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O País – A verdade como notícia

O Costa do Sol venceu, este sábado, a ENH de Vilankulo, por 2-1, em jogo da 24ª jornada. Com esta vitória, os canarinhos estão mais líderes com 52 pontos, mais 9 pontos que o segundo classificado, a União Desportiva de Songo, ainda que a condição, uma vez que os “hidroeléctricos” só entram em cena, nesta jornada, este domingo, diante do Desportivo Maputo.

A partida iniciou cheio de tensão, causada por um momento algo supersticioso em que os homens da ENH de Vilankulo atiraram sal por vários cantos do campo. Os dirigentes, funcionários e membros da equipa técnica do Costa do Sol não gostaram da brincadeira e quiseram tirar satisfações e tudo terminou na confusão, que só sanada graças a intervenção do delegado da Liga Moçambicana de Futebol.

Efeito da superstição ou não foi a ENH a causar a primeira situação de perigo num remate de Jorge, de livre, mas a bola passou por cima da baliza de Victor.

Respondeu o Costa do Sol aos 12 minutos por intermédio de Isac, mas valeu a intervenção de Valério, que defendeu o remate do capitão “canarinho”.

Estavam fortes os donos da casa que viram Chawa, também de livre, a fuzilar a baliza de Valério, com a bola a fazer um arco estranho, mas o “guardião” contrário esteve bem nas alturas e defendeu para canto.
Aos 35 minutos, Eurico esteve perto do golo, mas o seu cabeceando saiu por cima da baliza de Victor, quando a defensiva “canarinha” estremecia.

No minuto 43, Valério mostrou as suas valências ao defender um remate com selo de golo de Stephan, que sofreu um desvio causado pela ventania, mas que não traiu o guarda-redes dos “hidrocarbonetos”.
Com o nulo a prevalecer, foi-se ao intervalo.

A segunda parte começa praticamente com Chawa a tentar a sorte, de livre, mas sempre a encontrar o inspirado e atento Valério, na baliza adversária.

Só que aos 76 minutos veio o momento do jogo, com o Costa do Sol a beneficiar de uma grande penalidade por derrube de Obed sobre um adversário. O defesa central da ENH viu o segundo cartão amarelo e consequente vermelho.

Chamado a cobrar, Eva Nga marcou o seu vigésimo golo e já reclama os 100 mil meticais de premiação do melhor marcador da prova.
Quatro minutos depois, a ENH reestabeleceu a igualdade por intermédio de Betão, na marcação de livre, que deixou impávidos os adeptos “canarinhos” que enchiam meia-casa do seu ninho.

Estava frenético o jogo e o empate foi desfeito três minutos depois por Sibale, de cabeça, que colocou o Costa do Sol a vencer por 2-1.
A ENH teve mais contrariedades com a lesão de Manuelito e depois com a expulsão de Betão após entrada feia sobre Hilário. Aliás, o jogador ainda mostrou gestos obscenos para a bancada.

Com o placar a indicar 2-1 a favor do Costa do Sol, terminou a partida.
Com a vitória, os “canarinhos” continuam mais líderes, agora com 51 pontos, relegando o seu adversário na 9ª posição, com os mesmos 30 pontos com que entrou para o jogo.

A jornada 24 do Moçambola 2019 continua este domingo, com a realização de sete jogos, nomeadamente Clube de Chibuto vs Ferroviário da Beira, Têxtil do Púnguè vs Incomáti Xinavane, Ferroviário de Nampula vs Ferroviário de Nacala, Baia de Pemba vs Liga Desportiva de Maputo, Maxaquene vs Textáfrica Chimoio, Desportivo de Nacala vs Ferroviário Maputo e União Desportiva de Songo vs Desportivo Maputo.

 

 

Doze atletas que recentemente ascenderam a categoria de federados vão participar da prova Golfinho Sprint a ter lugar na Piscina Olímpica do Zimpeto neste final de semana (sábado e domingo).  

Ela ajusta os óculos, posiciona-se para dar o pulo na piscina. “Atenção” grita alto a “coach” dentro da piscina dos golfinhos que fica na Escola Secundária Josina Machel, na cidade de Maputo.

