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O País – A verdade como notícia

Sidney, ano 2000. Após uma carreira ímpar de sucessos, em que ganhou tudo o que havia para vencer, Lurdes Mutola chegou à medalha que lhe faltava, por sinal a mais ansiada: o ouro olímpico, feito que completa 20 anos hoje. E como recordar é viver, (re)vivamos então esse feito, num dia que a nossa bandeira subiu ao mastro olímpico e o hino nacional entoado.

 

Em vésperas de terminar uma brilhante carreira de duas décadas, em que venceu praticamente tudo o que havia para ganhar, Lurdes estava perante a última oportunidade, nos Jogos Olímpicos da Austrália.

Mutola saiu dos Estados Unidos, com seis meses de antecedência, sob a pressão do “tudo-por-tudo. Apesar de veterana, tinha um rigoroso e exigente programa, tanto de adaptação ao clima, como de manutenção e melhoria da sua condição física.

São suas estas palavras:

– É triste que no desporto de competição, as pessoas só se recordem das medalhas de ouro e raramente do segundo lugar ou do terceiro. As medalhas de prata e de bronze ficam apagadas. Consegui bronze nos Jogos de Atlanta, embora estando doente. Fui à primeira eliminatória, à segunda e à final, depois fiquei gripada, mas consegui a medalha de bronze. O país esqueceu-se. A minha treinadora, já me havia dito: Lurdes podes vencer dez mundiais, mas se não ganhas uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, vais ficar apagada.

Manhã cedo, o dia da Menina de Ouro começava com subidas e descidas numa montanha pré-escolhida, em que o “patrão” era apenas um: o cronómetro! Toda e qualquer série corrida abaixo do previsto no plano de trabalhos significava, de imediato, a repetição. À tarde o ginásio, alternando com as pistas. O cansaço poderia esperar!

A prioridade era o treinamento. Sempre, sempre, sempre. Inclusive aos fins-de-semana!

Os poucos tempos livres eram para descansar e… rezar. A fé, o lado psicológico, eram de importância extrema. Lurdes chegou a usar uma pulseira para dar sorte, que lhe foi recomendada por uma religiosa.

Em pouco mais de um minuto e meio, os sonhos de uma das mais exitosas carreiras no atletismo mundial, poderiam ser maximizados, ou passarem à história.

Apesar de ter (per)corrido com sucesso, o mundo a correr, Lurdes sentia que, em vésperas de uma carreira, em que – por analogia – passou rapidamente da escola primária para os mais elevados graus de licenciatura, no momento “D”, não poderia falhar. E não falhou, felizmente para o país e para o Continente, pois os programas, estratégias e emoções foram bem geridas.

 

O DIA “D

O tiro de partida soou. As principais rivais eram bem conhecidas. Usou a sua habitual estratégia de ficar “na boleia” durante três quartas partes da prova, para depois impôr a irresistível ponta final. Foi assim que fez soar, pela primeira vez, o hino moçambicano na maior competição planetária. O tempo? 1m56,15s.

Dias depois, já refeita das emoções, recordou:

– O meu coração moçambicano encheu-se de emoção, no compasso de milhões de compatriotas. Sabia que não corria só e que não estava a disputar apenas uma prova desportiva. Se vencesse, ajudaria os meus compatriotas a também vencerem a descrença, falta de confiança, condenação à pobreza, exclusão e isolamento.

Sobre a vitória de Mutola, a explanação do nosso poeta, Mia Couto:

– Afinal, aquela menina fez um percurso bem maior que os 800 metros da pista. Ela saiu a correr dos subúrbios de Maputo, para o centro do Mundo, fazendo hastear uma bandeira num lugar em que só as grandes nações ocupam. E o curioso é que esta ensinadora seja uma mulher, num país em que as mulheres ainda precisam de lutar para sair da sombra e do silêncio.

Lurdes sofreu imensas pressões para mudar de nacionalidade. As vantagens, não só monetárias, seriam muitas. Os americanos tiveram dificuldade em “engolir o sapo”, de um terceiro mundista recusar sistematicamente a pressão de passar a ser Made In USA. Nem as “cascas de banana” deram a volta às convicções da atleta vinda do 3.º Mundo.

Ela referiu, certo dia, que o pai, João Mutola, sempre lhe disse que o seu coração não aguentaria ver a sua querida filha ter que requerer um visto de entrada, para regressar ao Chamanculo!

 

ATLETA DO SÉCULO OU… ESQUECIDA DO SÉCULO?

A maior carreira de sucesso de um atleta no pós-Independência passou como um “meteoro”. Brilhou nos céus, foi por todos vista e idolatrada, mas rapidamente desapareceu da visão de quem tanto a adorou. Em 20 anos de carreira, ganhou o que havia para vencer. Tudo aconteceu de forma rápida na vida de Mutola. No continente, venceu os Jogos Africanos, desfilando de ouro ao peito no Egipto (91) e Harare (95). Bateu o recorde mundial de juniores e conquistou o título de campeã mundial em Estugarda, na Alemanha. Participou nas Olimpíadas de Barcelona e Los Angeles, sempre entre as primeiras colocadas, mas o ano de 2000, em Sidney, foi o da consagração pessoal e de glória para Moçambique.

