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O País – A verdade como notícia

Artur Semedo já não é treinador do Desportivo de Maputo, na sequência das desinteligências com a direcção deste clube. Para o seu lugar, foi indicado Dário Monteiro, jovem técnico que irá comandar os "alvi-negros" até o final da temporada. 

Semedo deixa o Desportivo de Maputo na décima primeira posição do Moçambola com 29 pontos.

A estreia de Dário Monteiro será na sexta-feira, quando o Desportivo de Maputo receber o Chibuto.

Riquito: um esquerdino que mandava em campo!
Se alguém perguntar por um futebolista de craveira chamado Henriques Tembe, poucos o irão identificar. Mas o seu diminutivo, Riquito, não só aponta para um ex-craque do Costa do Sol, como também para uma das mais geniais estrelas nacionais das últimas décadas.

O seu pé direito, provavelmente só lhe servia para subir o autocarro. Mas em compensação, possuía um pé esquerdo desequilibrador, que fitava como poucos, colocando a bola como e onde queria.

 

PEMBINHA: A “INCUBADORA”

Riquito foi um dos mais destacados protagonistas da mais bem-sucedida “incubadora”, que se conhece em Moçambique, para produzir estrelas no futebol. Tudo começou no ano de 1983, em que os canarinhos, em parceria com o Grupo Desportivo de Pemba, ambas formações integradas na EDM, protagonizaram uma parceria que resultou no Pembinha.

A ideia surgiu porque as estrelas da equipa principal do Costa do Sol de então – Luís, Ramos, Gil, Nito, Semedo, Adelino Caldeira e outros –  davam poucas chances aos jovens que se afirmavam. A solução, devidamente enquadrada, foi a de enviar um conjunto de promissores futebolistas acabados de despontar nos juniores, mais o treinador Arnaldo Salvado para, com jogadores locais e em representação daquela formação nortenha, tomarem parte no Moçambola.

 Alguns deles: Pintainho, Pedro Novela, João Dai, Sidónio e Armindo II, entre outros. Cresceram e protagonizaram uma excelente campanha. “Explodiram” uns anos depois, já nos canarinhos.

 

AS ARMAS PRINCIPAIS
Riquito normalmente era o meio-campista mais adiantado no terreno, tendo um excelente domínio do esférico e boa visão de jogo. O drible curto, constante, colocava-o como uma figura de proa no Costa do Sol em que foi campeão nacional 4 anos seguidos: 1991, 1992, 1993, 1994. Na época de 99/2000, já com Nacir Armando como técnico, o craque ganhou o seu último título, terminando a carreira em 2002.

Foi internacional por 30 vezes, tendo-se estreado no dia 14 de Maio de 1987, no Estádio da Machava, frente ao Uganda, numa partida em que fomos derrotados por 2-1.

 

É um projecto ambicioso que visa, essencialmente, formar futuros campeões de ténis. E, para dar a devida dimensão, foi-se buscar a maior referência feminina do país, Laura Nhavene, ex-campeã africana de juniores para monitorar a iniciativa.

Pois é: Laura Nhavene, em parceria com outros fazedores da modalidade, tem estado a trabalhar com 160 aluno provenientes de doze escolas primárias da província e cidade de Maputo.

Os mesmos tem encontro marcado para o próximo sábado, 26 de Outubro, nos “courts” do Jardim Tunduro, naquela que será a grande final  inter-escolar do “projecto de massificação do ténis”.

Lançada no passado mês de Agosto, esta iniciativa de massificação do ténis é promovida pelo Standard Bank, em parceria com a Federação Moçambicana de Ténis (FMT). 

A mesma movimenta cerca de três mil crianças oriundas das escolas EPC Lhanguene Piloto, EPC Minkadjuine, EPC Bagamoyo, Escola Primária Amílcar Cabral, EPC Wiriyamu, EPC 4 de Outubro, EPC Tunduro, Christian Academy in Mozambique, EPC Guaxene, EPC Acordos de Roma, EPC Guava, EPC Lhanguene Centro.

