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O País – A verdade como notícia

A qualificação ao CAN-2021 foi garantida há mais de uma semana no torneio regional da Cosafa, bem como o único título colectivo de uma selecção nacional de futebol em provas internacionais oficiais, sem contar com os títulos conquistados pela selecção de sub-17 em Jogos da CPLP, que são jogos de solidariedade.

Com a conquista e feito histórico, agora o tempo é de festejar e aproveitar para saborear, até porque não é todos os dias que se conquistam títulos e se qualifica a uma fase final de uma competição africana de selecções.

Mas mais do que festejar, este é, também, o tempo de planificar e projectar o futuro e a preparação da selecção nacional da categoria ao CAN sub-20, que terá lugar dentro de pouco menos de dois meses.

O seleccionador nacional dos Mambinhas, Dário Monteiro, garante que já estão a ser criadas condições logísticas e desportivas para uma boa preparação, a partir de 4 de Janeiro. “Esperamos dia 4 já estarmos no Songo porque fomos convidados para ir lá fazer a primeira fase do nosso trabalho e conto estar lá com os rapazes durante 10 dias, que vão servir para fazer adaptação e recuperação do esforço e perceber em que estagio os atletas voltaram das férias que estamos a dar agora para a quadra festiva”, disse Monteiro.

Depois de Songo o destino será Nampula, onde “contamos realizar um estágio pré-competitivo de seis a sete dias em que vamos nos adaptar a relva sintética, já que em songo não teremos esse relvado artificial”, segundo Monteiro para quem em Nampula “teremos temperaturas mais elevadas tais como as que encontraremos na Mauritânia e isso vai fazer com que a gente sinta como a equipa está a reagir ao trabalho e ao desenvolvimento do trabalho”, descreve o objectivo dos estágios nesses dois pontos do centro e norte do país.

Depois desse período, Dário diz que o conjunto regressa a capital do país, “para permitir que os atletas possam desanuviar o estágio junto das suas famílias”, de 21 de Janeiro até dia 31, já que em Fevereiro vão realizar mais um estágio, desta feita for a de portas, podendo ser directamente na Mauritânia ou num outro país, antes da estreia na competição Africana.

De acordo com o seleccionador nacional dos Mambinhas, se em Songo a equipa técnica quer avaliar o estágio dos jogadores após férias, em Nampula pretende-se que seja um estágio mais competitivo, onde os Mambinhas devem defrontar algumas equipas e selecções provinciais.

“Espero dois a três jogos em Nampula com equipas que vão disputar o Moçambola, até porque eles vão precisar de ritmo competitivo, tal como nós, e que nos vão criar muitas dificuldades e muita rodagem”, mas não só. “Estamos a planear e fizemos esse plano com o director técnico da FMF, Arnaldo Salvado, para ver se, estando em Nampula pode-se organizar o torneio quadrangular com mais três seleccções provinciais, nomeadamente de Nampula, Niassa e Zambézia, e onde teremos a oportunidade de olhar para outros jogadores jovens que possam integrar a selecção nacional para o estágio e para o CAN”, garante Dário Monteiro.

 

Geny Catamo e Pablo não são de descartar para o CAN

Enquanto os jogadores saem para mini-férias dadas pela equipa técnica para festejar as festas do Natal e passagem do ano junto das suas famílias, Dário Monteiro estará a preparar a convocatória dos atletas que vão participar do estágio. Essa convocatória será anunciada nos próximos dias e o seleccionador nacional não descarta a presença de jogadores que actuam fora de portas, nomeadamente em Portugal, e que tenham idade para fazerem parte desta selecção sub-20, casos de Geny Catamo e Pablo Bechardas, até porque “são jogadores que faziam parte da convocatória para Cosafa”, mas que por alguma razão não puderam se juntar, nomeadamente a lesão, para o caso do Pablo, já ultrapassado, e a chamada à selecção principal, para o caso de Geny Catamo, no duplo embate diante dos Camarões, que se seguiu a uma infecção da Covid, por parte do jogador do Sporting de Portugal.

“À partida nós contamos com estes jogadores porque fazem parte da geração e desta selecção e vamos abrir o grupo para mais jogadores. Quem realmente se destacar em outros clubes, vão ser chamados porque o grupo nunca esteve fechado”, assegurou Dário Monteiro.

 

Não vamos ser injustos com estes 20!

