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O País – A verdade como notícia

Os Mambas cumpriram, hoje, duas sessões de treinos, tendo em conta o jogo de domingo, diante do Quénia, inserido na Data-FIFA, e de carácter amigável. Na sessão matinal só Reinildo esteve ausente, mas que se juntou já de tarde. Os trabalhos de hoje contaram com a integração de Sataca Jr., jogador do Desportivo Maputo que foi chamado para o lugar do lesionado Cremildo.

Na sessão matinal dos trabalhos dos Mambas, hoje, quarta-feira, dois jogadores estiveram na sala de imprensa do Estádio Nacional do Zimpeto, tal como habitual, para falar a comunicação social.

Dominguez foi um deles, que falou do seu regresso aos convocados, depois de ter ficado de fora na eliminatória diante das Maurícias, qualificativo à fase de grupos de apuramento ao mundial 2022. O capitão dos Mambas disse, na ocasião, que encarrou a situação com naturalidade, tendo em conta que tem sido normal mesmo na sua equipa não ser convocado.

Aliás, Dominguez diz mesmo que a sua ausência não faz o mundo parar, numa alusão ao facto de mesmo não tendo estado a selecção nacional ter alcançado o objectivo de garantir a qualificação a fase de grupos. Ademais, o internacional moçambicano ao serviço do Bidvest Wits da África do Sul, disse estar apto a dar seu contributo à selecção nacional, por forma a alcançar um bom resultado em Nairobi, afinal “quanto mais o grupo se encontra mais coesa ela fica. Essa é a importância deste jogo, porque o grupo fica mais coeso”, para os jogos mais sérios, nomeadamente de qualificação ao CAN-2021, que terá lugar nos Camarões.

 

Jogo para aumentar níveis de confiança

Outro jogador que esteve na conferência de imprensa que antecedeu o treino matinal foi Edmilson Dove, que disse ser um jogo para ajudar a elevar os níveis de confiança dos jogadores para os jogos de Novembro próximo, nomeadamente diante do Ruanda e Cabo Verde.

Para Dove, o facto da selecção nacional estar a ser composta por jogadores novos, casos de Geny Catamo, Kamo Kamo e Neymar, vai ajudar a unir cada vez mais o grupo e fazer com que os jogadores se conheçam melhor. “Sabemos que tem jogadores que integraram a selecção agora e isso vai nos ajudar a nos conhecermos melhor uns aos outros. São jogos que são importantes para aumentar os níveis de competitividade e nós somos profissionais o suficiente para assimilar as coisas com menor espaço de tempo possível”, disse Edmilson Dove, esperando que seja um jogo que sirva para o seleccionador conhecer melhor os jogadores que tem.

 

Sataca Jr. junta-se a Sidique nos Mambas

Com as alterações de última hora feitas pelo seleccionador nacional, Luís Gonçalves, nomeadamente a não autorização de Ratifo para se juntar aos Mambas e a lesão contraída por Cremildo, o treino desta quarta-feira teve uma novidade: a integração de Sataca Jr., jogador do miolo de terreno do Desportivo Maputo, que assim vai se juntar ao seu irmão mais velho, Sidique, que cumpre a sua segunda chamada na selecção nacional.

Sataca, que tem sido dos jogadores importantes nas manobras ofensivas dos “alvi-negros” a partir do meio campo, para além de ser o primeiro tampão defensivo, mereceu a confiança de Luís Gonçalves, para ocupar a vacatura de Cremildo na lista dos convocados.

Esta é a primeira aparição deste jogador na equipa principal de futebol de Moçambique, podendo ser utilizado no domingo, tendo em conta que em jogos amigáveis são autorizadas mais substituições do que as actuais três dos jogos oficiais.

Os Mambas realizam esta quinta-feira o último treino em solo pátrio, antes da viagem a Nairobi, agendado para esta sexta-feira. Na capital queniana, os Mambas vão realizar um treino de recuperação física na mesma sexta-feira e no sábado o treino de adaptação ao relvado que vai acolher o jogo de domingo.

 

 

 

A quatro dias do amigável com o Quénia, o “O País” mostra quem são os cinco jogadores mais valiosos que compõem a lista dos convocados, numa estatística feita pela transfermarket, um sítio de transferência de jogadores de futebol.

