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O País – A verdade como notícia

Ao Ferroviário de Maputo impunha-se a maior responsabilidade nesta partida, porque chegou na condição de líder  e estava acossado pela Liga Desportiva de Maputo, que venceu na véspera. Para o jogo, Nelson Santos apostou numa equipa mais de meio campo, aproveitando para estrear algumas unidades a titular, com destaque para Frank, Ussama, Chiza e Kelo, relegando titulares como Kamo Kamo, Liberty e Simplex ao banco. 

A estratégia passava por segurar o jogo e resolver logo na primeira parte, tentando contrariar o tacticismo de Sérgio Faife Matsolo, que apostou no tradicional 4 – 4 – 2 e uma transição de jogo apoiada sobretudo nos flancos, onde Nuno e Mavui assumiam responsabilidades.

Com poucas jogadas vistosas, o Ferroviário chegou ainda assim pelo menos três vezes e com muito perigo à baliza de  Nando, mas o azar sempre o acompanhou.

Com o Nulo foi-se ao descanso.

O reatamento voltou com mais intensidade no jogo, e a aposta dos treinadores em jogadores mais experientes para aproximar as equipas mais ao golo. Nelson Santos apostou em Liberty e Sérgio Faife Matsolo em Chana. E o resultado foi imediato. Liberty ajuda o avançado Mário a marcar o primeiro golo do jogo.

A partir daí, as equipas abriram-se mais e procuraram chegar à baliza. O Ferroviário cresceu e gozou de várias oportunidades para lograr o dois a zero, porém a eficácia andava distante.

O apito final chegou e os locomotivas festejaram a permanência na liderança do Moçambola.

 

A primeira parte do jogo entre o Ferroviário da Beira e o ENH de Vilanculos, realizado hoje, a contar para quinta jornada do Moçambola, teve várias oportunidades de golo. No entanto, apenas Dayo, dos locomotivas, conseguiu marcar, quando decorriam 42 minutos. No lance, a equipa do Ferroviário da Beira meteu a bola na grande área e, depois, o guarda-redes da equipa visitante tentou fazer a mancha, mas acabou tendo um choque com o capitão dos locomotivas. Os jogadores do Vilanculos ficaram a reclamar. Nisso, apareceu Dayo que rematou sem piedade.

Na segunda parte, os primeiros 30 minutos foram caracterizados como a primeira parte, longe das expectativas. O período electrizante aconteceu nos últimos minutos. Por exemplo, no lance em que João lançou a bola para a grande área. Vendo a baliza desguarnecida, Dayo rematou. A bola sobrou para Andro, que apenas empurrou para o 2 a 0.

Com efeito, mesmo em cima do minuto 90, numa jogada de contra-ataque, Nelito conduziu o esférico até à grande área e o defesa Odebe, de Vilanculos, na tentativa de fazer o corte, introduziu a bola na sua própria baliza. 3 a 0 foi o resultado final.

 

A União Desportiva de Songo derrotou, na tarde deste sábado, o Al Hilal do Sudão por três bolas a uma, no jogo da primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos da Taça CAF.

O campeão  nacional começou a partida pressionando o seu adversário e como fruto disso a meio da primeira parte surge o primeiro golo, aos 21 minutos.

A pressão por parte da União Desportiva de Songo continuou alta e aos 33 minutos, Eusébio cruzou para a grande área e Kambala, de cabeça, fulminou para o 2 a 0.

O resultado manteve-se até ao intervalo, mas antes disso, Chelito saiu lesionado e foi substituído por Parkin.

Na segunda parte, o Al hilal do Sudão não cruzou os braços e esteve melhor nos minutos iniciais, mas foi o Songo, à passagem do minuto 59  que perdeu uma enorme oportunidade para o fazer o 3-0 numa jogada em que Mário Sinamunda escorregou.

Mas logo a seguir,  Hélder Pelembe faz o 3-0 depois de um cruzamento efectuado por Mário.

Em cima do minuto 90, uma desatenção do guarda-redes do Songo, culminou com o golo da equipa visitante.

Com este resultado, o campeão nacional segue para o segundo jogo um pouco mais tranquilo.