Outrossim que foi destacado por Dário Monteiro nesta tendência de integrar jogadores novos é o facto da equipa técnica assegurar que os jogadores que fizeram história ao qualificar os Mambinhas para o primeiro CAN da categoria, bem como o primeiro título para o país. Nas palavras de Monteiro “temos 20 jogadores desta selecção que vão continuar a trabalhar da mesma forma como trabalharam até aqui”, até porque “não podemos ser injustos com os jogadores que qualificaram a selecção para o CAN, levarmos 10 e deixarmos 10. Claramente que vamos valorizar que trabalhou e qualificou a selecção”, prometeu o seleccionador nacional dos Mambinhas, como forma de preservar os jogadores heróis da “Pátria Amada”.

A 23a edição do CAN de sub-20 terá lugar de 14 de Fevereiro a 4 de Março na Mauritânia e será disputada por 12 selecções. As quatro que se qualificam às meias-finais garantem lugar na fase final do campeonato do mundo da categoria que vai decorrer na Indonésia.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, desafiou os gestores desportivos a serem mais criativos e arrojados para que o campeonato nacional de futebol, Moçambola, seja uma prova sustentável. Nyusi defende melhor organização para que a prova decorra sem sobressaltos.

Falando ontem à margem da recepção da selecção nacional de futebol sub-20, e olhando para os sobressaltos que o Moçambola tem enfrentado nos últimos anos, o presidente da República, disse que a organização é fundamental para que prova não seja marcada por incertezas.

Nyusi começou por recordar que, no passado dia 29 de Outubro, autorizou a realização de campeonatos nacionais de todas modalidades desportivas a partir de 15 de Novembro. Pelo que, frisou o Chefe de Estado, o não arranque do Moçambola não tem nada a ver com o comando político.

“No âmbito da COVID-19, dissemos que as equipas que estão a competir podem começar a jogar. Não começaram cedo, mas a culpa não foi do comado político. Tem a ver organização. Não é muito fácil organizar as coisas da forma como queremos organizar assim como o Moçambola que todo o povo e todo o país está a dizer…Moçambola, Moçambola”, começou por dizer Filipe Nyusi.

O Chefe de Estado questionou, adiante. “E quando a gente pergunta sobre os números? Falem dos números. Se vocês recordam, há duas ou três épocas tivemos que salvar a prova. Salvado é um só. Nós não podemos ter um desporto que é salvo”, notou o presidente da República.

Nyusi defende ainda uma melhor organização para que o campeonato nacional decorra sem sobressaltos.

“Temos que nos organizar muito cedo para não estarmos sempre a pensar se o campeonato vai avançar e não parar. Quando o campeonato começar, tem que ser de uma forma segura e resiliente e sustentável. Não podemos fazer coisas mal feitas. Coisas mal feitas não dão resultados”, chamou a atenção o mais alto magistrado da Nação.

Numa primeira fase, a retoma destas actividades, lembre-se, estava previsto que decorresse sem a presença de público, sendo que a decisão da presença de espectadores “depende da evolução de indicadores da epidemia e do comportamento dos intervenientes”.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, chamou os presidentes da Liga Moçambicana de Futebol e da Federação Moçambicana de Futebol, Ananias Couana e Feizal Sidat, para esclarecer, de uma vez por todas, as condições para o arranque do Moçambola, na sua edição 2020/2021.

Depois de pouco mais de uma hora reunidos à porta-fechada, houve fumo branco. Já há condições para o arranque do Moçambola, nas primeiras semanas de Janeiro próximo. Esta garantia foi dada pelos respectivos presidente da Federação e Liga Moçambicana de Futebol, que asseguraram que já foram identificados os parceiros para cobrir o défice orçamental implantado pelo agravamento das taxas das Linhas Aéreas de Moçambique para transporte das equipas.

Feizal Sidat garantiu que a prova vai iniciar, efectivamente, entre 9 ou 16 de Janeiro, restando apenas à Liga Moçambicana de Futebol realizar a sua Assembleia Geral para o sorteio e discussão de outros assuntos organizacionais.

Mais, Feizal prometeu que a Federação Moçambicana de Futebol vai apoiar os clubes que contam com problemas financeiros por não terem patrocínio de empresas estatais ou outras formas de renda, tendo em conta as primeiras jornadas serão à porta-fechada.

Por seu turno, Ananias Couana assegurou que ainda este ano será realizada a Assembleia Geral da Liga Moçambicana de Futebol para o sorteio do Moçambola, mas reitera estar refém da Federação Moçambicana de Futebol para saber quais os clubes que devem participar da prova, em função do término do processo de Licenciamento, tendo em conta que o Desportivo Maputo, Textáfrica de Chimoio e Incomáti de Xinavane estavam ainda neste processo.

