. São 11 selecções da região que vão disputar a prova à procura de chegar à final, que qualifica para a fase final do Campeonato Africano das Nações da categoria, em 2025. Moçambique procura mais uma glória, nomeadamente a conquista do título e mais uma qualificação ao CAN

 

A selecção nacional de futebol Sub-20 vai, a partir desta quinta-feira, procurar garantir uma vaga no Campeonato Africano da categoria, prova que será disputada no próximo ano. Para tal, os Mambinhas precisam conquistar a Taça COSAFA, competição será disputada em Maputo.

É mais uma caminhada para a selecção nacional dos Sub-20, os Mambinhas, que têm a dura missão de marcar presença, pela terceira vez, na fase final do Campeonato Africano de Futebol da categoria.

O combinado nacional vem de um ciclo de dois dois jogos de preparação com a sua congénere do Lesotho, com um saldo de uma vitória e um empate. Moçambique conquistou o primeiro título da COSAFA na categoria, em 2020, sob comando técnico de Dário Monteiro.

Moçambique está no grupo “A”, juntamente com o Zimbabwe, Botswana e Eswatini. Na sua estreia, esta quinta-feira, os Mambinhas defrontam Eswatini, quando forem 15h00, jogo a ser antecido pelo embate entre Zimbabwe e Botswana.

No sábado, os Mambinhas voltam ao relvado para defrontar Botswana, para a segunda jornada, também às 15h00, antecedido pelo jogo entre Eswatini e Zimbabwe, encerrando a primeira fase diante do Zimbabwe, na segunda-feira, também à mesma hora. O Zimbabwe, com seis títulos na categoria sub-20, será um dos principais adversários para os moçambicanos, sendo a segunda equipa com mais conquistas na competição.
Ao todo, serão 11 selecções a disputarem a prova e que esperam pelo menos chegar à decisão e conquistar uma vaga na final continental, que será realizada no próximo ano, onde a COSAFA será representada pelos finalistas.

O Grupo B é composto por três selecções, sendo que Zâmbia e Angola abrem as hostilidades na sexta-feira, ficando de fora Namíbia. No mesmo dia, o Grupo C vai ter os jogos Comores vs Lesotho e África do Sul vs Malawi.

A Zâmbia é o recordista de títulos nesta categoria, com 12 conquistas e o seu treinador, Boyd Mulwanda, ergueu este troféu como jogador em 1997. Para Boyd Mulwanda, seria um momento especial repetir o feito como treinador.

O técnico da Namíbia, James Britz, levou o país à medalha de prata, em 2020, e está de volta para a terceira oportunidade de busca do título, agora com uma equipa renovada.

Para selecção de Moçambique, orientada por Sérgio Faife Matsolo, é a procura do segundo título regional, depois da conquista de 2020. Nesse ano, os Mambinhas terminaram no topo do seu grupo, derrotando o Lesotho (1-0) e o Zimbabwe (2-0), antes de um empate 0-0 com a África do Sul. Os Mambinhas ultrapassaram a Zâmbia nas meias-finais após venceram por 5-4 na lotaria das grandes penalidades, depois do nulo no tempo regulamentar.

A decisão do título viria a ser contra a Namíbia, tendo o combinado nacional vencido a final por uma bola sem resposta. Anfitrião pela primeira vez, Moçambique pretende fazer história nessa prova, conquistando o segundo troféu e regressando à elite do futebol africano.

 

O treinador da Associação Black Bulls, Hélder Duarte, antevê muitas dificuldades na fase de grupos da Taça CAF, uma vez que o clube já não tem possibilidade de reforçar o seu plantel em virtude de o mercado nacional já se ter fechado.

Objectivo alcançado em território congolês. Pela primeira vez, a Associação Black Bulls vai disputar a fase de grupos das competições africanas, concretamente a Taça CAF. É um momento histórico e de viragem para o futebol moçambicano. Há sete anos que uma equipa nacional não conseguia tal feito. No meio de muita euforia, o técnico dos “touros” entende que o primeiro objectivo já foi alcançado, mas ainda há muito caminho por percorrer.

