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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol sub-20 já está em Nampula para um estágio de 10 dias. Os jogadores foram recebidos, na sexta-feira, de forma calorosa por outros jogadores das fases iniciais. O governador Manuel Rodrigues desejou sucessos à equipa nos jogos que vai realizar na Mauritânia em Fevereiro e Março.

Depois de ter estado no Songo, na província de Tete, a selecção nacional de futebol sub-20 escalou a cidade de Nampula onde durante 10 dias vai realizar um estágio pré-competitivo tendo em vista a participação no Campeonato Africano das Nações, CAN sub-20 que vai decorrer de 14 de Fevereiro a 6 de Março na Mauritânia.

O ambiente registado pela nossa equipa de reportagem durante a passeata pelas artérias da “capital do norte” revelava uma equipa com a moral em cima. Os jogadores de palmo e meio de Nampula juntaram-se aos atletas sub-20. Tiraram fotografias e os cartazes empunhados traziam mensagens como “Olhem para a formação”, que o director do Gabinete Técnico da Federação Moçambicana de Futebol, Arnaldo Salvado, leu e no encontro que o grupo manteve com o governador da província, Manuel Rodrigues, fez questão de lançar o seguinte apelo: “queremos jogadores do norte nas nossas selecções nacionais”.

O governador ouviu, fez as honras da casa, desejando boa estadia e sucessos nos jogos que a selecção vai realizar na Mauritânia. “Queremos transmitir o calor de toda a população que vai acompanhar dia a dia a preparação da nossa selecção nesta segunda fase. Nós como província de Nampula, como disse, é um dado histórico e único porque das 10 províncias, mais uma que é a capital Maputo, fomos sorteados, Nampula é sortudo por acolher esta nossa selecção”, considerou Manuel Rodrigues.

Em Nampula, estão previstos três jogos: um com a selecção da cidade de Nampula e dois com os representantes de Nampula no Moçambola 2021 – o Ferroviário de Nampula e o Ferroviário de Nacala.

“Estamos a nos preparar para daqui em diante estarmos em condições de enfrentarmos qualquer adversário. Temos uma equipa jovem; são muitos jogadores talentosos que apesar de terem muito potencial são jogadores que ainda estão a adquirir qualidade. É o que procuramos transmitir em todos os instantes porque essa qualidade é muito importante para  os jogadores moçambicanos”, salientou Dário Monteiro, seleccionador nacional de sub-20.

Os “Mambinhas” vão representar o nosso país no CAN sub-20, depois de terem conquistado a taça Cosafa na África do Sul.

A sua causa, empenho e dedicação ao hóquei em patins moçambicano deram frutos! Os resultados, aliás, da selecção nacional de hóquei em patins em provas internacionais têm a sua mão, até porque não só fez a ponte entre os jogadores que jogam no exterior como também contribuiu, com a sua experiência, para indicação de treinadores com qualidade que orientaram o país.  Chama-se Zé Carlos, figura que mesmo estando a residir na Inglaterra, não deixa de se engajar pelo desenvolvimento do hóquei em patins moçambicano.

“Estou ligado ao hóquei em patins há mais de sessenta anos. Comecei a patinar aos cinco anos e, mais tarde, iniciei a prática do hóquei em patins. O hóquei em patins está dentro de mim, portanto, sempre acompanhei esta modalidade. E, ao longo da minha carreira, tive muitos sucessos mas também acumulei alguns insucessos que me deram coragem para continuar”, começou por recuar no tempo Zé Carlos, que se encontra na sua terra natal.

A sua colaboração com o elenco cessante da Federação Moçambicana de Patinagem é motivo de grande orgulho! Mas porquê? Porque, nos últimos anos, Moçambique conquistou o Mundial do grupo “B”, em Montevideu, Uruguai, regressando para a elite da modalidade. Mais: classificou-se, em 2011, no quarto lugar no Mundial de San Juan, na Argentina, naquela que foi a melhor prestação de sempre. Há ainda registar a conquista, em 2019, da Taça Intercontinental, em Barcelona, Espanha.

“Devo, desde já, dizer que nestes últimos dez anos de trabalho conjunto com o presidente Nicolau Manjate, foi sempre um enorme prazer estar com as nossas selecções nacionais que representaram o país. Foi um enorme prazer ter feito parte do corpo técnico e na escolha de jogadores que evoluem no exterior, fazendo esta ponte com os que jogam no país assim como de treinadores da selecção nacional”, notou.