Uma profusão de triunfos, a relembrar: Campeã Mundial na Alemanha; Ouro nos Africanos do Cairo; Mundial de Pista Coberta em Toronto e Lisboa, Prémio de 1 milhão de dólares como atleta mais pontuada!

Lurdes disse adeus à alta competição no mês de Agosto de 2008, nas Olimpíadas de Beijing. Para trás ficou uma carreira ímpar, em que correu o mundo… a correr! Ela detém o recorde do mundo dos 1000 metros em pista coberta e em pista aberta, recorde africano dos 1000 metros em pista aberta e o recorde africano dos 800 metros em pista aberta.

Assim sendo, Lurdes Mutola, a nossa compatriota, cabe seguramente na galeria restrita dos maiores fenómenos mundiais do atletismo. Protagonizou vários triunfos, que valeram uma imensidão de títulos. Internamente, a distinção de Atleta do Século, a par de José Magalhães e Cândido Coelho.

Porém, nesta altura, o que paira nos nossos corações, é o fantasma de… Esquecida do Século”!

 

De atleta do século a esquecida do século!

Encantos e desencatos na primeira pessoa

Foi numa palestra, há uns anos, que a Menina de Ouro disse o que lhe ia na alma. O assunto parece actual, sobretudo porque têm sido frequentes os convites para que a ex-campeã olímpica e mundial espalhe pelo mundo o seu perfume, que é o de uma das maiores atletas que o planeta conheceu. Mas essa transmissão de experiências não tem sido vivida entre nós, de forma a que os talentos nacionais recolham benefícios. Há episódios nesta explanação que nos sugerem um repensar de várias coisas, sobretudo pelo facto de irem para outros países, os benefícios da experiência de uma atleta que nasceu no Chamanculo. Foi designada – a par de Cândido Coelho e José Magalhães – a Atleta do Século. Parece agora merecer o título de “Esquecida do Século”. Na primeira pessoa, aí vai uma importante e exaltante comunicação de Mutola.

Falando de medalhas e do desporto em si, é um bocadinho triste que no desporto, aquilo que vivi durante anos, tenha sido esquecido. O meu empresário e minha treinadora diziam-me: Na alta competição, as pessoas só se recordam da medalha de ouro. É triste, mas é verdade. Raramente se recordam de um segundo, ou terceiro lugar.

Depois de alguns anos, a medalha de prata e de bronze, ficam apagadas. Digo isso, porque se esqueceram de mim, também aqui no meu país. Consegui uma medalha de bronze nos Jogos de Atlanta, embora estivesse doente, com  gripe. Fui à primeira eliminatória, à segunda e à final. Depois fiquei com gripe, mas consegui a medalha de bronze, o que não esperava. O país já se esqueceu.

SÓ O OURO É QUE BRILHA?

A minha treinadora, já me havia dito: Lurdes podes ganhar dez mundiais, mas se não ganhas o ouro, nos jogos Olímpicos, vais ficar apagada.

Sonhava com a medalha de ouro. Vivi nos Estados Unidos de América 17 anos, treinava lá, mas para a minha última Olimpíada, tivemos que mudar para a Austrália. Tive que fazer as malas para ficar lá seis meses. A minha treinadora dizia: Este ano não podemos falhar.

Tive que me dedicar muito a sério aos treinos. Sacrificar muitas coisas. Por exemplo: não dormir tarde, alimentar-me como deve ser, massagem duas vezes por semana, por causa de lesões e… treinar muito duro. Até três vezes por dia, porque a alta competição exige isso. Numa semana, de segunda a sábado, só descansava ao domingo. Acordava segunda-feira, fazia de manhã 40 minutos de longa distância. À tardinha fazia ginásio, porque sem ginásio o atleta não tem força. Ao fim da tarde, entrava na pista. Não foi fácil o que passei, como atleta. Mas, como queria chegar onde muita gente achava impossível, tentei e  consegui.

 

SEUL: PRIMEIRA ETAPA

Isso tudo levou-me até onde não esperava chegar porque fazia sem saber bem do que se tratava. Era tudo através dos amigos, mas acabei conseguindo um lugar para os Jogos Olímpicos de Seul, na Coreia do Sul. Ainda hoje guardo o “crachá”.

No regresso das Olimpíadas de 1988, ganhei uma bolsa de estudos, mas não saí do país  nesse ano. Muitos diziam que não podia ir para os EUA, porque não falava inglês, teria que ir para Portugal. Isso fez atrasar a minha saída  porque o que eu queria mesmo era ir para a América. Tinha criado uma paixão, porque aquando da Olimpíada de Seul, embora que não entendesse inglês, alguns americanos disseram-me que corri bem e que deveria ir para os EUA. Nasceu a minha primeira paixão  para ir treinar lá.

