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O País – A verdade como notícia

Os comentadores residentes do Mais Desporto e da Premier League, Tomás Inguane e João Chissano, esperam que a época 2020/2021, da Liga Inglesa, seja melhor que a temporada passada. Os dois antigos internacionais moçambicanos esperam dificuldades para os chamados grandes do campeonato inglês, que arranca já este final de semana.

 

A liga inglesa está de volta aos grandes relvados, com o arranque da temporada 2020/2021, a partir deste sábado. Uma competição que regressa às telas da Stv, depois de, na temporada passada, terem sido transmitidas as últimas 10 jornadas.

Para a presente temporada, serão 38 partidas que vão passar nos écrans da Stv, nomeadamente, uma partida por cada uma das 38 jornadas que perfazem a Premier League.

E tal como na ponta final da época passada, João Chissano e Tomás Inguane voltam a integrar o grupo de comentadores residentes para programas e jogos da Premier League, e esperam que seja uma temporada melhor que a passada, que foi assolada pela pandemia do novo coronavírus, o que propiciou uma paragem de cerca de três meses, facto que acabou prejudicando algumas equipas e jogadores.

Para Tomás Inguane, considera que a situação pela qual o mundo tem estado a passar nos últimos meses, derivada da pandemia da COVID-19, e que afectou grandemente o futebol, “acabou tirando aquela alegria ao futebol em todo mundo e os clubes e jogadores ressentiram-se disso”. Mas também espera que “essa situação se resolva o mais rápido possível para podermos ter um futebol agradável, um futebol com espectáculo, porque futebol é espectáculo e espectáculo é ter espectadores, mas tudo só poderá voltar a normal se nos precavermos”, alertou Inguane, olhando para a situação actual que se vive um pouco pela Europa, com destaque para Inglaterra.

Já João Chissano, também ele recuando para o período do pico da pandemia, em que o futebol estava parado, espera que a presente “seja muito mais renhida, muito mais jogada e que nos traga as emoções que estamos acostumadas a acompanhar no futebol inglês”.

 

Contratações em algumas equipas para dificultar candidatos

Para os comentadores do Mais Desporto, nomeadamente João Chissano e Tomás Inguane, as contratações feitas por algumas das equipas do campeonato inglês, dentre elas o Chelsea, Tottenham e Arsenal, para além das equipas do meio da tabela, que normelmente lutam pela permanência, vão permitir criarem mais dificuldades aos candidatos ao título, nomeadamente Liverpool, Manchester United e City, que terão muitas dificuldades para se imporem, tendo em conta que não foram buscar muitos jogadores. Até porque são equipas que já tinham assentado nos seus planteis, tal como dizem os comentadores.

“As equipas reforçaram-se bem, quer o Chelsea, quer o Arsenal, que vão fazer frente, sem dúvidas algumas ao Manchester City, ou Liverpool, que já tem o seu ‘esquadrão’ montado e a sua forma de jogar já bem enraizada. Mas esperamos que, de facto, as dificuldades aumentem para aqueles que terminaram no topo da classificação e que sempre lutam pelo título da liga inglesa”, disse João Chissano.

Uma posição que também foi defendida por Tomás Inguane, que para ele “o Chelsea é uma equipa que fez as melhores contratações, se comparado com os Manchester United e City, Liverpool”. Inguane diz mesmo que as equipas chamadas pequenas vão sempre procurar fazer frente aos grandes. “Quando se inicia uma nova época há sempre surpresas, há sempre aquelas equipas que são consideradas ‘outsiders’ e acabam aparecendo e fazendo um bom campeonato e até criando dificuldades aos chamados grandes, tal como vimos na época passada, em que o Arsenal, por exemplo, só conseguiu a Taça”, sentenciou o comentador do Mais Desporto da Stv.

Os clubes tiveram muito pouco tempo de descanso e os jogadores quase que não tiveram defeso, já que terminou a época passada já a pensar nos compromissos com as respectivas selecções nacionais e logo a seguir a iniciar a nova temporada. Uma situação que pode provocar muitas dificuldades aos jogadores, que depois de uma paragem de três meses terão fazer cerca de época e meia sem descanso. São dificuldades que João Chissano espera que sejam superadas e que o campeonato decorra sem grandes sobressaltos.