A jogar a defesa esquerdo, Reinildo Mandava é o jogador mais caro do plantel convocado por Luís Gonçalves para “operação Quénia” já no próximo domingo, e vale cerca dois milhões de euros.

Mandava começou a carreira profissional no Ferroviário da Beira, tendo passado por Portugal onde jogou no Benfica, Fafe, SC Covilhã, Belenenses SAD e agora evolui nos franceses do Lille.

Aliás, foi esta transição das terras de Camões, Portugal, para o país de Emanuel Macron, França, que o canhoto nascido na Beira, Reinildo Mandava, atingiu este valor de transferência.

De defesa esquerdo para direito. Segue-se Zainadine Júnior, o antigo jogador do Desportivo Maputo e da Liga Desportiva de Maputo, é avaliado em pouco mais de 1 milhão de euros.  

Zaina é um dos jogadores moçambicanos que mais dá nas vistas em Portugal. Defende as cores do Marítimo, mas tem passagem pelo Nacional, que foi a porta de entrada para o futebol europeu.

O jogador também já deu seus préstimos noutros quadrantes diferentes do português, neste caso, pelo Tianjin Teda da China.

Com o valor de mercado a rondar os pouco mais de 550 mil euros, Edmilson Dove e Reginaldo Faite, ocupam a terceira posição entre os jogadores mais valiosos dos convocados, segundo a transfermarkt.

Dove evolui no Cape Town City da África do Sul, mas o B-a-Ba do futebol aprendeu no Tavene FC de Xai-xai. O possante jogador teve uma breve passagem pelo Ferroviário de Maputo, mas foi nos locomotivas que chamou a atenção da equipa sul-africana.

Altamente tecnicista, Reginaldo jogou para clubes como Maxaquene e a então Liga Muçulmana de Maputo, antes de espalhar seu “doce” perfume no Nacional, Santa Clara, Luftetari, Laci, Kukesi e agora no Shakhter do Cazaquistão.  

Elias Gaspar Pelembe ou como é conhecido pelo público moçambicano, Domingues, e Witiness Chimoio João Quembo, ou simplesmente Witi, ocupam a quarta posição estando avaliados em cerca de 500 mil euros.

O puto maravilha fez a formação nos alvinegros, o Desportivo Maputo, depois passou pelo Supersport United, Sundowns e agora defende as cores do Bidvest Wits todos da África do Sul, num trajecto impressionante.   

Por seu lado Witi é dos jogaores indiscutíveis no plantel do Nacional da Madeira, e com 23 anos de idade já passou pelos sub–19 dos encarnados, Benfica, antes de jogar na segunda divisão e subir à 1ª anos depois com o mesmo clube (Nacional).

A 5ª posição é ocupada por Clésio Baúque com valor de 200 mil euros. O 10 dos Mambas começou nos locomotivas de Maputo, depois foi para o mesmo clube que o mostro sagrado (Eusébio), Benfica. Passou pelo Harrisburg City dos Estados Unidos, Panetolikos, Instambulspor, e agora está no Qabala do Azerbaijão.   

Já Telinho, Kambala e Luís Miquissone ocupam, os três, a 6ª posição na lista dos jogadores mais valiosos dos convocados por Gonçalves, com o valor de mercado estipulado em 150 mil euros.    

A lista apresentada confunde-se com a do jogador mais valioso com a nacionalidade moçambicana, contudo, neste caso, a posição número um, é ocupada por ninguém mais, ninguém menos que Mexer.

Este jogador que tem mostrado ter classe suficiente para duelar quer com Bruno Fernandes (quando esteve em Portugal), quer com Neymar (na Liga francesa).

Não foi convocado mas é actualmente o jogador mais valioso dos mambas, com um valor no mercado estipulado em cerca de 4 milhões de euros.

 

LISTA DOS CONVOCADOS MAIS VALIOSOS

Reinildo – 2 milhões de Euros

Zainadine J.r – 1 milhão de Euros

Edmilson – 550 mil Euros

Reginaldo – 550 mil Euros

Domingues – 500 mil Euros

Witi – 500 mil Euros

Clésio – 200 mil Euros

Telinho – 150 mil Euros

Kambala – 150 mil Euros

Luís Miquissone – 150 mil Euros 

 

 

 

O avançado do Costa do Sol, Eva Nga, apontou o primeiro golo da sua equipa no dérbi da capital do país, diante do Ferroviário de Maputo, domingo passado, e chegou aos 19 golos na sua conta pessoal, esta temporada, no Moçambola.

