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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de condolências pela morte de Augusto Matine. Na sua mensagem, Nyusi destaca as qualidades do antigo futebolista ao contribuir no lançamento de jogadores que contribuem para o desenvolvimento do desporto nacional.

“Durante a sua trajectória no futebol, Matine foi jogador de mais alto nível, tendo representado, em Moçambique, o Clube de Futebol o ‘Central’, de onde o seu talento e performance despontaram interesse nas equipas portuguesas, dentre elas o Benfica, Vitória de Setúbal, Portimonense, Aves e Estrela da Amadora, assim como a selecção nacional daquele país, na qual deixou a sua marca de grande jogador. Abraçou, ainda naquele país, a carreira de treinador com elevado grau de profissionalismo, revelou alta experiência na área de pesquisa e descoberta de novos talentos de futebol, tendo projectado e lançado vários jogadores com potencial que contribuiram e contribuem no desenvolvimento do futebol”.

Para Filipe Nyusi, Augusto Matine foi dirigente desportivo dos mais notáveis que Moçambique já teve, contribuindo com a sua experiência adquirida nos melhores palcos do futebol mundial para o desenvolvimento do desporto nacional.

“Neste momento de dor e consternação, quero, em nome do meu Governo e no meu próprio, endereçar as mais sentidas condolências à família e a todos os amantes do desporto. Que a sua alma descanse em paz!”, disse o Presidente da República.

Augusto Matine faleceu vítima de doença.

O desporto moçambicano está de luto. Morreu hoje, aos 73 anos de idade, vítima de doença, Augusto Matine, ex-jogador do Benfica, Vitória de Setúbal, Estrela da Amadora, Portimonense e Desportivo de Aves.

Depois de pendurar as botas, Matine não esqueceu a sua terra-mãe. Voltou a Moçambique, tendo sido seleccionador nacional dos “Mambas” (2001-2002), dos “Mambinhas”, dirigente do Gabinete Técnico da Federação Moçambicana de Futebol e, também, treinador do Desportivo de Maputo (2011-2012) e do Ferroviário de Maputo (2003).

No seu histórico, no gigante Benfica, Matine fez 52 jogos (nas épocas 1967/68, 1968/69, 1969/70, 1970/71 e 1972/73). Mas foi no Vitória de Setúbal (clube que representou nas épocas 1971/72, 1973/74, 1974/75, 1975/76) onde realizou mais partidas (124 no total) e marcou cinco golos.

Como meio campista com enorme talento, as suas exibições lhe valeram a convocatória para representar a selecção portuguesa, onde jogou em nove ocasiões.

Augusto Matine nasceu na então Lourenço Marques a 13 de Fevereiro de 1947.

Fez de tudo um pouco no atletismo. Nos tempos áureos da modalidade, dominou por completo o salto em comprimento e o triplo, competindo, sempre com lugar no pódio nas corridas de velocidade.

Quando a idade começou a pesar, não deixou de ser um assíduo participante da modalidade da sua vida, já na qualidade de treinador e dirigente. Stélio Craveirinha partiu, mas se o seu legado for valorizado pela juventude, muito terá o país a ganhar.

A ligação a Lurdes Mutola, por influência do seu pai, o saudoso poeta José Craveirinha, é a sua acção mais mediatizada e que permitiu que todos nós tivéssemos podido, ao longo de vários anos “usufruir” dos sucessos da Menina de Ouro, que culminaram com o inesquecível triunfo nos Jogos Olímpicos de Sidney.

Ainda como treinador, da acção de Stélio brotou Argentina da Glória, seguramente a número dois desta modalidade no país e nos PALOP’s. Enumerar todos os outros atletas que “saíram das suas mãos”, como foram os casos de Elisa Cossa e Fatimita, entre femininos e masculinos, não seria fácil.

Daí, a questão: que Stélio Craveirinha deve ser destacado em primeiro lugar?

O atleta de eleição, o técnico devotado, ou o dirigente presente na vida dos seus atletas, sempre com o Desportivo no coração?
Que responda quem souber!

 SEM STÉLIO TERÍAMOS MUTOLA?

É por demais conhecida a estória do “desvio” de Lurdes, do futebol para o atletismo, cujo mérito principal se ficou a dever ao poeta-mór Craveirinha. Mas…

-Esta menina que me trouxeste, é ouro, pai! Logo nos primeiros treinos, obteve marcas que não estão ao alcance de qualquer uma!