NA AMÉRICA, GRAÇAS A MARCELINO DOS SANTOS

Porém, só saí em 1991, graças a Marcelino dos Santos, que perante o atraso da minha saída, mandou-me chamar, perguntando-me para onde eu queria ir. Eu disse: EUA. Ele disse ponto final, vais para lá!

Fui então para Oregon, cidade muito pequena, mas que tem uma tradição no atletismo muito séria. É lá onde foi fundada a Nike. Tive a sorte de conhecer pessoas daquela companhia. Ali, há uma competição anual. Consegui ficar na cidade a estudar, na escola secundária.

Não foi fácil, porque corria pela escola e ninguém me conhecia. Nesse ano, havia uma competição em Nova Iorque. A minha treinadora disse: Temos uma menina que pode correr aí, mas os organizadores da competição negaram. Diziam que não me conheciam, que não tinha qualidade, nem grandes marcas.

 

PRIMEIRO GRANDE TRIUNFO

Eu já havia baixado dos dois minutos, nos 800 metros, nos treinos. Graças a Deus que os donos da Nike estavam em Oregon e mandaram-me lá para competir. Só me recordo que a minha treinadora me disse para ficar atrás, na “boleia”, para tentar tudo nos últimos 100 metros. Assim fiz e consegui a vitória.  Havia um prémio de 5 mil dólares. Negaram em  me dar o prémio porque eu era uma estudante de escola secundária. Chorei muito, mas mais tarde entendi. É que nos EUA tentam proteger os mais novos, para poderem concluir o nível secundário. Porque senão, todo o mundo que tem talento vai para o profissionalismo e a pessoa fica sem educação.

 

NO MUNDIAL DE TÓQUIO SEM EQUIPAMENTO

Passada essa fase, voltei para Oregon e continuei a treinar. Participei no meu primeiro Mundial, a representar Moçambique. Aí foi mais triste ainda. É que em 1991 saí dos EUA para o Mundial de Tóquio. Era a única moçambicana, e não tinha equipamento. Isso quer dizer que o desporto no nosso país está  sem bons dirigentes, pelo que dificilmente iremos triunfar. Digo isto porque chego a Tóquio não tenho nem equipamento e nem um dirigente a acompanhar.

A minha treinadora não entendia, porque para ela também foram os primeiros mundiais. Tive que correr com um fato de banho florescente. De Moçambique, a mensagem era sempre amanhã e havia um limite para apresentar o seu equipamento. Não consegui medalha alguma, mas bati o recorde do mundo de juniores.

A partir daí, comecei a sonhar mais alto, uma vez que vi que se consegui bater o recorde de juniores, dedicando-me mais… posso chegar lá. A minha treinadora começou a separar-me do grupo de atletas da escola, colocando os melhores de lado. Éramos 10, treinávamos  duro com ela. O meu objectivo era alcançar o título Mundial. Ela também dizia, que se me dedicasse iria conseguir.

A minha primeira medalha nos mundiais foi mesmo em Toronto, Canadá. Recordo-me de ter ficado muito emocionada, mas sonhava com  mais porque medalha de pista coberta não é considerada da mesma maneira que a de pista aberta.

Continuei a treinar duro durante 1993, antes do Mundial de Estugarda, na Alemanha. O objectivo era ser a primeira moçambicana a conseguir uma medalha de ouro. Sabia que não era fácil, porque na altura havia grandes atletas de outros países. As russas, por exemplo, correm em grupo. Havia a minha grande rival, de Cuba, a Ana Quirot e outras.

Quando fui aos jogos, estavam lá o senhor Marcelino dos Santos, e José Craveirinha. Senti-me com mais força, porque não há melhor coisa que um atleta estar num estádio, cheio de gente e saber que tem representantes. Muitos moçambicanos na Alemanha organizaram-se para apoiar. Em Estugarda consegui a medalha de ouro de pista aberta. Assim, só faltava a dos Jogos Olímpicos, que consegui mais tarde.

As medalhas não me pertencem

Os anos foram passando, conquistei muitas medalhas. Acho que essas medalhas não me pertencem. É pena, porque não temos onde as deixar, pois essas medalhas foram ganhas em nome do país.

Conforme podem ver, saí de um bairro pobre, mas rico noutras coisas. Chamanculo está no meu coração, representa aquilo que sou, levei-o  para o mundo. Consegui levar o meu bairro e Moçambique para o pódio.

Como sempre tive paixão pelo futebol, nos Jogos Africanos representei Moçambique no futebol feminino.

Também, joguei no Sundowns, da África do Sul, quando me reformei no atletismo e ganhámos o campeonato.

 

Faltam-nos dirigentes conhecedores

Temos que melhorar na direcção, porque o nosso desporto pode vir a sobressair. Agora, em Moçambique, temos pistas, mas não temos atletas. Naquela altura, não tínhamos pistas, mas tínhamos muitos atletas. Na olimpíada de Seul, só no atletismo éramos cinco. Então, como é que os moçambicanos já não conseguem fazer mínimos? Não tem explicação. Qualquer coisa está a falhar.

