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O País – A verdade como notícia

O Sindicato Nacional de Jogadores de Futebol e o Instituto Nacional de Segurança Social assinaram um memorando de entendimento que visa garantir a canalização de descontos de desportistas à segurança social. Esta é, de facto, uma boa nova para os desportistas, no geral, e futebolistas, em particular, que passam a estar seguros no futuro, em termos de descontos que serão canalizados juntos ao Instituto Nacional de Segurança Social.

Os clubes, esses, passam a ser obrigados a descontar para à segurança social, como forma de garantir a protecção social dos desportistas e das suas famílias, em caso de fim de carreira ou mesmo de outras situações que exijam a intervenção do INSS.

O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social apresentou dois instrumentos legais que concorreram para a assinatura do memorando, nomeadamente o Regulamento da segurança Social obrigatória, aprovado pelo decreto 51/2017 de 9 de Outubro, que estabelece que “os trabalhadores assalariados, incluindo os desportistas, vinculados a um clube ou empresa, são obrigatoriamente abrangidos pelo sistema através do regime dos trabalhadores por conta de outrem”, e pelo Regulamento do Trabalho Desportivo, aprovado pelo decreto 48/2014, de 17 de Setembro, que estabelece que “a entidade empregadora desportiva deve inscrever o trabalhador desportivo no Sistema de Segurança Social e canalizar as respectivas contribuições”.

E porque a segurança social é um direito plasmado pelo governo moçambicano, através do artigo que consagra que todos os cidadãos do direito a assistência em caso de incapacidade e na velhice, sendo da responsabilidade da materialização desse direito ao estado, o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, através da sua Secretária Permanente, Graça Mula, entende o memorando assinado entre o INSS e o Sindicato de Jogadores “é um instrumento que estabelece a cooperação em matérias de segurança social para todos os desportistas”, desejando que a mesma seja extensa a mais pessoas e instituições para que sejam inscritos do Sistema de Segurança Social.

 

Oportunidade para consciencializar e obrigar a descontos

O Sindicato dos Jogadores de Futebol, através do seu presidente, António “Tony” Gravata, diz que este é um memorando já há muito desejado, que vai permitir maior consciencialização, tendo em conta que é uma área onde não é comum fazer-se descontos, o que faz com que seja cultura olhar para quem faz do desporto o seu trabalho. “Queremos tornar mais obrigatório ainda o espírito de canalização dos descontos que são feitos aos jogadores, aos desportistas. Se já era de lei e não era usado, com este processo passa a ser mais vinculativo ainda”, disse Tony Gravata, que assegura ser um trabalho duro e difícil, mas que será feito, pois “corremos por prazer e não temos como nos cansar”.

“Queremos acrescentar valor a essa consciencialização como sinónimo de que tudo deve molhar”, disse ainda Gravata, que espera que todos os desportistas se sintam inclusos no processo.

Aliás, segundo Gravata, há várias formas de ser descontado nos clubes, quer de forma colectiva, quer de forma individual, num processo que será levado avante pelas duas instituições signatárias.

Mas há ainda o facto de muitos clubes não pagarem os salários aos seus jogadores, o que tornará difícil os descontos ao INSS. Mas Gravata garante que o memorando chama atenção para todos fazedores do desporto, uma vez que “ausência de salários é algo que ocorre em vários clubes como noutras empresas e há formas de contornar esta situação”, nomeadamente a falência, as greves e outras, que serão tomadas em consideração no pós-memorando de entendimento.

Tony Gravata deu exemplo de clubes que tem dívidas com o INSS e que vão negociando com a instituição de segurança social, mas mantendo a dívida que deverá ser suprida dentro das negociações que estão a ser levadas a cabo pelo próprio Sindicato de Jogadores para que haja esses descontos que venham a beneficiar o desportista.

 

Tico Tico céptico quanto ao benefício dos descontos

Antigo desportista, Tico Tico mostra-se céptico quanto a forma como o jogador vai, realmente se beneficiar desse desconto como deveria ser, uma vez que a sua carreira é curta. Ainda assim considera uma plataforma importante para os desportistas no geral, embora “o desporto é algo normal e não se pode comparar como um emprego normal, porque, para já, o futebol não é definido como profissional e temos que ter certeza de que as pessoas são descontadas por aquilo que, realmente, fazem”, realçando ser “bem-vinda”.

“Quero acreditar que deve haver uma particularidade em que tem que haver uma linha diferente daquilo que seria um serviço normal, tendo em conta que o jogador deixa de praticar ainda jovem, e tem carreira curta e não sei quais os benefícios de algo que é tão curto”, sugerindo que o desconto seja de uma taxa mais elevada para que na hora de se beneficiar desses descontos seja de forma gratificante.

Mas também considera ser uma oportunidade para que os clubes possam passar a pagar os salários dos jogadores de forma obrigatória, o que vai permitir que não hajam mais situações de greves de jogadores nas equipas. Em relação a este caso, muito recentemente os jogadores do Incomáti de Xinavane entraram em greve e até sofreram uma falta de comparência em virtude de terem faltado a um jogo.