E falou sobre o futuro. Futuro esse que passa por olhar para outras vertentes da modalidade. “Recentemente, com o aparecimento da patinagem em linha, dei o meu contributo ao movimento através do patinador Donaldo Salvador que participou num evento internacional em Berlim, na Alemanha. E, depois, ajudei no processo relacionado com a expansão dessa modalidade de patinagem em linha aqui no país” acrescentou.

Hoje, exemplificou: “contamos com cerca de sete disciplinas que fazem parte do world skate internacional. É preciso haver uma correspondência com o que se passa lá fora e o que se faz dentro do país. Eu tenho feito esta leitura ou ponte de permanente contacto com o que se passa fora e aqui em Moçambique. O que tenho estado a fazer é a ligação para que as coisas, realmente, estejam harmonizadas e produtivas. É claro que nem tudo foi perfeito, até porque há sempre dificuldades”.

“KIKO TEM POTENCIAL PARA SER UM GRANDE TREINADOR”

No final do ano passado, realizaram-se as eleições na Federação Moçambicana de Patinagem, escrutínio que ditou como vencedor Eneas Comiche Júnior. Mas estas eleições, envoltas em polémica, culminaram com uma providência cautelar no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, avançada pelo candidato Nelson Costa.

“Neste momento, estou preocupado com a situação actual do hóquei em patins em Moçambique. Ou seja, esta transição com a saída do presidente Nicolau Manjate e com a nova direcção que foi eleita. Estou preocupado com a posição do outro candidato que avançou com uma acção de providência cautelar no tribunal. Ao longo da minha vida desportiva, nestes 60 anos, eu nunca estive em tribunal algum para lidar com o hóquei em patins”, indagou.

Não deixou, no entanto, de reconhecer que há posicionamentos diferentes no hóquei patins que devem servir para unir cada vez mais os fazedores da modalidade.

“Claro que nós temos algumas insuficiências e, quando as pessoas se aproveitam dessas insuficiências, ficamos numa situação em como se tivéssemos uma ferida no nosso corpo. No lugar de termos alguém a sarar estas feridas, temos pessoas a abrirem cada vez mais, provocando mais dor. Esta é a situação actual do hóquei em patins. Não há necessidade nenhuma de se recorrer ao tribunal”, lamentou Zé Carlos.

Para o ex-praticante de hóquei em patins, é preciso que os problemas da modalidade sejam discutidos em fórum próprio.

“Estamos habituados a ver os nossos problemas serem resolvidos no nosso próprio tribunal. Nós temos a nossa maneira de ser e estar que nos diferencia muito das outras modalidades. Talvez, por causa disso, conseguimos ter algum sucesso visível fora do país. Esta modalidade necessita não só de material e equipamento como também de técnicos com formação e qualificados”, frisou.

E deixou ficar um alerta: “Nós não temos técnicos formados e com bases científicas para darem formação quer no hóquei em patins quer na patinagem em linha”.

Adiante, Zé Carlos refere que “temos jogadores que acumularam experiencia, mas não temos formação científica que implica ter graus de nível I, II e III”.

Carlos reconheceu o potencial de Spiros “Kiko” Esculudes, ex-capitão da selecção nacional de hóquei em patins. “Há uma figura que eu penso que tem um grande potencial para formar e preparar jovens que é o Kiko. Foi um bom jogador e com enorme qualidade. Representou a selecção nacional com brio e fez um bom trabalho no Mundial sub-19. Há que destacar ainda o facto de ter sido adjunto de Pedro Nunes, na selecção principal. Penso que devia abraçar o treinamento e não se focar no dirigismo”.

Depois de várias incertezas, o campeonato nacional de futebol vai, desta vez, arrancar, amanhã, com a edição 2021 do Moçambola. O destaque da jornada inaugural, para além do jogo de abertura, entre Associação Desportiva de Vilankulo (ex-ENH) e o Ferroviário de Nacala, vai para os embates entre o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva de Songo e entre o Ferroviário da Beira e o Costa do Sol.