Com mais aquele golo apontado, o camaronês está a apenas um golo de atingir a marca dos 20 golos, que não só cimentam a condição de melhor marcador da prova, como também dão direito ao prémio da Liga Moçambicana de Futebol, no valor de 100 mil meticais.

Entretanto, para atingir essa marca, Eva Nga terá que esperar mais duas semanas, uma vez que no final de semana não há jogos do Moçambola, estando o domingo reservado para os Mambas, que defrontam o Quénia, num amigável.

O jogador poderá chegar a essa marca dos 20 golos no dia 18 de Outubro próximo, quando os “canarinhos” receberem a ENH de Vilankulo, em partida da 24ª jornada.

Já o Costa do Sol, com os dois golos apontados ao Ferroviário de Maputo, aumentou para 41 o número de golos marcados, sendo a equipa mais concretizadora, o dobro dos golos do seu avançado.

Apesar de ter perdido o jogo e sofrido dois golos, o Ferroviário de Maputo continua a ser a melhor defesa do campeonato, com 15 golos sofridos, seguido da União Desportiva de Songo e do Ferroviário da Beira, com 17 golos sofridos. O Costa do Sol está no quarteto das equipas que ainda não chegou a casa dos 20 golos sofridos, tendo visto as suas redes serem balançadas por 19 ocasiões.

 

Luís Miquissone continua segundo nos marcadores

Já o internacional moçambicano, Luís Miquissone, continua o segundo da lista geral e o primeiro moçambicano dessa lista dos melhores marcadores, com 11 golos, mais três que o grupo de seis jogadores que segue com 8 golos, nomeadamente Mutong (Maxaquene), Maninho e Dayo (Fer. Beira), Jacob (Incomáti), Djongwe (Textáfrica) e Hammed (Desportivo Maputo).

A lista dos primeiros 20 melhores marcadores, não contempla jogadores da Liga Desportiva de Maputo, Desportivo de Nacala, ENH de Vilankulo, Ferroviário de Nampula e Têxtil de Púnguè.

Até ao momento, o Moçambola 2019 já produziu 286 golos em 141 jogos, o que dá uma média de 2.02 golos por jogo.

 

 

 

O guarda-redes do Desportivo de Nacala, Jonas, sofreu um atentado, perto da sua residência, nos arredores da cidade de Maputo, por indivíduos que se encontravam embriagados, tendo ferido o atleta no pescoço e na cara.

De acordo com o próprio jogador, que falava telefonicamente com a equipa do “O País”, o incidente aconteceu quando esteva na companhia do seu primo, na noite da sexta-feira, após o jogo com o Desportivo de Maputo, que terminou empatado sem abertura de contagem

Na ocasião, Jonas foi ferido quando dois indivíduos seguiram o carro onde estava, tendo vandalizado o vidro de trás, e quando saiu para se inteirar do que realmente aconteceu, foi surpreendido pelas costas. “Depois do jogo da sexta-feira sai com meu primo para visitar a minha mãe. Saímos da casa da minha mãe já no início da noite e quando estávamos na rua da minha casa encontramos um grupo de jovens que estavam a consumir álcool e bloquearam a rua. Seguidamente pedimos para passar, mas alguns não gostaram da nossa acção e nos seguiram”, começou a contar Jonas. “Quando o meu primo estava a estacionar, dois jovens chegaram e partiram o vidro de trás do carro. Saí para ver o que estava a acontecer e só senti um corte no pescoço”, prosseguiu o guarda-redes, tendo dito que “a seguir virei para ver quem era e vi que trazia uma garrafa. Não me deu espaço para reagir e atingiu-se na cara”, contou Jonas.

O guarda-redes, que foi titular na passada sexta-feira, contou que tinha pedido despensa no Desportivo de Nacala para visitar a família e não regressar com os restantes jogadores, no sábado, sendo que o regresso estava previsto para esta segunda-feira, tendo em conta que o Moçambola vai parar para dar lugar aos trabalhos da selecção nacional.

Assim, Jonas encontra-se hospitalizado no Hospital Geral de Mavalane, podendo ter alta ainda ao longo desta semana.

