Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Desportivo de Maputo vai lutar pela conquista do título no Moçambola 2019. Quem assim o diz é o treinador da equipa Artur Semedo, que quer vencer o Ferroviário de Nacala no jogo da primeira jornada do campeonato, como forma de iniciar com pé direito a prova.

O Desportivo de Maputo é um dos clubes históricos do futebol Moçambicano, mas nos últimos anos não tem campo próprio para treinar e realizar jogos, daí que recorre aos recintos dos adversários para desenvolver as suas actividades.

Na quinta-feira deslocou-se ao campo do Maxaquene casa “emprestada” para mais um dia de trabalho, contudo viu as suas intenções goradas, uma vez que o recinto dos tricolores havia sido alugado para a realização de um espetáculo musical.

A única solução foi retirar-se do local e procurar outra alternativa: O campo de futsal localizado nas instalações do Desportivo de Maputo. Artur Semedo diz que mesmo com a falta de condições para trabalhar, a meta definida pela equipa técnica para este campeonato é a conquista do Moçambola 2019. Por isso, vai a Nampula para vencer o Ferroviário de Nacala.

“Independentemente da falta de condições, eu como treinador coloco como fasquia bons resultados. Nesse bons resultados é a conquista do título. Eu como profissional não me revejo de outra forma”, respondeu o treinador quando questionado sobre os objectivos da equipa na presente temporada.

Já os comandados de Artur Semedo estão cientes das dificuldades que vão encontrar em Nacala, mas dizem que com humildade e dedicação vão fazer de tudo para conseguir um resultado satisfatório.

“Vamos para o jogo da primeira jornada contra o Ferroviário de Nacala sem olharmos para questões de superioridade ou inferioridade. Todas esquipas partem da estaca zero e vamos procurar vencer o adversário, apesar das adversidade que vamos encontrar”, disse Mono, capitão da equipa

De referir que o Desportivo de Maputo foi recentemente promovido para o campeonato nacional pela zona Sul.

 

É da provincial de Tete e é onde reside. Foi do centro do País de onde embarcou para o mundial de 2015. Rússia foi o palco e testemunhou a sua primeira presença.

Dois anos depois, uma vez mais foi um dos melhores e… mais uma presença no campeonato do Mundo.
Coreia do Sul foi a anfitriã.

E porque não há dois sem três, 2019 a história repete-se! Desta vez,  Manchester, Inglaterra será a sede.

Entre festejar pela qualificação à fase final e pensar em melhorar os anteriores posicionamentos, Itai Sango diz que a segunda opção é a mais excitante.

Quer um lugar de destaque.
Será difícil? Claro que sim! Alias, qualquer racional concordaria. Sango, no entanto, sublinha que faz parte do percurso.

Diz ainda que não se pode queixar de falta de preparação.
O estágio foi duro mas necessário. “Foi uma preparação muito dura mas necessária. Não me posso queixar. Posso dizer que estou preparado para enfrentar esta etapa” garante.

Taekwondo é um desporto de contacto e claro, de técnica, muita técnica. Coreia do Sul é dos melhores que há. Sango “bebeu” dos sul-coreanos.

“Posso garantir que a minha parte técnica e física melhorou muito. Registei muitas mudanças em mim mesmo. Sem pressão…desta vez quero o pódio” vaticina.

Foram, afinal, 16 dias de preparação na Coreia do Sul. Única e exclusivamente para este evento, de 12 a 28 do mês prestes a terminar.
O estágio foi nas melhores academias daquele país asiático, dedicado a superar o melhor que já fez em fases finais: trigésimo oitavo lugar alcançado em 2017, numa prova que teve 71 países participantes.

Querer é Poder? Sango encontra distância entre as duas coisas, mas assumi que QUER fazer melhor.

O Mundial será de 15 a 19 de Maio. Pouco mais de quinze dias antes do arranque da prova. O representante moçambicano está feliz. A logística e tudo quando seria necessário, já estão garantidos.

“Já está tudo garantido. A passagem e a hospedagem. Agradeço as empresas que ajudaram e juntaram-se a esta causa. Acima de tudo, reconheceram o meu esforço e porque não, o meu talento. Estão a apoiar-me e claro, querem me ver no pódio” sublinha.

Esta será a vigésima quarta edição do mundial de TaeKwondo.

Há um provérbio que diz que “quando dois elefantes lutam o capim é que sofre”. Mas a pergunta que ninguém fez (até agora), é: qual é o possível resultado de uma batalha de paquidermes?