Depois de um ano inteiro de incertezas, teve que se passar para o ano seguinte para ver a bola rolar, naquela que é a maior competição futebolística do país, o Moçambola. Foram muitos adiamentos, respectivamente em Outubro, em Novembro e em Dezembro, mas finalmente em Janeiro, a bola volta a rolar no país.

ABERTURA EM VILANKULO

Tal como já havia sido prometido, a cerimónia de abertura terá lugar no Alto Macassa, em Vilankulo. Só não se imaginava que seria em moldes nunca antes projectados, já que de cerimônia mesmo, não haverá quase nada, senão o pontapé de saída e o jogo entre a Associação Desportiva local e o Ferroviário de Nacala.

Ou seja, não haverá a tradicional festa, com espectáculo musical, onde vários artistas animam os presentes e os que assistem pela televisão, até poque nem público teremos nas bancadas, senão mesmo os “convidados de luxo” da Liga Moçambicana de Futebol, nomeadamente os dirigentes das duas colectividades, do município e do futebol moçambicano, nomeadamente a FMF, SED e outros.

O jogo, esse, vai envolver duas equipas que se conhecem bem, já que se cruzaram por 10 ocasiões, com o equilíbrio a ser tónico, uma vez que os “locomotivas” venceram quatro jogos e os “hidrocarbonetos” por três vezes. Registo ainda de três empates. Mas também vai opor dois treinadores jovens e que sabem estar nas suas equipas, nomeadamente Victor Mayamba, pelo lado dos donos da casa, e Antero Cambaco, pelo lado dos visitantes.

Uma partida que é inaugural e, por conta disso, especial, motivo mais que suficiente para ter um trio de arbitragem especial, composto por mulheres, nomeadamente Ema Novo a comandar e a ser auxiliada por Roda Mondlane e Olinda Augusto.

Um jogo cujas emoções serão acompanhadas em directo, na Stv Notícias, este sábado a partir das 15H00.

JOGOS ESCALDANTES EM MAPUTO E BEIRA

Mas há mais embates interessantes nesta jornada inaugural do Moçambola 2021, já no domingo. Em Maputo, mais concretamente no Estádio da Machava, teremos a reedição da última final da Taça de Moçambique, entre Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo.

Nessa final os “hidroeléctricos” venceram por duas bolas sem resposta e motivos bastantes para que o ensejo de vingança “locomotiva” faça deste jogo um grande jogo. E claro, as duas equipas vem se preparando a contendo para esta competição e tudo farão para amealhar os primeiros pontos, que serão importantes nas contas finais.

Até porque os jogos de controlo que foram realizando, adicionados a recente eliminação da turma de Songo, fazem prever um embate de gigantes, que terá a arbitragem de Adriano Alfinar, auxiliado por Zacarias Baloi e Castro Betane.

Já no Chiveve estará o melhor trio do país: Celso Alvação, Arsénio Marrengula e Osvaldo de Jesus para ajuizar o embate entre o Ferroviário da Beira e o Costa do Sol.

Apetrechados esta temporada e com uma estrutura forte em termos de organização, os “canarinhos” são fortes candidatos a vencerem a partida e, quiça, o Moçambola, mas terá que demonstrar dentro das quatro linhas, num terreno que não é fácil para qualquer adversário e onde a felicidade tem sido menos para os visitantes.

Mesmo sem público, o Caldeirão vai fervilhar com esta partida de colossos, que será, certamente, de grandes emoções para Mambucho, que trocou os beirenses pelo ninho do canário.

DOIS ESTREANTES JOGAM FORA

No que aos estreantes diz respeito, destaque para dois que começam a saga do Moçambola fora de portas. A Black Bulls desloca-se a Nampula para defrontar o Ferroviário de Nampula e vai, certamente, querer provar porque os Mambinhas sub-20 tem quase metade do seu plantel composto por jogadores da sua casa. E também vai querer mostrar que não está fragilizada com esta sangria de jogadores que estão em estágio em Songo.

E o Ferroviário de Nampula também vai querer mostrar que factor casa ainda é válida, mesmo sem público e amealhar os primeiros pontos. Ou seja, espera-se equilíbrio neste jogo.

