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O País – A verdade como notícia

O sul-africano Patrice Motsepe foi reeleito presidente da Confederação Africana de Futebol para o quadriénio 2024/2029. Durante a Assembleia Geral Extraordinária da CAF, realizada esta quarta-feira, Feizal Sidat foi eleito para Membro do Comité Executivo do mesmo organismo.

Foi por aclamação que Patrice Motsepe foi reconduzido ao cargo de presidente da Confederação Africana de Futebol por mais quatro anos, uma vez que era candidato único à sua própria sucessão.

Motsepe, de 63 anos, que assumiu o cargo inicialmente em 2021, reafirmou seu compromisso em avançar com o progresso feito durante sua liderança. Muito obrigado, porque isso é sobre a África, isso é sobre as pessoas deste continente, e foi um grande privilégio para mim me expor a cada um de vocês, porque vocês representam o melhor do continente e o melhor do mundo. E, como eu disse, o que alcançamos nos últimos anos foi por causa de todos nós. E estou imensamente agradecido”.

Na mesma reunião magna do órgão reitor do futebol africano foram eleitos os membros do Comité Executivo da CAF. Pela primeira vez na história do país, um moçambicano foi eleito para o cargo.

Trata-se de Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol que, com 45 votos de um total de 53, vai fazer parte de um grupo restrito de 8 membros num dos órgãos de decisão do futebol africano.

Para os desportistas moçambicanos, esta eleição de Sidat nos órgãos da CAF fortalece a posição de Moçambique no cenário futebolístico continental e impulsiona o desenvolvimento da região da COSAFA.

Além disso, representantes para o Conselho da FIFA pelo continente foram eleitos durante a assembleia.

O Benfica de Portugal perdeu, esta terça-feira, diante do Barcelona, por 3-1, em partida da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões Europeus.

Foi a terceira derrota consecutiva dos encarnados diante dos espanhois na liga milionária europeia e a segunda nesta fase do mata-mata.

Com dois golos de Raphinha e um de Lamim Yamal, o Barcelona assegurou lugar nos quartos-de-final da prova, enquanto Nicolás Otamendi apontou o tento de honra da equipa de Bruno Lage.

Tal como o Barcelona da Espanha, outras três equipas já asseguraram lugar nos quartos-de-final, nomeadamente Bayern de Munique da Alemanha, Inter de Milão da Itália e PSG da França.

A selecção nacional de futebol vai jogar em Cairo, Egipto, depois da reprovação do Estádio Nacional do Zimpeto pela CAF. Só de logística, prevê-se que a Federação Moçambicana de Futebol gaste mais de 100 mil dólares. O Governo poderá ajudar com algumas despesas. Os adeptos descrevem a situação como vergonhosa e os comentadores desportivos apontam modelos para gestão do Estádio Nacional do Zimpeto.

O Estádio Nacional do Zimpeto foi inaugurado a 23 de Abril de 2011 e foi construído no âmbito dos Jogos Africanos. As obras custaram cerca de 53 milhões de dólares. Mais de 10 anos depois, a imagem aérea da maior e única imponente infra-estrutura do país é bonita, atractiva e de encher os olhos, mas de perto tudo isto não é o que parece.

É que o Estádio Nacional do Zimpeto tem sido, recorrentemente, reprovado pela Confederação Africana de Futebol para jogos internacionais, e isto força os Mambas a jogarem num campo emprestado, fora do país. A última reprovação foi neste mês. No dia 20 de Março, Moçambique vai jogar com Uganda no Cairo, Egipto, e isto tem custos para a Federação Moçambicana de Futebol.

A Federação Moçambicana de Futebol não revelou quanto poderá gastar com o aluguer do Estádio Internacional de Cairo, no Egipto, mas o jornal O País sabe que, só com despesas de passagens aéreas, acomodação e ajudas de custo para toda a delegação, poderá estar acima de 100 mil dólares, o correspondente a mais de seis milhões de Meticais.

