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O País – A verdade como notícia

Numa assembleia-geral ordinária que tinha como principal objectivo a apresentação e aprovação do relatório e contas de 2019 do actual elenco da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, oito dos dez clubes da capital mandataram ontem o presidente desta agremiação a votar na lista do candidato Dino Khan,  nas eleições do  dia 5 de Outubro, na Federação Moçambicana de Basquetebol.

Ou seja, Ferroviário de Maputo, Ferroviário das Mahotas, Desportivo, Matolinhas, Universidade Pedagógica, Lázio e Bela Rosa expressaram a sua intenção de voto direccionada a Dino Khan, cerca de uma semana e meia depois de a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo ter convocado os quatro candidatos para apresentarem os respectivos manifestos.

Na mesma votação, dois clubes, nomeadamente Costa do Sol e A Politécnica, expressaram a sua intenção de voto favorável ao candidato Carlos Tomo, antigo praticante e árbitro, actualmente vice-presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB).

Apenas um clube, neste caso o histórico Maxaquene, votou a favor da candidata Clarisse Machanguana, única atleta moçambicana que já evoluiu na WNBA, versão feminina da NBA, liga profissional de basquetebol dos EUA.

Por sua vez,  Roque Sebastião não colheu “simpatia” de nenhum clube filiado à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo.

Inicialmente agendada para 29 de Setembro, a eleição do novo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol foi remarcada para  o próximo sábado, na capital do país.

Recorde-se que a assembleia-geral ordinária da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, realizada esta quarta-feira, tinha igualmente como pontos de agenda a aprovação da acta da última assembleia-geral; apresentação e aprovação do relatório de actividades de 2019; apresentação e aprovação do relatório de contas de 2019; análise e aprovação do relatório preliminar do mandato 2015 – 2019; e proposta de plano e orçamento para a época 2019/2020.

A capital do país será palco, pela primeira vez, no dia 10 de Novembro, dia da cidade de Maputo, da corrida internacional “FNB Maputo 10 k Cityrun”.

A prova, que irá movimentar atletas Internacionais de elite e alguns nacionais  tem um percurso de 10 km planos. O ponto de partida será o Edifício Municipal da Katembe e oferecerá aos participantes a oportunidade de contemplarem ao longo de todo o percurso a paisagem da cidade de Maputo, passando pelo Jardim Tunduru e com chegada a Praça da Independência.

Segundo uma nota enviada ao “O País”, a rota da corrida  “FNB MAPUTO 10K CITYRUN” foi pensada para levar os participantes pelas rotas históricas e icónicas em torno de cada cidade, adicionando desta forma um elemento turístico à mesma e tornando-a mais do que uma corrida, numa oportunidade económica para cada comunidade por onde ela passa.

“Acreditamos que este evento, enquadrado nas festividades do dia da Cidade de Maputo que se comemora a 10 de Novembro, trará benefícios para a Cidade de Maputo, colocando-a no circuito das cidades com eventos internacionais regulares, atraindo turistas, dando oportunidade aos amantes do atletismo de ver de perto atletas internacionais e, sobretudo, projectando o nome da cidade para o país e além-fronteiras”, disse Alice Abreu, vereadora da Saúde  e Acção Social do Conselho Municipal de Maputo, durante o lançamento da prova.

Já o  Administrador-Delegado Adjunto do FNB, Paulo Pereira, referiu que  “como parte do FirstRand Group, o maior grupo financeiro em África por capitalização Bolsista, a visão do FNB para o continente em geral e para Moçambique em particular, vai muito além da prestação de serviços financeiros de excelência”.

Pereira indicou ainda que “o nosso slogan “Como podemos ajudar” traduz o nosso compromisso genuíno de ajudar a melhorar a vida das comunidades onde estamos inseridos. Esta corrida enquadra-se neste compromisso e faz parte de um conjunto de iniciativas que o FNB está a levar a cabo no âmbito do processo de transformação e reposicionamento para ser um parceiro cada vez mais relevante no mercado moçambicano”.