Num outro da Taça CAF, o Costa do Sol perdeu, sexta-feira, em Kigali, diante do Rayon Sports do Ruanda, por três bolas sem resposta, em partida da primeira mão do Play-off de acesso a fase de grupos.

 

A Liga Desportiva de Maputo, que vinha de um empate a zero na partida diante do Sporting de Nampula, quis logo cedo impor o seu papel de dona de casa, perante um Incomáti que não estava disposto a deixar seus préstimos em mãos alheias.

Aos 36 minutos da partida inserida na 5ª jornada do Moçambola, Abílio aproveita da melhor maneira uma pressão exercida pela Liga e atira para o fundo da baliza à guarda de Daniel. Um a zero a favor da Liga.

Cinco minutos depois, o combinado de Akil Marcelino efectua mais uma ofensiva que força Daniel a abandonar seu posto de serviço e, como resultado, Dainho direccionou o esférico para as malhas do Incomáti, fazendo o dois a zero.

Só um intervalo podia colocar o Incomáti a rever o seu modelo de jogo. Na segunda parte, os açucareiros correram atrás do prejuízo e Neldinho surge, aos 77 minutos, a reduzir a desvantagem para o 2-1.

Até ao apito final, o resultado não mais a alterou.

 

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino perdeu, há momentos, diante da Austrália, por 113-53, em jogo da primeira jornada do grupo "A" do torneio feminino dos Jogos da Commonwealth.

As australianas controlaram todos os quartos. No primeiro, venceram por um parcial de 25-9.

Já no segundo quarto, as australianas comandaram a marcha do marcador com um parcial de 25-11. No terceiro quarto, o parcial foi de 36-14.  Naquele que foi o quarto mais produtivo, em termos de pontuação, as "Samurais" perderam por um parcial de 27-19.

Em termos individuais, destaque para Deolinda "Dio" Gimo que foi a melhor cestinha das Samurais com 18 pontos contabilizados durante os 25:43 minutos em que esteve na quadra.

Brilhante, Gimo teve uma percentagem de 100 porcento na linha de lances livres com oito lançamentos convertidos em igual tentativas.

Gimo foi secundada por Inguivld "Inga" Mucauro que contabilizou dez pontos em 34:33 minutos na quadra.

Do lado da Austrália, Elizabeth Cambage, com 24 pontos e oito ressaltos, foi a melhor unidade na quadra.

Neste embate, Deolinda Ngulela, seleccionadora nacional, utilizou todas as jogadoras.

 

A dupla de treinadores da Liga Desportiva de Maputo, composta por Akil Marcelino e Ali Assane não poupa esforços em dar instruções aos jogadores, para que no jogo de amanhã consigam um bom resultado contra o Incomáti de Xinavane.

No treino de hoje, em Maputo, os jogadores prometeram que vão implementar tudo que ensaiaram para arrancar uma vitória aos açucareiros. São os casos de Yudi e Neymar.

A equipa técnica olha para o Incomáti de Xinavane como uma formação que já mostrou valor, por isso, encarra o desafio com muito respeito, mas focado na vitória, disse Ali Assane/Treinador-Adjunto da Liga Desportiva de Maputo.

À entrada da quinta jornada, a Liga Desportiva de Maputo encontra-se na quinta posição, com 7 pontos, enquanto o Incomáti de Xinavane está na décima posição, com 5 pontos.

 

O fim-de-semana será mais uma vez preenchido pelas emoções do campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2018.

Olhando para aquilo que é o escalonamento dos jogos, chama-nos atenção, o embate que colocará frente-a-frente duas equipas de Nampula, Ferroviário e Sporting.

Uma equipa novata e outra já habituada às andanças da fina flor do futebol moçambicano. Aliás, que se diga, duas equipas orientadas por jovens treinadores. Antero Cambaco defende as cores dos locomotivas de Nampula e Danito Nhampossa lidera os leões de Nampula.

Entretanto, o Ferroviário de Nampula irá querer se impor diante do Sporting de Nampula para fazer jus ao estatuto de “mais velho”, pelo que acreditamos que Cambaco vai montar uma equipa ofensiva, sem descurar da defesa para levar a melhor sobre o seu adversário.

Mas atenção!… a antiguidade não é um posto, daí que o Sporting de Nampula, apesar de ser “caloiro”, de certeza quererá  mostrar a todos que está nesta prova para fazer o seu campeonato e de jogo a jogo amealhar pontos, que o farão permanecer no campeonato do próximo ano.

