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O País – A verdade como notícia

A União Desportiva do Songo foi afastada, esta quarta-feira, da Taça das Confederações após empatar a uma bola com o Napsa da Zâmbia, em jogo da segunda mão da primeira eliminatória da prova. Os zambianos beneficiaram-se do golo marcado fora, depois do empate caseiro sem abertura de contagem.

Mais do mesmo. Terminou, sem brilho nem glória, a aventura de uma equipa moçambicana nas competições de clubes da CAF. A União Desportiva do Songo foi afastada, precocemente, da Taça Nelson Mandela. Com um atraso de 15 minutos, devido ao facto dos resultados dos testes de despiste da Covid-19 somente terem sido conhecidos pouco antes da hora marcada para o duelo, o jogo contou com a presença de mil espectadores nas bancadas do Caldeirão do Chiveve.

Obrigados a vencer no Caldeirão, os hidroelétricos até foram ousados nos instantes inicias, com Cuale a centrar para Elias que, num golpe de cabeça, fez o mais difícil. Perdia-se uma uma soberana oportunidade para golo.

Elias perdoou, Lau King mostrou como se faz no último reduto do adversário. De forma espectacular, o avançado dos Mambas concluiu da melhor forma a uma assistência de Bhéu.

E, dois minutos depois, Lau King teve tudo para elevar a contagem no Caldeirão do Chiveve e deixar a equipa mais tranquila, mas errou no alvo.

O magro resultado de um a zero não era, nem tao pouco, tranquilizador para a equipa moçambicana. De tal forma que continuou a pressionar o seu adversário, mas pecava no detalhe.

Os zambianos acreditaram que podiam virar a eliminatória. Emmanuel agradeceu aproveitou o mau posicionamento da defensiva do Songo para fazer o empate. Balde de água fria!

Em vantagem na eliminatória, os visitantes pautaram depois pelo anti-jogo. Não havia muito por fazer.

Caia, esta forma, por terra o sonho africano. A União Desportiva do Songo acabou pagando caro por falta de ritmo competitivo, à semelhança do que aconteceu com o Costa do Sol. O burocratismo para o arranque do Moçambola voltou a ser determinante para o insucesso das equipas moçambicanas nas Afrotaças. Nesta partida, Nacir Armando fez alinhar os seguintes jogadores: Valério, Infren, Amorim, Sidique, Bhéu, Daúdo, Amadou, Nyerenda, Kwali ( Jimmy), Lau King (Tico Dias) e Elias (Belito).

FALHOU FEITO ATINGIDO EM 2018

Corria o ano de 2018, quando a União Desportiva do Songo conseguiu o apuramento inédito do clube para a fase de grupos da Taça das Confederações (CAF), também conhecida como Taça Nelson Mandela. Inserido no grupo “B”, juntamente com o RS Berkane do Marrocos, Al Masry do Egipto e Al Hilal-Omdurman do Sudão do Sul, o representante moçambicano teve um saldo de três empates e igual número de derrotas.

A UD Songo iniciou a sua campanha, nesta prova, a 6 de Maio de 2018, com uma deslocação ao Egipto onde viria a perder por dois a zero. Os golos dos egípcios foram apontados por Ahmed Goma aos 36 e 52 minutos.

Dez dias depois, ou seja, a 16 de Maio, os “hidroelétricos” voltaram a perder, desta feira no “Caldeirão do Chiveve” diante do RS Berkane do Marrocos pelo mesmo resultado de 2-0. Um “bis” de Ayoub Kaabi, eleito o homem do jogo, valeu os três pontos para os marroquinos.

O primeiro ponto conquistado pelo campeão nacional, na fase de grupos da Taça CAF, foi a 18 de Julho quando empatou com o Al-Hilal Omdurman a duas bolas.

Mohamed Bashir, aos dois minutos, abriu o marcador para os donos da casa. Depois, aos 36 minutos, o tanzanianos Thomas Ulimwengu elevou a contagem para dois a zero. A dois minutos do intervalo, o malawiano Frank Banda reduziu a desvantagem para dois a um, resultado com que se foi ao intervalo.

A três minutos do final da partida, Hélder Pelembe empatou a partida. A União Desportiva do Songo voltou a entrar em cena nesta competição a 29 de Julho, quando empatou a uma bola na Beira com os sudaneses.