A nossa equipa de reportagem soube de uma fonte do Ministério da Juventude e Desportos que o Governo vai apoiar os Mambas nesta deslocação para Cairo e, na terça-feira, poderá reunir-se com a Federação Moçambicana de Futebol para saber das suas necessidades.

JOGAR FORA PODE AFECTAR DESEMPENHO DOS MAMBAS, DIZEM COMENTADORES

Para os amantes do desporto-rei e adeptos dos Mambas, isto é um soco no estômago. Eles não poderão exercer o papel de décimo segundo jogador.

“É inadmissível um país que está no CAN pela segunda vez consecutiva, está no apuramento do mundial, está quase na mesma posição com a Argélia e estão a disputar o primeiro lugar, possivelmente podemos sonhar com mundial, mas como é que nestas condições não tem um estádio aprovado para jogos internacionais? Para mim, o Governo está a falhar bastante. Como é que vamos apoiar a nossa selecção no Egipto? Isso é ridículo, não faz sentido”, disse Eugênio Nhanombe, adepto dos Mambas, com um tom revoltado.

Já os analistas deportivos afirmam que jogar em casa alheia pode afectar o desempenho da selecção nacional de futebol.

“Se nós não conseguirmos a qualificação, se não conseguirmos resultados positivos nesses dois jogos que vamos fazer, sobretudo neste frente a Uganda, naturalmente, a culpa vai recair sobre quem não criou condições para Moçambique não jogar no Estádio Nacional do Zimpeto, porque nós vamos dizer que, se tivéssemos jogado no Zimpeto, de certeza poderíamos ter feito um resultado melhor do que um resultado que poderá acontecer, agora, fora do país”, observou Victor Miguel, dirigente desportivo.

Henrique Aly afirma que isto “pode implicar que haja jogos menos conseguidos. Os jogadores saem, à partida, prejudicados por não terem o apoio do público e, sob o ponto de vista psicológico, isso pode concorrer para que haja uma exibição menos conseguida”.

A Federação Moçambicana de Futebol pode ter escolhido o Estado Internacional de Cairo, Egipto, pela facilidade que os Mambas terão de se deslocar para Argélia, onde se vai defrontar com a selecção nacional daquele país.

JÁ VÃO QUATRO REPROVAÇÕES AO ENZ

E esta não é a primeira vez que o Estádio Nacional do Zimpeto é reprovado e os Mambas jogam fora do país.

De 2021 a esta parte, o Estádio Nacional do Zimpeto já foi reprovado quatro vezes pela CAF, e os motivos são os mesmos: mau estado da relva; más condições dos balneários e não funcionamento de torniquetes.

Por incumprimento desses requisitos, em 2023, os Mambas jogaram contra o Ruanda num campo emprestado na vizinha África do Sul.

Para esse embate, a Federação Moçambicana de Futebol gastou mais de dois milhões de Meticais com o aluguer do FNB Stadium.

 

QUE TIPO DE GESTÃO PARA O ENZ?

As recorrentes reprovações do Estádio Nacional do Zimpeto reacendem o debate sobre o modelo de gestão ideal para esta infra-estrutura do Estado. Neste momento, o Fundo de Promoção Desportiva é a entidade que gere o complexo desportivo e recebe um orçamento para o efeito. Mas é deste tipo de gestão que Zimpeto?

Só para se ter uma ideia, a manutenção do complexo desportivo do Zimpeto custa mais de dois milhões de Meticais por mês, dos quais 250 mil são para cuidar do campo.

Este dinheiro é do Orçamento do Estado e é gerido pelo Fundo de Promoção Desportiva, responsável por garantir a manutenção do Zimpeto.

José Pereira, antigo gestor do Estádio Nacional do Desportivo, revelou ao “O País” que, desde o início, este modelo de gestão seria um fracasso.