Uma pergunta, dois “monstros por analisar”, e um resultado improvável que desafiaria, certamente, os conhecimentos de Charles Darwin e da vasta nata de biólogos. Improvável é também como as equipas e os adeptos vêem o jogo entre a Liga Desportiva de Maputo e o Ferroviário da Maputo a realizar-se no próximo domingo.     

A seu favor, os "locomotivas" têm o facto de nos últimos cinco anos não terem perdido nenhum jogo de arranque de temporada. Os piores resultados que obtiveram foram dois empates: um em 2014, a uma bola diante do Ferroviário da Beira, e outro (empate) em 2017, frente ao Maxaquene, de resto, só vitórias.

Mas a Liga desportiva de Maputo (LDM) é sempre um “osso duro de roer”, por isso não serão “favas contadas”, mesmo com a tradição de vitórias na primeira jornada do Moçambola.

“A Liga Desportiva é um candidato muito forte e joga no seu meio, mas vamos nos armar para conseguir vencer nesta deslocação e levar os três pontos para casa”, garantiu o técnico de guarda-redes, Manuel Valoi, depois do treino matinal de quarta-feira.

Mas há um outro factor “contra” o acelerar das "locomotivas". É que nos últimos 10 jogos disputados pelas equipas, a contar para o campeonato nacional, as "locomotivas" perderam sete jogos e venceram os restantes. 

Mas histórias à parte, resultados à parte. O Ferroviário de Maputo, com quatro estrangeiros e três regressos, vai atacar o título com tudo a equipa do português Nilton Terroso.

O treinador da Liga tem a seu favor, para além da história, sete reforços para o seu plantel. Mesmo assim, não se assume como a favorita a vencer o embate de domingo no seu próprio reduto.

A LDM tem quatro títulos do Moçambola e o Ferroviário de Maputo tem 10 títulos nacionais. Este último, quer adicionar mais um na sua vitrina. Na época transacta, a Liga ficou na terceira posição, o Ferroviário posicionou-se no segundo, atrás da União Desportiva do Songo.

 

O desejado figurino de todos contra todos, entre 16 equipas, acabou sendo aprovado “em cima do joelho”, como consequência do adiamento do figurino anterior, já sorteado e com data de arranque. Terá sido a eclosão do ciclone Idai, quem amoleceu os corações dos investidores, daí brotando um Moçambola que promete muita disputa. O país necessitava de uma injecção de alegria, crer e união. O Presidente Nyusi deu o mote. As sensibilidades fizeram o resto.

E o que se espera da competição que vai catalisar as atenções nos próximos meses? Vamos por partes: as equipas tradicionalmente mais fortes, apesar de reforçadas, ao olharem em volta vêm razões para muito pouco sossego. Porquê? É que os “tigres” vão apresentar-se com reforços, tanto internos como internacionais.
Mais complicado e sem paralelismo, será a luta na cauda da classificação, pois não haverá sossego, uma vez que chegar ao final da prova no 12.o posto, implica descida automática de divisão. Desta forma, em mais de três quartas partes, a tabela do mocambola não poderá ser dividida, como habitualmente, em três partes: os candidatos, os “tranquilos” quanto à manutenção e os que lutam pela descida. A tranquilidade no meio da tabela só poderá acontecer nas últimas rondas.

TÊXTIL, BAÍA E DESPORTIVO:
“INJECÇÃO” DE POPULARIDADE

Em todo o país, apenas as províncias da Zambézia e do Niassa não terão representantes nesta temporada. Mas há boas novidades, a partir de cada zona uma das três zonas do país.
No sul, que clube se pode gabar de ter tantos e tão fiéis adeptos, como o Desportivo de Maputo? Os “alvi-negros”, renovados em jogadores, técnico e ambições, seguramente que serão uma presença que reactivará a rivalizade com os tradicionais Maxaquene e Ferroviário, mas tendo sempre em conta a Liga Desportiva.
Mas onde a batalha das claques vai atingir o rubro, será no centro, sob a responsabilidade do Têxtil do Púnguè. Os fiéis adeptos, nestes anos fora da alta roda, sempre mandaram o recado: “aguardem-nos”!
Reforçados e “dolorizados” por irem representar a zona que detém das maiores riquezas nacionais – e uma das maiores baías do mundo – o Baía de Pemba, promete bater o pé a qualquer um, sobretudo em casa. Relva sintética, reforços nacionais e estrangeiros e uma falange de apoio que há muito sonhava com esta oportunidade.
Quanto a técnicos, é de saudar o regresso de Artur Semedo à alta roda do Moçambola, a entrada de um novo técnico (adjunto?) para a Liga (aguarda-se a decisão sobre Diamantino) e a continuação promissora de Horácio Gonçalves, que levou o Costa do Sol a vencedor da Taça.