“É certo que com a pandemia pararam cerca de três meses e quando retomaram, foi com algumas dificuldades e espero que essas dificuldades sejam supridas agora, quando reatar a Premier League”, disse Chissano.

 

Melhor futebol na Stv

Para os comentadores residentes do Mais Desporto, programa que vai ao ar todas terças-feiras e na pré-hora dos dias de jogos da Premier League, esta é a oportunidade que os moçambicanos tem de aproveitar para cumprir as medidas de prevenção da pandemia, ficando em casa e assistindo o melhor do futebol europeu.

“Esta aqui a oportunidade de todos nós vermos o melhor futebol no canal aberto e é só uma questão de acompanharmos o futebol e nos deliciarmos e delirarmos”, até porque “nós, aqui em Moçambique, estamos numa situação em que temos que precaver da pandemia da COVID-19 e esta é uma das boas e melhores alternativas que a Stv traz ao público moçambicano, de ficar em casa e acompanhar os jogos da Premier League”, terminou Tomás Inguane.

As transmissões da Premier League arrancam já sábado, com o jogo entre Fulham e Arsenal, quando forem 13H30 de Maputo.

 

É o primeiro passo para a retoma, nos próximos dias, aos treinos com o horizonte na Taça das Confederações, também conhecida por Taça Nelson Mandela, cujos jogos da pré-eliminatória foram marcados para o período entre 20 e 22 de Novembro.

Jogadores, equipa técnica e o “staff” da União Desportiva do Songo foram submetidos, esta segunda-feira, aos testes de despiste da Covid-19.

Segue-se o recomendado processo de isolamento, no caso específico de dez dias e, depois de conhecidos resultados, os “hidroelétricos” regressam aos treinos.

Numa primeira fase, na vila do Songo, estarão os atletas nacionais, nomeadamente Guirrugo, Leonel, Valério, Daúdo, Lau King, Belito, Dário, Bhéu, Tony, Amadou, Gildo, Telinho, Agenor, Sidique, Mucuapel, Infren, Laque, Cremildo e Amorim.

O clube aguarda, neste momento, pela autorização do Ministério do Interior para que os atletas estrangeiros que fazem parte da estrutura sejam autorizados a entrar no país. Trata-se de Jhon e Frank Banda e Kuwali (malawianos) e Thomas Nyerenda (zambiano).

O objectivo, nas Afrotaças, passa por chegar a fase de grupos da Taça Nelson Mandela, segundo deu a conhecer ao “O País” Cláudio Tonetti, director desportivo da União Desportiva do Songo. a UD Songo projecta, de resto, uma campanha irrepreensível na prova.

“O objectivo é sempre chegar a um lugar onde a UD Songo nunca chegou. Almejamos sempre subir. É com este pensamento que vamos fazer a nossa trajectória. Sempre com esta perspectiva de chegarmos o mais longe possível. Vamos trabalhar arduamente atingirmos os nossos objectivos que é chegar a fase de grupos. Vamos sonhar sempre alto. Este vai ser o nosso lema”, frisou.

Mas antes, os vencedores da Taça de Moçambique tem que preencher todos os requisitos para o licenciamento. O da Taça de Moçambique devem cumprir os critérios e requisitos estabelecidos no Regulamento de Licenciamento que são a nível financeiro, infra-estrutura, desportivo, legal, administrativo e pessoal.

“A União Desportiva do Songo tem todos os documentos reunidos. Já havíamos submetido o processo e este voltou para nós. Faltavam apenas alguns detalhes, mas estamos muito perto de concluir. Posso garantir a massa associativa da UD Songo que estamos no caminho certo porque trabalhamos de forma árdua neste quesito de reunir todos os requisitos para o nosso licenciamento. Se tudo correr bem, vamos ter o processo concluído esta ou próxima semana. Já dia tudo depende da Federação Moçambicana de Futebol”, assegurou Tonetti.

