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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário de Maputo, que este ano será treinador por Daúde Razaque, não conquista título nacional desde 2015 e pretende resgatar a mística vencedora. Em 2018, terminou na segunda posição e este ano aposta forte na conquista do Moçambola e da Taça de Moçambique. Para conseguir seus objectivos, os “locomotivas” da capital do país foram ao estrangeiro reforçar o plantel. Assim, dos Camarões, vieram do Bamboutos FC Alian Nganle e Harry Ako; da Nigéria veio Uche Chukwu e do Brasil chegou Bruno Caixado. Com um plantel de 29 jogadores, para além dos quatro reforços estrangeiros, há regressos, casos de Dudú, André e José, que estavam no Incomáti de Xinavane, e Timbe que esteve emprestado à UD Songo, ano passado.

Os “locomotivas” têm um vasto historial no futebol moçambicano, com 10 títulos de campeão nacionais, conquistados em 1982, 1989, 1996, 1997, 1999, 2002, 2005, 2008, 2009 e 2015, para além de seis troféus da Taça de Moçambique, levantados em 1982, 1989, 1996, 2004, 2009 e 2011. Este ano, tal como aconteceu em 1982, 1989 e 1996, a direcção e a equipa técnica apostam na dobradinha.

O Protocolo assinado pelos presidentes da CE-CPLP e da LPF, Salimo Abdula e Pedro Proença, conforme avança a publicação on-line Lancemz, tem como objectivo principal “criar sinergias para a evolução e mobilidade do futebol e dos atletas no espaço da CPLP”.

Ainda de acordo com a publicação em alusão, Pedro Proença, em declarações à Liga TV, disse que este acordo vem no seguimento da política de internacionalização da Liga.

“O mercado asiático, o mercado da saudade e o mercado dos jogadores internacionais que jogam em Portugal já tinham sido conquistados, faltava-nos entrar no mercado da CPLP. São mais de 270 milhões de potenciais consumidores e, por isso, interessa-nos, e de que maneira, potenciar aquelas que são as nossas capacidades económicas. Em Dezembro assinamos o memorando de entendimento com a Federação angolana – recordo que vamos ser responsáveis pela implementação da Liga angolana – e este memorando de entendimento segue na continuidade dessa política”, referiu o Presidente da Liga Portugal, citado pelo Lancemz.

A fonte avança também que Salimo Abdula enalteceu os dois pilares importantes da CE-CPLP, que assentam nas partes sociais e económicas. “Em grande parte dos países da CPLP, em principal nos PALOP, cerca de 75% da população é jovem e é preciso dar-lhes ocupação. O desporto é uma solução para que não se desviem em fins que não são os mais saudáveis, mas, ao mesmo tempo, a experiência da Liga Portugal pode ser transferida para melhorar o desempenho das Ligas dos países dos PALOP, transformá-las em Ligas mais profissionais e mais sustentáveis e criar uma visão comum para atacarmos o mercado deste grande negócio, que é o futebol.”

Informação fornecida pelo Lancemz diz que há menos de um mês foi lançada em Portugal a União dos Treinadores de Futebol dos Países da CPLP que vai envolver as Associações de Treinadores da modalidade dos países da CPLP, uma iniciativa que tem como impulsionadora a Associação Nacional de Treinadores de Futebol de Portugal.

 

Se alguém se referir a Cipriano Rebeca dos Santos, dificilmente se saberá “descodificar” de quem se trata. Mas se se disser Nito, tudo se torna mais fácil, pois estaremos a citar um dos maiores laterais-direitos do pós-indepedência que brilhou no período áureo do Costa do Sol, quando esta turma foi bi-campeã.

A ala direita era totalmente sua. Força e raça, representavam os seus pontos fortes. Vencia os adversários através da persistência. De posse do esférico, fazia uma, duas… dez tentativas, até desgastar os adversários. Não sendo tecnicamente excepcional, após os arranques, a força que imprimia aos seus piques” eram um espectáculo dentro de outro.