 

 

Os Mambas iniciam esta terça-feira os trabalhos de preparação com vista ao jogo do próximo domingo, diante do Quénia, de carácter amigável. O jogo do dia 13 pode marcar a estreia de David Malembane no conjunto nacional.

Foi a pedido da Federação Queniana de Futebol que os Mambas vão a Nairobi para o particular com a selecção local, que também pretende preparar a estreia na fase de grupos de qualificação ao CAN-2021. Para os Mambas este será o único jogo particular antes de defrontar Ruanda e Cabo Verde, no grupo de apuramento ao CAN dos Camarões, em Novembro próximo.

Luís Gonçalves chamou apenas 20 jogadores, que se concentram esta segunda-feira para iniciarem os trabalhos já amanhã, no Estádio Nacional do Zimpeto. Dos convocados, destaque vai para o regresso de Dominguês, que esteve ausente na eliminatória diante das Maurícias, que apurava para a fase de grupos de qualificação ao Mundial 2022, para além de Amâncio Canhemba, ou simplesmente Neymar, que actua na equipa B do Vitória de Setúbal de Portugal.

O seleccionador nacional assume que a chamada de Neymar vem premiar o jogador que tem feito bons jogos ao serviço da sua equipa, o Setúbal, e é uma forma de começar a integrar o jogador nos trabalhos da selecção nacional.

 

Malembane pode fazer a sua estreia

Esta chamada de Neymar junta-se a de Malembane, jogador muitas vezes chamado aos trabalhos dos Mambas, mas que ainda não estreou com a camisola moçambicana. Luís Gonçalves diz que esta pode ser a oportunidade do germano-moçambicano, que actua na Bulgária, poder fazer a sua estreia.

“Posso apostar que sim, não tenho medi de dizer isso”, começou por dizer Luís Gonçalves, para deixar claro que esta pode ser a oportunidade para David Malembane. Aliás, Gonçalves fez questão de justificar os motivos que levaram o jogador a não ser utilizado nas partidas anteriores dos Mambas. Afinal o jogador ainda não tinha a situação regularizada para poder jogar pela selecção nacional, tendo em conta que nasceu na Alemanha, mas mostrou interesse em jogar pela selecção dos seus pais.

Foi nesta ordem de ideias que se iniciou um processo de naturalização do jogador para adquirir a moçambicana, como forma de poder integrar os Mambas.

“Na convocatória passada ele já sabia que não iria ser utilizado, mas percebi que ele estava interessado em vir, mesmo para se familiarizar dos processos da selecção nacional e poder se integrar e isso foi de louvar”, justificou o seleccionador nacional, para depois esclarecer que “não diria que vai jogar de início ou não, mas talvez venha a ser utilizado já neste jogo”.

Em solo pátrio, os Mambas terão três sessões de trabalhos, nomeadamente na terça, quarta e quinta-feira, devendo partir na sexta-feira para Nairobi, onde vai realizar uma sessão, de adaptação ao relvado onde vai jogar no domingo.

 

Eis os jogadores convocados:

Guarda-redes:

Guirrugo

Franque

 

Defesas:

Zainadine Jr

Malembane

Chico

Infren

Edmilson

Reinildo

Sidique

 

Médios:

Telinho

Kambala

Cremildo

Kamo Kamo

Domingues

Geny Catamo

 

Avançados:

Neymar

Witi

Ratifo

Luís Miquissone

Reginaldo

 

Malembane e Zainadine a titular e Reinildo na bancada

 

O internacional moçambicano ao serviço do Lille da França, Reinildo Mandava, não foi aposta da equipa técnica da sua equipa para a última jornada do campeonato francês, realizada final de semana. Depois de ter sido titular no jogo da Liga dos Campeões, Mandava não foi aposta para defrontar o Nimes, não tendo sido convocar sequer para ficar no banco de suplentes.

De resto Mandava foi o único dos convocados para o amigável com o Quénia que não foi convocado na sua equipa, tendo os restantes sido chamados pelos respectivos treinadores.

Zainadine Jr., pelo Marítimo, Witi, pelo Nacional da Madeira, Geny Catamo, pelos juniores do Sporting, Neymar, pelos sub-23 do Setúbal, David Malembane, pelo Lokomotiv da Bulgária, e Reginaldo, ao nível da Europa, foram titulares nas suas equipas, enquanto Kamo Kamo, pelos sub-23 do Setúbal, entrou a substituir nos jogos da última semana.

