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O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, divulga amanhã a lista de pré-convocados para os jogos amigáveis com a Guiné-Bissau e Gâmbia, em Outubro. Estes jogos servirão de preparação para a dupla jornada de qualificação ao CAN-2021, em Novembro próximo, frente aos Camarões.

A divulgação das caras que irão disputar os “amistosos” inseridos na data-FIFA de Outubro surge dias depois dos Camarões terem apresentado uma lista de 32 jogadores que irão cumprir, de 5 a 13 de Outubro, na Holanda, um estágio tendo em vista as partidas com a selecção nacional de futebol.

Em princípio, Luís Gonçalves deverá anunciar uma lista composta maioritariamente por jogadores que evoluem internamente, mesmo condicionado com o facto de a bola não ter começado a rolar no Moçambola devido à pandemia da COVID-19. E é neste sentido que o seleccionador deverá ter em conta, nesta empreitada, as anteriores convocatórias antes mesmo da suspensão de actividades desportivas.

De resto, Luís Gonçalves mostrou-se satisfeito com a autorização para a retoma dos treinos das equipas do Moçambola, considerando que este cenário abre boas perspectivas para a disputa do campeonato nacional, e disse mais: que a retoma beneficia a selecção nacional que vai realizar dois jogos em Novembro contra os “leões indomáveis”.

“Naturalmente, estou satisfeito. É muito importante que os jogadores voltem à actividade, embora nós saibamos que eles sempre estiveram em actividade. Mas é uma actividade diferente até porque estavam em casa e não podiam treinar nos seus clubes. Para a selecção nacional, é fundamental que os jogadores treinem. Infelizmente não foi possível mais cedo, mas nós compreendemos as razões porque estamos a atravessar uma pandemia e saúde é mais importante”, disse há dias Luís Gonçalves.

Os Mambas deverão realizar um estágio em Portugal que servirá, certamente, para o seleccionador nacional dar alguns jogos aos atletas que estão parados há algum tempo por força da suspensão das actividades desportivas em Moçambique.

“Posso confirmar que estamos a trabalhar neste sentido. É provável que isso venha a acontecer. Mas eu gostaria que houvesse uma confirmação oficial antes de me pronunciar. Estamos a trabalhar para fazermos dois jogos”, disse o técnico.

A selecção nacional de futebol de Moçambique bate-se com os Camarões a 9 de Novembro, fora, e no dia 17 do mesmo mês deverá receber os leões indomáveis em jogos pontuáveis para a terceira e quarta jornadas do grupo “F” de apuramento ao CAN-2021.

SELECCIONADOR DOS CAMARÕES RESPEITA MAMBAS

O Seleccionador nacional dos Camarões, António Conceição tem consciência de que os jogos com Moçambique serão difíceis, daí que aborda os mesmos com cautela.

“São dois jogos para observar jogadores dos sub-23 e de convocatórias efectuadas antes da minha contratação, em Outubro de 2019, para além dos atletas habitualmente convocados. Vão servir, igualmente, para reactivar o convívio com o grupo de trabalho, por forma a interligá-los com bastante ambição”, frisou António Conceição.

Adiante, o treinador português revelou que os Mambas podem criar dificuldades dadas as suas características, tendo igualmente falado sobre o seu colega de profissão Luís Gonçalves, timoneiro dos Mambas. “Pouca gente sabe que se trata de uma selecção que trabalha bem e é muito profissional”.

O técnico definiu os principais objectivos dos “leões indomáveis”: “Queremos chegar no mínimo à final do CAN. Só vencendo os Mambas, nos dois encontros que temos adiante, pensaremos na conquista do primeiro lugar”.

O antigo vice-ministro da Juventude e Desportos, Carlos Sousa, diz que o problema do desporto moçambicano é ser visto como uma “brincadeira”, que não o mesmo valor das restantes áreas. Aliás, Dr. Cazé diz que era apresentado como “ministro das ‘brincadeiras’”, em vários comícios em que participou no país. Carlos Sousa diz ainda que a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto é da competência do Governo, através do Fundo de Promoção Desportiva

 

O debate em torno da gestão do Estádio Nacional do Zimpeto continua ao rubro e há muitos desportistas e dirigentes que deixam suas opiniões em relação ao assunto.