 

ATRAÍDO PELO MARSIA

Veio de Nampula, do Sporting, e tentou o enquadramento no Desportivo de Maputo. Apesar das boas indicações, ainda em idade de júnior, teve algumas dificuldades em se afirmar. Os nomes que então pontificavam, faziam-lhe sombra. Eis então que, com alguma celeuma à mistura, se transfere para o então Benfica de LM (hoje Costa do Sol), “encaixando-se” na perfeição.

Estava-se, em 1977 em plena geração de ouro. O “olho de lince” de Martinho de Almeida descobriu-o e de imediato lhe lançou o repto de fazer parte do então Benfica de LM, que acabava de entrar na alta roda. Os encarnados haviam-se sagrado campeões nacionais e a turma tinha uma mescla de jovens e veteranos, uma autêntica selecção nacional.

Várias coincidências felizes para o clube acompanharam o inventor do método “Marsia”. Estrelas com características diferentes  despontaram para os vários lugares do terreno. Nito, foi das mais reluzentes.

 

VIDA DIFÍCIL

NO PROFISSIONALISMO

Não “cabendo” no mercado interno, tentou avançar com a sua carreira indo para Portugal, onde treinou em vários clubes, com sucesso, sempre na expectativa de receber a carta internacional. Havia então uma proibição quanto à “exportação” de atletas para o estrangeiro.

O então jovem moçambicano viveu momentos difíceis, tendo que colocar o futebol em segundo plano para sobreviver. Quando, finalmente, a autorização da FIFA chegou, assinou um contrato pelo Estrela da Amadora, jogou duas épocas, mas os pés já não tinham a capacidade de resposta de outrora…

 

REI DAS “CAVALGADAS”

A médio ou a defesa, ele “carregava o piano”, ajudando a equipa nas ofensivas que protagonizava, às catadupas, independentemente do adversário. Pelo flanco direito, subia para cruzar inúmeras vezes, sem descurar as suas tarefas defensivas. Dava a impressão de que possuía um “alçapão” que lhe permitia um vai-vem contínuo.

Dizia-se que pecava nos pormenores. Mas para que é que necessitaria de pormenores, se nos “pormaiores” à vista de todos,  protagonizava cavalgadas imparáveis, e que deliciavam as enchentes do Estádio da Machava?

 

No duelo de gigantes disputado esta sexta-feira no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane e, referente a quarta jornada da Engen Maputo Basket em masculinos, o Ferroviário de Maputo voltou a vencer, mas desta vez com dificuldades, diante de A Politécnica.

A equipa de Milagre Macome garantiu a vitória nos últimos 3 segundos do jogo (o jogo estava em 70-71, a favor do Ferroviário de Maputo), quando o reforço David Canivete converteu dois lançamentos livres colocando o desafio em 73-70, resultado com que terminou.

De resto, o embate foi como se esperava do princípio ao fim, ao intervalo cinco pontos faziam a diferença, com um parcial de 37-32 a maior para os locomotivas mas, claro, com o desfecho impensável nesta fase do jogo.

Na segunda parte, Macome deu mais tempo de jogo a Francisco Macarringue, o jogador vinha de um bom desempenho diante do Maxaquene e entrou também confiante.

Yuran elevou a incerteza há 17 segundos do fim com um lançamento aberto concretizado, mas a experiencia locomotiva veio ao de cima.

73-70, foi o resultado final e esta foi das mais apertadas vantagens conseguidas pelo Ferroviário de Maputo nesta edição da  Engen Maputo Basket.

 

Em femininos, o Ferroviário de Maputo venceu este sábado o Costa do Sol por 65-39 em desafio referente à primeira jornada da terceira volta.

O Ferroviário de Leonel Manhique voltou a mostrar quem manda na quadra e nem mesmo o Costa do  Sol da Deolinda Ngulela encontra argumentos para inverter a realidade.

24-7 no primeiro quarto, demasiado esclarecedor…no segundo as canarinhas deram réplica. Ilda chambe chamava pelas colegas para a entrega na luta e elas responderam…foi o melhor período do costa do sol. Converteu 13 pontos. Ao intervalo, 34-20.

Na segunda parte, Odélia Mafanela como é habitual e Cecilia Henriques ajudaram a equipa a disparar…21 pontos de diferença no final do terceiro quarto.