O memorando de entendimento foi assinado no âmbito do Seminário do Sistema de Segurança Social dos Desportistas, promovido para assinalar os 30 anos do INSS.

 

No embate mais importante da 22ª jornada o Costa do Sol recebeu e venceu o Desportivo Maputo por uma bola sem resposta e cimentou a liderança no Moçambola 2019, agora com 45 pontos. Outro destaque da jornada é a vitória da Liga Desportiva de Maputo, no Chiveve, diante do Têxtil de Púnguè, e foge da zona da despromoção

Chico foi o herói dos “canarinhos” no dérbi da 22ª jornada entre o Costa do Sol e o Desportivo Maputo. O central da equipa de Matchiki Tchiki foi o autor do único golo que deu a vitória e a liderança mais cimentada ao Costa do Sol, contando agora com 45 pontos, mais sete que a dupla UD Songo (com menos três por jogar) e Ferroviário de Maputo, na segunda e terceira posições.

A partida entre as duas águias foi bastante electrizante, emocionante e com muito nervosismo por parte dos intervenientes, onde o contacto físico e as faltas foram a nota dominante. Aliás, o nervosismo afectou, inclusive, a equipa de arbitragem liderada por Ema Novo, que em alguns momentos não conseguia segurar o jogo para evitar situações que deixassem os jogadores, equipas técnicas e adeptos desgostosos. Tal é o lance em que Stephen comete falta sobre Sidique e, este, em desequilíbrio, pisa involuntariamente no pé do jogador “canarinho”, tendo o liberiano agredido o moçambicano, mas Ema Novo optou por mostrar o cartão amarelo aos dois jogadores envolvidos. Stephen ficou a camisola rasgada depois de uma confusão que se instalou e que envolveu os dois bancos técnicos e outros jogadores.

Em muitos lances, Ema Novo não era feliz nas suas decisões, o que deixou agastados muitos adeptos. Mas em muitos outros esteve bem, como no lance em que pedia-se golo para o Desportivo Maputo, depois da cobrança do canto, e ao não validar o golo de Hammed, depois de uma mão na bola de Peter.

Facto mesmo é que o Costa do Sol saiu vitorioso da partida e aumenta a pontuação para 45 pontos, contra 38 da União Desportiva de Songo, que tem menos três pontos, e o Ferroviário de Maputo.

 

Daúde Razaque continua sorridente

O Ferroviário de Maputo, de Daúde Razaque, continua a perseguição à liderança da prova, depois de mais uma vitória fora de portas. Desta vez foi a ENH de Vilankulo a vítima da “locomotiva” de Maputo, que cimenta a terceira posição, deixando para trás o seu homónimo da Beira. O Ferroviário de Maputo venceu por 1-2 em Vilankulo e o da Beira foi a Nacala empatar com o Desportivo local a um golo.

Depois de um empate caseiro e uma vitória fora de portas começa a perceber-se que o Ferroviário de Maputo só sabe vencer quando joga sem pressão dos seus adeptos, uma vez que foi a segunda vez consecutiva que tal acontece. E agora, diante do Costa do Sol, no sábado, em casa, como será?
Para já, a turma da Beira fica há três pontos do seu mano de Maputo e na quarta posição, atrasando nos seus objectivos.

Aly Hassane tira Liga Desportiva do sufoco
Na Liga Desportiva de Maputo há uma questão que não quer calar: era ou não problema de Nilton Terroso? Isso porque depois das seis derrotas consecutivas do técnico português, com Aly Hassane no comando, a Liga Desportiva de Maputo só sabe vencer.

Depois do Clube de Chibuto, a vítima da Liga Desportiva de Maputo foi o Têxtil de Púnguè, do demissionário, mas ainda em exercício, Carlos Manuel. Uma vitória da Liga Desportiva de Maputo que agudiza a crise de resultados e quase que relega os “fabris” da Manga de volta a divisão de honra, na zona centro.

A Liga Desportiva descola do Maxaquene e sobe para a 11ª posição, em troca com Ferroviário de Nacala, que desce para a zona da despromoção. A turma de Hanhane conta com 28 pontos, mais um que os “locomotivas” de Nacala, que foram empatar na “trincheira” diante do Clube de Chibuto a um golo, e mais dois que os “tricolores”, que também empataram, mas sem abertura de contagem, na deslocação a Nampula, diante do Ferroviário local. Um Ferroviário de Nampula que também está na zona da despromoção, a olhar o espectro da descida de divisão assolar a sua estação.