O conjunto de Nacir Armando chegou ao golo madrugador aos cinco minutos por intermédio do avançado Mário Sinamunda. Mas, no minuto 53, Sharafeldin Ali empatou para os visitantes.

A 8 de Agosto, mais um empate caseiro a uma bola. Diante do Al-Masry do Egipto, a União Desportiva do Songo até esteve a perder com os egípcios que se adiantaram no marcador no minuto 77 com tento apontado por Mohamed Grengo.

No fecho da sua participação na fase de grupos da Taça CAF, a União Desportiva do Songo perdeu com o RS Berkane do Marrocos por 2-1. Alain Traoré, aos cinco minutos, e Mohammed Farehane, aos 70, marcaram para os marroquinos. Jimmy anotou o golo da equipa moçambicana que terminaria a fase de grupos na terceira posição com três pontos.

Em 2019, a União Desportiva do Songo caiu precocemente aos pés do Bidvest Wits da África do Sul na eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF.

Os “hidroelétricos” foram afastados com o agregado de 8-1 no conjunto das duas mãos. No primeiro embate, na terra do rand, a União Desportiva do Songo foi humilhada pelo conjunto então treinado por Gavin Hunt e no qual evoluía Dominguez, capitão dos Mambas, perdendo por concludentes 6-0.

Estava, praticamente, decidida o rumo desta eliminatória. Uma semana depois, no Estádio Nacional do Zimpeto, o máximo que a União Desportiva do Songo conseguiu fazer foi marcar um golo. A turma de Nacir Armando viria a perder por 2-1.

Em 2017, igualmente na Taça CAF, a União Desportiva do Songo foi eliminada por um adversário sul-africano: Platinum Star. Os “hidroelétricos” começaram por perder, no embate da primeira mão, por uma bola sem resposta com o único tento dos sul-africanos a ser apontado por Mabena aos 80 minutos. No Estádio Nacional, mesmo com o apoio do público, a equipa treinada na altura por Chiquinho Conde voltou a perder por um a zero.

 

A União Desportiva de Songo joga cartada decisiva na tarde desta quarta-feira, no Caldeirão do Chiveve, diante do NAPSA Stars da Zâmbia, em partida da segunda mão do play-off de acesso à fase de grupos da Taça CAF, a segunda maior competição futebolística de clubes do continente.

Depois do nulo conseguido na primeira mão, a 27 de Dezembro passado, em Lusaka, a equipa treinada por Nacir Armando e Carlos Manuel procura agora uma vantagem mínima para poder seguir em frente na competição.

Na Beira há sensivelmente uma semana, para poder ter mais tempo de se adaptar às temperaturas da cidade, bem como ambientar-se ao local do jogo, os “hidroeléctricos” querem estar na máxima força esta quarta-feira, para poder descarregar sua energia no NAPSA, equipa que, não metendo medo, impõe respeito e consideração, tal como pregoa o treinador adjunto, Carlos Manuel.

A União Desportiva de Songo está na máxima força para este embate, já que não conta com nenhuma baixa e tem todo plantel à disposição de Nacir Armando, depois de na primeira mão não ter contado com alguns jogadores, tal como o guarda-redes Guirrugo, devido a questões sanitárias.

Esta é uma partida que não se avizinha fácil, tendo em conta que o NAPSA afastou o Ngazi Sport das Comores, na eliminatória anterior, por claros 9-2, no conjunto das duas mãos. Ou seja, a equipa zambiana está mais rodada que a moçambicana, em termos de ritmo competitivo, uma vez que os vencedores da Taça de Moçambique realizaram apenas um jogo oficial e outros quatro jogos amigáveis, que serviriam de rodagem para esta partida.

O jogo entre a União Desportiva de Songo e o NAPSA Stars estará rodeada de várias medidas de prevenção da COVID-19, com muitas restrições impostas pela CAF, para evitar a propagação da pandemia.

 

NAPSA na máxima força

Tal como a turma moçambicana, que se encontra na cidade da Beira há cerca de semana, os zambianos chegaram a capital de Sofala na tarde de segunda-feira, realizaram um treino e, realizaram testes de despiste da COVID-19.