TRADIÇÃO? VALE O QUE VALE!

Na grelha de partida, estarão todos no mesmo ponto. Mas como em edições anteriores, há sempre candidatos com maiores e outros com menores hipóteses.
O campeão Songo, é justo que lidere esta lista. A seu favor joga a sua robustez financeira, que lhe permite ter primazia na escolha dos jogadores, que depois dispõem de concentração em excelentes condições. Para esta temporada não registou grandes alterações na sua forte estrutura, tanto dentro como fora do campo. Em desfavor, poderá jogar a sobrecarga de jogos, devido à representação do país na maior competição africana de clubes.
A seguir? Ferroviário de Maputo, vice na época passada, Liga Desportiva, terceira colocada e Costa do Sol, qualquer destas turmas com aquisições na pré-época cuidadas e ambições renovadas, perfilam-se para não deixarem os seus créditos em mãos alheias.
A este grupo – pela mística e tradição – teremos Maxaquene, Chibuto, Textáfrica e Ferroviário da Beira.
Mas, como acima referimos, também Ferroviário de Nampula, ENH, Incomáti, Ferroviário e Desportivo de Nacala, não serão apenas animadores da festa.

GOLOS: PRECISAM-SE!

Não é desejável que os sistemas defensivos tenham que ser descuradas e os meio-campos instruídos a reduzir o rigor nas marcações. Nada disso. O que tem acontecido nas edições passadas – e as Tvs têm documentado – são a obtenção de lindos golos, ao nível do que de melhor acontece por África e pelo mundo. Mas poucos. A festa do futebol, que tanto esforço exige ao país, “exige” mais tentos.
Muito importante e oportuna, foi a decisão da Liga Moçambicana de Futebol, ao colocar a fasquia no mínimo de 20 tentos para atribuição do prémio-mór.
Um grande papel pertence aos técnicos na adopção de sistemas atacantes, mas os dianteiros terão que ser mais criativos, buscando caminhos para fazer balançar com mais frequência as redes adversárias. Isso dará pontos à sua equipa, festa aos adeptos e “sal-e-pimenta” ao espectáculo!

ARBITRAGEM: CHEGA
DE SER PARENTE POBRE

Prevêem-se prémios para os jogadores, sem dúvida os principais fazedores do espectáculo, mas não se pode subestimar o papel do árbitro. Ele é um juiz cujas “sentenças” em campo não permitem recurso ao Ministério do Trabalho ou outra entidade.
Condições para as deslocações, estadias condignas e prémios em dia, vão permitir tranquilidade para bem ajuizar os lances e reduzir as margens de erro. Além da sempre necessária protecção e acompanhamento.
No outro lado desta questão, importa não subestimar o controlo aos subornos e outras acções, que possam pôr em causa, deliberadamente, o esforço de fazer deslocar por todo o país, a nata do futebol nacional.

Campeão e Têxtil
na ronda inaugural

A UDS, campeã em título e o Têxtil de Púnguè, assinalam na Beira, o arranque oficial do Moçambola-2019. Porquê no Chiveve? Pelo simbolismo de levar alegria a centenas de compatriotas na terra em que o ciclone Idai deixou tristeza e luto. Não haverá festa no pontapé-de-saída, apenas a homenagem aos mártires.
Além desta partida, haverá sábado um Baía de Pemba-Costa do Sol, mas em Nampula, uma vez que o recinto dos anfitriões ainda carece de conclusão da sua relva sintética.

AS OUTRAS PARTIDAS

Campo da Liga Desportiva de Maputo
– Liga Desportiva de Maputo-Ferroviário de Maputo
Campo do Incomáti
– Clube Incomáti-Ferroviário da Beira
Campo do Afrin
– Maxaquene-ENH Vilankulo
Campo Municipal de Pemba
– Baía de Pemba-Costa do Sol
Estádio 25 de Junho
– Ferroviário de Nampula-Desportivo de Nacala
Campo da Soalpo
– Textáfrica de Chimoio-Clube do Chibuto

Licenciamento: a falar
é que nos entendemos!