A autorização para o regresso aos treinos foi feita semana passada, pelo Presidente da República, e deve iniciar a 15 de Setembro próximo. Uma autorização que deixou satisfeitos os desportistas moçambicanos, que esperam que esta retoma aos treinos, numa espécie de pré-época, seja prenúncio da retoma das competições, nomeadamente o Moçambola. Aliás, a autorização, no futebol, é para as equipas que vão disputar o Moçambola, ficando os restantes escalões e competições ainda sem autorização

 

A Liga Moçambicana de Futebol diz que a autorização para a retoma dos treinos para as equipas do Moçambola abre boas perspectivas para a realização, ainda este ano, do Campeonato Nacional de Futebol. A LMF diz que vai trabalhar com os clubes, Secretaria de Estado de Desporto e Federação Moçambicana de Futebol para que se cumpra com as medidas de prevenção da Covid-19 e a retoma das actividades seja uma realidade.

Até porque o ponto de partida para a retoma gradual do futebol foi dado pelo Costa do Sol, no quadro da autorização do regresso aos treinos das equipas que têm compromissos nas competições internacionais. A União Desportiva de Songo só vai regressar esta semana, depois de voltar a juntar no mesmo espaço, a vila de Songo, para preparar a sua participação na Taça Nelson Mandela, competição que vai arrancar em Novembro próximo.

 

“Todas medidas de prevenção devem continuar”

A Liga Moçambicana de Futebol, gestora do principal campeonato nacional de futebol, é a organização que mais satisfeita terá ficado com esta retoma, até porque durante tempo esteve a frente de todas discussões sobre esta retoma, para além de que é expectativa dos desportistas todos que o Moçambola seja autorizado a retomar.

Mas por ora, ao nível interno, há luz verde para que as equipas do Moçambola iniciem, objectivamente, uma espécie de pré-epoca. Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, diz que esta retoma deve ser feita com cautela, até porque não significa que a pandemia foi vencida, e que as medidas de prevenção devem continuar a ser seguidas.

“Estamos satisfeitos, naturalmente, mas com um alto sentido de responsabilidade, sabendo que esta autorização não significa que esta pandemia acabou. Todas medidas de prevenção devem continuar. Vamos começar os treinos de acordo com o protocolo que determina um terço do plantel, e a medida que as necessidades vão se julgar pertinentes, nós vamos, nesse caso, completar os treinos de acordo com aquilo que serão os programas dos treinadores”, disse Ananias Couana.

Entretanto, esta é a primeira etapa para que o espectáculo do futebol regresse aos palcos nacionais. A meta, cumpridas todas as recomendações das autoridades de saúde, é a disputa ainda este ano do campeonato nacional.

De acordo com Ananias Couana, “a Liga Moçambicana de Futebol vai ter que trabalhar com a Federação Moçambicana de Futebol no sentido de pedirmos aquilo que será a prorrogação da época desportiva, porque sabemos que a época termina em Novembro e começando os treinos em meados de Setembro, significa que vamos iniciar o campeonato, se tivermos autorização, em Novembro”, o que faria com a mesma termine em meados do próximo ano. Assim, há que pensar e negociar na extensão da época.

Aliás, esta pode ser a oportunidade para se ajustar a época desportiva em Moçambique em relação a outros países. Ainda assim, algo preocupa Ananias Couana, nomeadamente a questão dos contratos de trabalho dos jogadores com os seus clubes, que estão na fase final.

“Há alguns contratos que eventualmente estão no fim e precisamos ver em que medida podemos colmatar esta situação dos contratos que estão no final da época e ajustarmos a época que vai se iniciar agora”, disse o presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

A bola está agora do lado dos clubes que deverão cumprir com as medidas preventivas da Covid-19. A Liga Moçambicana de Futebol, essa, garante todas as condições para a disputa do campeonato no modelo clássico de todos contra todos em duas voltas.

 

“Esperamos retorno do pagamento total dos salários aos jogadores”

Também satisfeito com o retorno a futebol está o Sindicato Nacional de Jogadores de Futebol, que através do respectivo presidente, António “Toni” Gravata, assume a satisfação e espera, assim, que haja restituição do pagamento dos seus salários a 100%.