Duas semanas depois dos jogadores do Baía de Pemba terem ameaçado parar com os trabalhos devido a atrasos salariais, que denunciavam serem de três meses, o presidente da colectividade veio a terreiro desmentir a duração da dívida. São, na verdade, dois e não três os meses devidos pela direcção do Baía de Pemba aos jogadores da colectividade, referentes a presente época futebolística.

De acordo com Satar Abdul Gani, os jogadores equivocaram-se em afirmar que eram três meses e explica os motivos: “Ouve um equívoco na aparição dos atletas. Primeiro porque disseram que são três meses de atrasos salariais, quando na verdade são dois meses, tendo em conta que os contratos, de todos, jogadores e equipa técnica, data de 01 de Fevereiro, e isso faz com que seja apenas dois meses sem salários”, esclarece Satar Abdul Gani.

Satar diz que não queria tirar o assunto para fora de portas, tendo em conta a privacidade que se exige para uma colectividade que tem compromissos com jogadores e parceiros, assume as responsabilidades e diz mesmo que o clube teve que fazer muitos gastos para garantir uma participação condigna no Moçambola 2019.

“Nós passamos por certos desafios por sermos uma equipa nova nesta competição do Moçambola e nos desafiamos por levar alguns recursos financeiros que já tínhamos para fazer a manutenção do campo, nas inscrições dos atletas na Federação Moçambicana de Futebol, tendo em conta que muitos dos jogadores que temos foram inscritos por via de transferência e o valor não tão pequeno e temos agora o processo de licenciamento de clube para a nossa participação no Moçambola”, disse o timoneiro do representante do Baía de Pemba para deixar claro aquilo que considerou de “grandes motivos de preocupação” para garantir a presença do clube na prova máxima do futebol moçambicano. Aliás, outras das despesas, segundo Satar, foi para a questão do equipamento e todo material desportivo do clube.

Satar garantiu ainda que os salários em atraso já começaram a ser pagos aos jogadores, depois de uma negociação feita, faltando a última parte que será feita nos próximos dias. A parte que já foi paga é referente a um dos dois meses em atraso. “Neste momento já conseguimos colmatar os salários com os nossos atletas para um mês e queria deixar bem claro que não passou, necessariamente de um equívoco apresentado pelos nossos atletas”, assegurou.

Relativamente ao patrocínio que o clube clama, o presidente do representante de Cabo Delgado garante que já existem e foi graças ao governador da província que conseguiram os apoios. “Já temos patrocinadores identificados e neste momento o processo está a avançar. Para termos esses patrocinadores foi graças ao nosso governo local, na pessoa de sua Excelência Governador e queríamos deixar que fosse o próprio governador a dar o seu parecer perante a comunicação social, que também está preocupado com a questão do Baia de Pemba”, concluiu.

A Montepuez Ruby Mining é o principal parceiro do Baía de Pemba e numa primeira fase poderá avançar com apoio de 100 mil dólares americanos. Nos próximos dias as duas instituições vão rubricar memorando de entendimento de patrocínio que garante que a mineradora vai prestar seu apoio a colectividade que representa a província de Cabo Delgado.

Baía de Pemba termina pré-época defrontando Atlético de Montepuez

No que diz respeito a equipa, que se estreia no Moçambola 2019 diante do Costa do Sol, claro candidato ao título, está na fase conclusiva da sua preparação para a jornada inaugural. Depois de ter feito a apresentação do seu plantel no passado domingo, onde defrontou e derrotou o Ferroviário de Pemba (que também fazia a apresentação do seu plantel para a segunda divisão) por duas bolas sem resposta, a equipa que vai ser treinada por Minate Chabane, terá uma última partida antes do arranque do Moçambola próximo final de semana, quando defrontar o Atlético de Montepuez, em jogo de relaxamento. Satar Abdul Gani diz estar satisfeito com o plantel que tem e que garante bons resultados convista a manutenção na prova máxima do futebol moçambicano.

Depois da estreia com os “canarinhos”, o Baía vai a Nacala defrontar o Desportivo local, devendo voltar a encontrar outro colosso e candidato ao título, ou seja, a revalidação do título, a União Desportiva de Songo. Na quarta jornada o representante de Cabo Delgado terá a sua grande saída quando for a Chibuto defrontar os “guerreiros”.