“Up” volta a gritar a técnica, dando o aval ao pulo de Tandi Cadeado e mais dois colegas, e de seguida ouve-se o som da água: “Splash”, voam para várias direcções os jatos de água, e o repórter do “O País” também é acertado pelos jatos (perdidos) de água.

O jornalista assistia os treinos de Tandi Cadeado, atleta que já trabalha arduamente para conseguir vencer as provas que vão arrancar já no sábado (duram até domingo), na piscina Olímpica do Zimpeto.    

“Eu estou a me preparar bem, e o meu treinador tem ajudado muito” ela conta, acrescentando que “isso vai ajudar muito a conseguir os melhores resultados possíveis” nesta (10ª) edição do Golfinho Sprint.

Tandi Cadeado chama a si a (dura) missão de vencer os campeões da 10ª edição desta prova (Golfinho Sprint), mas 1º terá de vencer o medo que tem do “Mpumalanga Swiming”.
Enquanto Tandi Cadeado luta para vencer o medo, Stela Massingue, outra atleta, vive a emoção de participar de uma prova que sempre sonhou em participar. A pequena atleta “também vê a prova como uma oportunidade de melhorar os índices competitivos”.

Estrela e Tandi são 2 dos 12 atletas que recentemente ascenderam a federados e que vão participar do Golfinho Sprint neste final de semana, a ter lugar na recém-melhorada piscina olímpica do Zimpeto.

“As condições que faltavam (na piscina Olímpica do Zimpeto) eram para adequar (a piscina) para aquilo que são os padrões internacionais” explicou Caetano Ruben, Secretário-geral da Associação de Natação de Maputo.

Quando faltam praticamente horas para o arranque da prova, o Secretário-geral da Associação de Natação de Maputo revelou que algumas equipas estrangeiras já estão em solo pátrio.

Aliás Ruben Caetano revelou igualmente que a Angola já chegou, a África do Sul e a Eswatine chegam em princípio hoje (sexta-feira), e espera-se que chegue (ainda não se sabe quando), uma equipa do Egipto.  

O Golfinho Sprint compreende uma prova de velocidade de 50 e 100 metros nos 4 estilos individuais oficiais de nado, e 200 metros estilos. A nível colectivo, estão programadas duas provas de estafetas.

Luís Gonçalves entra para história dos mambas ao vencer pela primeira vez em 22 anos, os três primeiros jogos como selecionador nacional.
Substituiu o português Rui Caçador, e dele se esperava salvação dos maus resultados, mas o máximo que Arnaldo Salvado conseguiu foi levar os Mambas a um 3? lugar na Taça COSAFA de 1997.

Foi trocado em 1999 por Euroflim da Graça, que de Graça só mesmo o nome porque tudo que se viu foram derrotas. No 1? jogo diante do Gana (1-0), depois com os Camarões pelos mesmos (1-0).

O pico foi logo no 3? jogo, em que Euroflim quase fez história pelas piores razões, mas Tico-Tico evitou vergonhas maiores, apontando o golo de honra na humilhação por 6-1 diante dos Camarões de Patrick Mboma, no mítico Estádio da Machava.

Para encontrar a pior derrota dos Mambas é preciso fazer um “flash back” e voltar até o ano de 1980, ano em que esta “cravada” a derrota dos Mambas diante do Zimbábwé por incríveis 6-0.

Em Maio de 1999 Salvado regressou, e na sua reestreia venceu o 1º jogo contra o Botswana (2-0), mas voltou a perder com a Eritreia e com a Nigéria por uma bola sem resposta em ambos jogos.

Um ano depois, em 2000, foi a vez de Augusto Matine. O português nascido em Moçambique, teve uma estreia para esquecer, ao perder por 3-0 diante dos Bafana Bafana, na COSAFA CASTLE.

Matine reergueu os Mambas, e no 2º jogo venceu por 2-1 a antiga Swazilandia, mas no 3º jogo que foi diante do mesmo adversário (Swazilandia), não foi para além de um empate a uma bola.
Em 2003, depois de orientar os Mambas de 1993 a 1995, o Russo Victor Bondarenko regressou aos Mambas. Na sua restreia, “Bondas” como é tratado pela media internacional, bateu o Lesotho, na marcação de grandes penalidades 5-4.   