Mais difícil será a vida do Ferroviário de Lichinga, que atravessa todo país para chegar a Maputo para defrontar a Liga Desportiva de Maputo. A suposta desistência da turma de Hanhane teve repercussão, já que muitos jogadores saíram da colectividade, mas Ali Hassan quer mostrar a sua veia talentosa de treinador e sair com os três pontos. Já os “locomotivas” de Lichinga querem se mostrar ao futebol moçambicano a partir desta jornada.

Sorte diferente teve o Matchedje de Mocuba que inicia a odisséia em casa, recebendo o Desportivo Maputo. Os problemas enfrentados pelos “alvi-negros” nos últimos tempos fazem antever uma partida equilibrada, pese embora a turma de Rogério Marianni esteja com níveis elevados, mas os “militares” de tudo farão para surpreender neste arranque do Moçambola 2021.

OS ÚLTIMOS A ENTRAREM JOGAM JUNTOS

Finalmente o embate duas equipas que foram as últimas a serem confirmadas nesta competição, em face do processo de licenciamento: Incomáti e Textáfrica de Chimoio. Algo curioso nesta partida é que Artur Comboio e alguns dos seus jogadores no Incomáti de Xinavane, vão defrontar a sua antiga equipa, pelo menos onde treinaram durante algum tempo, ano passado, e onde foram afastados sem sequer realizar um jogo. Do lado dos “fabris” do Planalto está Amide Tarmamade, que depois do sucesso no Maxaquene, agora quer se “exibir” no centro.

Esta partida será, certamente, caracterizada por um equilíbrio, onde o vencedor só será conhecido ao cabo dos 90 minutos, quando Simões Guambe der o apito final.

A internacional basquetebolista moçambicana, Tamara Seda, diz que a sua segunda temporada no RPK Araski está a correr de feição. Em entrevista ao sítio do seu clube, a melhor ressaltadora do “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal, fala ainda do seu percurso na modalidade da bola ao cesto, assim como motivações para praticar o basquetebol.

Em primeiro lugar, desejamos um feliz ano. O que gostaria de pedir para este ano de 2021?

Muito obrigado. Só vou pedir uma coisa: que o mundo volte ao normal.

Depois de um início um tanto irregular, a equipa contabiliza agora cinco vitórias consecutivas. Como é que analisa a sua segunda época no RPK Araski?

Posso dizer que o meu segundo ano, aqui, foi muito bom. É verdade que tivemos um início difícil onde nada fazia sentido, mas agora estamos muito melhores. Tudo fica melhor quando você ganha e, o trabalho feito durante a semana, se reflete na quadra durante o jogo. Vim para o RPK Araski para aprender, crescer e me sentir bem comigo mesma. Devo dizer que isso não mudou.

Como é que se sente longe de casa e da família, sobretudo, nessas datas especiais?

Tem sido assim nos últimos oito anos. Esta é a vida que escolhi para mim, e presumo. Mas é muito difícil em Dezembro quando você sabe que sua família e amigos estão todos juntos e eu estou distante. Embora passe o Natal com meus colegas e treinadores, não é a mesma coisa.

Fale-nos um pouco sobre Moçambique…

O que posso dizer sobre Moçambique? Temos um clima tropical, óptimas praias, óptima comida, óptimas pessoas. Não me entenda mal, temos nossas coisas más também, mas eu amo estar em casa.

Como é que o basquetebol é vivido em Moçambique?

Temos um bom basquetebol em Moçambique, mas o problema é que não temos muitas equipas para competir entre si. Por exemplo, a Liga Feminina é composta por apenas 5-6 equipas e é semi-profissional, o que significa que o basquetebol é jogado em pouco tempo. Temos muitos adeptos, mas a maioria deles aparece quando temos torneios internacionais. Nas escolas, não existe realmente um desporto e específico que é praticado. Então, temos miúdos e raparigas que aprendem actividade física incluindo todos os desportos. Mas não há competição nas escolas quando se trata de desportos como aqui.

Depois de praticar o voleibol, decidiu abraçar o basquetebol aos 17 anos. Como é que se deu essa mudança?

O voleibol era minha paixão e não queria jogar basquetebol porque achava que era mais um desporto para homens. Confesso que, sendo alta, as pessoas muitas vezes pensavam que eu era um menino. Então, eu queria praticar uma modalidade ‘mais feminina’ que existia, mas não era muito bom no voleibol. Decidi tentar no basquetebol e me apaixonei desde o primeiro dia.