Moçambique é um país carinhoso de uma maneira diferente. Temos que entender que a vida do desportista moçambicano não é fácil. Há muitos obstáculos. Eu também tive dificuldades. Apanhava o “chapa” do Xipamanine para o Desportivo e voltava. Às vezes não tinha dinheiro, cortava do bairro indígena a pé. Temos que nos sacrificar.

Hoje, a vida ficou um pouco mais fácil para os nossos desportistas, mas há alguma coisa que falta. Por exemplo, no futebol, temos muitos atletas a jogar fora do país, mas quando vêm, qualquer coisa falha.

Não sei onde é que está o problema, só posso falar daquilo que eu passei. Nas escolas tem que se melhorar. Nos EUA, quando se trata de competições entre escolas, é inacreditável aquilo o que acontece, parece um campeonato mundial. Em Moçambique só temos os jogos escolares e depois não há continuidade. Não estou a falar em termos financeiros, mas de motivação. A minha treinadora trabalhou mais a minha cabeça do que as pernas.

Não adianta ser dirigente e dirigir aquilo que os outros criaram. Tem que se dirigir aquilo que a pessoas sabem. Às vezes, nas nossas Federações, a pessoa entra para dirigir modalidade que não conhece.

 

CONTINUADORES: PROJECTO POR ÁGUA ABAIXO

Costuma-se a dizer que o tempo não volta para trás. Eu tinha um projecto, no Parque dos Continuadores, porque no nosso atletismo, falta um ginásio. A Nike disponibilizado 660 mil dólares, para reabilitar o Parque dos Continuadores. Fazia ali uma piscina dos 50 metros, o edifício da Federação com um ginásio em cima. Mas, isso não foi possível. Não quero apontar o dedo a ninguém, porque, na verdade, não sei o que aconteceu. Só sei que havia dinheiro disponível. Fez-se a apresentação do projecto, depois surgiram obstáculos e acabei dizendo à Nike para cancelar tudo. Seria triste levar o dinheiro de alguém e não o aplicar no projecto.

 

DESÂNIMO
Desanimada, fiquei alguns anos fora do país, a treinar a Caster Semenya, na África do Sul.  Voltei para apoiar o atletismo, peguei no dinheiro que ganhei com Semenya, para investir no atletismo do país. Conversei com alguns dirigentes, comprei uma casa na África do Sul, que era para servir de centro de alto rendimento. Foram alguns atletas a partir do meu bolso. Só que não é fácil porque modalidade individual também é colectiva. Às vezes nós esquecemo-nos disso. Posso ser  atleta de uma modalidade individual, mas se não tenho equipa, na funciona.

 

Como tudo começou

Na altura tinha apenas 12 anos, fui aprender a nadar, no Desportivo de Maputo. E como ficava longe de Chamanculo, acabei desistindo. Comecei a jogar futebol, minha paixão. Só que não havia futebol feminino. Por isso jogava com os rapazes, no bairro.

Um dia passou um treinador, a quem chamávamos de “mister” Dias. Ele dava treinos aos iniciados do Águia D’Ouro e convidou-me. Eu disse: como vou jogar com rapazes? Ele respondeu: como jogas bem, vem treinar com os rapazes, vamos ver o que a gente faz.

 

ESTRELA… ENTRE OS RAPAZES

Comecei então a praticar futebol num clube federado, em 1988, durante um ano. Depois tive problemas, quando marquei o golo do empate contra o Ferroviário de Maputo, que  não gostou e protestou. A minha equipa  perdeu pontos e o Ferroviário avançou. Tratava-se de um jogo das semi-finais, pelo que fomos desqualificados.

 

CRAVEIRINHA  “NA JOGADA”

Foi então que o José Craveirinha viu a história, na primeira edição do Jornal Desafio. Dirigiu-se ao Chamanculo à procura da minha casa, falou com os meus pais e convenceu-os de que eu teria que mudar para o atletismo.

Na altura, eu não sabia o que é ser atleta do atletismo. O poeta levou-me à sua casa, mostro-me vídeos dos Jogos de Los Angeles e Campeonatos mundiais. Comecei a entender  do que se tratava e ele convenceu-me a praticar a modalidade.

Recordo-me que nas primeiras duas semanas, desloquei-me ao Parque dos Continuadores onde ele me apresentou ao filho, Stélio, que  era treinador do Desportivo. Nas primeiras duas semanas de treino, nunca tinha sentido tantas dores na vida. Desisti.

Porém, o falecido Craveirinha – que para mim foi um herói – voltou à minha procura e tentou convencer-me de novo, falando com os meus pais. Recordo-me das suas palavras: “miúda, agarra-te ao atletismo, que vais longe”.

Na altura não entendia do que é que se tratava. Mas ele disse que neste ano teríamos a Olimpíada da Coreia e o Africano da Zona VI, no Botswana, e que eu teria que fazer os mínimos. Assim, comecei a dedicar-me um pouco mais.

Em 1988, tive a minha primeira viagem para o Botswana, a representar Moçambique nos Jogos da Zona VI. Não sabia, na realidade, o que era a alta competição. Mesmo assim, fui escolhida. Graças a Deus, consegui a medalha de ouro, nos 800 metros.