Couana disse ainda que foram identificados ao parceiros que vão cobrir o défice de cerca de 18 milhões de meticais para a rúbrica de transporte aéreo, que continuava um calcanhar de aquiles para o arranque da prova, e que ao longo da época o orçamento será coberto por esses parceiros. Ou seja, o Moçambola vai arrancar sem que o orçamento tenha sido coberto na sua totalidade, mas com garantia e segurança de que a prova irá decorrer até ao seu final.

O presidente a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Ananias Couana, reagiu hoje aos pronunciamentos de Carlos Gilberto Mendes. Couana desmente que tenha omitido dificuldades financeiras à Secretaria de Estado do Desporto. Ananias Couana garante ainda ter informado, em Novembro, sobre o aumento da tarifa de transporte da LAM, que fez com que as despesas com transporte subissem em 18 milhões de meticais.

É mais um capítulo da “novela Moçambola”. Vinte e quatro horas depois de Carlos Gilberto Mendes ter acusado a Liga Moçambicana de Futebol de ter omitido a existência de problemas financeiros graves que condicionam o arranque do Moçambola, o organismo que gere a prova veio, esta quarta-feira, a público desmentir.

“Os pressupostos que tínhamos antes da COVID-19 alteraram. Até pouco antes do dia 24 de Novembro (dia que estava agendada para decorrer a Assembleia-Geral ora adiada), tínhamos a informação sobre a alteração do preço da passagem aérea no contrato que temos com as Linhas Aéreas de Moçambique. Com os 11 clubes, preparámos um orçamento que nos apresentava um défice de cerca de 16 milhões de meticais. Ora, esse défice foi comunicado à Secretaria de Estado do Desporto. Informámos ainda que estávamos a fazer diligências para que pudéssemos suprir essa escassez de recursos. Quando a Federação Moçambicana de Futebol abriu espaço para a incorporação dos três clubes, a coisa mudou de figura. O défice aumentou e essa realidade foi prontamente comunicada à Secretaria de Estado do Desporto como nosso parceiro”, explicou Couana para depois adiantar que possa ter havido falta de percepção do documento enviado, em Novembro, à Secretaria de Estado de Desporto.

“Eventualmente, possa não ter havido uma boa percepção, relativamente aos documentos que foram enviados em Novembro. De lá para cá, não tivemos encontros com a SED porque a nossa preocupação é de lutar para reduzir o défice para que possamos arrancar o campeonato nacional com segurança”, explicou.

Ananias Couana reiterou que, mesmo com o défice orçamental, a 19 de Dezembro havia condições para o arranque da prova. Entretanto, tal não poderia acontecer sem uma posição clara da Federação Moçambicana de Futebol.

“Ainda não temos informação sobre a situação dos clubes que foram dados a oportunidade de se licenciarem. O que sabemos, de fontes não formais, é que todos eles submeteram a documentação na Federação Moçambicana de Futebol (FMF), mas nada que seja oficial. O segundo ponto, tem a ver com a alteração da época desportiva. Não tínhamos como avançar com o aranque da prova, depois da FMF ter alterado a época desportiva”, frisou.

Segundo esclareceu o presidente da LMF, com a possível integração dos três clubes que não tinham a situação de licenciamento regularizada, o orçamento com o transporte aéreo passou de 49 para 67 milhões de meticais, criando um défice de 18 milhões de meticais.

A selecção sub-20 que conquistou, domingo, a valiosa Taça Cosafa foi, hoje, recebida em ambiente de festa por adeptos e dirigentes.

Antes da chegada dos “Mambinhas”, já se fazia festa no Aeroporto Internacional de Maputo. Batucava-se, dançava-se e cantava-se em jeito de aquecimento.

Enquanto isso, a organização aprontava as flores para ofertar aos pequenos, grandes jogadores.

A chegada da delegação estava prevista para as 12:45, mas o voo teimava em não aparecer…a apreensão foi inevitável. Alguns sentavam e outros preparavam os aparelhos para que não falhassem o registo do momento histórico.

E porque era mesmo histórico, a imprensa também estava em peso…todos à procura do melhor ângulo para captar a chegada, até porque não são todos os dias que se recebe campeões.

Por volta das 14h00, o momento mais aguardado.

Vestidos todos de branco, símbolo da paz, paz interior, mas também a paz que alivia os corações de milhões de moçambicanos que nunca tinham vivido um momento igual.