“Agora, queremos chegar o mais longe possível na competição. Temos os nossos sonhos e eles passam por vencermos todos os jogos que iremos disputar”, anota Hélder Duarte.

A próxima etapa vai exigir muito da Black Bulls, num contexto em que não tem mais possibilidade de se reforçar. Mais do que se centrar nas dificuldades, a ABB deverá procurar soluções para fazer face à competição.

“Temos um plantel muito curto. Em sete meses, tivemos mais 33 jogos e em dois meses teremos e em dois meses teremos mais 18 partidas para 20 jogadores. Ora, vamos tentar gerir isso da melhor forma, mas vais ser muito difícil”, disse Duarte, que, apesar de antever muitas vicissitudes, acredita no potencial e determinação dos seus jogadores.

A qualificação para a fase de grupos é mais um passo dado, mas ainda há muitos desafios. A direcção do clube está ciente do que deve fazer. Para o presidente do clube, Junaid Lalgy, é preciso ajustar uma série de coisas de modo a que o representante moçambicano tenha uma participação condigna na competição.

“Qualificámo-nos para a fase de grupos, mas temos de mexer muito em certos sectores nevrálgicos do clube. Queremos dignificar a nossa instituição e o nosso país. Muita coisa será feita nos próximos dias”, garante o dirigente.

Enquanto aguarda os próximos adversários na Taça CAF, a Black Bulls vai virar as baterias para o Moçambola, prova na qual já tem três jogos em atraso.

O presidente do Clube dos Desportos de Maxaquene, Abrão Muianga, diz que já foi submetido o recurso, junto do Órgão de Apelo, para que seja autorizada a sua participação na poule de apuramento para o Moçambola 2025. Os “tricolores” asseguram que cumpriram todo o processo e que a sua exclusão no sorteio da poule não devia ter acontecido.

As equipas que vão representar cada uma das 11 províncias do país na poule de apuramento para o Moçambola 2025 já foram apuradas e o sorteio da prova realizado na segunda-feira. O Maxaquene, que é representante da Cidade de Maputo, não foi sorteado, alegadamente porque não concluiu o processo de licenciamento de clubes, por isso não ter recebido a licença para disputar a poule.

Abrão Muianga, presidente dos Maxacas, nega que a colectividade esteja ilegal no licenciamento e diz que houve um mal entendido por parte dos que gerem o processo.

“No início da época, para além do processo de inscrição da equipa do futebol na Associação do Futebol da Cidade de Maputo, iniciámos, também, o processo de licenciamento, que é o cadastramento dos atletas na plataforma da FIFA connect e todos os documentos necessários que sabemos que eram necessários para o processo de licenciamento. Fizemos esse exercício e cumprimos com todas as etapas que eram necessárias”, começou por justificar Abrão Muianga.

O presidente explicou ainda que “submetemos o nosso pedido à associação que fez uma carta abonatória a denunciar irregularidades e fizemos uma nota de que estávamos a dever um mês de salários e que no mês seguinte iríamos regularizar, conforme o nosso plano de pagamento. Depois de efectuarmos o referido pagamento, fizemos mais uma nota à associação que emitiu uma segunda carta abonatória informando que não existiam dívidas para com terceiros que fazem parte do processo de licenciamento, nomeadamente a equipa do futebol, os técnicos e todos associados ao departamento de futebol e cumprimos com todos os procedimentos. Estávamos cientes de que iríamos receber a licença esta semana, apesar de termos solicitado o pedido há bastante tempo”.