Em boa forma seguiu-se a vitória por uma bola sem resposta diante da Burkina Faso. Quando tudo parecia estar a correr as 1000 maravilhas, os mesmos “les Etalons” aplicaram uma derrota pesada aos mambas (4-0).

Era preciso reaquecer a equipa, e sem medo, Artur Semedo, assumiu o desafio ainda em 2003. Semedo foi substituído em 2007, e para o seu lugar foi colocado o holandês Mart Nooij.

O técnico começou com um empate diante do Senegal, mas seguiram-se momentos de glória, com vitórias diante do Seycheles (2-0), do Zimbabwé (5-4) nas penalidades depois de um empate a zero, e do Burkina Faso por 3-0.

Cinco anos depois, em 2011, chegaram os maus resultados, e o barco de Nooij afundou. A rota da escolha dos treinadores foi parar na terra de Shakpear, a Alemanha, e lá foi escolhido Guert Enguels.

Enguels prometeu muito com as vitórias tanto na estreia como no 2º jogo, que foi diante das Comores, 1-0 e 4-1 respetivamente, mas fez muito pouco, ao iniciar um ciclo trágico de derrotas no seu 3º embate, em que perdeu 3-0 com a Namíbia.

Aquele que queria revolucionar os Mambas tal como outro compatriota seu, Friedrich Engels (bastante predisponível a revoluções), fez 19 jogos, empatou cinco, ganhou seis e perdeu oito jogos.

Qual revolução qual que, em 2013 depois de ser arrasado por 6-1 diante da Guine Conacri, pautou por comportamentos, no mínimo, diferentes, ao não regressar a Maputo para o adeus formal a Moçambique.

Depois da “fuga” de Engels, chegou a vez dos interinos. João Chissano foi chamado a ocupar o cargo de selecionador de forma interina. Estreou-se com uma derrota (1-0) diante do Egypto, venceu o Malawi (1-0), e no 3º jogo perdeu 3-1 com a Zâmbia.

Chissano foi afastado em 2015 e seguiu-se outro interino. A Federação Moçambicana de Futebol escolheu Hélder Muianga, ou simplesmente Mano-Mano que estreou-se com a goleada diante do Seycheles por 5-0.
Era mais um começo efusivo, nada novo, mas festejou-se como tal. Voltou a bater “os Piratas” de forma convincente (4-0), mas no 3º, quando estava perto de garantir seu lugar na história, perdeu com as Maurícias (1-0).

Seguiu-se a passagem “supersónica” do Croata Boris Pulsic. Este técnico orientou apenas por duas vezes os Mambas. Uma na derrota diante da República Democrática do Congo (1-0), e na outra derrota contra a Namíbia (3-0).  

Tal como todos outros técnicos, foi afastado pelos maus resultados e deu lugar a Abel Xavier em 2016. Ouviu-se gritos de jubilo, mas alguns sussurros de desconfiança, afinal, o “loirinho” era quase que desconhecido como técnico.

As desconfianças ganharam forma com a derrota na estreia diante do Gana por 3-1. No jogo de recepção aos “The Black Star”, o resultado foi um empate sem abertura de contagem.

A lufada de ar fresco, a primeira vitória de Abel Xavier, só chegou no 3º jogo, diante do Ruanda por 3-2, curiosamente, os mesmos números com os quais Abel Xavier se despediu do comando dos Mambas, diante do Madagáscar.

Foi preciso esperar mais de 22 anos, para que se fizesse historia, e sob batuta de Luís Gonçalves, ao vencer os três primeiros jogos à frente dos Mambas. Se isso não é o suficiente, acresce-se (no topo deste bolo) o facto dos Mambas ainda não terem sofrido nenhum golo ao seu comando.

O português venceu por duas vezes as Maurícias (1-0) e (2-0) respetivamente, e a última vitória foi diante do Quénia por 1-0, na qual Amâncio Canhemba, disse “sim” ao apelido “Neymar”, ao partir os rins de dois defesas antes de arrumar a bola no fundo da “gaveta”.