A emoção era tanta e contagiava a qualquer um que ali passava. Coube ao Secretário de Estado do Desporto fazer as honras. “Fizeram um excelente trabalho. Amanhã iremos todos almoçar com o Presidente da República”, disse Carlos Gilberto Mendes.

Visivelmente emocionado, o capitão Celton Jamisse deu a voz pelo grupo. “Estamos todos felizes. Agradecemos ao povo moçambicano pela recepção e pelo apoio. Tudo isto foi graças à Deus e ao nosso treinador Dário Monteiro”, avançou o jogador.

Homem feliz, Dário Monteiro repetiu o que já havia dito aquando da conquista do título, que todo o mérito vai para os jogadores.

No fim e no fim mesmo houve festa e uma passeata pelas artérias da cidade de Maputo.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, diz ter havido omissão por parte da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) da falta de fundos para custear a prova. Esta informação acontece numa altura em que os “Mambinhas” clamam por jogos para enfrentar o CAN já em Fevereiro.

Uma autêntica confusão… é o que se pode dizer sobre a gestão do Moçambola. Semanas depois do Secretário de Estado ter acusado os gestores do futebol moçambicano de sabotarem a prova e ter garantido que o Moçambola iria iniciar em Dezembro, eis que agora surge outra bomba. A prova não tem como arrancar neste mês porque não há dinheiro.

Sem avançar valores, o Secretário de Estado do Desporto fala de “questões logísticas graves” que condicionam o arranque da prova. “O que posso dizer é muito dinheiro que falta, mas nada que pode ser resolvido”.

Esta situação que já afectou o Costa do Sol com o seu afastamento precoce da Liga dos Campeões, poderá fazer mais vítimas. É o caso da União Desportiva de Songo, representante de Moçambique na Taça Nelson Mandela e dos “Mambinhas” que garantiram qualificação histórica para o CAN SUB-20 já no início do próximo ano.

A reunião desta quarta-feira entre a Secretaria de Estado do Desporto, Federação Moçambicana de Futebol e a Liga é que poderá ser decisiva sobre o futuro do Moçambola.

O seleccionador nacional, Luís Gonçalves diz ter ficado maravilhado com desempenho dos “Mambinhas” no Torneio da Cosafa e cogita possibilidade de utilização de algumas unidades num futuro próximo. O técnico lamenta, porém, a falta de competições no país, o que pode quebrar ritmo dos jogadores.

Simplesmente maravilhado, foi como o seleccionador nacional ficou com o desempenho dos “Mambinhas” no Torneio da Cosafa. Para Luís Gonçalves, o mérito vai para o técnico Dário Monteiro e para os atletas que mostraram garra e determinação para ultrapassar as adversidades que encontraram pela frente.

“Os “Mambinhas” tiveram uma participação brilhante. Estiveram bem do princípio ao fim. Dário Monteiro está de parabéns, fez um belíssimo trabalho. Estamos todos orgulhosos pela conquista”, disse o treinador, para depois avançar não ter dúvidas de que ali há muito talento para alimentar a selecção A.

“Nesta selecção sub-20 estão alguns jogadores que participaram do Torneio da Cosafa em sub-17 do ano passado que até chegaram à final, mas infelizmente não conseguiram conquistar a prova. Temos estado a fazer um trabalho de acompanhamento e há comunicação entre os seleccionadores. Estamos atentos aos jogadores que vão se evidenciando, e certamente, que num futuro próximo podem ser chamados para a selecção A”, disse o técnico.

O treinador não deixou de realçar a união e coesão no seio do grupo de trabalho como um elemento que ajudou a selecção a ultrapassar barreiras e conquistar a prova. “O que mais me chamou atenção foi o espírito colectivo. Notou-se que a equipa estava muito focada no objectivo. Os jogadores cumpriram a missão que o seleccionador os incumbiu. Foi uma equipa que funcionou como um todo, foi coesa quer a defender, quer a atacar. O nosso guarda-redes foi considerado o melhor da prova e isso é muito bom”, realçou.

GONÇALVES PREOCUPADO COM FALTA DE COMPETIÇÕES EM MOÇAMBIQUE

Sem o Moçambola e outros campeonatos a decorrer, o técnico teme que os jogadores não consigam manter a forma. 

“Que esta conquista seja um incentivo para que os clubes apostem mais na formação. Para que não percam o ritmo competitivo, é importante que os jogadores tenham competição. Preocupa-me o facto de não termos actividades a nível competitivo em Moçambique, quer nos escalões de formações, quer a nível dos séniores (o Moçambola)”.