Já esta terça-feira realizaram o treino de adaptação ao relvado do Caldeirão do Chiveve, palco do jogo.

Depois do empate a zero no jogo da primeira mão, o NAPSA Stars FC veio a Moçambique na sua máxima força contando na sua delegação com um total de 23 jogadores, dos quais três guarda-redes, oito defesas, seis médios e igual número de avançados.

Recorde-se que o jogo terá lugar no Caldeirão do Chiveve, a partir das 15H00 e até ao momento não se sabe quantos espectadores estarão nas bancadas para apoiar o vencedor da Taça de Moçambique.

O instrutor de futsal da Confederação Africana de Futebol (CAF), Inácio Sambo, diz que o arranque do Moçambola a 16 de Janeiro poderá ser determinante para o desfecho – positivo- da campanha dos Mambas na fase de qualificação ao CAN. O ex-seleccionador nacional de futsal sonha alto: diz que os Mambinhas sub-20 devem lutar pela qualificação ao Mundial da categoria.

Ano de esperanças renovadas e enormes expectativas para o futebol moçambicano, qual Fénix, renascer das cinzas. Ano que se espera de ouro, ano que se espera de viragem e pontapé na crise de resultados.

Duas grandes frentes em Março para os Mambas, que jogam tudo ou nada na luta por uma vaga no Campeonato Africano das Nações dos Camarões, em 2021.

A 23 de Março, os Mambas deslocam-se ao Ruanda onde piscam o olho a uma vitória, tal como acontecera na estreia no grupo “F” de apuramento ao CAN, quando derrotaram os ruandeses por 2-0 no Estádio Nacional do Zimpeto.

Sete dias depois, ou seja, a 30 de Setembro, o conjunto de Luís Gonçalves fecha esta campanha recebendo Cabo Verde, adversário com o qual empatou a duas bolas na segunda jornada.

Porque o sucesso é resultado de trabalho, há que primeiro organizar a casa e garantir que o Moçambola arranque precisamente a 16 de Janeiro para que os atletas internos tenham ritmo competitivo e jogos nas pernas quebrarem o jejum de onze anos sem marcar presença no CAN.  A última presença foi precisamente em 2010, em Angola. Já lá vai muito tempo. “

“As perspectivas são muito boas porque, se o Moçambola arrancar, teremos um bom sinal para o futebol moçambicano. Já temos data e o local para o arranque do campeonato que é dia 16, em Vilankulo. Se de facto arrancar em Janeiro, até o próximo mês de Março nós já teremos rodagem. O arranque do Moçambola abriria noas perspectivas para a selecção “A” atacar, de facto, o CAN. Nós dependemos destes dois jogos. Temos que pensar exactamente nestes dois jogos. E, se ganharmos estes dois jogos, estamos apurados. É nisto que a selecção nacional deve estar concentrada”, frisou Inácio Sambo.

Donos e senhores da maior conquista desportiva de Moçambique em 2020, o Torneio da Cosafa, os Mambinhas sub-20 apontam agora para o brilharete no Campeonato Africano da Nações da categoria, agendado para Fevereiro, na Mauritânia.

O céu é o limite. Há que sonhar, sonhar e sonhar com outros patamares. “É preciso pensar que este ouro da Cosafa é o início do percurso. Não podemos pensar, em nenhum momento, que já conseguimos tudo. É preciso que a gente se qualifique, em primeiro lugar, para o Mundial. Depois da qualificação para o Mundial, podemos começar a pensar em ganhar o CAN. Mas parece que os miúdos estão a inverter a situação. Queremos ganhar o CAN. Não é assim. Queremos ganhar o CAN, sim. Temos que sonhar alto, sim”, notou.

Elaborou, depois, dando como exemplo o percurso imaculado e inspirador dos Mambinhas no Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth. “Sabemos que chegando às meias-finais, estamos praticamente no Mundial. Depois disso, atacamos o Mundial. Foi o que aconteceu agora na Cosafa. Nós alcançámos a fase final do CAN e, depois, atacámos a Cosafa. Portanto, no meu entender, é desta forma que devemos pensar. O percurso começou agora”.