“Neymar” tem 23 anos, mas a selecção nacional de futebol existe oficialmente desde 1976, já venceu 106 jogos, empatou 80 e perdeu 133, e por isso, quer Amâncio quer Gonçalves, ainda podem fazer muito mais.    

 

Num comunicado publicado no seu sítio, a FIBA-África determinou que a prova irá decorrer de 22 a 26 de Outubro corrente, em Joanesburgo, África do Sul.

O Ferroviário de Maputo, campeão nacional, terá como adversários nesta competição as formações do Dolphins (Botswana), Lions Club (Namíbia), Jozzi Nugets (África do Sul), Unza Pacers (Zâmbia) e Mercenaries (Zimbabwe).

Os dois primeiros classificados desta fase qualificam-se para a elite 16 da edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol.
Os campeões nacionais, com praticamente toda estrutura que conquistou a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, parte para estas eliminatórias como principal favorito.

O conjunto de Milagre “Mila” Macome conta com o espanhol Alvaro Manso, jogador que foi considerado MVP das duas últimas edições do campeonato nacional de basquetebol.

PROVA INOVADORA

cem mil dólares norte-americanos é o prémio para o campeão da AfroLiga, cuja fase final será jogada durante cinco meses.
O acordo para a instituição da AfroLiga – Basketball África League (BAL), designação em inglês  foi rubricado em Fevereiro deste ano  na cidade de Charlotte, Carolina do Norte (EUA), entre a Associação Nacional de Basquetebol (NBA) e a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), com duração de 10 anos e contrapartida de um milhão de dólares ano nos primeiros quatro anos, evoluindo gradualmente para dois e três milhões, respectivamente.

As  equipas apuradas para a fase final estão isentas do pagamento de todas as despesas de transportação e acomodação.

Sabe-se que para efeitos de apuramento à Basketball África League (BAL), a NBA e a FIBA organizarão, no decorrer do presente ano, torneios de qualificação visando identificar as 12 equipas que representarão os vários países africanos.

Outra mais valia desta parceira entre as duas instituições diz respeito a um pacote de jogos da NBA direccionado para o público e fãs do continente africano, já a partir da temporada 2019/2020, que incluirá, entretanto, uma oferta de novos pacotes, conteúdos localizados, recursos financeiros, com enfoque para o desenvolvimento contínuo do ecossistema de basquetebol africano, incluindo treinamento para jogadores, treinadores e árbitros e investimento em infra-estruturas, cujos detalhes adicionais serão anunciados em data posterior.

 

Ferroviário de Nacala e União Desportiva do Songo defrontam-se, amanhã, às 15h00, no campo da Bela Vista,  em jogo em atraso da 21ª jornada do Moçambola 2019.

Inicialmente agendado para o dia 25 de Setembro, este jogo foi adiado devido aos compromissos “hidroeléctricos” nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Segunda classificada com 39 pontos, menos nove que o líder Costa do Sol mas com três jogos em atraso, a União Desportiva do Songo vai à “pedreira" com claro objectivo de vencer para encurtar a distância pontual em relação a equipa da casa.

Aliás, a União Desportiva do Songo é obrigada a vencer todos jogos em atraso para não deixar o Costa do Sol distanciar-se cada vez mais.
Para o efeiro, terá que assumir uma postura ofensiva no Estádio da Bela Vista para sair vitoriosa.

Mas o Ferroviário de Nacala não está para facilitar a vida do seu advesário, até porque ainda não assegurou a manutenção no campeonato nacional de futebol.

De resto, os “locomotivas” de Nacala estão dois lugares acima da linha de água com 29 pontos, os mesmos que o Desportivo Maputo, Maxaquene  e Liga Desportiva de Maputo.

Os nacalentes partem para moralizados para o jogo com a UD Songo, depois de na jornada 23 haverem goleado o Têxtil de Púnguè do demissionário Carlos Manuel por 4-0.

Na primeira volta, ou seja, na sexta jornada, realizada a 9 de Junho, os campeões nacionais derrotaram, no Estádio 27 de Novembro, o Ferroviário  de Nacala por dois a um. Luis Miquissone, as dois minutos, colocou o conjunto de Nacir Armando em vantagem.