Lembre-se que além de conquistar a Taça Cosafa, Moçambique carimbou presença histórica no CAN da categoria, prova que terá lugar na Mauritânia no início do próximo ano.

Bons rapazes, um orgulho nacional, histórico! A selecção nacional sub-20 venceu esta tarde a Taça Cosafa da categoria, após vencer na final a Namíbia por 1-0, em jogo da final da prova, tornando-se na primeira selecção nacional de futebol a conquistar uma competição dessa dimesão.

O único golo da partida foi apontado num lance de bola parada por Dércio Augusto no minuto 30.

Sendo assim, Moçambique terminou o torneio sem sofrer qualquer golo, tendo marcado 4.

No final do jogo, o moçambicano Cardoso Novela, foi eleito o melhor jogador em campo.

Com apenas 16 anos, o moçambicano Kimiss Zavala foi considerado o melhor guarda-redes da prova.

Lembre-se que os “Mambinhas” já tinham feito história ao se qualificarem, pela primeira vez, para o Campeonato Africano das Nações (CAN) da categoria, ao bater a Zâmbia nas meias-finais na lotaria de grandes penalidades.

RESUMO DOS JOGOS ATÉ A FINAL

Com uma equipa cuja base Dário Monteiro foi buscar à Associação Black Bulls, Moçambique entrou para o Torneio da Cosafa com o pé-direito, tendo vencido na jornada inaugural, o Lesotho por uma bola sem resposta, golo marcado por Simon Cipriano.

No segundo jogo, os “mambinhas” foram mais fortes tendo vencido o Zimbabwe por duas bolas a zero, golos apontados por Simon Cipriano e Gabi Pinho.

Já no jogo da terceira jornada, a selecção nacional conseguiu um empate sem golos, diante da África do Sul, o que lhe garantiu passaporte para as meias-finais, na qualidade de primeiro classificado do grupo A com 7 pontos.

Já nas meias-finais, Moçambique teve pela frente a Zâmbia. Mesmo diante das dificuldades impostas pela equipa de arbitragem que expulsou um jogador moçambicano e o treinador Dário Monteiro, os mambinhas souberam defender a bandeira.

Os jogadores moçambicanos empurraram a partida até a marca das grandes penalidades, onde Kimiss Zavala brilhou e Délcio Augusto sentenciou, garantindo a qualificação histórica do país para o CAN da categoria e para a final da Cosafa.

A selecção nacional de sub-20, os Mambinhas, qualificou-se para a final do torneio regional da Cosafa após afastar a Zâmbia na marcação das grandes penalidades, por 5-4. Com esta qualificação a final, os Mambinhas asseguram também a qualificação inédita ao CAN da categoria, que terá lugar próximo ano.

Na partida da meia-final diante da Zâmbia, os Mambinhas experimentaram muitas dificuldades desde o início da partida, com o adversário a querer assumir o protagonismo e o favoritismo, mas a encontrar uma equipa com créditos já consolidados, até porque grande parte dos jogadores fizeram parte da selecção vice-campeã regional de sub-17, de 2019.

Aliás, o árbitro tswana que ajuizou a partida ainda ajudou os zambianos quando expulsou, de uma sentada o lateral esquerdo dos Mambinhas Belarmino Manhice, por entrada sobre um adversário, depois de ter mostrado primeiro o cartão amarelo, e o seleccionador nacional, Dário Monteiro, por reclamar as suas decisões.

Estavam decorridos ainda 39 minutos.

Mas os Mambinhas conseguiram segurar o nulo até ao intervalo.

Na segunda parte a toada foi sempre a mesma, com a Zâmbia a chegar com mais perigo da selecção nacional, a criar mais jogadas de perigo, mas sem conseguir o golo. Os Mambinhas, por seu turno, tentavam sacudir a pressão e de forma tímida esboçavam uma reacção.

Os instantes finais foram de autêntico sufoco para os Mambinhas, com o guarda-redes Kimiss Zavala a ser o herói, ao defender todas bolas com selo de golo.

Nas grandes penalidades, Kimiss Zavala voltou a ser gigante ao defender o segundo penalti dos zambianos, apontado por Jonh Chishimba, carregando a selecção nacional para o feito inédito. Dércio Augusto confirmou a passagem à final e a qualificação inédita ao CAN-2021, de sub-20.

Na final deste domingo, quando forem 15H00, os Mambinhas defrontam a Namíbia, que afastou Angola com vitória por uma bola sem resposta.

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