Entretanto, segundo Abrão Muianga, a direcção estranhou quando, na quinta-feira, viu o comunicado das equipas que estavam em condições de disputar a poule de apuramento e uma nota de que o Maxaquene não tinha o processo concluído. “Estranhamos porque era quinta-feira e o sorteio estava previsto para segunda-feira e porque nós, como Maxaquene, não fomos notificados”, disse.

Só na sexta-feira, no período da tarde, é que o Maxaquene recebeu a notificação da Comissão de Licenciamento de Clubes, que dava nota de que o clube tinha dívidas, por isso não podia ser-lhe atribuída a licença, para além de que tinha 72 horas para regularizar a situação.

Estivemos a trabalhar sexta, sábado e domingo e ontem (segunda-feira) de manhã, submetemos o recurso para a instância superior, que é o Órgão de Apelo e aguardamos o feedback dessa entidade”, acrescentou.

 

“Confiamos na boa fé do Órgão de Apelo”

O presidente dos “tricolores” está confiante de que o processo foi mal gerido, uma vez que “nós estamos cientes de que reunimos todos os requisitos para ter a licença e para participar na poule. Daí que não estamos parados e a equipa continua a treinar e estamos cientes de que como Maxaquene, no que a parte desportiva diz respeito, conseguimos ultrapassar os caminhos, e como direcção, na parte administrativa conseguimos reunir todos os requisitos necessários para a questão de licenciamento e ter a licença para disputar a poule”.

Por isso, Abrão não tem dúvidas e acredita que a licença será atribuída ao clube da capital do país. “Estamos confiantes e acreditamos na boa fé do Órgão de Apelo na atribuição da licença, com vista a que o Maxaquene participe na poule”, disse, confiante Abrão Muianga, que até quinta-feira já tenha uma resposta positiva ao seu recurso.

 

Campo pronto até Outubro próximo

Relativamente à preparação da sua participação na poule do Moçambola e pretensão de disputar o campeonato nacional do próximo ano, a direcção “tricolor” assegura que já trabalha na questão das infra-estruturas para acolherem jogos oficiais.

Abrão Muianga explica o processo de reabilitação do campo de futebol. “O nosso campo está na fase final da sua reabilitação e a questão principal é da relva, porque montamos um sistema de rega, fizemos o preenchimento dos campos vazios e a requalificação da relva. Neste momento, decorre o processo de alinhamento e acreditamos que até fim do mês de Outubro o campo já estará em condições de utilização.

Estamos a trabalhar com todos os aspectos, porque sempre estivemos cientes de que iríamos regressar ao Moçambola e que teríamos de ter um campo para utilizar. E este campo não era usado para provas da federação há mais de 15 anos. Mas nós decidimos criar um plano estratégico de redução de custos e rentabilizar ao máximo as nossas infra-estruturas, que é o desafio que nós abraçamos e graças a Deus os nossos parceiros têm estado a apoiar-nos em todos os sentidos”, explicou Muianga.

Para já, o que falta no campo dos Maxacas é a melhoria dos bancos de suplentes, colocação da tribuna de honra e respectiva bancada, “de modo a que o campo esteja elegível para poder acolher os jogos do Moçambola no ano 2025”.

 

Apelo à calma dos sócios

Abrão Muianga não deixou de tranquilizar os adeptos em relação a esta situação, garantindo que tudo está a ser feito para que a licença seja atribuída ao Maxaquene e que possa, a partir de sábado, disputar a prova. “Sei que a notícia alarmou os nossos sócios, adeptos e simpatizantes, até porque o Maxaquene é de dimensão nacional, move massas e acredito que as entidades que são responsáveis pela gestão do processo sabem muito bem do impacto de ter uma equipa como o Maxaquene no Moçambola”, disse.

Para o presidente dos “tricolores”, com o Maxaquene no Moçambola, aumenta a visibilidade do próprio Moçambola, porque os campos estarão sempre cheios. “Por isso, apelo aos sócios para que fiquem calmos, porque o recurso foi submetido e nós aguardamos a resposta do Órgão de Apelo. Acreditamos que teremos resposta positiva para participarmos na poule e depois garantirmos nossa presença no Moçambola 2025”, concluiu Abrão Muianga.