À passagem do minuto 15, o malawiano Banda elevou a contagem para 2-0. O máximo que a equipa da casa conseguiu fazer foi reduzir para 2-1 por Ndazione, aos  57 minutos.

Para além deste embate, a União Desportiva do Songo vai ainda defrontar o Maxaquene, em desafio em atraso da 17ª jornada, agendado para semana, no campo do Afrin.

 

A atleta do Clube Marítimo dos Desportos de Maputo, Deisy Nhaquila, conquistou, sábado, o campeonato africano de Vela, na classe Laser Radial, prova que decorreu na Argélia, desde o passado dia 6 de Outubro. Nhaquila bateu a concorrência de uma egípcia, e três argelinas, que ficaram nas posições imediatas na sua classe, e garantiu o apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

A atleta mostrou-se satisfeita por ter atingido o feito da conquista do título africano, tendo dedicado ao “povo moçambicano”, que considera “terem sido eles que me apoiaram em todos os momentos até aqui”, não se esquecendo de agradecer a toda estrutura federativa de Vela e Canoagem, o seu treinador, família e amigos “que sempre me apoiaram na minha carreira e estão sempre presentes nos melhores momentos da minha caminhada”.

A atleta de 19 anos de idade inscreve o nome de Moçambique nos próximos Jogos Olímpicos por mérito próprio, sem ter-se beneficiado de um convite para o efeito. Esta é a primeira vez que a atleta do Clube Marítimo dos Desportos de Maputo garante vaga para os Jogos Olímpicos, onde vai representar o país na modalidade de Vela e Canoagem, na classe Laser Radial.

Deisy Nhaquila já conquistou o africano de vela em várias ocasiões, tanto no país como fora de portas, casos de Angola, Egipto e agora na Argélia.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, venceram o Quénia, em partida amigável, por uma bola sem resposta, com o golo solitário de Neymar, na segunda parte. Os Mambas passam, assim, no teste do Quénia, a pensar nos embates mais sérios, diante do Ruanda e Cabo Verde, em Novembro próximo

Neymar entrou na segunda parte, aos 60 minutos, e na primeira intervenção marcou o único golo da partida que deu a vitória aos Mambas, diante do Quénia, por uma bola sem resposta.

Embora tenha se tratado de um jogo amigável, os jogadores das duas selecções encararam com muita seriedade e desde o início dispuseram de oportunidades para marcar.

A primeira parte do jogo teve mais bola para os donos da casa, que por diversas vezes visitaram a baliza de Franque, com o guarda-redes moçambicano várias vezes a ser chamado a intervir, principalmente porque a defensiva estava trémula, com Chico e Zainadine Jr. a não acertarem nas combinações.

Franque aparecia sempre como o último obstáculo para os intentos dos quenianos, tanto em remates de longa distância, como em jogadas combinadas, dentro da área, mostrando-se seguro e a responder positivamente a confiança de Luís Gonçalves.

Na frente do ataque, Luís Miquissone e Reginaldo enfrentavam muitas dificuldades perante os possantes defesas. Miquissone, pela sua estatura física, era obrigado a recuar para poder ter a bola, uma vez que na frente não conseguia chegar às bolas. Reginaldo tentou remar e até chegou a ter alguns raides, que não resultavam porque a defensiva contrária era mais cautelosa.

Os quenianos, por seu turno, procuravam de todas formas chegar à baliza de Franque, mas nem pelas laterais, onde Edmilson e Sidique estavam seguros, e muito menos pelo interior, onde Kambala era o primeiro tampão para as acções ofensivas adversárias.
 
Substituições que deram certo
Apercebendo-se de que os quenianos eram acutilantes na sua defensiva, mesmo por causa do seu porte físico, Luís Gonçalves começou a fazer mexidas no seu xadrez e tirou dois mansinhos, Luís Miquissone e Reginaldo, e colocou em campo dois possantes, Maninho e Neymar. Ainda tirou Franque e Edmilson, que cederam lugar para Guirrugo e Reinildo.