Esta prova já escalou as cidades de Cape Town, Joanesburgo e Durban. A corrida é promovida pelo Conselho Municipal e FNB e oferecerá aos participantes uma oportunidade única de fazerem a travessia da ponte Maputo-Katembe a pé.

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, anunciou os 20 jogadores para o amigável com o Quénia, no próximo dia 13 de Outubro. Dos convocados, o regresso de Domingues e a ausência de Mexer são as principais novidades.

Luís Gonçalves diz que optou por chamar 20 jogadores em virtude de ser um jogo apenas que terá e os jogadores serem suficientes para o embate.

Relativamente a ausência de Mexer, o seleccionador nacional diz que pende-se com a gestão do desgaste físico que o jogador está sujeito e que falou com a equipa técnica da sua equipa para deixar o central moçambicano do Bordéus a descansar.

Quanto a chamada de Domingues nesta convocatória, Gonçalves esclarece que os jogadores todos são opção sempre para os Mambas, e que "é um jogador que podemos sempre contar e está cá por opção técnica e não há caso nenhum". Ademais, segundo o seleccionador nacional, Domingues " é um jogador com muita qualidade e é um excelente homem e tem estado em utilização no seu clube e é por isso uma opção".

Aliás, o objectivo da chamada de Domingues é o facto de estar em competição no seu clube e até ter sido usado nas competições africanas e por isso estar mais disponível para selecção nacional.

Quénia para preparar jogo com Ruanda
A escolha do adversário para este jogo não foi de todo da equipa técnica, mas sim é em resposta ao convite feito pela Federação Queniana de Futebol. Mas Luís Gonçalves vai aproveitar para estudar o Ruanda, primeiro adversário dos Mambas na fase de qualificação ao CAN 2021, próximo mês de Novembro. "Vamos jogar com Quénia essencialmente porque recebemos convite deles e porque tem alguma similaridade com a selecção do Ruanda e isso pode nos ajudar a montar um esquema táctico que pretendemos contra o Ruanda para a qualificação ao CAN", disse o seleccionador nacional.

Os Mambas concentram-se segunda-feira para iniciarem os trabalhos de preparação na terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, devendo deixar Maputo na sexta-feira, com destino a Nairobi, local do jogo amigável, no próximo dia 13.

Eis os convocados por Luís Gonçalves:
Guarda-redes: Guirrugo e Franque;
Defesas: Zainadine Jr, Mealembane, Chico, Infren, Edmilson, Reinildo e Sidique;
Médios: Telinho, Kambala, Cremildo, Kamo Kamo, Domingues e Geny Catamo;
Avançados: Neymar, Witi, Ratifo, Luís Miquissone e Reginaldo.

A Liga Moçambicana de Futebol suspendeu Artur Semedo por um jogo por ter proferido e usado expressões desabonatórias contra os dirigentes da agremiação, no final do jogo entre os “alvi-negros” e a Liga Desportiva de Maputo, referente a 15ª jornada do Moçambola -2019. Semedo foi ainda multado em 55 mil meticais.

 

Os factos…

No final da partida diante da Liga Desportiva de Maputo, Artur Semedo disse que a marcação do jogo para o campo de Hanhane tinha conivência dos dirigentes da Liga Moçambicana de Futebol, uma vez que o próprio técnico e a direcção do clube tinham escolhido o campo do Costa do Sol para acolher a partida da 15ª jornada.

Depois dessas declarações, a Liga Moçambicana de Futebol abriu um inquérito para investigar os factos, tendo chegado a conclusão de que houve calúnia por parte do técnico dos “alvi-negros”, o que influenciou a deliberação feita do Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol.

De acordo com o comunicado oficial número 100/LMF/D/2019, o organismo que gere o campeonato nacional da 1.ª divisão decidiu pela suspensão de um jogo e multa de 55 mil meticais a Artur Semedo, o que fará com que o técnico não oriente a sua equipa no jogo desta sexta-feira, diante do Desportivo de Nacala, referente a 23ª jornada do Moçambola 2019.