Recorde-se que o Maxaquene está arredado do Moçambola desde 2019, ano em que desceu de divisão.

Já são conhecidas as datas para os jogos da selecção nacional de futebol diante da similar de Eswatini, próximo mês. Os Mambas jogam a 11 e 14 de Outubro em Maputo e Nelspruit, respectivamente.

Os jogos da terceira e quarta jornadas de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de Marrocos, em Dezembro de 2025, já têm datas marcadas.

Os dois jogos do Grupo I, em que estão inseridos os Mambas, terão lugar no mesmo dia, em horários diferentes.

A selecção de Moçambique vai receber, no Estádio Nacional do Zimpeto, a sua similar de Eswatini a 11 de Outubro, sexta-feira, quando forem 15h, no mesmo dia em que o Mali terá pela frente a Guiné-Bissau, em Bamako, às 21h. Os jogos são referentes à 3ª jornada, a última da primeira volta.

Três dias depois, ou seja, a 14 de Outubro, os Mambas deslocam-se a Nelspruit, onde jogam para a quarta jornada diante do mesmo adversário, Eswatini. O jogo será às 21h de Maputo.

No mesmo dia, mas às 16h de Maputo, Guiné-Bissau e Mali medem forças em Bissau, para a mesma jornada.

Chiquinho Conde já projectou os dois jogos e referiu que são para vencer e somar seis pontos. Falando no fim do jogo diante da Guiné-Bissau, o seleccionador nacional disse que, para alcançar os seis pontos com Eswatini, é preciso que haja humildade.

“Temos agora, em Outubro, dois jogos com Eswatini e são jogos para ganhar. São para ganhar, mas sempre respeitando o adversário”, disse na altura Chiquinho Conde.

Aliás, o seleccionador nacional sabe que o segundo jogo será fora de portas e já começou a campanha de apoio dos adeptos dos Mambas. “Se, eventualmente, o público puder deslocar-se e acompanhar a selecção nacional em todos os locais, seria fantástico e nós agradeceríamos, porque estaríamos mais próximos de conquistar os 10 pontos (no fim da jornada dupla de Outubro) que temos em perspectiva”, disse, sempre frisando que “nuca devemos menosprezar o adversário, respeitar sempre e ter humildade”.

Até porque Chiquinho Conde sabe que Eswatini cresceu e pode criar dificuldades ao combinado nacional.

Os Mambas são líderes do Grupo I com quatro pontos em dois jogos, fruto de um empate com Mali e vitória diante da Guiné-Bissau. Os malianos também somam quatro pontos e os Djurtus três pontos. Eswatini é lanterna vermelha sem nenhum ponto.

A passagem da Black Bulls para a fase de grupos da Taça CAF vai trazer um impacto positivo ao nível financeiro para o clube. Os Touros vão receber 400 mil dólares americanos, que equivalem a pouco mais de 25 milhões de Meticais.

A entidade máxima do futebol africano anunciou o aumento dos prémios monetários para os clubes que cheguem à fase de grupos das Afrotaças. A Associação Black Bulls que eliminou o AS Otohô do Congo vai rechear os seus cofres com 400 mil dólares, pouco mais de 25 milhões de Meticais.

A este valor adicionam-se os 50 mil dólares, cerca de 3 milhões de Meticais, recebidos pela qualificação para o play-off de acesso à fase de grupos da Taça CAF

Mas há mais, caso passe da fase de grupos. A CAF vai premiar o vencedor da competição com dois milhões de dólares, o que equivale a 120 milhões de Meticais, enquanto o finalista vencido vai receber um milhão de dólares, perto de 60 milhões de Meticais.