A selecção começou a ter mais espaços, mais velocidade e libertava mais Dominguez, que era o municiador do jogo moçambicano.

E foi numa jogada quase que inofensiva e de contra-ataque que os Mambas chegaram ao golo, numa perda de bola da defensiva queniana, que encontrou Neymar na frente. Este passou por dois adversários, antes de atirar para o fundo das malhas. Foi o primeiro golo do avançado moçambicano que actua na equipa sub-23 do Vitória de Setúbal de Portugal.

Depois do golo foi apenas gerir o tempo, pese embora os quenianos tenham procurado o golo do empate. Mesmo com uma arbitragem queniana, que vezes sem conta penalizou os Mambas, o resultado não mais se alterou, mesmo porque Guirrugo, na segunda parte, foi o homem que parou muitas bombas dos atacantes adversários.

Um teste passado com distinção por parte dos Mambas, que alcançam a terceira vitória consecutiva na era Luís Gonçalves. Agora é pensar nos próximos compromissos mais sérios, nomeadamente diante do Ruanda e Cabo Verde, referentes ao CAN-2021, em Novembro próximo.
 
Não desta a estreia de Sataca Jr. e Malembane
Dos 20 chamados por Luís Gonçalves e que estiveram no jogo do Quénia, a expectativa era em torno da estreia de dois jogadores com a camisola dos Mambas, nomeadamente David Malembane e Sataca Jr. Entretanto, os dois jogadores não foram utilizados neste jogo, não tendo saído do banco de suplentes, tal como aconteceu com Kamo Kamo, que também não saiu do banco. Os restantes suplentes, nomeadamente Guirrugo, Infren, Reinildo, Neymar e Maninho, foram utilizados neste jogo.

Dois dias de prova – 19 e 20 de Outubro-, 350 nadadores – mais 150 que ano passado – e 12 clubes. Estão lançados os dados para que o tradicional torneio internacional de natação Golfinhos Sprint seja altamente competitivo e os nadadores não só estabelecem novos recordes, como também melhores as suas marcas. Angola, África do Sul e Eswatini são os países estrangeiros que, uma vez mais, dizem “sim” ao evento que já se tornou uma referência ao nível da natação, não estivesse na sua 11ª edição.

Para esta edição, foram convidados alguns oficiais da Confederação Africana de Natação (CANA) provenientes da África do Sul e que irão fazer a cronometragem das provas. O facto foi confirmado sexta-feira, durante a conferência de imprensa de lançamento desta competição a ser realizada na piscina olímpica do Zimpeto, em Maputo.

“São oficiais da África do Sul e Eswatine que nos vão ajudar a cronometrar a prova”, explicou Rui Xavier, director técnico do Clube de Natação Golfinhos de Maputo.

Depois de ano passado ter ocupado a quarta posição, o Clube de Natação Golfinhos de Maputo projecta lugares no pódio.

Aliás, segundo Eleutério Malate, um dos treinadores desta agremiação, tal é possível porquanto “nesta edição estamos com 65 atletas contra 40 da edição passada”.

Os nadadores dos Golfinhos querem também deixar ficar a sua marca nesta competição, mesmo tendo em conta a forte concorrência dos seus adversários. “Quase todos atletas do meu escalão são como eu.

São rápidos e, por isso, darei o meu melhor para poder superá-los nas provas que vamos disputar”, prometeu Liedson, nadador dos Golfinhos.
Para a ZAP, patrocinador oficial do Golfinhos Sprint, esta é uma prova reconhecida e que movimenta os melhores nadadores nacionais e alguns do estrangeiro, pelo que é importante acarinha-la.

A ZAP espera que, à semelhança das anteriores, seja marcada por provas “renhidas” e “sejam estabelecidos recordes. “Espero que este seja um evento tal como o tem sido nos últimos anos, ou seja, com um bom nível competitivo”, frisou Tomás Inguane, representante da ZAP.

A organização da competição é da responsabilidade conjunta do Clube de Natação Golfinhos de Maputo (CNGM) e da Associação de Natação da Cidade de Maputo (ANCM).