Foi a partir desta constatação feita por Stélio, então treinador do Desportivo, que surgiu por parte do pai, a insistência para que Mutola optasse e apostasse no atletismo. A partir daí, ela participou em maratonas locais, colocando-se muitas vezes à frente de atletas masculinos. Depois ganhou algumas provas na nossa Zona.

Sempre com Stélio a orientar, foi à Olimpíada de Seul, em 1988, ainda sem grande notoriedade. Seguiu-se o desafio norte-americano, a partir do qual Lurdes venceu marcas e medos.

Stélio, com a paixão de sempre, abraçou outros projectos, na primeira linha dos quais surgiu uma outra estrela: Argentina da Glória. No Mundial de Estugarda, Alemanha, 1993, não fosse um tropeção desta e teríamos no pódio, para além do ouro de Mutola, uma outra medalha para o nosso país, tal era a forma e o momento da nova coqueluche nacional.

STÉLIO RECORDISTA

Nos anos 60, o técnico de atletismo do Desportivo, de nome Matos – o Tó – era super-exigente. Ele fazia questão de enfrentar o então Sporting de Luís Revés e Ferroviário de Vilela, impondo a qualidade, à quantidade. Assim, não raras vezes, com um número restrito de atletas como Eliseu Hunguana, Eduardo Costa, Cândido Coelho, Elias Simões e, claro… Stélio Craveirinha, acabava as competições com mais pontos, apresentando menos de metade dos atletas.

A especialidade dominada por Stélio, era o triplo salto, com marcas de fazer inveja aos actuais atletas. Mas era também sempre candidato ao pódio em todas as corridas de velocidade, com destaque para os 100 metros em que as estrelas (per)corriam, em pistas de cinza, a distância com marcas muito próximas dos 11 segundos. Mas o nosso personagem não se ficava por aí, pois tomava parte nas estafetas, tanto de curta como de média distância.

Registe-se que Stélio faleceu e um dos legados, é o de permanecer com ele, o recorde nacional da estafeta 4×100 metros, estabelecido no dia 11 Julho 1982, com a marca de 41.7 segundos. Tomaram parte neste feito Vicente Daniel, Leonardo Loforte e Constantino Reis.

AMOR PELO DESPORTIVO

Veio de família o amor pelo Desportivo, a sua segunda casa, onde até chegou a ser preparador físico da equipa de futebol. Exigente no trabalho, mesmo em tempos complicados do clube seu coração, por várias acompanhou os seus atletas, a pé, da baixa à zona alta onde morava.

Pouco propenso a entrevistas, com um temperamento não muito fácil, era no trabalho apaixonado pelo atletismo onde residia a maior parte da acção e dedicação da sua vida, que terminou aos 70 anos. Que descanse em paz, são os nossos votos!

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou este domingo o piloto Paulo Oliveira pela inédita qualificação ao Rally Dakar, prova que junta os melhores do planeta. Numa mensagem publicada na rede social “Facebook”, o Chefe de Estado diz que “tomamos conhecimento com orgulho e emoção da qualificação de Paulo Oliveira, piloto moçambicano do desporto motorizado, para o Rali Dakar 2021, que se realizará no deserto da Arábia Saudita, no Médio Oriente”.

Filipe Nyusi diz ainda que este feito orgulha todos moçambicanos até porque é a primeira vez que o país consegue colocar um piloto numa prova de grande dimensão internacional. “O apuramento de Paulo Oliveira, durante a sua participação no Rally de Andaluzia Dakar Séries, representa um marco indelével que posiciona Moçambique, pela primeira vez, na maior competição mundial do desporto motorizado”.

Para o Estadista moçambicano, “ao percorrer os 1200 quilómetros de distância, divididos em 5 etapas, em 15 horas e 17 minutos, serpenteando trilhas com um piso quase intransitável, ao lado dos principais pilotos da modalidade, o moçambicano Paulo Oliveira pôde mostrar que com firmeza e determinação é possível superar os obstáculos rumo a uma vitória certa”.

Adiante, Filipe Nyusi convida a todos os moçambicanos a reforçarem o espírito de união e a inspirarem-se neste feito do piloto Paulo Oliveira.

“Sirvo-me deste ensejo para convidar a todos moçambicanos a juntarmo-nos como Nação, desejando sucessos ao piloto moçambicano, nas fases que se seguem da maior prova mundial do desporto motorizado”.