 

Baía de Pemba vence de revira-volta

Ainda que longe de sair da zona da despromoção, mas com horizonte promissor está o Baía de Pemba, que voltou a sorrir nesta jornada, na recepção ao Textáfrica do Chimoio. Os “baianos” viram a turma de Manica abrir o activo, mas rapidamente correu atrás do prejuízo e chegou a empatar e passar para frente do marcador. Os “fabris” do Planalto também reagiram e fizeram o 2-2 com que se chegou ao minuto 90, mas no tempo da compensação, Yeye deu a vitória ao Baía de Pemba, que faz com que a equipa se aproxime do Ferroviário de Nampula, actual 14ª classificado, sendo a diferença de pontos de apenas 3 (24-21), a maior para os verde-e-branco.

 

Três vencedores na 22ª jornada

De resto, a jornada teve três grandes vencedores, nomeadamente o Costa do Sol, que cimentou a liderança do Moçambola, o Ferroviário de Maputo, que venceu fora de portas e aproximou-se dos lugares cimeiros, e a Liga Desportiva de Maputo, que venceu, também fora, e saiu da zona da despromoção.

 

 

Na primeira mão, os campões nacionais perderam por uma bola a zero no Zimbabwe. Esta tarde, a missão é “virar” o resultado e mostrar quem manda em casa, mesmo quando a casa é emprestada pelo Ferroviário da Beira, afinal o da União Desportiva não reúne condições internacionais para uma competição da “champions” africana.

Aos 16 minutos, os campeões nacionais sabem o que estão a fazer em campo. Por isso, já vencem por duas bolas a zero. O primeiro golo foi marcado aos 9 minutos, por intermédio de Ífren. Num lance de muito atrevimento o jogador lançou-se todo e bateu o guarda-redes. O Platinum FC do Zimbabwe reagiu e quase marcou. Mas o guarda-redes do Songo, Leonel, defendeu à grande num remate apertado.

Passaram mais sete minutos de jogo. O capitão… Sempre ele: Luís Miquissone. Inventou uma jogada no meio campo. Olhou para frente. Viu Telinho a isolar-se. Libertou dos pés um passe de mestre. Telinho não tremeu. Encarrou o guarda-redes adversário e “pimba”. Dois a zero no Caldeirão.

O jogo, agora, encontra-se no minuto 37.

Segunda parte desastrosa… Songo envergonhado no Chiveve  

Pelo que os campeões nacionais fizeram na primeira parte, antevia-se um final feliz no Caldeirão do Chiveve. A União Desportiva foi ao intervalo a ganhar por duas bolas a zero. Nessa altura, em vantagem na eliminatória (2-1).

Entrteanto, no regresso ao jogo as coisas mudaram radicalmente. Os zimbabweanos reduziram a desvantagem no início da segunda parte. Quando se esperava uma reacção electrizante da União Desportiva do Songo, no minuto 60 o Platinum empatou o jogo e colocou-se em vantagem na eliminatória.

Depois disso, os campeões nacionais ainda marcaram dois golos, anulados porque foram apontados em posição de fora de jogo.

Songo continuou a falhar golos certos e na marcação defensiva. Por isso mesmo, quase no final do jogo, os zimbabweanos marcaram o terceiro. E como se isso não bastasse, os campões nacionais provocaram uma grande penalidade. Segunda parte desastrosa para o Songo. Platinum FC marcou o quarto golo, todos na segunda parte, e resolveu a eliminatória no Chiveve.  

A Federação Moçambicana de Futebol vai realizar a sua Assembleia Geral ordinária anual esta sexta-feira, na sua sede. A Assembleia Geral de amanhã vai marcar a data da realização das eleições para a nova direcção da organização.

Serão cinco os pontos em debate nesta Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol, marcada para esta sexta-feira no Anfiteatro Ferdinand Wilson, na sede do organismo que gere o futebol moçambicano. Dentre os pontos em debate, destaque vai a apresentação, discussão e aprovação do plano de actividades 2018/2019, do exercício financeiro de 2018 e do orçamento para 2019, bem como a marcação da data da realização das eleições da direcção do organismo.

O Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Filipe Johane, garantiu que está tudo preparado para que a reunião magna tenha lugar na tarde desta sexta-feira, na sede da FMF.

“Está tudo pronto e neste momento estamos a terminar os aspectos logísticos para que a Assembleia aconteça sem sobressaltos. Esta será a Assembleia Geral que vai marcar a Assembleia Geral eleitoral, sabendo que fechou o mandato actual 2015/2019. Portanto, ainda no decorrer deste ano de 2019 terá que haver uma Assembleia Geral eleitoral, que será marcada ainda esta sexta-feira, na presença dos sócios ordinários da Federação Moçambicana de Futebol”, disse o Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol.

Filipe Johane esclarece que ao acto eleitoral não pode decorrer nesta Assembleia Geral ordinária porque “A convocatória é só para Assembleia Geral ordinária, isso porque essa assembleia geral ordinária ainda não se realizou este ano, e para não misturar estas duas situações, preferiu-se fazer-se uma para depois fazer-se outra”.