“Déjà vu”. Diz, após respirar fundo, Inácio Sambo, que a qualificação inédita de Angola para o Mundial de 2006, na Alemanha, é resultado da presença cinco anos antes, ou seja, em 2001, na “Copa do Mundo” de sub-21, na Argentina.

“Uganda, quando foi ao Mundial sub-20, entrou em dois mundiais seguidos. Angola teve um percurso interessante, até porque depois de ter disputado o Mundial sub-20, com a geração de Mantoras, qualificou-se para o Campeonato do Mundo da Alemanha. Eu acredito também que, se estes miúdos se qualificarem para o Mundial e fazermos um melhor acompanhamento e investirmos, podemos sonhar com uma presença no Mundial. Vamos obedecer e respeitar as etapas”, argumentou o desportista.

Mais do que se olhar para a proveniência dos atletas selecionados, é preciso que se tenha em conta a qualidade dos mesmos. Este factor, arrolado recentemente e com “ons” de críticas, pode ser determinante para o sucesso das selecções nacionais de várias categorias.

A união faz a força. Juntos somos mais fortes. “Deixemos de pensar que, ao chamarmos dez ou nove jogadores de um clube, estamos a desvirtuar a seleção. Nada disso. Deixemo-nos de divisões e clubismo. O seleccionador escolhe atletas nacionais, portanto, com competência e que se enquadram na sua filosofia e estratégia”, observou Sambo. E retorquiu: “Se o seleccionador deixasse os 16 jogadores do Black Bulls, talvez não estivéssemos no CAN. Deixem o treinador pensar. Não podemos meter bichinhos na cabeça dos miúdos. Dário Monteiro não é treinador dos Black Bulls. Vou dar um exemplo, ao nível internacional: A União Soviética, em tempos, tinha como base da selecção a equipa do Dínamo de Kiev. Estou a falar de 12 jogadores que eram convocados para a selecção e haviam resultados”, frisou.

Os Mambinhas estão no pote 2 do sorteio do Campeonato Africano das Nações, podendo cruzar com adversários como Camarões e Tunísia.

Esta quinta-feira, o jornal britânico Guardian divulgou o top-10 daqueles que considerou terem sido os 100 melhores futebolistas em 2020. A primeira posição foi ocupada por Robert Lewandowski, avançado polaco do Bayern que nesta última semana também venceu o prémio The Best, da FIFA. No segundo lugar do pódio ficou Lionel Messi, enquanto o internacional português Cristiano Ronaldo surge no terceiro posto.

“Pelos padrões de um dos melhores futebolistas da história, este foi um ano para esquecer. Cristiano Ronaldo venceu a sua segunda Serie A mas isso era o mínimo que se podia esperar de uma equipa que ganhou os últimos nove títulos. A Juventus perdeu a final da Taça e saiu da Liga dos Campeões nos oitavos de final e a Bola de Ouro foi cancelada, mas Ronaldo até falhou na eleição do prémio de melhor jogador da temporada em Itália. (…) Apenas três elementos do nosso júri votaram nele como melhor jogador do ano, ao contrário dos 11 em 2019”, lê-se no artigo para justificar o lugar do avançado da Juventus.

Kevin De Bruyne, Sadio Mané, Erling Haaland, Kylian Mbappé, Mohamed Salah, Neymar e Virgil Van Dijk completaram, por esta ordem, os primeiros 10 lugares da votação.

O internacional moçambicano Zainadine Júnior está na lista do melhor onze da décima jornada da primeira liga portuguesa de futebol. Já Reinildo Mandava cumpriu quinto jogo a titular e foi melhor em campo, mais uma vez
O internacional moçambicano regressou aos convocados e aos relvados, depois de um período de ausência, que começou com uma infecção da COVID-19, nas vésperas do jogo da selecção nacional de futebol, os Mambas, e mais tarde uma lesão. A ausência de Zainadine em alguns jogos comprometeu os objectivos do Marítimo, que se viu relegado á ultima posição, ate há duas jornadas atras, posição que foi revertida no regresso do internacional aos relvados.

E foi com a segurança de Zainadine, no sector mais recuado que os insulares alcançaram uma vitória sobre o Belenenses, em casa, pela margem mínima (1-0). O desempenho do internacional moçambicano valeu-lhe um lugar no “11” ideal da décima jornada.