Quando voltei, já tinha outras ideias, outros pensamentos, queria crescer. Disse para mim: tenho que chegar aos Jogos Olímpicos, mas como, se não tenho mínimos?

A partir dessa altura, comecei a treinar muito a sério. Recordo-me que o Stélio, que foi o meu primeiro treinador, puxou por mim. Mesmo assim, eu fazia também treinos secretos, isto é, treinava no Parque dos Continuadores e nos dias em que não ia ao Parque, exercitava-me com as minhas amigas. Saíamos do Chamanculo até à Toyota, Bairro Fajardo e voltávamos para o Chamanculo.

A Direcção do Grupo Desportivo Maputo submeteu, esta quinta-feira, o seu pedido de demissão junto à Mesa de Assembleia Geral da colectividade, pedido aceite. Este é fim de uma novela que envolveu vários contornos, desde as manifestações dos sócios e adeptos, a falta de pagamento de salários, quer aos jogadores, treinadores e pessoal de apoio das várias modalidades, passando pelos funcionários, que chegaram a fazer greve na sede da colectividade.

Em conferência de imprensa para confirmar esta demissão da direcção “alvi-negra”, Danilo Liasse começou por dizer que “o presidente do Grupo Desportivo Maputo eleito, e a sua direcção, hoje, apresentaram a demissão ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, e esse pedido foi aceite, pelo que, a partir de hoje, Inácio Bernardo e a sua direcção, já não dirigem o Desportivo Maputo”.

Este pronunciamento colocou ponto final à dinastia de Inácio Bernardo e seus pares no comando do Grupo Desportivo Maputo.

As recentes manifestações ocorridas esta quarta-feira e todas outras formas de repúdio dos sócios e adeptos da colectividade “alvi-negra” estiveram por detrás desta decisão.

Para além disso, Danilo Liasse disse que há outros factores que estiveram por detrás dessa decisão, nomeadamente o facto de já não haver um bom ambiente de trabalho para a direcção, mas também “para salvaguardar a imagem da Grupo Desportivo Maputo e acima de tudo, fazer com que os objectivos que a direcção e o presidente, quando tomaram posse tiveram desde cedo, que é o bem-estar do clube e da família alvinegra”.

O próximo passo é a marcação da Assembleia Geral extraordinária para a eleição de novos corpos gerentes do Desportivo Maputo. “Foi solicitado no mesmo pedido ao presidente da MAG a convocação de uma AG para dia 31 de Outubro, as 09 horas, na sede do grupo Desportivo Maputo e foi aceite”, segundo confirmação da direcção demissionária, Danilo Liasse.

Ainda assim, a funcionalidade da colectividade não ficará afectada com esta demissão, ou seja, todos processos inerentes a legalização dos “alvi-negros” para a sua participação no Moçambola 2020 estão acautelados. Danilo Liasse garantiu que “vamos fazer com que esse processo siga os seus trâmites normais e que a equipa de futebol possa estar e participar condignamente no Moçambola”.

Relativamente à questão dos salários em atraso, tanto para os atletas, treinadores e funcionários, Liasse disse que é um assunto que cabe à direcção cessante e os jogadores tratarem e “vai ser resolvido no momento certo e com as pessoas certas”.

Este é o agudizar da crise no Desportivo Maputo, depois da demissão do treinador, Dário Monteiro, e da saída de alguns atletas do clube.

O prazo para submissão dos pedidos de licenciamento de clubes que vão disputar o Moçambola 2020 termina esta sexta-feira, segundo anúncio feito pela Federação Moçambicana de Futebol em comunicado.

O órgão que gere o futebol moçambicano vai divulgar, a 02 de Outubro próximo, a lista dos clubes licenciados e com direito de disputar o campeonato nacional.

Foi através do comunicado oficial que a Federação Moçambicana de Futebol anunciou, para conhecimento das associações provinciais, dos clubes, via Liga Moçambicana de Futebol, dos atletas, da comunicação social e de todos interessados na matéria, que estão em curso sessões do órgão de Primeira Instância para análise e deliberação sobre os processos dos clubes candidatos à licença.

É neste âmbito que o organismo reitor do futebol moçambicano reitera que “o prazo limite para submissão dos documentos ao Departamento de Licenciamento de Clubes da FMF é de 25 de Setembro de 2020”, ou seja, esta sexta-feira.

De acordo com o comunicado, “findo o referido prazo, mais nenhuma submissão de documentos por parte dos clubes candidatos à licença será aceite pela FMF”.

A Federação Moçambicana de Futebol avança ainda que no dia 02 de Outubro vai emitir um comunicado oficial com a lista dos clubes licenciados para o Campeonato nacional da primeira divisão, “que será vinculativa e final”.

Ademais, segundo o comunicado, “os clubes que não cumprirem com os requisitos de licenciamento dentro do período estabelecido, serão excluídos do Campeonato Nacional da primeira Divisão – Moçambola”, sendo que a Liga Moçambicana de Futebol é obrigada a observar e implementar as decisões da Comissão de Licenciamento de Clubes, à luz dos regulamentos e directrizes da FIFA/CAF/FMF.