O que você gosta de fazer nos seus dias de folga? Qual é o seu canto preferido de Vitoria-Gasteiz?

Nos dias de folga gosto de cuidar de mim, cuidar dos cabelos, limpar a casa, assistir a um filme, quem sabe ir ao shopping ou tomar um café (embora agora fique mais tempo em casa). Em Vitória, adoro ir ao café Bertiz e ficar sozinha ou com alguém.

Você ainda tem muito basquetebol pela frente. Mas, depois de terminar a sua carreira, o que você gostaria de fazer?

Bem, ainda não sei o que vou fazer depois de terminar a minha carreira como jogadora de basquetebol, mas com o passar dos anos estou mais interessado em uma melhor alimentação, actividade física e motivar outras pessoas a terem um estilo de vida mais saudável. Também, talvez, algo relacionado com incentivo aos jovens a fazerem as coisas que desejam, em vez do que devem fazer.

“TEMOS UM BOM BASQUETEBOL EM MOÇAMBIQUE”

 

Há atletas que vemos que de um jogo para outro trocam de calçado, mas no seu caso tem a ver com a troca de penteado. Conte-nos como você decide com que ‘visual’ vai a cada jogo.

Meus penteados não são realmente uma rotina. Com o nosso tipo de cabelo, não podemos ter o mesmo estilo de penteados por muitos dias. Como mulheres negras, pensa-se que o nosso cabelo tem que ter uma boa aparência e estar sempre limpo. Então, para as meninas que têm o mesmo tipo de cabelo que eu e não mudam com frequência, é porque não sabem como fazer. Então, para mim, se um penteado dura um dia, eu o troco no dia seguinte, não porque tenho que ficar diferente a cada partida. É totalmente normal que eu mude meu penteado com frequência porque sei como fazê-lo.

Catorze equipas,  26 jornadas de grandes emoções  e  sete províncias do país na rota da maior prova do calendário futebolístico moçambicano.

Luta renhida pela conquista do título e manutenção tranquila na elite do futebol moçambicano. É o que se advinha, a partir de sábado, 16 de Janeiro de 2021, quando se der o pontapé de saída da prova-mor  na paradisíaca vila turística de Vilankulo, palco do jogo de abertura do Moçambola -2021.

A bola volta a rolar para o gaudio dos adeptos que revelam “muita fome” do desporto rei. Este ano, face à pandemia da COVID-19, não se vai realizar o “habituê” festival de abertura, marcado por muita festa com actuação de músicos e grupos de dança que tem colorido a festa do futebol. A Liga Moçambicana de Futebol, segundo deu a conhecer o vice-presidente da agremiação, Augusto Pombuane, vai fazer um evento mais discreto com número de limitado de convidados para evitar a propagação da COVID-19.

Solicitada pelos clubes, que pretendem ter um encaixe financeiro e valorizar o espectáculo, a presença do público ainda é uma incógnita nos palcos que selecionados para acolher jogos do Moçambola. Às autoridades de saúde, caberá a última palavra.

Factor determinante para que a prova decorra sem sobressaltos, foi definido um protocolo sanitário conjuntamente com o Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Desporto e  Federação Moçambicana de Futebol  para que respeite as medidas de prevenção da COVID-19.

Os clubes, lembre-se, apresentaram uma proposta na qual se vai testar apenas atletas com sintomas para além daqueles que apresentarem temperaturas elevadas no processo de medição da temperatura corporal.

Sabe-se que o Ferroviário de Nacala irá fazer, numa primeira fase, os seus jogos no Estádio 25 de Junho, em Nampula, enquanto decorrem as obras de reabilitação do seu recinto.

A Liga Moçambicana de Futebol marcou, na semana passada, as três primeiras jornadas do Campeonato Nacional de Futebol.

Mais uma exibição de grande nível, mais um registo para reter! Para não variar, a internacional basquetebolista moçambicana, Leia “Tanucha” Dongue, esteve “onfire” sábado último, 9 de Janeiro, na vitória do Nantes Rezé Basket sobre o Saint-Amand Hainaut Basket, por 70-54, em jogo da fase regular da Liga Francesa de Basquetebol feminino.