Carlos Sousa, antigo vice-ministro da Juventude e Desporto, diz mesmo que este debate só surge porque o desporto em Moçambique é visto e tratado como uma “brincadeira”. Aliás, ele mesmo, enquanto governante, diz era apresentado como “Ministro das ‘Brincadeiras’”.

“Já estive em vários comícios com o Presidente da República em vários cantos deste país e era apresentado como ‘Ministro das Brincadeiras’, porque nas línguas nacionais não existe a palavra ‘Desporto’. Esta é uma questão séria”, vincou Carlos Sousa para sustentar o facto do desporto não ter a mesma consideração das outras áreas.

“Se vamos ver o que é feito da educação física e desporto escolar como disciplina obrigatória, desde a Escola Primária até as Universidades, ela não existe como tal. Então temos aqui uma situação, em que temos gerações e gerações de dirigentes, quer no sector público, quer no sector privado, quer na sociedade civil e na população no geral, para os quais o desporto é, de facto, uma brincadeira. Porque há muitos anos deixamos de ter educação física e desporto escolar como uma disciplina curricular obrigatória que deve ser tão bem tratada como Inglês, Francês, Português, Matemática, as Ciências ou qualquer outra cadeira”, referiu em discurso directo.

 

Governo não deve fugir das suas responsabilidades no ENZ

Relativamente a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto, inaugurado há nove anos e que já apresenta problemas na sua infraestrutura, que obrigaram a Confederação Africana de Futebol a chumbar o local para jogos internacionais, Carlos Sousa dissipa as dúvidas que tem estado a dividir a Federação Moçambicana de Futebol e a Secretaria de Estado do Desporto.

Para Carlos Sousa, ou simplesmente Cazé, antigo vice-ministro da Juventude e Desporto, a responsabilidade pela gestão do Estádio Nacional do Zimpeto é do Governo, que deve alocar fundos ao Fundo de Promoção Desportiva para garantir a manutenção da infraestrutura. “O actual proprietário do Estádio Nacional do Zimpeto é o Estado e é responsabilidade do Estado alocar os meios humanos e financeiros necessários para a manutenção daquela infraestrutura”, disse Cazé, que chama esta de “uma questão séria” e que exige, da parte do Estado “a sua responsabilidade na questão de alocação de meios humanos e financeiros necessários na manutenção do Estádio”.

Aliás, para o antigo vice-ministro da Juventude e Desporto, o Governo tem a responsabilidade de incluir no seu orçamento anual os fundos para a manutenção do Estádio Nacional do Zimpeto. “É fundamental que o Governo, na sua aprovação dos orçamentos anuais que envia à Assembleia da República, contemplar os orçamentos necessários para a manutenção do ENZ e é necessário que tenhamos equipes técnicas competentes estabelecidas no local”, referindo-se a proposta que já havia avançado para que o Gabinete Técnico da Federação Moçambicana de Futebol tenha seu escritório naquele espaço, que reúne melhores condições para acolher todos serviços necessários.

Ademais, se a Federação Moçambicana de Futebol quiser se envolver na gestão do Estádio Nacional do Zimpeto, “tem que ter a capacidade de acarinhar aquela infraestrutura, de se envolver directamente naquela infraestrutura”, segundo Cazé.

Sem rodeios, Carlos Sousa foi insistentes na questão das responsabilidades, chegando mesmo a referir que “não vale a pena estarmos aqui a nos atirar pedras uns aos outros. O que é importante é estabelecer, claramente, que o Estádio Nacional é uma infraestrutura do Estado e compete ao Estado, através do Fundo de Promoção Desportiva, a sua manutenção”.

Carlos Sousa relaciona a falta de gestão do Estádio Nacional do Zimpeto com a ausência de engenheiros conhecedores da infraestrutura, que fariam melhor gestão se continuassem a frente da mesma. E questiona: “há um engenheiro moçambicano que acompanhou desde a concessão do estádio, lançamento da primeira pedra, construção do estádio, gestão do estádio após o mesmo ter estado pronto, que conhece de olhos fechados o Estádio Nacional do Zimpeto, onde está este engenheiro? O que é feito dele? Porque já não está no Estádio Nacional do Zimpeto”.