A Federação Moçambicana de Futebol apela a todos os clubes que ainda não fizeram a submissão de pedidos de licenciamento para o fazerem antes do fim do prazo.

Recorde-se que até neste momento apenas três clubes estão licenciados, nomeadamente a Associação Black Bulls, a Liga Desportiva de Maputo e o Ferroviário da Beira.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida terminou em terceiro lugar na terceira jornada prova do Campeonato de Portugal de Karting- “Camp Karting”-, prova que se realizou entre os dias 18 e 20 de Setembro, no Kartódromo Internacional do Algarve, em Portugal.

Esta prestação, em Portimão, dá boas indicações para os seus próximos compromissos que passam por disputar, entre 2 a 4 de Outubro, em Mugello, na Itália, a prova de resistência “Camp TCR DSG Endurance”.

Rodrigo Almeida falhou, recentemente, devido as restrições de viagem impostas pela Covid-19, provas de kart no troféu WSK (Europeu e Mundial da FIA) e duas corridas na F4 (fórmula 4).

Até o momento, o piloto já realizou testes de F4 (fórmula 4) na pista de Cremona, prova Camp Europeu de kart na pista Sarno Itália, prova de kart do troféu “Champions off Future” na pista de Zuera,  Espanha, terminando na sexta posição, prova de kart do Campeonato de Karting de Portugal, na pista de Viana do Castelo, na qual ficou em terceiro na geral e segundo na classe Sénior, e  Campeonato TCR DSG Endurance na pista de Misano, ocupando o primeiro lugar.

No decorrer deste período de confinamento surgiu a oportunidade de participar no campeonato de TCR DSG Endurance o que muito nos engrandeceu tendo corrida da melhor forma com o primeiro lugar.

 

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) encoraja o Ferroviário de Maputo, equipa que em Dezembro vai representar o país na Liga Africana de Basquetebol. A FMB recomenda ao clube a evitar no máximo o contacto entre a equipa e elementos estranhos ao processo de preparação para a prova.

 

À terceira sessão de treinos em campo do Ferroviário de Maputo, após a retoma, um sinal de encorajamento da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) ao único representante do país na Liga Africana de Basquetebol, competição organizada conjuntamente pela FIBA-África e NBA.

Aliás, há que conjugar esforços para que os campeões nacionais ultrapassem todas dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e arranquem boas exibições no certame agendado para Dezembro próximo.

Roque Sebastião, que interagiu quarta-feira com a equipa técnica liderada por Milagre “Mila” Macome diz ser importante transmitir “apoio” aos “locomotivas” que se espera venham a dignificar o basquetebol moçambicano na prova a realizar-se, em princípio, em Kigali, no Ruanda.

“Para nós era importante estar aqui. Já havia o comando para a equipa do Ferroviário de Maputo iniciar os treinos. Naturalmente, havia necessidade de se cumprir alguns pressupostos de acordo com o protocolo de saúde. Posso dizer que estou bastante satisfeito porque esse desiderato é importante para aquilo que se almeja”, explicou o Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Roque Sebastião.

Observação de todas medidas de prevenção da Covid-19 e evitar o contactos dos jogadores, equipa técnica e “staff” com elementos estranhos ao processo de treinamento e preparação são as recomendações deixadas pelo órgão reitor do basquetebol nacional.

“Naturalmente, deixei também alguns conselhos que acho bastante importantes. São conselhos relacionados com as recomendações do protocolo de saúde que é limitar ao máximo a presença de elementos estranhos à equipa do Ferroviário de Maputo, tendo em conta que esta equipa foi testada. Clinicamente, podemos dizer, esta equipa está em condições para poder trabalhar”, frisou.

O Ferroviário de Maputo cumpre três sessões por dia, numa clara corrida contra o tempo para a recuperação física e psicológica dos atletas.

A direcção do histórico Desportivo Maputo vai apresentar demissão nos próximos dias, em consequência da forte pressão dos adeptos do clube (“Raça Alvi-negra”) que, esta quarta-feira, manifestaram-se defronte às instalações do clube exigindo a saída de Inácio Bernardo e seus pares.

Danilo Liasse, porta-voz da direcção, esclareceu que este processo irá observar os estatutos do Grupo Desportivo Maputo.

O dirigente disse que os adeptos têm direito a manifestar-se, pelo que não há outro caminho senão mesmo fazer as suas vontades.

No entanto, refutou as acusações sobre a venda do campo de Bobole, no distrito de Marracuene, convidado ainda a imprensa a aferir a veracidade dos factos no recinto em referência.

Esta quarta-feira, três dezenas de adeptos manifestaram-se na sede social do clube, em mais um movimento de pressão para forçar a demissão da direccão.

“O Desportivo Maputo está morto! A direcção do clube nada faz. Os jogadores, treinadores e trabalhadores não recebem salários há muito tempo”, disse Gina, membro da claque “alvi-negra”, com a voz embargada.

