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O País – A verdade como notícia

O secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, diz que há condições para o arranque do Moçambola 2020, esperando apenas a decisão do Presidente da República, na próxima comunicação à Nação

 

Ainda assim, nada está definido, mas há uma luz no fundo do túnel. Até porque a Liga Moçambicana de Futebol prevê o arranque do Moçambola 2020 para primeira semana de Novembro próximo, mas a decisão final, para autorização às competições, está nas mãos do Presidente da República, segundo disse Gilberto Mendes, secretário de Estado do Desporto.

“Neste momento o Presidente da República autorizou o arranque das aulas, autorizou desde o passado fim-de-semana o arranque dos espectáculos, e, acredito, que o desporto virá a seguir. Nos próximos dias o arranque das competições poderá ser anunciado”, disse Gilberto Mendes, para quem há “um ‘timing’ para tudo”, mesmo para dar a entender que o anúncio chegará no momento certo.

Esta convicção do secretário de Estado do Desporto é firme, pese embora os casos positivos da COVID-19 que surgem nas equipas que já submeteram seus jogadores a testes. Para Gilberto Mendes “é algo que acontece num contexto normal como acontece a toda gente, não são contágios que terão ocorrido dentro do campo, são contágios que terão ocorrido em convívios normais em família, mas é o tal novo normal com o qual vamos conviver todos e temos que partir do princípio que somos todos assintomáticos até prova em contrário, portanto acredito que o desporto também vai voltar muito em breve”, acrescentou o secretário de Estado do Desporto.

Até este momento apenas o Costa do Sol, União Desportiva de Songo, Ferroviários da Beira e de Maputo, Associação Black Bulls e Textáfrica do Chimoio realizaram testes, havendo casos confirmados nos “canarinhos”, “locomotivas” de Maputo e na Black Bulls.

Recorde-se que para o Moçambola 2020 só vão participar equipas licenciadas, e esta sexta-feira a Comissão de Licenciamento vai anunciar as equipas com licença confirmada.

Para já, o Desportivo Maputo e Incomáti de Xinavane viram seus pedidos de licenciamento rejeitados, uma informação que será confirmada na comunicação a ser feita pela Comissão de Licenciamento de Clubes, na manhã desta sexta-feira.

Segundo escreve o Lance, citando fonte da Comissão, esta decisão foi tomada tendo em conta o facto de os dois clubes não terem alcançado suficiente índice de observância dos requisitos estabelecidos como imperativos para o processo de atribuição de certificado de licença.

Uma decisão que coloca as duas colectividades “quase” fora da rota do Moçambola 2020.

Assim, a Comissão de Licenciamento de Clubes terá atribuído as licenças aos restantes 12 clubes que vão participar no campeonato nacional de futebol, nomeadamente Ferroviário da Beira, Liga Desportiva de Maputo, Associação Black Bulls, estas três que tinham sido atribuídas licenças anteriormente, os Ferroviários de Maputo, de Nampula, de Nacala e de Lichinga, Costa do Sol, ENH de Vilankulo, Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e União Desportiva do Songo.

Entretanto, segundo escreve o Lance, citando o Órgão de Primeira Instância da Comissão de Licenciamento, estes clubes devem manter todos requisitos estabelecidos, sendo que em caso de não cumprimento, as licenças poderão ser retiradas a esses clubes.

Apenas nove clubes submeteram os seus pedidos de licenciamento até ao último dia de submissão. A Comissão de Licenciamento de Clubes vai anunciar esta semana os que vão disputar o Moçambola 2020.

O prazo de submissão dos pedidos de licenciamento para os clubes que vão participar no Moçambola 2020 terminou na sexta-feira e apenas seis clubes fizeram a entrega dos seus documentos até à data.

Sem especificar os nomes dos clubes que submeteram os seus pedidos, fonte da Federação Moçambicana de Futebol garantiu que os seis juntam-se ao Ferroviário da Beira, Liga Desportiva de Maputo e Associação Black Bulls, que já tem sua licença de participação na maior prova futebolística do país.

Ainda assim, segundo fonte da Federação Moçambicana de Futebol, os seis clubes que submeteram seus pedidos não reúnem todas exigências do Pré-Licenciamento, estando sujeitas a sanções ou até mesmo desqualificação.

Segundo o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol emitido na semana passada, apenas os clubes licenciados vão participar no campeonato nacional de futebol, o Moçambola, sendo que a Liga Moçambicana de Futebol é obrigada a cumprir as medidas definidas pela FIFA/CAF/FMF, no âmbito de licenciamento de clubes.