E considera que estas questões todas devem ser resolvidas pela Secretaria de Estado do Desporto, juntamente com o Fundo de Promoção Desportiva para garantir que a gestão e a manutenção da infraestrutura sejam garantidas.

 

Ainda há possibilidade de se reverter o cenário do ENZ

Para todos os efeitos, o antigo vice-ministro da Juventude e Desporto assegura que há todas condições para a realização de jogos da selecção nacional no Estádio Nacional do Zimpeto, olhando para o que é necessário melhorar para aprovação pela CAF. “O estádio tem todas as condições técnicas necessárias para os padrões e standards internacionais, porque foi concebido com todas essas questões tomadas em consideração. Todas condições que eu vi e que a CAF exige para a realização de jogos oficiais são questões resolvíveis rapidamente e podemos acolher jogos lá”, referindo que o único grande entrave vão ser os torniquetes, que tem um custo elevado, mas que por causa da sua importância devem ser adquiridos e coloca-los, afinal são um instrumento importante para controlar a lotação do Estádio Nacional do Zimpeto.

Recorde-se que para além de ser a casa dos Mambas, onde disputam os jogos de qualificação ao CAN e Mundial e os amigáveis, o Estádio Nacional do Zimpeto vai também acolher jogos do Costa do Sol, da Liga dos Campeões Africanos, a partir de Novembro próximo.

A basquetebolista moçambicana, Chanaya Pinto, diz que a menção pela FIBA-África como uma das doze atletas mais promissoras de África acresce-lhe mais responsabilidade e desafios de melhorar a cada dia.

Manter o foco e humildade, mesmo depois do reconhecimento pela FIBA-África como uma estrela em ascensão. Esta é a posição de quem olha para a sua menção como uma das atletas mais promissoras do continente como um desafio para melhorar cada vez a sua performance e elevar o seu nível competitivo.

Pinto, de resto, tem para consigo um lema: é mais fácil chegar ao topo mas extremamente difícil manter-se lá!
“Significa que, mais uma vez, o trabalho compensa e que tenho que continuar a trabalhar arduamente para conseguir alcançar tudo aquilo que almejei. Mas, para mim, o mais difícil não é chegar no topo. O mais difícil é manter-se no topo e concentrar-se naquelas coisas que nos fazem lutar até chegar ao topo”, referiu uma das 12 atletas mais promissoras de África, de acordo com um artigo publicado no sítio do órgão reitor da modalidade da bola ao cesto.

Os agradecimentos a quem, nota atleta, tem estado por detrás do seu sucesso são extensivos. E não é para menos: incansavelmente, há gente que tudo faz para que, espiritual e fisicamente, esteja muito bem.

“O que mais me palpita agora no coração é o sentimento de gratidão para com Deus. Acredito fortemente que, sem ele, nada seria possível. E, também, não vou deixar de mencionar aqui os meus treinadores, os meus pais e meus irmãos que fazem de certeza, todos os dias, uma melhor versão de mim. Mas Deus é meu alicerce e o grande vencedor desta menção”, observou a extremo.

Regressar à selecção nacional para, primeiro, ter uma melhor exposição em grandes palcos mundiais e, segundo, ajudar a mesma a atingir o olimpo de Árica, continua no topo dos objectivos. Aliás, a ausência no Afrobasket-2019 e janelas de qualificação aos Jogos Olímpicos marcaram-na negativamente.

“Eu estou numa situação complicada porque a minha época desportiva e académica começa em simultâneo com a competição FIBA. Mas eu espero que a minha escola seja compreensível e que me deixe jogar nesta grande competição. Falo de mim e de outros africanos que estamos desejosos de participar nas competições”, considerou a internacional basquetebolista moçambicana.

Enquanto isso não acontece, a prioridade é acelerar neste novo normal a que o desporto foi sujeito devido à pandemia da Covid-19, procurando a melhor forma para as provas que arrancam em Janeiro de 2021.O céu é o limite. Por isso, o sonho passa mesmo por um dia jogar na WNBA, liga profissional feminina dos EUA.