Recorde-se que o principal objectivo desta colectividade é fugir das últimas cinco posições que dão direito a despromoção a segunda divisão, na próxima temporada, segundo aprovado na última assembleia geral extraordinária da Liga Moçambicana de Futebol.

 

 

 

Quando estamos a sensivelmente 10 dias do apito inicial do Moçambola 2019, e com a questão de licenciamento de clubes na mesa, apenas três dos 16 já tem a sua situação regularizada. Trata-se do Ferroviário e Liga Desportiva, ambos de Maputo, e Ferroviário da Beira, que cumpriram com os cinco critérios de licenciamento e que já tem a licença definitiva para a época futebolista do presente ano.

Para além dos três clubes já licenciados, outros 11 clubes, nomeadamente Maxaquene, Desportivo de Maputo, Costa do Sol, Textafrica do Chimoio, Desportivo de Nacala, Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Nampula, Clube de Chibuto, ENH de Vilankulos, Baía de Pemba FC e União Desportiva do Songo, aderiram ao sistema de licenciamento, mas ainda não cumpriram com os cinco critérios exigidos, pelo que a Comissão de Licenciamento de Clubes decidiu não atribuir qualquer licença aos mesmos.

A Federação Moçambicana de Futebol reiterou que somente clubes licenciados vão disputar o principal campeonato nacional de futebol, bem como a segunda divisão. António Caetano, vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol, disse, sábado último, durante a Assembleia Geral extraordinária da Liga Moçambicana de Futebol, que a lei é clara e que a instituição que gere o futebol moçambicano já emitiu um comunicado a exigir o licenciamento dos clubes e que “é de caráter obrigatório” o cumprimento da regra.

Entretanto, os clubes dizem que o processo não devia ser obrigatório devido a sua complexidade. O representante do Incomáti de Xinavane nessa Assembleia Geral da LMF, João Figueiredo, disse que apesar de concordar com o licenciamento, o mesmo não devia ser obrigatório para provas internas. Figueiredo diz que o processo devia ser facultativo, “correndo-se o risco de termos apenas três clubes a disputarem o Moçambola 2019”.

Já Adelino Chirindza, representante do Desportiva de Maputo, também assume as dificuldades que os clubes tem em cumprir com a regra de licenciamento de clubes, mas também concorda com o mesmo. Assegura que ao nível do seu clube, tudo está a ser feito no sentido de que até ao início do Moçambola 2019 já tenham a situação regularizada.

Para já, o Incomáti de Xinavane e o Têxtil do Púnguè são os únicos clubes do Moçambola que não aderiram ao sistema de licenciamento, estando sujeitos a acção disciplinar a ser aplicada pela Federação Moçambicana de Futebol. Caso a Federação Moçambicana de Futebol seja rigorosa no cumprimento das regras, o Moçambola 2019 poderá ser disputado por apenas três clubes.

Entretanto, a Comissão de Licenciamento de Clubes previa ter realizado nova sessão de análise dos processos antes da Assembleia Geral extraordinária da Liga Moçambicana de Futebol, não se sabendo até aqui se os clubes conseguiram cumprir com os critérios exigidos, depois do comunicado saído a público no passado dia 3 de Abril, referente aos resultados da primeira sessão realizada a 29 de Março do ano corrente.

 

 

A equipa bi-campeã nacional de futebol derrotou, domingo, Ferroviário de Bagamoio de Moatize por duas bolas sem resposta e conquistou a fase provincial da Taça de Moçambique. Agora já só pensa no arranque do Moçambola.

Depois de não ter conseguido passar da fase provincial, ano passado, a equipa treinada por Nacir Armando decidiu vingar-se das equipas de Tete e derrotar todas elas para assegurar lugar na fase regional da Taça de Moçambique, edição 2019. Na final provincial de Tete da segunda maior competição do país, a União Desportiva de Songo venceu o Ferroviário de Bagamoio de Moatize por duas bolas sem concorrência, com golos apontados por Luís Miquissone e LauKing. Aliás, são dois dos jogadores que estiveram fora da equipa, numa aventura pelo futebol profissional, nomeadamente para África do Sul e Portugal, tendo regressado para dar outra dinâmica ao ataque da equipa.