Já na África do Sul, o capitão Domingues foi convocado no Bidvest UWits, mas não saiu do banco de suplentes, na vitória da sua equipa sobre o Chippa. Edmilson e Kambala fizeram todo jogo nas derrotas das suas equipas diante do Amazulu e Maritzburg, respectivamente por 2-1 e 1-0.

Já os jogadores que actuam internamente, estiveram todos nas suas equipas, este final de semana.

 

Uma vitória importantíssima do Costa do Sol diante do Ferroviário de Maputo, em pleno Estádio da Machava, que marca um passo gigante rumo ao título que a turma de Horácio Gonçalves persegue há 12 anos.

Eva Nga, o suspeito de costume, foi, mais uma vez, o herói dos “canarinhos” ao abrir as hostilidades num cabeceamento certeiro, de cima para baixo, a responder positivamente ao cruzamento da direita de Manucho.

Já na segunda parte foi Isac quem ampliou a vantagem dos “canarinhos”, para festa dos milhares de adeptos que foram ao Estádio Machava acompanhar o dérbi da jornada. Os jogadores do Costa do Sol ainda foram provocar a claque “locomotiva” sem saber que ainda faltava um bom pedaço de tempo por se jogar.

Ussama, que neste jogo estava no lugar do suspenso Ako, devolveu a esperança ao Ferroviário de Maputo, num golo atribulado, em que Victor ainda defendeu um primeiro cabeceamento, mas não evitou o golo.

O resultado de 1-2 a favor do Costa do Sol coloca a turma de Horácio Gonçalves cada vez mais líder, agora com 48 pontos, e beneficiou do empate da União Desportiva de Songo na deslocação a Chiveve, a um golo, diante do Ferroviário da Beira. Assim, a diferença pontual entre o primeiro e o segundo classificado é de nove pontos, os mesmos que a União Desportiva de Songo ainda pode conseguir nos três jogos em atraso.
 
Empates igualam às vitórias
Em jornada de quatro empates e quatro vitórias, o resultado mais desnivelado aconteceu em Nacala, onde o Ferroviário local recebeu e goleou o Têxtil de Púnguè por 4-0, aliviando a pressão sobre si, já que está na zona incômoda na tabela classificativa. Os "locomotivas" de Nacala estão na 10ª posição, com 29 pontos, os mesmos do Desportivo Maputo, que não além de um empate a uma bola, diante do Desportivo de Nacala. As duas equipas (Ferroviário de Nacala e Desportivo Maputo) estão acima da linha d’água, mas contam com os mesmos pontos do Maxaquene e da Liga Desportiva de Maputo, que estão na zona da despromoção.

Os “tricolores” receberam e venceram o Baía de Pemba, no jogo entre aflitos, sacudindo os maus resultados e já alimentando a esperança de sair da zona do perigo. Já a Liga Desportiva de Maputo não conseguiu vencer o Ferroviário de Nampula, que chegou a Maputo 30 minutos antes do início do jogo, tendo jogado com o cansaço das duas horas de voo de Nampula a Maputo.

O Textáfrica do Chimoio também venceu, na recepção a ENH de Vilankulo, num golo de penálti que deixou muitas dúvidas. Os “fabris”, tal como os “açucareiros” e os “guerreiros” de Gaza, que empataram a uma bola no jogo entre si, estão bem posicionados para atingir a almejada manutenção na prova, já que estão entre a 5ª e a 7ª posição.
 
Diferença pontual mínima ainda preocupa equipas
Facto mesmo é que a diferença pontual entre as equipas, nomeadamente do 5º ao 13º classificado, é de apenas quatro pontos e não garante ainda manutenção a nenhuma delas. O Clube de Chibuto, que conta com 33 pontos, está bem posicionado, mas está a apenas quatro pontos da zona da despromoção, principalmente depois da recuperação da Liga Desportiva de Maputo, Maxaquene e Ferroviário de Nacala, contrastando com o mau momento vivido pelo Desportivo Maputo, que voltou a ser prejudicado pela equipa de arbitragem, ao não marcar um golo limpo, que seria olímpico, de Gervásio, o que faz com que ainda não tenha vencido nesta segunda volta.