“Regressei há pouco dos EUA e, graças a Deus, não tive nenhuma complicação. Já regressei aos treinos e as actividades académicas. Infelizmente, só voltaremos a competir em Janeiro”.

E, depois de uma temporada como “rookie” no Northwest Florida State College com média de 15 pontos, 8.3 ressaltos e 2.5 assistências por jogo, qual é a meta?

Questionámos a atleta, ao que respondeu: “Para este ano, tenho expectativas extremamente positivas em termos individuais porque posso 2019 como ano de adaptação. Este ano é para juntar tudo aquilo que aprendi em 2019 assim como o aprendizado que tive com esta paragem forçada pela Covid-19. Em termos colectivos, posso assumir também firmemente que nós lançamos e controlamos melhor a bola que ano passado.

É uma equipa nova, sim, que tem que adquirir experiência. Acredito que a equipa está no bom caminho para alcançar os objectivos traçados”.

A Associação Black Bulls está prestes a se tornar na terceira equipa a regressar aos treinos, depois do Costa do Sol e União Desportiva de Songo, duas equipas que se preparam para as competições africanas. A Black Bulls testou os seus jogadores e staff todo no domingo passado e vai iniciar os treinos na quinta-feira

 

O regresso aos treinos foi autorizado para iniciar já esta terça-feira, hoje, no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19, no último comunicado à nação, feita pelo presidente da República.

Mas até ao momento apenas o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo estão a treinar, não somente para o Moçambola, mas autorizado especialmente para preparar a sua participação nas afrotaças, nomeadamente na Liga dos Campeões e na Taça CAF.

Aliás, os “canarinhos” e “hidroeléctricos” foram as primeiras duas equipas a submeterem seus jogadores, equipas técnicas e todo staff a testes da COVID-19, e no domingo a Associação Black Bulls tornou-se na terceira equipa do Moçambola a submeter os seus atletas à testagem de despiste da infecção pelo novo coronavírus, e também vai se tornar na terceira equipa a regressar aos treinos, já na próxima quinta-feira.

Ao todo, foram testadas 53 pessoas ligadas ao clube, entre os quais os integrantes do plantel principal, a equipa técnica, gestores e o pessoal de apoio da equipa principal, numa acção que decorreu no Complexo Desportivo do clube, no bairro de Tchumene, na Cidade da Matola, segundo o comunicado de imprensa da própria colectividade.

Assim, os resultados serão conhecidos na quarta-feira, 16 de Setembro, sendo que todo pessoal testado deverá permanecer em quarentena até ao anúncio dos resultados.

A Associação Black Bulls vai se estrear este ano no principal campeonato nacional, o Moçambola 2020, depois de conquistar o campeonato da segunda divisão, ao nível da zona sul.

 

Ferroviário da Beira vai testar na quarta-feira

Para além do Costa do Sol, União Desportiva de Songo e Associação Black Bulls, pela mesma ordem, que já fizeram os testes de despiste da COVID-19, o Ferroviário da Beira será a quarta equipa a submeter seus jogadores a controlar sua situação para o novo coronavírus. Os “locomotivas” de Chiveve vão “despistar” na próxima quarta-feira, prevendo-se que o início dos testes seja marcado para segunda-feira.

De acordo com uma fonte do clube, neste momento a colectividade está a procurar juntar todos jogadores que farão parte do plantel principal, para permitir que todos possam ser testados no mesmo dia e seguirem todo protocolo sanitário que os possibilite o regresso aos treinos.

O Ferroviário da Beira vai submeter cerca de 50 elementos a despiste da COVID-19, dentre jogadores, equipa técnica, staff e todo pessoal de apoio da equipa principal de futebol.

 

Restantes equipas ainda sem datas para regresso

De acordo com informações recebidas de outras colectividades que vão disputar o Moçambola, ainda não há datas específicas para o despiste da COVID-19, muito menos para retoma aos treinos, numa altura em que os mesmos foram autorizados para iniciar esta terça-feira.