Uma autorização que foi bem recebido pelos jogadores, até porque “será uma oportunidade para voltarem a fazer o que mais gostam de fazer, que é estar no campo, poder praticar a actividade em si”, por isso a “expectativa é enorme, uma vez que a interrupção da prática da acticvidade significou muita coisa para o jogador, desde a paragem do exercício da própria acticvidade, os cortes salarias em alguns clubes e a não recepção dos seus salários para os clubes que nem chegaram a pagar”, disse Toni Gravata.

Com o retorno aos treinos, o Sindicato de Jogadores quer ver restituído o direito dos seus membros voltarem a auferir o salário a 100%, depois dos cortes de 40 a 50% durante o período de paragem da actividade desportiva. Esta é a expectativa do respectivo presidente do Sindicato, que afirma que “esta retoma coloca o jogador numa posição melhor se comparada com a que já vinha vivendo ou estando, ficando em casa. Se calhar com mais contactos diários e permanentes vai ser muito mais fácil os dirigentes se aperceberem que estão ali os jogadores, ou mesmo humanos, que precisam de alguma coisa”.

Quanto a retoma das competições no país, Gravata diz que a questão infraestrutural é o grande entrave, tendo em conta que maior parte dos campos não reúne melhores condições. Mas mostra-se confiante que até a retoma, os clubes já tenham a situação minimizada.

“Nesse aspecto sabemos que os nossos clubes estão muito abaixo dos exigidos. Quero acreditar que este trabalho foi sendo desenvolvido pela Secretaria de Estado do desporto, Ministério da Saúde e a própria Liga Moçambicana de Futebol visava essencialmente observar as recomendações que foram deixadas para que se pudesse retornar ao futebol”, disse Gravata.

Recorde-se que a retoma aos treinos foi autorizada para a partir de 15 de Setembro, devendo o Moçambola 2020 iniciar em Novembro próximo.

 

“Acredito que tudo vai terminar bem”

Outro desportista que reagiu a este regresso da actividade desportiva, mormente o futebol é o seleccionador nacional de futebol sub-20, Dário Monteiro, que considera que a retoma dos treinos a partir do dia 15 de Setembro é um alívio para os jogadores e treinadores que foram afectados desportiva e financeiramente com a suspensão das actividades desportivas no país.

Condicionados desportiva e financeiramente devido a suspensão de todas as provas desportivas, devido à pandemia da Covid-19, os treinadores e jogadores olham para o regresso aos treinos como uma janela para a retoma das suas actividades e equilíbrio desportivo e social nas suas carreiras.

Dário Monteiro, treinador de futebol é a cara visível da satisfação deste regresso “porque como todos sabem que o futebol, e todos desportos, estamos a atravessar um momento muito complicado, embora possamos entender esse mesmo momento complicado, porque é por uma razão muito forte, que é a pandemia da COVID-19. Mas agora temos esta oportunidade de voltar a treinar e a fazer o que mais gostamos de fazer e vamos tentar aproveitá-la da melhor forma”, disse.

Mas há outros factores que derivam desta retoma, nomeadamente a possibilidade de mudança de época. Dário Monteiro diz que “ajustar a época é algo que vai ser pensado com mais calma, mas neste momento o que era mais importante era sairmos da inactividade, até por causa dos jogadores, que ficaram muito tempo sem jogar. Agora teremos que fazer uma recuperação desses jogadores para podermos atacar a competição”.

A expectativa é que a bola volte a rolar nos relvados nacionais ainda em 2020, mas tal recomenda alguma prudência na observação das medidas de prevenção da Covid-19.

Afinal, “para se competir tem que se treinar, porque não ‘e possível competir sem treinar. É um retomar das actividades, mas com base no cumprimento das normas que serão exigidas e que devem ser seguidas pelo futebol e por todos nós, que podem culminar ou não com o competir”, disse Dário Monteiro, que é também seleccionador nacional dos sub-20 e treinador do Desportivo Maputo.

Monteiro é, também optimista quanto ao cumprimento das medidas de prevenção. “Acredito que todos vamos respeitar, porque temos interesse em jogar e acredito que tudo vai terminar bem. Vamos nos adaptar a esta nova realidade e vamos trabalhar para isso”, concluiu o antigo internacional dos Mambas.