O Ferroviário de Nampula e o Baía de Pemba ainda sonham com a manutenção, mesmo estando com 25 e 21 pontos, na 14ª e 15ª posições. Ou seja, estão, a esta altura, a quatro e oito pontos da saírem da zona da despromoção.

Já o Têxtil de Púnguè parece ter resignado e já a preparar o regresso a segunda divisão, uma vez que não vence há cinco jornadas e continuam cada vez mais lanternas vermelhas, com 13 pontos.

O Moçambola 2019 vai sofrer mais uma paragem, de duas semanas, para dar lugar aos trabalhos dos Mambas, que domingo terão um amigável com o Ruanda, de preparação.

Roque Sebastião é o novo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB). Roque venceu a eleição com cinco votos dos 10 possíveis. Dino Khan ficou em segundo lugar com quatro votos, Carlos Tomo teve um e Clarisse Machanguana ficou em branco.

Parecia que tudo ia correr de feição, aliás, a entrada para as eleições tidas como das mais concorridas de todos tempos para presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, pareciam todos partir em pé de igualdade, mas desengane-se, porque houve quem disse existirem algumas irregularidades.     

Até quinta-feira, na lista (B) constavam duas figuras “problemáticas” pelo menos no entender do mandatário da lista (A), encabeçada por Clarisse Machanguana, que disse que os representantes de Nampula e Manica “procederam com o voto e ao mesmo tempo estavam na lista vencedora”.

Os presidentes visados votaram sim, mas já não constavam da lista que estava patente na sala do hotel Blue Sky, local onde ocorreram as eleições neste sábado. O curioso é que as duas listas (da quinta-feira e do sábado) tinham o carimbo oficial.

Mas há mais pontos que chamuscaram o processo de eleição que teve o “fim” neste sábado. “Os titulares dos órgãos sociais das federações, associações desportivas provinciais e distritais, só podem recandidatar-se uma vez”, e é aqui onde o mandatário de Dino Khan focou a sua reclamação.
“Constatamos que o presidente da mesa da Assembleia Geral da lista vencedora já cumpriu dois mandatos” explicou Micas Guivano, o mandatário do candidato derrotado Chafudino Khan.

Micas Guivambo sustentou-se no n? 2 do artigo 48 do regulamento da Lei de Desportos, mas Paulo Cuinica chamou de opinião e disse que as consequências serão conhecidas depois da formalização da reclamação.
“Houve uma manifestação oral, nós acolhemos e recomendamos as pessoas para que fizessem a sua reclamação por escrito” disse Cuinica, presidente da Mesa da Assembleia Geral, explicando que “pode até ser que por escrito eles mandem uma outra que não seja esta a reclamação”.

Enquanto a reclamação não chega, o presidente eleito da Federação Moçambicana de Basquetebol desvaloriza as supostas irregularidades e pede a união de todos no conhecido também como desporto da bola ao cesto.
“Já sabíamos que viriam para contestar isso” revelou Sebastião, concluindo que “as reclamações não tem suporte legal, são feitas meramente por paixão e pela necessidade de dizer mais alguma coisa”.

Quem podia dizer e fazer coisas diferentes eram as associações, mas estas preferiram continuar sem a aproximação e o carinho da Federação, pelo menos no entender de dois candidatos derrotados, Machanguana e Tomo.
“Eu digo boa sorte aos presidentes das Associações que fizeram esta escolha, com certeza tem um motivo que eu não sei que eu não vi, não me compete julgar” explicou Clarisse Machanguana.

Já Carlos Tomo foi mais contundente, ao afirmar que no seu entender “não augura mudanças no basquetebol moçambicano porque a maneira de fazer vai ser exatamente a mesma”.
Roque Sebastião tem uma opinião, no mínimo, diga-se, diferente, afinal, ele mesmo (explicou que) não fazia parte do grupo que cessou, liderado durante 10 anos por Franscisco Mabjaia.

Os que votaram, as associações, pediram mais inclusão. “Que a lista vencedora seja exactamente representativa para as Associações provinciais” explicou o representante das associações provinciais de basquetebol.

Por sua vez o governo enalteceu a presença da antiga estrela do basquete entre os candidatos. “É importante ter mulheres que criam, desenvolvem, e apresentam projectos de forma brilhante” explicou Rui Albasine.  