O mandato de Alberto Simango Jr. terminou em Agosto deste ano e, por isso, abre espaço para a realização de uma Assembleia-geral eleitoral, nos próximos dois meses. As candidaturas ainda não estão abertas, mas Alberto Simango Jr. já manifestou a intenção de se recandidatar à sua própria sucessão.

Participam desta Assembleia Geral ordinária todas associações provinciais de futebol que tem a responsabilidade de votar nos temas em debate, para além de convidados como o governo e a Liga Moçambicana de Futebol.
 

O técnico moçambicano Alcides Chambal é o novo treinador da Liga Desportiva de Maputo para o que resta do Moçambola 2019. Chambal assume o comando técnico da equipa de Hanhane depois do afastamento de Nilton Terroso, devido aos maus resultados e inicia esta sexta-feira os trabalhos de preparação da equipa, para o jogo de domingo, na Beira, diante do Têxtil de Púnguè.

Esta é uma situação de troca entre as equipas que se defrontam no campo do Ferroviário da Manga, uma vez que na equipa fabril o técnico Carlos Manuel está de saída, depois de ter apresentado a sua carta de demissão da colectividade, enquanto na Liga Desportiva de Maputo há uma entrada de Alcides Chambal.

O técnico que agora assume o comando da Liga esteve ligado a ENH de Vilankulo nas duas últimas temporadas, tendo sido afastado no início desta temporada por ter falhado um dos objectivos dos “hidrocarbonetos”, nomeadamente quando foi eliminado da Taça de Moçambique, ainda na fase provincial. No Moçambola 2019, Alcides Chambal, de 45 anos de idade, tinha orientado a equipa de Vilankulo numa única jornada, a primeira, no empate diante do Maxaquene, a um golo, mas porque no jogo seguinte foi afastado pelo Ferroviário de Inhambane, da Taça de Moçambique, com derrota por uma bola sem resposta, acabou sendo afastado do comando técnico da equipa.
De lá para cá o técnico não estava no activo, tendo sido “namorado” pela direcção da Liga Desportiva de Maputo para assumir o comando da equipa até ao final da temporada.

Para além da ENH de Vilankulo, Alcides Chambal tem passagens pelo Ferroviário de Maputo, Matchedje de Maputo e Académica, mas também pela selecção nacional de futebol, os Mambas, onde orientou a equipa em três jogos.

A Liga Desportiva de Maputo está, a esta altura, na zona da despromoção, ocupando a modesta 13ª posição, com 25 pontos, os mesmos do Maxaquene, e estando a um ponto dos lugares acima da linha d’água. Até ao final da temporada, a Liga Desportiva de Maputo terá mais nove jogos, nomeadamente diante do Têxtil de Púnguè (fora), Ferroviário de Nampula (casa), Baia de Pemba (fora), Maxaquene e Textáfrica do Chimoio (casa), Ferroviário de Nacala (fora), Incomáti de Xinavane (casa), Ferroviário da Beira (fora), terminando o Moçambola 2019 diante do Desportivo Maputo (casa).

 

 

 

O treinador do Têxtil de Púnguè, Carlos Manuel, conhecido nos meandros futebolísticos por Caló, apresentou sua carta de demissão junto à direcção da colectividade do Chiveve, alegadamente devido a problemas internos que afectam o trabalho por si desenvolvido na equipa. O pedido de Caló já está na posse do presidente da direcção dos “fabris” da Manga, estando apenas a espera de uma resposta favorável desta.

A confirmação do pedido de demissão foi feita pelo próprio Carlos Manuel, no final do jogo desta quarta-feira em que a sua equipa voltou a sucumbir no Moçambola 2019, desta feita diante do Maxaquene, por duas bolas a uma, numa partida em que até esteve a vencer.

“Efectivamente enderecei uma carta a direcção do clube a manifestar o desejo de colocar meu lugar à disposição, dada a uma série de problemas que existem dentro da colectividade, que não interessa aqui frisar, porque penso que são da responsabilidade da direcção pronunciar-se se assim o quiser”, disse Caló que diz assumir as responsabilidades que tem dentro da colectividade, o que faz com que “não tendo a resposta da carta que meti, não tenho que ficar em casa sem trabalhar, tenho que trabalhar e esperar que a direcção responda favorável ou desfavoravelmente”.

Caló diz que só depois do pronunciamento da direcção da colectividade fabril “podemos ver o que vai acontecer em relação ao futuro”, reiterando que ”confirmo efectivamente que a carta de pedido de demissão está na posse da direcção e esta terá que se pronunciar nos próximos dias”.

Caso a direcção do têxtil de Púnguè não responda favoravelmente à carta de Carlos Manuel, o treinador diz que “nessa altura poderei pensar naquilo que farei, porque na carta que submeti a direcção há determinados condicionalismos que também condicionam a minha paragem”, preferindo não se pronunciar em relação aos tais condicionalismos. Mas assegura que caso a direcção não se pronuncie, “poderei tomar um posicionamento que não posso dizer agora qual é porque neste momento não estou preparado para o fazer”, clarificou.