Na comunicação a nação, feita pelo Presidente da República, para além das equipas do Costa do Sol, União Desportiva de Songo e Associação Black Bulls, que já fizeram os testes de despiste ao novo coronavírus, e do Ferroviário da Beira, que vai seguir o mesmo procedimento na quarta-feira, as restantes equipas que vão testar seu pessoal são o Ferroviário de Maputo, Liga Desportiva de Maputo, Desportivo Maputo, Incomáti de Xinavane, ENH de Vilankulo, Textáfrica do Chimoio, Matchedje de Mocuba, Ferroviários de Nampula e Nacala e de Lichinga, equipas que vão disputar o principal campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2020.

 

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou, em comunicado, que nenhum clube irá participar nos campeonatos provinciais de futebol, bem como nos regionais, caso não obedeça os processos de licenciamento.

Em comunicado datado de 09 de Setembro de 2020, o órgão reitor do futebol no país diz estar a notar que a nível provincial os clubes não estão a aderir ao processo de licenciamento, o que poderá ter repercussões no futuro.

“Ao nível do futebol provincial, nota-se ainda que há uma falta de aderência ao processo de Licenciamento de Clubes, por parte dos clubes filiados e participantes no campeonato provincial”, refere a nota.
Segundo a FMF, e de acordo com o regulamento aprovado, “todos os clubes que queiram participar nos campeonatos provinciais – Fase Zonal e regional – devem obrigatoriamente obedecer os critérios estabelecidos no regulamento de Licenciamento de Clubes – Pro Licenciamento”, sendo que em caso desses clubes não se licenciarem, haverão sanções.

“Gostaria de alertar que, os clubes que não cumprirem com o licenciamento serão proibidos de participar nos campeonatos provinciais Séniores Masculinos, sendo que esta decisão, à luz da FIFA/CAF deverá ser respeitada pela respectiva associação Provincial, de modo a evitar outras sanções” lê-se no Comunicado disponibilizado pela Federação Moçambicana de Futebol.

Desta forma, a FMF solicita que o processo de licenciamento seja visto como fundamental ao nível das associações.

Até ao momento, apenas três clubes têm a sua situação de licenciamento regularizada, nomeadamente a Associação Blacks, Liga Desportiva de Maputo e Ferroviário da Beira.

A basquetebolista moçambicana, Chanaya Pinto, foi considerada pela FIBA-África como umas das doze atletas mais talentosas e promissoras do continente africano.

É o presente do futuro para o basquetebol africano. Aliás, a FIBA-África não podia ser mais precisa na descrição das 12 atletas que representam a esperança na modalidade da bola ao cesto: talentosas, com enorme potencial e futuras estrelas.

Pois é: Chanaya Pinto, actualmente a jogar no Northwest Florida State College, deixou as suas credencias na quadra quando se estreou, em 2017, no Campeonato Africano de basquetebol realizado em Bamako, Mali.

De resto, porque havia enormes expectativas de a ver brilhar no “Afrobasket” de 2019, em Dakar, Senegal, a FIBA-África lamenta a sua ausência no certame. E escreve na sua página oficial:

“Talvez a maior ausência de Moçambique no Campeonato Africano do ano passado, em Dakar, a jovem de 19 anos, que estrelou o Campeonato Africano Feminino sub-16 da Fiba, levando o seu país ao quarto lugar, é sem dúvida uma estrela em ascensão”.

Chanaya Pinto foi a melhor unidade da selecção nacional de basquetebol no Campeonato do Mundo de Sub-19, na Tailândia, arrancando médias de 14.3  pontos, 9.3 ressaltos e 2.3 assistências.

Para além da moçambicana, duas angolanas constam da lista das 12 basquetebolistas em ascensão: ara Caetano, de 17 anos, e Alexia Dizeko 19. Formada no Clube Escola Formiguinhas do Cazenga, escreve o “Jornal de Angola”, a extremo base Sara Caetano, foi a melhor marcadora do Campeonato Africano de Sub-16, tendo sido nomeada Jogadora Mais Valiosa (MVP) do Campeonato de Basquetebol Sem Fronteiras, realizado no ano passado, em Dakar, capital senegalesa.

Actualmente, a jogadora actua no basquetebol português, na formação do Quinta do Mucho.