Filipe Nyusi termina a sua mensagem desejando sucessos no futuro: “Queira transformar em realidade a esperança de todos nós de ver erguida a bandeira moçambicana no dia do apuramento final! Bem haja Paulo Oliveira! Bem haja o desporto moçambicano”.

Ambiente de cortar a faca no desporto motorizado em Moçambique. ATCM e a Federação Moçambicana de Automobilismo (FMAM) extremaram as posições, com o braço-de-ferro entre as duas agremiações a atingir outros contornos: barra de Tribunal Judicial da Cidade de Maputo!

Sábado último, o ATCM havia agendado a disputa de prova de “drift rivals” depois convertida em evento de treino de simulação, mas viu-se obrigada a cancelar esta actividade por força de uma providência cautelar, instaurada pela Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo.

Entende a FMAM ser a única instituição legal autorizada a emitir licença de pilotos assim como organizar competições no país.

A decisão do Tribunal somente pode ser revertida após o decurso de uma sessão de contraditório diferido, marcada para 2 de Novembro de 2020.

Esta posição deixou indignado o ATCM que, em comunicado, reitera ter competência e mandato para organizar provas de desporto motorizado em Moçambique, até pela autorização da Federação Internacional de Automobilismo e coordenação com Secretaria de Estado do Desporto (SED).

A agremiação refere, em comunicado, que “nos termos dessa decisão ora notificada ao ATCM, esta instituição deve se abster de realizar qualquer “competição desportiva de automobilismo ou motociclismo (provas de drift e spinning), marcada para dia 10 de Outubro de 2020, ou qualquer outra que tiver calendarizado, que à luz da lei dependa da autorização da respectiva federação”.

Na mesma nota, o órgão dirigido por Rodrigo Rocha refere que, apesar de ter sido convertida a competição desportiva em sessão de treino, treinos esses inclusivamente autorizados pela Secretaria de Estado do Desporto desde o dia 1 de Setembro de 2020, o ATCM decidiu não realizar o treino em simulação de prova e cancelar toda e qualquer actividade programada para o dia 10 de Outubro de 2020, de forma a não confundir actividades que não foram abrangidas pela decisão proferida provisoriamente pelo tribunal e as outras que estão mencionadas na decisão”.

A propósito, recorda, as autoridades governamentais, no caso a Secretaria de Estado de Desporto, deixou claro desde cedo a sua legitimidade para organizar competições.

“Importa dizer que o ATCM, em reunião com a nossa tutela administrativa, ou seja, o Governo da República de Moçambique, nomeadamente a Secretaria de Estado do Desporto, havia recebido a incumbência de realizar todos e quaisquer de desporto automóvel, sendo que, em vários encontros, fechados e abertos ao público, realizados na respectiva  Secretaria de Estado, havia ficado claro que o ATCM tem legitimidade para realizar eventos de competições desportivas nas suas instalações”.

Numa outra linha do documento, argumenta que a “decisão do Tribunal, que proferiu tal decisão sem audição do ATCM (à luz de um normativo legal que permite que tal aconteça em casos de extrema necessidade e de imediato dano irreparável), apenas poderá ser revertida após o decurso de uma sessão de contraditório diferido que está agendada para o dia 2 de Novembro de 2020”.

E, face a decisão de providência cautelar assim como a posição “dessa federação”, numa clara manifestação de não reconhecimento da FMAM, o ATCM “deu conhecimento à entidade que regula o desporto automóvel a nível mundial, a FIA – Fédération Internationale l’Automobile, da qual o ATCM é membro afiliado e a única instituição com competências de Autoridade Desportiva Nacional em Moçambique”.

A terminar, a agremiação refere: “O ATCM tem a total certeza de estar a actuar dentro da legalidade. Embora fosse previsível receber um ataque desta magnitude, que estranhamento vem de uma instituição que deveria lutar para que houvesse desporto e não para limitar a possibilidade dos pilotos moçambicanos poderem competir em Moçambique e fora de Moçambique”.

OS ARGUMENTOS DA FMAM

Não tardou a reacção da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo à reacção do ATCM. Igualmente, em comunicado, repudiou a sua decisão do ATCM de realizar provas, mesmo “sem ter autorização”.

Em nota, a agremiação presidida por Bruno Campos garante que a sua acção junto ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo visa exclusivamente para que o “desporto seja praticado com observância das regras em vigor”.

A FMAN diz que cabe apenas, e a num tom carregado, a esta agremiação “regulamentar a modalidade e aprovar os calendários desportivos, entre outros”.