 

Equipa está bem só não tem resultados positivos

Entretanto, Carlos Manuel falou do estágio da equipa que não consegue sair da última posição em que se encontra. Para o técnico, o que está a falhar no Têxtil de Púnguè “são os resultados, que não estão a aparecer, por isso que a equipa encontra-se nesta incomoda última posição”. Mas Caló garante que todos os dias tem estado a trabalhar no sentido de tirar a equipa da posição em que se encontra: “prova disso é a forma como a equipa tem se batido em todos os jogos em que se encontra. Mas é visível que o trabalho que estamos a desenvolver não é positivo porque não estamos a ganhar, mas é notório pelo facto de como a equipa se bate, tanto fora como dentro de casa a equipa consegue marcar golos” referiu o técnico que lamentou o facto de “não estarmos a conseguir atingir os objectivos que nos trouxe aqui, que é de garantir a manutenção”.

Ainda assim, promete continuar a trabalhar por forma a alcançar vitórias, a começar já no jogo diante da Liga Desportiva de Maputo. “Há pouco tempo para preparar o jogo, uma vez que só teremos a sexta-feira e o sábado para preparar esse jogo. Vamos essencialmente recuperar os jogadores, mais a nível psicológico, porque uma equipa que não ganha tem alguns efeitos de natureza psicológica, então vamos trabalhar mais a nível psicológico e recuperar os jogadores para preparar este jogo que é mais um jogo que, efectivamente, precisamos de ganhar” disse a terminar o técnico demissionário.

 

 

 

A Liga Desportiva de Maputo regressou às vitórias, dias depois de ter afastado o seu treinador principal, Nilton Terroso. A façanha foi conseguida diante do Clube de Chibuto, que continua a não contar com Abdul Omar no banco técnico dos "guerreiros", com vitória a tangente.

Foi um tirar a barriga da miséria, o que a Liga Desportiva de Maputo fez no jogo de hoje, diante do Clube de Chibuto. Depois de uma série de seis jogos sem vencer, a turma, agora orientada por Aly Hassan, regressou às vitórias, deixando pairar no ar o motivo do despedimento de Nilton Terroso.

Uma vitória que, de resto, ainda não muda muita coisa no seio da colectividade, que continua abaixo da linha d'agua, em igualdade pontual com o Maxaquene, que também deu um safanão à crise de resultados e derrotou o aflito e cada vez mais lanterna vermelha, Têxtil de Púnguè.

As duas equipas, Liga Desportiva de Maputo e Maxaquene, passam a somar 25 pontos, menos um que o Ferroviário de Nacala, que está um lugar acima da zona da despromoção, embora com um jogo a menos.
Quem também vai tirando a barriga da miséria jornada-pós-jornada é o Ferroviário de Nampula, que nesta jornada foi a Pemba golear os "baianos" por quatro bolas sem resposta. Daudo (dois), Payo e Lanito foram os autores dos golos da turma de Akil Marcelino.

 

Artur Semedo continua sem vencer na segunda volta

Já o Desportivo Maputo, de Artur Semedo, continua sem vencer há seis jornadas. Facto curioso é que os "alvi-negros" somaram a última vitoria na última jornada da primeira volta, no mesmo jogo que a Liga Desportiva de Maputo sofreu a primeira, das seis derrotas consecutivas que obrigaram ao afastamento de Nilton Terroso.

E já lá vão seis jogos sem que o Desportivo Maputo vença, somando quatro empates e duas derrotas, estando neste momento na nona posição, com 28 pontos, três da zona da despromoção. O Desportivo Maputo, recorde-se, empatou, nesta jornada, a um golo, diante da ENH de Vilankulo.

 

Daúde Razaque: o maior vencedor da jornada

O Ferroviário de Maputo foi o grande vencedor desta jornada por ter sido o único, dos grandes e dos lugares cimeiros, a conhecer o sabor da vitória. Na deslocação a Soalpo, os "locomotivas" da capital venceram por uma bola sem resposta, com golo de Uche, colocando a equipa na terceira posição, agora com 35 pontos, menos sete que o líder, Costa do Sol.

"Canarinhos" que na deslocação ao Chiveve foram empatar a um tento, numa partida em que os golos foram apontados num espaço de dois minutos, por Isac e Dayo, respectivamente. O Ferroviário da Beira, por seu turno, deixou-se ultrapassar pelo seu “mano” de Maputo, estando agora na quarta posição com 34 pontos.

Já o Incomáti de Xinavane, a meio em crise interna, não deixa de vencer em casa e, desta vez, a vítima foi o Desportivo de Nacala, que perdeu por duas bolas a uma. Os "açucareiros" dão um salto de quatro degraus e entram para o top cinco da tabela classificativa, agora com 30 pontos. Os "canarinhos" de Nacala, depois da vitória no dérbi de Nacala, voltam a marcar passo e estão na 10a posição.