Saliente-se que nos últimos anos, o defesa moçambicano tem feito parte da lista dos melhores defesas da primeira liga portuguesa de futebol profissional.
Já na quarta-feira, mesmo sem o moçambicano nos convocados, o Marítimo conseguiu uma importante vitoria diante dos Salgueiros, por 2-1, em desafio da quarta eliminatória da Taça de Portugal em futebol.

Rodrigo Pinho foi o autor dos dois tentos que levam o Marítimo aos oitavos-de-final, o primeiro aos 88 minutos e o segundo no prolongamento, concretamente aos 118 minutos. Para os Salgueiros marcou Braga aos 43 minutos, insuficiente para evitar derrotar e afastamento da Taça de Portugal.
Nos oitavos-de-final os insulares enfrentam o actual líder do campeonato português, o Sporting.

Quem também regressou aos relvados depois de um período de ausência, devido a infecção da COVID-19, foi outro internacional moçambicano, Witi, que ajudou a sua equipa, o Nacional da Madeira, a ultrapassar o Leixões, com vitória por 3-1, e a garantir a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal.

O jogo da última quarta-feira marcou o regresso aos relvados por parte de Witiness Quembo, já que na jornada passada da liga portuguesa, Witti foi convocado, mas não saiu do banco de suplentes.

Nos oitavos-de-final, o Nacional de Witti enfrenta o FC Porto.

Reinildo Mandava cumpre quinto jogo a titular

Na Franca, o internacional moçambicano Reinildo Mandava está imparável. Esta quarta-feira Mandava cumpriu o quinto desafio a titular pelo Lille, na vitória sobre o Montpellier por (3-2), na décima sétima jornada.
O moçambicano conseguiu reconquistar a confiança do técnico francês Christophe Galtier. Reinildo foi titular uma vez mais, mas no desafio da última quarta-feira foi substituído aos 58 minutos da etapa complementar, mesmo com a sua saída, o Lille conseguiu sair com os preciosos três pontos.
Assim, o Lille passa o Natal na liderança da primeira liga francesa de futebol com 36 pontos os mesmos que o Lyon que ocupa o segundo posto, seguido pelo PSG com 35, no terceiro posto.

A selecção nacional de basquetebol masculina arrancou, esta quarta-feira, com os trabalhos de preparação com vista a sua participação na segunda janela de apuramento ao Afrobasket 2021. Os jogadores e equipa técnica estão optimistas quanto a uma preparação que crie condições para uma participação condigna na prova de Fevereiro

Dois dias depois do anúncio da nova equipa técnica que vai liderar a selecçao nacional masculina de basquetebol, Miguel Guambe não quis perder tempo e já juntou os atletas para a primeira sessão, que teve lugar na noite desta quarta-feira no pavilhão Lurdes Mutola.

Para este ano estão previstas apenas três sessões, sendo que as outras duas terão lugar na próxima semana, nomeadamente na segunda e quarta-feiras, respectivamente. Miguel Guambe, seleccionador nacional, falou dos objectivos destas sessões iniciais, tendo referido que “estás três sessões que teremos ainda neste ano são com intuito de fazermos a observação aos jogadores, fazer os testes físicos quebrassem ser necessário”.

Mas também falou do plano de trabalhos para o próximo ano. “A partir do dia 4 de Janeiro começamos a fazer duas sessões semanais até ao final de Janeiro e a partir de Fevereiro faremos sessões bi-diárias ao longo de dez dias até a prova, para além dessas sessões os atletas farão treinos individuais tanto físico de ginásios como de lançamentos”, explicou Guambe, que espera que os jogos do torneio Nutrição, que inicia a 8 de Janeiro, possa ser uma mais valia no processo de treinamento. Daí que “durante este período em que estiver a decorrer o torneio, os atletas convocados terão apenas duas sessões de treinos semanais, para dar tempo deles trabalharem nas suas equipas e nós vamos avaliar o desempenho de cada um”, assegurou Guambe.

Já os jogadores também esperam que estas sessões possam dar mais ritmo e entrosamento, para poderem enfrentar a janela com mais segurança e esperança de qualificação.