Tanucha arrancou um duplo-duplo, ou seja, 19 pontos e 10 ressaltos em 29:18 minutos em que permaneceu na quadra.

A valorosa basquetebolista moçambicana foi secundada, nesta partida, por Romana Hejdova que contabilizou 12 pontos e quatro ressaltos em 34:16 minutos na quadra.

Ao nível global, Leia “Tanucha” Dongue apresenta na sua época de estreia no basquetebol  francês  médias de 14.4  pontos e 6.4 ressaltos em 28:42 minutos na quadra.

Os “targets”de Tanucha na competição são notáveis, senão vejamos: 74% na linha de lances livres (36/46 tentativas), 50% nos tiros exteriores (6/12 tiros) e 43% nos tiros de campo (45/104).

De resto, Leia Dongue é a melhor marcadora da sua equipa, seguida de Ziomara Morrison com média de 13.7 pontos.

Voltando ao duelo de sábado! A  equipa de Leia “Tanucha” Dongue teve um aproveitamento de 25% nos tiros exteriores (cinco lançamentos concretizados em vinte tentados) contra 23% do seu adversário.

O  Saint-Amand Hainaut Basket esteve melhor no aproveitamento na linha de lances livres, ao concretizar 10 em 15 (66%),  enquanto o Nantes Rezé Basket apresentou-se com uma percentagem de 53% (sete em treze lançamentos).

No que aos tiros de campo diz respeito, o do Nantes Rezé Basket obteve o registo de 48% (29 em 60 lançamentos concretizados), contra 29%  (20 em 68 lançamentos ) do Saint-Amand Hainaut Basket.

Dominador na tabela, Nantes Rezé Basket colectou 43 ressaltos contra 37 do Saint-Amand Hainaut Basket, para além de nove intercessões e 23 perdas de bola. O seu adversário terminou a partida com 15 “turnovers” e 13 intercessões de bola.

Na última partida do ano passado,  na qual o Nantes Rezé Basket perdeu diante do Lyon por 79-61, Leia             Bastião Dongue destacou-se com 18 pontos e quatro ressaltos.

Lembre-se que, na última uma temporada (interrompida devido à pandemia da COVID-19), Tanucha representou o Campus Promete da Espanha, onde obteve o registo de 16,2 pontos e 8 ressaltos.

Tanucha já representou ainda, na Espanha, o  Spar Citylift Girona clube com o qual sagrou-se campeã em 2019, após vencer o  Perfumerías Avenida por 2-0 no “play-off” da final da Liga Dia.

Com Zainadine Jr a titular e a capitanear os “insulares”, o Marítimo eliminou, segunda-feira, o Sporting nos oitavos-de-final da Taça de Portugal após  vitória por 2-0 no Funchal.

Seguro a defender, o internacional moçambicano foi um dos artífices da primeira derrota do Sporting nas competições internas em Portugal.

No final do encontro, o valoroso jogador da selecção nacional de futebol mostrou-se maravilhado com a transição para os quartos-de-final da Taça de Portugal. “Zaina” não deixou de elogiar o grupo de trabalho pelo triunfo diante dos “leões”, actuais líderes da Liga NOS.

“Esta é uma vitória muito importante e o Sporting é uma grande equipa, líder do nosso campeonato e ainda não tinha perdido. Trabalhámos durante a semana para ser a primeira equipa ganhar ao Sporting e felizmente conseguimos», vincou o defensor verde-rubro na zona de entrevistas rápidas, elogiando a preparação feita para o jogo, citado pelo sítio oficial do Marítimo.

Zainadine Jr reconheceu a qualidade do conjunto orientado por Rúben Amorin que, na sua óptica, bateu-se muito bem nas quatro linhas.

«Foi difícil, eles movimentam-se muito, uns procuram a bola em apoio, outros a profundidade. Nós conseguimos colocar em prática tudo o que trabalhámos e saímos daqui com um bom resultado», rematou.

Nesta partida, escreve o sítio do jornal português “A Bola”, o treinador do Sporting, Rúben Amorim mudou várias peças do habitual onze titular e viu o avançado brasileiro Rodrigo Pinho, aos 68 minutos, bater Luís Maximiano pela primeira vez para fazer o 1-0.