 

Jornada amputada

A 21a jornada não contou com a realização da partida entre o Ferroviário de Nacala e a União Desportiva de Songo, adiado para o próximo dia 10 de Outubro, devido a preparação dos "hidroeléctricos" para o jogo de domingo, diante do Platinum FC do Zimbabwe, para a segunda mão do play-off de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões africanos. Assim, a UD Songo, que também não vai defrontar o Incomáti de Xinavane na próxima jornada, vai ficar com três jogos em atraso, quando faltam nove jornadas por disputar para o final do Moçambola 2019.

A próxima jornada, que se realiza toda ela no domingo, terá um escaldante embate entre o Costa do Sol e o Desportivo Maputo, em mais um teste a liderança "canarinha"

 

O argentino Lionel Messi está de volta ao topo do futebol mundial. O craque do Barcelona ganhou o prémio Fifa The Best, eleito pela sexta vez o melhor da temporada. Falando aos presentes logo após receber a premiação, Messi disse que o prémio mais importante é o colectivo e não o individual. "Na verdade, eu sempre digo que o prémio individual é secundário, o mais importante é o colectivo. Mas hoje é especial para mim, tive a oportunidade de estar ao lado da minha mulher e de dois dos meus três filhos. O Thiago já veio aqui mas era muito pequeno, hoje vê-los ali não tem preço. São dois apaixonados por futebol, e estão adorando ver tantos jogadores aqui, não sabem se pedem autógrafos, estão tímidos", disse o melhor jogador de 2019 para a FIFA.

O avançado do Barcelona, Messi, deixou para trás o português Cristiano Ronaldo, que não compareceu à cerimónia em Milão, e o defesa Virgil van Dijk, outros dois finalistas ao prémio FIFA The Best. Com o sexto troféu, Messi se iguala à brasileira Marta, também seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo.

Antes de entregar o prémio a Messi, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, criticou o mais recente episódio de racismo no futebol italiano. "Isso não é aceitável. Temos que dizer não a isso, não apenas no futebol mas na sociedade. Temos que chutar o racismo para fora do futebol e da sociedade, na Itália e no mundo", disse o homem forte do futebol mundial.

Para a o melhor onze da temporada, não houve muitas novidades, com Alisson e Marcelo a representarem o Brasil na selecção mundial FIFPro. Eis os onze escolhidos para representarem o futebol mundial: Alisson (Brasil), De Ligt (Holanda), Sergio Ramos (Espanha), Van Dijk (Holanda) e Marcelo (Brasil); Modric (Croácia), De Jong (Holanda) e Eden Hazard (Bélgica); Mbappé (França), Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal).

 

Outros premiados no The Best

Anunciado por Marta, o brasileiro Alisson foi eleito o melhor guarda-redes do mundo, superando o colega de selecção, Ederson, e o guarda-redes alemão do Barcelona, Ter Stegen. Alisson não teve palavras para mostrar sua satisfação, limitando-se a dizer que "estou sem palavras, obrigado Deus por estar aqui, recebendo esse prémio das mãos de uma grande brasileira, a Rainha Marta".

Já o técnico argentino Marcelo Bielsa e a equipa que ele dirige, Leeds United, venceram o prémio Fair Play FIFA. Na última temporada, o Leeds enfrentou o Aston Villa na última jornada da segunda divisão inglesa, lutando para subir à Premier League, mas quando a equipa marcou um golo com um jogador adversário machucado em campo, Bielsa ordenou que o Leeds deixasse o Aston Villa marcar o golo de empate. O jogo terminou 1-1. O Leeds terminou em terceiro, teve de disputar o playoff e acabou eliminado pelo Derby County.

Na classe dos treinadores, o alemão Jurgen Klopp, campeão europeu com o Liverpool, foi eleito o melhor treinador do mundo na temporada 2018/2019. Klopp superou Pep Guardiola, do Manchester City, e Mauricio Pochettino, do Tottenham, para vencer pela primeira vez o troféu.

Jurgen Klopp aproveitou a premiação para anunciar que se junta à ONG Common Goal, criada pelo jogador espanhol Juan Mata, do Manchester United. A instituição conta com mais de 100 jogadores e treinadores, homens e mulheres, que doam 1% dos seus salários para projectos sociais e educacionais ligados ao futebol ao redor do mundo.

Finalmente o Prémio Puskás, de golo mais bonito do anofoi entregue ao húngaro Dániel Szóri, do Debreceni. O jovem jogador, de 18 anos, marcou um golaço de bicicleta no seu primeiro jogo como profissional. Indicado pela sexta vez, Lionel Messi ficou novamente sem o troféu do golaço do ano.

No sector feminino o destaque vai para a americana Jill Ellis, que comandou a selecção dos Estados Unidos ao título da Copa do Mundo da França, que ganhou o prémio de melhor treinadora de futebol feminino do mundo. Ellis agradeceu jogadoras da selecção, considerando-as de “incríveis” e “melhores”.