Klaus Bunguele mostrou-se satisfeito com este regresso à selecção nacional, depois de ter estado ausente na primeira janela que decorreu em Kigali e assume o desejo de ajudar o conjunto nacional a ultrapassar esta fase. “Precisamos estar mais fortes e aproveitar estes treinos para alinhar todos os erros cometidos no passado”, disse Bunguele.

Já David Canivete, que esteve na primeira janela, reconhece que a selecção nacional cometeu muitos erros e para ele “precisamos corrigir todos os erros, estarmos mais unidos e, se conseguirmos isso, podemos alcançar as vitórias necessárias para podermos nos qualificar”.

A primeira sessão de treinos contou com a presença do Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, que fez a nota introdutória desta campanha, tendo explicado aos jogadores que o objectivo da mesma passa por conseguir reverter cenário da qualificação para que Moçambique esteja presente no Afrobasket 2021 que terá lugar em Kigali, no Ruanda e, por isso, encorajou os jogadores e equipa técnica nesta fase de preparação.
“É importante iniciar cedo porque mostra o comprometimento que temos dentro do objectivo que é a qualificação para o Afrobasket 2021, olhando para o horizonte temporal entre esta altura e as provas que estão agendadas para Fevereiro sentimos a necessidade de irmos nos preparando”, começou por dizer Gonçalves, para quem o tempo pode parecer longo até à segunda janela, mas “estamos a falar de um mês e meio que é muito pouco tempo na medida que pretendemos que é dar volume de treinos aos atletas, temos alguns que não participaram na última campanha e a equipa técnica que é nova, por isso precisam de se entrosar, iniciando mais cedo temos garantias que podemos abordar a terceira janela com alguma responsabilidade e foco”, disse Roque Sebastião.
A selecção nacional volta a treinar próxima semana, na segunda e quarta-feira, antes da paragem para as festas do final do ano. Recorde-se que Moçambique disputa o apuramento ao Afrobasket com Senegal, Angola e Quénia e precisa de duas vitórias para qualificar-se.
Esta primeira sessão de treinos contou com a presença de 10 caras novas e que não estiveram presentes na anterior etapa de qualificação realizada em Novembro em Kigali.

Perto de uma centena de adeptos visitou, entre domingo e segunda-feira, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para ver e tirar fotografias com o troféu conquistado pelos “Mambinhas” no Torneio da Cosafa. Alegria e orgulho foram os sentimentos transmitidos pelas pessoas entrevistadas pelo “O País”.

Estilo aqui, estilo acolá…e não era para menos. Há que ficar bem na fotografia porque é mesmo para exibir e ficar para a posteridade. Muita alegria justificava-se, pois em 45 anos de independência, o país nunca tinha subido tão alto no futebol. Emoção, curiosidade e orgulho eram os sentimentos que naturalmente transbordavam para os que estiveram aqui. “Estou muito feliz saí de casa para apenas ver, apreciar e tirar várias fotografias com o nosso troféu. É a primeira vez que vejo in loco um troféu dessa dimensão. Estou emocionado e feliz por ter conseguido fazer o registo desta taça”, descreveu o jovem Júlio Magaia para depois avançar que “estas fotos irei mostrar a minha família, amigo e vizinhos e obviamente irei colocar nas redes sociais para que mais pessoas saibam que o troféu é real”, concluiu.

O mesmo sentimento de alegria foi transmitido por Tacarindua Merisse, jovem universitário oriundo da província de Manica. “Não tinha como perder esta oportunidade. Programei-me logo que soube. Estou a registar este momento para que no futuro possa-me lembrar que tive esta oportunidade. Para que apesar de tantas vicissitudes, o ano de 2020 teve algumas alegrias”, justificou para, em seguida, vaticinar o futuro dos jovens jogadores.

“Eles foram brilhantes, souberam representar a nossa bandeira. Souberam sofrer por nós e acredito que os treinadores estão atentos e poderão chamar alguns deles para os próximos compromissos da selecção A que está na corrida para o Campeonato Africano das Nações (CAN)”, acreditou.

Quanto ao futuro do troféu, ainda não há certezas sobre onde será depositado, sendo que, agora, a preocupação é com o processo de preparação dos jogadores para o CAN de Fevereiro.