Os adeptos acusam a direcção de nada fazer para minimizar os problemas do clube, assim como constituir um entrave para à entrada de parceiros ou patrocinadores.

A procissão ainda vai no adro, pois depois da rescisão de Dário Monteiro e anúncio da demissão da direcção, há que gerir atletas que podem evocar justa causa para rescindir contratos por falta de salários.

Jogadores, equipa técnica e todo o “staff” do Textáfrica de Chimoio foram submetidos esta terça-feira aos testes de despiste da COVID-19. Os fabris do planalto devem iniciar os treinos na próxima segunda-feira.

É a saga das equipas moçambicanas autorizadas para retomar aos treinos para a sua participação no campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2020.

Depois do Costa do Sol, União Desportiva de Songo, Associação Black Bulls, Ferroviários da Beira e de Maputo, desta vez foi o Textáfrica do Chimoio a submeter seus jogadores, dirigentes, técnicos e staff aos testes do novo Coronavírus, com intuito de regressar seguro aos treinos.

Até porque esta acção acontece seis dias antes da retoma aos treinos no campo da Soalpo, e ao todo foram 59 elementos, dos quais 33 futebolistas de todos escalões, cinco treinadores, oito membros de direcção e demais pessoal de apoio ao futebol, que despistaram a COVID-19, esperando-se que os resultados das amostras colectadas sejam divulgados na sexta-feira.

De acordo com o presidente da colectividade, Quinito Todo Jr, “a nossa intenção é retomar aos treinos próxima segunda-feira”, tendo em conta que todos jogadores e elementos do plantel principal estão na capital de Manica, Chimoio.

“Se na sexta-feira os resultados saírem e tudo estiver tal como desejamos, que todos estejam bem de saúde, a equipa começa a treinar na segunda-feira, para fazermos uma boa caminhada com os novos treinadores que a direcção apostou, com os jovens jogadores que apostamos”, disse Quinito Todo Jr.

O primeiro campeão nacional de futebol almeja uma boa posição para a temporada futebolística que se avizinha e que ainda não tem datas para o seu arranque. “Pretendemos terminar a prova em oitavo lugar, tendo em conta que vamos apostar mais na formação”, justificou Todo Jr.

Enquanto a equipa não regressa aos treinos, a direcção do clube diz estar a fazer contactos para assegurar que a equipa tenha mínimas condições de trabalho nesta temporada.

Para atacar a manutenção tranquila nesta temporada, o Textáfrica de Chimoio contratou o jovem técnico Amide Tarmamad.

 

As basquetebolistas moçambicanas Aquila Mucubaquire e Vanda Cuamba assinaram, recentemente, contratos com o Central Methodist University, em Fayette, Missouri.

Mucubaquire e Cuamba trocam, desta forma, o Seward County Community College, instituição que este ano recebeu as compatriotas Delma Zita, Madina Camara e Hulda Joaquim, por um

Nas “lady Saints”, como “rookie”, a base obteve média de 6.6  pontos, 2.9 ressaltos e 1.9 assistências em 29 jogos.

Aquila Mucubaquire registou ainda 30.5% nos lançamentos de campo, 22.9 %  nos tiros exteriores e 61.3% na linha de lances livres, segundos os dados do Seward County Community College.

Nesta temporada,  Mucubaquire marcou 20  pontos num jogo em Midland contra Salt Lake, tendo ainda conseguido um tiro decisivo para que Seward County Community  College a vencesse o Butler em casa.

Quem também se vai juntar ao Central Methodist University é a compatriota Vanda Cuamba, que na última temporada apresentou média de 9.8 pontos, 6.4 ressaltos e 0.1 assistências em 32  jogos, para além de 48.2% nos lançamentos de campo, 71.3% na linha de lances livres e 60.0% nos tiros exteriores.

A irmã de Deonilde Cuamba esteve em evidencia ao marcar 29 pontos numa partida  contra o Friends JV, e  19 frente ao South Plains e Coffeyville.

Entretanto, a basquetebolista Edna Langa segue, quinta-feira, para os EUA onde vai representar o Independence Community College durante quatro anos.

A internacional basquetebolista moçambicana, Leia Dongue, estreia-se, sexta-feira, 25 de Setembro, na Liga Francesa Feminina de Basquetebol. O Nante Rezé Basket, conjunto para o qual se transferiu esta temporada, bate-se com Villeneuve em jogo da 1.ª jornada da fase regular da prova.

Há, diga-se, sempre uma primeira vez na vida! E esta será a primeira experiência de Leia “Tanucha” Dongue em França, país onde somente uma basquetebolista moçambicana jogara e brilhara: Clarisse Machanguana, poste que evoluiu no Tarbes (2003) e Montpellier (2005-2006).

“Tanucha” inicia, a sério, a sua aventura em terras de Charles De Gaulle precisamente a 25 de Setembro, quando o Nante Rezé Basket receber o Villeneuve em desafio da 1.ª jornada da fase regular da prova.