No final do torneio (Gala), os 3 clubes que tiverem amealhado o maior nº de medalhas de ouro em absoluto, terão direito a troféu. De acordo com a organização, não serão permitidas inscrições no decorrer desta competição.
 
 Clube Náutico de Angola projecta Golfinhos Sprint
 Com objectivo de melhorar as marcas, aumentar o número de medalhas individuais em estafetas e, consequentemente, melhorar o sexto e sétimo lugar conquistado na edição passada, o Clube Náutico da Ilha de Luanda prepara-se a todo gás, com vista sua participação na 11ª  edição do Torneio Internacional Golfinhos Sprit, prova a decorrer de 18 a 19 corrente  na piscina Olímpica do Zimpeto.

Para esta empreitada, a equipa técnica liderara pelo treinador Carlos Alberto iniciou há dias  preparação específica para almejar os objectivos.

" A preparação é contínua, mas hoje, vamos começar a preparação específica nos aspectos de velocidade, partidas, viragens e trabalho psicológico", disse Carlos Alberto citado pelo Jornal dos Desportos.
Na sua segunda participação no torneio Golfinhos Sprint como treinador, Carlos Alberto leva uma equipa com 16 nadadores, dos infantis aos seniores.

Na categoria (infantil) foram convocadas, Milena Lourenço, Welwitschia Silva, Núria Silva,  Guilherme Sousa, José Cochofel, Rafael Bredel, Nelja Tati e Maellys Marey. Na categoria (juvenil), Armando Augusto, Janel Tati, Nos (juniores), Barbara Santos, Jonathan Marey e Rafaela Santo. Na categoria de (seniores), Maria Freita e Erica Barros.

O técnico referiu, que até ao momento os seus atletas estão bem. "Deste grupo seleccionado todos estão bem, não temos registos de baixas com problemas de saúde e muito menos lesões", disse.

Na edição passada, o CNIL conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e cinco de bronze e na classificação geral ocupou a sexta posição.

De recordar, que na edição passada participaram do evento 200 nadadores afectos aos clubes Mpumalanga Swimming, Clube Desportos Tubarões de Maputo, Clube Naval de Maputo, Clube de Natação Golfinhos, Clube Ferroviário de Maputo, Clube de Natação de Zimpeto e Clube Náutico da Ilha de Luanda.

A actos de corrupção no futebol, sendo que vários dirigentes já foram suspensos pelo organismo que gere o futebol mundial.

É já nos dias 19 e 20 de Outubro que a piscina olímpica do Zimpeto acolhe 11 ª edição do Torneio Internacional de natação Golfinhos Sprint, prova que contará com a participação de nadadores de Moçambique (Golfinhos, Tubarões, Ferroviário de Maputo, Naval e Nguenhas), África do Sul e Eswatini.
 
Para já, segundo a organização, estão inscritos 300 nadadores em ambos os sexos e diferentes categorias, sendo que o evento tem como objectivo promover maior competitividade na região e melhoria dos níveis dos nadadores moçambicanos.

É uma prova de velocidade com provas de 50 e 100 metros, nos quatro estilos individuais oficiais de nado e 200 metros estilos. A nível colectivo, estão programadas duas provas de estafetas.

O Clube de Natação Golfinhos de Maputo diz estarem criadas todas as condições logísticas para que o evento decorra sem sobressaltos.
HISTORIAL

O Golfinhos Sprints surge da procura de maior competitividade nesta agremiação e, por outro lado, do plano de formação contínua dos respectivos nadadores assim como técnicos. É neste sentido que, em 2007, a colectividade participou em torneios internacionais na África do Sul e Eswatini.

Numa parceria com as associações de natação de Mpumalanga Eswatini, surgiu a necessidade de se organizar uma competição regional entre Moçambique, África do Sul e Eswatini.

O acordo ficou conhecido como Lebombo Tri-Nations Gala, envolvendo Maputo, Mpumalanga e Eswatine, sendo que nos últimos anos Angola tem marcado presença no evento.

No formato inicial, a competição iniciava em Setembro em Mpumalanga (Mpumalanga Sprint) passando em Outubro para Moçambique (Golfinhos Sprint). Já em Fevereiro, o evento tinha lugar em Eswatini.

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