Assim, a União Desportiva de Songo é o representante da província de Tete na fase regional, onde vai cruzar caminhos das outras equipas do centro do país, na busca de um lugar na fase nacional da Taça de Moçambique. No final desse jogo, Chaquil Bemat disse que foi uma vitória merecida, reconhecendo que o adversário provocou alguns problemas à sua equipa, não escondendo a satisfação de colecionar mais um troféu, ainda que provincial, nas vitrinas do clube.

Para já, Chaquil Beemat diz que o objectivo é atacar a primeira jornada do Moçambola 2019, onde pretende iniciar da melhor maneira possível a defesa do título.

A equipa regressou prontamente na segunda-feira aos trabalhos já com os olhos virados para a prova mor do futebol moçambicano, onde vão apadrinhar o regresso do Têxtil de Púnguè, num jogo que vai marcar a abertura do Moçambola 2019.

 

Véron Mosengo-Omba chegou a Moçambique no passado sábado e no mesmo dia foi visitar a Academia Mário Esteves Coluna, onde avaliou o projecto que foi financiado pelos fundos da FIFA, antes de partir para o centro do país, onde foi avaliar os estragos nas infraestruturas desportivas, provocados pelo ciclone Idai que se abateu sobre aquela zona, em Março último.

O enviado de Gianni Infantino a Moçambique diz ter ficado impressionado com o que viu na Beira e Chimoio, quando visitou os campos do Ferroviário da Beira, da Manga, o Estádio Municipal da Beira e o campo da Soalpo. Explica que os muros de vedação foram afectados e desabaram, para além dos tectos dos campos que cederam, com destaque para o Estádio Municipal da Beira, onde o tecto todo foi abaixo, para além de algumas partes do tecto do “caldeirão” também terem cedido.

Assume que ficou chocado com a situação, mas esperançoso que o mais rápido possível possam haver melhorias nas instalações desportivas em causa, tendo em conta o apoio que será dado pela Fundação FIFA, que tem por objectivo ajudar os países em necessidade.

Depois de ver os estragos causados, Véron Mosengo-Omba vai fazer um relatório ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, relatando o que viu e como o organismo que gere o futebol mundial pode prestar seu apoio, que espera seja breve, tendo em conta a necessidade que os clubes e a população tem de utilizar os respectivos campos.

Ainda assim, o mandatário do presidente da FIFA, Véron Mosengo-Omba, diz que é cedo para dizer que tipo de apoio o país vai receber da FIFA, uma vez que há critérios que devem ser seguidos para que o apoio chegue. Vale isto dizer que os clubes visados tem uma tendo em conta que deve apresentar o relatório às instâncias superiores do organismo que gere o futebol mundial.

Aliás, Véron Mosengo-Omba diz que não é responsabilidade da FIFA cobrir todas as despesas dos estragos, mas vai entrar e ajudar no que pode, como forma de garantir que os estragos sejam minimizados. A Fundação FIFA vai comparticipar para reconstruir onde houve estragos, mas em coordenação com a Federação Moçambicana de Futebol, entidade que gere o futebol moçambicano.

Aliás, para os clubes receberem o apoio da FIFA, deverão apresentar uma cotação com os custos da reabilitação das suas infraestruturas desportivas assoladas pelo ciclone. Alberto Simango Jr., presidente da Federação Moçambicana de Futebol, que agradeceu o gesto da FIFA em prontificar a ajudar na reabilitação dos estragos causados nas infraestruturas desportivas do centro do país. Simango explica que os clubes visados devem fazer uma cotação dos estragos e enviar a FMF, que por sua vez vai enviar a FIFA, como forma de receber o apoio.

A garantia do enviado de Gianni Infantino é que o apoio vai chegar dentro em breve, mesmo para poder garantir que as provas e o futebol regressem a esses campos e alegre as populações, que precisam de algum alento.

Véron Mosengo-Omba reuniu-se esta segunda-feira com a vice-ministra da Juventude e Desportos e com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, antes de regressar ao seu país.

 

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