Recomenda-se, nesta altura, uma espécie de pré-época de, no mínimo, seis semanas, corresponde às expectativas dos treinadores, para se evitar o risco de lesões dos jogadores e só depois a competição pode ser autorizada, de princípio para Novembro próximo.

No dia que o país celebrava 46 anos de assinatura dos Acordos de Lusaka, o dia da Vitória, o mundo do desporto recebe a triste notícia do desaparecimento físico de Luís Siquice, antigo jogador da selecção nacional e do Costa do Sol, entre os finais da década 70 e inícios da década 80.

Siquice perdeu a vida aos 61 anos de idade, vítima de doença prolongada, de acordo com fonte familiar.

Luís Siquice notabilizou-se como atleta no Costa do Sol, onde conquistou dois títulos nacionais, nomeadamente em 1979 e 1980. Com a camisola canarinha, Siquice tornou-se melhor marcador do campeonato nacional de futebol, em 1977.

Pela selecção nacional Luís Siquice teve uma passagem curta, tendo feito apenas duas partidas.

Depois disso, na década 80, ainda teve passagem pelo Maxaquene, levado por Martinho de Almeida e neste clube beneficiou de uma ida à França para debelar a lesão.

Siquisse marcava golos de todos estilos e feitios, mas o grande destaque era a força do seu remate o que lhe conferiu a alcunha de “Pé Canhão”.

O finado estreou-se como futebolista na Associação Académica de Moçambique, tendo passado pela formação do Ferroviário do Maputo antes de juntar-se, em 1974, ao Costa do Sol, então Sport Lourenço Marques e Benfica.

À família enlutada, o “O País” endereça as mais sentidas condolências.

O internacional moçambicano, Manuel Kambala, foi o grande herói, sábado último, ao marcar um golo que garantiu a manutenção do Baroka FC na Premier Soccer League (PSL), campeonato sul-africano de futebol.

Em desafio da 30ª e última jornada da competição, diante do histórico Kaiser Chiefs, Kambala fez o golo de empate quando estavam jogados 59 minutos com um golpe de cabeça sem hipótese de defesa para o “keeper” Khune.

O Chiefs, que viu frustrado o objectivo de conquistar o título na PSL e açambarcar o valor de 15 milhões rands, ainda esteve em vantagem no marcador com um golo apontado por Billiat aos 39 minutos.

Com o empate, a uma bola com o Kaiser Chiefs, Kambala e companhia terminou a Premier Soccer League na 14ª posição com 29 pontos.

Ainda no que diz respeito aos moçambicanos que evoluem no campeonato sul-africano, nota de destaque para Edmilson Dove, defesa do Cape Town que foi titular no embate em que a sua formação venceu o Super Sport United, por 1-0. Este resultado permitiu ao conjunto do internacional moçambicano terminar a prova com na sexta posição com 42 pontos.

Sem Dominguez, que não fez nenhum jogo nesta retoma do campeonato sul-africano depois da suspensão imposta pela Covid-19, o Bidvest Wits venceu ao Polokwane City por 2-1, terminando o campeonato no quarto lugar.

A equipa orientada por Gavin Hunt falhou, desta forma, o acesso à Taça Nelson Mandela, mais conhecida como Taça CAF.

Manuel Kambala chegou ao Baroka FC em Julho do ano passado,  transferido da União Desportiva de Songo, clube no qual se evidenciou e conquistou o Moçambola e Taça de Moçambique.

Enquanto isso, Simão Mathe voltou aos relvados no Japão após uma lesão que o afastou por dois meses da competição. Mas o regresso de Simão foi para esquecer não só por ter sido goleado mas também pelo cartão amarelo que “apanhou” após entrar a substituir.

O Vegalta Sendai, clube onde actua, foi goleado por 4 a 1 pelo Gamba Osaka, numa partida inserida na 14ª jornada da Liga Japonesa.

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, disse em entrevista a “A Bola” não ter ficado surpreendido com o salto que Geny Catamo deu para o Sporting ao assinar um contrato profissional. Gonçalves acredita que o jovem internacional moçambicano de 19 anos possa singrar no clube leonino.