O facto é um único, é que são colectividades que representam a mesma província e cada uma terá que fazer preces para que os deuses macuas conspirem ao seu favor, para saia com os três pontos, neste duelo nampulense.

Outro Ferroviário, mas desta feita de Maputo, actual líder do Moçambola, com nove pontos, frutos de três vitórias, terá pela frente o Desportivo de Nacala. Antevê-se um confronto com todos condimentos positivos para um bom espectáculo, pois, o Ferroviário de Maputo quererá continuar no camando da tabela classificativa. Para isso deve vencer, além de que joga em casa, por isso, vai manter a máxima que diz “em casa mandamos nós”. Já o Desportivo de Nacala que vem de uma derrota de 1-0, contra o Costa do Sol, na ronda anterior vai fazer de tudo para não voltar a perder pontos e continuar a sonhar como os lugares cimeiro da tabela classificativa.

A 5ª jornada prossegue com outros embates. O Maxaquene que teve um início de época promissor, ao empatar na primeira jornada sem abertura de contagem com o Costa do Sol, para depois, no jogo número dois vencer o Ferroviário de Maputo, por 3-1, vai à Nacala medir forças com o Ferroviário de Nacala. Ambas equipas vêm de resultados negativos. Na 4ª jornada, os tricolores perderam por duas bolas a uma, contra o Ferroviário de Nampula, enquanto o Desportivo de Nacala averbou uma derrota de 1-0, diante do Primeiro de Maio de Quelimane. Olhando para estes resultados, as duas equipas vão se esmerar para saírem do encontro vitoriosas.

Ainda a contar para a jornada cinco, o Textáfrica do Chimoio, que na ronda anterior foi a Vilankulo arrancar um empate, a uma bola, diante do ENH, faz sala ao Primeiro de Maio de Quelimane, que está motivado pela vitória conseguida frente ao Ferroviário de Nacala.

Por fim, teremos o embate que colocará frente-a-frente as formações do Ferroviário da Beira e do ENH de Vilankulo, no caldeirão de Chiveve.

No sábado, a Liga recebe o Incomáti de Xinavane. Os açucareiros perderam na 4ª jornada por uma bola a zero, com o Ferroviário de Maputo, enquanto a Liga empatou com o Sporting sem abertura de contagem.

De referir que o jogo entre o Costa do Sol e a Universidade Pedagógica de Manica não irá se realizar, devido aos compromissos dos Canarinhos nos jogos da Taça CAF, contra o Rayon Sports do Ruanda, na sexta-feira, em Kigali.

Outra partida que não terá lugar, pelo mesmo motivo, é a que colocaria frente-a-frente o Clube do Chibuto e a União Desportiva do Songo. Os Hidroeléctricos recebem no sábado, no campo do Ferroviário da Beira, a formação do Al Hilal Elobied do Sudão, em jogo da 1ª mão, do “play-off” da Taça CAF.

 

 

 

A selecção nacional de basquetebol sénior feminina defronta, amanhã, a Austrália, em jogo da primeira jornada do grupo “A” dos Jogos da Commonwealth. Com uma equipa formada por dez jogadoras do Ferroviário de Maputo e duas do Costa do Sol, a selecção nacional procura honrar a bandeira nacional no certame.

Não era, de todo, suposto que assim fosse. Havia, diga-se, o plano “A” que previa a participação nos Jogos da Commonwealth, ao nível do basquetebol sénior feminino, de um naipe de atletas que evolui nos EUA e Europa.
Foram inscritas, sem o devido cálculo de “timming”, e depois caiu-se na real: por estas alturas do ano estão indisponíveis devido a compromissos académicos e desportivos. Accionado o “plano B”, a solução foi “dez + dois”. Ou seja, dez atletas do Ferroviário de Maputo e mais duas do Costa do Sol.

É, para todos efeitos, este grupo que hoje tem a missão hercúlea de travar a Austrália, quarta classificada no ranking da FIBA com 467 pontos.

Em Gold Coast, e numa clara demostração da sua força, as australianas irão apresentar-se com quatro  atletas que jogam na WNBA: Stephanie Blicavs (Phoenix Mercury), Liz Cambage (Dallas Wings), Kelsey Griffin e Cayla George (Connecticut Sun).