Com “as malas aviadas” Francisco Mabjaia estava inserido na lista (B), e foi o motivo da reclamação colocada pela lista de Dino Khan (D), e no seu “último” discurso como presidente da FMB disse que sai de cabeça erguida porque colocou o país em patamares muito bons a nível internacional.

Na classificação geral, Roque Sebastião ficou na primeira posição com cinco votos, Dino Khan com quatro, Carlos Tomo com um e Clarisse Machanguana com zero. Votaram 10 associações provinciais de basquetebol.

De preterido pelos clubes à presidente pois recorde-se Roque Sebastião não colheu “simpatia” de nenhum clube filiado à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo.   

O novo elenco toma as rédeas da Federação depois do torneio pré-olímpico a ter lugar de 14 a 17 de Novembro próximo, uma vez que os ora candidatos, acordaram que não teriam tempo suficiente para preparar a seleção de basquetebol para esta prova.

Em virtude da participação de Moçambique nesta prova, mante-se temporariamente a direcção cessante assim como ficaram relegados para o futuro (ainda incerto), a apreciação do relatório financeiro e das actividades referentes ao 1º semestre deste ano.

 

 

Os três primeiros classificados da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, designadamente Ferroviário de Maputo, Costa do Sol e Ferroviário da Beira foram oficialmente premiados ontem durante uma cerimónia realizada numa das estâncias hoteleiras da capital.

Com efeito, o Ferroviário de Maputo, bicampeão nacional, foi agraciado com um cheque no valor de 600 mil meticais. Já o Costa do Sol, vice-campeão, recebeu um cheque de 300 mil meticais.

Por sua vez, o Ferroviário da Beira, terceiro classificado da competição, ficou com 200 mil meticais.

Os três clubes mostraram-se, na ocasião, satisfeitos e motivados a buscar novas conquistas.

A motivação, segundo a Liga Moçambicana de Basquetebol,  será essencial para elevar os índices de competitividade do campeonato nacional.

Na cerimónia de premiação, foram igualmente distinguidos os patrocinadores da prova.

Moçambique  vai participar, pela primeira vez na sua história, de 28 de Novembro a 4 de Dezembro,  em Gaborone, Botswana,  do torneio de basquetebol 3 x 3. A equipa nacional  será constituída por quatro jogadores acompanhados por um  jovem denominado “young Leader”.

E, como uma das etapas de preparação para a prova e até mesmo para a  implantação desta vertente do basquetebol no país, a Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) procedeu ontem ao lançamento do campeonato que contara com a participação de 16 equipas.

A prova, que arranca a 12 de Outubro e se vai prolongar até a primeira semana de Novembro, será disputada na arena do Costa do Sol ou campo do Ferroviario de Maputo.  A organização do certame deverá confirmar, nos próximos dias, o local de disputa.

Esta será a primeira vez que se tem registo de uma equipa moçambicana a participar da prova interbnacional de basquete na variante 3 x 3.
 
O QUE É 3X3?
Excitante, urbano e inovador, o 3×3  inspirou-se em diversas formas de basquetebol  de rua praticadas em todo mundo e é considerado o desporto urbano número 1 do planeta. O jogo consiste em duas equipas  de quatro jogadores (3 titulares e 1 suplente), frente a frente, em meia quadra.

As regras foram criadas  para tornar o jogo mais rápido e empolgante. A atmosfera com muita música e cultura urbana ajuda a atrair o público jovem.

O basquetebol 3×3 está a ganhar muito espaço e a tornar-se uma peça-chave para o desenvolvimento da modalidade da bola ao cesto no geral. Uma das principais forças do 3×3 é a simplicidade tanto nas  regras do jogo quanto na  infraestrutura exigida, permitindo a realização de torneios em pontos turísticos, com belas paisagens. Pode ser jogado em qualquer lugar e por qualquer pessoa.

A estreia do 3×3 em competições internacionais aconteceu nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010, em Singapura. O primeiro evento com selecções nacionais realizou-se em 2011  com a disputa  o Mundial sub-18. Em 2012,  foi lançado o “FIBA 3×3 World Tour”, competição na qual as seniores  representam cidades e recebem premiações em dinheiro.

A 9 de Junho de 2017, o Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou a inclusão da modalidade entre as que estarão no programa olímpico dos jogos de Tóquio 2020.

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