Apenas os Ferroviários da Beira e de Maputo, mais a Liga Desportiva, salvo algum milagre de última hora, estarão licenciados no arranque da grande prova.
Porém, a FMF tem continuado com o braço-de-ferro, pois com a exigência da CAF, a pressão deve continuar. Mas a prova também.
Como ultrapassar este problema? Com realismo e diálogo, até porque é a falar e pressionar, que as pessoas se entendem. Se mais não seja porque os momentos que vivemos são de tolerância. As exigências do caderno são muitas, talvez mais indicadas e limitativas para os que tiverem que representar o país nas competições internacionais.

 

Em todo o país, apenas as províncias da Zambézia e do Niassa não terão representantes nesta temporada. Mas há boas novidades, a partir de cada zona uma das três zonas do país.

 

Apenas os Ferroviários da Beira e de Maputo, mais a Liga Desportiva, salvo algum milagre de última hora, estarão licenciados no arranque da grande prova.

Condições para as deslocações, estadias condignas e prémios em dia, vão permitir tranquilidade para bem ajuizar os lances e reduzir as margens de erro. Além da sempre necessária protecção e acompanhamento.

Mais um campeão que vai disputar o Moçambola 2019, que quando iniciar, no sábado, no “caldeirão” do Chiveve, entre o Têxtil de Púnguè e a União Desportiva de Songo. Trata-se do Ferroviário de Nampula, que com Filipe Nyusi na presidência conquistou uma Taça de Moçambique, em 2003, e um campeonato nacional, em 2004.

Este ano, a turma da capital de Nampula vem com tudo, com objectivo de regressar às conquistas, tendo em conta os anos de seca.

Antero Cambaco sabe que não será tarefa fácil, tendo em conta o crescendo das equipas de Maputo e do centro do país, e por isso fez de tudo para reforçar a sua equipa com jogadores de grande gabarito no futebol moçambicano e internacional. Não se fez de rogado e chamou oito jogadores para reforçarem o plantel, após garantir que grosso dos jogadores que fizeram parte do plantel do ano passado permanecessem na equipa.

Aliás, era mais do que natural para uma equipa que terminou em quarto no passado, que mantivesse a base, reforçasse com jogadores renomados, e mantivesse o treinador que conhece a casa, Antero Cambaco. Jumisse, Pelembe, Zainal, Rudy e Sumbi são exemplos de quem foi chamado para garantir uma boa campanha na presente temporada futebolística. Mas há que destacar jogadores como Acácio, Cley, Lanito, Imo e Adebayor, que foram o esteio de uma equipa que chegou a estremecer os grandes da capital, deixando mesmo o Maxaquene e o Costa do Sol atrás, na tabela classificativa.

 

Mais do que uma grande basquetebolista, ela é uma apaixonada pelo país e pelo desporto. Por esta ordem. Transpirou lá dentro e agora vibra como treinadora.
 
Dona de uma força interior que inspira e anima as colegas e até aos público, possui o dom de galvanizar a tempo inteiro. Porém, uma das características ofensivas mais dominantes enquanto jogadora era a não mudança de ritmo. Ou seja.: utilizava um ritmo intenso, independentemente dos períodos do jogo. Terá sido um ponto fraco, essa falta de frieza nos momentos em que se tornava necessário controlar as acções e emoções.

Mas isso, felizmente, aconteceu no início da sua brilhante carreira no país. Fora de portas, devido à acumulação de jogos com elevado grau de exigência, como base das equipas em que jogava e mesmo da selecção nacional, passou a ser como que um “prolongamento” dos técnicos dentro do campo, relativamente à cadência e ritmo aconselhável para para cada período.
 
No último Africano de basquetebol realizado em Maputo, fez jus à distinção de integrar o “cinco” ideal do Continente, sendo uma das atletas que mais deu nas vistas na prova.

É (re)conhecida pelo alto espírito de sacrifício, qual carregadora de piano a quem sobra tempo e génio, para demonstrar que de “tosca” não tem nada.
 
TREINADORA: NOVO RUMO
 Está na modalidade desde os nove anos, por influência de vizinhos. Pela Académica e pelo Desportivo ganhou o título de campeã africana. Depois foi para os EUA, onde actuou no campeonato universitário por sete temporadas.