Era de esperar. É, pelo menos, esta a primeira impressão colhida junto de Luís Gonçalves em relação a assinatura, esta semana, de um contrato profissional entre a joia Geny Catamo e o Sporting de Portugal.

O internacional moçambicano foi “blindado” – cláusula de rescisão- por 45 milhões de euros. Este salto para um dos “grandes” da “tuga” não surpreende, nem tão pouco, Luís Gonçalves, seleccionador nacional de futebol. Nem tão pouco! Em entrevista ao jornal português “A Bola”, o técnico dos Mambas não só reconheceu as qualidades de Catamo como também augura um futuro risonho no clube leonino.

“É um jogador que conhece bem o jogo, muito forte tecnicamente, com uma boa tomada de decisão, tem capacidade de cruzamento. Sei que ele no Sporting tem sido utilizado mais como extremo, mas aqui coloco-o muitas vezes em zonas interiores porque é alguém que consegue ler muito bem a partida. Além disso cumpre bem com as tarefas defensivas”, explicou Luís Gonçalves.

O seleccionador nacional de futebol disse, por outro lado, que Geny Catamo tem garra e uma grande personalidade: “No balneário não é um miúdo muito expansivo, diria até algo tímido, mas dentro de campo demonstra muita atitude e confiança”.

Luís Gonçalves não se coibiu de falar sobre o futuro do jovem de 19 anos que maravilhou Rúben Amorim no estágio pré-competitivo que o Sporting cumpriu no Algarve. Entende Luís Gonçalves que Geny Catamo pode, com muito trabalho, entrega, dedicação e acompanhamento, crescer como jogador.

“Estamos a olhar para uma equipa principal do Sporting recheada de talentos, com um treinador como o Rúben Amorim que não tem receio de apostar neles e que o faz com critério, o que obviamente será bom para ele. O Geny tem muito para aprender, é um jogador jovem, mas penso que ele tem a capacidade para dar uma boa resposta na equipa principal, e se o Rúben Amorim apostar nele, não o vai deixar mal. Não tenho qualquer dúvida que ele já mere cia uma oportunidade há muito tempo», rematou, deixando um conselho. Não se pode deslumbrar agora nesta fase e espero que, quando for chamado a ter uma oportunidade, tenha confiança para responder”, aconselhou.

Recuando no tempo, o seleccionador nacional de futebol recordou a estreia de Geny Catamo nos Mambas. Foi precisamente na pré-eliminatória de acesso à fase de grupos de apuramento ao Mundial Qatar 2022. E não decepcionou. Catamo marcou a estreia diante das Maurícias, tendo anotado um dos golos na vitória por 2-0 diante das Maurícias.

“Já o conhecia desde os sub-15, quando o Nelinho, meu adjunto, nos chamou a atenção. Sabia que ele tinha qualidade e não hesitei em chamá-lo. Foi titular na segunda mão e eu fui muito criticado por lançar assim um miúdo de 18 anos”, notou Luís Gonçalves.

Ainda houve espaço para falar do momento de estreia. A tremedeira! Ansiedade!

“Entrou muito nervoso, mas depois foi ganhando confiança e acabou por jogar muito bem. Aliás, tivemos um penálti e o Mexer [capitão] foi-lhe dar a bola, porque tinha con- fiança que ia marcar, e marcou. Agora já é uma referência em Moçambique”, completou o raciocínio o seleccionador nacional de futebol.

 

JOGADOR SATISFEITO

Pouco depois da assinatura do contrato profissional com o Sporting, Geny Catamo mostrou-se bastante feliz. “”Estou muito feliz e orgulhoso por representar este grande clube. Esperei muito por este momento. Só penso em trabalhar e mostrar o valor e talento que tenho. Já passaram grandes jogadores aqui e quero dar ainda mais do que tenho dado”, assinalou Geny, em declarações à Sporting TV.

Adiante, referiu: “Senti alguma pressão porque era primeira vez que estava naquele grupo com jogadores de elite. Depois, senti-me mais tranquilo.