A estas, juntam-se Jenna O´Hea e Eziyoda Magbegor (Melbourne Bommers); Tessa Lavey  e Stephanie Blicavs (Dandenong Rangers), Katie Ebzery e Belinda Snell  (Sydney Uni Flames), Alice Kunek (Perth Lynx),
Potência do basquetebol feminino, a Austrália é um “cliente assíduo” do pódio nos Jogos Olímpicos. Os números não mentem. Pelo contrário, surpreendem: de 2000 a que se tem colocado entre as três melhores selecções na maior prova desportiva do planeta.
Mais: em quinze participações no Mundial de basquetebol, a Austrália conquistou a medalha de ouro em uma ocasião: 2006.

Já foi campeã da Oceânia quinze vezes.

Em 2006, em Melbourne, a Austrália derrotou Moçambique por expressivos 106-24, num jogo realizado a 19 de Março. Do lado de Moçambique, faziam parte dessa selecção Nádia Rodrigues (atiradora), Anabela Cossa, Valerdina Manhonga, Iracema Ndauane, Carla da Silva,  Aleia Rachide, Eduarda “Duda” Chongo, Amélia “Melita” Massingue, entre outras.

O basquetebol regressa aos  Jogos da Commonwealth, depois de ter tido a primeira aparição em 2006.
Moçambique terá, na segunda jornada, como adversário a Inglaterra, conjunto que em 2006 ficou com  a medalha de bronze no certame.

Em crescendo, as australianas, que nunca haviam alcançado o pódio no basquetebol feminino até os Jogos de Atlanta, açambarcaram a medalha de bronze em 1996.

Qual meteorito, a Austrália conseguiu de 2000 (em Sydney) a 2008 (em Pequim) a galgar um degrau no pódio e terminou como vice-campeã nas três edições. Quatro anos depois, ou seja, em 2012, em Londres, as australianas cruzaram caminho dos EUA nas meias-finais, tendo sido afastadas. Restava, e apenas mesmo, lutar pelo terceiro lugar. E cumpriu com a conquista da medalha de bronze.

 

É um fim-de-semana de sonho para as equipas moçambicanas que entram em acção nas afrotaças, nomeadamente Taça CAF, também conhecida por Taça Nelson Mandela. É que jogam a primeira mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos da segunda maior competição futebolística africana e já se sonha com as duas equipas, Costa do Sol e União Desportiva de Songo, representarem pela primeira vez na história do futebol moçambicano, o país na fase de grupos da mesma competição. Nunca antes tivemos dois clubes a disputar a fase de grupos de uma mesma competição. É este o sonho que se sonha nos sonhos dos moçambicanos.

“Canário” tem voo marcado para esta noite

O Costa do Sol, que já está em Kigali desde a noite da última quarta-feira, realizou, hoje, à hora do jogo, o treino de adaptação ao Estádio Regional de Nyamirambo. A equipa estava motivada e em bom estado anímico. A expectativa é maior no seio do “canário”, que mesmo não contando com o malabarista e velocista Terrence para este jogo, o ambiente é de grande convicção de bom resultado. Aliás, os jogadores pretendem alcançar um resultado que lhes possibilite levar a eliminatória já quase certa para Maputo. Isto é, um empate com golos ou mesmo uma vitória do Costa do Sol abre boas perspectivas para a passagem à fase de grupos.
Nas vésperas da viagem a Kigali, o capitão “canarinho”, Isac, e o médio defensivo Nené, disseram que a equipa estava moralizada, tanto mais que ao nível do Moçambola vão alcançando resultados satisfatórios e que deixam os jogadores convictos de que podem ultrapassar qualquer adversário.

Sem contar com a eliminatória virada e ganha na vizinha África do Sul, diante de um gigante do futebol sul-africano, o Cape Town City, que propiciou esta disputa da última eliminatória, o “canário” quer iniciar ainda amanhã, quando forem 18h00, o seu voo rumo à fase de grupos. É uma partida que terá arbitragem da Namíbia, chefiada por Jackson Pavaza e que integra ainda Matheus Kanyanga e David Tauhulupo Shaanika.

 

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