E denuncia, adiante: “o ATCM recebeu cartas da Federação” no sentido de o automobilismo e motociclismo sejam praticados com as regras aprovadas pela Federação”.

“A Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo é uma pessoa colectiva de direito privado, constituída à luz do direito moçambicano, sendo que o despacho de reconhecimento da mesma é datado de 7 de Outubro de 2019”, refere na nota a FMAM.

Recua, a dado momento, no tempo para situar os processos inerentes a sua criação em meio a muita polémica e contestações.

“Da constituição a esta parte, a FMAM tem estado a envidar esforços nos sentido de assegurar que o automobilismo e motociclismo sejam praticados em conformidade com as regras aprovadas pela Federação sendo de referir que o ATCM recebeu cartas da Federação nesse sentido e não se dignou sequer responder, antes optando por ignorar o papel reservado por lei às Federações tal como se infere do comunicado ao dizer que a providência cautelar foi instaurada por “…uma Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo…” como se muitas outras federações de automobilismo e motociclismo existissem”.

A Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo socorre-se ainda da lei de desporto para justificar a sua acção:

“Nos termos do artigo 19 da Lei do Desporto, compete à Federação, nomeadamente, regulamentar a modalidade e aprovar os calendários desportivos, entre outros…, daí a estranheza relativamente ao facto do ATCM vir a público dizer (sem apresentar qualquer documento de suporte) que a Secretaria de Estado do Desporto considerou reunidas as condições para conter a propagação da COVID/19 mas, naturalmente, jamais quis exercer o papel de Federação”.

Garante não estar interessada em desestabilizar o desporto motorizado no país ao instaurar uma providência cautelar.

“Contrariamente ao que o ATCM diz no comunicado, a FMAM não tem qualquer intenção nem interesse de limitar a liberdade de competição dos pilotos, mas antes e exclusivamente pretende que o desporto seja praticado com observância das regras em vigor.  O ATCM não pode nem deve continuar a ser simultaneamente jugador e árbitro, como vinha acontecendo entre 2007 e 2019”.

Inédito! Motivo, claramente, para jubilar. O piloto moçambicano Paulo Oliveira arrancou, sábado, a qualificação para a prestigiante quanto competitiva prova de todo-o-terreno Rally Dakar.

Oliveira alcançou este feito depois de chegar ao pódio (ndr: segundo lugar na classe) e 23.ª posição da classificação geral do rally da Andaluzia, na Espanha.

Radiante com a qualificação para a 43ª edição do Rally Dakar, Oliveira diz-se orgulhoso pelo facto de, pela primeira vez na história, a bandeira de Moçambique constar do mapa deste evento de grande prestígio.

É a primeira vez que um piloto moçambicano alcança o feito de se qualificar para o Rally Dakar. Qual o seu sentimento após alcançar este feito inédito?

Estou muito feliz. Terminámos, sábado, o Rally da Andaluzia que nos dá o passaporte para participar no maior rally do mundo. Conseguimos terminar na 23.ª posição na classificação geral de uma prova que conta com toda a elite mundial do desporto, moto-rally. A prova contou com três categorias. Ficamos em segundo lugar na classe e fomos ao pódio onde pudemos erguer bem alto a nossa bandeira. Portanto, só tenho que estar feliz porque alcançamos o nosso principal objectivo que nos trouxe cá que era nos qualificarmos para Dakar. Em princípio, a prova irá realizar-se em 2022 e não 2021. Para os qualificados, dá a possibilidade de fazermos um outro ano, mas com a COVID não conseguimos nenhuma corrida. Esta foi a nossa primeira corrida este ano. Tínhamos, no nosso calendário, a previsão de fazer uma prova na África do Sul, rally do Marrocos e mais uma prova em Espanha. Achamos, como equipa, que para o ano devemos fazer uma preparação mais equilibrada.

Como é que descreve a prova realizada em Andaluzia, Espanha, que ditou a sua qualificação para Rally Dakar?