O mesmo comunicado deliberou ainda pela suspensão  por  45 dias e multa de 25 mil meticais ao Director Desportivo dos “alvi-negros”, Alexandre Rosa, ao abrigo do número I do artigo III do Regulamento da Liga Moçambicana de Futebol, por este  ter faltado, injustificadamente, aquando da notificação para prestar declarações acerca dos pronunciamentos de Artur Semedo, no referido jogo diante da Liga Desportiva de Maputo.
Assim, Alexandre Rosa, não deverá exercer o cargo de Director Desportivo do Desportivo Maputo pelos próximos 45 dias.

 

Mais pessoas e clubes multados pela LMF

Para agudizar as sanções contra o Desportivo Maputo, a Liga Moçambicana de Futebol, através do comunicado oficial número 101/LMF/D/2019, deliberou pela pena de advertência e multa acessória de 5.000,00 Mt, por ausência do director desportivo na reunião técnica, no jogo contra o Costa do Sol, referente a 22ª jornada, e ainda com a pena de multa de 10.000,00 Mt (dez mil meticais), por falta de comparência do técnico, Artur Semedo, no local de conferência de imprensa, no jogo contra o Costa do Sol, referente a 22ª jornada do Moçambola.

A mão dura da Liga Moçambicana de Futebol chegou ao Ferroviário de Maputo, que viu o seu treinador de guarda-redes, Manuel Valoi, que foi multado em 75 mil meticais por adoptar atitude incorrecta, proferindo palavras injuriosas contra a equipa de arbitragem, no jogo contra a ENH-FC de Vilankulo, referente a 22ª jornada.

Já o Ferroviário de Nacala foi punida com derrota e multa de 75.000,00 Mt (Setenta Mil Meticais), por ter utilizado indevidamente o jogador Pedro Timbe, após este ter sido suspenso por ter atingido o quinto cartão amarelo, no jogo contra o Clube de Chibuto, também referente a 22ª jornada do Moçambola 2019.

 

Chegou ao fim o reinado de Deolinda Carmen Ngulela no Costa do Sol. Ngulela já não é treinadora das vice-campeãs nacionais, confirmou fonte do clube ao  “O País”.

A não conquista este ano do campeonato nacional de basquetebol sénior feminino e a Engen Maputo Basket, provas nas quais o Costa do Sol perdeu na final com o Ferroviário de Maputo, pesaram para a não “renovação” com a antiga estrela da selecção nacional.

Contratada em 2015 por Amosse Chicualacuala, então presidente do Costa do Sol, Deolinda Ngulela chegou com o estatuto de treinadora-jogadora. Com a antiga capitã da selecção nacional, chegaram atletas como Deolinda Gimo, Ilda Chambe, Cátia Alar, Filomena Micato, Eduarda Chongo, Elisabeth Pereira e Valerdina Manhonga, algumas delas campeãs africanas pelo Desportivo de Maputo.

Com uma equipa formada por atletas experientes, havia expectativa do Costa do Sol colocar-se entre os três primeiros classificados. Aliás, foi esse o desafio colocado na altura pelo clube que celebrava 60 anos de existência.

Tal como referiu Amosse Chicualacuala, a prioridade para esta época é ver o Costa do Sol entre os primeiros três classificados das competições nacionais.

O Costa do Sol foi a final, deu luta mas viria a perder com o Ferroviário de Maputo por seis pontos: 57-51. Este foi o primeiro de cinco títulos consecutivos.  Nesta competição, realizada em Maputo, a A Politécnica viria a terminar na terceira posição ao bater o Ferroviário da Beira, por 53-44.

No ano seguinte, ou seja em 2016, as “canarinhas” falharam novamente a conquista do título ao perderem na final com o Ferroviário de Maputo por 2-1 num “play-off” à melhor de três jogos.