Assim foram os dois dias de exibição da maior conquista que o país já assistiu em futebol.

Miguel Guambe foi apresentado como novo seleccionador nacional de basquetebol senior masculino, que vai disputar a terceira janela de qualificação à fase final do Afrobasket, em 2021.

A Federação Moçambicana de Basquetebol não quis perder tempo, depois da saída de Milagre Macome do comando da selecção nacional de basquetebol masculina. Foi resgatar Miguel Guambe, um dos treinadores mais conceituados do basquetebol moçambicano para conduzir o conjunto nacional na Terceira Janela de qualificação ao Afrobasket e esta segunda-feira foi apresentado.

Guambe já tem um foco na frente dos destinos da selecção nacional e esse foco passa por qualificar o combinado nacional à fase final do Afrobasket. “Nós assumimos com um foco de apresentar uma equipa mais condigna possível e conseguirmos a qualificação”, assumiu perante a direcção da federação Moçambicana de Basquetebol e jornalista.

E para que este foco se concretize é preciso uma boa preparação, dai que a equipa técnica esteja a prever realizar 24 treinos colectivos e outros tantos individuais, mas espera que o torneio Nutrição, que vai arrancar a 8 de Janeiro, possa ajudar na performance dos jogadores.

“Acreditamos que com os jogos que vão fazer neste torneio, cada jogador vai realizar entre oito a nove jogos e isso vai ajudar na preparação”, espera Miguel Guambe que acrescentou ainda que “na ponta final da nossa preparação iremos fazer alguns jogos de controlo com equipas locais”, tendo em conta que estarão já em actividades.

Guambe diz que já avaliou as fragilidades dos jogadores nacionais na janela de Kigali, bem como as vantagens dos adversários, entretanto diz que “não queremos olhar para nenhum adversário em particular e a ideia é jogar melhor com qualquer um dos três adversários”, até porque o combinado nacional precisa vencer, pelo menos, um jogo, para garantir a qualificação à fase final da maior competição de basquetebol sénior masculina do continente.

A selecção inicia a sua preparação esta quarta-feira e Miguel Guambe chamou 24 jogadores que actuam em clubes moçambicanos e no estrangeiro.

Recorde-se que Moçambique disputa o apuramento para o Afrobasket com Senegal, Angola e Quénia.

A União Desportiva do Songo, vencedor da Taça de Moçambique e representante moçambicano na Taça CAF, já se encontra em Lusaka, desde o passado domingo, onde esta terça-feira vai defrontar o NAPSA Stars FC, para a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Taça da Confederação CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela.

Os representantes moçambicanos na segunda maior competição inter-clubes do continente chegam a esta eliminatória após terem ficado isentos da ronda anterior, e defrontam um NAPSA Stars que afastou o Ngazi da Ilhas Comores com um agregado de 9-2 no conjunto das duas mãos.

Um dos principais adversários que os “hidroeléctricos” nesta competição, para além do próprio NAPSA, será a falta de ritmo competitivo, tendo em conta que está sem competir oficialmente desde Fevereiro, quando disputou a Supertaça, diante do Costa do Sol, devido a eclosão da pandemia da COVID-19, que forçou a paragem de todas competições desportivas no país e no mundo.

E para colmatar essa falta de ritmo competitivo, Nacir Armando optou por colocar seus jogadores a fazerem jogos de controlo com o Textáfrica do Chimoio, o último dos quais terminou empatado a zero e que teve lugar na última quarta-feira na vila de Songo.

Para este embate diante do NAPSA, aprazado para esta terça-feira, os “hidroelétricos” já vão poder contar com os seus jogadores estrangeiros, nomeadamente, John Banda (malawiano) e Thomas Nyerenda (zambiano), uma vez que já tem todo processo legalizado e integraram os trabalhos de preparação do confronto com os zambianos.

Entretanto, há que realçar que os representantes nacionais nesta competição conhecem minimamente o seu adversário, tendo em conta que no embate da segunda mão da eliminatória passada enviaram dois representantes da equipa, nomeadamente o treinador adjunto, Carlos Manuel, e o responsável pelo departamento de futebol, Jorge “Mavó” Vulande, para espionaram o NAPSA, no embate diante do Ngazi das Comores.

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