No regresso, alinhou pela Liga Muçulmana de Maputo.
Depois de ter participado numa das principais competições ao nível do mundo, a liga universitária dos Estados Unidos da América e nos principais eventos desportivos africanos com as cores da selecção, a jogadora, de 1.70 metros de altura, abraçou a carreira de treinadora no Costa do Sol, estando a ajudar a dar corpo ao interesse dos “canarinhos” em se fixarem na alta roda do basquetebol.
 

É o jogo mais apetecível desta terça-feira. Na primeira volta os canarinhos venceram mas acabou por ser um desafio bastante equilibrado.

Actualmente, depois do Ferroviário de Maputo “A”, parece justo que se diga que o Costa do Sol é a segunda maior equipa e nela recaem responsabilidades acrescidas.

A formação de Miguel Guambe tem obrigatoriedade de justificar o investimento e estará interessado em destronar os actuais campeões nacionais e da cidade, os “Locomotivas”.

Até aqui, o Costa do Sol perdeu para o Ferroviário de Maputo “A” e, muito recentemente, para a A Politécnica.

Teoricamente, estes são os dois adversários directos do Costa do Sol, pese embora a equipa também tenha sentido dificuldades para superar o Maxaquene, naquele que foi o primeiro jogo entre ambos na edição deste ano.

Diante de adversários relativamente acessíveis, Miguel Guambe tem optado por descansar algumas das suas figuras fulcrais.

Já na última sexta-feira, diante do Matolinhas, o base Nilton Seifane não alinhou por opção técnica e pode ser interpretado como gestão do plantel, numa altura em que “caminha-se” para a fase decisiva da competição.

Já o Ferroviário de Maputo B não se pode “gabar” tanto, até porque o que mais consegue fazer diante dos grandes, é arrancar boas exibições mas que não passam disso. A equipa aguenta a dinâmica do jogo até determinada fase, regra geral, as primeiras partes dos jogos, mas cai de rendimento nas segundas etapas.

Esta formação vale mais pelo conjunto e em momentos de aflição, há um jogador que se tem evidenciado e chama-se… Titos Fernando.

O base é de uma estatura relativamente baixa se comparado com os outros jogadores  que actuam na mesma posição, no entanto, tem se revelado, também, um optimo lançador.

Não raras vezes puxou pela equipa, alias, de forma constante tem sido o “cestinha” dos jogos desta formação.

A este, se junta Dércio Uamusse. Extremo “tímido”, sobretudo nos instantes iniciais dos jogos (presença assídua no cinco inicial) mas quando se solta, é um verdadeiro perigo para os adversários.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo B jogam a partir das 18h15 minutos no pavilhão do Desportivo de Maputo.

Entretanto, no mesmo palco e a partir das 20h, defrontam-se o Desportivo Maputo e Matolinhas.

Na catedral do basquetebol, pavilhão do Maxaquene, defrontam-se a partir das 18h15 minutos a Universidade Pedagógica e o Ferroviário de Maputo A.

Os “locomotivas”, que ainda não perderam nesta Engen Maputo Basket, parte claramente como favoritos a vencer o embate. Este jogo será transmitido na Stv Noticias.

Ainda na catedral, jogam Maxaquene e Atlético quando forem 20h.

 

Nado em Nampula, e ainda imberbe, apaixonou-se pela modalidade que o projectou ao nível Mundial. E sempre didáctico. Quando entrou no basquetebol internacional, as fronteiras quebraram-se. Passou a ser Abreu Muhimua do Mundo. Passou a ser um servidor do basquetebol mundial. As presenças nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e Beijing, em 2008, assim como a sua nomeação para o Mundial do Japão, em 2006, provam-no. E, após retirar-se das quadras com uma carreira invejável, não deixou de servir a modalidade pela qual tem grande paixão. É por isso que continua a merecer a confiança da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) que o nomeou delegado técnico do Campeonato do Mundo da categoria sub-19, prova agendada para

É sempre bom. Para mim, é estimulante. Eu sempre digo as pessoas: quando entrei no basquetebol internacional, as fronteiras quebraram-se. Eu passei a ser Abreu Muhimua do Mundo. Passei a ser um servidor do basquetebol mundial. Ser chamado para uma prova destas, mais uma vez, não só dignifica o meu país como também o continente africano. Sou chamado a um campeonato que se realiza num país neutro, em que todos querem ganhar. Para mim é muito gratificante. Agora, o que eu devo dizer é que fico mais satisfeito em saber que o meu país está lá. São daquelas situações em que eu digo: se eu tivesse que abdicar de uma coisa em detrimento do meu país, o meu país seria primeiro. Eu sempre me guio por aquilo que se diz: is not what you can do for you country but you country can do for you. O que mais me contenta ainda é que Federação Moçambicana de Basquetebol tem uma pré-selecção extremamente boa. Estas miúdas que foram convocadas já são estrelas.