Alexia Dikeko brilhou no Campeonato Africano de Sub-18, tendo ajudado Angola a arrebatar a medalha de bronze. Face à brilhante exibição no Campeonato Africano de Sub-18, Alexia Dizeko, que nasceu e milita no basquetebol suíço, a estreou-se na selecção sénior feminino de basquetebol de Angola, no “Afrobasket” do ano passado.

Ao descrever a nova geração e as futuras estrelas do “Afrobasket” feminino, a FIBA-África teve em conta as recentes exibições nas competições, considerando que as 12 atletas representam uma bênção para suas respectivas selecções nacionais. E recorda estrelas da actualidade como Ezinne Kalu, Astou Traore, Soraya Mohamed e Italee Lucas? Refere, a FIBA-África, que estas atletas são fabulosas e é uma alegria vê-las jogar. Mas, acrescenta, “vamos deixá-las de lado e nos concentrar em atletas das quais muitos provavelmente ainda ouviram falar”.

O Arsenal visitou e venceu o Fulham por 3 bolas sem resposta no jogo inaugural da presente edição da Premier League.

Nova época, novos jogadores e novos desafios, é tudo novo. No novo clube William não consegue bater Rodak e fazer o seu 1º golo mas Lacazete, que esta ali faz tempo, empura para dentro das redes e carimba seu nome como 1º artilheiro da presente edição da liga inglesa.

William voltou a tentar e de novo Rodak voltou a negar, não com os punhos, mas com os olhos, porque o livre cobrado pelo extremo vai embater no poste direito.

Parecia haver uma conversa entre dois grandes rivais. O brasileiro percebeu e mudou de tática.

Não dava para marcar mas dava para assistir. Uma jogada que faz valer os milhões de euros investidos na contratação dos dois jogadores. Num cruzamento cobrado pela direita, William assiste Gabriel Magalhães para o 2-0. Rodak é muito alto e pouco agil para evitar o túnel, por cá diriamos um “xipawana”, quando a bola é colocada entre as pernas do jogador.

Oito minutos depois, aos 59 minutos, a jogada que certamente Arteta vai querer ver repetida em todas as jornadas. Óptimo passe de William, perfeita recepção de Aubemeyang, o resto é pura Magia do Gabones para fazer o 3-0.

Com este resultado os Gunners entram com pé direito para a presente edição da Premier League, são os primeiros líderes na maratona e dizem sim a luta pelo canecão.

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, diz que a retoma dos treinos das equipas do Moçambola vai facilitar o processo de preparação dos Mambas para os jogos com os Camarões, em Novembro. Gonçalves confirma ainda a realização de dois jogos amigáveis em Outubro.

O Moçambola é a base para a observação do leque de jogadores selecionáveis para os Mambas, pelo que a sua inactividade condiciona o trabalho da equipa técnica.

Há autorização para retoma aos treinos, a partir do dia 15 de Setembro, é por isso um balão de oxigénio para Luís Gonçalves, seleccionador nacional.

O técnico entende que esta luz verde dada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, pode criar condições para que os jogadores recuperem a sua condição física assim como aos clubes a fazerem uma “nova pré-época” que lhes permita ganhar alguma forma. Ganham os clubes, ganham os Mambas, ganha o futebol moçambicano.

“Naturalmente, estou satisfeito. É muito importante que os jogadores voltem a actividade, embora nós saibamos que eles sempre estiveram em actividade. Mas é uma actividade diferente até porque estavam em casa e não podiam treinar nos seus clubes. Para a selecção nacional, é fundamental que os jogadores treinem. Infelizmente não foi possível mais cedo, mas nós compreendemos as razões porque estamos a atravessar uma pandemia e saúde é mais importante”, notou positivamente Luís Gonçalves.

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) projecta, por estas alturas, o arranque do Moçambola a 7 de Novembro, dando espaço para que os clubes tenham uma pré-época de seis semanas.

Com o campeonato nacional de futebol projectado para arrancar dentro de dois meses, cresce naturalmente a expectativa de Luís Gonçalves em poder contar, nos próximos compromissos dos Mambas nas eliminatórias para o CAN, nos Camarões, e Mundial, no Qatar, com atletas com jogos nas pernas.