As equipas que chegarem às meias-finais vão receber de premiação 750 mil dólares, sendo reservados 550 mil dólares, quase 33 milhões de Meticais, para as equipas que passarem da fase de grupos.

 

Black Bulls pode estar no Pote 4 do sorteio

Agora que venha a fase de grupos, em que os “touros” poderão estar no pote 4 do sorteio da Taça CAF, juntamente com o Desportivo Lunda Sul de Angola, Orapa United do Botswana e o Stellenbosch da África do Sul.

Os adversários dos “touros” podem ser algumas das seguintes equipas dos possíveis restantes potes:

Pote 1 com Zamalek do Egipto, RS Berkane do Marrocos, Simba da Tanzânia, e USMA da Argélia, no pote 2 com ASEC Mimosas da Costa do Marfim, Al Marsy do Egipto, Stade Malien do Mali e CS Sfaxien da Tunisia e ainda o pote 3, onde podem estar Enyimba da Nigéria, ASC Jaraaf do Senegal, CS Constantine da Argélia e Bravos Maquis de Angola.

O sorteio está marcado para 7 de Outubro próximo.

Desportivo da Matola e Clube de Chibuto, pela Zona Sul, é o jogo de cartaz da primeira jornada da Série A da poule de apuramento para o Moçambola 2025, segundo ditou o sorteio realizado, hoje, na sede da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

O Maxaquene, campeão da Cidade de Maputo, é o grande ausente da fase qualificativa. O clube não concluiu o processo de licenciamento.
Sem o histórico e centenário Maxaquene, mais de 20 equipas, nas três zonas dos país, vão lutar para garantir uma vaga no Moçambola 2025, numa maratona que se espera que seja electrizante. O arranque da “poule” está agendado para o próximo sábado.

Ainda na zona Sul do país, desta feita pela Série B, o Incomáti de Xinavane vai medir forças com o campeão da província de Gaza, Águias Especiais, equipa que participa pela primeira vez na fase de apuramento para o Moçambola.

Pela zona Centro, o sorteio ditou o cruzamento entre as formações de Matchedje de Mocuba e Ferroviário de Moatize, pela série A e Trans SK Company e Liga Desportiva de Sofala, pela Série B. Nesta zona, o destaque vai para a formação do Trans Sk, que vai lutar por uma vaga na maior prova futebolística nacional pela primeira vez.

Das oito equipas que vão disputar o acesso ao Moçambola 2025, o Matchedje de Mocuba é a única formação que já marcou presença na elite do futebol moçambicano ao nível de clubes, sendo que as restantes ainda estão à procura de um lugar ao sol.

Já a zona Norte, o sorteio ditou que a Associação Desportiva de Pemba, formação orientada pelo experiente treinador Mussá Osmas, técnico responsável pelo único título nacional do Ferroviário de Nampula em 2004, vai começar a maratona defrontando a turma das Águias Especiais de Lichinga, emblema que nos últimos anos tem espreitado a “poule” de apuramento.

As quatros equipas estão inseridas na Série A da prova. Pela Série B, o Desportivo de Pemba vai enfrentar a Universidade Pedagógica de Niassa, equipa que, curiosamente, já marcou presença na maior festa do futebol moçambicano.

As formações do Sporting de Nampula e Ferroviário de Nacala vão ficar de fora na primeira jornada devido ao número ímpar de equipas.

 

CLUBES CONFIANTES NA QUALIFICAÇÃO

Os clubes estão confiantes quanto à qualificação para o Moçambola 2025, embora antevejam muitas dificuldades. O representante da Associação desportiva de Pemba, Tomé Bartolomeu, garante que há muito trabalho que está a ser feito pelo clube, tendo em vista materializar os objectivos traçados para a presente temporada.

“O nosso treinador, Mussá Osman, juntamente com o nosso presidente, têm estado a fazer um bom trabalho. São pessoas muito dedicadas ao trabalho. Fora disso, temos um grupo de jogadores jovens que pretendem fazer história qualificando a equipa para o Moçambola”, garante o dirigente.