Para que o projecto seja um sucesso, a organização teve o cuidado de criar uma equipa multidisciplinar composta por monitores da Federação Moçambicana de Ténis (FMT) e apoiada por professores de educação física das escolas envolvidas.

Há a destacar o facto de os alunos a serem apurados na final participarem na abertura do Standard Bank Open.

Falando sobre a iniciativa, vice-presidente da Federação Moçambicana de Ténis para a Área da Formação, Virgílio Tivan referiu que  “os alunos atingiram, durante este período, um nível que nos surpreendeu. É interessante notar que eles aprenderam mais do que esperávamos, uma vez que se trata de um desporto novo. Na final, vamos seleccionar os mais talentosos para serem lapidados. O nosso objectivo é formar campeões”, disse Virgílio Tivane.

Por sua vez, Laura Nhavene frisou que “é uma grande oportunidade que as crianças têm de conhecer o ténis que, como sabemos, não faz parte do nosso currículo e esperamos que no futuro seja uma das modalidades ensinadas nas aulas de educação física”, referiu a antiga craque.

Por seu turno, a representante da Escola Primária Completa Acordos de Roma, Eulália Matsena, afirmou que “os alunos treinaram bastante e hoje, para além de mostrarem o que aprenderam com os monitores, estão a conhecer-se uns aos outros. É uma iniciativa que deve continuar e abranger mais escolas pois trata-se de uma modalidade nova”, frisou.

Já os participantes estão bastante entusiasmados com a iniciativa: “Vou ganhar a final, pois a nossa formação foi boa. A interacção com os monitores era excelente e ensinaram-nos de forma dedicada”, garantiu Nilza Ricardo, de 12 anos de idade.

 

Eva Nga Bienvenu, melhor marcador do Moçambola 2019 com 20 golos, já começa a despertar interesse internacional. Na partida do último sábado, entre o Costa do Sol e a ENH de Vilankulo, o jogador foi alvo de avaliação do treinador do Bidvest Wits da África do Sul, do moçambicano e capitão dos Mambas, Dominguez.

Até ao momento não há nada de concreto, pese embora haja intenção de fechar o acordo com os “canarinhos”, pelo passe do jogador, para as próximas três temporadas. O facto é que de Portugal chegaram propostas de dois clubes que também acompanham o jogador. São clubes que irão se aproximar nos próximos dias para ver o jogador de perto, e por isso, Jeremias da Costa, representante do Costa do Sol no programa Ao Ataque, da Stv, garante que não há acordo nenhum.

“Felizmente o Costa do Sol tem vários activos e um deles e mais valioso é Eva Nga, que já começa a despertar interesses. Marcou este sábado o 20º golo e isso já mostra que há algum talento no jogador”, disse da Costa que acrescentou que “recebemos o contacto de um clube sul-africano, o Bidvest, para assistir o jogo e tirar algumas notas sobre o jogador”.

Jeremias da Costa advertiu que, ainda assim, o jogador pertence ao Costa do Sol, uma vez que não há acertado, em termos concretos, uma vez que não é só da terra do rand que vem o interesse pelo canarinho de 26 anos. De Portugal também chegam as cobiças. “Há dois clubes portugueses também interessados no mesmo jogador e provavelmente nos próximos jogos estarão cá para ver o jogador a evoluir”, disse o nosso interlocutor, que preferiu não avançar os dois clubes portugueses interessados em Eva Nga.

Entretanto, há outros atletas moçambicanos que estão na órbita dos sul-africanos, adversários da União Desportiva de Songo no play-off de acesso a fase de grupos da Taça CAF. Jeremias da Costa referiu-se a três interesses do Bidvest: “eles vieram com intenção de ver um ponta-de-lança, um trinco e um defesa central e acabaram descobrindo um defesa direito (Manucho), para além de outros jogadores da ENH de Vilankulo”.

Recorde-se que o camaronês chegou ao Costa do Sol no início desta temporada, vindo do Amora FC de Portugal, depois de uma curta passagem pelo Leixões, também de Portugal. O jogador, que ainda não tem nenhuma internacionalização pelo seu país de origem, já jogou em outros clubes moçambicanos, casos do Desportivo Maputo (2015), ENH de Vilankulo (2016) e Clube de Chibuto (2017), depois das passagens pelo AS Black Stars do Mali e Stade Mandji do Gabão.

Quando faltam seis jogos para o final do Moçambola 2019, Eva Nga esta a sete golos de atingir o recorde nacional que pertence a Amade Chababe Amade, que em 1983 marcou 27 golos no campeonato nacional.
 

O jogador da ENH de Vilankulo, Norberto Betão, deu provas de como um jogador jamais deverá se comportar, tanto dentro como fora dos relvados, ao mostrar gestos obscenos aos adeptos e equipa técnica do Costa do Sol, bem como a equipa de arbitragem, no embate do último sábado, em que a sua equipa perdeu, diante dos “canarinhos”, por duas bolas a uma.

Betão teve uma atitude nunca antes vista no futebol nacional ao festejar o seu golo, apontado na marcação de um livre directo, que até era de empate, a insultar o público presente nas bancadas do Campo do Costa do Sol com um gesto obsceno que não dignifica o seu humano.

Foi, de resto, uma atitude que deixou incrédulos os espectadores presentes no campo e os telespectadores que acompanhavam o jogo pela televisão, uma vez que não esperavam um acto de natureza igual com um jogador que acabava de marcar.

O facto é que Betão não parou por aí! Quinze minutos depois de ter feito o golo e o gesto em alusão, Betão cometeu uma agressão a Hilário, ao pisar propositadamente o jogador do Costa do Sol no peito.

Sem contemplações, o árbitro do encontro, Zefanias Chijamela, mostrou um cartão vermelho directo ao jogador e, quando já se dirigia aos balneários voltou a fazer os mesmos gestos e a mandar “manguitos” para o público, para o quarto árbitro e para o banco de suplentes do Costa do Sol.

Uma atitude deplorável do jogador que exibiu um inacreditável e triste espetáculo. O Costa do Sol acabou terminando o jogo com mais três jogadores em campo em relação ao seu adversário, que primeiro viu Obed ser expulso, por acumulação de amarelos, depois Manuelito, que saiu lesionado, numa altura em que os “hidrocarbonetos” já haviam esgotado as substituições, e por fim essa expulsão directa de Betão, já na ponta final do jogo.

Para além de terminar com vantagem numérica, os “canarinhos” saíram com os três pontos em disputa, graças aos golos de Eva Nga e Sibale, que colocaram a equipa mais líder da prova, agora com 51 pontos, mais seis que a União Desportiva de Songo, segundo classificado, com 45 pontos.

Para já espera-se pela decisão do Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol em relação a atitude do jogador da ENH de Vilankulo, no passado sábado.

 

 

Ao cabo de 24 jornadas, pese embora a União Desportiva de Songo tenha dois jogos a menos, Incomáti de Xinavane e Maxaquene, com um jogo a menos, e num campeonato onde descem de divisão as cinco últimas posicionadas, o Costa do Sol é a única equipa que já garantiu a manutenção para a próxima edição do Moçambola.

Os “canarinhos” somam 51 pontos, frutos de 15 vitórias, seis empates e três derrotas, nos quais marcou 43 golos e sofreu 20, tendo um saldo positivo de 23 golos. Estes números colocam a turma de Horácio Gonçalves com mais 22 pontos em relação ao grupo que abre a zona da despromoção, nomeadamente Desportivo Maputo e Maxaquene, que somam 29 pontos. Neste grupo de equipas com 29 pontos está ainda o Ferroviário de Nacala, que está no limite da linha d’água, mas a estremecer, em virtude do jogo em atraso entre o Maxaquene e a União Desportiva de Songo. É que, em caso de vitória dos “tricolores”, estes saem da zona da despromoção e relegam para lá os “locomotivas” de Nacala, a fazerem companhia ao Desportivo Maputo, Ferroviário de Nampula (28 pontos), Baía de Pemba (22) e Têxtil de Púnguè (16).

Entretanto, um dado não menos importante é que a União Desportiva de Songo precisa de apenas uma vitória, que pode alcançar já na quarta-feira, quando defrontar o Maxaquene, em partida de atraso, para também assegurar a manutenção na prova.

Os “hidroeléctricos” estão com 45 pontos, mais 16 em relação ao trio de 29 pontos, do limite da despromoção, quando faltam 18 pontos por disputar, sem contar com os dois jogos em atraso que a turma de Songo tem.

 

Luta titânica pela fuga a despromoção

Da terceira posição, agora na posse do Ferroviário da Beira, que soma 39 pontos, até ao 12º classificado, o Desportivo Maputo, primeiro do grupo que desce de divisão, são 10 os pontos que separam as equipas, ou seja, apenas três vitórias e um empate, o que quer dizer que cada uma das equipas que está nessas posições é suscetível de descer de divisão.

Já o Têxtil de Púnguè, lanterna vermelha da prova com 16 pontos, está mais próximo de confirmar a descida de divisão, bastando para tal duas derrotas nas próximas jornadas para o efeito. Mas mais do que os “fabris” da Manga, o Baía de Pemba é outra equipa que vai tendo a calculadora na mão, já que conta com 22 pontos. Mais próximos de sair da zona da despromoção, bastando vencer e esperar pelo deslize dos seus adversários directos, é o Ferroviário de Nampula, que tem 28 pontos, o Maxaquene e o Desportivo Maputo, que somam 29 pontos, os mesmos do Ferroviário de Nacala.

As próximas jornadas vão ditar as cinco equipas que confirmarem a descida, para dar lugar as três que sobem, nomeadamente os campeões regionais do norte (Ferroviário de Lichinga), centro (Matchedje de Mocuba) e sul (Black Bulls).

 

 

Martin Jongwe Nyanzira, ou simplesmente Jongwe, o camisa 17 do Textáfrica do Chimoio, entrou para o top-3 da lista dos melhores marcadores do campeonato nacional, ao apontar mais um golo no final de semana, desta feita contra o Maxaquene, que ditou a vitória da sua equipa diante dos “tricolores”, à tangente, em partida da 24ª jornada do Moçambola.

O zimbabweano de 26 anos de idade, apontou o seu nono golo e desgrudou do quarteto que ainda soma oito golos, constituído por Maninho, do Ferroviário da Beira, Hammed, do Desportivo Maputo, Jacob, do Incomáti de Xinavane, e Mutong, do Maxaquene, todos em branco na jornada do final de semana.

Jongwe, que estava empatado com todos eles, conseguiu isolar-se na terceira posição da lista dos melhores marcadores, após golo apontado aos 62 minutos, num belo gesto técnico de cabeça, a deixar sem reacção o guarda-redes do Maxaquene, Jonas. Mutong, bem que tentou, mas debalde o seu esforço, não só por não ter marcado, mas também por ter visto a sua equipa perder no jogo frente aos “fabris” do planalto.

Maninho, que foi capitão do Ferroviário da Beira na deslocação a “trincheira” de Gaza para defrontar o Clube de Chibuto, viu Andro e Nhabanga apontarem os dois golos com que a equipa venceu e ascendeu ao terceiro lugar da tabela classificativa, em troca com o seu homónimo de Maputo, que desceu ao quarto lugar. Já Hammed e Jacob, respectivamente dos “alvi-negros” e “açucareiros”, não só não marcaram, como também não ajudaram a sua equipa a evitar os desaires, nomeadamente diante da União Desportiva de Songo e Têxtil de Púnguè, respectivamente por 3-0 e 1-0.

 

Eva Nga já pode receber prémio

Com estes dados, Jongwe conta com 9 golos e está a três do segundo classificado, o moçambicano Luís Miquissone, que conta com 12 remates certeiros. Miquissone, internacional moçambicano, não facturou esta semana, na 24ª jornada, mas viu a sua equipa golear o Desportivo Maputo por claros 3-0 e acender a vela da perseguição ao líder da prova, o Costa do Sol, que ainda não pode encomendar as faixas porque, os “hidroeléctricos” contam com menos dois jogos, que dão direito a seis pontos, em caso de vitórias, os mesmos pontos que separam os “canarinhos” da turma de Songo.

Quem se dá por feliz nesta senda de goleadores, é o camaronês Eva Nga, que já conta com 20 golos e já reclama o prémio de 100 mil meticais, atribuído ao goleador que terminar com um mínimo de 20 golos. Nga está, assim, a seis golos da marca nacional (recorde nacional) de golos, que é de 26 e pertence ao antigo internacional moçambicano Amade Chababe Amade. O jogador marcou tantos golos numa competição de todos contra todos com 12 equipas, ou seja, marcou 26 golos em 24 jornadas, num campeonato em que o “seu” Desportivo Maputo terminou campeão nacional com 73 golos apontados e 9 sofridos, num total de 18 vitórias, duas derrotas e igual número de empates.

Eva Nga tem assim, mais seis jogos para atingir a marca nacional, até ao final da prova, nomeadamente diante do Textáfrica do Chimoio, Desportivo de Nacala (ambos fora), UD Songo (casa), Clube de Chibuto (fora), Têxtil de Púnguè (casa) e Ferroviário de Nampula (fora).

 

Artur Semedo deu cara a crise do Desportivo e falou de uma situação crítica que se vive nos alvinegros. Semedo diz que há mais de seis meses que não tem salário, que o clube não treina fazem duas semanas porque não tem campo, e que tem sido prejudicado pelos árbitros.

“Frustrado” com a situação crítica que se vive no Desportivo Maputo, passando pela “passividade” dos dirigentes quanto a um mandatário “indisciplinado”, e com a perseguição pela “mão externa”, sem esquecer das duvidosas arbitragens, Artur Semedo decidiu “despejar” tudo. 

Tudo isso, desde a relação agridoce com um membro do clube Desportivo Maputo, e com a “mão externa” como ele apelida o grupo de pessoas que acredita estarem a persegui-lo) começa no princípio do ano (pelo menos enquanto treinador dos alvinegros).

“Sei que os clubes foram convidados para participar de um programa de Televisão, em que o Desportivo arrolou também o seu representante, indicado pela direcção, e que logo na 1ª jornada foi capaz de vilipendiar o treinador e a equipa do desportivo” deplorou Artur Semedo.

O técnico alvinegro e a sua equipa não sabiam o porquê dos ataques, mas o desconhecimento não evitou novos ataques. “Os impropérios, a falta de respeito para com o treinador e com a equipa foi se repetindo vezes sem conta”.

E nestas repetições Semedo diz que pautou apenas por responder defendendo a equipa alvinegra nas conferências de imprensa depois do jogo, mas tal atitude não era bem recebida pela direcção, e nem queriam se pronunciar.

“Não houve nunca uma reacção, não houve nenhuma manifestação de qualquer elemento da direcção do desportivo”, garantiu, num tom revoltado pela atitude, o técnico.

E se a situação já estava de tal modo insustentável, a mesma agravou-se algum tempo depois do início dos “vilipêndios”, pois para além do clube não se pronunciar, o mesmo passou recentemente a não ter campo para treino, facto que tem condicionado os resultados da equipa.

Artur Semedo revela que a sua equipa não treina a sensivelmente duas semanas (quando faltavam dias para o jogo diante do HCB do Songo), assim como não teve qualquer contacto com a direção alvinegra no mesmo lapso de tempo.

O problema da falta de campo estava minimizado até o fim da primeira volta do Moçambola, mas, com a chegada do Papa, o Estádio Nacional do Zimpeto (seu campo temporário para treino para jogo) foi interdito.

Na conferência de imprensa, Semedo agradeceu a disponibilidade e a boa vontade do vizinho Clube Desportos da Maxaquene por, de quando em vez, disponibilizar metade do campo para que a equipa treine. 