“Gostaria muito que fosse possível o Moçambola porque é fundamental para os Mambas. É a principal prova do nosso país. Sei que toda gente tem feito ou envidado esforços para que as coisas cheguem a bom porto e avancem. Nos temos que valorizar o nosso campeonato”, ajuntou.

Os Mambas têm confirmados jogos de controlo em Outubro, inseridos em datas-FIFA com adversários a serem confirmados oficialmente nos próximos dias.

“Posso confirmar que estamos a trabalhar neste sentido. É provável que isso venha a acontecer. Mas eu gostaria que houvesse uma confirmação oficial antes de me pronunciar. Estamos a trabalhar para fazermos dois jogos”, disse o técnico. A selecção nacional de futebol de Moçambique bate-se com os Camarões a 9 de Novembro, fora, e no dia 17 do mesmo mês devera receber os leões indomáveis em jogos pontuáveis para a terceira e quarta jornadas do grupo “F” de apuramento ao CAN-2021.

20 de Setembro é o prazo para que a Federação Moçambicana de Futebol mostre, por A+B, à Confederação Africana de Futebol  que o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) e o Estádio da Machava estão  em condições de acolher  partidas internacionais. No Zimpeto, segundo constatou o “O País”, alguns sectores ainda não foram intervencionados e outros ainda estão na fase de melhoria.

Dez dias, a contar desta quinta-feira. Nem mais, nem menos! Este é o tempo que as autoridades desportivas nacionais têm para isolar a área de acesso dos autocarros das equipas no ENZ, uma vez que os atletas ficam expostos ao contacto com o público quando entram e saem dos balneários, situação que periga a sua segurança.

Aliás, tal como em grandes palcos, exige-se que os atletas e o todo “staff” das equipas não entrem com contacto com os adeptos, evitando, deste modo, situações em que estes podem ser agredidos.

Mais há mais áreas a ser intervencionadas para que a sala de visitas do futebol não seja novamente chumbada pela CAF, tal como aconteceu em Abril deste ano.

Até ontem, ainda não tinham sido colocados novos bancos de suplentes com padrão internacional, modernos e confortáveis. De resto, os bancos que estão encostados numa das áreas do campo não dão, nem tao pouco, dignidade ao recinto.

Falta ainda por concluir o processo de instalação de câmeras de segurança para a zona dos espectadores e não só. Na primeira visita efectuada pelos inspectores da CAF, apenas duas estavam em funcionamento.

Mas as recomendações, para obras de melhoria, não se ficam por aqui. O perímetro externo do Estádio Nacional do Zimpeto não inspira segurança. Durante muitos anos, a cerca de vedação foi violada por populares e, esta situação, permitiu que os mesmos circulassem de qualquer forma dentro do ENZ.

Por concluir está igualmente a melhoria do sistema de iluminação, pois, para jogos nocturnos, a capacidade mínima exigida é de 1200 LUX que cobrem todas áreas do campo.

O Estádio Nacional do Zimpeto ainda não está devidamente equipado com sistemas modernos electrónicos de controlo de acesso e sistema de contagem automatizados.

Mas nem tudo está atrasado. Os balneários dos árbitros e oficiais estão a ser intervencionados para que estas áreas tenham padrão de alta qualidade, com assentos e armários adequados.

Os balneários das equipas já sofreram algumas melhorias, sendo que os mesmos já dispõem de equipamentos recomendados pelos inspectores da CAF. O equipamento de resposta a incêndios já foi montado, faltando agora a apresentação por parte dos gestores do ENZ do certificado de segurança contra incêndios.
A CAF enviou, há dias, uma nota para a FMF na qual recomenda que esta agremiação faça, até ao dia 20 de Setembro, uma pré-inspecção do recinto, num processo a ser conduzido por um gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes da FMF e, no final, elaborar um relatório.

Por outro lado, o órgão reitor do futebol africano adverte a FMF para que envie um relatório acompanhado por imagens fotográficas das áreas que beneficiaram de melhorias, assim como vídeos nos quais se apresenta testes dos sistemas de iluminação e segurança do ENZ. Se estas recomendações não forem levadas a cabo, os Mambas correm riscos de efectuar jogos fora do país.

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