A mesma convicção é manifestada pelo representante do Matchedje de Mocuba, clube que quer regressar ao convívio dos grandes do futebol moçambicano.

“O nosso clube já está bem preparado para poder voltar à ribalta do futebol nacional. Falhámos esse objectivo no ano passado no jogo contra a Liga Desportiva de Sofala que, muitos devem lembrar-se, foi de muita confusão. Passado é passado, pelo que o importante agora é focarmo-nos na maratona que já vai começar, pensando desde já no jogo contra o Ferroviário de Moatize”, anotou Alberto Dongue.

Por sua vez, o secretário-geral da Associação Provincial de Futebol de Gaza, Tomás Machava, acredita que, com ou sem dificuldades, uma das equipas da sua província poderá qualificar-se para o Moçambola.

“Temos certeza de que vamos conseguir alcançar o nosso objectivo. O sorteio é muito acessível para qualquer umas das nossas equipas. Agora resta trabalho e foco quanto àquilo que pretendemos”, disse o dirigente.

A equipa técnica, os jogadores e a direcção da Black Bulls, dizem que a qualificação da equipa para a fase de grupos da Taça CAF foi fruto de muito trabalho e que foi um objectivo alcançado. Os “touros” querem continuar a fazer história em África, procurando chegar o mais longe possível.

Faz-se festa em todos os cantos do país, pela conquista no futebol moçambicano! É um marco na vida da Black Bulls, que, seis anos depois da sua criação, começa a escrever seu nome no futebol africano.

Qualificou-se pela primeira vez para a fase de grupos de uma competição africana, na sua segunda experiência pelo futebol africano, depois de ter sido eliminado em 2022 na primeira eliminatória por uma equipa angolana.

Desta vez, foi uma equipa do Congo, com um saldo de 2-2 no conjunto das duas mãos, mas principalmente depois de uma derrota agridoce em Brazzaville, que ditou a qualificação para a fase de grupos, uma qualificação que coroa a união, esforço e dedicação de todos, dentro da estrutura dos “touros”.

Hélder Duarte já previa dificuldades nesta deslocação a Brazzaville, e tinha de preparar a equipa para um jogo que podia ser de glória, tal como foi. “Sabíamos que seria um jogo difícil num campo de relva sintética, que sempre nos cria dificuldades também num ambiente difícil. O golo de penálti não existe, mas prontos, descontrolou-nos um bocadinho. Não precisamos de passar por estas dificuldades, visto que eles não tinham criado nada até aí”, disse Duarte.

Aliás, o técnico vai mais longe e considera que é um objectivo alcançado. “Conseguimos passar para a fase seguinte. Esse era o objectivo e está conseguido. Estamos felizes pelo objectivo cumprido, pelo dever cumprido, mas não na totalidade, porque estes jogadores não mereciam sair derrotados por tudo o que fizeram no jogo”, considerou Duarte.

Entretanto, “agora é pensar no próximo jogo com o Ferroviário de Maputo”, disse o treinador, mostrando-se preocupado com a condição física dos jogadores que terão de enfrentar mais de 12 horas de voo para chegar a Maputo no início da tarde desta terça-feira.

Nené também está satisfeito com a qualificação, apesar das dificuldades enfrentadas. “Todos nos ressentíamos do cansaço causado pela viagem, mas também por causa do calor que se faz sentir. Só foi pena termos baixado as linhas muito cedo e acabamos por permitir aqueles dois golos, mas o importante era marcar primeiro e conseguimos isso e, depois, gerimos o jogo, conseguimos controlar e atingimos o nosso objectivo de qualificação”, disse.

Com o objectivo de chegar à fase de grupos alcançado, agora é tempo de virar as atenções para as provas internas. “Agora é nos focarmos no campeonato, nos jogos que temos, para tentarmos vencer a prova, e também na Taça de Moçambique, para encerrarmos aquilo que nos propusemos a fazer nesta época”, terminou, confiante numa época de sonhos.