Refira-se que o regulamento prevê que este ano, o campeonato seja disputado por 14 clubes.

 

O Presidente da República, felicitou este domingo a atleta da selecção nacional de basquetebol feminino Leia Dongue pela menção honrosa da FIBA-África na distinção das melhores basquetistas do continente africano.

A FIBA-África, em artigo publicado no seu sítio na internet, coloca a internacional basquetebolista moçambicana Leia “Tanucha” Dongue entre as 12 melhores atletas da última década em África.

“Tomámos conhecimento, com emoção e orgulho, da nomeação de Leia Dongue, atleta da selecção nacional de basquetebol feminino, como uma das 12 melhores basquetistas do continente africano. Este facto ocorre no momento em que celebramos os 20 anos da consagração de Maria de Lurdes Mutola, como campeã olímpica de atletismo, na categoria dos oitocentos metros, o que tanto nos dignifica e honra como moçambicanos. Esta é, também, uma demonstração de que com trabalho árduo somos capazes de alcançar grandes metas”, lê-se na mensagem do Presidente da República enviada ao “O País”.

Filipe Nyusi felicitou a atleta “pela brilhante carreira desportiva, bem como a todos os moçambicanos que se esmeram para elevar bem alto a nossa bandeira e identidade”.

“Esta proeza da nossa compatriota, constitui mais um motivo para nos unirmos, ainda mais, como nação que se ergue com a contribuição de cada um dos seus filhos, sobretudo da mulher moçambicana emancipada”, refere a mensagem.

O jogo envolvia duas equipas que, à entrada da terceira jornada da Premier League, não sabiam o que é perder. Ao estilo inglês, o primeiro golo surgiu cedo, logo aos 10 minutos, por intermédio de Dominic Calvert-Lewin, numa rápida jogada de ataque.

Passados 16 minutos, Kouyaté subiu alguns andares na grande área adversária e empatou de cabeça. Mas a alegria de Crystal Palace, jogando em casa, não durou muito. 15 minutos depois, o árbitro assinala uma grande penalidade a favor do Everton. Chamado a cobrar, Richarlison marcou o segundo golo dos visitantes. 2-1 é o resultado final.

Foi lancada, ontem, no distrito de Marracuene, província de Maputo, a primeira pedra para construção do “circuito de Marracuene”, infra-estrutura de 12 hectares concebida para acolher provas de  “spinning”, “drifts”, motocross e autocross.

O acto contou com a presença do Secretário de Estado de Desporto (SED), Carlos Gilberto Mendes; administrador de Marracuene, Shafee Sidat; e o presidente da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM), Bruno Campos.

Na ocasião, Carlos Gilberto Mendes destacou o facto de se ter feito o aproveitamento do espaço do antigo areeiro, localizado no bairro 29 de Setembro, para a promoção da prática desportiva.

“Este espaço está aqui há um bom tempo. Havia várias ideias para o seu reaproveitamento, como por exemplo a hipótese de se instalar aqui um aterro sanitário. No entanto achamos que ficaria bem explorar o mesmo como um espaço para a prática desportiva, para o lazer e atracão turística”, disse Carlos Gilberto Mendes, citado pelo “Olho Clínico”.

Por sua vez, o administrador de Marracuene, Shafee Sidat, o circuito irá contribuir para o desenvolvimento do desporto motorizado e turismo naquele ponto da província de Maputo.

“O primeiro grande contributo que demos, como povo de Marracuene e como governo, foi o de ceder este espaço, de 12 hectares, por sinal localizado num local nobre. O segundo será o de emprestar a nossa maquinaria para o arranque das obras, para além de agilizar a tramitação de toda a documentação necessária para que este circuito seja uma realidade. Queremos ver Marracuene a desenvolver e todos aqueles que têm vontade de investir, terão nosso total apoio”, precisou ao “Olho Clinico”. E acrescentou: “Ter um circuito é mais um ganho para o distrito de Marracuene, não só na componente desportiva, mas também para o turismo local e para a diversão dos nossos jovens”.

Os dois dirigentes fizeram questão de participar na primeira corrida do circuito de Marracuene realizar a primeira corrida numa moto de quatro rodas.

O antigo chefe de Estado Joaquim Chissano não ficou indiferente à passagem, ontem, dos 20 anos após a conquista por Lurdes Mutola da medalha de ouro em Sydney, Austrália. Chissano, que falava à margem das comemorações do Dia das Forças Armadas e Defesa de Moçambique (FADM), referiu-se a conquista da “menina de ouro” como um feito inédito que deve orgulhar a todos moçambicanos.