A 28 de Junho de 2016, no pavilhão do Maxaquene, venceu o Ferroviário de Maputo por 54-45, com o resultado de 27-20 ao intervalo.
No jogo 2, dia seguinte,  as “locomotivas” empataram a série e forçaram à decisão do título à negra ao vencerem por 60-49.

Já no dia 30 de Junho, o conjunto orientado por Leonel “Mabê” Manhique derrotou o Costa do Sol de Deolinda Ngulela por 55-47.

Como “coach” do Costa do Sol, Deolinda Nguelela levou a equipa à conquista em Março de  2017 da Taça Maputo, tendo para o efeito vencido o Ferroviário de Maputo por treze pontos, 60 – 47.

Havia, por isso, enormes expectativas em relação a prestação das “canarinhas” na Engen Maputo Basket, campeonato da cidade, e “nacional”.

Voltou a ser mais forte o Ferroviário de Maputo que, primeiro, conquistou a Engen Maputo Basket. Depois, no campeonato nacional, as “locomotivas” até sentiram algumas dificuldades mas acabaram vencendo por 2-0 num “play-off” a melhor de três jogos.

No jogo 1, disputado a 7 de Julho no pavilhão do Desportivo Maputo, o Ferroviário de Maputo venceu por um ponto: 54-53, com 28-23 ao intervalo.

Já no dia seguinte, num jogo emocionante e decidido nos instantes finais, o Ferroviário de Maputo voltou a vencer, desta feita por 76-75.

Em 2018, numa temporada para esquecer, o Costa do Sol nem sequer chegou a final. Nas meias-finais, a equipa de Deolinda Ngulela perdeu com o Ferroviário das Mahotas por 49-39.

Este ano, o Costa do Sol caiu novamente aos pés do Ferroviário de Maputo na final. No jogo 1, o Ferroviário de Maputo venceu por 20 pontos: 60-40. Já no jogo 2, realizado a 29 de Junho, no pavilhão do Maxaquene, o Costa do Sol não teve argumentos para travar as “locomotivas” que venceram por 59-42.

Na Engen Maputo Basket, o Ferroviário de Maputo foi igualmente mais forte, vencendo por 2-0 o “play-off”  a melhor de 3 jogos.

Aquando da contratação de Ngulela, o Costa do Sol definirá também a aposta em valores da casa e continuo rejuvenescimento da equipa.

“Estamos perante um projecto de médio a longo prazo. O plantel será continuamente rejuvenescido. Da mesma forma que este elenco está a continuar programas anteriores, acreditamos que as direcções futuras não vão abandonar este projecto e como clube pretendemos investir também noutras modalidades, como é o caso do andebol”, disse na altura Amosse Chicualacuala.

Ferroviário de Maputo recebe, esta quarta-feira, às 15h00, no Estádio da Machava, o Textáfrica de Chimoio em jogo da 1.ª “mão” das meias-finais da Taça de Moçambique. No Songo, a União Desportiva faz “sala” a Liga Desportiva de Sofala.

Na Machava, o Ferroviário de Maputo procura colocar-se em vantagem na eliminatória diante do Textáfrica de Chimoio, primeiro campeão nacional.

As duas formações voltam a defrontar-se depois de, no passado dia 25 de Setembro, em jogo inserido na 21ª jornada, o Ferroviário de Maputo ter vencido por um a zero no campo da Soalpo.

Este ano, no confronto entre “locomotivas” da capital e “fabris” do planalto na 1ª volta, houve registo de uma vitória do Textáfrica de Chimoio por 0-2, numa partida inserida na 6.ª jornada do Moçambola 2019.

Márcio, aos 9 minutos, e Dário, à passagem do minuto 82, foram os autores dos golos da equipa comandada por Aleixo Fumo.

Avisado do potencial do seu adversário, o Ferroviário de Maputo vai entrar para este jogo com elevados índices de concentração e não dar espaços para que seja surpreendido.

O conjunto orientado por Daúde Razak parte motivado para o jogo de hoje, depois de ter alcançado duas vitórias nas últimas jornadas do campeonato nacional de futebol.