 

“Vamos lutar para passarmos para a outra fase”, diz Lalgy

Os dirigentes da Black Bulls falam das dificuldades que a colectividade teve de enfrentar para conseguir a passagem para a fase de grupos da Taça CAF e consideram que é um prémio adicional.

Dino Dulá, director-desportivo, diz mesmo que não tem sido fácil gerir todas as provas em que a equipa está envolvida. “Não tem sido fácil jogar em África, ainda mais quando temos de gerir as provas internas, nomeadamente, o Moçambola e a Taça de Moçambique, principalmente quando temos um plantel curto como o nosso, mas nós mesmos nos desafiamos a fazer nossa história no continente e conseguimos, agora, alcançar o nosso objectivo”, disse Dino Dulá.

Alcançado o objectivo da fase de grupos, já se sonha com altos voos em África, onde o objectivo é chegar o mais longe possível. Junaid Lalgy, presidente da colectividade, era um homem feliz com o feito.

“É mais um objectivo traçado para esta época que foi alcançado e, obviamente, estamos todos felizes, mas mais do que isso foi o facto de, quando fomos eliminados em Luanda, ter passado a mensagem de que estamos em África para ficar”, recordou Lalgy, realçando que foi um desafio que motivou todos a trabalharem por esse objectivo.

Lalgy fala de responsabilidades acrescidas, uma vez que “temos de preparar a equipa para a fase de grupos e, ao mesmo tempo, para todas as competições em que estamos inseridos”.

Porém, o sonho é sempre alcançar mais voos. “O objectivo da fase de grupos está alcançado, mas não podemos ficar por aí. Queremos mais.

Vamos lutar para ver se nos qualificamos para a fase seguinte, mas, se não conseguirmos, pelo menos teremos cumprido os objectivos da época. Mas vamos lutar, porque estamos sempre na luta”, acrescentou Junaid Lalgy.

Black Bulls coloca o país novamente na alta roda do futebol africano de clubes, sete anos depois

Com o moçambicano Shaquille Nagy  no 11 inicial, o Sagrada Esperança de Angola venceu o Enugu da Nigéria por  3-1,  e está na fase de grupos da Liga dos campeões africanos  

O Sporting, líder do campeonato português , entrou a todo o gás. O jovem dinamarquês Conrad Harder e, para não variar, Gyokeres fizeram os golos do jogo.  Geny  Catamo entrou na segunda parte, trazendo, como sempre, segurança e jogadas importantes.

Na segunda divisão turca, mais um tropeço para os dois jogadores moçambicanos. O Igdir Fk de Guima perdeu por 2-0 e caiu para o quinto lugar . O jogador moçambicano foi titular e substituído aos 46 minutos de jogo. Por outro lado, o Bandirmaspor de Mexer empatou 0-0 com o Istanbulspor e caiu para o décimo segundo lugar 

Na segunda liga espanhola, o  Almería de Bruno Langa empatou 2-2 com o Eibar . O jogador moçambicano entrou aos 66 minutos e foi protagonista de um remate de longa distância que embateu violentamente no poste e que poderia ter mudado o rumo do jogo. A equipe está num preocupante décimo sétimo lugar 

Ainda em Espanha, com Reinildo Mandava a  fazer os 90 minutos , o Atlético de Madrid empatou  1-1 com o Rayo Vallecano. Perde, deste modo, terreno para o Barcelona que venceu o Villarreal por expressivos 5-1 e ainda viu-se ultrapassado pelo Real Madrid que venceu o Espanhol por 4-1

Em Portugal, a Académica de Coimbra  de Gildo Vilankulos foi eliminada da Taça de Portugal ao perder por 1-0 com o Torrense . O jogador moçambicano foi titular e substituído aos 64 minutos 

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