Marta, do Orlando Pride, foi eleita para a selecção feminina mundial FIFPro. É a primeira vez que a entidade mundial que representa os jogadores e jogadoras profissionais premia uma selecção feminina na festa da FIFA. O Brasil teve ainda duas outras concorrentes, a volante Formiga, do PSG, e a meia-atacante Andressa Alves, ex-Barcelona, hoje na Roma.

Eis a selecção feminina da FIFPro: Sari van Veendaal (Holanda), Lucy Bronze (Inglaterra), Nilla Fischer (Suécia), Kelly O'Hara (EUA) e Wendie Renard (França); Julie Ertz (EUA), Amandine Henry (França) e Rose Lavelle (EUA); Alex Morgan (EUA), Megan Rapinoe (EUA) e Marta (Brasil).

 

Silvia Grecco é FIFA Fan Awards

A reportagem do Grupo Globo sobre a torcedora palmeirense Silvia Grecco, que narra os jogos da equipa para o filho Nikollas, que é cego, venceu o prémio FIFA Fan Awards. A reportagem foi feita pelo jornalista Marco Aurélio Souza. Sívia homenageou outro lutador que também tem um filho deficiente: "gostaria de compartilhar este prémio com o senhor Justo Sánchez, que também tem uma linda história de amor com o filho dele. Nikollas, aqui na frente estão muitas pessoas, muitos jogadores, muitos ídolos, estamos aqui representando nossa equipa, Palmeiras, e todos os adeptos do Brasil e do mundo, todos aqueles que torcem pela pessoa com deficiência”, disse Sívia.

 

 

Motivos que levaram Messi a vencer o prémio FIFA

ARTILHEIRO DE TUDO

Em 2018/19, Messi abusou na arte de fazer golos e foi artilheiro das duas principais competições que disputou. Na Liga dos Campeões, marcou por 12 vezes, quatro mais que o segundo colocado (Robert Lewandowski). Já no campeonato espanhol, apontou 36 golos, marca que lhe rendeu também a Bota de Ouro, de goleador máximo dos campeonatos nacionais da Europa. Durante toda a temporada, o argentino disputou pelo Barcelona 50 partidas oficiais e anotou 51 golos, ou seja, mais que um por jogo.

 

MESSI + 10

Ao contrário dos outros dois finalistas, que brilharam em equipas muito bem montados e com jogo colectivo para lá de afiado, Messi passou a temporada toda carregando o Barcelona nas costas. À frente de uma equipa que simplesmente não funcionava sem ele, o camisa 10 teve de ser goleador, criador de jogadas, motivador e, às vezes, até marcador. E ele desempenhou todas essas funções com mestria. A prova disso é que o Barça se sagrou campeão espanhol e foi até as meias-finais da Liga dos Campeões.

 

GARÇOM

Messi não foi só o goleador da Europa em 2018/19. Ele também foi o maior garçom do continente. Foram 22 assistências pelo Barcelona ao longo da temporada, mais que Jadon Sancho (19), Raheem Sterling (18), Memphis Depay (16), Bernardo Silva (14) e outros jogadores importantes que se destacaram nesse fundamento. Desde 2015/16, quando distribuiu 23 assistências, o camisa 10 argentino não dava tantos passes para seus companheiros marcarem.

 

MESES MÁGICOS

Messi foi bem durante a temporada toda. Mas, entre Dezembro de 2018 e Fevereiro deste ano, ele estava "on fire". Foram oito jornadas consecutivas do campeonato espanhol balançando as redes. Nesse período, formado principalmente por jogos contra equipas menores do país, Messi marcou 12 vezes e deu sete assistências. Na goleada por 5-0 sobre o Levante, participou directamente de todos os golos – foram três anotados por ele e outros dois nascidos dos seus passes.

 

 

 

A basquetebolista moçambicana Leia “Tanucha” Dongue, que este ano trocou o Spar Citylift Girona (campeão em título na Espanha) pelo Campus Promete, estreia-se a 28 de Setembro corrente, na Liga Dia, pelo seu novo clube.

No seu novo clube (ndr: Campus Promete regressou este ano à Liga Dia), Dongue espera manter os elevados índices competitivos e exibicionais que apresentou desde que abraçou o basquetebol profissional europeu, em 2016.

Em 19 jogos LFB na Espanha, ano passado, Dongue teve média de 7,3 pontos e 5,6 ressaltos por jogo. A valorosa basquetebolista ajudou, na última temporada, o Spar Citylift Girona não só a conquistar o título como também a chegar a final da taça.

Em Março de 2016, Leia Dongue teve sua primeira experiência profissional na Europa ao assinar pelo Al-Qazeres da segunda divisão da Espanha. Não só teve impressionantes registos (média de 17,2 pontos, 7,9 ressaltos e 17,2 de eficiência em 22 minutos/jogo) como também ajudou a sua equipa a ascender a Liga Dia, primeira divisão espanhola após 25 pontos e 10 ressaltos no jogo decisivo.