“Era um modelo de risco porque, por um lado, na altura não tinha técnicos habilitados para fazer uma gestão de uma infra-estrutura nova em Moçambique daquela dimensão. Não havia experiência sobre a matéria. Por outro lado, envolvia recursos financeiros que o Estado e o Fundo de Promoção Desportiva, por si só, talvez não estariam em condições e era necessário uma parceria. Portanto, o modelo adequado, em vez de ser o Fundo ou o Estado a chamar a si, era o de parceria público-privada. Então, o modelo que ficou foi o misto. Isto passa por buscar parcerias, por via de concurso ou outra via”, revelou José Pereira, antigo gestor do Estádio Nacional do Zimpeto.

E a outra via seria alugar o estádio para eventos não desportivos e os compartimentos à sua volta.

“Não se pode pensar que a rentabilidade do Estádio Nacional do Zimpeto se vai resumir na receita da bilheteira, que não é nada, não resolve nada. É bom que se diga. E, para além dos burlistas, convidados e outros tantos, é igual a zero. Portanto, não é por aí. A rentabilidade de outros espaços, está claro que tem de ser feita. Precisamos de espectáculos musicais robustos em termos financeiros, que na caixa deixem algum valor substancial que possa cobrir investimentos substantivos. Portanto, não estou a falar daqueles espectaculuzinhos que acontecem muitas vezes, de 30 mil Meticais ou 80 Mil Meticais. Isso não é nada, é uma contribuição residual. É preciso que se fale em grandes eventos, grandes espectáculos. Se fizermos uma vez por ano, um grande espectáculo de craveira internacional, não digo que podia resolver a totalidade dos problemas do Estádio, mas podia minimizar”, avançou José Pereira.

Pereira entende que, com um bom modelo de gestão, o Estádio Nacional do Zimpeto poderá ultrapassar os problemas que fazem com que seja recorrentemente reprovado pela CAF.

“É preciso que a reabilitação do Estádio Nacional do Zimpeto para responder aos requisitos da CAF, em paralelo, tenha, logo em seguida, um modelo de gestão que garanta que a degradação não entre na velocidade igual àquela a que nós assistimos desde 2011 até hoje. Não temos um campo de treino e, quando não temos um campo de treino, significa que há uma sobrecarga do campo principal, e, quando isto acontece, é óbvio que tanto o solo como a relva não aguentam. Dispensa comentários”, explicou o antigo gestor do Estádio Nacional do Zimpeto.

Já o jornalista desportivo, Henrique Aly, é da opinião de que a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto deve ser totalmente privada.

“A receita é simples: deixar que essa gestão e todos os encargos financeiros estejam a cargo de uma entidade terceira, não se proibindo o Estado de continuar a ser titular daquela infra-estrutura e podendo utilizá-la quando assim o entende, obviamente, dando prioridade aos jogos das suas selecções e a outros eventos que queira fazer acontecer naquele recinto. Este, para mim, é o caminho que deve ser seguido pelo Estado moçambicano antes de criar direcções, comissões e seja lá o que for, porque, nesse exercício, o que vamos conseguir é continuar a colocar um peso desnecessário nas costas de um Estado, que já tem mil e um preocupações”, sugeriu Henrique Aly, jornalista desportivo.

O dirigente desportivo, Victor Miguel, defende que Moçambique deve copiar o modelo de gestão de estádios de outros países ou deixar que o Zimpeto seja gerido por alguns clubes.

“Era importante, aqui, que o Governo encontrasse um parceiro a nível interno. Quer dizer, os próprios clubes podem fazer isso. Há vários clubes, a nível da Cidade de Maputo, que não têm campo. Se à própria federação não pode ser entregue a gestão, mas pode ser feita com os próprios clubes para fazerem a sua manutenção e, depois, negocia-se os custos para o clube e benefícios para o Governo. Só não podemos deixar o Estádio que está ao deus dará”, avançou Victor Miguel, dirigente desportivo.

Mais do que criar uma direcção específica para gerir o Estádio Nacional do Zimpeto, Victor Miguel diz que é preciso colocar nela pessoas competentes. 