“É um facto que nos honrou muito. Lurdes Mutola teve muita grande popularidade não só ao nível de Moçambique como também internacional. Portanto, foi uma figura que elevou bem alto a bandeira do nosso país, tornando-a mais visível no mundo com a vitória de Lurdes Mutola”, enalteceu o antigo chefe de Estado

Para Joaquim Chissano, “Lurdes Mutola é o exemplo da capacidade da mulher moçambicana em se afirmar na sociedade”.

Chissano recuou no tempo para descrever Lurdes Mutola: “Como sabem, no passado não havia muitas desportistas do sexo feminino. Não havia futebol feminino aqui. Ela foi a primeira e, no fim, colocou pela primeira vez Moçambique no topo. Uma mulher. Isso, para Moçambique, é muito importante por causa do esforço que nós fazemos para a emancipação da mulher”.

 

O Crystal Palace recebe, hoje, o Everton em jogo da terceira jornada da Premier League. O jogo entre as duas equipas até então invictas, será transmitido pela STV, às 16 horas.

Venceram o Southampton e o Manchester United, na 1ª e 2ª jornada. Hoje, às 16 horas, o Crystal Palace vai tentar vencer o Everton.

Diante dos Toffes, a equipa de Roy Hodgson deverá voltar a apostar nos contra-ataques como se está a afirmar nesta temporada na Premier League.

Jeffrey Schlupp e Andros Townsend têm uma assistência nesta temporada, enquanto o talismã Wilfried Zaha marcou três golos. Todos têm sido decisivos e contam com o suporte do batalhador Jordan Ayew.

O treinador do Everton, Carlo Ancelotti, revelou que não tem novas preocupações com lesões antes do confronto da Premier League dos Blues com o Crystal Palace.

Uma vitória da equipa de Carlo Ancelotti seria a primeira vez que o Everton começaria uma época com três vitórias consecutivas desde 1993/94.

Os defesas centrais Mason Holgate e Jarrad Branthwaite não estão disponíveis com problemas no tornozelo e nos dedos dos pés, respectivamente, enquanto os ausentes Jean-Philippe Gbamin (Aquiles) e Cenk Tosun (ACL) continuam de fora.

Dominic Calvert-Lewin está em forma, com quatro golos apontados, depois de se recuperar do “pequeno problema” que o levou a ser substituído no intervalo na vitória do Everton por 5 a 2 sobre o Fleetwood Town na noite de quarta-feira.

Dos 22 jogos disputados entre as equipas, o Crystal palace venceu 5 e o Everton ganhou 10. Em Selhurst Park, a casa do Crystal Palace, o Everton só perdeu uma vez. As equipas empataram em sete ocasiões.

O jogo

Mal começou o jogo, aos 10 minutos, Dominic Calvert-Lewin marcou para o Everton numa jogada de ataque. 1-0 no marcador.

Como é habitual na Premier League, não falta espectáculo no Crystal Palace vs. Everton. Kouyaté empata o jogo aos 26 minutos. 1-1.

Richarlison coloca Everton em vantagem na marcação de uma grande penalidade. Minuto 40: Everton vence por 2-1.

É de longe a melhor e a mais bem-sucedida atleta moçambicana de todos os tempos. Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, e bronze, em Atlanta, em 1996, nos EUA, Mutola recorda com nostalgia o içar da bandeira multicolor do país e entoar o hino nacional em pleno dia 25 de Setembro. Ouro sobre azul.

“Recordo-me como se fosse ontem. Foi um dia histórico não só para mim mas também para o país. Foi, repito, um dia histórico porque não é fácil uma atleta moçambicana, que saiu do Parque dos Continuadores, preparar-se todos estes anos e chegar ao pódio de uma olimpíada”, recuou no tempo a “menina de ouro”.

Em acresceu: “Foi um momento em que, de facto, senti-me como uma atleta completa. Já havia ganho quase tudo que havia por ganhar desde os mundiais de pista coberta e aberta e Golden League e só faltavam os Jogos Olímpicos. Em mim, sinceramente, veio o sentimento ou mesmo pensamento de que já havia conquistado tudo e não podia falhar naquele momento. Tinha que dar tudo”.