Uma coisa é certa. Este tipo de competições são uma janela para o futuro. Futuro risonho. De resto, a campeã mundial em 1994 pelo Brasil Janeth Arcain, as campeãs olímpicas e mundiais Lauren Jackson (Austrália) e Diana Taurasi (Estados Unidos) projectaram-se no Mundial sub-19. Outrossim, há casos de sucesso recentes quais Damiris Dantas (Brasil), Celine Dumerc (França) e Liz Cambage (Austrália) que evoluíram nesta competição.

“Estas miúdas estarão numa montra mundial. Os campeonatos do mundo dos escalões de formação são uma grande montra porque todos querem lá estar para fazer o recrutamento de talentos. Estas jogadoras que vão para lá já sabem que é uma oportunidade para elas mostrarem o seu valor e serem contratadas”, observou Muhimua.

No país, não há registo de atletas nacionais que tenham brilhado em competições dos escalões de formação e, daí, tenham sido alvo de olheiros para coloca-las em grandes clubes.

“Nós tivemos o caso da Leia Dongue que sobressaiu nos Afrobaskets e, depois, nas eliminatórias para esta competição. Ela não teve a oportunidade de sobressair num campeonato do mundo das camadas de formação. Estas miúdas já vão quebrar a primeira barreira que qualquer desportista gostaria de quebrar que é sobressair num campeonato do mundo. Esta é a melhor montra para estar”, destacou Muhimua.

Para esta empreitada na qual Moçambique quer fazer brilharete, ainda que encontre adversários com outro quilate, Leonel Manhique, seleccionador nacional, conta com atletas com qualidade que evoluem dentro e fora do país.

De Portugal, chegam Chanaya Pinto, Soraya dos Santos e Célia Sumbana (Quinta dos Lombos), Carla Budane  e Chana Paxixe ( Benfica).

Dos Estados Unidos, vem as “sisters” e estreantes ylee Manuel e Tyraa Manuel, irmas do craque Kendal Manuel que mostrou muita qualidade na segunda janela de qualificação ao Mundial de basquetebol assim como Noémia Massingue, que joga no Master Schol NY.

 “O que mais me alegra é que esta selecção é inclusiva do ponto de vista de rendimento e enquadramento: os jogadores que estão a brilhar fora do país e jogadores que estão a brilhar dentro do país”, notou Abreu João.

Calcanhar que Aquiles em quase todas as campanhas, o início tardio de preparação e falta de condições básicas preocupam neste momento os amantes do basquetebol. E não é para menos: até situações de falta de produtos básicos de higiene com a selecção sénior feminino foi reportado no passado.

“O que eu espero e, acho que a FMB fazer as coisas no momento oportuno ou deve estar a fazer, é que crie todas as condições para a selecção poder dignificar o país. Portanto, acima de tudo, aqui já não é apenas uma questão da Federação Moçambicana de Basquetebol”, alertou o mais bem-sucedido árbitro de basquetebol moçambicano. 

E sentenciou: “A partir do momento em que esta selecção qualificou-se ao Mundial, já não é a Federação Moçambicana de Basquetebol como tal. É Moçambique, portanto, toda uma nação”.

 

O Costa do Sol é um candidato crónico à conquista de todas as provas em que entra para disputar. Só esta temporada, já conta com dois troféus nas suas vitrinas: o torneio Top 8 Mavila Boy, onde teve como prémio monetário de um milhão de meticais, e a Supertaça Mário Coluna, na qual derrotou a União Desportiva do Songo.

São dois títulos que se juntam ao último conquistado ano passado, Taça de Moçambique, e a muitos outros. Mas o Costa do Sol ainda persegue a “décima” do Moçambola, que há muitos anos foge dos canarinhos. E, para tal, foi ao Sporting de Nampula buscar Roldão e Eládio, ao Chibuto levar Casimiro e ao Amora de Portugal trazer de volta ao país Eva’Nga. De resto, conta com cinco jogadores que vieram dos juniores, mas manteve quase toda a estrutura do ano passado. Horácio Gonçalves e Victor Mayamba comandam o “voo” do “canário” rumo à conquista de títulos. O Costa do Sol é recordista da Taça de Moçambique com 10 troféus e nove campeonatos nacionais.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE