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O País – A verdade como notícia

Clubes de futebol em Cabo Delgado estão preocupados com o fraco aproveitamento de alguns talentos que despontam nos distritos.

preocupação foi manifestada fim-de-semana, no distrito de Mueda, durante um encontro com o antigo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, que se deslocou àquele ponto do país no quadro de um torneio alusivo ao aniversário natalício de Alberto Chipande, veterano da luta de libertação nacional.

Estes manifestaram, na ocasião, a sua insatisfação pelo facto de alguns clubes da primeira divisão optarem pela contratação de jogadores estrangeiros e não atletas locais com enorme potencial.

Para Nordino Rizuane, dirigente desportivo em Palma, “muitos talentos estão perdidos nos distritos porque os clubes preferem contratar jogadores no Malawi ou Zimbabwe que não são tão superiores, em termos e qualidades, aos jogadores nacionais”.

Por sua vez, Momade Rajal, dirigente de um clube em Mueda, apelou aos clubes a fazerem melhor aproveitamento dos talentos nos distritos porque “os valores partem da aldeia para o topo e não o contrário”.

Durante a sua visita à província de Cabo Delgado, Feizal Sidat ofereceu bolas aos clubes dos distritos de Mueda, Palma, Mocímboa da Praia e Quissanga.

Sidat, que se diz estar a fazer campanha para as eleições na Federação Moçambicana de Futebol, justificou esta acção com o seu “comprometimento com a modalidade”.

Sidat diz que pretende minimizar os problemas que os clubes enfrentam para a aquisição de material desportivo.

 

O Maxaquene voltou a perder no Moçambola 2019, pela quarta vez consecutiva, desta vez na recepção ao Ferroviário de Nacala, por 0-1. Os “tricolores” afundam-se cada vez mais no buraco e já começam a ver uma luz no fundo do túnel da despromoção.

Este era o quarto jogo consecutivo do Maxaquene, em Maputo, em menos de 10 dias, dos quais tinha averbado três derrotas, nomeadamente frente ao Textáfrica, UD Songo e Liga desportiva de Maputo, motivos mais que suficientes para encarar o Ferroviário de Nacala com cautelas e com objectivo de somar os três pontos.

Mas os visitantes não deram tempo para o donos da casa pensarem no que queriam do jogo e aos 12 minutos já estavam a vencer. Cruzamento da direita para um primeiro remate, com Jonas a defender para frente, mas Rufel, na recarga, não desperdiçou e abriu o marcador.

Amide Tarmamade não gostou do que via em campo e fez uma substituição aos 25 minutos, com entrada de Dje para o lugar de Victor. Pouco tempo depois de entrar, Dje tentou a sorte, num remate do meio da rua, mas sem sucesso.

Queria a todo custo chegar ao empate o Maxaquene, mas do outro lado estava um senhor chamado Nando, que defendia tudo o que ia para a sua baliza. Nando até teve oportunidade para fazer defesas para fotografia.

As respostas da turma de Sérgio Faife faziam estremecer Jonas e os adeptos nas bancadas, bom grado que nenhum outro golo entrou.

Mas quem desperdiçou mesmo foi Mutong, já no final da partida, ao cabecear frouxo e a permitir uma intervenção de Nando, a evitar o empate.

Com a vitória desta terça-feira, os “locomotivas” de Nacala sobem provisoriamente ao quinto lugar, agora com 35 pontos, esperando pelos resultados dos jogos desta quarta-feira, e afundam os “tricolores”, que não conseguem sair da zona da despromoção e já começam a ver uma luz no fundo do túnel, mas da segunda divisão.

 

Categórico, o Ferroviário de Maputo continua a passear a sua classe no Wembley Stadium, em Joanesburgo, África do Sul, palco da fase de apuramento da Liga Africana de Basquetebol.

Com quatro vitórias em igual número de jogos no grupo E (chamada “division Est”), os campeões nacionais qualificaram-se para a próxima fase da competição, onde se vão juntar aos vencedores dos grupos “D” (Patriots do Ruanda e City Oliers do Uganda) e “C” (FAP dos Camarões e Manga do Gabão).

Sábado, para não variar, Alvaro Manso colectou o seu quarto duplo-duplo na competição ao contabilizar 22 pontos e 13 ressaltos, tendo sido determinante na vitória do Ferroviário de Maputo diante do Unza Pacers da Zâmbia, por 84-69.

O espanhol teve um registo de 6/18 (33.3%) nos lançamentos de campo, 4/14 nos tiros exteriores (28.6%) e 6/11 (54.5 %) na linha de lances livres.

Manso foi secundado por David Canivete com 14 pontos, sete ressaltos (cinco ofensivos e dois defensivos) e Inélcio “Chirinho” com 13 pontos e quatro ressaltos (três ofensivos e um defensivo).

Num embate que envolvia duas equipas 100 % vitoriosas, o Ferroviário de Maputo sentiu algumas dificuldades no primeiro quarto, etapa na qual venceu por quatro pontos: 21-17.

Mais do mesmo no segundo quarto. Equilibrado, esta etapa do jogo terminou com os campeões nacionais na frente do marcador com um parcial de 21-8.

Ferroviário de Maputo entrou muito forte no terceiro quarto, marcando 25 pontos e limitando o Pacers a apenas 12.

E, embora os zambianos tenham entrado para o quarto quarto com perspectivas de recuperar o resultado, os campeões nacionais revelaram-se mais concentrados na quadra, vencendo por um parcial de 22-18.

Em termos globais, o Ferroviário de Maputo apresentou uma média de 38.3% (31/18) nos lançamentos de campo, 55.6% (25/45), 16.7% (6/36) nos tiros exteriores, 57.1% (16/28) na linha de lances livres.
Os campeões nacionais voltaram a ter domínio nas tabelas com 58 ressaltos dos quais 23 ofensivos e 35 defensivos, 12 assistências e igual número de perdas de bola e sete assistências.

Já os zambianos concretizaram 29/74 lançamentos de campo (39.2%), 4/21 nos tiros exteriores (19%) e 7/15 na linha de lances livres (46.7%).
Mais: 49 ressaltos dos quais 15 ofensivos e 34 defensivos, 12 assistências e 13 perdas de bola.

 

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves,  diz em entrevista  ao programa Ao Ataque da Stv, a ser difundida segunda-feira após a telenovela, que o grande objectivo passa por colocar os Mambas no CAN-2021, nos Camarões, e Mundial 2022, no Qatar.

Luís Gonçalves defende ainda a união de esforços para que os Mambas tenham uma boa prestação nas duas campanhas que têm pela frente.

Luis Gonçalves explica também  os  critérios de escolha dos jogadores dos Mambas. Gonçalves aborda também a qualidade do Moçambola, formação e naturalização de jogadores.

 

É um facto. Leonel “Mabê” Manhique e Deolinda Carmen Ngulela irão treinar a selecção nacional de basquetebol sénior feminino no torneio pré-olímpico – zona africana de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2022-, prova a realizar-se de 14 a 17 de Novembro, em Maputo.

O anúncio será feito esta segunda-feira, numa conferência de imprensa a ser concedida pela Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB).

O jornal “O País” sabe que a decisão foi tomada quinta-feira numa reunião havida na sede da Federação Moçambicana de Basquetebol.

Em cima da mesa, segundo apurámos, estiveram os nomes de Julian Martínez, espanhol que levou Moçambique ao quarto lugar no Afrobasket 2019, em Dakar Senegal, e Simão Mataveia, um dos adjuntos nesta competição.

Nasir “Nelito” Salé, que tem contrato com o Ferroviário da Beira até 31 de Dezembro de 2019, foi igualmente contactado pouco antes de 15 de Outubro, dia em que os moçambicanos foram votar.

Conhecido pelo seu rigor e disciplina, descartou a possibilidade devido ao “timing” em que foi contactado, até porque precisaria de certo tempo para começar a trabalhar com a selecção nacional.

Leonel Manhique e Deolinda Ngulela trabalharam juntos na selecção nacional que, em 2018, disputou os Jogos da Commonwealth, em Gold Coast, na Austrália.

Nesta competição, a selecção nacional de basquetebol sénior feminina averbou cinco derrotas em igual número de jogos. Perdeu, na estreia, no dia 6 de Abril, com a Austrália por 113-53. Dois dias depois, Moçambique caiu pés da Inglaterra (71-58). Vieram depois as derrotas com Canadá (85-53), e Nova Zelândia (79-63).

No “pré-olímpico”, Moçambique está inserido no grupo “A” do qual fazem parte RD Congo e Nigéria, campeã africana em título.

Já no grupo “B” temos as selecções nacionais do Mali, Angola e Senegal.

 

 

A primeira parte da eliminatória entre a União Desportiva de Songo e o Bidvest Wits da África do Sul, referente ao play-off de acesso a fase de grupos da Taça CAF, terminou os campeões nacionais a sucumbirem em pleno Estádio Nacional do Zimpeto, após perder por duas bolas a uma, sem reacção para evitar o descalabro.

Os “hidroeléctricos” entraram para o jogo sabendo das dificuldades que ia enfrentar perante uma equipa que é um referência não só no futebol sul-africano e da região, mas também de todo continente.

Foi por isso que Nacir Armando fez algumas alterações em relação ao onze que na quarta-feira havia vencido o Maxaquene para o Moçambola, com a entrada de Amadu, com o objectivo de prender a defensiva contrária, aproveitando a sua estatura física e seu forte jogo aéreo.

Mas ainda a procurarem se encontrar os moçambicanos, foi a equipa sul-africana a chegar ao golo aos 16 minutos, numa situação de falta de comunicação na defensiva do Songo, a aparecer Hotto, mais em jeito do que com força, a fazer o 1-0, para tristeza dos presentes no Estádio Nacional.

Os “hidroeléctricos” acreditaram que podiam fazer melhor e ainda na primeira parte, aos 34 minutos, chegaram ao empate, num cruzamento da direita, com a bola a ir à cabeça de Telinho, que não desperdiçou e fez o empate.

Luís Miquissone ainda teve a oportunidade de desfazer o empate no final da primeira parte, mas bem posicionado não teve calma suficiente para bater o guarda-redes contrário.
Na segunda parte, Nacir Armando fez algumas substituições com as entradas de Lau King, Zequinho e Bhéu, que fizeram de tudo para empurrar a equipa para frente.

Zequinho, Bhéu e Luís Miquissone ainda tiveram oportunidades de marcar, mas debalde. Alias, o capitão da União Desportiva de Songo teve uma soberba oportunidade de marcar, mas frente-a-frente com o guarda-redes Peterson, rematou ao poste.

Dominguez, que fez parte do onze inicial do Bidvest, abriu o livro aos 54 minutos, fez um passe magistral para Dotty, que nada mais podia e devia fazer, senão visar a baliza de Leonel e ampliar o marcador.

Estava em baixo de forma a turma moçambicana que não conseguiu lutar pelo empate, sendo, inclusive, a turma adversária a dispor de algumas boas oportunidades, mas Leonel a salvar um desaire ainda mais desolador para os moçambicanos.

Ainda assim os moçambicanos deixam tudo em aberto para o jogo do próximo domingo, em Joanesburgo, para a segunda mão, onde precisa de vencer por quaisquer números, para poder passar à fase de grupos da Taça CAF, também conhecida por Taça Nelson Mandela.

A equipa de arbitragem proveniente da Etiópia esteve bem no jogo e merece nota positiva.

UD Songo
Leonel
Amorin
Infren
Gildo
Tony
John Banda
Amadu
Candinho
Frank Banda
Telinho
Luís Miquissone

Suplentes utilizados
Lau King
Zequinho
Bhéu

Suplentes não utilizados
Aurio
José
Mucuapel
Guirrugo
Agenor

Bidvest
Peterson
Hlatswayo
Nonyane
Pelembe
Hotto
Hlanti
Buhlebuyeza
Nange
Alexander
Doute
Mutopa

Suplentes
Monare
Dzvukamanja
Mahangwahaya
Domingo
Goss
Mucheze
Mucuphu

 

Com um duplo-duplo de Alvaro Manso (28 pontos e 12 ressaltos), o Ferroviário de Maputo “desatou o nó” de um jogo que parecia complicado (nos dois primeiros quartos) e venceu o Mercenaries do Zimbabwe, por 100-72, em jogo da terceira jornada do grupo E das eliminatórias para a Liga Africana de Basquetebol, BAL.

O espanhol obteve um registo de 44.44% nos lançamentos de campo (8/18), 50% nos tiros exteriores (5/10) e 87.5% na linha de lances livres (7/8).

Manso foi secundado por Pio “Lingras” Matos, base que contabilizou 19 pontos e três assistências em 20:57 minutos na quadra.

Matos terminou o jogo com 7/12 nos lançamentos de campo, perfazendo uma média de 58.33% e 5/6 na linha de lances livres (83.33%).

Em termos globais, o Ferroviário de Maputo teve os seguintes “turgets”: 35/70 nos lançamentos de campo (50%), 14/28 nos tiros exteriores (50%), 16/22 na linha de lances livres (72.73%).
Os campeões nacionais dominaram nas tabelas, tendo colectado 49 ressaltos dos quais 17 ofensivos e 32 defensivos.

No Mercenaries, evidenciou-se Tatenda Paul Maturure com 27 pontos, quatro ressaltos e três assistências em 35:07 minutos na quadra.

 

COMPLICAR NO INÍCIO

Não era um adversário desconhecido para o Ferroviário de Maputo. Nem tão pouco. Até porque o Mercenaries apresenta alguns atletas que evoluem na selecção do Zimbabwe que, recentemente, bateu-se com Moçambique nas eliminatórias para a primeiríssima edição do Afro Can.  

Mais concentrado, o Ferroviário de Maputo, no início do primeiro quarto, diante de um adversário que na véspera tivera um jogo extremamente complicado no qual venceu apenas no prolongamento (68-60 ao Dolphins do Botswana).

Deu luta, depois, o Mercenaries que criou algumas dificuldades aos campeões nacionais que, ainda assim, saíram do primeiro quarto a vencer por um ponto: 21-20.

No segundo quarto, o Ferroviário de Maputo já melhorou a sua pontuação perante uma equipa que dava luta para não deixar os “locomotivas” fugirem no resultado.

O conjunto de Milagre “Mila” Macome chegou a ter vantagem, mas os zimbabweanos continuaram a pressionar. No final da primeira parte, o Ferroviário de Maputo vencia por seis pontos: 48-42.

A “boxe score” indicava, para os campeões nacionais, médias de 58.06% nos lançamentos de campo (18/32), 62.5% nos tiros exteriores (5/8) e 70% na linha de lances livres (7/10).

Com domínio na tabela ofensiva e defensiva, o Ferroviário de Maputo colectou 22 ressaltos (cinco ofensivos e 11 defensivos) e cometeu 12 “turnovers”.

Já o Mercenaries registou 48.57% nos tiros de campo (17/35), 33.33% nos lançamentos exteriores (4/12), 80% na linha de lances livres (4/5). Há ainda onze ressaltos (dois ofensivos e nove defensivos) e onze perdas de bola.

Esta quinta-feira, o dia é reservado ao descanso no grupo “E” das eliminatórias para a Liga Africana de Basquetebol, BAL.
O terceiro quarto veio confirmar a supremacia do Ferroviário de Maputo que, tanto no jogo exterior quanto exterior, fez a diferença vencendo pelo parcial de 28-14. Com 02:02 por se jogar nesta etapa, o Ferroviário de Maputo vencia por 14 pontos: 70-56.

O quarto quarto foi para fugir no resultado, sendo que nesta etapa os campeões nacionais colocaram a diferença em 30 pontos, continuou equilibrado, com o Mercenaries do Zimbabwe a evitar deixar o Ferroviário de Maputo fugir no resultado.

 

Na partida em atraso, realizado esta quarta-feira, a União Desportiva de Songo venceu o Maxaquene, por duas bolas a uma e aproxima-se cada vez mais do Costa do Sol, líder, agora com mais três pontos que os “hidroeléctricos”. Já os “tricolores” afundam-se ainda mais na zona da despromoção.

Um jogo que tem muita história por se contar, tendo em conta os objectivos que cada uma das equipas levava para o jogo desta quarta-feira, de atraso, referente a 19ª jornada do Moçambola 2019.

O Maxaquene, por um lado, na zona da despromoção, sabia que uma vitória tirava a equipa da zona onde se encontra, pois pulava da 13ª para a 8ª posição da tabela classificativa.

Por outro lado estava a União Desportiva de Songo, que sabia que uma vitória reduzia a desvantagem pontual com o Costa do Sol, líder da prova, de seis para três pontos.

As duas equipas entraram receosas, culpa do estado da relva do campo do Afrin, que não permite que os jogadores desenvolvam o seu futebol de forma mais pura e alegre.

O facto é que o jogo tinha, também, uma particularidade: marcava o reencontro e regresso de Candinho com o “seu” Maxaquene, quatro meses depois da saída da casa dos “maxacas”.

Candinho ainda teve a oportunidade de marcar à sua antiga equipa, aos 24 minutos, mas o seu cabeceamento saiu ligeiramente ao lado do poste direito da baliza de Jonas, mais uma vez chamado a defender a baliza do Maxaquene.

Os “tricolores” apostaram em jogadas de longa distância, com passes direccionadas para frente, na tentativa de encontrar a velocidade de Mutong, Hermínio e João, mas sem sucesso.

A equipa de arbitragem, principalmente o 1º assistente, Carlos Mussane, entrou em cena algumas vezes, primeiro ao anular um golo de Luís Miquissone, após passe de cabeça de Telinho, ao considerar fora de jogo do internacional moçambicano.

Amid Tarmamade não gostava da actuação da sua equipa e principalmente de João, na frente do ataque, acabando por trocar o jogador ainda na primeira parte, aos 40 minutos, fazendo entrar Silima.

Mas antes, Telinho atirou uma bomba, de fora da área, depois de combinar com Luís Miquissone, a bater Jonas, pela primeira vez, sem dar hipóteses de defesa a este.
A vantagem dos “hidroeléctricos” no final da primeira parte preocupava os “tricolores” e seus adeptos, que já começam a desmoronar, até porque Carlos Mussane voltou a anular um golo limpo de Luís Miquissone, alegadamente por fora de jogo inexistente.

 

Dois penáltis e um vermelho a aquecer o jogo

Verdade ou não, Amid Tarmamade tirou do jogo Silima, que entrara a substituir João, e meteu para o seu lugar Tomás. Parecia que não gostava da actuação dos seus jogadores e não sabia a quem tirar para fazer a equipa carburar melhor.

As duas equipas não avançavam e o relvado não ajudava. O espectáculo só voltou a se ver já no final do jogo. Aos 84 minutos, Luís Miquissone combina com Telinho, que dentro da área remata, mas Domingos, também conhecido por Mexer, defende com a mão e, Eduardo Chissano aponta para a marca da grande penalidade. Luís Miquissone, o capitão, aproveitou para fazer o seu 13º golo e reduzir para sete os golos que o separam de Eva Nga, melhor marcador da prova.

Quando se esperava que o jogo assim terminasse, mais um lance discutível e ajuizado por Eduardo Chissano. A falta de Tony, da UD Songo, sobre Hermínio, do Maxaquene, parece ser em cima da linha da grande área, mas o árbitro aponta para a marca da grande penalidade e Mexer redimi-se do penálti que provocou e reduz a diferença.

Ainda houve tempo para Fopa ver o segundo amarelo e ser expulso, antes do final do jogo. Um jogo que a União Desportiva de Songo aproveitou para preparar o jogo de domingo, no Estádio Nacional do Zimpeto, diante do Bidvest Wits da África do Sul, em partida do play-off de acesso a fase de grupos da Taça CAF.

 

Adeptos do Maxaquene ainda com esperança de manutenção

Os adeptos do Maxaquene, tristes com a segunda derrota consecutiva dos “tricolores”, prometem não abandonarem a equipa e acompanharem em todos os momentos. Estes consideram um fase menos boa esta que a equipa está a atravessar e garantem que a manutenção não está em causa.

Aliás, a esta altura, uma vitória é suficiente para tirar a equipa da zona da despromoção, mas os adeptos sabem que não será tarefa fácil, tendo em conta os adversários que ainda tem pela frente até ao final da prova, nomeadamente a Liga Desportiva de Maputo, o Ferroviário de Nacala, o Desportivo e o Ferroviário, ambos de Maputo, entre outras.

Única esperança dos adeptos “tricolores” é garantir, nos próximos jogos, pelo menos 10 pontos que garantam a manutenção da equipa na prova mor do futebol moçambicano.

 

 

Dois jogos, igual número de vitórias. Este é o saldo do Ferroviário de Maputo no grupo E das eliminatórias para Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova que decorre em Joanesburgo, África do Sul.

Esta quarta-feira, o Ferroviário de Maputo venceu o Lions Basketball Club da Namíbia por 102-60, na segunda jornada do grupo E da fase de qualificação para a Liga Africana de Basquetebol, BAL.

Sem acelerar, até porque o adversário não o obrigou a tal e nem tinha argumentos para o efeito, os campeões nacionais aplicaram “chapa 100” e deram um passo rumo à transição para a elite 16 da inovadora prova promovida pela FIBA e NBA.

No Wembley Stadium, em Joanesburgo, Luís “Lulu” de Barros foi o melhor cestinha dos campeões nacionais com 18 pontos em 22:31 minutos na quadra.

Lulu, que recentemente recuperou de uma lesão, foi secundado por Alvaro Manso, espanhol que colectou um duplo-duplo: 15 pontos e 10 ressaltos (seis ofensivos e quatro defensivos) durante os 24:10 minutos na quadra.

Destaque ainda para Pio “Lingras” Matos, com 14 pontos, e David Canivete, com 14. Num jogo propício para fazer a rotação da equipa, Milagre “Mila” Macome deu minutos a todos atletas com a excepção de Custódio Muchate, que à semelhança do primeiro embate não foi utilizado.

Em termos globais, o Ferroviário de Maputo teve um registo de 47% de aproveitamento nos lançamentos de campo (41/86). Os bicampeões nacionais apresentaram ainda 31% nos tiros exteriores (9/29), 55% na linha de lances livres (11/20) para além de terem dominado na tabela com  47 ressaltos (31 defensivos e 16 ofensivos).
Os “targets” apontam ainda para 20 assistências, nove “turnovers” e 16 roubos de bola.

Hoje é dia de descanso, sendo que na sexta-feira o Ferroviário de Maputo joga com o  Mercenaries do Zimbabwe, conjunto que na segunda jornada perdeu com o University of Zâmbia por 80-74, resultado encontrado no prolongamento.

Os parciais desta partida foram: 15-21, 16-21, 16-12, 23-16 e 14-4 (OT).

Ainda esta quarta-feira, em jogo da segunda jornada do grupo E das eliminatórias para Liga Africana de Basquetebol, o Jonzi Nugets da África do Sul derrotou o Dolphins do Botswana por 68-60.
 
Liga Africana de Basquetebol
BAL 2020
Grupo E
Fer. Maputo 102-60 Lions Basketball Club
Jonzi Nugets  68-60 Dolphins
Mercenaries 74-80  University of Zâmbia

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