Depois, a 3 de Outubro, a equipa da  melhor basquetebolista da actualidade no país defronta o Roche,  conjunto com o qual perdeu há dias (53-77) em jogo de preparação da temporada 2020-2021.

O calendário definiu ainda que o Nantes Rezé Basket, orientado por Aurélie Bonnan, vai jogar a 7 de Outubro, em casa, com o Bretagge, e três dias depois mede forças com o Lyon.

Três dias depois, ou seja, 10 de Outubro, o adversário será o Tarbes, antiga equipa de Clarisse “Match” Machanguana.

Depois de uma temporada (interrompida devido à pandemia da COVID-19) assinalável no Campus Promete da Espanha, onde obteve o registo de 16,2 pontos e 8 ressaltos, a basquetebolista de 29 anos quer deixar a sua marca em França.

Os  dados estatísticos e  exibições em  Espanha dão, de resto,  boas indicações de que “Tanucha” pode se impor nesta aventura em França.

Primeiro, porque antes de se transferir para o Campus Promete, “partiu a loiça” e sagrou-se pelo  Uni Girona, em 2019.

Na época, teve médias de 7,3 pontos e 5,6 ressaltos em 16 minutos por jogo e  59%  de aproveitamento nos lançamentos de  campo.

No seu percurso na Espanha, há a registar o facto de Leia Dongue ter assinado, em Janeiro de 2018, contrato com o  Gernika, clube no qual  obteve média de 11,4 pontos e 4,9 ressaltos em 19 minutos/ jogo, brilhando contra o Sedis (22 pontos em 25 minutos), Girona (21 pontos em 26 minutos) e Ferrol (20 pontos e 10 ressaltos).

Recuando ainda mais no tempo: Março de 2016, Leia Dongue teve a primeira experiência no basquetebol profissional na Europa ao assinar pelo Al-Qazeres, clube  da segunda divisão da Espanha.

Estava escrito que ia brilhar! Os seus registos comprovam-no: média de 17,2 pontos, 7,9 ressaltos e 17,2 de eficiência em 22 minutos/jogo).

Resultado?  Leia Dongue foi determinante para que a sua equipa ascendesse à Liga Dia, primeira divisão espanhola após 25 pontos e 10 ressaltos no jogo decisivo.

Dongue também jogou pelo Cegledi EKK na liga húngara, onde em 7 jogos apresentou estatísticas impressionantes: 15,4 pontos e  6,6 ressaltos por jogo. Em seis jogos na Euroliga feminina, Leia Dongue teve os seguintes targets:  15.7 pontos e 5, 8 ressaltos/jogo.

 

 

PRIMEIRO ÁFRICA, DEPOIS EUROPA

Com um percurso brilhante, Leia “Tanucha” Dongue jogou representou o Desportivo Maputo durante a primeira parte de sua carreira, vencendo a Taça de Clubes Campeões Africanos em 2008, em Nairobi, no Quénia.

Em 2009, Tanucha obteve uma média de 9,4 pontos e 7,1 rebotes em 19 minutos por jogo no “Afrobasket””, tendo igualmente no mesmo ano sido indicada para a equipa ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Em 2012, Leia disputou a fase de qualificação para os Jogos Olímpicos, sendo que o seu registo nesta prova foi de 12,5 pontos e 8 ressaltos por jogo. No mesmo ano, Tanucha, em representação da extinta Liga Desportiva, conquistou a Taça dos Clubes Campeões Africanos e foi indicada para o cinco ideal da prova disputada em Abidjan, na Costa do Marfim.

Porque sempre em crescimento, em 2013, em Maputo, ajudou a selecção nacional de basquetebol sénior feminino a conquistar a medalha de prata na prova. O seu registo na prova foi de  14,3 pontos, 8 ressaltos e 2,6 roubos de bola em 23 minutos por jogo, sendo ainda de destacar a média de 67% nos lançamentos de campo.

Ao nível de clubes, assinou contrato com o 1º de Agosto de Angola, clube com o qual viria a ser nomeada para a equipa ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol com média de 21,7 pontos e 9,3 ressaltos em 27 minutos por jogo.

Dongue esteve presente, em 2014, no Campeonato do Mundo de basquetebol onde registou média de  15 pontos e 11,7 ressaltos por jogo, brilhando contra a França (18 pontos e 11 ressaltos) e  Turquia (17 pontos e 14 ressaltos).

Já em 2015, Leia Dongue venceu a Taça dos Campeões Africanos e, em 2016, foi nomeada a primeira equipa da mesma competição.

Em 2017, Leia Dongue conquistou pelo 1º de Agosto a Taça dos Clubes Campeões Africanos e foi nomeada para a equipa ideal da competição. O seu registo foi de 15,7 pontos e 5,7 ressaltos em 22 minutos por jogo, com 64% de aproveitamento nos lançamentos de campo.

Foi, no mesmo ano, preponderante para que Moçambique ocupasse o quarto lugar no Afrobasket de Bamako, Mali, onde teve médias de 16,9 pontos e 7,6 ressaltos por jogo.

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