“É preciso colocar pessoas formadas nessas áreas, e nós temos neste país. Devemos colocar quadros que têm competências para isso, do que estarmos a gastar rios de dinheiro e depois as coisas não estarem a ser feitas como deve ser ou o que se recomenda e terminamos nessa vergonhosa reprovação constante”, referiu Victor Miguel.

O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, equacionou, na semana passada, a possibilidade de se criar uma direcção específica para a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto, a qual será responsabilizada por qualquer acto que não der certo.

O Sporting, equipa onde actua o moçambicano Geny Catamo, joga amanhã com o Casa Pia, em jogo da vigésima quinta jornada da Liga Portuguesa de futebol. Os leões lideram a prova com 56 pontos. Já o Benfica, segundo classificado com 53, defronta, este sábado, o Nacional da Madeira.

Na Espanha, o Atlético de Madrid, formação de Reinildo Mandava, defronta domingo o Maiorca. O Atlético Madrid é segundo classificado com 56 pontos.

A selecção masculina de boxe vai representar, em Maio, o país no campeonato mundial da modalidade num local ainda por indicar. Tiago Muxanga, Armando Sigaúque e Yassin Nordine estão entre os atletas que poderão marcar presença na prova, a Federação Moçambicana de Boxe.

Após a conquista do Campeonato Africano de Boxe ao  nível da Zona IV, Moçambique prepara-se para mais uma empreitada, através da selecção sénior masculina. O próximo compromisso do país é a participação no campeonato do mundo da modalidade, agendado para Maio num local ainda por indicar. 

Nesse sentido e de acordo com o plano de trabalho da equipa técnica liderada por Lucas Sinoi, a selecção sénior masculina já arrancou com o processo de preparação tendo em vista essa prova. 

Numa primeira fase, o conjunto moçambicano irá preparar-se internamente, podendo observar um estágio fora de portas em função do plano traçado pela equipa técnica. 

Tiago Muxanga e os actuais campeões africanos da Zona IV, Armando Sigaúque e Yassin Nordine estão entre os prováveis atletas que irão representar o país nessa competição mundial. 

A Federação Moçambicana de Boxe aguarda pela divulgação do ranking dos atletas pela Federação Internacional da modalidade, que deverá ser feita nos próximos dias. Moçambique vai procurar conquistar a sua primeira medalha na competição.

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) adiou o arranque do Moçambola 2025. Iniacialmente agendado para dia 29 deste mês, o arranque da maior prova futebolística nacional está previsto para Abril. 

A LMF ainda não tem todas as condições criadas para a disputa da prova, estando, neste momento, à procura de dinheiro para custear as despesas de transporte e admistrativas. O organismo necessita de cerca de 100 milhões de meticais para a viabilização da competição, valor de que não dispõe neste momento. 

O Moçambola 2025 vai contar com a participação de 14 equipas e destas apenas 13 estão confirmadas, em face da desistencia do Brera Tchumene FC. A Federação Moçambicana de Futebol continua à procura da décima quarta equipa.

Benfica desperdiçou, ontem, a oportunidade para se colocar em vantagem nos oitavos de final da Liga dos Campeões, ao perder, por 0-1, em casa, com o Barcelona.

Num jogo em que as águias jogaram mais de setenta minutos em superioridade numérica, mas nao conseguiram sair em vantagem no jogo. O Barça chegou ao golo perto do fim da partida, num remate forte do brasileiro Rafinha

O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, equaciona a possibilidade de se criar uma direcção específica para a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto, a qual será responsabilizada por qualquer acto que não der certo. Manasse alerta que é preciso valorizar o investimento feito para a construção do estádio.

É a quarta reprovação do Estádio Nacional do Zimpeto nos últimos três anos. Muito se disse e se irá dizer sobre a gestão do recinto.

O ministro da Juventude e Desportos reagiu, esta quarta-feira, sobre o assunto e considera que é preciso que seja tratado com muita seriedade.