Sempre sonhou com a medalha de ouro. Viveu nos Estados Unidos da América 17 anos, treinava lá, mas naquela que era tida como “cartada” nas olimpíadas, foi forçada a mudar para a Austrália. Mutola teve que fazer as malas para ficar lá seis meses. E a treinadora, recorda Lurdes Mutola, disse na altura: “Este ano não podemos falhar”. E não falhou!

“Eu já havia falhado em Atalanta, onde conquistei a medalha de bronze. Embora tenha sido uma medalha, não contou muito. O que contava, em Sydney, era não falhar. Já dei várias entrevistas a falar da minha preparação que foi um bocado difícil pois tive que mudar faltando poucos meses para a competição. Estive lá a treinar com objectivo de conquistar a medalha nos Jogos Olímpicos”, recordou Lurdes Mutola.

Lurdes Mutola mantém vivo o sonho de ver a bandeira do seu país voltar a ser içada no maior evento desportivo planetário.

E o seu contributo para alterar o actual cenário de crise no atletismo pode mesmo passar por uma candidatura à presidência da Federação Moçambicana de Atletismo.

“Há muita pressão nesta altura, muita gente quer me ver como Presidente da Federação de Atletismo, ainda estou a pensar, estou a refletir, acho que o tempo dirá, estou aberta para tudo mas como já havia falado gostaria de ver mais atletas da parte do atletismo a representar o nosso país”, precisou Lurdes Mutola.

Há alguns anos, Lurdes Mutola ficou desencantada pelo facto de ter falhado o projecto de reabilitação da pista do Parque dos Continuadores, construção de uma piscina de 50 metros e  um edifício para a Federação Moçambicana de Atletismo,  num investimento avaliado então em   660 mil dólares.

O tempo não volta atrás, certo, mas há que pensar na formação de campeões olímpicos ou mesmo mundiais.

“Não digo que faria campeões olímpicos e mundiais mais iria tentar à minha maneira desenvolver a modalidade e isso é que seria mais importante para o nosso país, mas o tempo dirá tudo, mas gostaria de ver outros atletas a seguirem os meus ossos e termos uma equipa maioria representar o atletismo além fronteiras”, frisou.

 

É justo! Pelo que fez e continua a fazer nas quadras!  A FIBA-África, em artigo publicado no seu sítio, coloca a internacional basquetebolista moçambicana Leia “Tanucha” Dongue entre as doze melhores atletas da última década.

Os critérios para a nomeação, refere a FIBA-África, foram baseados nas contribuições das “estrelas” nas respectivas selecções nacionais na última década, bem como nas participações em competições globais e continentais da FIBA durante este período.

O órgão reitor do basquetebol africano reconhece as qualidades de Tanucha, basquetebolista que na última edição do “Afrobasket”, em Dakar, Senegal, foi indicada para o cinco ideal para além de ter sido MVP da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2014 e 2015, vestindo as cores do 1º de Agosto de Angola. Sobre a valorosa atleta, a FIBA escreve: “Imaginem uma jogadora que nunca teve uma média inferior a 13 pontos e sete ressaltos por jogo por mais de 10 anos nas principais competições globais e em África. Avançando para 2020, ela- Leia Dongue- tem apenas 29 anos, está em óptima forma, arrancando boas exibições em clubes europeus e, mais importante, ainda tem muito basquetebol para jogar”.

E elabora mais sobre a melhor basquetebolista da actualidade em Moçambique, considerando que é “um nome conhecido em toda a África, tendo sido nomeada seis vezes para a equipa ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol de 2012 a 2017”.

Recorda, como se tivesse sido ontem, a preponderância de Leia “Tanucha” Dongue na inédita presença de Moçambique no Mundial de basquetebol de 2014, na Turquia.

“Teve uma média de 15 pontos e 11,7 ressaltos no Mundial. No processo, a atleta de 1,86 metros foi nomeada para a equipa ideal do “Afrobasket” em 2013, 2017 e 2019. Dongue regista, actualmente, uma média de 15,5 pontos e 8,45 ressaltos por jogo em cinco edições do ‘Afrobasket’, que datam de 2011”.

Para além de Leia “Tanucha” Dongue, a FIBA enaltece a angolana Nacissela Maurício, Astou Traore (Senegal), Ezinne Kalu (Nigéria), Meiya Tirera (Mali), Ramses Lonlack (Camarões), Mame Marie Sy (Senegal), Soraia Deghady (Egipto), Italee Lucas (americana naturalizada angolana), Naignouma Coulibaly (Mali) e Evelyn Akhator (Nigéria).

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