Preparamo-nos para este rally. Sabíamos quais eram as nossas dificuldades. Em Moçambique, não temos um campeonato de rally driver, portanto, o andar de moto é contra a navegação. Temos excelentes terrenos e pistas para treinar. Quando faço regularmente os meus treinos, percebo que não temos navegação. Sabíamos que era um grande “handicap” e que toda a nossa concorrência estaria melhor preparada. Ainda assim, durante este ano, fizemos alguns treinos no exterior e cumprimos um estágio em Portugal. Fizemos a preparação para o rally dentro das nossas possibilidades. Começamos nervosos e mesmo assim fizemos uma boa prova na qual ficamos dentro dos 20 primeiros e sétimo da classe. Depois, no primeiro dia da etapa com 400 km, entramos nervosos o que fez com que caíssemos para 28.ª posição geral e 10ª da classe. Entretanto, na segunda etapa, neste caso bastante longa, começamos a ganhar confiança, acertamos a navegação e atingimos um bom ritmo que nos permitiu conquistar alguns lugares. Depois do segundo dia, já motivados e com muita força, começamos a melhorar e foi a subida até ao pódio. Ontem- sábado-, não quisemos arriscar. Havia combinado com a equipa que iria atacar no início da etapa que era para assegurar um bom lugar e classificação. Quando chegamos a meio da etapa de sábado, já estávamos bem classificados e, acima de tudo, não perdemos tempo face aos principais concorrentes. Abrandamos o ritmo e, felizmente, conseguimos aquilo que era o nosso principal objectivo que era a qualificação. E, depois, no final conseguimos chegar ao pódio e a qualificação que me deixou feliz e aos milhares de compatriotas meus que me inundaram de mensagens. Agradeço a todos pelo apoio recebido.

CONTINUAR A ELEVAR BEM ALTO A BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE

O que significa para o desporto motorizado no país colocar um piloto no mapa de um dos maiores eventos mundiais?

Significa estar entre a elite mundial. Neste rally, estiveram todos “cabeças de cartaz”, os melhores pilotos de todo o terreno da actualidade, as fábricas, campeões do mundo e da europa. Pela primeira vez, a única bandeira africana e de Moçambique esteve presente na elite mundial. Isso deu-nos um enorme prazer. Isto significa que, quando queremos, conseguimos. É esta a nossa motivação. Queremos continuar a elevar bem alto a nossa bandeira e colocar Moçambique no mapa deste desporto. Eu acho que, após esta participação, temos que incentivar os jovens para que se dediquem, trabalhem e tenham foco. Temos mais um tempo de aprendizagem. Como disse, nós não temos um campeonato nacional de navegação, mas havemos de chegar lá. Eu acho que, com maior insistência e resiliência, podemos conseguir. Este é o resultado desta participação.

O desporto motorizado é oneroso, até porque há uma série de investimentos que se faz para manter a estrutura das equipas. Que apoios tem tido na sua carreira para fazer face a sua participação em provas internacionais?

Nós temos, antes de mais, apoio das entidades oficiais que nos dão todo o suporte institucional. Agradecer, desde já, a Secretaria de Estado do Desporto e ministério da Cultura e Turismo. Nós aproveitamos para fazer um convénio com o ministério da Cultura e Turismo para fazermos a divulgação da imagem do nosso país. Agradecemos também a Secretaria do Estado de Desporto, dentro daquilo que é o entendimento entre o piloto e a Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo, que nos deu todo o apoio. Agradecemos ainda o ATCM porque fizemos muitos treinos na sua pista porque este tipo de modalidade temos excelentes terrenos para o fazer ou prepararmo-nos. Nós, regularmente, fazemos algumas incursões em pontos como Maragra, Bilene, Manhiça, onde temos amigos muito unidos que foram percussores para que eu embarcasse nesta caminhada. São pessoas que me deram muita força. Portanto, em termos de patrocínios fechamos com a LAM, que foi uma companhia que nos deu todas condições para que pudéssemos viajar. Tivemos também empresar do sector privado tais como Salvador Caetano, em Moçambique, Intelect Holdings, e sem ajuda deles não seria possível. Evidentemente, e como disse, o projecto é oneroso. Vamos precisar de mais ajuda para continuarmos a fazer mais corridas do Dakar Series para chegarmos ao Dakar bem preparados. Contamos com o sector privado mesmo sabendo que esta altura não é a altura ideal para as empresas fazerem os investimentos devido à fase que estamos a passar. Mas há coisas que não podem esperar. Vamos fazer tudo para fechar o orçamento e podermos estar presentes em algumas provas do Campeonato do Mundo.

A FIBA-África definiu, em comunicado datado de 1 de Outubro, o protocolo sanitário que as selecções de basquetebol devem cumprir, rigorosamente, antes e durante a disputa das eliminatórias de acesso ao “Afrobasket”-2021.

Com efeito, o órgão reitor do basquetebol africano reitera a obrigatoriedade de realização de testes da COVID-19 de todos os membros das delegações.