10 minutos volvidos, Pinho voltou a estar em destaque, fazendo, de cabeça, a assistência para o defesa-central Léo Andrade assinar o 2-0, confirmando a primeira derrota dos leões em jogos das competições nacionais em 2020/21.

A equipa madeirense é, assim, a primeira a carimbar um lugar nos quartos-de-final da prova, esperando agora pelo vencedor da eliminatória entre Rio Ave e Estoril para conhecer o próximo adversário.

2020 foi um ano atípico para o desporto moçambicano, no geral, e hóquei em patins, em particular. As competições internas foram canceladas, devido à pandemia da COVID-19.

A 29 de Outubro do ano passado, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou novas medidas de abertura no país, depois de meses de restrições para conter a COVID-19.

O Chefe de Estado comunicou a retoma das actividades desportivas, a partir de 15 de Novembro de 2020, mas várias federações e associações desportivas planificaram a retoma das actividades para este ano. É o caso da Associação de Patinagem da cidade de Maputo (APCM), agremiação presidida por Rui Pereira, que projecta a retoma de actividades para a segunda semana de Fevereiro.

O hóquei em patins é uma das modalidades que tem representado condignamente o país em competições internacionais. Para quando está prevista a retoma das actividades nesta modalidade ao nível interno?

A retoma de actividades no hóquei em patins está prevista para a segunda semana de Fevereiro. Na próxima semana, teremos um encontro com os nossos associados, ou seja, os clubes que movimentam a modalidade na cidade de Maputo. Neste encontro, vamos definir os termos para o regresso das competições.

Qual é o plano de actividades da Associação de Patinagem da cidade de Maputo para o presente ano?

Dentro das nossas previsões, teremos as quatro provas que normalmente organizamos, nomeadamente Torneio de Abertura, Torneio de Preparação, Campeonato da cidade que é a prova-rainha, e Taça Maputo. Não vamos organizar a Supertaça, até porque ano passado não tivemos o Campeonato da Cidade e a Taça Maputo devido à pandemia da COVID-19. Portanto, não há condições objectivas e não faz nenhum sentido termos da Supertaça.

Que medidas serão observadas para a retoma de actividades, tendo em conta as limitações impostas pela COVID-19?

Primeiro, clarificar que as nossas actividades irão decorrer sem a presença do público. Apenas teremos a presença dos jogadores, treinadores, árbitros e pessoal de apoio nos pavilhões. Os jogadores e treinadores, nos bancos, terão que usar máscaras e observarem o distanciamento físico. Vamos cumprir todas as medidas recomendas pelas autoridades de saúde para a prevenção da COVID-19.

As camadas de formação, que nos últimos anos tiveram um “boom” grande com a realização de várias provas e regresso nas participações em provas internacionais, já iniciaram os treinos. Quando é que voltam a competir?

As provas dos escalões de formação irão decorrer simultaneamente com as dos escalões de formação. Temos várias equipas, mas somente depois da reunião com os clubes é que teremos uma definição clara sobre quantas irão disputar a prova.

Ano passado, foi eleita uma nova direcção da Federação Moçambicana de Patinagem num processo marcado por contestação do candidato derrotado que submeteu uma provisão cautelar junto do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. Neste momento, há um vazio directivo. Até que ponto esta situação vai limitar o vosso plano de actividades?

O impacto deste impasse é muito grande porque, estatuariamente, devemos submeter o nosso plano de actividade à Federação Moçambicana de Patinagem. Neste sentido, não temos como fazê-lo neste momento. Para os devidos efeitos, nós estamos sem uma federação neste momento. Temos uma federação que terminou o mandado e entregou as pastas e, por outro lado, há outra que não tomou posse. Contudo, a Associação de Patinagem da cidade de Maputo e outras agremiações não podem parar as suas actividades à espera que este imbróglio seja resolvido.

Qual é a principal mensagem que deixa ficar a todos os fazedores do hóquei em patins, particularmente, neste momento de incertezas que a modalidade vive?

Concentrem-se no dia-a-dia, concentrem-se nas actividades da modalidade. Concentrem-se, quando for o caso, na representação condigna do nosso país em provas internacionais. Da parte da Federação Moçambicana de Patinagem, vamos esperar que tudo volte ao normal porque também temos a questão de apoios que vem dos parceiros da agremiação.