Nos quartos-de-final, o Ferroviário de Maputo deixou para trás Black Bulls (agregado de 2-1, depois do empate a zero na primeira “mão” e vitória por 2-1 na segunda), enquanto o Textáfrica de Chimoio afastou o Clube de Chibuto (agregado de 4-3 no conjunto das duas “mãos”). Os “fabris” do planalto venceram por 4-0 na primeira “mão”, tendo depois perdido por 3-0.

UD SONGO QUER REDIMIR-SE

Afastada, de forma humilhante da fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos pelo Platinum do Zimbabwe, a União Desportiva de Songo tem agora as suas atenções viradas para as competições internas.

A começar pela Taça de Moçambique mcel. Hoje, no Estádio 27 de Novembro, os campeões nacionais querem reconciliar-se com os seus adeptos, vencendo a Liga Desportiva de Sofala. Aliás, a jogarem em casa e com melhor estrutura que o seu adversário, os “hidroeléctricos” são obrigados a vencer e até mesmo a construírem uma vantagem confortável.

Mas atenção: a Liga Desportiva de Sofala surpreendeu o Desportivo de Maputo, adversário o qual afastou nos quartos-de-final com agregado de 3-2. A Liga Desportiva de Sofala perdeu por 2-0 no jogo da primeira “mão”, mas depois fez a remontada no Chiveve vencendo por 3-0 com golos de Buramo, Muhate e Ilídio.

A União Desportiva de Songo chegou a esta fase da Taça de Moçambique mcel depois de ter vencido o Desportivo de Nacala, por 4-0, com “bis” de Luís Miquissone e golos de Telinho e Ifren.  Na primeira “mão”, o Desportivo de Nacala venceu os campeões nacionais por um a zero.

Igual a si mesma: influente, na quadra, na estreia pelo Campus Promete na edição 2019/2020 da Liga Dia.
Ou, para nos alongarmos nos adjectivos, Leia Dongue voltou a mostrar que as grandes actuações e estatísticas equilibradas são mesmo consigo.

Sábado, no arranque da Liga Dia, Leia Dongue esteve perto de colectar um duplo-duplo ao terminar com 15 pontos e oito ressaltos (quatro defensivos e igual número de ofensivos) no jogo em que o Promete Campus (sua equipa) perdeu diante do Ciudade Los Adelandatos, por 68-60.

Dongue foi, de resto, a melhor cestinha da sua equipa, tendo sido secundada por Vanessa Nicole e Alazia J’Hani ambas com 12 pontos.

Em 22:55 minutos na quadra, Tanucha teve um registo de 5 em 10  nos lançamentos de campo (50%),  0 em 2 nos tiros exteriores e 5 em 9 na linha de lances livres (56%).

No Ciudade Los Adelandatos, Tanaya Mechele esteve bem no plano com 19 pontos em 34:50 minutos na quadra.

Na segunda jornada, o Campus Promete de Leia “Tanucha” Dongue defronta sábado o Embutidos Pajariel Bembibre.

Não podia ter sido perfeita a primeira aparição de Tamara Seda no RPK Araski. A poste moçambicana foi determinante, com 13 pontos e dois ressaltos, para a vitória da sua equipa diante do Embutidos Pajariel Bembibre, por 67-42.

A melhor ressaltadora do Afrobasket 2019 teve um registo de 5/11 nos lançamentos de campo, média de 45%, e 3 em 4 na linha de lances livres (75% de aproveitamento) e duas assistências. Seda foi a segunda melhor cestinha do RPK Araski neste embate em que Laura Quevedo contabilizou 15 pontos. A equipa da internacional basquetebolista moçambicana controlou o primeiro quarto com o parcial de 21-10.

Já no segundo quarto, o RPK Araski voltou a estar melhor, tendo vencido por 20-11, saindo ao intervalo com uma vantagem de 41-21. O terceiro quarto, equilibrado e no qual o RPK Araski baixou a sua pontuação, o Embutidos Pajariel Bembribre liderou com parcial de 13-10. No quarto foi de domínio do conjunto de Tamara Seda, vencendo por um parcial de 15-8, portanto, a mais fraca pontuação do Embutidos.