Entrei nas brincadeiras, mas sempre a respeitar os mais velhos. Tive de ganhar a confiança de todos e demonstrei o que sei fazer. (…) Foi um sonho estar entre os melhores e deu-me muita confiança treinar com eles. Deu-me mais vontade para trabalhar todos os dias”, acrescentou o internacional moçambicano, sobre a semana de estágio com o plantel principal.

 

A selecção nacional de futebol vai manter a alcunha de Mambas, em resultado de 60% dos desportistas terem votado a favor da continuidade do seu nome de guerra na auscultação pública levada a cabo pela Federação Moçambicana de Futebol em todo o país.

Os Mambas vão mesmo continuar a desfilar em palcos nacionais e internacionais com a mesma designação com a qual atingiram, em 1996, o 68º lugar no ranking da FIFA, o melhor de sempre da selecção nacional.

Era, de resto, a vontade dos jogadores, verdadeiros artistas, adeptos e amantes do futebol que não só disseram não à polémica quanto problemática proposta de alteração do nome de guerra da selecção.

De resto, a participação dos desportistas na auscultação pública, cujo universo não foi relevado pela FMF, foi reduzida relativamente às expectativas e redundou num verdadeiro fracasso. 60% dos inquiridos, na auscultação pública em todo o país, votaram a favor da continuidade do nome de guerra da selecção nacional.

Falhado o objectivo de alterar o nome Mambas, supostamente por não ser uma marca comercialmente viável, o próximo passo é o lançamento de um concurso público para a criação de uma nova logomarca da selecção nacional.

A Federação Moçambicana de Futebol entrou com tudo para mudar o nome dos Mambas, e somente depois de a campanha ter iniciado é que fez circular uma mensagem pelas redes sociais dando a conhecer que a campanha tem fins comerciais.

O internacional moçambicano, Geny Catamo, já assinou contrato profissional com o Sporting Clube de Portugal, segundo dá a conhecer o clube leonino na sua página oficial do Facebook.

O avançado de apenas 19 anos foi convocado por Rúben Amorim para o estágio que decorreu no Algarve, e, agora, mostra-se “muito feliz e orgulhoso por representar este grande clube”, prometendo “dar ainda mais”.

“Qualquer jogador do Sporting quer jogar no Estádio José Alvalade. Quero muito pisar a relva, jogar e suar e sentir os adeptos. Vou trabalhar para chegar ao topo e é nisso que tenho de pensar”, afirmou, reforçando o “sonho” de chegar à equipa principal.

“Foi um sonho estar entre os melhores e deu-me muita confiança treinar com eles. Deu-me mais vontade para trabalhar todos os dias”, acrescentou o internacional moçambicano, em declarações prestadas à Sporting TV.

A terminar, Geny Catamo fez questão de deixar uma promessa aos sócios e adeptos do Sporting: “Podem esperar muito de mim porque vou trabalhar duro para demonstrar o meu valor”.

O jovem avançado, de 19 anos, foi uma das principais novidades na comitiva que Rúben Amorim levou para o estágio no Algarve.

Contratado ao Amora, Geny Catamo destacou-se na temporada passada ao serviço da equipa de juniores dos leões. No total, apontou nove golos em 25 partidas.

O Sporting anunciou ontem que Geny Catamo, jovem extremo de 19 anos, assinou contrato profissional com o emblema ‘leonino’.

Geny deu os primeiros toques na bola no Bairro do Aeroporto, na cidade de Maputo, e  sonhava em ser jogador de futebol. Passou pelo torneio juvenil Bebec enquanto jogador jovem do Maxaquene, clube no qual se juntou aos 9 anos, e depois, em 2018, juntou-se ao Black Bulls. No ano seguinte, saltou para Portugal onde representou o Amora FC. Catamo fez testes na África do Sul e na Turquia, tendo tido uma passagem fugaz pelo FC Porto.

Já se passaram dez anos desde que Moçambique disputou pela última vez o Campeonato Africano das Nações, no culminar das eliminatórias combinadas de acesso ao CAN e Mundial 2010, provas realizadas em Angola e África do Sul, respectivamente.

Embora os Mambas tenham falhado a presença no primeiro Campeonato do Mundo havido  no continente  africano,  surpreenderam ao somar pontos na Nigéria e na Tunísia que lhe foram determinantes para se qualificarem ao Campeonato Africano das Nações.