Fim da estação. Ponto final a uma ligação de 15 anos. Os gémeos Orlando “Nando” e Ermelindo “Mindo” Novela, durante década e meia fiéis ao seu “metier”, trocam agora a zona baixa da capital do país por Chiveve, onde se lhe espera uma melhoria contratual relativamente a que lhes foi oferecida pelos campeões nacionais.

Aliás, e de resto confirmado por fonte do clube, os valores exigidos pelos internacionais moçambicanos para a renovação dos respectivos contratos, expirados em Novembro, foram considerados incomportáveis pelo Ferroviário de Maputo.

Agora, o futuro passa por um rival cuja operação de charme para a sua contratação foi “abortada” há uma temporada.

Os atletas assinaram um contrato válido por três temporadas e mais uma de opção, sendo que a sua cláusula de rescisão foi fixada em USD 50, 000 (cinquenta mil dólares norte americanos).

O “País” sabe que a inscrição de Orlando “Nando” e Ermelindo “Mindo” Novela já deu entrada na Associação Provincial de Basquetebol de Sofala, que remeteu a mesma a Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB).

Os gémeos abraçam um novo desafio depois de terem conquistado vários títulos de campeão nacional e da cidade, desde que ascenderam aos seniores no Ferroviário de Maputo.

O último dos quais foi o ano passado, quando o Ferroviário de Maputo derrotou o Costa do Sol por 3-0 no “play-off” a melhor de cinco jogos da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Os “locomotivas” venceram o jogo 1 por 93-76, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, e, no segundo embate, tiveram algumas dificuldades mais superaram o seu adversário com uma vitória por 94-87 em pleno pavilhão do Maxaquene. No pavilhão da UEM, a 11 de Agosto, confirmaram a sua supremacia com um triunfo por 86-68.

Em 2018, numa prova em que Orlando “Nando” Novela teve tudo para ser MVP, até pelas excelentes exibições, o Ferroviário de Maputo campeou com enorme classe. E de forma categórica ao bater o seu homónimo da Beira por 82-75 no terceiro jogo dos “play-off” da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, a melhor de cinco jogos.

Categórico, o Ferroviário de Maputo nem sequer precisou chegar ao quinto jogo, até porque venceu o “play-off por 3-0.

Uma vez mais, com os gémeos Novela da darem o seu contributo, venceu o jogo 1 no pavilhão do Maxaquene por 81-76.

Depois, e ainda na “catedral” do basquetebol moçambicano, uma vitória por quatro pontos (72-69) colocou o Ferroviário de Maputo perto do título.

Em 2011, com apenas 20 anos e numa equipa treinada por Carlos Ibrahimo Aik, Ermelindo Novela foi campeão pelo Ferroviário de Maputo e saiu da prova com o troféu de jogador mais valioso, MVP.

Sete anos depois, ou seja, em 2018, voltou a ser distinguido MVP, mas desta feita, no Campeonato da cidade, além de ter sido considerado melhor marcador.

VEM AÍ LUIZ HERNANDEZ

No seu reinado, Beira foi tão feliz porquanto conquistou os títulos de campeão nacional em 2013 e 2014, quanto infeliz porque perdeu, de forma desastrosa, o seu reinado em 2015 para o Desportivo de Maputo então liderado pelo MVP Pio “Lingras” Matos.

Luiz Hernandez, “coach” que colocou o Ferroviário da Beira no olimpo do basquetebol moçambicano com reforço dos competentíssimos americanos Kejuan Johnson e Jeffrey Fanhbulleh, está de volta cinco anos depois.

O espanhol, que sucede da Nasir “Nelito” Salé, deverá ser apresentado, nos próximos dias, como treinador da equipa sénior masculino e coordenador do departamento de basquetebol.

Pesou, para esta opção, o facto do Ferroviário da Beira ter falhado a conquista do título na Liga Moçambicana de Basquetebol, prova na qual quedou-se na terceira posição após vencer a A Politécnica.

Mais: a proximidade e boas relações entre o recém-eleito presidente do Ferroviário da Beira, Valdemar Oliveira, e o espanhol Luiz Hernandez.

O Ferroviário da Beira garantiu, para já, a contratação do poste Lote Tonela, que na última temporada representou a A Politécnica, e Augusto “Gordo” Matos, que evoluiu no Costa do Sol.

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