Dongue também jogou pelo Cegledi EKK na liga húngara, onde em 7 jogos apresentou estatísticas impressionantes: 15,4 pontos e  6,6 ressaltos por jogo. Em seis jogos na Euroliga feminina, Leia Dongue teve os seguintes targets:  15.7 pontos e 5, 8 ressaltos/jogo.

No seu percurso na Espanha, há a registar o facto de Leia Dongue ter assinado, em Janeiro de 2018, contrato com o  Gernika, clube no qual  obteve média de 11,4 pontos e 4,9 ressaltos em 19 minutos/ jogo, brilhando contra o Sedis (22 pontos em 25 minutos), Girona (21 pontos em 26 minutos) e Ferrol (20 pontos e 10 rebotes).

Já em janeiro de 2019, Leia Dongue assinou na Espanha com a Uni Girona e venceu a Liga, com média de 7,3 pontos e 5,6 ressaltos em 16 minutos por jogo e  59%  de aproveitamento nos lançamentos de  campo.
 
SALTO DE QUALIDADE
Leia Dongue agregará mais talento e uma boa dose de experiência à equipa liderada por Jacinto Carbajal, que a conhece bem desde que a treinou em Cáceres, quando chegou ao basquete espanhol.
 
“Estou muito feliz em treiná-la novamente. É uma jogadora que desembarcou em Cáceres para sua primeira experiência na Europa e, digo isso com certeza, ajudou-nos a ascender à Liga Dia. É uma atleta que vem crescendo para além de se ter adaptado muito bem à competição máxima do basquetebol feminino espanhol, em equipas dos níveis de Gernika e Girona ”, analisa o treinador do Campus Promete.

Na sua avaliação, Carbajal destaca: “Estávamos procurando um jogador que pudesse jogar 4 e 5 e estar na quadra com qualquer um de nossos interiores; Ela é uma jogadora muito poderosa em posições intermediárias e isso nos ajudará bastante nas tarefas defensivas e no ressalto ”.

Com Leia Dongue, o plantel do Promete Campus à Liga DIA está fechado, sendo que o mesmo será composto ainda por Roselis Silva e Carmen Miloglav como bases, Paula Estebas, Rosemarie Julien, Mima Ivanovic, Adrijana Knezevic e Allaiza Blockton, Maja Stamenkovic e Vanessa Gidden.
 
 
PERCURSO BRILHANTE
Com um percurso brilhante, Leia “Tanucha” Dongue jogou representou o Desportivo Maputo durante a primeira parte de sua carreira, vencendo a Taça de Clubes Campeões Africanos em 2008, em Nairobi, no Quénia.

Em 2009, Tanucha obteve uma média de 9,4 pontos e 7,1 rebotes em 19 minutos por jogo no Afrobasket, tendo igualmente no mesmo ano sido indicada para a equipa ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Em 2012, Leia disputou a fase de qualificação para os Jogos Olímpicos, sendo que o seu registo nesta prova foi de 12,5 pontos e 8 ressaltos por jogo. No mesmo ano, Tanucha, em representação da extinta Liga Desportiva, conquistou a Taça dos Clubes Campeões Africanos e foi indicada para o cinco ideal da prova disputada em Abidjan, na Costa do Marfim.

Porque sempre em crescimento, em 2013, em Maputo, ajudou a selecção nacional de basquetebol sénior feminino a conquistar a medalha de prata na prova. O seu registo na prova foi de  14,3 pontos, 8 ressaltos e 2,6 roubos de bola em 23 minutos por jogo, sendo ainda de destacar a média de 67% nos lançamentos de campo.

Ao nível de clubes, assinou contrato com o 1º de Agosto de Angola, clube com o qual viria a ser nomeada para a equipa ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol com média de 21,7 pontos e 9,3 ressaltos em 27 minutos por jogo.

Dongue esteve presente, em 2014, no Campeonato do Mundo de basquetebol onde registou média de  15 pontos e 11,7 ressaltos por jogo, brilhando contra a França (18 pontos e 11 ressaltos) e  Turquia (17 pontos e 14 ressaltos).

Já em 2015, Leia Dongue venceu a Taça dos Campeões Africanos e, em 2016, foi nomeada a primeira equipa da mesma competição.

Em 2017, Leia Dongue conquistou pelo 1º de Agosto a Taça dos Clubes Campeões Africanos e foi nomeada para a equipa ideal da competição. O seu registo foi de 15,7 pontos e 5,7 ressaltos em 22 minutos por jogo, com 64% de aproveitamento nos lançamentos de campo.

Foi, no mesmo ano, preponderante para que Moçambique ocupasse o quarto lugar no Afrobasket de Bamako, Mali, onde teve médias de 16,9 pontos e 7,6 ressaltos por jogo.

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