A FIBA-África refere que somente os testes feitos num laboratório credenciado serão reconhecidos como válidos, sendo que tal inclui todos os jogadores e pessoal de suporte ou qualquer outro indivíduo que tenha contacto com as equipas.

Ainda no cumprimento do protocolo sanitário, a FIBA-África refere que, nas eliminatórias para o “Afrobasket” 2021, os membros da delegação devem ser isolados durante um período de dez dias, para além de serem submetidos a um regime de dois testes PCR.

Por outro lado, explica o órgão, o isolamento pode significar colocar os atletas em residências normais com restrições de contacto social ou instalar cada equipa em estâncias seguras.

As equipas podem disputar competições oficiais e treinar durante este período, sendo que as mesmas devem devem facilitar e supervisionar os procedimentos de isolamento relativo, incluindo uma limitação de contacto com elementos “estranhos às equipas”.

O teste obrigatório será, segundo a nota, no período de treinamento (pré-viagem); dois testes de PCR na semana do período de isolamento do treinamento (pré-viagem), levando à semana pré-partida.

Mais: o protocolo sanitário define que os dois (2) testes devem ter pelo menos cinco (5) dias de intervalo, porém o segundo teste PCR deve ser conduzido dentro de setenta e duas (72) horas antes da partida para o país anfitrião dos jogos.

A nota deixa claro que “é por conta e risco da Federação Nacional Membro” a participação nas eliminatórias para o “Afrobasket” 2021.

“Cada membro deve concordar expressamente que a Federação Internacional de Basquetebol não terá qualquer responsabilidade no caso de um dos membros da delegação ficar infectado pela COVID-19 durante a competição. Além disso, as federações membros devem defender, indemnizar e isentar a FIBA de qualquer reclamação decorrente da participação dos membros da delegação na competição”.

 

O Chelsea recebeu e goleou o Crystal Palace por quatro bolas sem resposta, em partida que abriu a quarta jornada da Premier League. Os golos dos Blues foram todos apontados na segunda parte.

Chelsea entrarou em campo com intenções de reverter a actuação pouco conseguida na jornada anterior, em que só conseguiram o empate nos descontos e desde cedo procuraram chegar aos golos.

Mas nem Werner, nem Abraham e muito menos Havertz tinham a pontaria afinada e os golos não apareciam.

A pouca acção do Crystal não criava perigo junto a baliza de Mendy e o intervalo chegou com o nulo a prevalecer.

Mas a segunda parte foi totalmente diferente da primeira e os golos apareceram. O primeiro foi numa jogada de insistência dos blues, com a bola a chegar a Chilwell, que fuzilou sem hipóteses de defesa para Guaita.

O Chelsea não vergou com o golo marcado e aos 66 minutos foi Zouma, nas alturas, a saltar mais alto que Sakho, a cabecear para o fundo das malhas.

O 2-0 ainda não satisfazia a equipa de Frank Lampard, que aos 78 minutos ganhou grande penalidade por falta sobre Abraham. Jorginho, chamado a marcar, enganou Guaita e aumentou a vantagem.

Mas o jogo não terminou sem o quarto golo, novamente de grande penalidade, desta feita a castigar falta de Sakho sobre Havertz, e mais uma vez, Jorginho, o marcador de serviço, a bisar.

Resultado que coloca o Chelsea no pelotão da frente, agora com sete pontos e ultrapassa seu adversário que mantém os seis pontos que trazia para esta partida.

 

As dúvidas sobre quando o Moçambola 2020 iria começar foram rompidas na última terça-feira, data em que o órgão máximo do futebol moçambicano, FMF, emitiu um comunicado oficial a informar o encerramento da época 2020 do futebol nacional. A agremiação diz que foi forçada a tomar a medida devido à Covid-19.

De acordo com a nota publicada, a Direcção Executiva da FMF esteve reunida em sessão ordinária no dia 23 de Setembro e na mesma deliberou a interrupção da época desportiva 2020 no dia 31 de Outubro do ano em curso.

O órgão entende que as competições programadas para a época, ora encerrada, não tiveram conclusão devido à pandemia do novo Coronavírus.

Pelo motivo, avança ainda o comunicado, que nenhum vencedor será proclamado e com base nas decisões da FIFA, sobre a matéria, Moçambique será representado em competições internacionais de clubes para na época 2020/2021 pelos mesmos representantes da época 2019/2020.

“O País” sabe que o encerramento foi a pedido dos clubes, que esperam que a próxima temporada, que vai iniciar em Novembro chancele a mudança da época

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