Diante da situação, o ministro equaciona a possibilidade de se criarem novos modelos de gestão do estádio para evitar futuras reprovações.

A gestão do Fundo de Promoção Desportiva tem sido muito questionada nos últimos anos. 

A manutenção do estádio custa mais de dois milhões de meticais por mês.

Os jogos da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões europeus prosseguem esta quarta-feira, depois de terem iniciado ontem, terça-feira, com a disputa de quatro jogos. Um duelo alemão entre os dois Bayern’s e um reencontro entre Benfica e Barcelona, marcam os destaques do dia

Foto: UEFA

O Estádio da Luz volta a acolher mais jogo grande da Liga dos Campeões, quando Benfica voltar a receber o Barcelona, esta noite. Espera-se que desta vez, e depois de ter ficado sem jogado no fim-de-semana, os encarnados estejam mais frescos que o seu adversário. Na Alemanha teremos o duelo entre Bayern de Munique e o Bayern Leverkusen, ou seja, o vice-campeão e o campeão, respectivamente.
Mas há mais dois jogos esta noite, nomeadamente Feyenoord – Inter, a partir das 19h45, e Paris Saint-Germain – Liverpool.
Mas acompanhemos a análise do UEFA.com em relação aos jogos desta noite.

Benfica – Barcelona
Se o jogo da fase de liga entre estas duas equipas servir de exemplo, então não vai faltar emoção e golos a este duelo dos oitavos-de-final. O Barcelona triunfou nessa partida, a primeira na Liga dos Campeões que terminou 5-4, disputada em Lisboa.
Após sucumbir a um golo de Raphinha nos instantes finais, Bruno Lage pediu aos seus jogadores para aprenderem com a derrota na Jornada 7. “Temos de nos recompor”, disse o treinador do Benfica, acrescentando que “temos de olhar para a frente e aprender com o resultado, principalmente com o que se passou nos últimos minutos”.
Agora as águias têm a oportunidade de mostrar que aprenderam com os erros.
Hansi Flick mal podia acreditar no que via quando a sua equipa conseguiu aquela impressionante recuperação em Janeiro. “Nunca tinha vivido uma reviravolta como esta”, disse no final do jogo. Esse sentimento de orgulho foi alimentado pela sensação de que o Barcelona tinha superado um adversário forte. “São muito bons nas transições e obrigaram-nos a defender muito recuados”, comentou o treinador do Barcelona.
Flick quererá que a concentração da sua equipa esteja no máximo, mas o bom registo de Robert Lewandowski frente ao Benfica dá confiança adicional. O internacional polaco marcou em cinco jogos consecutivos frente ao Benfica, sendo que os dois penáltis em Lisboa aumentaram para nove o número de golos nessa sequência ante o conjunto luso.
O Benfica é uma de apenas duas equipas que marcaram quatro golos ao Barcelona num jogo da fase de liga/fase de grupos da Liga dos Campeões europeus.

Bayern de Munique – Bayern Leverkusen
Da última vez que participou num duelo 100 por cento alemão, o Bayern acabou como campeão europeu, quando derrotou o Dortmund por 2-1 na final de 2013, em Wembley.
Agora, tal como nessa ocasião, sair vencedor vai ser igualmente difícil, já que o Leverkusen, actual campeão alemão, não perde há seis jogos frente ao Bayern.
“O Leverkusen tem uma equipa forte e sabemos que já não o vencemos há algum tempo”, admitiu o lateral Alphonso Davies, cujo golo nos descontos permitiu ao Bayern de Munique afastar o Celtic no play-off da fase a eliminar.
“Estou optimista de que desta vez vamos ser bem sucedidos”, acrescentou o internacional canadiano que actua no meio campo dos actuais vice-campeões alemães.
O Leverkusen está atrás do Bayern na luta pelo título da Bundesliga esta época, mas o seu mais recente encontro com o clube bávaro dá-lhe motivos para ter confiança. A equipa de Xabi Alonso não sofreu um único remate enquadrado quando recebeu o Bayern a 15 de Fevereiro, levando o seu treinador a concluir que “jogámos quase na perfeição”, apesar de também não ter marcado e o jogo ter terminado empatado a zero.
“Infelizmente, há jogos destes em que os golos não acontecem”, acrescentou o médio Granit Xhaka. O Leverkusen espera que o encontro desta quarta-feira não seja mais um desses.
Harry Kane, com o golo marcado frente ao Celtic na primeira mão do play-off, tornou-se no primeiro jogador do Bayern a marcar sete ou mais golos na Liga dos Campeões em cada uma das suas duas primeiras épocas ao serviço do clube.