Foi uma grande conquista para os Mambas e foi inspirado por Manuel José Luis Bucuane, mais conhecido por Tico-Tico, uma lenda do futebol moçambicano e melhor marcador de sempre da selecção nacional. De sua sombra surgiu um jovem e talentoso defesa de nome Edson André Sitoe, ou simplesmente Mexer. Nascido  em 1988,  Mexer cumpriu a promessa inicial de se tornar um esteio da selecção nacional de futebol. Mexer é dos poucos jogadores da actual geração dos Mambas que particiopou no Campeonato Africano das Nações Africanas de 2010.

“Quando você passa por alturas como essa, fica ainda mais triste por termos passado os últimos dez anos sem experimentar a alegria de nos qualificarmos para o campeonato africano ”, disse  o internacional moçambicano ao FIFA.com. “Passamos por momentos difíceis, mas agora temos muitos motivos para estar optimistas sobre o futuro da selecção nacional. Tal como tínhamos naquela altura, temos alguns jovens de qualidade que querem ter sucesso e que estão a tirar partido de jogar na Europa, a maioria deles em Portugal”, disse o central do Bordéus, em entrevista ao sítio da FIFA.

 

Feliz na França, herói em Moçambique

Tal como em 2010, a actual formação moçambicana conta com um jogador emblemático: Mexer. E, enquanto Tico-Tico jogou o seu melhor futebol pela selecção nacional, escreve a FIFA,  o defesa-central, que somou 50 internacionalizações e marcou três golos pelos Mambas, ganhou ainda mais respeito por se ter estabelecido na Europa.

Depois de provar o seu valor no campeonato português, onde evoluiu no  Olhanense e  Nacional, Mexer deixou a sua marca na França, impressionando primeiro no Rennes, onde venceu a Taça da França, em 2019, e agora no Bordéus.

“Já estou na França há seis anos e sinto-me tão estabelecido no campeonato como no próprio país”, disse Mexer em francês com um sotaque português. “E,  se a experiência que estou a adquirir na Europa pode ajudar Moçambique, tanto melhor. É isso que falta à nossa selceção. Obviamente, os adeptos esperam muito de mim porque jogo na Europa, mas acho que isso traz mais apoio do que pressão. Eu sinto que há muito respeito por mim”, revelou.

Mexer não é uma figura com quem se mexe em campo. Com 1,86 m de altura (1,86 m), o central  é rápido e combativo. Fora dele, no entanto, é uma personagem descontraída que deixa transparecer as suas emoções quando se fala na sua terra natal: “Moçambique significa muito para mim”, sublinhou. E acrescentou: “A emoção nunca muda quando você joga pela selecção. É especial. É avassalador. ”

 

Apuramento ao CAN e Mundial

Ainda bem, dado o retorno iminente do futebol internacional, após ter sido suspenso pela pandemia de Covid-19. Em África, isso significa a remarcação das  partidas de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2021.

Moçambique está bem posicionado na fase de qualificação ao CAN, tendo iniciado a sua caminhada  com uma vitória sobre o Ruanda, por 2-0,  e um empate com Cabo Verde a duas bolas.

“Sejamos honestos e aceitemos que chegar ao Mundial é um pouco difícil para o nosso país”,  rematou Mexer, quando falava sobre a  campanha de qualificação ao Mundial na qual os Mambas estão inseridos no grupo “D”,  juntamemnte  com  Camarões, Costa do Marfim e Malawi. “No entanto, está em nosso sangue dar tudo de nós e acreditar que podemos fazer isso. Você nunca sabe. ”

A seu ver, um lugar no próximo  CAN é muito mais um objectivo e realista para Moçambique, com os Mambas actualmente à frente num grupo que conta com Camarões, Cabo Verde e Ruanda. “Perdemos muitas finais continentais nos últimos anos e é hora de fazermos as pazes”, disse.  Mexer finalizou, em entrevista ao sítio da FIFA: “Tenho a sensação de que o vento está a soprar em uma dirrecção diferente agora. Eu sou optimista.”

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