Em termos globais, o RPK Araski teve uma média de 44% nos lançamentos de campo (24/54), 5/18 nos tiros exteriores (28% de aproveitamento) e 30 ressaltos dos quais 25 defensivos e cinco ofensivos e 14 assistências.

Tamara Seda volta a entrar em cena sábado, 5 de Outubro, quando o RPK Araski bater-se com o Sedis Bàsket.

 

Está confirmado. A fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos disputa-se de 6 a 15 de Dezembro, no  “Palais des Sports Mahamasima”, em Antananarivo, Madagáscar.

Isento da fase preliminar, dado ao facto de ser campeão em título, o Ferroviário de Maputo parte para esta competição com claro objectivo de conquistar o “bis”.
Para o efeito, a equipa orientada por Leonel “Mabê” já está a trabalhar depois de um período de férias seguido da conquista do campeonato nacional de basquetebol sénior feminino.

As campeãs africanas em título contam praticamente com a mesma estrutura do ano passado, uma vez que não há saídas e entradas de vulto no plantel.

No seu percurso nesta competição, o Ferroviário de Maputo conseguiu o segundo lugar em 2006, em Libreville, Gabão, quando perdeu na final com o 1º de Agosto de Angola, por 86-74. Astrida Vicente foi determinante, na referida final, ao contabilizar 19 pontos na equipa Angola. Já Deolinda Gimo e Júlia “Julinha” Machalela foram  as melhores cestinhas da equipa orientada por Carlos Ibrahimo Aik.

No ano seguinte, no pavilhão do Maxaquene,  o Ferroviário de Maputo, também orientado por Carlos Ibrahimo Aik e reforçado com as americanas Mónica Naltner Stephanie Faulkner, terminou a prova na terceira posição.

A caminhada rumo à conquista da medalha de bronze foi desenhada com uma dificílima vitória, nos quartos-de-final, frente ao First Bank da Nigéria por 71-69. Carla da Silva fez das suas com 21 pontos na sua conta. Mas, nas meias-finais, caiu aos pés do 1º de Agosto de Angola com quem perdeu por 50-43.

Foi preciso esperar oito anos – 2015- para as “locomotivas” voltarem a entrar no grupo das três melhores equipas da competição. Em Luanda, Angola, o Ferroviário de Maputo ficou em terceiro lugar ao bater o First Bank da Nigéria, por 71-54. Com 16 pontos, Ana Jaime foi a melhor cestinha da equipa moçambicana nesta competição.

Entre o céu e a terra, o Ferroviário de Maputo falhou novamente a conquista da prova em 2016, quando perdeu na final com o Interclube, por 67-49. No pavilhão do Maxaquene, houve muito Inter para pouco Ferroviário de Maputo que, de resto, viu Italee Lucas e Sequoa Holmes brilharem e conduzirem as “polícias” a mais um título.

Porque o sonho comanda a vida, não se desistiu. Foi-se à Luanda, Angola, em 2017, jogar de peito aberto. Uma vitória bem conseguida nas meias-finais diante do então campeão Interclube abriu espaço para a segunda final consecutiva. Pena, pena mesmo, naquela noite de 19 de Novembro o 1º de Agosto ter estragado a festa, quando venceu o Ferroviário de Maputo por 65-51.

Gizela Vega, espanhola, e Sara Chan, queniana, foram os reforços da equipa moçambicana  nesta prova na qual foi orientado por Inak Garcia, Carlos Niquice e Leonel Manhique.

À terceira final consecutiva foi de vez. E tinha que ser mesmo. Foi difícil, certo, mas foi meritório para o Ferroviário de Maputo que derrotou na final o Interclube, por 59-56. Em destaque, na final, estiveram as duas americanas: Carmen Tyson Thomas, com 23 pontos e cinco ressaltos, e Cierra Thompson, com um duplo-duplo (12 pontos e 12 ressaltos).

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