Feyenoord – Inter
Robin van Persie será o terceiro treinador a comandar o Feyenoord na Liga dos Campeões esta temporada, assumindo o comando no duelo dos oitavos-de-final após Brian Priske ter orientado a equipa na fase de liga e Pascal Bosschaart ter supervisionado o apuramento na fase a eliminar frente ao Milan, arqui-rival do Inter.
O antigo avançado neerlandês jogou pelo Feyenoord nas meias-finais quando a equipa derrotou o Inter rumo à conquista da Taça UEFA de 2001/02, e vai tentar repetir o feito, desta vez a partir do banco de suplentes.
Na conferência de imprensa de apresentação, o treinador nascido em Roterdão mostrou-se muito feliz com o regresso, mas rapidamente mudou o foco da sua atenção: “Agora é trabalhar e garantir que tenhamos um bom desempenho”.
O Inter destacou-se pela solidez defensiva na fase de liga, sendo que a equipa de Simone Inzaghi apenas sofreu golos, e derrota, frente ao Leverkusen. “Não é só graças a mim”, disse o guarda-redes Yann Sommer após registar o sétimo jogo sem sofrer golos na vitória por 3-0 sobre o Monaco, na Jornada 8, acrescentando: “defendemos juntos. É incrível e acho que é a chave para o nosso sucesso”.
Inzaghi acredita que essa coragem vai ser testada em Roterdão. “Sabemos que será desafiante, mas estamos prontos para dar tudo”, explicou o técnico do Inter.
Na jornada 8 da fase da liga, Lautaro Martínez tornou-se no terceiro jogador do Inter a marcar três golos na Liga dos Campeões. Vai repetir o feito esta noite?

Paris Saint-Germain – Liverpool
Um sucesso com um resultado total de 10-0 frente aos homólogos do Brest constituiu uma declaração de interesses poderosa, com o Paris a arrancar a sua campanha na fase a eliminar da melhor forma. No entanto, agora terá pela frente o primeiro classificado da fase de liga, o que representa um teste bastante difícil.
O Liverpool sofreu apenas uma derrota nesta edição da Champions League, vencendo os restantes sete jogos, mas Luis Enrique acredita que a sua equipa pode travar os Reds. “Estamos prontos”, disse o treinador do Paris. “Estou confiante de que vamos desfrutar desta partida”, acrescentou Luis Enrique.
O excelente momento de forma dos seus avançados é um dos motivos para esse optimismo, sendo que os sete golos na segunda mão frente ao Brest foram marcados por sete jogadores diferentes, um deles em estreia na prova milionária.
Essa vitória confiante no play-off da fase a eliminar, juntamente com o triunfo por 4-2 sobre o Manchester City na fase de liga deixou Arne Slot com poucas dúvidas sobre a qualidade do actual campeão francês.
“O Paris é uma equipa com estatuto de topo”, observou o técnico do Liverpool, acrescentando ainda que “é um desafio que encaramos com entusiasmo, sabendo que também merecemos estar nos oitavos-de-final”.
Tendo em conta que a sua equipa derrotou o Lille pela margem mínima na fase de liga, como se irá comportar frente à formação dominante da Ligue1?

 

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