O técnico falou igualmente da falta de salário, e garantiu que tal situação não põe em causa a sua posição como treinador. Semedo desmentia, assim, a premissa de que ele e a sua equipa tem os salários em dia.

“Os treinadores do Desportivo e sobretudo o treinador principal tem mais de meio ano sem salário” revelou. 

Na conferência de Imprensa, Semedo deixou claro que a posição em que se encontra na tabela classificativa tem uma forte influência da terceira equipa em campo, a de arbitragem.

O técnico alvinegro não esqueceu de elencar os grupos externos na longa lista de factores que impedem os bons resultados dos alvinegros. Devido a lista apresentada, Semedo diz ter uma única certeza.

O Desportivo não esta preparado para disputar o Moçambola, aliás nem o Desportivo nem muitas outras equipas.

Faltam apenas sete jornadas para o fim do Moçambola, e o principal objectivo de Artur Semedo passa agora a ser a manutenção na principal prova de futebol disputada em Moçambique, o Moçambola.

 

 

O Ferroviário de Maputo deixou Maputo com destino a Joanesburgo, onde de 22 a 26 de Outubro irá disputar o grupo E da fase de apuramento para a Liga Africana de Basquetebol, prova organizada conjuntamente pela FIBA e NBA.

Ocupar um dos dois primeiros lugares que dão acesso a elite 16 é um dos grandes objectivos dos campeões nacionais, que partem para esta fase preliminar com a mesma estrutura que, em Setembro, conquistou a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.  

Milagre “Mila” Macome conta, para o efeito, com os bases Pio “Lingras” Matos, Baggio Chimonzo e Orlando “Nando” Novela; os extremos Milton Caifaz, Hugo Martins, Ermelindo “Mindo” Novela, Stélio Rodrigues, Francisco “Chiquinho” Macarringue e o espanhol Alvaro Manso; os postes Custódio Muchate, Inélcio “Chirinho” Chire e Octávio “Maguila” Magoliço.

A integração de Alvaro Manso, MVP das duas últimas edições do campeonato nacional, constitui uma mais-valia para a equipa, porquanto é um jogador com enormes qualidades quer ao nível dos tiros exteriores como também curtos.

Manso já conhece, e bem, o grupo de trabalho pois este é o terceiro ano que reforça o Ferroviário de Maputo.

Para esta empreitada, Mila não poderá contar com o poste Edson Monjane, ele que contraiu matrimonio recentemente, e Dércio “Dado” Mula, que ira reforçar uma equipa maliana.

Os campeões nacionais terão como adversários o Jonzi Nuggets (África do Sul); Mercenaries (Zimbabwe); University Pacers (Zâmbia), Dolphins Basktebbal (Botswana) e Lions Club (Namíbia).

Alguns destes adversários já conhecidos do Ferroviário de Maputo, até porque defrontou ano passado durante as eliminatórias para a Afroleague, em Bulawaio, Zimbabwe.

Esta competição será disputada num sistema de todos contra todos em uma volta, sendo que os dois primeiros classificados passam para a elite 16 da Liga Africana de Basquetebol.

O sorteio da prova devera ser realizado esta segunda-feira, em Joanesburgo, África do Sul.  “Vamos tentar de tudo para fazermos uma participação condigna. Participação condigna passa, efectivamente, por nos posicionarmos nos lugares cimeiros”, disse Milagre Macome, “coach” do Ferroviário de Maputo.

Para a direcção do clube, é um orgulho “sermos os primeiros a participar neste tipo de competição”. Agora, segundo Isidro Amade, responsável pelo departamento de basquetebol do Ferroviário de Maputo, os campeões nacionais “carregam nas costas uma grande responsabilidade”.

Foco em vitórias e uma qualificação para etapa seguinte da prova. Esta é a mensagem transmitida por Orlando “Nando” Novela e Custodio Muchate, no lançamento da participação dos campeões nacionais nas eliminatórias para a Liga Africana de Basquetebol.

“Com o nosso trabalho, empenho e dedicação e conjunto nós podemos superar todas aquelas que podem vir a ser as adversidades nesta prova”, disse Muchate.

 

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